Autor: Redação Qnews

  • EBC destaca protagonismo da comunicação pública na TV 3.0

    EBC destaca protagonismo da comunicação pública na TV 3.0

    A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) esteve presente durante o Fórum RNP 2026, realizado nesta semana em Brasília. O encontro organizado pela Rede Nacional de Pesquisa (RNP) é um dos principais eventos de tecnologia na capital federal, voltado para empresas e órgãos públicos, além de instituições que atuam no segmento.
    A apresentação da EBC foi feita pelo diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia, Braulio Ribeiro.
    “Quero destacar o protagonismo da comunicação pública na transição para a TV 3.0, tendo o aplicativo da Plataforma Comum como o primeiro ícone do novo sistema”, afirmou Bráulio. “E também o protagonismo da EBC nesse projeto, tendo sido escolhida como a gestora da Plataforma Comum”.
    A Plataforma Comum é o ambiente dentro da TV 3.0 que converge o conteúdo de todas as emissoras públicas, como TV Câmara, Senado e Justiça, além das emissoras da própria EBC, como TV Brasil e Canal Gov. Além disso, a plataforma oferece serviços de governo.
    “Neste processo em que a televisão e a internet se encontram, de uma forma positiva, há um campo enorme para as políticas públicas”, avaliou Bráulio.
    “A convergência intencional entre internet e radiodifusão é um jogo de ganha-ganha. Usamos um ambiente de confiança das pessoas, que é a televisão brasileira, para levar mais produtos e, no caso do governo, mais serviços”, explicou Ana Eliza, que representou as Organizações Globo no evento.
    A RNP é uma rede de pesquisa que presta serviços a órgãos de governo, como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, além de Comunicações e outros.
    Nova era
    A TV 3.0 representa a maior evolução da televisão aberta desde a digitalização. O novo padrão integra radiodifusão e internet em um ambiente totalmente baseado em aplicativos, substituindo os canais numéricos tradicionais. A implantação será gradual e começará pelas grandes capitais.
    A tecnologia permitirá experiência interativa e personalizada, com acesso a conteúdos ao vivo e sob demanda; serviços públicos digitais e novas funcionalidades de participação social; melhorias significativas na qualidade da imagem, com transmissões em 4K e 8K, HDR e cores mais vivas; som imersivo, ampliando a sensação de presença; e recursos avançados de acessibilidade.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Imazon aponta desmatamento zero em 60% de terras indígenas na Amazônia

    Imazon aponta desmatamento zero em 60% de terras indígenas na Amazônia

    De agosto de 2025 a julho de 2026, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) aponta que 60% das terras indígenas (TI) na Amazônia registraram desmatamento zero. No período, o desmatamento na região alcançou uma área de 2.702 km².
    Do total de área desmatada no bioma, apenas 1,7%, o equivalente a 46,96 km², foram registrados dentro de terras indígenas. A área desmatada alcançou apenas 40% dos territórios de povos originários e em parcelas, na sua maioria, inferiores a 1 km².
    Segundo o Imazon, os números reforçam a “importância dessas terras e de seus povos para a proteção da biodiversidade, manutenção das chuvas e controle das mudanças climáticas”.
    De acordo com os dados do instituto, os territórios com maiores áreas desmatadas foram a TI Cachoeira Seca, no Pará, que perdeu 4,44 km² no período, seguida da TI Andirá-Marau (AM/PA), com uma área afetada de 2,83 km², e TI Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, no Maranhão, com 2,53 km² desmatados.
    Unidades de conservação
    Dentro das unidades de conservação da Amazônia, o desmatamento representou 9% do total do bioma, o equivalente a 239,76 km². Entre as áreas protegidas mais desmatadas no bioma estão a APA Triunfo do Xingu (PA), que perdeu 90,87 km² de vegetação nativa, seguida da Flona de Altamira (PA) e da Resex Chico Mendes, no Acre, que tiveram, respectivamente, 25,96 km² e 17,24 km² desmatados.
    Estados
    Em números gerais, os estados mais atingidos foram o Pará, Mato Grosso e Amazonas, com perdas de 818 km², 565 km² e 495 km², respectivamente.
    A pesquisadora do Imazon Manoela Athaide ressalta que apesar de figurarem entre os que mais desmatam, os três estados apresentaram uma diminuição no desmatamento na comparação com o calendário do ano anterior.
    “Por possuírem os maiores territórios, esses estados estão com frequência entre os três que mais desmatam, alternando as colocações ao longo dos anos”, destaca
    Histórico
    Em relação a série histórica, iniciada em 2007, o calendário deste ano apresentou o menor índice de desmatamento para a Amazônia dos últimos 11 anos.
    Na comparação com agosto de 2024 e julho de 2024, quando houve desmatamento de 3.503 km², a redução foi de 23%.
    O Sistema de Alerta de Desmatamento também monitora as áreas degradadas na Amazônia afetadas por fogo ou extração seletiva de madeira, onde parte da vegetação nativa permanece, mas há prejuízo ao funcionamento dos ecossistemas.
    De agosto de 2025 a julho de 2026, a Amazônia teve 2.577 km² de área degradada, o que representou uma queda de 93% na comparação com o calendário anterior, quando o bioma teve 35.229 km² degradados.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Pantanal: enfrentar mudanças climáticas depende de outros cinco biomas

    Pantanal: enfrentar mudanças climáticas depende de outros cinco biomas

    Pequeno em extensão, mas gigante em acolhimento, o Pantanal é o bioma que mais recebe influência e faz fronteira com outros ecossistemas. Ao todo são cinco: Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, no Brasil, Chaco e Bosque Chiquitano, na Bolívia e Paraguai.
    A característica faz com que o Pantanal seja um grande reservatório de água e vida que percorrem longas distâncias e alcançam a maior planície alagável do mundo. E a diversidade criada pelo encontro das águas é o que resulta na beleza natural da região, mas também é o que a torna mais vulnerável e ameaçada pelas mudanças climáticas.
    “É uma planície que depende da reação e das causas nos outros biomas e é afetado por toda essa situação. Ainda mais com as mudanças climáticas atuando também no entorno dele”, diz Cyntia Santos, analista de Conservação do WWF-Brasil.
    De acordo com os dados do último mapa de uso e cobertura da terral, divulgado pelo Mapbiomas, em 2025 a Savana Alagada no Pantanal já tinha perdido mais de 1 milhão de hectares, na comparação com o início da série histórica em 1985.
    A área perdida corresponde a 84% do que havia de savana alagada no bioma, sendo que a maioria, 833 mil hectares, foi convertida em outros tipos de formação, como a savânica ou a campestre. Na prática, isso significa que o Pantanal está secando.
    “Partes de rios já sumiram, assorearam, lugares que a gente chama de vazantes, alguns canais que a gente chama de vazantes, que são partes que o rio enche e esvazia, hoje não tem mais e os rios estão bem fracos”, afirma o engenheiro florestal e botânico Cluadinei Terena.
    Nascido na Terra Indígena Limão Verde, no município de Aquidauana (MS), Claudinei se recorda de uma época em que a abundância de água enriquecia o solo e tornava a região propícia para plantar todo o necessário.
    “São coisas que eu aprendi de pequeno, vamos construir aqui uma casa, essa madeira, essa espécie é boa para isso. Vamos procurar umas plantas medicinais. Essa árvore aqui serve para isso, a casca, o fruto, a folha e a raiz cada um serve para alguma necessidade”, conta.
    Fazendo uso do conhecimento tradicional, Claudinei atuou no projeto de restauração 3,3 hectares de áreas de nascentes de rios dentro da Terra Indígena. O objetivo era garantir que a água que flui direto para o Pantanal, também mantivesse aquele pedaço de Cerrado produtivo.
    “Um dos exemplos que a gente apresenta aqui dentro da comunidade é o nosso sistema de cultivo. Nós sempre trabalhamos com agrofloresta sem a gente perceber. A gente sempre plantou em consórcio com alguma coisa”, explica.
    Rede
    Um pouco mais distante do Pantanal, o coletor de sementes Adauto Cândido Pereira vive na comunidade quilombola Santa Tereza, em Figueirão (MS). Integrante da Rede Flores do Cerrado, ele também reconhece na restauração das nascentes o caminho para recompor rios.
    Com a coleta consciente e comercialização das sementes, o trabalho de restauração das margens de rios vai muito além do próprio território. “A gente coleta para atender outros projetos do Estado. Somos 31 coletores e coletoras, sendo 16 mulheres e 15 homens e trabalhamos com regras básicas de coletor, de deixar 30% da semente na árvore. Não chega e pega tudo. Tem cuidado com a árvore, com o meio ambiente.”.
    Restauração
    De acordo com Cyntia Santos os dois projetos são parte das intervenções de restauração das cabeceiras de rios feitas pelo WWF-Brasil no bioma Cerrado para frear as transformações no uso da terra que causam o soterramento das nascentes e impedem o fluxo dos rios contribuintes que escoam para o Pantanal.
    “É uma consequência de atividades econômicas feitas, muitas vezes, de forma desorientada, sem experiência. Falta apoio técnico, falta incentivo”, diz Cyntia Santos.
    Segundo o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, em 30 anos de atuação da organização social no Brasil, 22 são de atuação mais intensificada no Pantanal.
    “A gente trabalha nesses territórios, nessa pegada com parceiros, sempre visando impactos locais, mas também a aprendizagem, geração de dados e conhecimento que nos permitam influenciar as políticas públicas”, explica.
    Energia
    Para restabelecer os fluxos dos rios para o Pantanal, também são desenvolvidos projetos de conscientização sobre outros usos dos corpos de água, como a instalação de pequenas centrais hidrelétricas.
    Segundo Cyntia Santos, além de fragmentarem os rios, esse tipo de investimento afeta a biodiversidade aquática e a economia regional mais vocacionada ao turismo.
    “A energia elétrica ela tem que ser por outras fontes, por exemplo, energia solar, que é uma das mais adequadas para região, já que pequenas centrais ou hidrelétricas para essa região não trazem recursos econômicos nem para governo nem para as populações locais”, diz.
    Dentro do Pantanal, ações para o enfrentamento aos incêndios florestais e a conectividade de vegetação nativa, por meio de corredores que ligam unidades de conservação já existentes, fortalecem espécies como a onça-pintada, um indicador da saúde e da integridade da biodiversidade local.
    De acordo com Cyntia, o conhecimento tradicional dos povos que habitam o bioma é peça fundamental em todo o processo de enfrentamento aos desafios. “A gente consegue com isso potencializar informações, trabalho conjunto, otimizar estratégias e juntos avançar”, conclui.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Dia de Combate ao Fumo: treinar não combina com fumar, destaca Inca

    Dia de Combate ao Fumo: treinar não combina com fumar, destaca Inca

    O Instituto Nacional de Câncer (Inca) promoveu, nesta quinta-feira (27), evento on-line em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado em 29 de agosto. Neste ano, a campanha tem como tema “Atividade física e saúde: treinar não combina com fumar”.
    A finalidade é destacar os efeitos opostos da prática de exercícios e do uso de produtos de tabaco e nicotina sobre o organismo.
    Segundo o Inca, a atividade física fortalece os sistemas cardiovascular, respiratório e muscular, melhorando o condicionamento e a qualidade de vida. Já o tabagismo compromete essas funções, reduz o desempenho físico e aumenta o risco de doenças crônicas.
    A prática de exercícios também pode ser uma aliada para o fim do tabagismo, ao ajudar a reduzir a vontade de fumar e os sintomas da abstinência.
    Para a psicóloga e especialista no tratamento do tabagismo do Inca Vera Borges, a atividade física tem papel fundamental na melhora da saúde como um todo.
    “Esse tema guarda a necessidade de alertar os fumantes de cigarros e de vapes que fazem atividade física e que acreditam que o exercício reduz o risco de adoecimento. Quaisquer das formas desse produto vai trazer prejuízo à saúde.”
    Segundo Vera, todos os ganhos advindos da prática regular de uma atividade física são perdidos com os danos causados pelo tabagismo.
    Dessa forma, o Inca busca prevenir o tabagismo e fortalecer comportamentos saudáveis, proteger ambientes livres dos produtos da nicotina e promover o fim do tabagismo.
    “Treinar e fumar é incompatível, quando a gente pensa no cuidado à saúde.”
    Cigarros eletrônicos
    A campanha também tem como foco informar sobre os danos causados pela dependência à nicotina no universo dos adolescentes e jovens, além de alertar sobre a experimentação de dispositivos eletrônicos para fumar, os vapes, e outros derivados do tabaco.
    De acordo com a especialista, esse público é levado a acreditar que os eletrônicos são produtos menos danosos ao condicionamento físico. Atualmente, ela alerta que o uso de sachês de nicotina é promovido nas redes sociais por influenciadores e atletas como um estimulante natural de bem-estar.
    Segundo a psicóloga, enquanto a atividade física fortalece os sistemas cardiovascular, respiratório e muscular, o uso do tabaco compromete essas funções, reduz o desempenho físico e eleva o risco de doenças crônicas.
    “Fumantes têm menor resistência física, fadiga precoce, recuperação mais lenta após os treinos e maior risco de lesões ou complicações cardiovasculares durante atividades intensas.”
    Os benefícios da atividade física ficam comprometidos diante do uso de tabaco e nicotina com danos à saúde por meio de mecanismos como:
    – Vasoconstrição – a nicotina contrai os vasos sanguíneos reduzindo o fluxo de sangue para os músculos e órgãos;
    – Privação de oxigênio – redução da capacidade do sangue de transportar oxigênio, privando os músculos desse elemento essencial durante o esforço físico;
    – Prejuízo pulmonar – inflamação das vias aéreas reduzindo a função pulmonar, dificultando a respiração;
    – Sobrecarga energética – o esforço físico torna-se maior para atividades que exigiriam menos energia de uma pessoa não fumante.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Desemprego cai para 5,3%, o menor para o trimestre terminado em julho

    Desemprego cai para 5,3%, o menor para o trimestre terminado em julho

    A taxa de desemprego no trimestre terminado em julho ficou em 5,3%. O resultado representa o menor patamar para esse período de três meses de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
    No trimestre anterior, terminado em abril, a taxa era de 5,8%. Já no mesmo período do ano passado, 5,6%.
    Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
    A Pnad revelou que o número de pessoas ocupadas atingiu 103,3 milhões, recorde da série histórica. O número de empregados com carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos) foi 39,4 milhões, também o maior da série histórica.
    Já a quantidade de trabalhadores sem carteira assinada era de 13,8 milhões, crescimento de 3,6% na comparação com o período até abril (mais 477 mil pessoas).
    De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, o crescimento da ocupação no trimestre até julho foi puxado pelo setor de construção civil.
    “A maioria aconteceu entre pedreiros e trabalhadores elementares da construção de edifícios”, cita.
    O analista acrescenta que mudanças tecnológicas têm facilitado a obtenção de ocupação.
    “Hoje em dia, com telefone e bicicleta, você consegue trabalhar. A tecnologia está mudando o mercado de trabalho”, diz.
    A ocupação no agrupamento transporte, armazenagem e correio, que inclui entregadores de aplicativo, cresceu 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2025.
    O contingente de desocupados ficou em 5,8 milhões, o que significa menos 503 mil pessoas (recuo de 8%) em relação ao trimestre de fevereiro a abril.
    A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi 37,5%. Até abril estava em 37,2%.
    O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
    A população desalentada, formada por pessoas que não procuravam emprego pois acreditavam que não conseguiriam uma vaga, marcou 2,3 milhões de pessoas, queda de 9,7% no trimestre.
    O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.762, recuo de 0,7% na comparação com o período até abril. O IBGE classifica essa diferença como “estável”.
    A pesquisa
    A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
    Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
    O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Escolas têm até 8 de setembro para escolher livros didáticos para 2027

    Escolas têm até 8 de setembro para escolher livros didáticos para 2027

    Hora de as escolas públicas escolherem os livros didáticos, pedagógicos e literários que são utilizados pelas escolas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental no ciclo 2027-2030. O prazo de seleção termina em 8 de setembro.
    Os professores dos anos iniciais, coordenadores e gestores escolares devem analisar as obras disponíveis e avaliar quais materiais estão mais alinhados à proposta pedagógica da unidade, os objetivos de ensino, bem como as características e as necessidades da comunidade escolar.
    O Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) é uma política pública executada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pelo Ministério da Educação (MEC).
    A distribuição dos livros às escolas de todo o país é gratuita.
    Escolas aptas
    As escolas pertencentes a redes públicas de ensino com adesão ao PNLD para essa etapa devem participar da escolha.
    As unidades também precisam ter registrado estudantes no Censo Escolar de 2025.
    Categorias dos livros
    Os materiais para os estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental 1 (EF1) estão organizados em três categorias para escolha.
    1ª – escolha obrigatória para estudantes do 1º e 2º anos com os seguintes conteúdos:
    língua portuguesa;
    arte;
    educação física*;
    matemática;
    ciências da natureza, história e geografia (obra interdisciplinar);
    educação digital e midiática.
    Nesta primeira categoria, todos os livros do estudante são consumíveis (não reutilizáveis) e permanecem com o aluno, que pode escrever e interagir diretamente com o material e, por exemplo, escrever nas páginas.
    2ª – escolha obrigatória para estudantes do 3º, 4º e 5º anos, com os seguintes conteúdos:
    língua portuguesa;
    arte;
    educação física;
    matemática;
    ciências da natureza;
    história;
    geografia;
    livro regionalizado de história e geografia;
    produção de texto;
    educação digital e midiática.
    Nesta segunda categoria, as obras de história e geografia apresentam conteúdos relacionados às respectivas regiões das escolas. Os livros de língua portuguesa e matemática não são reutilizáveis. Os demais são reutilizáveis e devem ser devolvidos à escola ao final do ano letivo.
    O FNDE explica que os livros de educação física das Categorias 1 e 2 são destinados exclusivamente aos professores.
    3ª – escolha optativa: 1º ao 5º ano, para língua espanhola e língua inglesa.
    Os livros da categoria três 3 são reutilizáveis e devem ser devolvidos à escola no fim do ano letivo.
    Como escolher os livros
    O processo deve ser feito pelos profissionais da educação de todo o país exclusivamente no sistema PNLD Gestão. Os professores e gestores precisam estar cadastrados no Sistema Gestão Presente (SGP), que centraliza as informações educacionais de mais de 46 milhões de estudantes da educação básica no Brasil, ou possuir cadastro anterior no Portal do Livro Digital e utilizar uma conta Gov.br.
    A escola pode selecionar coleções distintas para cada disciplina curricular. Não é necessário escolher a mesma coleção para todas elas. Em cada componente, devem ser selecionadas as coleções disponíveis no processo de escolha.
    A escola que não desejar receber determinada obra ou componente deverá registrar a opção “NÃO DESEJO RECEBER O LIVRO”, no sistema.
    Para as categorias 1 e 2, caso a escola não realize a escolha nem registre a opção de não recebimento, o FNDE fará a atribuição dos exemplares com base em critérios técnicos previamente estabelecidos.
    Na categoria 3, como a adesão é voluntária, caso a escola não manifeste interesse, não haverá atribuição técnica.
    Guia digital
    Para ajudar neste processo, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou o Guia Digital do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).
    A ferramenta reúne informações sobre as obras aprovadas e incluem:
    – resenhas e dados sobre as obras
    – metodologias propostas para facilitar o planejamento das aulas;
    – estrutura dos conteúdos;
    – avaliação realizada para aprovação das obras e alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
    – orientações aos profissionais das redes públicas de ensino para fazer as escolhas mais adequadas;
    Em caso de dúvidas, o interessado deve entrar em contato com a equipe do livro pelo e-mail.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Pé-de-Meia paga hoje 5ª parcela a alunos nascidos em julho e agosto

    Pé-de-Meia paga hoje 5ª parcela a alunos nascidos em julho e agosto

    Os beneficiários do programa Pé-de-Meia de 2026 que nasceram em julho e agosto recebem nesta quinta-feira (27) mais uma parcela do incentivo à frequência escolar. Para os estudantes do ensino médio regular, é a quinta parcela.
    Também recebem o incentivo estudantes do ensino médio da educação de jovens e adultos (EJA), pela aprovação de ciclos de formação e conclusão da etapa final da educação básica. Nesta modalidade, os pagamentos ocorrem de forma diferenciada dos estudantes do ensino médio regular.
    Enquanto no ensino médio EJA, o estudante recebe até quatro parcelas do incentivo frequência no valor de R$ 225 cada, totalizando até oito parcelas de frequência por ano, no ensino médio regular os alunos recebem até nove parcelas de frequência por ano, cada uma no valor de R$ 200.
    Nas duas situações, é preciso atingir, pelo menos, 80% de frequência nas aulas.
    O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.
    Calendário de pagamentos
    De acordo com o calendário do Pé-de-Meia de 2026, chamado de Poupança do Ensino Médio, a parcela será depositada conforme o mês de nascimento dos estudantes de 14 a 24 anos, que cumprem os requisitos.
    Confira o calendário de pagamentos que seguem até 31 de agosto:
    – nascidos em janeiro e fevereiro receberam em 24 de agosto;
    – nascidos em março e abril receberam em 25 de agosto;
    – nascidos em maio e junho receberam em 26 de agosto;
    – nascidos em julho e agosto recebem em 27 de agosto;
    – nascidos em setembro e outubro receberão em 28 de agosto;
    – nascidos em novembro e dezembro receberão em 31 de agosto.
    Neste período, poderão ser liberadas para os estudantes uma ou mais parcelas de matrícula de 2026 e do incentivo-frequência de meses anteriores, caso as redes de ensino corrijam dados que impediam o recebimento.
    Quem tem direito
    A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
    Neste ano, é preciso que as famílias dos estudantes tenham cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026. A atualização do CadÚnico tem validade de 24 meses. O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico.
    A renda familiar do alunos deve ser até meio salário mínimo por pessoa.
    Os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA). O estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular e manter frequência em pelo menos 80% nas aulas.
    Os beneficiados pela iniciativa federal podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica dedicada ao estudante, no site do programa Pé-de-Meia. É necessário fazer com login na conta da plataforma Gov.br
    Pé-de-Meia
    O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.
    Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
    O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta do estudante.
    Dúvidas
    Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa na página Pé-de-Meia de Perguntas Frequentes, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa, incluindo critérios para participar, formas de consultar o benefício, calendário de pagamentos, perguntas frequentes e passo a passo sobre a liberação de movimentação da conta para menores de idade.
    Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco do MEC, no telefone 0800-616161. A ligação é gratuita.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Nepal alerta para novo risco, com lago em área afetada por inundações

    Nepal alerta para novo risco, com lago em área afetada por inundações

    Um lago formado no local onde ocorreu a enchente no Nepal está subindo e corre o risco de transbordar, informou nesta quinta-feira (27) a autoridade responsável por desastres do país, ao apelar para que moradores e equipes de resgate se mantenham afastados das margens do rio.
    O bloqueio de um rio na quarta-feira levou à formação do lago, segundo a autoridade.
    Mudanças climáticas
    Para cientistas, as mudanças climáticas estão levando a condições que podem desestabilizar as rochas e o gelo nas altas montanhas, aumentando as chances de desastres como a enchente ocorrida nesta quarta-feira (26) no Himalaia, ao longo da fronteira entre o Nepal e o Tibete, que causou a morte de centenas de pessoas.
    Pelo menos 800 estrangeiros estão entre os quase 1,5 mil desaparecidos, informaram as autoridades, um dia após uma enorme parede de lama e rochas desabar em um rio do Himalaia, provocando inundações catastróficas em cidades e vales.
    “As mudanças climáticas estão gerando condições que podem desestabilizar rochas e gelo nas altas montanhas”, afirmou Simon Cox, cientista-chefe do programa Mountains to Sea da Earth Sciences New Zealand.
    Isso, por sua vez, torna mais frequentes os desabamentos e os riscos em cascata do tipo observado nesta semana, acrescentou ele.
    Embora a causa exata do desastre de quarta-feira ainda esteja sendo analisada, os cientistas afirmam que ele provavelmente teve início com uma enorme avalanche de gelo e rochas nas encostas norte do pico Langtang Lirung, no Nepal, que desceu até o rio Lhende Khola, no lado tibetano.
    Danos
    Pelo menos seis grandes usinas hidrelétricas e infraestruturas no centro comercial do Porto de Gyirong foram danificadas em uma cadeia de riscos em várias etapas que atravessou fronteiras, desencadeada pelo desabamento inicial.
    O desabamento também alterou os leitos dos rios a mais de 100 km rio abaixo, perto da fronteira com a Índia.
    Embora os especialistas alertem contra a descrição das mudanças climáticas como o único e imediato gatilho para o desabamento de ontem, eles afirmam que o aumento das temperaturas e o derretimento das geleiras provavelmente contribuíram para o desastre.
    O aquecimento pode reduzir o suporte do gelo em encostas íngremes, aumentar o volume de água de degelo e alterar os padrões de congelamento, degelo e precipitação, o que pode enfraquecer as encostas das montanhas e tornar mais prováveis grandes desabamentos em alguns pontos, acrescentou Cox.
    Inundações, deslizamentos de terra, avalanches e secas estão aumentando em frequência e intensidade em toda a cordilheira do Hindu Kush.
    As mudanças cada vez mais rápidas na água, na terra e no ar representam uma grande ameaça para as pessoas da região, afirma o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), com sede no Nepal.
    O aumento das temperaturas nas montanhas torna a criosfera — ou a parte da superfície terrestre coberta de gelo — muito mais vulnerável do que no passado, disse Farooq Azam, especialista sênior em criosfera do ICIMOD.
    Ele afirmou acreditar que o derretimento intenso da neve, aliado à atividade sísmica, provavelmente desencadeou a avalanche inicial de rochas e gelo que resultou na enchente repentina de quarta-feira.
    Tendência alarmante
    A tendência de longo prazo parece alarmante: as Nações Unidas afirmaram, em 2023, que o aquecimento global fez com que as montanhas nevadas do Nepal perdessem quase um terço de sua cobertura de gelo em pouco mais de 30 anos.
    Acrescentou, na época, que as geleiras no Nepal haviam derretido 65% mais rápido na década anterior do que na década anterior a essa.
    O desastre de quarta-feira pode ser um exemplo clássico de um “evento composto”, disse Benjamin Horton, reitor da Escola de Energia e Meio Ambiente da City University de Hong Kong.
    Isso acontece quando um terremoto interage com mudanças impulsionadas pelo clima, como a perda de geleiras, o degelo do permafrost e a instabilidade de encostas, para “criar um desastre mais complexo e devastador do que aquele que ocorreria com qualquer um desses fatores isoladamente”, acrescentou ele.
    Compreender esses riscos em cascata será essencial para melhorar a resiliência em regiões de alta montanha, disse Horton.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Serviços ocuparam 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 mínimos em 2024

    Serviços ocuparam 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 mínimos em 2024

    O setor de prestação de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024. Esses trabalhadores receberam, em média, 2,2 salários mínimos mensais.
    Há dois anos, o cenário era composto por 1,9 milhão de empresas ativas que pagaram, ao todo, R$ 644,2 bilhões em salários e outras remunerações, como férias e comissões.
    Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
    O setor de serviços não financeiros abrange áreas como educação, escritórios de advocacia, imobiliárias, restaurantes, salão de beleza, tecnologia da informação, telecomunicação, transportes, turismo e vigilância. Bancos não estão incluídos.
    As empresas pesquisadas somaram receita operacional líquida de R$ 3,5 milhões em 2024 e adicionaram R$ 2,1 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), o conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.
    A Pesquisa Anual de Serviços já tinha sido realizada em anos anteriores. Mas por causa de mudança de metodologia e forma de obter os dados, o IBGE interrompeu a série histórica, de forma que não é possível fazer comparações com outras edições.
    Mais empregadores
    O levantamento mostra que o ramo classificado como atividades de alimentação (restaurantes, bares e bufês, por exemplo) é o maior empregador do setor, absorvendo 1,9 milhão de pessoas, o que representava 11,7% da mão de obra de todas as empresas de serviços não financeiros.
    Em seguida aparece o contingente de serviços técnico-profissionais (1,8 milhão de pessoas e 11,2% dos postos de trabalho). Entram nessa categoria empresas de consultorias em informática, de auditoria, contábeis e escritórios jurídicos, por exemplo.
    Veja as dez atividades de serviços que empregam a maior parcela de pessoas:
    Atividades de alimentação: 11,7%
    Serviços técnico-profissionais: 11,2%
    Serviços de escritório e apoio administrativo: 8,3%
    Transporte rodoviário de cargas: 8,1%
    Serviços para edifícios e atividades paisagísticas: 7,9%
    Seleção, agenciamento e locação de mão de obra: 6,3%
    Tecnologia da informação: 5,6%
    Vigilância, segurança e investigação: 4,4%
    Transporte rodoviário de passageiros: 3,7%
    Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes: 3,4%
    As empresas de serviços não financeiros têm, em média, oito funcionários. No entanto, empresas de transporte ferroviário e metroviário (890), dutoviário (467) e aéreo (234) se destacam no ranking de porte por número de trabalhadores.
    Salário médio
    O salário médio mensal do setor de serviços em 2024 era equivalente a 2,2 salários mínimos. Naquele ano, o mínimo era de R$ 1.412.
    A liderança do ranking de atividades coube aos trabalhadores de empresas de transporte dutoviário, com média de 21,1 salários mínimos. Esse patamar é mais de três vezes superior ao da segunda atividade mais bem remunerada, transporte aquaviário, com média mensal de 6,9 salários mínimos.
    Em 2024, 6,5 mil pessoas trabalhavam em empresas de transporte dutoviário.
    O analista da pesquisa, Marcelo Miranda, aponta dois fatores que podem explicar o destaque da remuneração no setor de transporte dutoviário: “exigência de qualificação técnica muito alta e o risco para os trabalhadores da atividade”.
    A atividade campeã de vagas de trabalho, serviços de alimentação, pagou média de 1,4 mínimo. O contingente de serviços técnico-profissionais recebia 2,56 salários mínimos mensais em média.
    Veja as dez atividades com maiores remunerações em salários mínimos:
    Transporte dutoviário: 21,1
    Transporte aquaviário: 6,9
    Transporte aéreo: 6,6
    Transporte ferroviário e metroferroviário: 5,5
    Serviços de tecnologia da informação: 5,2
    Atividades auxiliares dos serviços financeiros, seguros e previdência complementar: 4,6
    Atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de televisão: 3,8
    Edição e edição integrada à impressão: 3,2
    Correio e outras atividades de entrega: 3,2
    Telecomunicações: 3,1
    O analista Marcelo Miranda destaca que os mais de R$ 2 trilhões que os serviços adicionam ao PIB do país, à época em R$ 11,7 trilhões, mostram a importância das atividades.
    “Os serviços são a principal fonte de valor de PIB para dentro do país. Têm também a sua capacidade de gerar renda, R$ 644 bilhões para as pessoas que estão trabalhando”, afirma.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • São Paulo chega a 26 casos de sarampo em 2026

    São Paulo chega a 26 casos de sarampo em 2026

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, na manhã desta quinta-feira (27), que subiu para 26 o número de casos de sarampo em 2026. Foram registradas três novas infecções na capital paulista, e as pessoas afetadas não têm histórico de vacinação.
    Segundo a pasta, os pacientes são um menino e uma menina com menos de um ano de idade, além de uma mulher de 30 anos.
    Entre todos os casos de sarampo no estado paulista, 23 foram registrados na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, ambas na região metropolitana da capital.
    Dezenove pessoas infectadas não haviam se vacinado ou tinham esquema vacinal incompleto.
    Campanha
    O governo estadual promove até o dia 1º de setembro uma campanha de vacinação da população contra o sarampo. A capital paulista, Guarulhos e São Bernardo do Campo são atendidas com a aplicação do imunizante em pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal.
    As vacinas são ministradas gratuitamente nas unidades básicas de Saúde (UBSs).

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br