Autor: Redação Qnews

  • Senado aprova plano para fabricação de fertilizantes no Brasil

    Senado aprova plano para fabricação de fertilizantes no Brasil

    O plenário do Senado Federal aprovou, na tarde desta terça-feira (11), em votação simbólica, o Projeto de Lei 699/2023, que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), com incentivos fiscais e a criação de fundo para apoiar a produção nacional. O objetivo é reduzir a dependência da importação desses nutrientes, utilizados em larga escala na agricultura brasileira.

    O projeto agora vai à sanção presidencial. Entre outras medidas, o novo programa prevê isenções de impostos para a importação de máquinas e estabelecimento de plantas industriais para a fabricação desses ingredientes em território nacional.

    O texto referendado pelos senadores é um substitutivo oriundo da Câmara dos Deputados, com adequações de redação sugeridas pela relatora Tereza Cristina (PP-MS).

    “O projeto que vai resgatar aquilo que o Brasil precisa, há anos, [reduzir] a sua dependência da totalidade das importações de fertilizantes, trazendo a tão falada, atualmente, soberania. A soberania dos nossos fertilizantes é importantíssima para a agricultura brasileira”, destacou a senadora.
     


    Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia.  

Na pauta, estão o PL 699/2023, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e incentivos à produção nacional; o PL 429/2024, sobre custas judiciais na Justiça Federal; os PLs 1.872/2025 e 1.881/2025, que criam fundos para o MPU e a DPU; e o PL 3.289/2026, sobre leilões públicos para formação de estoques. 

Telão exibe, discurso, à tribuna, senador Sargento Reginauro (PSDB-CE).

Mesa: 
4º secretário da Mesa do Senado Federal, 
senador Laércio Oliveira (PP-SE);
senador Cid Gomes (PSB-CE);
presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP); 
secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Danilo Augusto Barboza de Aguiar. 

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

    Plenário do Senado durante semana de esforço concentrado – Foto: Carlos Moura/Agência Senado

    Os fertilizantes são insumos utilizados na agricultura para fornecer às plantas nutrientes essenciais ao seu desenvolvimento e à formação de folhas, raízes, frutos e sementes. Os principais são os fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos, que fornecem, respectivamente, nitrogênio, fósforo e potássio, conhecidos pela sigla NPK, que são fundamentais para a produtividade das lavouras.

    Em 2025, foram importadas 43,3 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Entre os principais produtos estão o cloreto de potássio, a ureia e o fosfato monoamônico (MAP).

    O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados pelo agronegócio, especialmente na produção de commodities como soja, milho e cana-de-açúcar, tornando a agricultura brasileira sensível às oscilações de preços internacionais, do câmbio e das condições geopolíticas. Nos últimos anos, esses produtos vêm sendo adquiridos principalmente de países como Rússia e China.

    A votação no Senado ocorre após a volta do recesso, na semana de esforço concentrado para votar proposições em plenário e nas comissões. De acordo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), serão duas semanas de esforço concentrado antes das eleições, entre 10 e 14 de agosto, e entre 31 de agosto e 3 de setembro, calendário que também será seguido pela Câmara dos Deputados.

    Nesses dois períodos, há a expectativa de votação de medidas provisórias (MPs) que abrem crédito extraordinário e precisam de aprovação parlamentar para não perderem a validade ao longo das próximas semanas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Unicef cobra compromisso com a infância do próximo governador do Rio

    Unicef cobra compromisso com a infância do próximo governador do Rio

    A prevenção das violências contra crianças e adolescentes devem orientar as políticas públicas do próximo governo do estado do Rio de Janeiro, defendeu o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Nesta terça-feira (11), a organização fez um chamado às candidaturas, diante do alto índice de mortes violentas intencionais no estado e divulgou uma agenda com sugestões divididas em três eixos.

    “O estado [do Rio] precisa de um plano para reduzir homicídios, esclarecer cada morte e proteger os territórios mais afetados fazendo uma política de segurança pública de fato protetiva, que preserve vidas, com metas e transparência e governança”, destacou a chefe do escritório do Unicef para o Rio de Janeiro, Flávia Antunes. A redução da violência letal é um dos três tópicos da agenda do Fundo.

    No Rio, 1.261 crianças e adolescentes foram mortos e mais 12 mil estuprados, entre 2021 e 2023, segundo o Unicef e Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    Para a organização internacional, os números revelam uma violência persistente, dentro e fora de casa, que interrompe vidas, compromete a aprendizagem o próprio futuro do país. Por isso, afirma o Unicef, a proteção da infância e da adolescência deve orientar o programa de governo e as ações do próximo governador.

    Flávia Antunes, chefe do escritório do Unicef, explica que o chamado busca provocar um compromisso público, de não perder mais nenhuma criança ou adolescente para a violência. Segundo a especialista, proteger essa faixa de idade é estratégico.

    “Quando a gente protege esse público a gente fortalece a educação, a saúde, a segurança pública, a economia e a democracia ao mesmo tempo”, afirmou Antunes.

    Além das ações para reduzir as mortes violentas, a agenda do Unicef inclui medidas para garantir a permanência na escola, ampliar a coordenação entre áreas de governos e fortalecer a rede de proteção e atendimento às vítimas. As ações foram construídas com especialistas, sociedade civil, adolescentes e os próprios jovens.

    Ao divulgar a agenda, em evento na cidade do Rio, o Unicef também se ofereceu para apoiar o próximo governo a colocar em prática as medidas recomendas.

    Conheça os principais pontos da agenda:

    Educação que protege:

    . Garantir acesso, permanência e conclusão da educação básica, por meio da busca ativa e estratégias de prevenção às violências na escola;

    . Ampliar oportunidade de formação profissional, aprendizagem e inclusão produtiva para adolescentes e jovens.

    Segurança pública que preserva vidas:

    . Implementar integralmente a Lei Estadual Ágatha Félix (9.180/2021) e ampliar a investigação de dos homicídios de crianças e adolescentes;

    https://www.alerj.rj.gov.br/Visualizar/Noticia/50027

    . Criar uma política estadual de redução dos homicídios de adolescentes e jovens, com metas, monitoramento e participação social;

    . Instituir uma governança intersetorial permanente entre segurança pública, educação, saúde e assistência social para a proteção da infância;

    . Garantir mobilidade segura para acrianças e adolescentes em territórios afetados pela violência.

    Rede de proteção que não abandona nenhuma criança:

    . Implementação plena da Lei Federal da Escuta Protegida (13.431/2017) no estado, buscando impedir novo sofrimento de vítimas ou testemunhas de violência;

    . Criar o primeiro Centro de Atendimento Integrado para crianças e adolescentes vítimas de violência na capital e expandir o modelo no estado;

    . Ampliar o acesso a serviços especializados de proteção e atendimento às vítimas;

    Fortalecer a rede de atenção à saúde mental de crianças, adolescentes e jovens.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Câmara municipal é principal lugar onde vereadoras sofrem agressões

    Câmara municipal é principal lugar onde vereadoras sofrem agressões

    Seis em cada dez vereadoras brancas e oito em cada dez negras relataram já ter sofrido violência política, segundo uma pesquisa que ouviu mais de 70 parlamentares e foi divulgada nesta terça-feira (11) pela Rede A Ponte. Entre os espaços em que as violências acontecem, o mais comum é a própria Câmara Municipal onde exercem o mandato, concentrando 77% dos casos.

    O relatório inédito Raio X da Violência Política de Gênero e Raça no Legislativo Municipal mostrou que, apesar da Lei 14.192/2021, que alterou o Código Eleitoral para proteger os direitos políticos das mulheres, esse crime segue sendo cometido principalmente por homens brancos cisgêneros. Eles são oito em cada dez agressores.

    Esse cenário reflete as desigualdades de poder que estruturam a política brasileira, destaca o relatório, que traz ainda que 64% das agressões ocorrem durante o mandato.

     Em 34% das agressões, o autor era um colega de partido, no que se costuma denominar de “fogo amigo”.

    Tipos de violência

    Entre as vítimas da violência política, 89% sofreram agressões psicológicas, como corte de microfone, interrupções de fala, chantagens, humilhação política ou digital. Oito em cada dez (82%) foram alvos de violência simbólica, com exclusão de espaços de poder e decisão e geração de autocensura. 

    Em seguida, 59% dos relatos também trazem a violência moral, quando a mulher é vítima de calúnias, difamação e injúrias, visando prejudicar o exercício do seu mandato. Chega a 30% a incidência de ataques à identidade, condição e raça, que tentam descredibilizar traços étnicos, orientação sexual e identidade de gênero. 

    O estudo acrescenta que a violência contra as mulheres na política envolve outras esferas:

    • econômica, através do corte, desvio ou retenção de recursos partidários; 
    • processual, com uso de processos e denúncias sem embasamento, visando o desgaste de imagem e gerando silenciamento; 
    • assédio sexual, a partir de toques sem autorização, associação da articulação da vereadora a favores sexuais; 
    • violência física, marcada por agressão, ameaça ou, inclusive, tentativa de feminicídio.

    Abandono

    A diretora-executiva da Rede A Ponte, Amanda de Albuquerque, destacou que, tão logo entram na política, as mulheres são abandonadas pelos partidos. 

    O documento mostra que a resposta do Estado brasileiro à violência é limitada. Dos 44 casos de violência de gênero e raça registrados, 12 resultaram em denúncias formais, mas sem nenhum encaminhamento institucional na Justiça ou no partido. A consequência é o esvaziamento da diversidade e prejuízo à representatividade democrática.

    Na avaliação da gestora de Mobilização e Articulação Politica da Rede A Ponte, Lauana Chantal, a violência política de gênero e raça continua sendo o principal obstáculo à democracia. O relatório deixa evidente que as mulheres sofrem violência política, e que as mulheres negras, ainda em maior grau. 

    Lauana enfatizou que essa pauta é estratégica para a imprensa, porque se trata de um problema público, cuja cobertura fortalece o controle social, na medida em que capacita a sociedade para cobrar respostas dos governos. Ao mesmo tempo, qualifica a cobertura, oferecendo evidências para contextualizar a violência de gênero e raça e perceber as barreiras que limitam a participação política das mulheres.

    Problemas enfrentados

    As vereadoras ouvidas pela Rede A Ponte denunciaram o esforço de partidos e colegas de invisibilizarem sua presença nas casas legislativas. As parlamentares consideram que há uma naturalização da violência no espaço político que precisa ser enfrentada, porque isso faz com que muitas mulheres acabem saindo da política.

    Nas redes sociais, elas também disseram enfrentar comentários violentos, que afetam sua saúde mental, além de falas misóginas e de LGBTQIA+fobia. Por isso, consideram ser difícil continuar na política sem uma rede de apoio.

    Apesar de sentirem orgulho por terem sido eleitas em cidades de menor porte que as capitais, algumas vereadoras demonstram apreensão em face dos desafios enfrentados, como ser paradas por homens na rua que questionam suas falas nas câmaras municipais. 

    Segundo a diretora executiva da Rede A Ponte, para que o Código Eleitoral seja acionado em casos de violência política de gênero e raça, é preciso que a denúncia seja recebida pelo Ministério Público e, por este órgão, encaminhada à Justiça Eleitoral.

    Um dos problemas, relata ela, é que a população não identifica essa violência ainda, o que aumenta a importância de a imprensa abraçar essa causa. 

    “Se não for a imprensa a incentivar essa briga dentro dos partidos, nada vai ser diferente. É um caminho essencial”.

    Dados do TSE

    Este segundo volume do relatório teve como base dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2000 a 2024, ano em que somente 18,2% das cadeiras nas câmaras municipais foram ocupadas por mulheres. Por outro lado, 734 municípios não elegeram nenhuma mulher. 

    Embora representem 28% da população, as mulheres negras ocupam apenas 7,5% das cadeiras legislativas municipais. Em 2024, mais da metade dos municípios brasileiros não elegeu nenhuma mulher negra como vereadora. Além disso, apenas 5% das mulheres negras candidatas foram eleitas, contra 19% dos homens brancos.

    A situação é ainda pior em relação às mulheres indígenas. Em 2024, houve somente 924 candidatas indígenas, e 39 foram eleitas, o que representa 0,07% das cadeiras. Esse número é mais de dez vezes menor que a proporção da população indígena do país, que é de 0,8%.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Sarampo: entenda sintomas, riscos e quando se vacinar

    Sarampo: entenda sintomas, riscos e quando se vacinar

    Em junho deste ano, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de reintrodução e de disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026.

    A nota técnica citava um cenário de alta transmissibilidade da doença nas Américas.

    “Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados.”

    No mesmo mês, a pasta recomendou a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses. O objetivo era reforçar a proteção contra o sarampo na faixa etária considerada mais suscetível à infecção e a formas graves.

    À época, a zona norte de São Paulo registrava três casos da doença em crianças menores de 2 anos. Atualmente, a Secretaria de Saúde de São Paulo já confirma pelo menos 23 casos em 2026.

    >> Confira, a seguir, as principais informações sobre o sarampo:

    A doença

    O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já figurou como uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo.

    Apesar dos avanços significativos no controle e na prevenção por meio da vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, sobretudo em regiões com baixas taxas de imunização.

    Transmissão e prevenção

    Caracterizado por sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças virais, o sarampo exige atenção e conhecimento para ser identificado e tratado adequadamente.

    A transmissão do vírus acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Uma única pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

    A transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento das conhecidas manchas vermelhas pelo corpo.

    Sinais e sintomas

    Os principais sinais e sintomas do sarampo são manchas vermelhas (exantema) e febre alta (acima de 38,5 graus), acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas:

    • tosse seca;
    • irritação nos olhos (conjuntivite);
    • mal-estar intenso.

    Entre três a cinco dias, é comum aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo restante do corpo.

    A febre persistente é considerada sinal de alerta e pode indicar gravidade, sobretudo em crianças menores de 5 anos.

    Complicações

    O sarampo é considerado uma doença grave, que pode deixar sequelas por toda a vida ou, até mesmo, causar a morte.

    Algumas complicações associadas ao sarampo incluem:

    • pneumonia (infecção no pulmão): cerca de 1 em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver pneumonia, causa mais comum de morte por sarampo em crianças pequenas;
    • otite média aguda (infecção no ouvido): ocorre em cerca de 1 em cada 10 crianças com sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente;
    • encefalite aguda (inflamação no cérebro): entre 1 e 4 de cada mil crianças podem desenvolver essa complicação e 10% podem morrer em decorrência do quadro;
    • morte: entre 1 e 3 de cada mil crianças infectadas pelo sarampo podem morrer em decorrência de complicações da doença.

    Diagnóstico

    O diagnóstico do sarampo pode ser feito de forma clínica, com base em sinais e sintomas apresentados pelo paciente, mas o diagnóstico considerado ideal é o laboratorial, por meio de amostra de sangue e também por meio de amostras de secreção de orofaringe, nasofaringe e urina.

    Tratamento

    Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos utilizados têm como objetivo reduzir o desconforto causado pelos sintomas.

    A orientação é não fazer uso de nenhum medicamento sem antes passar pelo médico e procurar o serviço de saúde mais próximo caso apresente sintomas.

    O uso de antibióticos é contraindicado, exceto se houver indicação médica pela ocorrência de infecções secundárias. Para os casos sem complicação, devem-se manter a hidratação e o suporte nutricional e diminuir a hipertermia (elevação da temperatura corporal).

    Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional.


    Arte com sintomas do sarampo

    Vacinação

    O sarampo é uma doença prevenível por meio da vacinação. Os critérios para indicação da dose levam em conta características clínicas, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida e a ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos.

    A vacinação contra o sarampo está disponível em apresentações diferentes, sendo que todas previnem a doença.

    Cabe ao profissional de saúde aplicar a dose adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

    Tipos de vacinas

    • dupla viral: protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto.
    • tríplice viral: protege do vírus do sarampo, da caxumba e da rubéola.
    • tetra viral: protege do vírus do sarampo, da caxumba, da rubéola e da varicela (catapora).

    Na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo.

    Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

    Nos postos de saúde, há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

    A depender da situação epidemiológica de cada localidade, há necessidade de estabelecer outras estratégias – além das doses de rotina, a vacina contra o sarampo pode ser indicada para crianças de 6 meses a menores de 1 ano, em localidades com o surto da doença, por exemplo.

    Esquema vacinal

    A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) considera protegido todo indivíduo que tomou duas doses contra o sarampo na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade.

    Em situação de risco para o sarampo — surtos ou exposição domiciliar, por exemplo – a primeira dose pode ser aplicada a partir dos 6 meses.

    A dose não deve ser considerada como dose válida para o cumprimento do esquema de rotina: continuam sendo necessárias duas doses a partir dos 12 meses, com intervalo mínimo de 1 mês.

    >> Veja como é o esquema vacinal por faixa etária:

    • 12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
    • 15 meses: segunda dose, por meio da vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
    • 5 anos a 29 anos: duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas, caso não tenham sido vacinados no período recomendado.
    • 30 anos a 59 anos: se não tiver comprovação de vacinação prévia deve receber uma dose da vacina.

    A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto devem receber a vacina durante o puerpério.

    Em casos de surto de sarampo, pode ser considerada a aplicação de uma terceira dose em pessoas com esquema completo.

    Indivíduos com história pregressa de sarampo são considerados imunizados contra a doença, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, a recomendação é a vacinação.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

    Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

    Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

    Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar. 

    “Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

    A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado. 

    “É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”. 

    Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

    “O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”. 

    Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia. 

    “Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.


    Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou

    O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

    Reconhecimento

    O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo. 

    “Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

    A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento. 

    “Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”. 

    “Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

    Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur. 

    “Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Rádio Memória celebra 90 anos da Rádio Nacional

    Rádio Memória celebra 90 anos da Rádio Nacional

    O novo episódio da série Rádio Memória, que celebra os 90 anos da Rádio Nacional, revela que muito antes da sofrência dominar as plataformas digitais ela já era estrela na Era do Rádio.

    O conteúdo Sofrência nas ondas do Rádio fica disponível em formato de videocast no canal da emissora no YouTube a partir desta terça (11). No dial da Nacional, o episódio ganhou transmissão no Revista Rio desta terça-feira (11), e outra na próxima (18), às 14h30, e nas demais praças nas próximas quartas-feiras (12 e 19), às 15h.

    Pelos microfones da Rádio Nacional, vozes inesquecíveis transformavam amores impossíveis, despedidas e corações partidos em grandes sucessos. No décimo episódio, o seriado Rádio Memória mostra que a dor de cotovelo também teve sua idade de ouro e que, quando o coração apertava, o rádio sempre sabia exatamente o que tocar.

    Durante a edição inédita, o jornalista e apresentador Dylan Araújo conversa com a cantora e atriz Mona Vilardo e com a jornalista e radialista Fabiane Pereira. A atração especial revela ainda três registros históricos que contextualizam o fenômeno da época.

    O primeiro é um depoimento da cantora Dalva de Oliveira ao Museu da Imagem e do Som (MIS), em 1970. A viagem de Dalva e do maestro Vicente Paiva à Venezuela em 1949 foi um marco na história da música popular brasileira e marcou a separação conturbada da cantora de seu então marido, Herivelto Martins.

    Em outros registros, a cantora Dircinha Batista interpreta Nunca, de Chocolate e Ricardo Galeno, em 1952, e o jornalista Ruy Castro fala do gênero musical romântico samba-canção, em 2016.

    Série Rádio Memória

    O programa semanal reúne fatos marcantes e curiosidades que ajudam a contar a trajetória da Nacional nas suas nove décadas de existência. Com material de acervo e entrevistas, a série presta homenagem a quem já passou pela emissora e valoriza quem segue mantendo vivo o legado da Rádio Nacional.

    A iniciativa integra uma agenda de ações que celebram os 90 anos em 12 de setembro de 2026. Com o slogan Do passado ao futuro. Sem Fronteiras, a emissora pública que integra a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) se mantém atual e relevante. Ao longo de sua história, a Nacional se firmou como uma das principais rádios do país e referência cultural na Música Popular Brasileira, no jornalismo e nas transmissões esportivas.

    Rádio Nacional

    A marca faz parte da história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.

    Serviço

    • Rádio Memória – 90 anos – Sofrência nas ondas do Rádio – Videocast no YouTube da Rádio Nacional a partir de terça-feira, 11/08
    • Rádio Memória – 90 anos – Sofrência nas ondas do Rádio – terça-feira, 11 e 18/08, às 14h30, no programa Revista Rio, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro
    • Rádio Memória – 90 anos – Sofrência nas ondas do Rádio – quarta-feira, 12 e 19/08, às 15h, na Rádio Nacional das demais praças da rede

    Rádio Nacional na internet e nas redes sociais

    • Site: https://radionacional.ebc.com.br
    • Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr
    • Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv
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    • Streaming: https://aovivo.ebc.com.br/embed-audio.html?emissora=radio-nacional-do-rio-de-janeiro

    WhatsApp Nacional

    •  Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201
    •  Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536
    •  Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568
    •  Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966

    Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

    • Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz
    • Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz
    • São Paulo: FM 87,1 MHz
    • Recife: FM 87,1 MHz
    • São Luís: FM 93,7 MHz
    • Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC
    • Alto Solimões: FM 96,1 MHz

    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Discord entrega à AGU proposta para reforçar segurança de crianças

    Discord entrega à AGU proposta para reforçar segurança de crianças

    A empresa Discord, dona do aplicativo de comunicação de mesmo nome, entregou à Advocacia-Geral da União (AGU) uma proposta prevendo a adoção de medidas destinadas a reforçar a segurança de seus usuários no ambiente digital, especialmente crianças e adolescentes.

    Segundo a AGU informou em nota na tarde desta terça-feira (11), representantes da companhia apresentaram a proposta nesta segunda-feira (10) – quatro dias após terem se reunido com servidores da AGU, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), para tratar de falhas na verificação da idade dos usuários do aplicativo e na proteção de menores de 18 anos de idade.

    A AGU não detalhou os termos da proposta, mas destacou que vai analisá-la em parceria com os demais órgãos federais.

    “A partir da avaliação das medidas, procedimentos e mecanismos apresentados pela empresa, a AGU examinará a possibilidade de avançar na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com compromissos, obrigações, mecanismos de acompanhamento e prazos destinados à adequação da plataforma às exigências [legais] brasileiras”, diz nota.

    Ainda segundo o órgão, a busca por uma solução consensual não afasta a possibilidade da União adotar as medidas administrativas e judiciais cabíveis para garantir o cumprimento da legislação e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

    A reunião da última sexta-feira foi agendada após a repercussão do caso de uma adolescente de 13 anos que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida em tempo real por canais do Discord, em 22 de julho. A situação foi investigada na Operação Lívia.

    Durante a reunião da semana passada, os representantes da empresa manifestaram disposição para cumprir as exigências legais e corrigir quaisquer falhas identificadas.

    De acordo com a AGU, “a identificação de falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção”, previstos na Lei 15.211/2025, o chamado ECA Digital, “suscitaram preocupações quanto à efetividade das medidas adotadas pela Discord para prevenir o acesso e a exposição de crianças e adolescentes a situações de risco no ambiente digital”.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasileiros poderão ver eclipse solar por transmissão na internet

    Brasileiros poderão ver eclipse solar por transmissão na internet

    Um eclipse solar total vai acontecer nesta quarta-feira (12) e poderá ser visto no Hemisfério Norte, principalmente em países como Espanha e Portugal.

    O fenômeno não será visível no Brasil, nem mesmo de forma parcial, mas o Observatório Nacional (ON) anunciou uma transmissão ao vivo do eclipse através das suas redes sociais, com início a partir das 12h de amanhã. 

    O pico do eclipse está previsto para às 14h, e deve ser visto também em países como Rússia, Islândia e Groenlândia. Em outras regiões do Hemisfério Norte e no norte do continente africano, o eclipse solar vai ser apenas parcial. 

    A astrônoma do Observatório Nacional Josina Nascimento explica que o eclipse solar, mesmo total, ocupa uma área reduzida. O que exige o deslocamento a um local específico para aqueles que quiserem acompanhar o fenômeno presencialmente. 

    “Tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é de 300 quilômetros de largura”, explica. 

    “Por isso que a gente acha que o eclipse solar é raro. Não é que ele seja raro, acontece em geral um eclipse total do Sol por ano. Mas quem vai estar naquela sombrinha são poucas pessoas”. 

    Eclipse Solar 

    Um eclipse solar acontece sempre na Lua Nova, bloqueando pelo menos parte da luz e criando a projeção de uma sombra. Fora do ponto que ele abrange, mesmo sendo total, ele se torna um eclipse anular, o que significa que a Lua não cobre o Sol por completo criando um anel de luz em volta.  

    A pesquisadora do Observatório Nacional alerta que, para observar um eclipse solar, são necessárias precauções de segurança. Só é possível fazer a observação com óculos especiais certificados com a norma ISO 12312-2 ou máscaras com vidro de soldador número 14. Olhar diretamente sem proteção traz riscos sérios à visão e pode causar cegueira.  

    Onde assistir

    O Observatório Nacional vai transmitir o eclipse solar através do seu canal no YouTube. Também fará a transmissão do eclipse lunar que acontece no Brasil, na madrugada dos dias 27 e 28 de agosto. 

    Josina Nascimento conta que, quando o eclipse solar é visível no Brasil, o ON consegue distribuir gratuitamente os óculos de segurança em eventos de observação, além de realizar oficinas que ensinam truques com material reciclável para ver o eclipse solar. 

    “Tem outras observações indiretas que também são muito legais, que é você pegar, por exemplo, uma tampa de caixa de pizza, fazer um furinho e colocar um papel embaixo para projetar. Se o sol está bem alto na hora do eclipse, projeta no chão. Se está mais baixo, projeta em uma parede”, explica. 

    *Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Ministério Público de SP encaminha TAC à plataforma Discord no Brasil

    Ministério Público de SP encaminha TAC à plataforma Discord no Brasil

    O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) informou nesta terça-feira (11) que encaminhou à empresa responsável pela plataforma Discord no Brasil uma proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O MPSP aguarda agora a manifestação da empresa sobre a proposta apresentada.

    A ação ocorre em meio à apuração de divulgação, pela plataforma, de conteúdo com violência sexual, maus-tratos a animais e estímulo à pratica de automulitação de crianças e adolescentes, e tramita sob sigilo.

    “A iniciativa insere-se na atuação institucional do Ministério Público voltada à proteção de direitos coletivos e ao aperfeiçoamento de mecanismos de prevenção e enfrentamento à utilização de plataformas digitais para a prática de ilícitos, especialmente quando envolvidos, como vítimas, crianças, adolescentes, mulheres e animais”, disse o MPSP, em nota.

    A apuração sobre a rede social Discord teve início após suicídio transmitido ao vivo na plataforma de uma adolescente (Lívia) de 13 anos, no último dia 22 de julho. A live na internet ocorreu por cerca de 45 minutos. Antes de ser induzida a tirar a própria vida na casa onde morava com a família em Naviraí, a 365 quilômetros de Campo Grande, a adolescente foi coagida no ambiente virtual pelos criminosos a torturar e matar um gato, sem êxito.

    O episódio desencadeou a Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio do Ministério da Justiça. A ação resultou na apreensão de cinco menores de idade, entre 13 e 18 anos, em cinco estados do país.

    AGU

    A empresa Discord entregou à Advocacia-Geral da União (AGU) uma proposta prevendo a adoção de medidas destinadas a reforçar a segurança de seus usuários no ambiente digital, especialmente crianças e adolescentes.

    Segundo o órgão, representantes da companhia apresentaram a proposta ontem (10) – quatro dias após terem se reunido com servidores da AGU, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), para tratar de falhas na verificação da idade dos usuários do aplicativo e na proteção de menores de 18 anos de idade.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • DF destina R$ 2,77 milhões para festival de cinema de Brasília

    DF destina R$ 2,77 milhões para festival de cinema de Brasília

    A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec) anunciou, nesta terça-feira (11), que vai destinar R$ 2,77 milhões para a organização da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento está agendado para ocorrer entre os dias 11 e 19 de setembro, na capital federal.

    A disponibilização do valor foi confirmada à Agência Brasil um dia após a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, informar, nas redes sociais, que determinou à secretaria que providenciasse os recursos necessários para o festival.

    Celina publicou a determinação após profissionais do audiovisual criticarem o clima de incerteza acerca da organização do evento. O diretor artístico do festival, Eduardo Valente, chegou a usar as redes sociais para lamentar o possível cancelamento.

    “O que teremos para amanhã e depois? Difícil dizer, mas, seguramente, nem essa edição nem o futuro deste evento será determinado só por quem estava aqui lutando para organizá-lo. Teremos que ver o quanto as associações em geral, o setor do cinema, o público do DF e até, por que não, outros festivais de cinema do país estarão dispostos a se juntar nessa briga”, escreveu Valente, pedindo a união de todos os envolvidos com cinema para manter o evento.

    Hoje, Valente voltou ao tema nas redes sociais. “Temos um festival para fazer em 30 dias [e] um anúncio de seleção em uma semana, mas tem muitas páginas”.

    Consultada pela Agência Brasil sobre a determinação da governadora, a Secretaria de Economia confirmou o empenho dos R$ 2,77 milhões destinados ao festival. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa ainda não divulgou detalhes do cronograma de pagamento.

    Histórico

    Criado em 1965, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais longevo do setor no Brasil, tendo se consolidado como um importante espaço de debate sobre os rumos do audiovisual brasileiro.

    O evento só deixou de acontecer em dois anos, durante a ditadura militar (1964/1985). Em meio à crise sanitária da pandemia de covid-19 (2019/2023), foi realizado de forma virtual. Desde 2007, é considerado patrimônio imaterial do Distrito Federal.

    A edição de 2026 recebeu número recorde de inscrições de filmes, com 1.928 obras pleiteando uma vaga. A exibição de mais de 80 filmes foi confirmada – o que representa o envolvimento de centenas de profissionais de todo o Brasil.

    Um diferencial em relações a outros festivais é que as obras selecionadas precisam ser inéditas e os vencedores recebem o Troféu Candango, em homenagem aos pioneiros que construíram a capital.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br