Blog

  • Indonésia: buscas por vítimas de tremor seguem no Dia da Independência

    Indonésia: buscas por vítimas de tremor seguem no Dia da Independência

    Moradores de vilarejos no leste da Indonésia, atingidos por um terremoto que matou pelo menos 68 pessoas, aguardavam ajuda nesta segunda-feira (17), enquanto equipes de resgate vasculhavam prédios desabados em busca de pessoas presas sob os escombros.

    O número de mortos subiu de 54 para 68, informou Berton SP Panjaitan, funcionário da Agência de Mitigação de Desastres da Indonésia, acrescentando que mais de 200 pessoas ficaram feridas.

    Milhares de pessoas foram retiradas após o desastre mais mortal do país desde que um terremoto, em 2022, matou centenas de pessoas em Java Ocidental. Muitas delas estão se abrigando em barracas ao ar livre e com medo de voltar para suas casas devido a réplicas do terremoto.

    O tremor deixou sombrias as comemorações do Dia da Independência da Indonésia, e os moradores de Nusa Tenggara Oriental foram abalados por quase 1.600 réplicas na província até esta segunda-feira, disse Panjaitan. A agência de geofísica do país registrou um terremoto de magnitude 5,6 na região na manhã de hoje.

    O terremoto também causou deslizamentos de terra e bloqueou estradas em toda a província mais ao sul da Indonésia, incluindo as regiões de Sikka e Manggarai.

    No estacionamento de um centro de saúde danificado, repleto de barracas e leitos hospitalares, em um vilarejo próximo à região de Ende, afetada pelo terremoto, Firmus Woge, um agricultor de 64 anos, recebia tratamento para asma, agravada pelo pânico causado pelo terremoto.

    Ele contou que teve dificuldade para respirar durante a noite, “e está piorando novamente após o terremoto desta manhã”.

    Fathur Rahman, chefe do Escritório de Resgate em Maumere, capital de Sikka, afirmou à Reuters que as buscas se concentrariam no monitoramento aéreo de possíveis desaparecidos, utilizando um helicóptero e um equipamento de resgate.

    As autoridades prepararam aeronaves para entregar ajuda, como alimentos e barracas, disse Panjaitan. O terremoto danificou cerca de 500 casas, informou a agência.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Termina na quinta-feira prazo para solicitação de voto em trânsito

    Termina na quinta-feira prazo para solicitação de voto em trânsito

    Termina na próxima quinta-feira (20) o prazo para o eleitor solicitar a habilitação para votar em trânsito nas eleições de outubro. A solicitação pode ser feita pela página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet ou nos cartórios eleitorais em todo o país.

    O voto em trânsito permite ao eleitor votar fora de sua cidade no dia do pleito.

    Se optar pela solicitação eletrônica, o eleitor deve clicar no menu “Fazer Transferência temporária do local de votação”. Em seguida, deve preencher seus dados, consultar os locais com vagas disponíveis e seguir os comandos da página.

    No caso de atendimento presencial, basta apresentar um documento oficial com foto no cartório eleitoral mais próximo.

    Regras

    O eleitor que optar pelo voto em trânsito deve ficar atento às regras para ter acesso ao benefício, que está disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores.

    Quem estiver em uma cidade (domicílio eleitoral) localizada no mesmo estado em que mora poderá votar em trânsito para todos os cargos que estarão em disputa: deputado federal, estadual, distrital, governador, senador e presidente da República.

    Se a solicitação for para uma cidade fora do estado, o eleitor só poderá votar para presidente.

    O pedido de voto em trânsito pode ser feito para cidades distintas em cada um dos turnos.

    Alterações ou cancelamentos nas solicitações de voto em trânsito poderão ser feitos até o dia 20 de agosto. Após o prazo, nenhuma alteração poderá ser feita.

    O eleitor que solicitar o voto em trânsito e não comparecer ao local de votação deverá fazer a justificativa de ausência, que estará disponível por meio do aplicativo e-Título.

    Exterior

    Eleitor que tem título registrado no exterior poderá solicitar voto em trânsito se estiver de passagem pelo Brasil. Nesse caso, o voto só poderá ser exercido para o cargo de presidente.

    O eleitor com documento registrado no Brasil não poderá votar em trânsito se estiver fora do país no dia da votação.

    Eleições

    O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando vão ser escolhidos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. O eleitor voltará às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Pelo Avante, escritor Augusto Cury estreia em disputas presidenciais

    Pelo Avante, escritor Augusto Cury estreia em disputas presidenciais

    Candidato pelo partido Avante, Augusto Jorge Cury, 67 anos, é natural de Colina, em São Paulo. É médico psiquiatra pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e pós-graduado pela PUC de São Paulo. Tem título de doutor em psicologia multifocal, pela Florida Christian University. Compõe a chapa com o vice Júlio Delgado, da mesma sigla.

    Cury é professor de pós-graduação e conferencista em eventos nacionais e internacionais, além de autor da Teoria da Inteligência Multifocal. Ganhou notoriedade com a publicação de dezenas de livros no segmento de autoajuda.

    O presidenciável é candidato pela primeira vez e defende propostas na área da educação com destaque para uma atuação em prol das pessoas neurodivergentes, que inclui condições neurológicas distintas, como autismo, TDAH e dislexia. 

    O Avante é um partido político de centro fundado em 1989 como Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB). Teve o novo nome autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2017. A mudança fez parte de uma estratégia para evitar a desconfiança de eleitores relacionada à política tradicional.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Clariana Barão é a candidata do Democracia Cristã à Presidência

    Clariana Barão é a candidata do Democracia Cristã à Presidência

    Candidata pelo partido Democracia Cristã (DC), Clariana Barão é natural de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Tem 39 anos e é advogada, com especialização em direito administrativo e gestão pública. Divide a chapa com Fabiana Torquato, candidata à vice-presidência da República.  

    Clariana é formada em direito pelo Centro Universitário de Várzea Grande (Univag). Atua em causas sociais e foi presidente da Comissão de Solidariedade e Assistência Social da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Várzea Grande.  

    Em 2024, ela coordenou um grupo de voluntários que prestou auxílio a vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Em 2026, assumiu a presidência do diretório estadual do DC em Mato Grosso.  

    É a primeira vez que o Democracia Cristã lança outro candidato à presidente, que não José Maria Eymael, desde a fundação do partido, em 1995. O partido critica o capitalismo e o marxismo. Defende a solidariedade.

     


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Fenômeno das bikes elétricas é tema do Caminhos da Reportagem

    Fenômeno das bikes elétricas é tema do Caminhos da Reportagem

    Em oito anos, o número de bicicletas elétricas, autopropelidos e ciclomotores em circulação no país cresceu 37 vezes, saltando de 7,6 mil em 2016 para 284 mil em 2024, segundo dados do setor. O programa, que vai ao ar nesta segunda-feira (17) às 23h na TV Brasil, mostra o que está por trás desses números impressionantes e como as cidades estão lidando com o fenômeno.

    Esses veículos, que já fazem parte do dia a dia das grandes cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, podem ser encarados como solução para pequenos deslocamentos nesses locais, mas também representam riscos para quem convive com esse novo meio de transporte.

    “A população, de forma espontânea, foi comprando e utilizando cada vez mais e aí a gente entra nas discussões de como é que tá sendo esse uso, que tem crescimento muito grande e acaba tendo conflitos em relação ao uso, diz Luiz Saldanha, diretor executivo da Aliança Bike, que representa organizações do setor, como lojistas e fabricantes.

    Para ele, a população já entendeu que é um veículo que soluciona problemas. “Falta entender como é que a gente consegue encaixar esses veículos e ordená-los no dia-a-dia”.

    Os conflitos entre esses veículos mais leves e outros mais pesados já gerou tragédias, como a morte do menino Chico, de 9 anos, e sua mãe, em uma rua da zona norte do Rio de Janeiro. Eles estavam em um autopropelido quando foram atropelados por um ônibus, em março deste ano.

    “Muitas vezes a gente pensa: “Ah, isso acontece muito pouco.  Quantos casos você sabe? Mas basta ser o seu que vai ser doloroso, né? Então, acho que a gente perde isso de perspectiva, que um dia pode ser a gente”, conta o pai de Chico, o roteirista Vinicius Cacofonias.

    O uso desses veículos é regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A resolução mais atual data de 2023. Ela diferencia os veículos em três categorias principais. A primeira dela é a das bicicletas elétricas, que precisam da propulsão humana e oferecem apenas o chamado pedal assistido que, com um motor, ajuda o ciclista a acelerar o veículo.

    A segunda é a dos autopropelidos, com pedal ou não, que não necessitam da propulsão humana para acelerar e cuja velocidade não pode ultrapassar os 32 km/h. Por fim, os ciclomotores também prescindem da propulsão humana, mas podem chegar até os 50 km/h.

    As duas primeiras categorias não exigem habilitação do condutor nem licenciamento do veículo. Já os ciclomotores exigem habilitação categoria A ou autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC), além de demandar registro e licenciamento do veículo.

    Para Raphael Pazos, da Comissão de Segurança do Ciclismo do Rio de Janeiro, uma organização não governamental carioca que advoga por um trânsito mais seguro para ciclistas, acredita ser um erro não exigir habilitação para conduzir um autopropelido.

    “A resolução do Contran 966 de 2023 alterou a nomenclatura de certos dispositivos de mobilidade, autorizando o que antigamente era proibido. O que antes era um ciclomotor, da noite para o dia virou um autopropelido e foi autorizado a ser utilizado em calçada e em infraestruturas cicloviárias”, afirma. “Agora qualquer um, principalmente crianças de 13, 14, 15 anos, podem adquirir esse equipamento e pior, conduzi-los numa pista”.

    Professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcus Quintella diz que as cidades precisam se adaptara  esses veículos. “As cidades não estão prontas. Elas não foram planejadas para essas modernidades. Então, o que está acontecendo hoje são adaptações”, ressalta. “A bicicleta, desde a convencional até o ciclomotor, já representa uma fatia muito importante da matriz de transporte urbano. Você não pode também ser rigoroso de forma que vá impedir a micromobilidade, mas também não pode deixar que isso caia numa situação descontrolada”.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Defesa Civil reconhece situação de emergência em oito municípios do RS

    Defesa Civil reconhece situação de emergência em oito municípios do RS

    A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em oito municípios do Rio Grande do Sul afetados por desastres naturais.

    A Portaria nº 2.606, publicada nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União, abrange municípios atingidos por chuvas intensas, granizo e inundações nos meses de julho e agosto. Veja a lista completa.

    Com a medida, as prefeituras podem solicitar recursos federais para ações de assistência à população, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação das áreas afetadas.

    Entre os municípios que tiveram a situação de emergência reconhecida por causa de chuvas intensas estão Água Santa, Anta Gorda, Ernestina, General Câmara, Porto Xavier e Vila Maria. O município de Redentora foi afetado por queda de granizo, enquanto São José do Hortêncio registrou inundações.

    Recursos

    O reconhecimento federal é uma etapa necessária para que os municípios tenham acesso a apoio complementar da União. 

    Após a aprovação dos planos de trabalho apresentados pelas administrações locais, os recursos podem ser destinados a medidas como distribuição de cestas básicas, fornecimento de água potável, kits de limpeza e higiene, além da recuperação da infraestrutura pública danificada.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Rio Grande do Sul inicia semana com alerta para forte tempestade

    Rio Grande do Sul inicia semana com alerta para forte tempestade

    Na manhã desta segunda-feira (17), a região do litoral-sul até o sudoeste do estado do Rio Grande do Sul está sob alerta vermelho de grande perigo para tempestade, com risco de alagamentos e transbordamentos de rios, além de deslizamentos de encostas, alerta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    O restante do estado também está sob alerta que diminui de intensidade ao norte. No leste do Paraná e de Santa Catarina, o dia começa com nevoeiro, mas a nebulosidade deve se dissipar rapidamente, dando lugar a um dia ensolarado e quente.

    De acordo com a Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul durante a madrugada apenas três municípios reportaram ocorrência de dados ocasionados por granizo, com um total de 92 pessoas afetadas no estado.

    A temperatura mínima registrada em Porto Alegre é 18 °C, com máxima prevista em Curitiba de 28 °C.

    No Sudeste do país, o dia começa com nevoeiro no leste de São Paulo, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo. Predominam muitas nuvens em toda a região litorânea. No interior de São Paulo e Minas Gerais, o dia será ensolarado, com temperaturas elevadas e baixa umidade do ar.

    A mínima para esta segunda-feira é 15 °C, em Belo Horizonte, enquanto a máxima pode alcançar 32 °C no Rio de Janeiro.

    Na região Norte do Brasil a previsão é instabilidades para o noroeste do Amazonas e de Roraima, onde são previstas pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Também pode chover de forma isolada no norte do Amazonas e na faixa litorânea entre o Amapá e o Pará.

    O Sul da região Norte permanece afetado pelas condições de baixa umidade do ar, com temperaturas elevadas. A mínima prevista é 22°C em Rio Branco, enquanto a máxima pode alcançar 38°C em Palmas.

    O calor intenso e poucas nuvens também predominam em parte da região Nordeste do país, especialmente no oeste da Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e em grande parte do Maranhão.

    As instabilidades aumentam no leste da Bahia, Sergipe e Alagoas, com previsão de pancadas de chuva. Também há possibilidade de chuva isolada no litoral de Pernambuco e do Maranhão. A nebulosidade avança até o centro da Bahia e de Pernambuco, mas sem previsão de chuva nessas áreas.

    A temperatura mínima esperada é de 21 °C em Salvador, enquanto a máxima pode alcançar 37 °C em Teresina.

    No Centro-Oeste do país o tempo permanece ensolarado e quente, com predomínio de poucas nuvens. As condições de tempo firme favorecem a continuidade do calor e dos baixos valores de umidade relativa do ar.

    A maior parte da região permanece sob o alerta laranja de perigo para umidade relativa do ar variando entre 20% e 12%, com risco à saúde, por ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

    A temperatura mínima prevista é 17°C em Brasília e a máxima pode alcançar 40°C em Cuiabá.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Visitantes abrem vantagem na briga por acesso ao Brasileirão Feminino

    Visitantes abrem vantagem na briga por acesso ao Brasileirão Feminino

    Três das quatro melhores campanhas da primeira fase da Série A2 (segunda divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol deram um passo importante na luta pelo acesso. Vasco, Minas Brasília e Atlético-PI venceram os jogos de ida dos respectivos confrontos pelas quartas de final, mesmo fora de casa – somente o Itabirito não abriu vantagem como visitante.

    Os clubes que se classificarem garantem lugar na elite da modalidade em 2027. Os jogos das semifinais e da decisão do Brasileirão A2 terão transmissão ao vivo da TV Brasil.

    Vascaínas na boa

    De olho no retorno à Série A1 (primeira divisão) após 11 anos, o Vasco foi ao Joaquinzão, em Taubaté (SP), e bateu as donas da casa por 2 a 0 nesse domingo (16). A atacante Nayara e a meia Tefah balançaram as redes.

    O Cruzmaltino, que fez a melhor campanha da primeira fase, avança às semifinais e garante o acesso mesmo se perder por até um gol de diferença na partida de volta. As equipes se reencontram no sábado (22), às 18h (horário de Brasília), em São Januário, no Rio de Janeiro.

    Confronto aberto

    Também nesse domingo, Sport e Itabirito não saíram do zero na Ilha do Retiro, no Recife. As pernambucanas, que se classificaram na quinta posição, tentam voltar à elite depois da queda no ano passado.

    As mineiras miram o segundo acesso seguido. Em 2025, elas disputaram a Série A3 (terceira divisão). Por terem avançado de fase na segunda colocação, as Gatas do Mato serão as anfitriãs do jogo de volta no próximo domingo (23), às 16h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG).

    Triunfo piauiense

    Outra equipe a vir do Brasileirão A3, o Atlético-PI se classificou com a quarta melhor campanha. No último sábado (15), as piauienses, atuais campeãs da terceira divisão, venceram o 3B – rebaixado no Brasileirão de 2025 – por 2 a 0 na Arena da Amazônia, em Manaus.

    A meia Dani e a atacante Eduarda Balbino marcaram para o time auriverde, que é dirigido pela ex-zagueira Renata Costa, vice-campeã mundial pela seleção brasileira em 2007. As atleticanas sobem mesmo em caso de derrota por um gol no próximo domingo, às 16h, no Estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina.

    Minas em vantagem

    O Minas Brasília, dono da terceira melhor campanha da primeira fase, foi outro a se dar bem fora de casa. No sábado, as visitantes superaram o Ação-MT, sexto colocado, por 1 a 0 no Estádio Dito Souza, em Várzea Grande (MT).

    A lateral Rhayssa fez o gol das brasilienses, que buscam o retorno à elite após cinco anos ausentes. O Minas tem a vantagem do empate no reencontro de sábado, às 16h, no Bezerrão, no Gama (DF).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • COP17 começa na Mongólia com foco em seca, terra e financiamento

    COP17 começa na Mongólia com foco em seca, terra e financiamento

    Começou nesta segunda-feira (17), em Ulaanbaatar, na Mongólia, a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Até o dia 28 de agosto, representantes de 196 países e da União Europeia buscarão soluções para desafios que afetam a vida de todos: combater a seca, restaurar ecossistemas, garantir acesso universal à água e aos alimentos, valorizar povos e territórios tradicionais.

    A terra é o elemento que une todas as discussões. Em torno dela, giram as negociações entre representantes dos governos e da sociedade civil. O evento deste ano traz expectativas por ações mais concretas de proteção da terra e também carrega a missão de resolver pendências deixadas pela última conferência, a COP16, em Riad, na Arábia Saudita, em 2024.

    A principal questão envolve avançar na criação de um novo instrumento internacional para fortalecer a governança sobre secas, tema sobre o qual não se teve acordo em Riad.

    Outro ponto central são as metas de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN, na sigla em inglês). A previsão é que os países participantes apresentem relatórios sobre como têm agido para garantir que a quantidade e a qualidade dos recursos vindos da terra se mantenham estáveis ou avancem.


    Manaus (AM), 22/11/2023, Chão rachado devido ao nível baixo do rio Igarapé Tarumã-açu, na maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Chão rachado devido ao nível baixo do rio Igarapé Tarumã-açu, na maior seca em 121 anos que Manaus sofreu em 2023. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    A ampliação do financiamento global para combater a degradação da terra; o fortalecimento das novas estruturas de participação social ,como grupos de gênero, juventude e povos indígenas; e a maior articulação entre as três convenções ambientais da ONU, a do clima, a da biodiversidade e a da desertificação, completam a lista de demandas principais.

    A secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD, na sigla em inglês), Yasmine Fouad, disse à Agência Brasil que espera resultados concretos na COP17.

    “Há um reconhecimento crescente entre as Partes de que terras saudáveis ​​são a base para a segurança alimentar e hídrica, a resiliência econômica e o desenvolvimento sustentável”, disse Fouad.

    “A COP17 oferece uma oportunidade não apenas de avançar nas negociações, mas também de demonstrar que a Convenção está se tornando, cada vez mais, uma plataforma para a entrega de soluções práticas e resultados mensuráveis”, complementou.

    A conferência também terá o lançamento de novos relatórios globais como o The Drying Planet – Drought in Numbers 2026 (O Planeta que Seca – A Seca em Números),  a terceira edição do Global Land Outlook 3 (Perspectiva Global da Terra) e o primeiro Índice Mundial de Resiliência à Seca.


    Desertificação no Brasil ameaça água, alimento, clima e biodiversidade.  Nordeste brasileiro é o mais afetado pelos processos de seca e desertificação. Crédito: ASA / Divulgação

    Nordeste é região mais afetada pelos processos de seca e desertificação. Crédito: ASA / Divulgação

    Regime global das secas

    A COP de Combate à Desertificação também ainda precisa firmar um mecanismo político de peso equivalente ao das outras conferências globais pelo meio ambiente ─ a Convenção do Clima conta com o Acordo de Paris, que orienta o combate ao aquecimento global, e a Convenção da Biodiversidade tem o Marco Global Kunming-Montreal, para deter e reverter perdas da natureza.

    O que mais se aproxima disso é a proposta de criar um instrumento global de combate às secas. Ele foi defendido em 2024, por países africanos, que esperavam um protocolo juridicamente vinculante, ou seja, com obrigações legais de cumprimento pelos governos. Não houve consenso por causa da resistência de alguns países desenvolvidos, que queriam algo menos rígido.

    Segundo a secretária-executiva Yasmine Fouad, há motivos para otimismo nesta nova rodada de negociações. Segundo ela, desde 2013, o número de países com planos nacionais de seca passou de apenas alguns para mais de 70.

    “Embora continuem avançando as discussões sobre a governança da seca, a COP17 coloca ênfase especial na implementação. Espera-se que a conferência fortaleça as ferramentas práticas, os mecanismos de financiamento e as parcerias necessárias para transformar planos de combate à seca em ações concretas”, diz Fouad.


     Caatinga, principal bioma brasileiro ameaçado pela desertificação. Crédito: ASA / Divulgação.

    Caatinga, principal bioma brasileiro ameaçado pela desertificação no Brasil. Crédito: ASA / Divulgação.

    Financiamento

    A diretora-gerente do Mecanismo Global da UNCCD, Louise Baker, aponta o financiamento como um dos principais desafios da conferência. Segundo ela, seriam necessários cerca de US$ 1 bilhão por dia até 2030 para alcançar os objetivos da Convenção de proteção da terra.

    “O investimento atual fica muito aquém desse patamar. O financiamento público desempenha um papel essencial na redução de riscos e na viabilização de fluxos muito maiores de investimento privado. É por isso que o financiamento é um foco central na COP17”, disse Baker.

    Para a executiva, uma das estratégias para ampliar os recursos é aproximar o setor privado da agenda de combate à degradação da terra. Segundo ela, empresas dos setores de alimentos e bebidas, moda, farmacêutico e cosméticos dependem diretamente de matérias-primas produzidas em áreas saudáveis e, por isso, passam a ter interesse econômico na conservação e restauração.

    “Cada dólar investido na restauração de terras pode gerar entre sete e 30 dólares em benefícios econômicos, tornando-a um dos investimentos de maior retorno disponíveis”, afirma.

    “As discussões explorarão como o financiamento misto, as garantias e outros instrumentos podem reduzir os riscos de investimento, juntamente com abordagens comuns de valoração da natureza que podem ajudar governos, bancos de desenvolvimento e investidores privados a canalizar mais capital para a restauração de terras e a resiliência à seca”, complementa.


    Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17. Rio seco no Semiárido Nordestino. Crédito: ASA / Divulgação

    Rio seco no Semiárido Nordestino. Crédito: ASA / Divulgação

    Neutralidade da Degradação da Terra

    Mais de 130 países já adotaram metas voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN, na sigla em inglês), que buscam equilibrar a degradação e a restauração do solo, para que a quantidade de terras saudáveis e produtivas se mantenha estável ou aumente. A estratégia segue uma hierarquia: evitar, reduzir e reverter a degradação.

    Segundo a secretária-executiva Yasmine Fouad, as metas não podem ser vistas apenas como soluções para o meio ambiente, mas também como investimentos em economias resilientes, sistemas alimentares mais robustos e um futuro mais seguro para comunidades em todo o mundo.

    “Até 2050, a agricultura precisará produzir pelo menos 50% mais alimentos, mesmo enquanto o mundo continua perdendo cerca de 100 milhões de hectares de terras saudáveis ​​e produtivas a cada ano — uma área ligeiramente maior que o estado de Mato Grosso”, disse Fouad.

    “Visto que as terras agrícolas representam cerca de 60% das terras degradadas em nível global, melhorar a forma como são manejadas é fundamental para alcançar a Neutralidade da Degradação da Terra”, complementou.


    Alto Paraíso (GO) -  Queimadas em área de cerrado do município de Alto Paraíso . Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Queimadas em área de cerrado do município de Alto Paraíso . Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O governo brasileiro deve apresentar à comunidade internacional seu primeiro conjunto de metas da LDN.

    Segundo o diretor do Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (DCDE) no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Alexandre Pires, um levantamento realizado em parceria entre órgãos do governo e instituições de pesquisa identificou cerca de 55 milhões de hectares de terras em processo de degradação em 2020.

    “O Brasil tem uma contribuição muito grande em iniciativas para evitar, reduzir ou reverter a degradação. Entre elas, estão políticas de conservação de unidades de conservação, de garantia de direitos territoriais de povos indígenas e comunidades tradicionais”, diz o diretor. “Vamos apontar várias outras iniciativas que estão vinculadas ao conceito de restauração, para que possamos contribuir globalmente com as metas”.

    Participação

    Além das negociações multilaterais, a programação oficial prevê debates sobre restauração de áreas de pastagens, segurança hídrica, sistemas alimentares, saúde dos solos e resiliência à seca, além de fóruns voltados a povos indígenas, comunidades locais, juventude, setor privado e pastoralistas.

    Durante a COP16, em 2024, foi aprovada uma proposta brasileira para a criação do “Caucus Indígena e de Comunidades Tradicionais”. Caucus são espaços oficiais de articulação política e troca de experiências dentro da convenção. Na Mongólia, portanto, será a primeira vez que os indígenas terão esse lugar de destaque na agenda oficial.

    O diretor Alexandre Pires vê isso como um dos grandes avanços do evento.

    “São os povos indígenas e comunidades tradicionais que estão nos territórios semiáridos sendo afetados pela degradação da terra, pela desertificação e pelas secas. Eles precisam ter voz dentro da Convenção”, diz Pires.

    Cobertura na Mongólia

    A partir desta semana, a Agência Brasil acompanha a COP17 da Desertificação diretamente da Mongólia. A viagem é uma parceria com a UNCCD, que selecionou seis repórteres de diferentes continentes com uma bolsa de jornalismo para cobrir o evento.


    Paisagem campestre na Mongólia, sede da COP17 da Desertificação. Crédito: Divulgação UNCCD

    Paisagem campestre na Mongólia, sede da COP17 da Desertificação. Crédito: Divulgação UNCCD


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Busca por memória e justiça marca três anos da morte de Mãe Bernadete

    Busca por memória e justiça marca três anos da morte de Mãe Bernadete

    Manter a memória e o legado de Mãe Bernadete vivos e também buscar justiça inspiram familiares, amigos e instituições em defesa dos direitos humanos três anos após o assassinato brutal da liderança quilombola.

    A ativista foi morta com 25 tiros (a maioria no rosto) quando estava no sofá de casa, na comunidade de Pitanga dos Palmares, na cidade de Simões Filho (BA).

    Para marcar a data, uma missa no Santuário do Senhor do Bonfim da Bahia, a Igreja do Bonfim, em Salvador (BA), está marcada para esta segunda-feira (17), às 9h. 

    “Acredito que, apesar dos desafios cotidianos, que existem em muitas comunidades quilombolas, a gente tem feito um bom trabalho ao preservar o legado dela”, afirma o neto, Wellington Pacífico, de 25 anos de idade, em entrevista à Agência Brasil. 
     


    Simões Filho/ Bahia 19/08/2023 Casa da Mãe Bernadete, liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, assassinada na Bahia. Foto Janaína Neri.

    Casa de Mãe Bernadete, liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, na Bahia. Foto Janaína Neri.

    Feridas

    Wellington estava na casa, com mais duas crianças da família, quando a avó foi assassinada. A morte de Bernadete foi a segunda grande perda do rapaz. O pai dele, o também ativista Flávio Pacífico, o Binho, de 36 anos, também foi assassinado no ano de 2017. 

    “São feridas que não foram reparadas. Para a nossa comunidade, é uma dor perder minha avó, perder meu pai e ainda por cima viver, conviver com a impunidade de não haver justiça.”

    Ele recorda que a avó buscava justiça por Binho. “Apesar dessa injustiça, a gente se esforça para motivar as boas memórias, semear novas expectativas e ressignificar tudo o que aconteceu”. 

    Faz parte dessa ressignificação transformar o luto em luta. “Entendo que eu devo me qualificar cada dia mais para que eu possa ajudar de alguma forma as pessoas.”

    Direito

    Wellington, que está no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), resolveu ingressar no curso de direito em uma faculdade da Bahia, para lutar por justiça por sua família e pelas comunidades quilombolas no Estado. 

    “Tive minha família destruída, atravessada por tragédias, tendo que se reconstruir a cada dia. Essas vivências me fizeram ter outro olhar para o direito”, afirmou.

    Ele conta que os acusados pela morte da avó estão presos. Dois dos acusados tiveram julgamento em abril. Arielson da Conceição dos Santos (o executor) foi condenado a mais de 40 anos de prisão e Marílio dos Santos, um dos envolvidos no planejamento do crime, recebeu pena de 29 anos e 9 meses. 

    Outros três acusados aguardam julgamento, que deve ocorrer em outubro, segundo estimativa da família. O processo tramita em segredo, e o Tribunal de Justiça da Bahia não confirmou a data do julgamento.

    “A gente espera que a justiça seja feita. Toda vez que falarmos da Mãe Bernadete, a gente tem que falar do Binho do Quilombo. Suspeitos foram presos e depois soltos. Eu diria até que há risco de vitimar outras lideranças.”

    Wellington afirma que é necessário manter esses crimes sob visibilidade no País. “A gente aprende muito quando os holofotes se apagam.”

    Legado

    Ainda na intenção de manter o legado de Mãe Bernadete, a família deve promover um novo festival de cultura e arte quilombola. À frente da iniciativa, está o filho dela, Jurandir Pacífico. Ele diz que o legado da mãe e do irmão o inspira a trabalhar em projetos que mobilizem a própria comunidade e também outros quilombos.

    Ele acrescenta que busca parcerias para os projetos a fim de que nada seja interrompido, como os festivais, os cursos de artesanato e a cozinha solidária. “Estamos buscando políticas públicas para as comunidades quilombolas”.
     


    Salvador (BA), 17.08.2024 - Evento na casa de Dona Bernadete. Foto: Alberto Lima/Divulgação

    Evento na casa de Mãe Bernadete destaca legado da ativista e pede justiça por sua morte.  Alberto Lima/Divulgação

    Proteção

    A ativista Selma Dealdina, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) conhecia de perto o trabalho de Mãe Bernadete. Ela estará nesta segunda na missa em homenagem à amiga. Emocionada, ela contextualiza que a brutalidade da morte de Bernadete deixa um recado dolorido. 

    “A gente espera mais do Estado Brasileiro na proteção dos defensores e defensoras de direitos humanos, das lideranças quilombolas que fazem a luta pela terra, que fazem a luta para salvaguardar os territórios.”

    A Conaq emitiu nota em que exige a responsabilização dos acusados da morte de Bernadete e medidas efetivas para garantir a segurança das lideranças quilombolas. 

    “Lembramos a mulher que cuidava, liderava, ensinava, acolhia e enfrentava as injustiças. Lembramos a ialorixá que carregava a força de sua ancestralidade”, informa o documento. 

    A entidade acrescenta que Bernadete fez de sua existência uma “trincheira” em defesa de seu povo e que, três anos depois do assassinato, a voz da ativista continua ecoando nos quilombos. 

    “Sua memória está nas mulheres quilombolas que seguem ocupando espaços de decisão, está nas comunidades que resistem às ameaças e lutam pelo direito de existir com dignidade.”

    Cor e gênero

    A historiadora baiana Valdecir Nascimento, fundadora do Odara – Instituto da Mulher Negra, destaca que as mulheres negras, defensoras de direitos humanos, são vítimas do racismo, da violência doméstica e de outras violações. “As desigualdades no Brasil têm cor e gênero. Esse conjunto de violências nos deixa acuada na luta por garantia de direitos.” 

    O racismo, articulado com o sexismo, mantém as mulheres negras em uma condição de vulnerabilidade. Levantamento da Conaq mostrou que o assassinato de Bernadete não foi isolado. Pelo menos 22 mulheres foram mortas entre 2016 e 2024 e outras 33 foram ameaçadas apenas entre os anos de 2021 e 2023. 

    Somente 12,6% dos mais de 1 milhão de brasileiros quilombolas estão em territórios demarcados. “Precisamos estar seguros no nosso território”, diz Selma Dealdina.

    Diante da situação, a Conaq apresentou um plano emergencial de proteção de mulheres quilombolas a fim de ser apresentado ao poder público. “Para que as pessoas não sintam medo de fazer a luta pela terra”, defendeu a ativista da Conaq.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br