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  • Flipelô reúne 330 mil pessoas e bate recorde de público

    Flipelô reúne 330 mil pessoas e bate recorde de público

    No ano em que celebrou sua décima edição, a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) atraiu mais de 330 mil pessoas para a sua programação cultural, superando a expectativa dos organizadores e batendo recorde de público. O evento ocorreu nos dias 5 a 9 de agosto, no centro histórico de Salvador.

    Realizada pela Fundação Casa de Jorge Amado, neste ano a Flipelô reuniu mais de 500 escritores brasileiros, entre eles, Carla Madeira, Milton Hatoum e Itamar Vieira Junior. Também participaram nove convidados internacionais, representantes de cinco países: Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha e Sri Lanka.

    “Realizamos uma edição histórica. Celebramos os dez anos da Flipelô e os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, vendo o Pelourinho tomado por leitores, estudantes, escritores, artistas e famílias, afirmou Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado.  

    Segundo Angela, a homenagem a Myriam Fraga e Calasans Neto emocionou o público e reafirmou o compromisso da festa com a literatura, a cultura e a democratização do acesso ao livro. “A Flipelô é uma construção coletiva que pertence ao Centro Histórico, à Bahia e ao Brasil”, disse.

    >> Clique aqui e leia a cobertura completa da Agência Brasil sobre a Flipelô 2026

    A Flipelô foi idealizada pela poeta Myriam Fraga e surgiu com o objetivo de preservar e valorizar a memória do escritor Jorge Amado, a cultura e arte da Bahia, além de estimular a literatura, principalmente entre os jovens.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mais dois feminicídios em São Paulo vem a público

    Mais dois feminicídios em São Paulo vem a público

    Um homem de 25 anos foi preso em flagrante na manhã de segunda-feira (10), suspeito de matar a tiros a ex-namorada, de 23 anos, em Pindamonhangaba (SP). A jovem tinha medida protetiva de urgência contra o suspeito. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia da cidade como feminicídio, além de localização e apreensão de veículo.

    Segundo a Secretaria da Segurança Pública de SP (SSP), policiais militares foram acionados na própria segunda-feira para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo e encontraram a vítima caída em via pública, com ferimentos provocados por disparos. O Samu constatou a morte da mulher no local.

    Durante as investigações, familiares e testemunhas apontaram o ex-namorado como possível autor do crime.

    “Os policiais localizaram o veículo utilizado por ele e, posteriormente, o encontraram em seu apartamento, com ferimentos aparentemente provocados por disparo de arma de fogo. No imóvel, foi apreendido um revólver calibre 38”, informou a SSP, em nota.

    O local do crime e o apartamento foram periciados. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O veículo utilizado pelo suspeito foi apreendido e ele permaneceu hospitalizado, sob escolta policial.

    Mais um caso em Osasco

    A Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão contra um homem de 65 anos, na tarde de segunda-feira (10), em Osasco (SP). Ele é investigado pelo feminicídio de sua companheira, de 43 anos, ocorrido no sábado (8), segundo a SSP.

    Segundo boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada caída na rua por policiais militares, que foram acionados por testemunhas. A mulher foi socorrida por uma equipe do Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

    Segundo a SSP, antes de fugir, o homem ainda tentou atacar o filho da vítima. Foram solicitados exames ao IML e ao Instituto de Criminalística (IC).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Pediatras se manifestam contrários à redução da maioridade penal

    Pediatras se manifestam contrários à redução da maioridade penal

    A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) manifestou posicionamento contrário à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32/2015, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados em junho e segue em tramitação no Congresso Nacional.

    Em nota, a entidade alerta que a PEC propõe alterar a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) sob o argumento de uma importante participação de adolescentes em crimes com morte.

    “No entanto, conforme indicam os dados, crianças e adolescentes (com menos de 18 anos) são responsáveis por cerca de 0,5% a 2% dos homicídios ou dos crimes hediondos, a depender da metodologia utilizada, enquanto os adultos são responsáveis por cerca de 98% a 99,5%”, detalha a nota.

    Ainda segundo a SBP, não há “evidência científica consistente” indicando que reduzir a idade penal diminua a criminalidade juvenil.

    “Nenhum país com essa experiência apresenta dados validados sobre diminuição de taxas, isto é, que a redução da idade penal diminuiu os crimes em termos percentuais”, destaca o texto.

    A nota cita também que a literatura científica atual não permite afirmar que países que adotaram a redução da maioridade penal registraram queda mensurável em crimes cometidos por adolescentes. “Em alguns casos, o efeito foi nulo e, em outros, houve até aumento da reincidência”.

    Em contrapartida, os pediatras destacam que adolescentes estão entre as maiores vítimas de violência e de crimes com mortes no país. Dados apresentados dão conta de que, entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes de até 19 anos foram mortos de forma violenta no Brasil – uma média de sete mil óbitos por ano.

    “Na avaliação da SBP, é preciso fazer cumprir os artigos 227 da Constituição Federal e 4º do ECA que determinam como dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, a efetivação dos seus direitos, a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”

    Próximas etapas

    Após a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça, a proposta que reduz a maioridade penal não segue diretamente para votação definitiva. O texto ainda precisa ser analisado por uma comissão especial temporária, que debaterá o mérito da questão.

    Caso aprovado nesta comissão, ele vai para votação em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados, onde exige o apoio mínimo de três quintos (308 dos 513 parlamentares), em dois turnos de votação. Se aprovada nessas etapas, a matéria segue para o Senado Federal, onde passará por rito semelhante.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Quartas de final da Copa do Brasil terá três clássicos estaduais

    Quartas de final da Copa do Brasil terá três clássicos estaduais

    Três clássicos estaduais vão movimentar grandes torcidas em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo a partir dos dias 26 e 27 de agosto, quando estão previstos os jogos de ida. Após sorteio realizado pela CBF nesta terça-feira (11) ficou definido que o Cruzeiro, maior campeão do torneio com seis títulos, enfrentará o Atlético-MG; o Internacional vai encarar o Grêmio, e o Palmeiras medirá forças com o Santos. O único duelo inter-regional será entre Vasco e Vitória – este último busca o título inédito.

    Pelo chaveamento ate a decisão do título – jogo em final única – quem ganhar o clássico gaúcho disputará as semifinais contra o vencedor do embate Cruzeiro x Atlético-MG. No outro lado da chave, quem avançar da partida Vasco x Vitória enfrentará o classificado de Palmeiras x Santos.

    As partidas de volta das quartas estão programadas para os dias 2 e 3 de setembro. A partir desta fase, a Copa do Brasil contará com a tecnologia do impedimento semiautomático.

    Quem passar para as semifinais receberá premiação da CBF de R$ 9 milhões. A Copa do Brasil teve início em fevereiro com 126 clubes. Os classificados às quartas entraram na competição a partir da quinta fase.

    Pela primeira vez na história, o torneio distribuirá duas vagas para a Copa Libertadores: o campeão irá direto para a fase de grupos do torneio continental em 2027, enquanto o vice disputará a fase preliminar.

    Confrontos das quartas*

    Internacional x Grêmio

    Cruzeiro x Atlético-MG

    Vasco x Vitória

    Palmeiras x Santos

    *clubes em negrito serão os mandantes no jogo da volta

    Títulos de cada time no torneio

    Cruzeiro – 1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018

    Grêmio – 1989, 1994, 1997, 2001 e 2016

    Palmeiras – 1998, 2012, 2015 e 2020

    Atlético-MG – 2014 e 2021

    Internacional -1992

    Santos – 2010


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasileiros têm mais de R$ 5,1 bilhões esquecidos em bancos

    Brasileiros têm mais de R$ 5,1 bilhões esquecidos em bancos

    Valores divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC) mostram que há mais de R$ 5,12 bilhões esquecidos em instituições financeiras brasileiras. Desse total, R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas, e R$ 1,35 bilhão a 2 milhões de pessoas jurídicas, de acordo com informações do Sistema Valores a Receber (SVR).

    Segundo o BC, dos mais de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos em instituições financeiras como bancos e consórcios, R$ 15,81 bilhões foram sacados.

    Dos valores já devolvidos, R$ 11,65 bilhões tiveram como destino 38,73 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 4,15 bilhões foram destinados a 4,7 milhões de pessoas jurídicas.

    Saques

    Os brasileiros sacaram, em junho, R$ 340 milhões em valores esquecidos por clientes bancários no sistema financeiro. Em maio, foram retirados R$ 427 milhões, valor ligeiramente inferior aos R$ 483 milhões devolvidos em abril.

    As quantias dos valores a receber são geralmente mais baixas. Para cerca de 18,5 milhões de beneficiários, os valores esquecidos são de até R$ 10 – o que corresponde a cerca de 70% do total de beneficiários.

    Para 4,96 milhões de usuários, os valores devidos encontram-se na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100 (18,73% do total).

    Valores acima disso foram esquecidos por cerca de 3 milhões de brasileiros (cerca de 11% do total).

    Sistema

    O SVR é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa morta tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.

    Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para aquelas já fechadas.

    Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.

    Resgate

    O dinheiro pode ser resgatado de três formas: 

    1. Solicitar diretamente à instituição responsável; 
    2. Requerer pelo próprio Sistema de Valores a Receber; 
    3. Pedir resgate automático de valores.

    Os valores esquecidos são originados de:

    • contas-correntes ou poupanças encerradas;
    • cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
    • recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
    • tarifas cobradas indevidamente;
    • parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
    • contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
    • contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas; 
    • outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Petroleiros pedem Petrobras mais estatal e menor repasse a acionistas

    Petroleiros pedem Petrobras mais estatal e menor repasse a acionistas

    A Federação Única dos Petroleiros (FUP) divulgou, nesta terça-feira (11), 50 propostas para o setor de óleo e gás no Brasil e para transição energética.  A instituição pede o fortalecimento do papel da Petrobras, o aumento do controle estatal sobre a companhia, assim como a reestatização de refinarias e a redução de dividendos pagos aos acionistas da petroleira.  

    Reunidos na FUP, os trabalhadores defendem, entre outras medidas, o retorno à obrigatoriedade da Petrobras como operadora única no regime de partilha em áreas do pré-sal brasileiro, conforme previsto originalmente na Lei nº 12.351 de 2010.

    A legislação original previa que a Petrobras teria, no mínimo, 30% de cada campo, sendo a responsável por conduzir os consórcios formados com outras companhias privadas. Com a destituição da presidente Dilma Rousseff em 2016, a Lei 13.365 mudou essa regra e acabou com a obrigação da Petrobras de liderar a exploração no pré-sal.

    A categoria defende ainda ampliar o controle acionário estatal sobre a Petrobras e reformar o sistema de governança da companhia para “reverter” as transformações que orientaram a empresa para “maximização” e distribuição de lucros no curto prazo, o que tende a favorecer os acionistas.

    “Recomenda-se a revisão do seu Estatuto Social; adequação da sua política de remuneração aos acionistas a Lei das Sociedades Anônimas, que fixa limite a 25% do lucro líquido, para explicitar a primazia do interesse público”, diz o documento.

    A Plataforma de Políticas Públicas do Setor de óleo e Gás 2027-2030: Soberania Energética e Transição Energética Justa foi desenhada em parceria com o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). 

    A coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, destacou que as propostas foram elaboradas a partir do Congresso Nacional da FUP, com cerca de 400 participantes, com objetivo de influenciar o debate público em meio às eleições de 2026.

    “A eleição é o momento, dentro da democracia, em que o país se volta para debater a si mesmo. É nesse momento que temos que nos colocar. Nós, trabalhadores e trabalhadoras, temos uma visão, um projeto de país”, afirmou, em cerimônia no Congresso Nacional, em Brasília.

    A FUP defende ainda que a transição energética privilegie o desenvolvimento nacional, “não pela abrupta eliminação dos fósseis”, lembrando que o setor responde por 45% da demanda interna de energia, cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB), lidera a pauta de exportações e soma mais de 600 mil empregos diretos e indiretos.

    “Não pode ser uma transição energética de discurso vazio e fácil. Tem de ser uma transição que considere o ser humano, o combate à pobreza energética e o meio ambiente e não trate essas coisas dissociadas”, justificou Cibele.

    Distribuição justa da riqueza

    O documento é estruturado em quatro eixos, sendo o primeiro Soberania Nacional e Distribuição Justa da Riqueza que defende a criação de um comitê para gestão da renda petrolífera, que seria responsável por definir os objetivos de fundos como o do Pré-sal e do Clima.

    A plataforma da FUP pede ainda a criação do Fundo Estabiliza Brasil, para mitigar a volatilidade do mercado global de petróleo, e do Fundo para Transição Energética.

    Uma das propostas é a criação de imposto permanente sobre exportação de petróleo cru, para favorecer o refino nacional, e um tributo sobre lucros extraordinários das empresas do setor para financiar a transição energética.

    Desenvolvimento Social e Integração Produtiva

    O segundo eixo prevê a criação de uma política para incentivar as indústrias nacionais ligadas ao setor de óleo e gás e a promoção da integração produtiva latino-americana.

    A diretora técnica do Ineep, Ticiana Alvares, destacou que a segurança energética permite ao Estado se defender frente a ameaças externas à soberania e ao desenvolvimento do país.

    “A soberania energética diz respeito também à forma como o Estado consegue se apropriar dos seus recursos energéticos. É, portanto, o conceito mais vinculado à ideia do desenvolvimento nacional”, comentou.

    O Eixo 2 da plataforma propõe ainda ampliar a capacidade de refino do país e defende revogar a Lei do Novo Mercado de Gás (14.134/2021). “O modelo atual priorizou a liberalização e a desverticalização do segmento, o que resultou em fragmentação da cadeia, dificuldades na expansão da infraestrutura e aumento das tarifas”, diz o texto.

    O documento critica o modelo para definição do preço do gás natural no Brasil, considerado alto na comparação internacional, “mesmo com cerca de 75% do consumo supridos por produção interna. É preciso substituir a indexação das referências internacionais por metodologia ancorada nos custos domésticos de produção”.  

    Foco na Petrobras

    O terceiro eixo, que foca na Petrobras, propõe a ampliação dos investimentos em exploração de óleo e gás no Brasil e no exterior, assim como a reestatização de ativos privatizados nos últimos anos, incluindo as refinarias de Mataripe (BA), Clara Camarão (RN) SIX (PR) e Ream (AM).

    O documento da FUP sugere a reestatização da BR Distribuidora e da Liquigás para, entre outros objetivos, “reduzir margens excessivas de lucro no segmento”, e defende fortalecer a presença da Petrobras na produção de fertilizantes.

    Transição Energética Justa

    O último eixo do documento defende a ampliação da participação social e sindical na formulação e implementação de políticas para transição energética. Propõe também a criação do Programa Nacional de Adaptação às Mudanças do Clima.

    A erradicação da pobreza energética, inserção do Brasil nas cadeias globais de minerais críticos, fundamentais para indústria da transição, e o fomento à economia do hidrogênio verde estão entre as propostas da categoria para o tema.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • SP registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados

    SP registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados

    O estado de São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa de janeiro a julho deste ano. No mesmo período, foram 19 casos da doença, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). 

    As mortes ocorreram principalmente nas regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo. 

    A doença, transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii, atinge pessoas de qualquer idade e pode matar em poucos dias quando o tratamento é iniciado tardiamente. 

    Os primeiros sintomas são inespecíficos e frequentemente confundidos com dengue, viroses ou leptospirose. A febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar, também são sintomas que costumam surgir nos primeiros dias. 

    A partir do terceiro dia, podem aparecer manchas avermelhadas na pele, seguidas de pequenas lesões arroxeadas, principalmente nas mãos e nos pés, indicando a evolução para uma fase mais grave da doença. Gangrena nos dedos e orelhas são sintomas mais avançados, assim como uma paralisia que se inicia nas pernas e sobe até os pulmões.  

    Jean Gorinchteyn, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, alerta que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações graves. 

    “A mortalidade pode chegar a 80% quando o tratamento antibiótico não é iniciado rapidamente. A doença provoca uma inflamação dos vasos sanguíneos que pode comprometer rins, fígado e cérebro”, explica. 

    Ele alerta ainda que quem apresentar febre após visitar áreas de mata, florestas, fazendas ou trilhas ecológicas deve informar esse histórico ao médico imediatamente. 

    É preciso ficar atento aos cães, que podem entrar em vegetações, retornar para casa com carrapatos presos ao corpo e levar o vetor para o ambiente doméstico. 

    “O carrapato também pode permanecer em camas e roupas, aumentando o risco de exposição”, disse. 

    A recomendação para reduzir o risco de infecção é evitar entrar em áreas de mata e o contato com gramados e vegetação alta. Mas, caso isso seja necessário, deve-se usar calças compridas, botas e roupas claras, inspecionar o corpo e as roupas após passeios e proteger cães com coleiras e produtos repelentes específicos. 

    “A prevenção depende da atenção aos ambientes frequentados e da identificação precoce dos carrapatos”, lembra o infectologista. 

    Gorinchteyn ressalta que a confirmação laboratorial pode levar até duas semanas, por isso, ao associar os sintomas e os locais visitados, o tratamento deve começar imediatamente. 

    “Não se deve esperar o resultado dos exames, porque o atraso pode permitir a progressão para formas graves”, orienta o infectologista que também é professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).  

    Caso a pessoa encontre um carrapato aderido ao corpo, o Ministério da Saúde orienta a removê-lo com uma pinça, sem apertar ou esmagar, porém, puxando com firmeza. O mesmo vale para os cães.  

    “Depois de remover o carrapato inteiro, lave a área da mordida com álcool ou sabão e água. Quanto mais rápido tirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença”, recomenda o MS. 

    Todas as peças de roupa utilizadas devem ser colocadas em água fervente. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • INPC registra deflação em julho e acumula alta de 4,10% em 12 meses

    INPC registra deflação em julho e acumula alta de 4,10% em 12 meses

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para a correção anual de salários, fechou julho com deflação de 0,01%. No acumulado de 12 meses, o indicador está em 4,1%.

    Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A última vez em que o INPC registrou deflação foi em agosto de 2025 (-0,21%). No ano de 2026, o índice acumula alta de 3,5%.

    O IBGE informou também que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como inflação oficial, fechou julho em 0,07% e soma 4,44% em 12 meses, puxado pelo recuo no custo dos alimentos.

    INPC X IPCA

    A diferença entre os dois índices é que o INPC apura a variação de preços para famílias com renda de um até cinco salários mínimos. Já o IPCA, afere a variação para lares com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente o valor do salário mínimo é de R$ 1.621. 

    No INPC são apurados preços de 367 produtos e serviços (os chamados subitens), dez a menos que no IPCA.

    O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA (aproximadamente 21%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.

    Cálculo salarial

    O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para o cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.   

    O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o teto do INSS e o benefício de quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no resultado do INPC acumulado até dezembro.

    De acordo com o IBGE, a apuração do INPC “tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”.

    A coleta de preços do INPC é feita em dez regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. A coleta também é feita em Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • BC aponta desaceleração da inflação, mas mantém alerta sobre riscos

    BC aponta desaceleração da inflação, mas mantém alerta sobre riscos

    A ata da reunião em que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 14% ao ano mostra que a decisão foi tomada em um ambiente de desaceleração da inflação, mas ainda marcado por incertezas.

    As expectativas inflacionárias, segundo o documento divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (11), permanecem elevadas em um cenário de riscos.

    O comitê avalia que a redução da taxa Selic é “compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta”. 

    Na avaliação, a instituição ressalta ainda que, além de contribuir para a estabilidade de preços, a decisão ajuda a atenuar oscilações da atividade econômica e favorece o pleno emprego.

    Apesar do corte dos juros, o comitê afirma que o cenário exige prudência.

    A ata conclui que a política monetária vem contribuindo de forma importante para o processo de desinflação, mas destaca que a inflação continua pressionada pela demanda. 

    Por isso, o Banco Central entende que os juros ainda precisam permanecer em nível restritivo.

    Projeções

    No cenário de referência usado pelo Banco Central, a trajetória dos juros considera as projeções do Boletim Focus. Já a taxa de câmbio parte de R$ 5,10 por dólar e evolui de acordo com a paridade do poder de compra.

    Inflação e política fiscal

    O documento registra que a inflação ao consumidor desacelerou nas leituras mais recentes, mas continua acima do limite superior da meta. 

    Já os preços ao produtor apresentaram recuo, influenciados principalmente pelo comportamento da indústria extrativa, responsável pela obtenção de recursos naturais, como minérios, petróleo, gás natural e carvão.

    Os diretores alertam que o crescimento do crédito direcionado e as incertezas em relação à estabilização da dívida pública têm potencial para pressionar as taxas de juros da economia.

    Cenário externo

    Com relação ao cenário internacional, a ata avalia que as incertezas permanecem elevadas. Entre os fatores de preocupação estão os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e as dúvidas em relação à condução da política monetária em economias avançadas.

    O comitê vê um ambiente marcado pela volatilidade nos preços de ativos financeiros e commodities, exigindo cautela por parte dos países emergentes.

    O documento chama a atenção para as incertezas em torno da política econômica dos Estados Unidos, fator que, segundo a ata, continua contribuindo para o cenário internacional instável.

    Cenário interno

    O Copom observa sinais de moderação gradual da atividade econômica interna desde a última reunião. Segundo o comitê, a economia manteve trajetória de desaceleração.

    Ainda que com perda de ritmo, o mercado de trabalho continua aquecido, e a taxa de desemprego permanece em níveis historicamente baixos, embora o crescimento da ocupação esteja desacelerando.

    Os rendimentos médios dos trabalhadores perderam força, mas “ainda crescem em termos reais a uma taxa superior à da produtividade do trabalho”, avalia o Copom.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • INSS: entenda casos que permitem auxílio e aposentadoria sem carência

    INSS: entenda casos que permitem auxílio e aposentadoria sem carência

    Atualmente, 18 condições de saúde dão direito ao auxílio por incapacidade temporária, conhecido popularmente como auxílio-doença, e à aposentadoria por incapacidade permanente, a antiga aposentadoria por invalidez, sem que seja necessário pagar o mínimo de contribuições previstas à Previdência.

    A lista foi ampliada por meio de portaria publicada em julho deste ano, quando a gestação de alto risco passou a integrar as condições que isentam de carência a concessão de benefícios por incapacidade. 

    Confira, a seguir, o rol completo definido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS):

    • tuberculose ativa;
    • hanseníase;
    • transtorno mental grave, desde que cursando com alienação mental (estado de comprometimento psicológico que impede a pessoa de exercer as atividades no dia a dia);
    • neoplasia maligna;
    • cegueira;
    • paralisia irreversível e incapacitante;
    • cardiopatia grave;
    • doença de Parkinson;
    • espondilite anquilosante;
    •  nefropatia grave;
    •  estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
    •  síndrome da deficiência imunológica adquirida (Aids);
    •  contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada;
    •  hepatopatia grave;
    •  esclerose múltipla;
    •  acidente vascular encefálico (agudo);
    •  abdome agudo cirúrgico;
    •  gestação de alto risco.

    O INSS ressalta que todas as 18 doenças e afecções listadas somente são enquadradas como isentas de carência quando apresentarem quadro de evolução aguda e quando atendem a critérios específicos de gravidade. Portanto, é preciso que a documentação a ser apresentada comprove a incapacidade.

    Para fins de aplicação, o instituto define:

    •  quadro clínico de evolução aguda: doença ou afecção de instalação súbita, excluindo-se os episódios agudos de doenças crônicas;
    •  critério de gravidade: risco iminente de morte ou de perda da função de órgão ou sistema que requer cuidado de natureza clínica ou cirúrgica, podendo apresentar instabilidade das funções vitais e necessidade de substituição artificial de funções.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br