Categoria: Brasil

  • Roda de Choro estreia com homenagem a disco de Jacob do Bandolim

    Roda de Choro estreia com homenagem a disco de Jacob do Bandolim

    Episódios inéditos do programa da Rádio MEC apresentam vários álbuns

    A Rádio MEC leva ao ar neste domingo (6), às 20h, o programa que abre mais uma temporada inédita do Roda de Choro, com um tributo ao disco Vibrações de Jacob do Bandolim. A nova leva de episódios celebra álbuns emblemáticos do choro e também pode ser conferida pelos ouvintes na Rádio Nacional às sextas, às 22h.

    Ao longo da nova temporada, serão homenageados discos icônicos como Pixinguinha, de Paulo Moura e Os Batutas, Choros Imortais, de Altamiro Carrilho e Saudades de um clarinete, de K-Ximbinho. A atração segue mesclando seleção musical e entrevistas ao ressaltar grandes nomes e obras do choro. 

    Na produção de estreia da nova temporada, o Roda de Choro destaca o último disco de Jacob do Bandolim e seu conjunto Época de Ouro. Lançado em 1967, Vibrações é considerado o melhor álbum da carreira do músico pelo apuro técnico e pela qualidade sonora impecável.


    Brasília (DF), 06/09/2026 - Roda de Choro estreia com homenagem a disco de Jacob do Bandolim.
Capa do disco Vibrações Jacob/RCA VICTOR

    Capa do disco Vibrações de Jacob do Bandolim. Capa/RCA 

    Durante o programa, além de ouvir as faixas que compõem o disco, o público acompanha uma entrevista de Jacob do Bandolim para o Museu da Imagem e do Som. Ele fala sobre a ideia de gravar Vibrações e sobre a formação inicial do grupo Época de Ouro.

    Além de três músicas de autoria de Jacob, o repertório do álbum inclui também composições de autores consagrados e compositores pouco conhecidos na época  O Roda de Choro apresenta todas as obras da coletânea: Vibrações (Jacob do Bandolim); Receita de Samba (Jacob do Bandolim); Ingênuo (Pixinguinha / Benedito Lacerda); Pérolas (Jacob do Bandolim); Assim Mesmo (Luiz Americano); Fidalga (Ernesto Nazareth); Lamentos (Vinícius de Moraes / Pixinguinha); Murmurando (Mário Rossi / Octaviano Romero /  Monteiro – FonFon); Cadência (Joventino Maciel); Floraux (Ernesto Nazareth); Brejeiro (Ernesto Nazareth); e Vésper (Ernesto Nazareth).

    Sobre o programa                                                                      

    O programa Roda de Choro apresenta artistas clássicos e contemporâneos que fazem do choro um estilo musical brasileiro respeitado mundo afora por sua originalidade e sofisticação. A produção é feita com gravações de grupos, músicos e compositores, ao vivo no estúdio.

    A atração mescla seleção musical e entrevistas com instrumentistas e pesquisadores, destacando grandes nomes do choro, lançamentos fonográficos, clubes e festivais.

    Serviço

    Roda de Choro – domingos, às 20h, na Rádio MEC 

    Roda de Choro – sextas-feiras, às 22h, na Rádio Nacional

    Rádio MEC na internet e nas redes sociais

    Site: https://radiomec.ebc.com.br 

    Instagram: https://www.instagram.com/radiomec

    Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec

    YouTube: https://www.youtube.com/radiomec

    Facebook: https://www.facebook.com/radiomec

    X: https://x.com/radiomec

    WhatsApp: (21) 99710-0537

    Como sintonizar a Rádio MEC

    Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz

    Belo Horizonte: FM 87,1 MHz

    Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz

    Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3

    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

    Rádio Nacional na internet e nas redes sociais    

    Site: https://radionacional.ebc.com.br/    

    Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr    

    Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv    

    YouTube: http://youtube.com/radionacionalbr    

    Facebook: https://www.facebook.com/radionacionalbr    

    Threads: https://www.threads.com/@radionacionalbr    

    Streaming: https://aovivo.ebc.com.br/embed-audio.html?emissora=radio-nacional-do-rio-de-janeiro    

    WhatsApp Nacional    

    – Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201    

    – Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536    

    – Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568    

    – Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966    

    Saiba como sintonizar a Rádio Nacional    

    Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz    

    Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz    

    São Paulo: FM 87,1 MHz    

    Recife: FM 87,1 MHz    

    São Luís: FM 93,7 MHz    

    Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC    

    Alto Solimões: FM 96,1 MHz    

    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS   


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Prêmio para mulheres e meninas cientistas abre inscrições até outubro

    Prêmio para mulheres e meninas cientistas abre inscrições até outubro

    Premiação será para estudantes que querem seguir carreira científica

    As inscrições para o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulheres estão abertas até o dia 30 de outubro. O objetivo é reconhecer jovens talentosas cujas pesquisas de iniciação científica demonstrem criatividade, rigor metodológico e potencial para contribuir para o futuro da ciência no país.

    Promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a 8ª edição do prêmio será dedicada à categoria “Meninas na Ciência”.

    Desde 2019, o Prêmio Carolina Bori já reconheceu 37 cientistas. Nesta edição, a premiação será voltada a estudantes do ensino Médio e da graduação que desejam seguir carreira científica.

    Serão selecionadas seis vencedoras: três estudantes do ensino médio e três da graduação, distribuídas entre as três grandes áreas do conhecimento: 

    • Humanidades, 
    • Biológicas e saúde e 
    • Engenharias, exatas e ciências da Terra.

    As vencedoras serão anunciadas até 15 de janeiro de 2027. 

    Prêmios para as vencedoras:

    • Troféu 
    • Prêmio em dinheiro (R$ 10 mil na categoria Ensino Médio e R$ 13 mil na graduação) 
    • Apresentação de seus trabalhos durante a 79ª Reunião Anual da SBPC
    • Participação em mentoria exclusiva com pesquisadores renomados

    As informações sobre as regras de participação estão disponíveis no edital do prêmio. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo formulário online. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Confira dicas para acompanhar o Desfile de 7 de Setembro em Brasília

    Confira dicas para acompanhar o Desfile de 7 de Setembro em Brasília

    Evento tem previsão de sol forte e público estimado em 30 mil pessoas

    O tradicional desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, nesta segunda-feira (7), terá um reforço na segurança com atuação de tropas especializadas em toda a região central de Brasília.

    No domingo (6), a partir das 16h o trânsito de veículos será interrompido de entre a Rodoviária do Plano Piloto e a Via L4. O acesso à Praça dos Três Poderes será restrito, e prédios públicos estarão protegidos por gradis.

    Equipes de emergência e combate a incêndios também atuarão no local.

    Neste ano são esperadas 30 mil pessoas para assistir o desfile. O início está previsto para 9h, com encerramento por volta das 11h.

    As arquibancadas serão abertas às 6h. O público terá cinco pontos de acesso à área do desfile, todos com linhas de revistas pessoais, que serão feitas por policiais militares.

    O acesso à Esplanada ocorre pela via S1 (lateral da Catedral) e escadarias dos ministérios – as duas primeiras no lado Sul (blocos A e C) e as duas primeiras do Norte (blocos J e M). Pessoas com deficiência terão acesso pelo túnel do Bloco J, que possui rampa de ligação com o espaço reservado entre o ministério e a Via N1.

    Quando a capacidade das arquibancadas for atingida, o público será orientado a permanecer nas áreas externas destinadas aos espectadores, com tendas e pontos de hidratação nos lados Norte e Sul da Esplanada.

    Dicas de segurança

    Diante da possibilidade de sol forte e temperaturas elevadas, a recomendação e de reforço na hidratação, além do uso de roupas leves, protetor solar, bonés ou chapéus.  

    Vale lembra que não é permitido acessar a Esplanada com garrafas de vidro, latas, copos, coolers e isopores. A sugestão dos organizadores é o uso de garrafas de plástico individuais para hidratação.

    Também são proibidos o porte de fogos de artifício, sprays e aerossóis, armas de fogo, inclusive de brinquedo, objetos pontiagudos, apontadores a laser, máscaras de qualquer tipo, exceto de proteção facial, hastes de bandeiras e outros materiais que coloquem em risco a segurança do público presente.

    Bolsas e mochilas deverão ter até 100 centímetros na soma das dimensões (altura, largura e profundidade).

    Motociclistas devem ficar atentos: capacetes não poderão entrar na área do desfile. A orientação é providenciar previamente uma forma segura de mantê-los junto ao veículo.

    Também é importante ressaltar que somente drones autorizados poderão acessar o espaço aéreo do local do desfile. Animais em geral também não são permitidos, exceto cães-guia.

    Uma estrutura, batizada de Cidade Policial será montada ao lado do Museu da República. O local servirá como ponto de apoio aos agentes de segurança, com os comandos móveis das corporações. Imagens de drones e de câmeras vão contribuir com o policiamento.

    Na Cidade Policial será possível fazer o registro de ocorrências e bloqueio de celulares eventualmente perdidos, roubados ou furtados, por meio do programa Fora da Rede. 

    Ao lado da Cidade Policial será instalada uma área específica para acolhimento de pessoas perdidas. Em caso de criança, adolescente, pessoa idosa ou qualquer outra pessoa perdida, a orientação é procurar imediatamente uma equipe uniformizada ou dirigir-se ao ponto de acolhimento.

    Transporte

    O sistema de transporte público da capital será reforçado e funcionará da seguinte forma: Metrô DF está funcionando em escala de feriado, das 5h30 às 19h.

    Os ônibus seguirão o esquema do programa Vai de Graça, que funciona aos domingos e feriados, com gratuidade para o uso do transporte público em todo o Distrito Federal.

    Para garantir o atendimento, 134 ônibus extras reforçarão a frota, em direção à área central da capital. As viagens extras serão acionadas conforme o aumento da demanda, a partir das 6h, no sentido Plano Piloto, e a partir das 13h, para o retorno da população.

    Para quem optar por transporte por aplicativos, o desembarque é na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto. Já para os táxis, o ponto é o estacionamento do Sesi Lab, ao lado da rodoviária.

    “Quem optar pelo veículo particular poderá utilizar, conforme a disponibilidade de vagas, os estacionamentos dos anexos dos ministérios nos lados sul e norte e o estacionamento do SESI Lab. As vagas não serão reservadas e poderão ser ocupadas rapidamente. A recomendação, também neste caso, é chegar cedo”, informou o Governo do Distrito Federal (GDF).

    Funciona no feriado:

    Neste do Dia da Independência, o Zoológico de Brasília e as unidades de conservação do Instituto Brasília Ambiental — cada uma com seu respectivo horário — funcionam normalmente.

    O Zoológico estará aberto das 8h30 às 17h, com entrada gratuita (permitida até as 16h), enquanto os parques abrem às 5h30 e, em algumas unidades, vão até as 22h.

    O Museu de Arte de Brasília (MAB) e os complexos culturais de Samambaia e de Planaltina estarão abertos, com atividades como exposições, espetáculos, aulas de dança e de teatro entre as 8h e as 22h, a depender do espaço.

    Os restaurantes comunitários também funcionarão normalmente para café, almoço e jantar, com exceção da unidade Ceilândia, DJ Jamaika, que não abre aos feriados e pontos facultativos.

    Ou seja, estarão abetos os restaurantes comunitários de Arniqueira, Brazlândia, Ceilândia Norte, Estrutural, Gama, Itapoã, Santa Maria, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, São Sebastião, Sol Nascente/Pôr do Sol, Samambaia, Samambaia Expansão, Sobradinho, Varjão, Paranoá e Planaltina.

    Não funciona no feriado:

    O Jardim Botânico de Brasília estará fechado para manutenção, como já ocorre às segundas-feiras. Além disso, a Biblioteca Nacional de Brasília e o Museu Nacional da República, assim como as agências bancárias, estarão fechados.  


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Golpe do sósia usa tecnologia para tentar burlar biometria

    Golpe do sósia usa tecnologia para tentar burlar biometria

    Serasa identifica nova fraude baseada em semelhança facial

    Uma nova estratégia de fraude de identidade usa tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas com características físicas semelhantes às dos próprios criminosos. O método, chamado de “golpe do sósia”, foi identificado pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian e descrito na edição do Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.

    A tática explora sistemas de reconhecimento facial para tentar fazer com que o fraudador se passe por outra pessoa durante processos de validação de identidade, como cadastros e abertura de contas.

    Como funciona

    Segundo a Serasa Experian, os criminosos utilizam ferramentas capazes de comparar o próprio rosto com imagens disponíveis em diferentes bases, inclusive aquelas obtidas de forma ilícita.

    Os chamados motores de comparação facial podem localizar identidades legítimas com elevado grau de semelhança física. A partir disso, o fraudador escolhe uma identidade que considere mais propensa a passar por uma validação biométrica.

    A estratégia muda a lógica tradicional desse tipo de crime:

    • o criminoso começa pelo próprio rosto;
    • procura pessoas fisicamente semelhantes;
    • identifica uma possível vítima;
    • tenta utilizar os dados dessa identidade em uma fraude.

    Em modalidades mais tradicionais, o fraudador parte dos dados de uma pessoa específica e procura maneiras de assumir sua identidade.

    Biometria isolada

    Para Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, a nova tática demonstra como os criminosos também podem explorar tecnologias desenvolvidas para aumentar a segurança.

    A empresa defende que o reconhecimento facial não seja utilizado como única camada de autenticação. A combinação com outros sinais pode ajudar a identificar inconsistências que não seriam detectadas apenas pela análise do rosto.

    Entre os mecanismos citados estão:

    • validação de documentos;
    • prova de vida;
    • conferência de dados cadastrais;
    • análise do dispositivo utilizado;
    • identificação de padrões de comportamento;
    • avaliação de outros sinais de risco.

    Prejuízos evitados

    Os dados do Mapa da Fraude apontam que as soluções antifraude da Serasa Experian identificaram e barraram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026.

    O volume representa um crescimento de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com a empresa, isso equivale a uma ocorrência de alto risco identificada a cada 5,5 segundos.

    As tentativas bloqueadas estavam associadas a um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões que teria sido evitado no período.

    Como se proteger

    A Serasa Experian recomenda que consumidores adotem cuidados para reduzir o risco de exposição de documentos, fotografias e dados biométricos.

    Entre as principais orientações estão:

    •  não compartilhar fotos de documentos ou selfies segurando documentos em redes sociais e aplicativos de mensagem;
    • fornecer dados pessoais e biométricos somente em sites e aplicativos oficiais;
    • proteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
    • desconfiar de pedidos inesperados de reconhecimento facial por links, e-mails, mensagens ou Códigos QR;
    • não permitir que desconhecidos fotografem seu rosto ou documentos;
    • evitar publicar imagens de documentos, mesmo com parte das informações ocultadaproteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
    • manter sistemas e aplicativos atualizados;
    • monitorar regularmente o CPF;
    • procurar os canais oficiais das empresas diante de movimentações desconhecidas.

    Empresas precisam combinar

    Para as empresas, a recomendação é adotar uma estratégia de prevenção em camadas, evitando que uma única imagem ou informação seja suficiente para concluir um cadastro.

    A Serasa Experian orienta combinar diferentes mecanismos de segurança, como:

    • biometria facial e prova de vida;
    • validação e análise documental;
    • cruzamento de dados cadastrais;
    • análise do dispositivo e da jornada digital;
    • monitoramento de tentativas repetidas;
    • identificação de padrões suspeitos;
    • atualização contínua de regras e modelos antifraude.

    A análise conjunta desses elementos pode ajudar a detectar situações em que o rosto apresenta alta similaridade, mas outros dados da operação indicam uma possível tentativa de fraude.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Flip 2026: Conversa com o Autor traz especial com Bethânia Pires Amaro

    Flip 2026: Conversa com o Autor traz especial com Bethânia Pires Amaro

    Programa da Rádio MEC vai ao ar neste domingo, a partir das 12h30

    Neste domingo, às 12h30, a Rádio MEC leva ao ar uma edição especial do programa Conversa com o Autor, gravada diretamente da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2026).

    Conduzido pela jornalista Katy Navarro, o bate-papo recebe Bethânia Pires Amaro, um dos nomes mais celebrados da literatura brasileira contemporânea. 

    Nascida em Recife, criada na Bahia e radicada em São Paulo, Bethânia Pires Amaro fala sobre suas obras, que abordam temas como memória, família, pertencimento e identidade. 

    Vencedora dos prêmios Sesc de Literatura, APCA e Jabuti, a coletânea de contos O Ninho, da autora, explora relações familiares complexas, principalmente sob o ponto de vista de mulheres marcadas por perdas, violência, maternidade, pobreza, culpa e pertencimento.  

    O programa destaca ainda o lançamento do primeiro romance de Bethânia, Ressalga, história que acompanha três gerações de mulheres baianas cujas vidas são marcadas por heranças familiares, violência e resistência.

    A história começa com Janaína, que nasce no interior da Bahia e, após um escândalo, deixa sua cidade para atravessar o sertão trabalhando como lavadeira. Décadas depois, sua descendência continua enfrentando os ecos desse passado.

    Entre o sertão e Salvador, o destino marcado por medo, vulnerabilidade e afeto passam de mãe para filha. É um programa que gera vontade de ouvir e incentiva a leitura de obras de uma das principais autoras da nova literatura brasileira. 

    O programa 

    Apresentado e produzido pela jornalista Katy Navarro, o Conversa com o Autor tem quase 30 minutos de duração e gira em torno de lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros. Em 2023, o programa completou uma década.

    Os episódios da nova temporada também ficam disponíveis em formato de videocast no canal da emissora pública no YouTube.

    A Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como A Rádio de Música Clássica do Brasil, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

    A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

    Serviço   

    Conversa com o Autor – Entrevista Bethânia Pires Amaro – domingo, dia 6/9, às 12h30, na Rádio MEC AM.   
       
    Rádio MEC na internet e nas redes sociais:
    Site: https://radiomec.ebc.com.br 
    Instagram: https://www.instagram.com/radiomec
    Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec
    YouTube: https://www.youtube.com/radiomec
    Facebook: https://www.facebook.com/radiomec
    X: https://x.com/radiomec
    WhatsApp: (21) 99710-0537
     
    Como sintonizar a Rádio MEC:
    Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz
    Belo Horizonte: FM 87,1 MHz
    Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz
    Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3
    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Recursos precisam chegar a povos tradicionais, defende Fundo Brasil

    Recursos precisam chegar a povos tradicionais, defende Fundo Brasil

    Diretora executiva da fundação concedeu entrevista à Agência Brasil

    À frente da fundação filantrópica Fundo Brasil desde maio deste ano, a diretora executiva Allyne Andrade chegou à instituição para ajudar a repensar a luta por direitos humanos frente aos desafios que agravam a desigualdade social no país.  

    Carioca de Realengo, na Zona Oeste, e com origem na política de cotas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Allyne é advogada, doutora, especialista em Teoria Crítica e construiu a carreira em paralelo ao trabalho ativista no movimento social antirracista.

    Em 2020, foi selecionada em um processo seletivo para ocupar o cargo de diretora executiva adjunta. 

    “Esse lugar me dá a oportunidade de juntar, de fazer pontes entre esses três mundos, o mundo ativista, o acadêmico e o meu trabalho em si”, diz.

    Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, ela avalia a readequação das iniciativas de filantropia em defesa dos direitos humanos, em um momento de crises globais.

    Criado pelos ativistas sociais Abdias do Nascimento, Margarida Genevois, Rose Muraro e Dom Pedro Casaldáliga, o Fundo Brasil é uma fundação independente, que surgiu com o objetivo de financiar, por meio da filantropia, organizações da sociedade civil, protagonizadas por pessoas e comunidades diretamente afetadas por violações de direitos.

    Confira os principais trechos da entrevista

    Agência Brasil: Você assumiu a diretoria em um momento em que o mundo enfrenta o desafio sem precedentes das mudanças climáticas, que agravam também questões sociais. Eu queria saber como o Fundo Brasil tem trabalhado isso aqui no país?

    Allyne Andrade: Além de a crise climática afetar desigualmente populações mais pobres da periferia e em comunidades tradicionais, vivemos um momento em que países importantes, poluidores, que agravam essa crise, decidiram não fazer parte das decisões e das negociações multilaterais.

    Já havia um diagnóstico da sociedade civil de que, embora essas grandes rodadas internacionais tratassem de financiamento de soluções climáticas e adaptação, esses recursos não chegavam aos povos e comunidades tradicionais ─ aquelas pessoas que estão mais próximas do território, que sofrem os efeitos da crise climática mas que também são aquelas que mantêm os territórios mais preservados dentro do Brasil.

    A gente trabalha muito a partir do que os movimentos sociais demandam à gente. O Fundo Brasil foi criado para atuar também nos gaps [lacunas] de financiamento, onde o dinheiro não está conseguindo chegar. Não só recurso, mas também apoio técnico, apoio programático.

    O Fundo Brasil tem uma longa trajetória de apoio a povos e comunidades tradicionais desde que surgiu, e eles estavam pedindo que passássemos a atuar nessa área de forma mais concentrada. 

    Então, em 2023, a gente fez o [programa] Raízes, que é a nossa linha de justiça climática, para direcionar apoio financeiro para povos indígenas, quilombolas e todos os povos e comunidades tradicionais.

    Agência Brasil: E como funciona? Como os povos acessam esses recursos da filantropia?

    Allyne Andrade: A ideia é direcionar doações estruturantes, por meio de editais públicos, nos quais as organizações sociais que atuam nos territórios podem se candidatar com projetos. A escolha dos projetos vem de processos participativos, por meio dos comitês externos com especialistas, que decidem quais são os projetos que mais necessitam de financiamento.

    O Raízes também tem aportes emergenciais de resposta rápida para proteger as lideranças em territórios ameaçados. A gente sabe que o desmatamento atende a uma lógica de conflito territorial, que expõe lideranças a ameaças durante a proteção do território contra processos de grilagem, de avanço ilegal da fronteira agrícola, de desmatamento por mineração, madeireiras.

    Para emergências de extremos climáticos, como foi a do Rio Grande do Sul, a gente tem uma linha para apoiar as comunidades a reagir rapidamente.

    Agência Brasil: O Fundo Brasil completa 20 anos em 2026. O quanto já foi possível avançar até aqui?

    Allyne Andrade: Nós somos uma fundação independente, o que significa que a gente tem um fundo de reserva e trabalha com recursos próprios. E aplica esses recursos próprios onde a gente vê falta de recursos de filantropia. Mas a gente também busca doadores.

    Ao longo de 20 anos, o Fundo Brasil doou R$ 141 milhões à 2,5 mil iniciativas. Só em 2025, a gente doou R$ 32 milhões à sociedade civil organizada, o que foi um aumento de quase 20% em relação ao volume de doações de 2024.

    Com o Raízes, a gente teve mais de R$ 6 milhões em doação direta desde 2023, para projetos e respostas emergenciais voltados aos povos e comunidades tradicionais.

    Agência Brasil: Além dessa correlação com a crise climática, quais outras frentes em que o Fundo Brasil atua no campo dos direitos humanos?

    Allyne Andrade: A gente tem uma linha, o Labora, que é de apoio ao trabalho digno, por direitos dos trabalhadores e combate ao trabalho análogo à escravidão, e também apoia a organização de novas fronteiras de trabalho, como trabalhadores de aplicativo e do cuidado, além de empregados domésticos.

    A gente tem como prioridade o fortalecimento da sociedade civil e da democracia brasileira, e pensa nisso através do fortalecimento da sociedade civil organizada e defesa dos direitos raciais. Então, a gente tem linhas de enfrentamento ao racismo e também ao racismo digital, e linhas de direitos digitais, pela defesa dos direitos humanos nesse campo, combate à violência e defesa das pessoas LGBTQIAPN+,

    E a gente trabalha com uma linha de defensores de direitos humanos, em que a gente apoia as organizações a pensarem cultura e segurança, mas também a ter uma estrutura de resposta rápida em caso de ameaça a defensores de direitos humanos do Brasil.

    A gente combate a violência de gênero como uma das nossas prioridades, pensando também em trabalhadoras, mulheres, e como a gente apoia essas trabalhadoras a se organizarem.

    Por fim, tem uma linha de justiça criminal, em que a gente trabalha com diminuição de prisão provisória e combate à tortura no cárcere. A gente está também apoiando as organizações a incidirem no Plano Pena Justa, para transformar o estado de coisas inconstitucional, tentando fazer um sistema prisional brasileiro mais humanizado.

    Agência Brasil: Qual a sua expectativa à frente da diretoria executiva do Fundo Brasil?

    Allyne Andrade: Então, a ideia é estar mais próxima dos movimentos sociais, das organizações da sociedade civil, e também pensar uma comunicação estratégica junto com esse ecossistema, para essa reconquista da sociedade para a democracia, entendendo os direitos humanos como um valor reformulado pelo povo.

    Não é um direito humano da carta da ONU [Organização das Nações Unidas] – que também é importante. Queremos tratar de direitos repensados para os desafios atuais, a partir de povos e comunidades tradicionais e de um movimento decolonial, antirracista, com diversidade, inclusão e que respeite as cosmovisões e cosmogonias dos povos e comunidades tradicionais.

    Além disso, nesses 20 anos, a gente vai ter uma conferência para reunir ativistas, movimentos sociais, pesquisadores e iniciativa privada, para juntos pensarmos os desafios do país no campo dos direitos humanos e os caminhos da filantropia nesse contexto. Então, a gente espera também, a partir dessa conferência, ter um olhar construído coletivamente para o que serão os próximos 20 anos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Rádio MEC: Caderno de Música lembra 130 anos da morte de Carlos Gomes

    Rádio MEC: Caderno de Música lembra 130 anos da morte de Carlos Gomes

    Especial destaca vida e obra de um dos principais compositores do país

    O Caderno de Música que a Rádio MEC leva ao ar nos próximos dois domingos lembra os 130 anos de morte de Carlos Gomes, um dos principais compositores brasileiros do século XIX.

    O programa especial, que destaca a trajetória do primeiro compositor das Américas a alcançar projeção duradoura nos grandes teatros de ópera da Europa, ganha transmissão na emissora pública às 12h30.

    Neste domingo (6), na edição Trajetória e obras vocais, os ouvintes vão conferir algumas das principais obras vocais de Carlos Gomes, particularmente as óperas e as modinhas.

    No dia 13, a atração especial Obras instrumentais do compositor apresenta outras composições de seu catálogo, desta vez com destaque para a produção instrumental.

    Ao longo da primeira parte do especial, será transmitido a modinha Quem sabe?, com a soprano Adriana Bernardes acompanhada pela Orquestra de Câmara Paulista, sob a regência de Branco Bernardes; o prelúdio do primeiro ato da ópera A noite do castelo, com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob a regência de Fabio Mechetti; a ária Amore Le Ebbrezze, da ópera Fosca, com Paulo Fortes, acompanhado pela Orquestra Sinfônica Nacional, sob a regência de Nino Stinco; e Alvorada, da ópera Lo schiavo (O Escravo), com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob a regência de Fabio Mechetti.

    O programa

    Programa que desvenda o universo musical, se propondo a explicar ao ouvinte o que é uma sonata, uma sinfonia, um concerto, spalla, allegro, moderato e os diversos termos da linguagem musical. Aborda os gêneros, formas e formatos do mundo da música clássica, através da audição de trechos musicais e da realização de entrevistas especiais.

    A Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como A Rádio de Música Clássica do Brasil, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

    A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

    Serviço

    Caderno de Música – Especial Carlos Gomes: Trajetória e obras vocais – domingo, dia 06/09, às 12h30, na Rádio MEC
    Caderno de Música – Especial Carlos Gomes: Obras instrumentais do compositor – domingo, dia 13/09, às 12h30, na Rádio MEC
     
    Rádio MEC na internet e nas redes sociais
    Site: https://radiomec.ebc.com.br 
    Instagram: https://www.instagram.com/radiomec
    Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec
    YouTube: https://www.youtube.com/radiomec
    Facebook: https://www.facebook.com/radiomec
    X: https://x.com/radiomec
    WhatsApp: (21) 99710-0537
     
    Como sintonizar a Rádio MEC
    Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz
    Belo Horizonte: FM 87,1 MHz
    Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz
    Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3
    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil tem luto oficial de três dias após morte de atrizes icônicas

    Laura Cardoso e Glória Menezes morreram no intervalo de horas

    O Brasil cumpre luto oficial de três dias pelas mortes das atrizes históricas e ícones da dramaturgia Laura Cardoso e Glória Menezes. Ambas morreram em intervalo de menos de 24 horas.

    Os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União na noite dessa terça-feira (18). 

    Laura Cardoso morreu aos 98 anos em São Paulo. A informação foi confirmada em seu perfil oficial na rede social Instagram. Com o nome de batismo Laurinda de Jesus Balleroni, a atriz faria 99 anos em setembro.

    Glória Menezes morreu em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família. Nilcedes Soares de Magalhães, nome oficial da atriz, iniciou a carreira no teleteatro da TV Tupi.

    Em nota de pesar, o Ministério da Cultura referiu-se a Laura Cardoso como um dos principais nomes da dramaturgia brasileira. “A artista construiu uma carreira de mais de oito décadas e fez parte da história do rádio, do teatro, do cinema e da televisão no país.”

    Numa segunda nota, a pasta citou Glória Menezes como referência da teledramaturgia nacional. “Marcou diferentes gerações ao longo de mais de seis décadas de carreira, com personagens de destaque na televisão e trabalhos no teatro e no cinema.”


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • STF retoma julgamento sobre mandato-tampão para governo do Rio

    Ministros decidem se haverá eleições diretas ou indiretas

    O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (19) o julgamento do processo que trata da realização de novas eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. A sessão está prevista para começar às 14h.

    Em abril, o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino. 

    O caso trata da ação na qual o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições diretas (populares) para o comando interino do estado, e não votação indireta, por meio dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), como definiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    No dia 23 de março, o ex-governador Claudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo TSE. Em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão.

    Contudo, o PSD recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas. No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização do cargo.  A medida foi vista pela legenda como uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas. O ex-governador poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril. 

    Linha sucessória

    A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a linha sucessória do estado está desfalcada. 

    O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Desde estão, o estado não tem vice-governador. 

    O próximo na linha sucessória seria o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. No entanto, o parlamentar foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e já deixou o cargo.

    Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Rio de Janeiro tem segunda maior população de rua do país

    Dia de Luta da População em Situação de Rua é lembrado nesta quarta

    No Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, lembrado nesta quarta-feira (19), o estado do Rio de Janeiro chama a atenção, por reunir 35.406 pessoas registradas nessa condição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), o segundo maior número do país. 

    Diante de um cenário de pobreza extrema, pelo rompimento de vínculos familiares e pelas dificuldades de acesso à moradia e ao trabalho, o legislativo local aprovou leis para ampliar o acolhimento, garantir direitos e criar alternativas para a autonomia.

    Em maio de 2026, o CadÚnico contabilizava 388.855 pessoas em situação de rua no Brasil. São Paulo liderava o ranking nacional, com 159.290 registros. O Rio ocupava a segunda posição, seguido por Minas Gerais, que aparecia em terceiro lugar, com 34.849.

    Legislação

    A Lei 9.302/21 instituiu a Política Estadual para a População em Situação de Rua. A norma reconhece como população em situação de rua o grupo marcado pela extrema pobreza, pela fragilização ou pelo rompimento dos vínculos familiares e pela inexistência de moradia convencional regular.

    A legislação garante acesso amplo e simplificado às políticas públicas de saúde, educação, assistência social, moradia, segurança, cultura, esporte, lazer, trabalho e renda. 

    Também prevê a implantação de uma rede de acolhimento temporário, ações de segurança alimentar, qualificação profissional, intermediação de empregos e programas habitacionais acompanhados por equipes multidisciplinares.

    A medida proíbe qualquer discriminação no atendimento em razão da condição econômica, étnico-racial ou de saúde, inclusive nos casos relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

    Entre os municípios fluminenses, a capital lidera o ranking da população em situação de rua inscrita no CadÚnico. Veja os números:

    1. Rio de Janeiro: 22.352 pessoas;
    2. Niterói: 1.015;
    3. Duque de Caxias: 977;
    4. Nova Iguaçu: 727;
    5. Volta Redonda: 488;
    6. São Gonçalo: 484;
    7. Maricá: 471;
    8. Macaé:402;
    9. Cabo Frio: 333;
    10. Petrópolis: 305.

    Recomeço

    Uma das histórias de superação é a do escritor Leonardo Motta, que viveu nas ruas durante um ano e três meses após enfrentar duas décadas de dependência de álcool e outras drogas. Atualmente, está sóbrio há nove anos, é casado, mora na Ilha de Paquetá e tem três livros publicados.

    “O que me levou a essa situação foi a dependência química. Usei drogas durante 20 anos, entre álcool, cocaína e crack. Consegui sair das ruas quando aceitei ajuda e fui para uma instituição de tratamento, onde permaneci por sete meses.” 

    Leonardo também é autor da Revista na Calçada, publicação de poesia dedicada a dar visibilidade às experiências da população em situação de rua. Hoje, ele participará de uma atividade na Biblioteca Estadual, na Avenida Presidente Vargas, no centro, para apresentar o trabalho e promover um debate sobre a realidade das ruas.

    “O conselho que deixo para quem está nessa situação é que aceite ser ajudado. De um lado, existe alguém disposto a ajudar; do outro, é preciso que a pessoa também aceite essa ajuda.”


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br