Autor: Redação Qnews

  • Bombeiros encontram helicóptero com corpo do cantor Rick

    Bombeiros encontram helicóptero com corpo do cantor Rick

    Segundo a corporação, não há sobreviventes no acidente

    Os bombeiros de Santa Catarina encontraram nesta terça-feira (22), por volta das 12h, na Serra Catarinense (SC), os destroços do helicóptero no qual viajava o cantor Rick, da dupla Rick e Renner.

    Havia cinco pessoas a bordo e não há sobreviventes.

    Além do artista, estavam na aeronave o piloto e copiloto, o empresário Bruno Avelar e ainda o videomaker Paulo Soares.

    A aeronave desapareceu na tarde de ontem, quando saiu de Porto Belo (região litorânea) em direção à cidade de São Joaquim, ambas em Santa Catarina. As buscas invadiram a madrugada e tiveram de ser brevemente interrompidas devido à falta de visibilidade. Os trabalhos foram retomados de manhã.

    Após encontrar a aeronave, os bombeiros agora trabalham para retirar os corpos do local e para que a Polícia Científica faça a perícia e as investigações necessárias.

    A operação de resgate teve o apoio de um helicóptero, mais de 40 bombeiros, cães farejadores e drones de identificação térmica.

    O helicóptero de matrícula PP-MGR foi localizado pela Força Aérea Brasileira (FAB), que fez 13 horas de sobrevoos na serra catarinense. A equipe da FAB avistou a aeronave em que estava o cantor Rick e direcionou para o local um outro helicóptero que estava mais próximo da ocorrência.

    Saiba mais sobre o acidente no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, diz Lula em discurso na ONU

    “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, diz Lula em discurso na ONU

    Presidente defendeu a soberania dos países

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a soberania dos países, citando especificamente os cenários da América Latina e do Brasil, onde, segundo o presidente, há tentativas de influência estrangeira sobre processos políticos nacionais.

    Lula disse que a região da América Latina e do Caribe convive com pressões decorrentes da proximidade com grandes potências.

    “Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou durante discurso na cerimônia de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22) em Nova York.

    “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais, a divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais com recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, destacou, ao citar contextos recentes registrados na Venezuela, na Nicarágua, no Haiti e em Cuba.

    Segundo o presidente, a região percorreu um longo caminho para consolidar regimes democráticos após períodos de ditadura e autoritarismo. Nesse contexto, ele defendeu maior integração regional e o respeito à autodeterminação dos povos.

    “Precisamos de parceiros com uma agenda positiva que fomente o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para uma maior integração entre vizinhos. Os países da região reconheceram os horrores dos regimes de exceção. Percorremos um longo caminho para restaurar a vontade popular”, disse.

    Democracia em xeque

    Lula também alertou para o que classificou como retorno de práticas incompatíveis com a ordem internacional contemporânea. “A democracia está novamente em xeque”, afirmou. Em seguida, acrescentou que o mundo voltou a assistir à “ingerência externa em processos eleitorais”, à divisão de países em zonas de influência e a “investidas neocoloniais” em busca de recursos estratégicos.

    Ao citar países da região, o presidente afirmou que cada povo deve definir seu próprio caminho. Segundo ele, o povo venezuelano deve decidir seu destino sem interferências externas, enquanto a Nicarágua não solucionará seus problemas impedindo a participação da oposição nas eleições.

    Lula também mencionou a crise humanitária no Haiti e voltou a criticar o embargo econômico imposto a Cuba.

    Redes de desinformação

    Lula também citou a atuação de redes de desinformação durante campanhas eleitorais e afirmou que o Estado brasileiro estará atento a possíveis tentativas de interferência.

    “Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem contaminar o debate público durante a campanha”, afirmou.

    Em seguida, ressaltou a confiança nas instituições e no sistema eleitoral do país.

    “Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos ou externos, atentem contra a vontade popular. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho”, declarou.

    Negacionismo

    Lula destacou ainda os perigos das chamadas fake news, sobretudo no que diz respeito aos achados científicos em temas como saúde e meio ambiente. “Na era da desinformação, os obscurantistas resistem às evidências da ciência”, disse, ao defender o combate ao negacionismo.

    “Nunca esqueceremos das milhões de vidas perdidas pelo descaso no enfrentamento à covid-19. Campanhas contra vacinas estão trazendo de volta doenças que julgávamos estar erradicadas. Enfraquecer a Organização Mundial da Saúde (OMS) torna todos mais vulneráveis.”

    “Até pouco tempo, a reposta à mudança do clima estava consolidada no centro da agenda internacional. Este ano, o tema desapareceu dos debates do G7 e do G20, fóruns que reúnem os maiores emissores de carbono do mundo. É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo.”

    Segurança pública

    Ao tratar da segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado em território nacional e defendeu a cooperação internacional em áreas específicas, como o combate ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro.

    “Não vamos transferir a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo”, afirmou.

    O presidente acrescentou que o enfrentamento ao crime deve ocorrer por meio da cooperação entre governos, e não por ações militares externas.

    “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas; precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastece o crime organizado”, disse.

    Segundo Lula, o Brasil apresentou aos Estados Unidos proposta de cooperação para combater a lavagem de dinheiro realizada por criminosos brasileiros no exterior.

    O presidente também afirmou que o país vem fortalecendo a coordenação entre os estados e ampliando as ações de combate às organizações criminosas.

    Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Sobe para quatro o número de mortos em decorrência dos temporais no RS

    Sobe para quatro o número de mortos em decorrência dos temporais no RS

    Vítimas são de Caxias do Sul e Pelotas

    O estado do Rio Grande do Sul já registra quatro mortes decorrentes do forte temporal que atingiu o estado nesta segunda-feira (21), sendo três vítimas em Caxias do Sul e uma em Pelotas. As informações são da Defesa Civil estadual.

    A primeira morte registrada foi de um motociclista, atingido pela queda de fios de alta tensão no momento do temporal na cidade de Pelotas. De acordo com a prefeitura, o evento climático, caracterizado principalmente por um forte vendaval que chegou a alcançar 89 km/h, provocou destelhamentos, quedas de árvores e de postes e falta de energia em diversos pontos da cidade.

    Em Caxias do Sul, cidade que chegou a registrar 159,4 milímetros de chuva somente nesta segunda-feira, foram encontradas mortas duas vítimas que estavam em um veículo arrastado pela enxurrada. São elas uma adolescente de 13 anos e uma criança de quatro anos. A mulher de 43 anos que também estava no veículo segue desaparecida.

    Além disso, também em Caxias do Sul, foi encontrado o corpo de um homem que foi arrastado pela água no bairro De Lazzer, enquanto limpava uma galeria.

    Balanço divulgado nesta manhã (22) pela Defesa Civil apontou que, desde a última sexta-feira (18), foram registradas 151 ocorrências relacionadas a fortes ventos e chuvas em 146 municípios do estado.

    No total, mais de 527 mil pessoas de todo o estado foram afetadas pelos eventos climáticos dos últimos dias, sendo que 413 delas estão desabrigadas e 2.732, desalojadas. Os fortes ventos e chuvas também provocaram danos em 38 estabelecimentos de ensino e em 17 estabelecimentos de saúde.

    Saiba mais sobre os impactos das chuvas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Arrecadação federal ultrapassa R$ 2 trilhões em oito meses

    Arrecadação federal ultrapassa R$ 2 trilhões em oito meses

    Valor representa alta de 7,12% na comparação com mesmo período de 2025

    O governo federal acumula arrecadação de R$ 2,019 trilhões, de janeiro a agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. Além da inflação medida pelo IPCA, para o período, o valor representa crescimento de 7,12% na comparação com os mesmos oito meses de 2025.

    Em agosto, a arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões. O valor representa alta acima de inflação de 8,25% em relação a agosto do último ano. Desse total, R$227,8 bilhões arrecadados são administrados pela Receita Federal, excluídos os fatores não recorrentes e de alterações na legislação.

    De acordo com análise divulgada pelo órgão, os acréscimos são resultado do aumento na arrecadação da contribuição para a Previdência Social, Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que reflete o aumento das vendas.

    Também o avanço nas arrecadações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), além do desempenho da arrecadação do Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), foi determinante nos resultados apresentados.

    Neste mês, o Imposto de Exportação sobre óleo bruto também teve destaque entre os fatores que alavancaram os resultados, com arrecadação de R$1,9 bilhão em agosto, o que resultou no acumulado de R$9,9 bilhões de janeiro a agosto de 2026.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ONU vive momento crítico, diz Lula ao citar indignação com guerras

    ONU vive momento crítico, diz Lula ao citar indignação com guerras

    Declaração foi feita na abertura da assembleia geral da organização

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (22) que a Organização das Nações Unidas (ONU) vive, desde 2003, seu momento mais crítico. “A ONU está falhando em uma de suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa”.

    “O sentimento que me move hoje é o da indignação”, disse . “A capacidade da ONU de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exércitos nem arsenais, nunca foi tão pequena”, completou.

    A declaração foi feita durante a abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Em sua fala, Lula lembrou que essa é a 10ª vez em que abre o debate geral e, da tribuna, voltou a criticar especificamente o trabalho do Conselho de Segurança da organização.

    “Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel”, disse. “Em 1946, já na primeira sessão dessa assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez”.

    Antes do pronunciamento, Lula se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O presidente brasileiro subiu à tribuna logo no início da sessão, antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Na segunda-feira (21), Lula se reuniu, já em Nova York, com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e com o senador americano Bernie Sanders.

    Após o discurso na assembleia geral da ONU, ele deve deixar Nova York ainda nesta terça-feira. O embarque está previsto para 13h50 no horário local, 14h50 no horário de Brasília, com chegada à capital federal prevista para as 23h40.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Temporais provocam duas mortes e afetam mais de 527 mil pessoas no RS

    Temporais provocam duas mortes e afetam mais de 527 mil pessoas no RS

    Defesa Civil confirma segunda morte no estado

    A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou a segunda morte decorrente do forte temporal que atingiu o estado nessa segunda-feira (21). A vítima é uma adolescente que estava desaparecida no município de Caxias do Sul. 

    Outras três pessoas estão desaparecidas no município, que chegou a registrar 159,4 milímetros de chuva ontem. 

    A primeira morte confirmada no estado foi a de um motociclista atingido pela queda de fios de alta tensão no momento do temporal na cidade de Pelotas. De acordo com a prefeitura de Pelotas, o evento climático, caracterizado principalmente por um forte vendaval que chegou a alcançar 89 km/h, provocou destelhamentos, quedas de árvores e de postes e falta de energia em diversos pontos da cidade. 

    Os temporais ocorridos no estado também deixaram três pessoas feridas nas cidades de Aceguá, Caxias do Sul e Santa Maria.

    Balanço divulgado nesta manhã (22) pela Defesa Civil informou que, desde a última sexta-feira (18), foram registradas 151 ocorrências relacionadas a fortes ventos e chuvas em 146 municípios do estado.

    No total, mais de 527 mil pessoas de todo o estado foram afetadas pelos eventos climáticos dos últimos dias, sendo que 413 delas estão desabrigadas e 2.732, desalojadas. 

    Os fortes ventos e chuvas também provocaram danos em 38 estabelecimentos de ensino e em 17 estabelecimentos de saúde.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Prefeitura de Juiz de Fora e ONU-Habitat promovem participação de crianças no planejamento de espaços públicos

    Prefeitura de Juiz de Fora e ONU-Habitat promovem participação de crianças no planejamento de espaços públicos

    Caminhos mais acessíveis, ruas mais seguras, áreas verdes, espaços para brincar e mais lugares de convivência. Esses foram alguns dos desejos apresentados por 60 crianças da rede municipal de ensino de Juiz de Fora, que participaram, entre os dias 1º e 3 de setembro, das Oficinas de Desenho de Espaços Públicos, realizadas no âmbito do projeto Tecendo a Cidade – Planejando com Viés Participativo.

    A iniciativa é desenvolvida pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP), em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). As atividades reuniram estudantes do 4º e 6º ano, de 9 a 12 anos, das escolas municipais Georg Rodenbach, no bairro Grama; Áurea Bicalho, no bairro Linhares; e Antônio Carlos Fagundes, no bairro Francisco Bernardino.

    O objetivo da proposta foi compreender, a partir da perspectiva das crianças, os desafios encontrados nos espaços públicos e nos trajetos próximos às escolas dos territórios onde vivem, considerando também suas percepções sobre os espaços urbanos em diferentes escalas, do entorno imediato e dos caminhos cotidianos à cidade como um todo, bem como as mudanças que gostariam de ver nesses espaços. O material produzido durante as oficinas será sistematizado pelas equipes do ONU-Habitat e da Prefeitura de Juiz de Fora e servirá de subsídio para a elaboração de propostas preliminares de novos espaços públicos. 

    “A parceria com o ONU-Habitat é muito importante porque nos permite acessar metodologias e experiências que dialogam com aquilo que acreditamos e buscamos construir na Secretaria: uma cidade planejada com participação popular. E, quando falamos em participação, precisamos ampliar essa escuta e aprender também a ouvir as crianças”, destaca a Secretária de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular de Juiz de Fora, Cidinha Louzada. 

    Arquitetas e arquitetos por um dia

    A oficina de Desenho de Espaços Públicos convida as crianças a olhar para a cidade a partir de suas próprias experiências e a pensar em soluções para os espaços que fazem parte de seu cotidiano. Para isso, o ONU-Habitat utiliza diferentes ferramentas participativas, como caminhadas exploratórias virtuais, mapeamento afetivo dos bairros, um jogo de cartas com soluções urbanas e a construção de maquetes. As atividades estimulam os estudantes a observar os lugares que frequentam, identificar situações que gostariam de transformar e imaginar como esses espaços poderiam ser mais seguros, acessíveis, acolhedores e adequados às necessidades de diferentes pessoas.

    Na dinâmica do “baralho de soluções urbanas”, os estudantes foram divididos em grupos temáticos — Mobilidade, Identidade, Segurança, Instalações, Brincar e Natureza — e escolheram cartas com diferentes possibilidades de intervenção nos espaços públicos. Além de selecionar as soluções, as crianças foram convidadas a explicar por que aquelas mudanças seriam importantes para os lugares onde vivem.

    Ao pensar a cidade, as crianças também foram estimuladas a olhar para aspectos que vão além da infraestrutura, considerando elementos relacionados à cultura, ao conforto e ao cuidado com o ambiente. A estudante do 6º ano da Escola Municipal Georg Rodenbach Maria Eduarda Santos de Oliveira destacou a importância de valorizar a identidade dos territórios, criar espaços de convivência mais agradáveis e ampliar as possibilidades de descarte adequado de resíduos.

    As oficinas contaram com 60 alunos de 9 a 12 anos e as maquetes produzidas com melhorias de espaços públicos serão transformadas em projetos preliminares.
    Legenda: As oficinas contaram com 60 alunos de 9 a 12 anos e as maquetes produzidas com melhorias de espaços públicos serão transformadas em projetos preliminares.
    Foto: © Amanda Andrade/ONU-Habitat Brasil

    “No jogo, eu pensei em colocar mais artes nas ruas para representar a nossa cultura e as nossas histórias. Também gostei de pensar em praças com mais lugares tranquilos e árvores que façam sombra, deem abrigo e ajudem a refrescar. Faz muito calor e temos muita poluição por causa do lixo na praça. Por isso, acho que precisamos de mais lixeiras para separar papel, materiais orgânicos e plástico e deixar a cidade melhor.”

    Arthur de Almeida Guedes, estudante do 6º ano da Escola Municipal Georg Rodenbach, participou do grupo Mobilidade e escolheu calçadas largas, sinalização nas ruas e rampas de acesso. “Escolhi calçadas largas porque aqui perto da escola as calçadas são muito pequenas e são difíceis de passar. Também escolhi rampas de acesso, para pessoas com deficiência passarem”.

    Em outra dinâmica, os estudantes foram convidados a imaginar quais mudanças gostariam de ver na cidade. Helena Lopes da Silva Alves, estudante do 6º ano da Escola Municipal Áurea Bicalho, destacou a criação de mais parquinhos e a melhoria da estrutura dos espaços.

    “Se eu fosse arquiteta da cidade, eu melhoraria a estrutura e faria mais parquinhos para as crianças. Também colocaria mais árvores, faria mais abrigos para animais e para as pessoas e melhoraria tudo.”

    O mapeamento afetivo ampliou essa reflexão a partir da relação das crianças com os territórios onde vivem. Os estudantes registraram lugares de que gostam, espaços que frequentam e situações que consideram importantes, além de identificar pontos que poderiam ser melhorados. A atividade também contemplou os trajetos percorridos a pé entre suas casas, os pontos de ônibus e as escolas. Ao percorrer esses caminhos, as crianças foram estimuladas a observar aspectos como segurança, iluminação, limpeza, conservação das ruas, acessibilidade e condições de circulação.

    Pedro Leonardo Martins de Souza, estudante do 6º ano da Escola Municipal Áurea Bicalho, destacou a segurança nos trajetos até a escola.“Se eu fosse o arquiteto da cidade por um dia, eu mudaria muitas coisas na segurança. A minha mãe não me deixa ir para a escola sozinho porque a rua é muito movimentada e tem muitos acidentes. Então, seria muito bom ter mais sinalização e faixas de pedestres.”

    Na etapa final, as ideias deixaram o papel e ganharam forma nas maquetes. Com os elementos construídos, os estudantes puderam representar as transformações que gostariam de ver nos espaços públicos de seus bairros, materializando propostas pensadas a partir de suas próprias experiências.

    Ao final das oficinas, as crianças receberam a medalha e o certificado Talento da Cidade, como reconhecimento pela participação e pelos esforços criativos dedicados a imaginar uma Juiz de Fora melhor para todas as pessoas.

    Próximos passos

    As ideias e propostas construídas pelas crianças ao longo das oficinas passam, agora, a integrar as próximas etapas do projeto. O material produzido será sistematizado pelas equipes do ONU-Habitat e da Prefeitura de Juiz de Fora, contribuindo para o desenvolvimento de propostas preliminares para os espaços públicos e para a construção de um caderno metodológico que reúna os aprendizados da experiência e apoie sua aplicação em outros territórios.

    “Há cerca de dois anos, a SEDUPP vem realizando pesquisas, levantamentos e análises sobre as características que podem tornar os bairros mais adequados para as crianças. Por isso, a parceria com o ONU-Habitat representa uma oportunidade de aprofundar esse trabalho a partir da escuta direta de meninas e meninos. As informações produzidas nas oficinas vão nos ajudar a compreender como as crianças percebem e vivenciam a cidade, em diferentes escalas e a partir da sua escala humana, e a incorporar essa perspectiva ao planejamento urbano, subsidiando a elaboração de espaços públicos mais inclusivos, acessíveis e adequados para elas”, explica Julia Daibert, coordenadora do Departamento de Intervenções Urbanas da SEDUPP e da iniciativa Tecendo a Cidade pela Prefeitura de Juiz de Fora.

    A metodologia utilizada em Juiz de Fora integra uma experiência que vem sendo desenvolvida pelo ONU-Habitat em diferentes cidades do Brasil e da América do Sul. Em Foz do Iguaçu (Brasil), Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina), estudantes participaram de oficinas que resultaram em anteprojetos arquitetônicos para praças próximas às escolas. Em São Gonçalo (RJ), as contribuições de cerca de 30 crianças da comunidade da Ipuca subsidiaram uma proposta de projeto arquitetônico desenvolvida com a Prefeitura de São Gonçalo.

    “Cada cidade onde essa metodologia foi aplicada contribuiu para seu aprimoramento. Agora, em Juiz de Fora, teremos a oportunidade de incorporar novos aprendizados a essa experiência e sistematizar esse processo em um caderno metodológico para apoiar sua replicação em outros territórios. Esse é um dos grandes valores da cooperação: transformar experiências locais em conhecimento que possa ser adaptado e aplicado em diferentes contextos”, afirma Natália Oliveira, coordenadora de programas do ONU-Habitat.

    Tecendo a cidade: planejando com um viés participativo 

    O “Tecendo a cidade” integra as ações de cooperação entre a Prefeitura de Juiz de Fora e o ONU-Habitat voltadas ao fortalecimento do planejamento urbano sustentável, à promoção da participação social e à construção de cidades mais inclusivas, seguras e resilientes.

    As ações da iniciativa contribuem para a implementação local da Agenda 2030 e da Nova Agenda Urbana, com destaque para os ODS 5, de Igualdade de Gênero, e 11, de Cidades e Comunidades Sustentáveis.

    Contato para imprensa: 

    Fonte: brasil.un.org

  • Prefeitura de Juiz de Fora e ONU-Habitat promovem participação de crianças no planejamento de espaços públicos

    Prefeitura de Juiz de Fora e ONU-Habitat promovem participação de crianças no planejamento de espaços públicos

    Caminhos mais acessíveis, ruas mais seguras, áreas verdes, espaços para brincar e mais lugares de convivência. Esses foram alguns dos desejos apresentados por 60 crianças da rede municipal de ensino de Juiz de Fora, que participaram, entre os dias 1º e 3 de setembro, das Oficinas de Desenho de Espaços Públicos, realizadas no âmbito do projeto Tecendo a Cidade – Planejando com Viés Participativo.

    A iniciativa é desenvolvida pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP), em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). As atividades reuniram estudantes do 4º e 6º ano, de 9 a 12 anos, das escolas municipais Georg Rodenbach, no bairro Grama; Áurea Bicalho, no bairro Linhares; e Antônio Carlos Fagundes, no bairro Francisco Bernardino.

    O objetivo da proposta foi compreender, a partir da perspectiva das crianças, os desafios encontrados nos espaços públicos e nos trajetos próximos às escolas dos territórios onde vivem, considerando também suas percepções sobre os espaços urbanos em diferentes escalas, do entorno imediato e dos caminhos cotidianos à cidade como um todo, bem como as mudanças que gostariam de ver nesses espaços. O material produzido durante as oficinas será sistematizado pelas equipes do ONU-Habitat e da Prefeitura de Juiz de Fora e servirá de subsídio para a elaboração de propostas preliminares de novos espaços públicos. 

    “A parceria com o ONU-Habitat é muito importante porque nos permite acessar metodologias e experiências que dialogam com aquilo que acreditamos e buscamos construir na Secretaria: uma cidade planejada com participação popular. E, quando falamos em participação, precisamos ampliar essa escuta e aprender também a ouvir as crianças”, destaca a Secretária de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular de Juiz de Fora, Cidinha Louzada. 

    Arquitetas e arquitetos por um dia

    Estudantes trabalharam com ferramentas como mapeamento afetivo do bairro e do entorno das escolas de três territórios: Linhares, Francisco Bernardino e Grama, em Juiz de Fora (MG).
    Legenda: Estudantes trabalharam com ferramentas como mapeamento afetivo do bairro e do entorno das escolas de três territórios: Linhares, Francisco Bernardino e Grama, em Juiz de Fora (MG).
    Foto: © Amanda Andrade/ONU-Habitat Brasil

    A oficina de Desenho de Espaços Públicos convida as crianças a olhar para a cidade a partir de suas próprias experiências e a pensar em soluções para os espaços que fazem parte de seu cotidiano. Para isso, o ONU-Habitat utiliza diferentes ferramentas participativas, como caminhadas exploratórias virtuais, mapeamento afetivo dos bairros, um jogo de cartas com soluções urbanas e a construção de maquetes. As atividades estimulam os estudantes a observar os lugares que frequentam, identificar situações que gostariam de transformar e imaginar como esses espaços poderiam ser mais seguros, acessíveis, acolhedores e adequados às necessidades de diferentes pessoas.

    Na dinâmica do “baralho de soluções urbanas”, os estudantes foram divididos em grupos temáticos — Mobilidade, Identidade, Segurança, Instalações, Brincar e Natureza — e escolheram cartas com diferentes possibilidades de intervenção nos espaços públicos. Além de selecionar as soluções, as crianças foram convidadas a explicar por que aquelas mudanças seriam importantes para os lugares onde vivem.

    Ao pensar a cidade, as crianças também foram estimuladas a olhar para aspectos que vão além da infraestrutura, considerando elementos relacionados à cultura, ao conforto e ao cuidado com o ambiente. A estudante do 6º ano da Escola Municipal Georg Rodenbach Maria Eduarda Santos de Oliveira destacou a importância de valorizar a identidade dos territórios, criar espaços de convivência mais agradáveis e ampliar as possibilidades de descarte adequado de resíduos.

    As oficinas contaram com 60 alunos de 9 a 12 anos e as maquetes produzidas com melhorias de espaços públicos serão transformadas em projetos preliminares.
    Legenda: As oficinas contaram com 60 alunos de 9 a 12 anos e as maquetes produzidas com melhorias de espaços públicos serão transformadas em projetos preliminares.
    Foto: © Amanda Andrade/ONU-Habitat Brasil

    “No jogo, eu pensei em colocar mais artes nas ruas para representar a nossa cultura e as nossas histórias. Também gostei de pensar em praças com mais lugares tranquilos e árvores que façam sombra, deem abrigo e ajudem a refrescar. Faz muito calor e temos muita poluição por causa do lixo na praça. Por isso, acho que precisamos de mais lixeiras para separar papel, materiais orgânicos e plástico e deixar a cidade melhor.”

    Arthur de Almeida Guedes, estudante do 6º ano da Escola Municipal Georg Rodenbach, participou do grupo Mobilidade e escolheu calçadas largas, sinalização nas ruas e rampas de acesso. “Escolhi calçadas largas porque aqui perto da escola as calçadas são muito pequenas e são difíceis de passar. Também escolhi rampas de acesso, para pessoas com deficiência passarem”.

    Em outra dinâmica, os estudantes foram convidados a imaginar quais mudanças gostariam de ver na cidade. Helena Lopes da Silva Alves, estudante do 6º ano da Escola Municipal Áurea Bicalho, destacou a criação de mais parquinhos e a melhoria da estrutura dos espaços.

    “Se eu fosse arquiteta da cidade, eu melhoraria a estrutura e faria mais parquinhos para as crianças. Também colocaria mais árvores, faria mais abrigos para animais e para as pessoas e melhoraria tudo.”

    O mapeamento afetivo ampliou essa reflexão a partir da relação das crianças com os territórios onde vivem. Os estudantes registraram lugares de que gostam, espaços que frequentam e situações que consideram importantes, além de identificar pontos que poderiam ser melhorados. A atividade também contemplou os trajetos percorridos a pé entre suas casas, os pontos de ônibus e as escolas. Ao percorrer esses caminhos, as crianças foram estimuladas a observar aspectos como segurança, iluminação, limpeza, conservação das ruas, acessibilidade e condições de circulação.

    Pedro Leonardo Martins de Souza, estudante do 6º ano da Escola Municipal Áurea Bicalho, destacou a segurança nos trajetos até a escola.“Se eu fosse o arquiteto da cidade por um dia, eu mudaria muitas coisas na segurança. A minha mãe não me deixa ir para a escola sozinho porque a rua é muito movimentada e tem muitos acidentes. Então, seria muito bom ter mais sinalização e faixas de pedestres.”

    Na etapa final, as ideias deixaram o papel e ganharam forma nas maquetes. Com os elementos construídos, os estudantes puderam representar as transformações que gostariam de ver nos espaços públicos de seus bairros, materializando propostas pensadas a partir de suas próprias experiências.

    Ao final das oficinas, as crianças receberam a medalha e o certificado Talento da Cidade, como reconhecimento pela participação e pelos esforços criativos dedicados a imaginar uma Juiz de Fora melhor para todas as pessoas.

    Próximos passos

    As ideias e propostas construídas pelas crianças ao longo das oficinas passam, agora, a integrar as próximas etapas do projeto. O material produzido será sistematizado pelas equipes do ONU-Habitat e da Prefeitura de Juiz de Fora, contribuindo para o desenvolvimento de propostas preliminares para os espaços públicos e para a construção de um caderno metodológico que reúna os aprendizados da experiência e apoie sua aplicação em outros territórios.

    “Há cerca de dois anos, a SEDUPP vem realizando pesquisas, levantamentos e análises sobre as características que podem tornar os bairros mais adequados para as crianças. Por isso, a parceria com o ONU-Habitat representa uma oportunidade de aprofundar esse trabalho a partir da escuta direta de meninas e meninos. As informações produzidas nas oficinas vão nos ajudar a compreender como as crianças percebem e vivenciam a cidade, em diferentes escalas e a partir da sua escala humana, e a incorporar essa perspectiva ao planejamento urbano, subsidiando a elaboração de espaços públicos mais inclusivos, acessíveis e adequados para elas”, explica Julia Daibert, coordenadora do Departamento de Intervenções Urbanas da SEDUPP e da iniciativa Tecendo a Cidade pela Prefeitura de Juiz de Fora.

    A metodologia utilizada em Juiz de Fora integra uma experiência que vem sendo desenvolvida pelo ONU-Habitat em diferentes cidades do Brasil e da América do Sul. Em Foz do Iguaçu (Brasil), Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina), estudantes participaram de oficinas que resultaram em anteprojetos arquitetônicos para praças próximas às escolas. Em São Gonçalo (RJ), as contribuições de cerca de 30 crianças da comunidade da Ipuca subsidiaram uma proposta de projeto arquitetônico desenvolvida com a Prefeitura de São Gonçalo.

    “Cada cidade onde essa metodologia foi aplicada contribuiu para seu aprimoramento. Agora, em Juiz de Fora, teremos a oportunidade de incorporar novos aprendizados a essa experiência e sistematizar esse processo em um caderno metodológico para apoiar sua replicação em outros territórios. Esse é um dos grandes valores da cooperação: transformar experiências locais em conhecimento que possa ser adaptado e aplicado em diferentes contextos”, afirma Natália Oliveira, coordenadora de programas do ONU-Habitat.

    Tecendo a cidade: planejando com um viés participativo 

    O “Tecendo a cidade” integra as ações de cooperação entre a Prefeitura de Juiz de Fora e o ONU-Habitat voltadas ao fortalecimento do planejamento urbano sustentável, à promoção da participação social e à construção de cidades mais inclusivas, seguras e resilientes.

    As ações da iniciativa contribuem para a implementação local da Agenda 2030 e da Nova Agenda Urbana, com destaque para os ODS 5, de Igualdade de Gênero, e 11, de Cidades e Comunidades Sustentáveis.

    Contato para imprensa: 

    Fonte: brasil.un.org

  • Defesa Civil alerta para ventos fortes na cidade do Rio

    Defesa Civil alerta para ventos fortes na cidade do Rio

    Moradores receberam aviso nos celulares

    A Defesa Civil do Rio emitiu um alerta para ventos fortes na madrugada desta terça-feira (22). Moradores da capital receberam o aviso via celular. 

    Segundo o Sistema Alerta Rio, áreas de instabilidade associadas à aproximação de uma frente fria continental podem provocar céu nublado a encoberto e pancadas de chuva moderada a forte durante a tarde e a noite, acompanhada de raios.

    Os ventos podem chegar a 51,9 km/h, com rajadas fortes a muito fortes (acima de 76 km/h) no decorrer do dia.

    Para quarta-feira (23), com a passagem de uma frente fria e umidade, a previsão é de céu encoberto e pancadas de chuva durante a madrugada, passando para chuva fraca a moderada ao longo do dia. As temperaturas devem cair, com a máxima de 22ºC.

    Para quinta-feira (24) e  sexta-feira (25), a previsão é de céu encoberto, com chuva fraca a moderada ao longo do período. Na quinta-feira, o dia deve ficar mais frio e, na sexta, a temperatura sobe, podendo alcançar os 27ºC.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • AGU pede ao STF perda do cargo de ministro acusado de assédio

    AGU pede ao STF perda do cargo de ministro acusado de assédio

    Marco Buzzi já foi condenado pelo STJ após julgamento

    A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta segunda-feira (21) que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a perda definitiva do cargo do ministro Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, acusado de assédio sexual.

    Em agosto, o STJ decidiu condenar o ministro após julgar o processo disciplinar aberto para analisar as acusações. 

    Na petição apresentada ao STF, a AGU pede que o salário de Buzzi seja suspenso até o julgamento definitivo da ação. A medida representa a primeira ação para perda de cargo após o Supremo determinar o fim da aposentadoria compulsória como pena máxima aos magistrados condenados por faltas disciplinares graves, como venda de sentenças, assédio sexual, entre outras.

    Buzzi foi acusado de tentar agarrar uma jovem, que é filha de um casal de amigos dele, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e seus pais passaram férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.

    Após o caso vir à tona, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro denunciou que também foi alvo de assédio sexual.

    Desde o surgimento das acusações, a defesa sustenta que o ministro não cometeu qualquer ato impróprio. 

    Buzzi está afastado do cargo, mas ainda pode recorrer ao Supremo. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br