Categoria: Brasil

  • Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estudo

    Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estudo

    Metade dos brasileiros acredita que os pais da atualidade estão menos presentes na criação dos filhos do que os das gerações anteriores. Em contrapartida, oito em cada dez brasileiros consideram alta ou muito alta a importância dos pais na vida dos filhos. 

    A constatação é de estudo do Instituto Nexus. Foram entrevistados 2.013 pessoas de diferentes regiões do país. Um fator que ficou evidente na pesquisa foi a divergência de percepções sobre o papel do pai entre os homens e as mulheres consultadas.

    Entre as mulheres, 56% acreditam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% acreditam que estão mais presentes. Entre os homens, a percepção é equivalente, com 44% achando que a participação é maior hoje, enquanto outros 44% afirmam que diminuiu.

    Quanto à importância na paternidade, 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta no desenvolvimento dos filhos, em comparação com 73% das mulheres. 

    Ao analisar as faixas etárias, observa-se que 82% dos jovens de 16 a 24 anos de idade a consideram importante. Por outro lado, esse reconhecimento reduz-se para 62% entre as pessoas com 60 anos ou mais.

    O estudo também avaliou a definição prática do que é ser um “bom pai” e aponta que 49% da população considera “ser presente no dia a dia” como a principal característica. Em seguida surge educar/orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%). 

    A presença diária é apontada por 53% das mulheres como o mais relevante para definir um bom pai, superando os 45% registrados entre os homens. 

    A imposição de limites na educação e orientação é tida como o principal atributo por 21% do público masculino e 17% do feminino.

    O convívio paterno no dia a dia é visto como mais importante entre a população de 25 a 40 anos (56%) e a de 16 a 24 anos (55%). Os mais velhos consideram a educação a caraterística mais importante. O índice é superior entre a faixa de 41 a 49 anos (24%) e de 60 anos ou mais (26%).

    “O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática”, avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. 

    “O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa”, acrescenta.

    * Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Dia dos pais: combate à misoginia começa pelo exemplo em casa

    Dia dos pais: combate à misoginia começa pelo exemplo em casa

    Do gol a gol para o pique-pega. Do esconde-esconde ao skate, depois para o balanço e, em seguida, para a queimada. “Samuca, vem almoçar!”, alguém grita. “Só mais um pouco”, responde o menino, de 8 anos. Mais corrida, pique-bandeirinha e começa tudo de novo. O menino não se cansa, enquanto vive a pureza e a velocidade da infância. Só parou um dia das férias para levar um papo mais sério com o pai.

    Era para falar de uma conversa que teve com um amigo, em que os dois riram porque viram um pouco demais do corpo de uma amiguinha. O pai, o goianiense Cleomar Barros, de 43 anos, morador de Brasília, recorda que precisou falar sério. Disse que era preciso respeitar as meninas, como sempre tratou a irmã, de 11 anos. E que não se deve dar risada. O menino concordou e o abraçou.


    Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

     Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas – Foto Valter Campanato/Agência Brasil

    “Faço questão sempre de mostrar que devemos ser parceiros e amigos”, diz Cleomar, que é analista de sistemas. Ele destaca que tenta mostrar ao filho gestos de cuidado e respeito que tem com a esposa e com a filha.

    Aliás, a “educação pelo exemplo” é, segundo profissionais que estudam e trabalham com temas ligados à “masculinidade saudável”, uma chave para que os pais atuem contra a misoginia dentro de casa, segundo afirmaram em entrevistas à Agência Brasil. Cada passo contra o machismo em casa (ou em qualquer outro espaço) pode representar bem mais do que um presente de Dia dos Pais (que é só uma vez ao ano).

    Ação afetiva

    Em um cenário de tantas violências, de estupros coletivos a demonstrações de grupos masculinistas que demonstram ódio às mulheres, a ação afetiva dos pais no tempo presente pode ser preventiva. Mais conscientes, pais podem agir pela consciência dos meninos, ser mais parceiro das escolas e cobrar políticas públicas que tragam condições civilizatórias. 

    “As maiores e mais eficazes formas de aprendizado de uma criança se dão por meio do modelo que o pai apresenta”, afirma o psicanalista Thiago Queiroz, que tem uma página intitulada “Paizinho, vírgula!”, com mais de 324 mil seguidores, e é autor do livro Amor de pai. No instagram, a página pode ser vista neste link.


    Brasília - 07/08/2026 - Pais contra a misogenia - Thiago Queiros. Foto: Arquivo pessoal

    O psicanalista Thiago Queiros diz que respeito às mulheres precisa ser naturalizado – Foto Thiago Queiroz/Arquivo pessoal 

    Ele, que atua no Rio de Janeiro, diz que o respeito às mulheres precisa ser naturalizado em todos os espaços que frequenta com as crianças. “Esse processo é interpretado pela criança, pelo filho, à medida que vai crescendo”, acrescentou. 

    Para Cleomar, a qualquer momento, é necessário observar se os meninos fazem comentários inadequados sobre as meninas. “Existem muitos livros infantis que trazem esse assunto de forma lúdica para naturalizar a força das mulheres e que não precisam de um príncipe encantado para salvá-las sempre”. Na pré-adolescência, já é possível, segundo ele, tratar do tema violência contra as mulheres.

    Mais atenção

    A psicóloga Bárbara Lobato, que atua em Brasília com famílias, concorda com a intervenção positiva. Ela tem observado que aumentou o número de pais atentos ao combate à misoginia. “É uma construção que tem de ser feita  de forma cotidiana”. 

    Para Bárbara, é muito importante que os homens saibam, na vida adulta, identificar e falar sobre as suas dores para que possam transmitir as melhores mensagens aos filhos, de forma que estejam abertos ao diálogo, à transparência e à conexão. 

    “É importante observar que garotos em idade de adolescência têm as próprias dores e, eventualmente, relatam algum tipo de negligência afetiva ou social por não se sentirem compreendidos”. 

    Por isso, ela indica ser necessário, com o apoio dos responsáveis, acolher esse sentimento e compreender a angústia daquele rapaz. Esse caminho deve ser compartilhado também no ambiente escolar, espaço em que crianças e adolescentes podem ter contatos também com representações de machismo.

    Mundo da escola

    A professora e orientadora educacional Ana Paula Lilly, de 56 anos, de uma escola da cidade de Bauru (SP), observa que os discursos de misoginia chegam aos adolescentes também por grupos de mensagens no celular.

    “É preciso trabalhar com prevenção, com educação digital e midiática. É preciso ensinar nossos jovens a analisar criticamente o que eles estão consumindo”, afirma. 

    Ana Paula explica que a escola deve auxiliar os pais sobre o que crianças e adolescentes vivenciam quando não estão em casa. “Família e escola devem agir em parceria com mensagens coerentes sobre respeito, igualdade e responsabilidade”. Por isso, é dever da unidade de ensino também chamar os pais ou responsáveis quando houver incidência de demonstrações de violências.

    Rede paterna

    Para ampliar as discussões sobre a paternidade, um grupo de pais em São Paulo criou, na última semana, o canal de vídeos Papicast. para ser um espaço de discussão e uma rede de apoio paterna. Tiago Koch, de 43 anos, defende que os pais apresentem aos filhos  limites nas questões relacionadas ao corpo. 

    Ele, que é cofundador também de um projeto chamado “De Mano pra Mano” de atuação nas escolas diretamente com meninos, avalia que os garotos estão “pedindo ajuda em silêncio” sobre como se relacionar com as meninas. Para ele, o machismo estrutural faz parte do contexto de vida dos garotos, e eles precisam contar com o apoio dos pais para entender mais sobre o mundo.

    “Há um ensinamento (perigoso) cada vez mais reforçado por esses grupos masculinistas e pelas próprias redes sociais”, afirma. 

    O educador aponta que os meninos carecem de espaços de escuta, e de construção de caminhos propositivos que fujam de estereótipos de homens atravessados pela violência, força, performance da masculinidade, da provisão financeira e da hipersexualização. 

    Tiago Koch considera que os pais estão com dúvidas sobre como lidar com as características de um mundo diferente porque não contam com referências dos antepassados. “Eles estão sendo atropelados principalmente pelo avanço da tecnologia que, a cada dia, traz novos desafios”.

    Também no Papicast,, o ator e conferencista Tadeu França – pai de dois meninos -, que trata de temas como antirracismo e antibullying na infância, exemplifica que os filhos reconhecem quando o homem e a mulher atuam pelo cuidado da casa. “Em algum momento da criação, ele entendeu e associou que as coisas da casa são da mãe”.

    O terceiro participante do projeto, Dennis Takada, relata que os pais queriam ter mais tempo para ficar com os filhos. “As políticas públicas devem levar em conta as necessidades da paternidade e são fundamentais para melhorar a relação da família”.

    Meninas

    Os integrantes do Papicast defendem mais ações no campo de direitos dos pais, como a licença paternidade, e materiais educativos e de orientação às famílias. Tiago Koch considera que as meninas têm reconhecido mais imediatamente demonstrações de machismo e cobrado dos rapazes uma postura diferente. 

    “Elas continuam precisando de políticas públicas de proteção e de escuta. Quando elas falam que os homens estão sendo machistas, pode virar ressentimento, ódio e violência. E eles não entendem”, afirmou. 

    “Não engolir o choro”

    Foi a partir das dores, que aprendeu em casa, que o terapeuta Fábio Manzoli, de Jundiaí (SP), pai de gêmeos e criador do canal “Masculinidade saudável”, resolveu tratar dos traumas de outros homens. Tinha na memória a ordem que ouviu em casa: “homem deve engolir o choro”. 


    Brasília - 07/08/2026 -Pais contra a misogenia. -  Fábio Manzoni - Foto: Arquivo pessoal

    O terapeuta Fábio Manzoli, de Jundiaí (SP), criou o canal “Masculinidade saudável – Foto Fábio Manzoli/Arquivo pessoal

    Em contrapartida, ouviu palavras pejorativas para se referir a mulheres. “Comecei a perceber também padrões machistas em mim”. Mudou a própria história, depois de entender que o caminho de sua vida poderia ser diferente. “Comecei a perceber que esse ‘engole o choro’ era a raiz da maioria dos meus problemas”. 

    O nascimento dos filhos abriu ainda mais seus olhos. Não somente abriu, como também deixou molhar. “Nós pais podemos chorar para eles também. Mostrar que a gente é ser humano. E que eles também estão autorizados a chorar”, disse.

    Romper o silêncio permanente dos homens pode ser mais um dos passos no combate à misoginia de todos os dias. “Romper também com a história das mensagens machistas que eram tidas como naturais. Eu cresci, meus amigos cresceram, com ideias muito erradas. Chegou a hora de a gente mudar isso”, diz Cleomar, pai do Samuca. O menino corre, brinca e é fã da irmã mais velha.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Polícia registrou 783 mil atendimentos especializados à mulher em 2025

    Polícia registrou 783 mil atendimentos especializados à mulher em 2025

    As unidades especializadas no Atendimento à Mulher da Polícia Civil de todo o país realizaram 782.474 atendimentos no ano de 2025, incluindo ocorrências de ameaça, lesão corporal, injúria, importunação sexual, estupro e feminicídio, entre outras.

    Ao todo, foram 329.451 vítimas atendidas, número que demonstra que muitas vezes as mulheres precisam voltar para mais de um atendimento.

    Os dados foram divulgados no 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, publicado nessa sexta-feira (7) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

    Publicado no contexto dos 20 anos da Lei Maria da Penha, o levantamento compilou dados de 530 das 585 unidades espalhadas pelo país, incluindo as delegacias especializadas e outros tipos de unidades.

    A Região Sudeste concentrou o maior número de vítimas (125.769), 47,8% do total nacional. Em seguida vêm as regiões Nordeste, com 53.067 vítimas (20,2%), Centro-Oeste, com 43.662 (16,6%), Sul, com 21.087 (8,0%), e Norte, com 19.712 vítimas (7,5%). Entre os estados, a maioria das vítimas atendidas foi de São Paulo (84.103).

    Tipos de ocorrência

    Segundo o levantamento, o tipo de ocorrência com maior número de registros em 2025, ano-base do estudo, foi a ameaça (148.544), seguida por lesão corporal (99.473) e injúria (88.739). Os tipos que tiveram maior alta em relação à pesquisa anterior (ano-base 2023) foram a perseguição (52.855, alta de 44,3%) e a violência psicológica (23.911, alta de 49,7%).

    O diagnóstico mostra ainda que os atendimentos nas unidades especializadas resultaram no pedido de 302.626 medidas protetivas de urgência, das quais 118.672 foram concedidas, a maioria (74,2%) Dessas, 38.214 foram descumpridas pelos agressores.

    As unidades especializadas começaram a ser instaladas em 1985, com a criação da primeira Delegacia Especializada no Atendimento às Mulheres (Deam) do Brasil, na região central da cidade de São Paulo. Naquele mesmo ano seriam inauguradas mais 19 unidades.

    Desde então, novas unidades foram instaladas a cada ano, chegando às 585 atuais, em que 6.200 profissionais, entre delegados, agentes, escrivães, psicólogos e assistentes sociais que seguem protocolos especiais de acolhimento e escuta das vítimas.

    Carências

    O diagnóstico, contudo. aponta desafios, como o fato de 80% dessas unidades ainda não funcionarem 24 horas. Entre as principais carências, o estudo identificou ainda a insuficiência de recursos de investigação, mencionada por 57% das unidades, a falta de viaturas, citada por 46%, e a falta de material de menor potencial ofensivo (40%).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Rádio Nacional homenageia Dia Internacional dos Povos Indígenas

    Rádio Nacional homenageia Dia Internacional dos Povos Indígenas

    Para celebrar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado em 9 de agosto, o programa Natureza Viva, que a Rádio Nacional leva ao ar neste domingo (9), às 9h, presta uma homenagem às raízes e à espiritualidade dos povos originários da Amazônia.

    Apresentada por Mara Régia, a edição conta a trajetória de Dona Raimunda, personagem de profunda devoção popular nos seringais do Acre, reconhecida por suas origens indígenas e reverenciada como símbolo de proteção às mulheres vítimas de violência.

    Um dos destaques do programa é o lançamento do livro Espaços de Peregrinação: a devoção nas estradas da seringa, obra que reúne histórias e memórias construídas a partir da convivência com as comunidades da Reserva Extrativista Chico Mendes. O tema reforça a importância da preservação das tradições culturais e religiosas presentes nos territórios amazônicos.

    A atração também aborda outras iniciativas relacionadas ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, ampliando o debate sobre a valorização dos saberes, da cultura e da contribuição dos povos originários para a proteção da Amazônia.

    Programa

    No ar desde 1993, o programa Natureza Viva abre espaço para discussões com lideranças rurais da Amazônia, como ribeirinhos, pescadores, seringueiros, quebradeiras de coco babaçu, trabalhadores extrativistas, indígenas, além de associações de jovens e de mulheres. Apresentado e produzido por Mara Régia, a atração radiofônica também divulga dicas para preservação do meio ambiente.

    O Natureza Viva vai ao ar aos domingos, às 9h, pela Rádio Nacional da Amazônia, Rádio Nacional AM de Brasília, Rádio Nacional do Alto Solimões e emissoras parceiras que retransmitem a programação.

    Rádio Nacional

    A marca faz parte da história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Colombianas que morreram na queda de helicóptero eram avó, mãe e filha

    Colombianas que morreram na queda de helicóptero eram avó, mãe e filha

    Em nota divulgada no Instagram, o Sistema Alerta Rio informou que as três turistas colombianas da mesma família que morreram na queda de um helicóptero, na manhã deste sábado (8) no Rio,, eram avó, mãe e filha. O piloto da aeronave também não resistiu ao acidente. O ponto da queda fica em uma área de mata íngreme, de difícil acesso.

    As vítimas faziam um passeio panorâmico na modalidade “doors off”, em que o helicóptero voa sem as portas.

    O passeio foi contratado com a empresa Voos Rio Panorâmico (VRP). Segundo o comprovante de pagamento, as turistas desembolsaram R$ 2.550 pelo voo.

    A duração aproximada seria de 20 minutos e incluía o sobrevoo de pontos turísticos da cidade, entre eles a Floresta da Tijuca, a região onde ocorreu a queda.

    A empresa oferece diferentes opções de voos panorâmicos pelo Rio de Janeiro, incluindo passeios que podem chegar a uma hora de duração e custar mais de R$ 1,3 mil por pessoa.

    O helicóptero, modelo Robinson R44, de prefixo PP-MFS, caiu em área de mata fechada e de difícil acesso.

    As circunstâncias e as causas da queda serão investigadas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 165 milhões neste domingo

    Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 165 milhões neste domingo

    A Mega-Sena sorteia neste domingo (9) prêmio estimado em R$ 165 milhões. As seis dezenas do concurso 3.042 serão sorteadas a partir das 11h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até as 22h (horário de Brasília) de hoje (8) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    No último concurso, foram sorteados os números 16, 21, 24, 31, 43 e 54, mas nenhum apostador acertou as seis dezenas. Oitenta e oito apostas acertaram a quina e vão receber R$ 52.843,18 cada; e 6.903 apostas acertaram a quadra e vão receber R$ 1.110,41 cada.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Paulistanos enfrentam filas para tomar vacina contra sarampo

    Paulistanos enfrentam filas para tomar vacina contra sarampo

    Os paulistanos que buscaram se imunizar contra o sarampo neste sábado (8), na capital paulista, encontraram filas grandes nos postos de vacinação. Segundo o portal De Olho Na Fila, da prefeitura de São Paulo, dos 62 locais de aplicação da vacina abertos, 57 estavam com fila grande por volta das 13h.

    Nesse mesmo horário, dois postos – a AMA UBS Pari (na zona Leste) e a AMA UBS Massagista Mário Américo (na Casa Verde) – estavam com filas médias; e a AMA UBS Jardim São Jorge Paulo Eduardo Elias (na Raposo Tavares) tinha fila pequena. Já os dois postos em que o portal apontava “sem fila” – AMA UBS Fazenda do Carmo (na Cidade Tiradentes) e AMA UBS Vila Medeiros (na Vila Medeiros) – tinham as condições desatualizadas, com dados apenas do início da manhã.

    Na AMA UBS Integrada Água Rasa Dr. Marcos Andrade Corsato, na região entre os bairros do Tatuapé e a Mooca, na zona leste, a fila começava do lado de fora do posto. A espera, por volta do meio-dia, era de mais de uma hora para conseguir tomar o imunizante.

    Ana Beatriz Chacur, de 42 anos, estava há cerca de meia hora na fila com as filhas gêmeas, de 12 anos, e o marido, de 47. Eles procuraram o imunizante após receberem informações sobre a necessidade da vacinação por meio das redes sociais e do colégio das meninas.   

    “A escola pediu o reforço na vacinação, já que eles não podem obrigar os estudantes a se vacinar. Então, como nós todos estamos na faixa etária elegível para tomar a vacina, viemos. Nós já sabíamos que este posto de vacinação estaria aberto”, disse Ana Beatriz.   

    Neste sábado, um número reduzido de postos de vacinação funciona no município de São Paulo. Dos 512 postos listados no portal De Olho Na Fila, apenas 62 estavam abertos hoje (8). O funcionamento de todos ocorre somente de segunda a sexta-feira. 

    Hoje, a zona leste era a que tinha maior quantidade de locais de vacinação abertos: 24; a zona sul, 17; a zona Norte, 16; a zona Oeste, 5; e o centro, nenhum.

    João Silva, de 21 anos, era o último da fila na AMA UBS Integrada Água Rasa. Ele disse que não teve dificuldade de localizar um posto aberto para tomar o imunizante. “Fiquei sabendo pela internet que havia um surto de sarampo chegando em São Paulo. Então procurei um posto para me vacinar antes que a doença avance”, disse. 

    Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, apenas nessa sexta-feira (7) foram aplicadas 84.632 doses da vacina contra o sarampo e 24.952 doses de outros imunizantes. O total de 109.584 doses representa o maior número registrado em um único dia desde o início da mobilização, em 3 de agosto.

    Casos

    O estado de São Paulo tem 23 casos de sarampo confirmados, segundo a Secretaria da Saúde. Os dados indicam que 16 desses pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto. 

    Do total de casos confirmados no estado, dois são importados e os demais estão relacionados a esses dois casos. Os registros estão distribuídos: dois em São Bernardo, um em Guarulhos e 20 casos na capital.

    A Secretaria estadual convoca moradores da capital paulista, de Guarulhos e de São Bernardo do Campo – com idade a partir de 6 meses até 59 anos – para tomar a vacina contra a doença, independentemente do histórico vacinal, desde que não apresentem contraindicações.

    A população dos municípios indicados deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A vacinação indiscriminada foi adotada nesses locais por conta do risco de disseminação da doença, segundo orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo Prof. Alexandre Vranjac.

    Nos demais municípios do estado, a orientação é intensificar as ações de vacinação, verificando a situação vacinal da população, fazendo busca ativa e atualizando as doses em atraso conforme a idade e as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Criatividade de ambulantes é tema de exposição fotográfica no Rio

    Criatividade de ambulantes é tema de exposição fotográfica no Rio

    A criatividade e a força de trabalhadores ambulantes das praias do Rio de Janeiro são retratados em uma exposição fotográfica que ocupará o Centro Municipal Hélio Oiticica, no centro da capital fluminense, até o próximo dia 30.

    Não Somos Mula, do premiado fotógrafo Rogério Reis, reúne cerca de 120 fotografias, a maioria apresentada ao público pela primeira vez.

    Reis explica que o nome mula remete aos trabalhadores ambulantes, que ganham a vida nas areias da orla carioca e carregam peso, como os vendedores de mate, com seus dois galões de bebidas.

    As fotos e projeções feitas por Rogério Reis em suas caminhadas pela orla fazem um contraponto poético ao trabalho pesado desses ambulantes das areias. 

    As imagens realçam a capacidade de inovação e criatividade desses trabalhadores, que criam estruturas para transportar mercadorias e organizar o trabalho no dia a dia.

    Materiais como carrinhos, caixas térmicas, guarda-sóis e suportes improvisados acabam se assemelhando a verdadeiras esculturas e instalações. O fotógrafo dá a esses elementos “uma visão mais lúdica, mais artística”, conforme define. 

    “Na verdade, meu método de trabalho é uma sistematização poética desses artefatos, dessas ferramentas, dessas gambiarras todas usadas como suporte para exposição dos produtos”.

    A maior parte das fotos, cerca de 80%, foi tirada em Copacabana, onde essa atividade é mais forte. Os 20% restantes foram nas areias do Arpoador, Ipanema e Leblon.


    Rio de Janeiro (RJ), 04/08/2026 – Retrato do fotógrafo Rogério Reis em Não Somos Mula, projeção de fotos em exposição no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Sombra do fotógrafo Rogério Reis sobre projeção da exposição Não Somos Mula, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Tolerância Zero

    O trabalho chega ao espaço cultural em um momento em que ambulantes protestam contra o Programa Tolerância Zero, lançado pela Prefeitura do Rio de Janeiro como iniciativa de ordem urbana na orla da cidade. 

    A ação intensificou a fiscalização contra camelôs que atuam sem credenciais do município nas praias, afirmando que o comércio irregular era explorado e rendia cifras milionárias a facções do crime organizado. 

    O Movimento Unido dos Camelôs (Muca), entretanto, tem ido às ruas para protestar e cobrar diálogo com a categoria, afirmando que os trabalhadores estão sendo tratados como criminosos.


    Rio de Janeiro (RJ), 04/08/2026 – O movimento Unido dos Camelôs faz ato contra o decreto Tolerância Zero, da prefeitura do Rio de Janeiro, em defesa do direito ao trabalho dos vendedores ambulantes, na Escadaria Selarón, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    O Movimento Unido dos Camelôs faz ato contra o decreto Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Escadaria Selarón, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    O programa também foi contestado pelo Ministério Público Federal, que ajuizou uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata.

    Para o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão Julio Araujo, a medida foi implementada sem diálogo com a União, sem participação da sociedade e sem a apresentação de alternativas para a regularização dos milhares de ambulantes que dependem da atividade para garantir renda.

    Em conversas com os ambulantes das areias, Rogério Reis contou que ouviu relatos preocupados de que possa haver uma tentativa de privatização desse negócio, que ocorre em condições precárias. Ambulantes manifestaram ao fotógrafo o temor de que, algum dia, o mercado das areias seja ocupado por empresas.

    A maioria dos trabalhadores das areias é autônoma e Rogério Reis defende que o governo municipal, em vez do Tolerância Zero, deveria ter um projeto socioeducativo para qualificar esse tipo de trabalho.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Quatro pessoas morrem em queda de helicóptero no Rio de Janeiro

    Quatro pessoas morrem em queda de helicóptero no Rio de Janeiro

    Quatro pessoas morreram na queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas são um homem (piloto da aeronave) e três mulheres (passageiras).

    A corporação diz que foi acionada às 11h11 deste sábado (8) para atender à ocorrência e que localizou o helicóptero em uma área de mata fechada e de difícil acesso. Havia registro de fogo no local e equipes especializadas em salvamento, operações aéreas e combate a incêndios florestais atuaram na ocorrência.

    Pouco depois, os focos de incêndio foram extintos. O Corpo de Bombeiros diz que a identificação das vítimas será feita pela perícia da Polícia Civil e que o prefixo da aeronave ainda não foi confirmado.

    Ainda segundo a corporação, a operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais do 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente do Alto da Boa Vista, ⁠do Grupamento Operacional do Comando-Geral do centro, do ⁠Grupamento de Operações Aéreas e ⁠do 11º Grupamento de Bombeiro Militar de Vila Isabel.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Agosto terá dois eclipses; saiba como assistir aos fenômenos

    Agosto terá dois eclipses; saiba como assistir aos fenômenos

    O mês de agosto traz dois fenômenos astronômicos que podem ser vistos a olho nu de diversas partes do mundo. Um eclipse solar total no hemisfério norte, e um eclipse lunar quase completo para alguns países das Américas, Europa e África, entre eles, o Brasil. 

    O eclipse lunar está previsto para a madrugada do dia 28 de agosto, com início às 23h30 (horário de Brasília) do dia 27 e com auge previsto para 1h do dia 28. Será possível avistar o fenômeno de todos os estados do país, e a previsão é de que até 95% da lua fique avermelhada. 

    Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, explica que o plano de órbita da Lua em volta da Terra é inclinado a 5 graus, e o eclipse acontece quando esses dois corpos celestes se alinham diretamente com o Sol. 

    “Na Lua cheia você tem, nessa ordem, o Sol, a Terra e a Lua. E aí, o Sol batendo na Terra forma essa sombra no espaço, e quando a Lua entra nessa sombra, é que acontece o eclipse”, explicou. 

    Já o eclipse solar, previsto para o dia 12, poderá ser observado na sua totalidade por países como Espanha, Portugal, Rússia, Islândia e Groenlândia. E parcialmente em outras áreas do hemisfério norte, e também no norte do continente africano. 

    “Já aqui você tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é um caminho de 300 quilômetros de largura”, disse. 

    Como observar

    Para assistir ao eclipse lunar que vai passar pelo Brasil não é preciso nenhum tipo de óculos ou técnica especial. Basta escolher um lugar aberto, com uma visão limpa para a lua e de preferência com pouca interferência de luz artificial. 

    Já para o eclipse solar, só é possível fazer a observação com óculos especiais certificados com a norma ISO 12312-2, ou máscaras com vidro de soldador número 14. Olhar diretamente sem proteção traz riscos sérios à visão e pode causar cegueira. 

    Eclipse solar

    O eclipse solar total é resultado de uma coincidência cósmica, já que embora o Sol seja cerca de 400 vezes maior que a Lua, também está 400 vezes mais distante, o que faz com que o Sol e a Lua pareçam ter praticamente o mesmo tamanho.

    Um eclipse solar acontece sempre na Lua Nova, bloqueando pelo menos parte da luz e criando a projeção de uma sombra. A pesquisadora do Observatório Nacional conta que, diferentemente do eclipse lunar, que fica visível para todos na metade da Terra onde é noite, o solar tem uma distância mais reduzida.

    Fora do ponto que ele abrange, mesmo sendo total, ele se torna um eclipse anular, o que significa que a Lua não cobre o Sol por completo criando um anel de luz em volta. 

    Eclipse lunar

    O eclipse lunar só acontece durante a Lua Cheia, e pode vir de três formas diferentes: total, parcial e penumbral. Quando a luz do Sol bate na Terra, cria dois tipos de sombras, a umbra (sombra mais escura) e a penumbra (uma sombra mais branda). 

    “Quando vai acontecer o eclipse da Lua, às vezes pode ser que ela entre só nessa penumbra. A gente não vê diferença alguma”, conta.

    No eclipse total, a Lua passa pela penumbra, segue até passar completamente pela umbra, e então retorna para a penumbra. 

    “Esse eclipse agora do dia 27, ele é um eclipse parcial. A Lua não vai entrar totalmente na umbra, ela quase vai entrar. Vai funcionar como se fosse um eclipse total porque ela vai começar a ficar vermelha, e essa vermelhidão é o reflexo da luz do Sol batendo na atmosfera da Terra”, finalizou. 

    O Observatório Nacional vai transmitir ambos os eclipses de maneira gratuita através do seu canal no YouTube. 

    *Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br