De acordo com o Índice Global de Inovação (GII) 2026 da OMPI, Suíça, Suécia, EUA, República da Coreia e Singapura mantêm a liderança da classificação mundial de inovação em 2026. Por sua vez, China, Índia, Vietnã, Turquia, Filipinas, Marrocos e Indonésia (em ordem de classificação) têm progredido mais rapidamente na última década. Brasil, Maurício, Arábia Saudita e Catar também apresentam trajetória ascendente.
Lançado na última terça-feira (29/09) em Genebra, o estudo das Nações Unidas explica que a inteligência artificial vem impulsionando a retomada do financiamento de capital de risco e dos gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D). Ao mesmo tempo, as economias emergentes continuam a registrar avanços em inovação ao lado dos líderes tradicionais nessa área.
O GII da OMPI avalia o desempenho em inovação de quase 140 economias com base em cerca de 80 indicadores, que abrangem P&D, comércio de alta tecnologia, emprego qualificado e licenciamento de propriedade intelectual. A publicação é a principal referência mundial para formuladores de políticas, líderes empresariais e outros agentes interessados em compreender o que impulsiona a inovação em diferentes economias.
Estimativas do GII 2026 indicam que os gastos mundiais com P&D cresceram mais de 3,3% em termos reais em 2025. Em 2026, aumentarão 3,6%, alcançando US$ 3,4 trilhões. Esse crescimento dos gastos com P&D é cada vez mais observado em economias de renda média, como Egito, Indonésia, Malásia e Vietnã. Os gastos empresariais com P&D registraram aumento real de 5,8% em 2025, chegando ao recorde de US$ 1,5 trilhão, impulsionados por empresas de software e de IA, bem como pela P&D voltada à defesa.
O volume de capital de risco destinado a novas startups inovadoras e ideias de negócios cresceu 28% em 2025, somando US$ 510 bilhões. Foi o maior aumento anual desde 2021. No entanto, os investimentos estão cada vez mais concentrados, com a IA respondendo por 53% do valor das operações de capital de risco no mundo (77% no primeiro semestre de 2026), embora o número dessas operações tenha caído pelo quarto ano consecutivo. Ainda assim, a atividade de capital de risco amplia seu alcance geográfico: as startups africanas captaram cerca de US$ 3,2 bilhões em 2025, uma alta de 40% em relação ao ano anterior.
Ao mesmo tempo, uma nova geração de startups de ciência avançada transforma pesquisas de fronteira em novos setores. Um capítulo temático especial do GII 2026 mapeou mais de 30 mil startups que atuam nas áreas de semicondutores, robótica, computação quântica, ciências da vida, atividades espaciais e materiais avançados. Observou-se crescimento particularmente forte na Ásia Central e Meridional, na América Latina e na África Subsaariana.
“A IA vem abrindo novas fronteiras tecnológicas em todas as áreas da ciência. Ao mesmo tempo, os investimentos governamentais e empresariais em pesquisa atingiram níveis recordes em 2025”, afirma o diretor-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), Daren Tang.
“Nosso relatório GII 2026 mostra que uma nova geração de startups de ciência profunda converte avanços científicos em produtos e transforma áreas como ciências da vida, atividades espaciais, robótica e energia limpa. Espero que o GII, com a riqueza de análises e dados que oferece, ajude os países a criar ecossistemas nacionais de inovação dinâmicos que favoreçam a chegada de ideias ao mercado e a geração de impactos concretos, impulsionando a produtividade, criando oportunidades e contribuindo para superar alguns dos maiores desafios do mundo.”
Ranking Mundial 2026
- Suíça (1ª posição em 2025)
- Suécia (2)
- Estados Unidos da América (3)
- República da Coreia (4)
- Singapura (5)
- Reino Unido (6)
- Países Baixos (8)
- Finlândia (7)
- Dinamarca (9)
- China (10)
- Alemanha (11)
- Japão (12)
- França (13)
- Hong Kong, China (15)
- Israel (14)
- Canadá (17)
- Estônia (16)
- Áustria (19)
- Irlanda (18)
- Austrália (22)
Segundo o GII 2026, não houve novos integrantes entre as 15 primeiras economias este ano. Canadá (16ª posição), Austrália (20ª) e Nova Zelândia (24ª) recuperam terreno, e os Emirados Árabes Unidos (25ª) avançam cinco posições, entrando para o grupo das 25 economias mais bem avaliadas.
Vinte e uma economias registram desempenho em inovação acima do esperado para seu nível de desenvolvimento, quatro a mais que em 2025. Dessas, 15 são de renda média baixa ou baixa.
Índia e Vietnã são as economias que há mais tempo figuram entre os expoentes em inovação, mantendo-se nesse grupo há 16 anos consecutivos. A África Subsaariana concentra o maior número dessas economias: sete, entre elas a África do Sul, que integra a lista pelo nono ano consecutivo. Moçambique, Paquistão e República da Moldávia retornam ao grupo, e o Butão já apresenta desempenho acima das expectativas em seu primeiro ano no GII.
O Brasil é o único expoente em inovação acima do esperado da América Latina e Caribe.
Para saber mais, siga @wipo nas redes e acesse o Índice Global de Inovação (GII) 2026 em https://www.wipo.int/web-publications/global-innovation-index-2026/en/index.html
NOTA PARA EDITORES
Sobre o Índice Global de Inovação
O Índice Global de Inovação (GII) 2026 é publicado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) com orientação do Comitê Consultivo do GII e da Rede de Associações Industriais (GIIIAN).
Atualmente em sua 19ª edição, o GII nasceu como um artigo de revista e se tornou um poderoso instrumento usado por países de todo o mundo para mensurar a inovação e orientar a formulação de suas políticas econômicas. Na pesquisa da OMPI de 2025–2026, 78% dos Estados membros que responderam (93 de 120) declararam usar o GII para aprimorar suas políticas e seus dados de inovação.
Publicado anualmente, o GII da OMPI utiliza 79 indicadores para classificar 139 economias segundo o desempenho de seus ecossistemas de inovação. O índice é calculado pela média de dois subíndices: Insumos de inovação (Instituições; Capital humano e pesquisa; Infraestrutura; Sofisticação do mercado; Sofisticação empresarial) e Produtos de inovação (Produtos de conhecimento e tecnologia; Produtos criativos). O GII 2026 introduz um indicador de investimento estrangeiro direto (IED) em novos projetos de P&D e alta tecnologia, calculado com base nos projetos anunciados.
Para saber mais, acesse a página global e a página da OMPI no Brasil.
Fonte: brasil.un.org

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