Autor: Redação Qnews

  • Veja como foi o sábado dos candidatos a presidente

    Veja como foi o sábado dos candidatos a presidente

    A agenda dos candidatos à Presidência da República neste sábado (22) teve como destaque os compromissos de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. Os dois candidatos participaram de atos na capital fluminense, realizados simultaneamente, e apresentaram propostas principalmente nas áreas de segurança pública, educação e desenvolvimento econômico.

    Os demais presidenciáveis tiveram compromissos em diferentes estados, com agendas que incluíram caminhadas, panfletagens, entrevistas e encontros com eleitores.

    >> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

    Postulante ao quarto mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda de campanha no Rio de Janeiro. Ele realizou o primeiro comício de sua campanha na capital fluminense, no Estádio Proletário Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste.

    Lula defendeu as candidaturas regionais da sua aliança como uma oportunidade para tirar o Rio de Janeiro das páginas policiais e impulsionar o desenvolvimento do estado. O presidente também elegeu a educação como tema de destaque na sua fala. Prometeu aumentar a oferta de escolas em tempo integral e criar novos institutos federais.

    “E quando alguém disser para vocês: ‘mas custa caro fazer educação’, vocês precisam responder, ‘e quanto custa não fazer?’. Ou a gente investe em educação hoje ou vai ter que investir em cadeias amanhã. Eu sei que o sonho de cada mãe, de cada pai é deixar uma profissão para os filhos”. 

    Lula também comentou a relação com outros países. Disse que está disposto a negociar em questões como a exploração de terras raras, mas que seu país de preferência é o Brasil e que os interesses nacionais serão priorizados. Disse também que pretende investir mais no aparato de defesa nacional, para a proteção das fronteiras e para impor respeito em momentos de divergência. 

    O tema da segurança pública também foi citado. “Vamos tirar os bandidos dos territórios do Rio de Janeiro e devolver o território para o povo. Não vamos fazer pirotecnia, matar 100 ou 200, mas vamos prender”.

    Flávio Bolsonaro (PL)

    O candidato Flávio Bolsonaro também cumpriu agenda de campanha no Rio de Janeiro. Ele participou de um ato no Maracanãzinho, na Zona Norte da capital. O evento marcou o lançamento conjunto de candidaturas do PL no estado.

    Ele concentrou o discurso na segurança pública e afirmou que o avanço do crime organizado no Rio de Janeiro e no país exige medidas mais duras de combate à criminalidade.

    Flávio Bolsonaro prometeu enquadrar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas; e defendeu o endurecimento das penas, a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a castração química para estupradores.

    “O bandido vai ser tirado de circulação em pé ou deitado porque quem tem que andar sem medo na rua somos nós que as ruas são nossas”, discursou.

    Ele disse que pretende manter programas de transferência de renda, desde que associados à qualificação profissional, à expansão do ensino técnico e ao incentivo ao empreendedorismo por meio de um programa voltado à criação de pequenas empresas.

    Ronaldo Caiado (PSD) 

    O candidato Ronaldo Caiado participou de eventos em Araçatuba e em Campinas. Em meio à campanha, conversou com jornalistas. O candidato afirmou que o Brasil precisa ampliar os investimentos em logística para reduzir custos e aumentar a competitividade da economia, especialmente do agronegócio. 

    Na área de segurança pública, o candidato propôs classificar as facções criminosas como organizações terroristas, construir 40 presídios de segurança máxima e ampliar o uso de inteligência artificial no combate ao crime. Defendeu também ações conjuntas com países vizinhos para enfrentar o narcotráfico, o contrabando de armas e a lavagem de dinheiro.

    Caiado foi questionado diretamente sobre ser ou não favorável à redução da jornada e ao fim da escala 6×1. Sua resposta foi curta e objetiva: “sim, sou a favor.” Ele, no entanto, não detalhou como pretende implementar a mudança, nem apresentou proposta específica sobre carga horária ou modelo de transição.

    Augusto Cury (Avante) 

    O candidato Augusto Cury (Avante) passou o dia em São Paulo (SP). Ele participou, como convidado, do 2º Congresso de RH do Sul e Sudeste do Pará. À tarde, ele gravou conteúdos de campanha e fez preparação para o primeiro debate presidencial.

    À noite, programou visita à tradicional Festa de Nossa Senhora de Achiropita, no bairro do Bixiga.  

    Romeu Zema (Novo) 

    O candidato Romeu Zema (Novo) esteve na Praça Dom Orione, em Bela Vista (MG), onde conversou com aposentados e pensionistas. Perguntado sobre a proposta que teria para a Previdência, ele defendeu a criação do contrato de trabalho por hora trabalhada para, segundo ele, ampliar a formalização e aumentar a arrecadação previdenciária.

    “Talvez vamos ter de aumentar o tempo de contribuição de quem está chegando no mercado de trabalho”, disse ele ao defender que a reforma previdenciária seja implementada de forma gradual.

    Ele reiterou o posicionamento contrário às apostas on-line (bets). Disse ser totalmente contrário às plataformas de apostas, que definiu como “cocaína digital”, e afirmou que pretende acabar com essa atividade caso seja eleito presidente.

    Renan Santos (Missão)

    O candidato Renan Santos (Missão) lançou, neste sábado (22), no Jardim Panorama, em São Paulo, o que a campanha chamou de “marco da desfavelização”. 

    Ele defendeu um programa nacional de urbanização de favelas, com construção de edifícios residenciais, infraestrutura e abertura das regiões para novos empreendimentos. Segundo o candidato, a verticalização permitiria garantir moradia aos atuais residentes e, ao mesmo tempo, reorganizar urbanisticamente essas regiões, inclusive com participação privada na implantação de novos bairros, serviços e hotéis.

    Renan defendeu a criação de regras para proibir invasões de terrenos públicos e privados e criticou movimentos que, segundo ele, utilizam famílias como “massa de manobra” em ocupações.

    Edmilson Costa (PCB) 

    O candidato participou de reunião da Internacional Antifascista, na Casa da América Latina, no Rio de Janeiro (RJ).

    “Nós defendemos a necessidade da formação de uma frente antiimperialista, com a participação do movimento sindical, popular da juventude para se contrapor a ofensiva do imperialismo em nosso país e que esse movimento coloque também na ordem do dia a pauta dos trabalhadores. Esse processo deve se materializar na construção dos Comitês Populares nos bairros, nos locais de trabalho e estudo, de forma a que o movimento ganhei um caráter de massa”, afirmou. 

    Hertz Dias (PSTU) 

    O candidato Hertz Dias teve agenda na capital paulista e na região do ABC. Em meio a caminhadas e panfletagens, fez discursos em defesa da moradia popular e criticou a especulação imobiliária.  “São Paulo expressa uma das maiores contradições do país. De um lado, imóveis vazios e grandes empreendimentos voltados ao lucro. De outro, milhões de trabalhadores vivendo em condições precárias, pagando aluguéis abusivos ou enfrentando enormes dificuldades para conquistar uma moradia digna”, declarou.

    Como proposta, defendeu a implementação de um amplo plano nacional de obras públicas voltado à construção de moradias populares, escolas, hospitais, creches, obras de saneamento e outros equipamentos urbanos.

    Clariana Barão (DC)

    A candidata Clariana Barão concedeu algumas entrevistas a veículos jornalísticos. Ela defendeu a substituição gradual da escala 6×1 pela 5×2, argumentando que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.

    Ela ponderou que a transição deve ser planejada e adaptada às diferentes realidades de setores como comércio, saúde, indústria e tecnologia, sem redução salarial, aumento da precarização ou perda de empregos. “A pergunta não deve ser apenas se somos a favor ou contra a escala 6×1, mas como garantir mais qualidade de vida sem comprometer o crescimento econômico”, disse.

    Wilson Grassi (Democrata) 

    O candidato do Partido Democrata, Wilson Grassi, teve duas reuniões neste sábado com as equipes de coordenação e de marketing da campanha.  

    Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.

    A equipe de reportagem da Agência Brasil entrou em contato com as equipes dos candidatos Rui Costa (PCO) e Samara Martins (Unidade Popular) mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. 

    * Colaboraram Tâmara Freire  (Rio de Janeiro), Pedro Peduzzi  e Luiz Cláudio Ferreira (Brasília)


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Fluminense vira sobre o Remo e se mantém firme no G-4 do Brasileirão

    Fluminense vira sobre o Remo e se mantém firme no G-4 do Brasileirão

    Há nove dias, o Fluminense demitia o técnico argentino Luis Zubeldía em meio a uma crise de resultados, com oito partidas sem vitória e uma eliminação na Copa do Brasil. Agora comandado interinamente pelo auxiliar fixo Marcão, o Tricolor parece outro time. Neste sábado (22), diante de pouco mais de 30 mil pessoas, derrotou o Remo por 2 a 1, de virada, no Maracanã, chegando a três jogos sem perder, com uma classificação às quartas de final da Libertadores no meio do caminho. No Brasileirão, o clube das Laranjeiras mantém a quarta posição, agora com 41 pontos. Já o Remo, com 23, amarga mais uma rodada na zona de rebaixamento.

    O primeiro tempo foi de domínio da posse pelo Fluminense, mas maior efetividade da equipe paraense. Os visitantes abriram o placar aos 31 minutos, quando Marcelinho foi até a linha de fundo pela direita e cruzou para Jajá, livre por trás da marcação tricolor, completar de primeira para as redes.

    O Fluminense não se desesperou e, após a volta dos vestiários, pressionou o adversário até empatar.

    Aos 20 minutos do segundo tempo, Soteldo cruzou da esquerda e Hulk cabeceou. A bola bateu no travessão, quicou fora do gol mas pegou um efeito que a fez pular para dentro da meta defendida por Marcelo Rangel.

    Aos 37 minutos veio a virada. Após cobrança curta de escanteio pela direita, Riquelme Felipe cruzou na cabeça do colombiano Serna, que havia entrado no lugar de Canobbio. O forte desvio dele venceu o goleiro adversário para dar o triunfo ao Tricolor.

    Na próxima rodada, o Fluminense visita o Athletico Paranaense, em Curitiba, no domingo (30). Já o Remo recebe o Coritiba no dia seguinte.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil fecha Mundial de Rúgbi em cadeira de rodas na 11ª posição

    Brasil fecha Mundial de Rúgbi em cadeira de rodas na 11ª posição

    O Campeonato Mundial de Rúgbi em cadeira de rodas segue em disputa no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Mas a participação da seleção da casa já foi encerrada. Neste sábado (22), o Brasil derrotou a Nova Zelândia por 53 a 37 e concluiu a competição na 11ª colocação, igualando sua melhor campanha, registrada na última edição, em 2022, na Dinamarca.

    “A gente tira de aprendizado que, ao longo do campeonato, os jogadores foram evoluindo e isso que importa. A gente tem um grupo forte, isso é muito importante”, disse Julio Braz, um dos principais atletas da seleção brasileira, em declaração divulgada pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro).

    Além do triunfo deste sábado, o Brasil teve outras duas vitórias na fase de grupos da competição, as quais, no entanto, não foram suficientes para a classificação à etapa de mata-mata. A equipe da casa derrotou o Canadá por 49 a 48 e a própria Nova Zelândia por 58 a 44.

    A grande decisão do campeonato – realizado pela primeira vez na história na América do Sul – será disputada neste domingo (23), às 16h30, entre Austrália e Estados Unidos. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Naufrágio na Tunísia deixa 13 migrantes desaparecidos em rota para a Europa

    Naufrágio na Tunísia deixa 13 migrantes desaparecidos em rota para a Europa

    Uma nova e devastadora tragédia abalou as águas do Mediterrâneo na última quinta-feira (20), quando um barco de migrantes tunisianos naufragou na costa da Tunísia. O incidente, que deixou pelo menos 13 pessoas desaparecidas, incluindo jovens e uma gestante, lança luz sobre o drama vivido por milhares de cidadãos comuns que arriscam suas vidas em busca de esperança na Europa, transformando sonhos em pesadelo nas traiçoeiras rotas marítimas.

    A embarcação, que partiu na madrugada de quinta-feira, transportava principalmente jovens, entre eles sete membros da mesma família, além de um homem e sua esposa grávida. A informação foi confirmada por Mostafa Abdelkebir, diretor do Observatório Tunisiano dos Direitos Humanos, uma organização que monitora de perto as complexas questões migratórias na região.

    A rota do Mediterrâneo Central, que se estende a partir das costas do Norte da África, é tristemente reconhecida como uma das mais letais do mundo. Milhares de migrantes da África e do Oriente Médio arriscam anualmente suas vidas, embarcando em viagens perigosas a bordo de embarcações frequentemente superlotadas e impróprias para navegação, em uma tentativa desesperada de alcançar o continente europeu.

    Entre os dois sobreviventes resgatados, um relatou às equipes de salvamento que a embarcação virou, deixando-os à deriva por horas no mar. O segundo indivíduo, por sua vez, foi encontrado em estado crítico, conforme detalhado por Abdelkebir.

    Em resposta à emergência, unidades da Guarda Costeira tunisiana, com o apoio de uma aeronave e outras unidades navais, iniciaram imediatamente operações de busca pelos migrantes desaparecidos, informou o porta-voz da Guarda Nacional, Houssem Eddine Jebabli.

    Embora quatro corpos tenham sido recuperados na região, Abdelkebir ressaltou que, até o momento, não foi possível confirmar se pertenciam aos passageiros da mesma embarcação naufragada, aumentando a angústia em torno da tragédia.

    A Repressão Migratória e o Acordo com a União Europeia

    Historicamente, a Tunísia tem sido um ponto de partida crucial para migrantes que tentam a perigosa travessia do Mediterrâneo. Contudo, nos últimos dois anos, observou-se uma drástica redução nas partidas, impulsionada por uma repressão mais intensa e controles marítimos mais rigorosos. Essas medidas são resultado de um financiamento significativo e do fornecimento de equipamentos modernos de monitoramento de fronteiras por parte da União Europeia (UE), especialmente da Itália.

    Essa política, no entanto, tem sido alvo de fortes críticas por parte de organizações internacionais. Entidades de direitos humanos de renome, como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional, juntamente com dezenas de outras, emitiram um comunicado no mês passado. Nele, afirmaram categoricamente que o acordo de migração entre a UE e a Tunísia tem “incentivado e normalizado graves abusos” contra migrantes e requerentes de asilo no país norte-africano.

    As organizações instaram veementemente a União Europeia a suspender o financiamento destinado a atividades relacionadas à migração e ao controle de fronteiras que envolvam as forças de segurança tunisianas, diante das crescentes denúncias de violações dos direitos humanos.

    Até o momento, a Tunísia não se pronunciou oficialmente sobre a declaração conjunta das ONGs. Contudo, o país tem reiterado que arca com o “peso” de um grande fluxo migratório. Em 2023, o presidente Kais Saied chegou a afirmar que o influxo tinha como objetivo “alterar a composição demográfica do país”, uma declaração que gerou ampla controvérsia e preocupação internacional.

  • Morre veterinária atacada por cachorro no canil do Senado Federal

    Morre veterinária atacada por cachorro no canil do Senado Federal

    A veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, morreu, neste sábado (22), quatro dias depois de ser atacada por um cachorro pastor-belga no canil do Senado Federal, em Brasília (DF). A informação foi confirmada no final da manhã, em nota, pela assessoria de comunicação da Casa Legislativa. 

    Ela estava internada na unidade de terapia intensiva do Hospital de Base.

    “O Senado Federal lamenta o falecimento de Vitória Valle de Oliveira Pinha, que atuava como tratadora de animais no Serviço de Cinotecnia da Casa”, diz a nota.

    O comunicado acrescenta que Vitória foi estagiária no Senado entre os anos de 2022 e 2024. 

    Ela retornou à instituição como profissional terceirizada na prestação do serviço de cuidado dos animais. O Senado manifestou solidariedade à família, amigos e colegas de trabalho de Vitória, e destacou que ela será lembrada pela “dedicação com que sempre desempenhou suas atividades”.

    Ataque ocorreu na terça

    Na última terça (18), Vitória foi mordida no pescoço por um pastor-belga e sofreu uma parada cardiorrespiratória com o ataque. Na ocasião, ela foi socorrida por colegas, que acionaram o Corpo de Bombeiros. A veterinária foi submetida a uma cirurgia de emergência.

    Segundo o site do Senado, o serviço de Cinotecnia tem a finalidade de treinar as equipes da Polícia Legislativa, com o auxílio de cães especializados, para as “atividades de patrulha e policiamento, detecção de substâncias ilícitas, explosivos e armas de fogo, intervenção em distúrbios civis, suporte em busca e apreensão e outras medidas”.

    O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) manifestou profundo pesar após a confirmação da morte da veterinária durante o exercício de suas atividades profissionais.

    “Neste momento de dor, o Sindilegis expressa solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de trabalho e coloca-se à disposição da família”. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Takhi, o cavalo selvagem que virou símbolo de restauração na Mongólia

    Takhi, o cavalo selvagem que virou símbolo de restauração na Mongólia

    No Parque Nacional Hustai, na Mongólia, 354 cavalos selvagens takhi correm livres por morros e estepes. O animal chegou a ser extinto na natureza durante quase três décadas, mas voltou a habitar terras mongóis depois de um projeto de restauração que envolveu pesquisadores locais e estrangeiros.

    O cavalo é um dos principais símbolos do país. Pode ser visto em roupas, bichos de pelúcia, pintado em muros e ilustrando marcas comerciais. Trazê-lo para o território é devolver uma fonte de orgulho nacional, diz o diretor do parque, Dashpurev Tserendeleg.

    “Takhi significa respeito e adoração. Fala do espírito livre e da resistência. São cavalos animais muito especiais para os mongóis”, disse Tserendeleg  à Agência Brasil.

    Conhecido internacionalmente como cavalo-de-Przewalski, o animal recebeu esse nome após o explorador russo Nikolai Przhevalsky enviar espécimes encontrados na Ásia Central para cientistas europeus, no fim do século 19.

    O takhi é considerado o único cavalo verdadeiramente selvagem que sobrevive até hoje. Outros animais chamados de cavalos selvagens são, na realidade, descendentes de cavalos domesticados que voltaram a viver livres na natureza.

    Geneticamente, o takhi também se diferencia do cavalo doméstico: tem 66 cromossomos, contra 64 dos animais domesticados. É um pouco menor, tem focinho mais claro e uma cauda menos espessa.


    Rio de Janeiro (RJ), 22/08/2026 – O cavalo selvagem que virou símbolo de restauração na Mongólia
Foto: Hustai National Park/Divulgação

    Cavalos takhi correm livres por morros e estepes Foto: Hustai National Park/Divulgação – Hustai National Park/Divulgação

    Da captura à extinção

    A descoberta do animal pelos europeus despertou rapidamente o interesse de colecionadores e de zoológicos. Entre 1897 e 1903, expedições capturaram 88 cavalos na Mongólia. Apenas 54 chegaram vivos ao destino e somente 12 deixaram descendentes.

    Enquanto isso, a população selvagem continuava a desaparecer. O último takhi foi avistado na Mongólia em 1968. Depois, não houve novos registros, e a espécie foi declarada extinta na natureza. A sobrevivência passou então a depender dos descendentes mantidos fora de seu habitat original.

    Na década de 1970, uma organização criada por conservacionistas holandeses iniciou um programa de reprodução para reorganizar e ampliar a população cativa.

    Os animais foram transferidos para reservas com condições mais próximas da vida selvagem, e cientistas passaram a planejar o retorno à Mongólia, em parceria com a Associação Mongol para a Conservação da Natureza e do Meio Ambiente.

    Em 5 de junho de 1992, 15 cavalos chegaram à Mongólia para iniciar a reintrodução em Hustai. Até o ano 2000, foram realizadas cinco operações de transporte, que levaram 84 animais ao país.

    Antes de serem soltos definitivamente, os cavalos passaram por um período de adaptação em áreas cercadas.

    “Eles tinham passado algumas gerações na Europa e em outros lugares com clima muito mais ameno e praticamente tinham esquecido tudo: o que era neve, o que era um lobo”, disse o diretor. “Se fossem soltos diretamente na natureza, não sobreviveriam”.

    O processo de adaptação funcionou. A população cresceu e passou a se reproduzir livremente nas estepes. Além dos mais de 300 animais que vivem no parque nacional, há duas populações reintroduzidas em outras áreas protegidas da Mongólia, elevando o total do país a cerca de 800 animais.

    Para Dashpurev Tserendeleg, o caso mostra que a cooperação internacional pode evitar o desaparecimento definitivo de uma espécie. O parque, criado em torno do projeto de reintrodução, abriga hoje uma das três populações do animal no país.

    “Esse é o nosso maior sucesso. É algo de que temos muito orgulho: o povo mongol e nossos colegas internacionais conseguiram salvar esse grande mamífero da extinção total e dar a ele um bom futuro”, disse o diretor.


    Rio de Janeiro (RJ), 22/08/2026 – Diretor do Parque Nacional Hustai, Mongólia, Dashpurev Tserendeleg.
Foto: Hustai National Park/Divulgação

    O diretor do Parque Nacional Hustai, na Mongólia, Dashpurev Tserendeleg, por Hustai National Park/Divulgação

    Desafios para manutenção

    Com 50 mil hectares, Hustai é um dos menores parques nacionais da Mongólia. A área é gerida por uma organização não governamental, sem subsídios regulares do Estado. Cerca de 90% de sua receita vem do turismo.

    A conservação do takhi nas próximas décadas está diretamente ligada à proteção das estepes, cada vez mais pressionadas pela mudança climática e pelo aumento do número de animais domésticos, que pressionam o solo já degradado.

    A Mongólia tem hoje cerca de 58 milhões de animais de rebanho, segundo o Censo 2025 do Escritório Nacional de Estatísticas. São principalmente ovelhas, cabras, vacas e cavalos. O excesso de animais em determinadas áreas, combinado com secas e invernos extremos, tem provocado degradação dos pastos.

    A proteção e restauração da terra são temas centrais na 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que está sendo realizada em Ulaanbaatar, capital do país. O evento reúne governos para discutir formas de combater a desertificação, restaurar terras degradadas e fortalecer a resiliência diante da seca.

    No entorno do parque, a estratégia tem sido tentar criar alternativas econômicas para as famílias nômades, reduzindo a dependência exclusiva da pecuária e, consequentemente, a pressão para aumentar os rebanhos.

    O parque apoia iniciativas como turismo comunitário, agricultura em estufas e artesanato.

    “Se os pastores tiverem outras fontes de renda, não precisarão aumentar tanto o número de animais”, explicou Tserendeleg. “Se a natureza estiver bem protegida, o parque também estará mais protegido”.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Peixe antes desprezado melhora renda de mulheres da pesca no Rio

    Peixe antes desprezado melhora renda de mulheres da pesca no Rio

    Uma culinária criativa pode movimentar a economia de uma comunidade. É o que reflete a experiência de mulheres da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue de Magé (ACAMM), da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, cujas vidas mudaram a partir de saberes tradicionais que transformaram a forma de renda local. No centro dessa história está um peixe que, até então, não era valorizado comercialmente por pescadores e pescadoras: a ubarana. 

    É da Cozinha das Caranguejeiras, localizada na sede da ACAMM, que saem estrogonofe, escondidinho, almôndegas, bolinhos, coxinhas, croquetes, quibes e risoles, entre outras receitas feitas com a ubarana. 

    A técnica utilizada pelas mulheres para processar a carne do peixe, baseada nos saberes transmitidos de geração em geração, agregou valor à ubarana em pratos comercializados durante almoços especiais, organizados com a venda de convites à comunidade, visitantes, grupos de turistas, de pesquisadores e de empresas, e ainda por meio de encomendas.

    “A gente pega muitos turista, pessoas de faculdade, ou que estão estudando a área ambiental e vêm conversar com a gente. São empresas que passam por lá, pessoas que têm interesse em conhecer o nosso trabalho e vão lá almoçar com a gente. Nisso, a gente vai fomentando as mulheres caranguejeiras”, conta Márcia Regina, pescadora durante 40 anos e agora aposentada da atividade.

    Com a aprovação em um edital do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a Cozinha conquistou um endereço físico provisório em 2021, quando o recurso foi usado no aluguel de um espaço. Três anos depois, após a associação ser contemplada em um outro edital, transferiu-se para um lugar maior na ACAMM.

    Aos 62 anos, atualmente auxiliar geral na Cozinha das Caranguejeiras e secretária da ACAMM, Márcia Regina vê o trabalho das mulheres na associação também como uma ação social.

    “São pratos feitos com ubarana e assim temos ajudado 15 famílias. As mulheres, às vezes com depressão, vão para a cozinha e acabam ficando boas. Porque, juntas, a gente começa a conversar, contar casos, histórias e problemas nossos. Uma ajudando a outra. Acaba sendo uma ação social dentro da Cozinha. Tem sido muito bom e ainda gera renda”, contou ela, que foi presidente da associação por 12 anos.

    Ubarana

    De acordo com Márcia, a história das mulheres caranguejeiras é antiga na área do Rio Suruí, no recôncavo da Baía de Guanabara, na região dos manguezais. Elas viviam da cata de caranguejos, mas já beneficiavam esse peixe para consumo próprio, quando os maridos traziam da pesca. “A gente começou a trabalhar com a associação, entidade criada por causa de muita insatisfação na área da pesca com os catadores. Começamos a fazer também na cozinha inaugurada em 2023 e a trabalhar mais ainda, não só para consumo, mas para vender”, explicou.

    Segundo a bióloga Verônica Souza, do Projeto Andadas Ecológicas, iniciativa da ONG Guardiões do Mar que apoia a Cozinha e a ACAMM, a ubarana é um peixe que vive em ambientes costeiros e estuarinos, sendo encontrado até em manguezais, por toda a Baía de Guanabara.

    Por ter muitas espinhas finas e espalhadas, tem o preparo em filés dificultado, o que prejudica também o consumo geral.

    “Por isso, tradicionalmente, é menos valorizado, por pescadores e pescadoras, já que as pessoas costumam preferir peixes com poucas espinhas. Acaba tendo um baixo valor comercial”, explica.

    A bióloga elogiou o trabalho das mulheres que encontraram uma nova forma de renda valorizando um pescado que era desprezado. “Elas desenvolveram uma forma própria de preparo, que permite aproveitar sua carne sem que as espinhas sejam percebidas. É um exemplo interessante de como o conhecimento e as práticas culinárias da comunidade podem transformar a forma como uma espécie é percebida e valorizada”, observa. 

    O presidente da ACAMM, Rafael Santos, conta que, antes, a ubarana era complemento de segurança alimentar da comunidade e passou a ser oferecida como petisco em reuniões na associação. Uma pessoa de fora que estava lá sugeriu que fosse vendido na associação e pudesse gerar renda para fortalecer a cadeia de mulheres que já faziam o preparo dentro das suas próprias casas.

    Até então, ele desconhecia o valor econômico desse peixe.

    “Foi uma organização delas mesmas dentro do território, cada uma trazendo ao produto um pouco da sua própria casa. ‘Olha testei um estrogonofe na minha casa e deu certo’, ‘testei uma coxinha da ubarana deu certo’ Foram juntando esse conhecimento e trouxeram à tona o valor da ubarana”, afirma.

    Geração de renda e conservação

    Atualmente, 15 mulheres atuam diretamente na Cozinha e nas atividades desenvolvidas pela ACAMM em formato de rodízio. Elas recebem um percentual sobre as vendas dos pratos. Além disso, 24 famílias também são atendidas. Neste grupo estão ainda pescadores associados, que por meio de aluguel reduzido, usam o espaço para seus eventos pessoais, como aniversários e casamentos.

    O presidente destacou que a renda dos pescadores e pescadoras da região, que continua sendo fortalecida pela cata do camarão e pela pesca de outros tipos de peixe, também é garantida por ações de conscientização que foram desenvolvidas para a preservação da região do manguezal.

    “A gente faz a limpeza e o replantio de manguezal, porque sabe que o estuário onde sobrevive o peixe depende muito da qualidade. Para esse peixe chegar com qualidade na mesa, depende do processo de conseguir manejar resíduos que prejudiquem a espécie para que ela não suma da Baía de Guanabara”, explica. 

    Desde janeiro, pescadores artesanais e catadores de caranguejos retiraram 12.622 quilos de resíduos do Rio Suruí e de suas margens com a Operação LimpaOca, também desenvolvida pela ONG Guardiões do Mar.


    Rio de Janeiro (RJ), 22/08/2026 – Cozinha das Caranguejeiras, em Magé (RJ), transforma a ubarana em renda para as mulheres da comunidade.
Desde janeiro, pescadores artesanais e catadores de caranguejos retiraram 12 mil kgs de resíduos do Rio Suruí e de suas margens com a Operação LimpaOca.
Foto: Rodrigo Campanário/Divulgação

     Desde janeiro, pescadores artesanais e catadores de caranguejos retiraram 12 mil kgs de resíduos do Rio Suruí e de suas margens com a Operação LimpaOca. Foto: Rodrigo Campanário/Divulgação

    Turismo de Base Comunitária

    Outra atividade das Caranguejeiras é incentivar os roteiros de Turismo de Base Comunitária na Baía de Guanabara. As construções centenárias e a natureza que chamam atenção são atrativos turísticos da cidade de Magé, que oferecem programas como a observação de fauna e flora, com embarque no Rio Suruí, incluindo o avistamento de botos, na Baía de Guanabara.

    Rafael Santos disse que essa atividade vai ao encontro do propósito da associação de desenvolver projetos educativos na região.

    “A Cozinha não funciona apenas para vender um prato de ubarana ou qualquer outro derivado, muito pelo contrário. Tem que ter uma demanda que diz que aquela pessoa está indo ali no intuito, além de se alimentar, de aprender alguma coisa sobre educação ambiental. Sem esse propósito ela não funciona”, afirmou.

    Parceria

    A Cozinha das Caranguejeiras e a ACAMM são apoiadas pelo Projeto Andadas Ecológicas, iniciativa da ONG Guardiões do Mar, em parceria com a Petrobras, a partir do atendimento à condicionante da Licença de Instalação do Sistema Dutoviário do Complexo de Energias Boaventura. “O projeto, construído a partir de uma escuta ativa das lideranças locais, atua na região com atividades de educação ambiental, Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), moeda ambiental e limpeza de rios e manguezais”, informou a ONG.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Campanha convoca familiares de desaparecidos para coleta de DNA

    Campanha convoca familiares de desaparecidos para coleta de DNA

    A partir de segunda-feira (24), terá início uma força-tarefa em todo o país para convocar familiares de pessoas desaparecidas para coleta de DNA. Ao todo, 334 pontos nas 27 unidades da Federação estão disponíveis para receber os interessados.

    É a quarta edição de uma mobilização especial organizada pelo governo federal, em parceria com as secretarias de segurança pública. A campanha vai até sexta (28). 

    Confira aqui os pontos de coleta. 

    A coleta de DNA de familiares de desaparecidos torna possível o cruzamento com perfis genéticos de pessoas encontradas vivas e falecidas com identidade desconhecida nos bancos estaduais, distrital e nacional. 

    Os familiares interessados em participar devem apresentar um documento de identificação e as informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento (número, estado de registro, delegacia). 

    Perfis

    De acordo com o governo, a campanha é “uma ferramenta a mais para localização de pessoas desaparecidas, e uma chance para famílias que ainda não tenham doado o seu material genético”, explicou o Ministério da Justiça em nota.

    A coleta é gratuita e indolor. O ministério ressalta que, preferencialmente, devem comparecer aos pontos de coleta familiares de primeiro grau da pessoa desaparecida, tais como pai, mãe, irmãos ou filhos. 

    A coordenação da campanha explica que, caso ocorra resultado positivo da comparação do perfil genético, a instituição responsável entrará em contato com o familiar doador.


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  • EUA impõem tarifas de 50% sobre produtos canadenses

    EUA impõem tarifas de 50% sobre produtos canadenses

    Os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre alguns produtos canadenses neste sábado, depois que os dois aliados de longa data não conseguiram chegar a um acordo comercial, com cada lado acusando o outro de inviabilizar dias de negociações.

    As tarifas, que entraram em vigor logo após a meia-noite sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses — itens como tacos de madeira de hóquei no gelo, que quase não são mais usados —, estão longe de ser um divisor de águas econômico para o maior parceiro comercial dos EUA depois do México. Isso representa pouco mais de 5% das exportações do Canadá para os EUA.

    As novas tarifas marcam um aumento nas tensões entre o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Mark Carney e provavelmente tornarão mais difíceis as negociações mais amplas para renovar o acordo de livre comércio entre EUA, México e Canadá.

    Carney afirmou que havia suspendido as negociações comerciais e que o Canadá retaliaria “dólar por dólar” contra as novas tarifas.

    “Decidi suspender as negociações comerciais com os EUA e instruí os negociadores do Canadá a retornarem a Ottawa”, disse Carney em comunicado.

    “Eles (os negociadores) trabalharam arduamente, de boa-fé, para defender os interesses dos canadenses ao longo dessas negociações até o último minuto”, disse ele. “No entanto, as mudanças de última hora nos termos propostos pelos EUA foram injustas, antieconômicas e colocaram em dúvida a confiabilidade de qualquer acordo.”

    Carney, a única pessoa a já ter chefiado os bancos centrais de duas grandes economias, foi eleito no ano passado com a promessa de enfrentar Trump e continua amplamente popular. Pesquisas mostram que a maioria dos canadenses se opõe a fazer quaisquer concessões a Trump.

    Horas antes, os dois lados pareciam estar próximos de um acordo que, segundo fontes, teria reduzido as tarifas sobre aço, alumínio e automóveis e, potencialmente, trazido bebidas alcoólicas americanas de volta às lojas de bebidas canadenses.

    “Esta noite, o Canadá se recusou a finalizar o acordo comercial nos termos acordados no início desta semana”, disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, durante uma coletiva na Casa Branca.

    “Esta é uma oportunidade perdida para o Canadá se associar aos Estados Unidos, que são a economia que mais cresce no G7”, disse Greer.

    Uma autoridade de alto escalão do governo Trump disse que a oferta dos EUA teria colocado o Canadá na melhor posição tarifária entre todos os principais exportadores para os EUA, mas que o Canadá havia buscado concessões adicionais, especialmente em relação ao aço, ao alumínio, aos automóveis e à madeira macia.

    Não há novas negociações agendadas, já que os EUA estão implementando as novas tarifas, disse o funcionário.

    No mês passado, Trump ameaçou impor uma série de tarifas sobre diversos produtos canadenses importados, incluindo vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas, varas de pesca e equipamentos de hóquei.

    As tarifas, que não se qualificam para tratamento preferencial sob o Acordo de Livre Comércio entre EUA, México e Canadá, expõem alguns setores já vulneráveis a possíveis danos graves que poderiam levar à perda de empregos e ao fechamento de empresas, segundo especialistas em comércio.

    A decisão do governo dos EUA veio após três dias de negociações em Washington entre o ministro do Comércio do Canadá para as Relações com os EUA, Dominic LeBlanc, e Greer.

    As novas tarifas se somam às já existentes nos EUA sobre aço, madeira serrada e automóveis, que sofreram forte impacto nos últimos 18 meses, embora o mal-estar tenha sido amplamente contido dentro desses setores.

    *Com colaboração de Promit Mukherjee, Greg Savoy, Trevor Hunnicutt e Caroline Stauffer


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  • Juventude-SE bate Portuguesa-AP de novo e está na final do Feminino A3

    Juventude-SE bate Portuguesa-AP de novo e está na final do Feminino A3

    Em partida que teve transmissão ao vivo da TV Brasil, o Juventude de Estância, em Sergipe, derrotou a Portuguesa do Amapá por 1 a 0 na Arena Batistão, em Aracaju, na noite desta sexta-feira (21) e carimbou vaga na decisão do Campeonato Brasileiro Feminino A3. As duas equipes já tinham o acesso à série A2 garantido.

    O time sergipano, que havia vencido o jogo de ida por 2 a 0, fora de casa, aguarda pelo vencedor do confronto entre Planalto, de Goiás, e Realidade Jovem, de São Paulo, para saber quem enfrentará na final.

    O triunfo do Juventude e, consequentemente, a classificação à decisão, foram sacramentados aos 13 minutos do segundo tempo. Laureen completou cruzamento pela direita e marcou o gol do jogo. A camisa 7 do time sergipano é também a artilheira da competição, com 11 gols marcados.

    A noite foi de festa em Aracaju, já que o Juventude se tornou a primeira equipe do estado a alcançar uma final de um campeonato nacional. O time faz campanha irretocável, com 11 vitórias e um empate em doze partidas disputadas.

    Na outra semifinal, o Planalto, da cidade de Aparecida de Goiânia, fez 2 a 0 no jogo de ida contra o Realidade Jovem. O duelo decisivo acontece às 11h deste domingo (23), com transmissão da TV Brasil, diretamente de São José do Rio Preto.  


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br