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  • Beneficiários com NIS de final 6 recebem Bolsa Família de julho

    Beneficiários com NIS de final 6 recebem Bolsa Família de julho

    A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (27) a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 6.  Neste mês, o valor médio do benefício está em R$ 679,19.

    Os moradores de 175 municípios de seis estados receberam o crédito no último dia 20, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Paraná (8), Rio Grande do Norte (120), Roraima (6) e Sergipe (7).

    A lista dos municípios com pagamento unificado está disponível aqui.

    O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

    Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).


    Brasília (DF), 20/07/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil

    Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Calderano é campeão do WTT Star Contender e vice na duplas mistas

    Calderano é campeão do WTT Star Contender e vice na duplas mistas

    Diante da torcida brasileira, o mesatenista Hugo Calderano faturou o título do WTT Star Contender na noite deste domingo (26), em São José dos Campos. Número 8 do mundo, Calderano foi campeão após derrotar o francês Alexis Lebrun (11º no raking) por 4 sets a 2, com parciais de 11/9, 3/11, 11/6, 13/11, 4/11, 8/11 e 11/9). É o segundo título do carioca na temporada – em fevereiro, ele conquistou o ITTF Americas Cup.

    O brasileiro de 30 anos começou bem, fechando na frente a primeira parcial, mas Lebrun, de 19 anos, logo reagiu e empatou o jogo. Calderano recuperou o domínio no terceiro e quarto set, abrindo vantagem de 3 sets a 1. Quando a vitória parecia encaminhada para o brasileiro, Lebrun impôs seu ritmo até igualar novamente o placar.

    Com o apoio da torcida, Calderano enfileirou acertos no início do sétimo set. O carioca abriu 6 a 2 de vantagem, mas o francês reequilibrou a partida e chegou a empatar em 6 a 6. A partir daí, a experiência de Calderano fez a diferença: ele manteve o foco até fechar o sétimo e último game, que assegurou o título.

    O domingo terminou com final feliz para o brasileiro, após uma maratona de jogos. A classificação à final de simples ocorreu na manhã deste domingo (26), pouco antes de Calderano decidir o título de duplas mistas, ao lado de Bruna Takahashi. O carioca saiu na frente contra o japonês Yukiya Uda (26º no ranking), mas o adversário virou o placar. A quarta parcial foi a mais emocionante, com Calderano salvando cinco match points para fechar o game e empatar o jogo. Embalado, o brasileiro ganhou com tranquilidade a parcial seguinte e carimbou a vaga na final por 3 sets a 2 (11/5, 15/17, 12/14, 21/19 e 11/8).

    Antes, na noite de sábado (25), o carioca já derrotara o sul-coreano Oh Junsung (31º no ranking) por 3 sets a 0 (11/9, 11/6 e 11/4),

    Dupla “Calderashi” é vice-campeã

    Na tarde deste domingo (26), Calderano foi vice-campeão de duplas mistas, ao lado da namorada Bruna Takahashi Número 2 do mundo, a parceria “Calderashi” foi supreendida pelos japoneses Shunsuke Togami e Satsuki Odo, que ocupam a 44ª posição no ranking. Os asiáticos levaram a melhor por 3 sets a 1 (parciais de 7/11, 11/9, 1/11 e 10/12) no terceiro torneio que competem em dupla.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Parada Brasília Orgulho traz campanha do voto contra o preconceito

    Parada Brasília Orgulho traz campanha do voto contra o preconceito

    O sol forte da seca brasiliense potencializou a explosão de cores na Esplanada dos Ministérios durante a Parada Brasília Orgulho, neste domingo (26).

    Bandeiras, fantasias, maquiagens e leques, muitos leques, deixavam clara a mensagem “nós existimos, estamos aqui e amamos quem somos”.

    A estilista e performer maranhense Havenna Wandelookx está há 16 anos em Brasília. É o mesmo tempo que frequenta a parada do orgulho LGBT+ na capital. Ela exalta a mistura entre diversão e conscientização presentes no evento.

    “A gente tem que ter muita consciência, além da diversão, claro. A gente vem para se divertir, mostrar brilho, se jogar. Mas ter sempre uma consciência de que a gente tem uma vida além disso, e que podemos passar para as pessoas que isso pode ser muito bom, apesar do ódio de cada um”.


    Brasília (DF) 26/08/2026 - Ravenna Wandelookx, fala com a Agência Brasil durante a  27ª Parada do Orgulho LGBT+ de Brasília Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Ravenna Wandelookx fala com a Agência Brasil durante a 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de Brasília – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Um dos organizadores da Parada Brasília Orgulho, Richard Alexandre, também destacou o caráter político da festa.

    “Não é só festa, é muita luta. Mas também a gente se diverte, a gente usa as nossas cores para se divertir, usa o espaço para mostrar que a gente exige, existe, que a gente quer respeito, quer dignidade”.

    Além de música e mobilização política, a Parada Brasília Orgulho trazia serviços à população, com várias tendas. Entre elas, atendimentos de enfermagem, suporte da Polícia Civil para denúncias contra LGBTFobia e um atendimento da Defensoria Pública para esclarecimentos sobre a inclusão do nome social em documentos.

    Eleições


    Brasília (DF) 26/08/2026 - A 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de Brasília teve concentração em frente ao Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

     A 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de Brasília teve concentração em frente ao Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    O tema deste ano é “LGBT, levante e vote”. A ideia é conscientizar a população LGBT+ a ir às urnas, e a votar em pessoas que defendam o respeito e a garantia de direitos a todos.

    “A gente precisa, cada vez mais, de parlamentares que entendam a nossa pauta, que nos respeitem e que nos protejam, que usem a legislação a favor da proteção da comunidade”, explicou Richard Alexandre.

    O coordenador da Parada Brasília Orgulho, Welton Trindade, destaca a evolução nas conquistas da população LGBT+ ao longo dos anos. “A gente tem visto o aumento de pessoas LGBT eleitas. A parada começou em 1998, quando não tínhamos nenhum representante nos poderes”, disse.

    “Habitué”


    Brasília (DF) 26/08/2026 - A 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de Brasília teve concentração em frente ao Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

     A 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de Brasília teve concentração em frente ao Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Enquanto a música e os discursos vindos do carro de som inundavam a Esplanada, uma senhora assistia a tudo, enrolada em uma bandeira do Brasil estilizada com o arco-íris do movimento LGBT.

    Sueli Oliveira tem 67 anos e frequenta marchas LGBT, em Brasília e em São Paulo, há vários anos. “Sou uma habitué, vamos dizer assim”, disse, com sorriso leve. Militante do movimento e lésbica, Sueli, reforça a importância da presença da comunidade LGBT nas ruas e nas urnas.

    “É importante a gente participar das atividades como uma forma de dar visibilidade à nossa luta, à nossa existência”, disse. Para ela, é importante lutar, com o voto, contra o preconceito, o ódio e a LGBTFobia. E a parada é o momento ideal de alertar a todos sobre isso.

    “É o momento em que a gente para pra dizer: atenção, nós existimos, nós temos o direito, como qualquer outro cidadão e cidadã, de estarmos aqui, de votarmos, de amarmos quem nós quisermos”.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Ex-presidente do STF, Octavio Gallotti morre aos 95 anos

    Ex-presidente do STF, Octavio Gallotti morre aos 95 anos

    O Supremo Tribunal Federal (STF) manifestou neste domingo (26) profundo pesar pelo falecimento do ex-presidente e ministro aposentado Octavio Gallotti, 95 anos 

    De acordo com a nota divulgada pelo STF, o velório, aberto ao público, será realizado no Salão Branco do STF, no dia 27 de julho, das 10h às 16h. O sepultamento será no dia 28, no Rio de Janeiro.

    Natural do Rio de Janeiro (RJ), Gallotti integrou o Supremo Tribunal Federal de 1984 a 2000, período em que participou da consolidação da jurisprudência da Corte após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Presidiu o STF entre 1993 e 1995 e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 1994 e 1996.

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, destacou a contribuição de Gallotti para o país.

    “Magistrado de notável cultura jurídica, espírito público exemplar e inabalável compromisso com a Constituição, o Ministro Gallotti deixou marcas permanentes na construção da jurisprudência e no fortalecimento das instituições democráticas do País”, ressaltou Fachin. 

    “Ao longo de sua vida pública, exerceu a judicatura com independência, serenidade e elevado senso de dever, sempre orientado pelos valores da integridade, da prudência e da defesa do Estado de Direito. Seu legado transcende as decisões que proferiu, projetando-se na formação de gerações de juristas e na consolidação da confiança da sociedade no Poder Judiciário.”

    Em nota, o Ministério Público Federal também manifestou pesar pelo falecimento do ministro Octavio Gallotti.

    “Sua atuação, marcada pelo equilíbrio, pela independência e pelo rigor técnico, deixa um legado de inestimável valor para o Direito brasileiro e para a consolidação do Estado Democrático de Direito e fortalecimento das instituições”, frisou o MPF.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Alison vence 400m com barreiras com melhor marca mundial em 2026

    Alison vence 400m com barreiras com melhor marca mundial em 2026

    O campeão mundial e medalhista olímpico Alison dos Santos, o Piu, voltou em grande estilo ao topo do pódio no Troféu Brasil neste domingo (26), último dia de competições no Estádio Olímpico do Ibirapuera, em São Paulo. Especialista nos 400 metros com barreiras, Piu deu show ao vencer prova em 46s48, estabelecendo o melhor tempo do mundo em 2026. Foi a segunda melhor marca obtida por ele – em 2022 Piu cravou 46s29 e faturou o Mundial de Atletismo em Eugene (Estados Unidos). Completaram o pódio Matheus Lima (47s97) com a prata e Francisco Guilherme Vianna (49s38).

    Com o novo índice na prova, Piu retomou a liderança do ranking, antes ocupada pelo norueguês Karsten Warholm (46s61). Em julho o europeu foi campeão da Diamond League de Londres (Inglaterra).

    “Deixei aqui um recorde legal, que vai durar um tempinho. A ideia é mostrar pra rapaziada que a gente pode mais, que a gente consegue chegar lá. Antes eu era mais um, e agora eu estou aqui quebrando recorde. Todos que correram essa final têm chance de correr igual ou mais rápido que eu. É confiar no processo, se entregar e dar o melhor pelo Brasil”, comemorou Piu, em entrevista à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

    A medalha de ouro neste domingo (26) foi a segunda de Piu na competição, à qual retornou após jejum de sete anos. Na última sexta-feira (24), o paulista foi o mais rápido na prova dos 400m. Por mais curioso que seja, foram os dois primeiros títulos individuais do medalhista olímpico em solo brasileiro, conquistados diante da família na arquibancada. 

    “Nesse Troféu Brasil eu corri pela primeira vez na frente da minha família. É maravilhoso saber que a minha família e todo mundo que me conhece desde antes do atletismo, que nem me chama por Piu, estiveram prestigiando esse momento”, agradeceu o atleta, prata olímpica em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024.  


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mulheres negras marcham no Rio por direitos e pelo bem-viver

    Mulheres negras marcham no Rio por direitos e pelo bem-viver

    Milhares de mulheres negras marcharam neste domingo (26) em Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ) em defesa da democracia, contra o racismo, pela reparação e pelo bem viver.

    Este foi o tema escolhido para a 12ª edição da Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro para cobrar políticas públicas que enfrentem as desigualdades históricas e o racismo, promovendo justiça social e condições dignas de vida para a população negra. 

    A marcha foi realizada logo após o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela, comemorados neste sábado (25).

    A coordenadora do Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro, Clátia Vieira, ressaltou que o bem-viver é o objetivo final, e ele só será alcançado com medidas de reparação.

    “Primeiro, fazer escuta das mulheres negras, e segundo, colocar o racismo como pauta estrutural da sociedade. A conexão do racismo com o capitalismo que mata as mulheres negras, que desemprega, que faz com que elas vivam uma instabilidade econômica, política e social.”


    Rio de Janeiro (RJ), 26/07/2026 - XII Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. Mobilização integra a 12ª edição do Julho das Pretas e reúne organizações de mulheres negras em defesa da democracia, do combate ao racismo, da reparação e do bem viver. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    12ª Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana.  – Tânia Rêgo/Agência Brasil

    A educadora Bárbara Carine participou da marcha junto com toda a família e considera importante inserir as crianças nos espaços de mobilização. 

     “Eu acredito que a política está no processo de entender quem nós somos, os nossos direitos, e o quão longe nós ainda estamos de onde a gente deveria estar. A marcha é um momento de pensar tanto os nossos avanços históricos, de celebrar nossa caminhada, mas principalmente olhar para um futuro de bem-viver. A gente quer passar das pautas de sobrevivência”, afirmou. 

    A vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018 em um crime de motivação política, novamente apareceu como símbolo de luta em faixas, camisetas e nas falas. A mãe de Mariele, Marinete Silva participou do ato.

    “A Marielle esteve na marcha em 2017 e tinha que estar hoje aqui, nas ruas com as mulheres negras. Ela foi tombada mas não nos deixa calar. A participação política das mulheres é essencial e também era um projeto dela. Então é importante que a gente venha”, disse Marinete.

    Durante toda a marcha, as falas políticas foram intercaladas por apresentações artísticas, de grupos como Afrolaje, Angoleiras e Obara Ylê de Ouro, que celebraram a ancestralidade, a resistência e a produção cultural negra.

    O casal Cinthia Garcia e Laísse Santos acredita que essa celebração é fundamental. “Se tivesse uma palavra para resumir a nossa presença aqui hoje é pertencimento”, destaca Laísse.  

    “A marcha também é pelo direito da gente existir sendo quem a gente é. Usar os nossos cabelos, não ser criticada pela roupa que a gente veste,pelo turbante que a gente usa.Usa com orgulho os nossos elementos ancestrais”, explicou Cinthia


    Rio de Janeiro (RJ), 26/07/2026 - O casal, Cíntia Garcia e Laisse Santos, de Maricá, participam da XII Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana. Mobilização integra a 12ª edição do Julho das Pretas e reúne organizações de mulheres negras em defesa da democracia, do combate ao racismo, da reparação e do bem viver. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    O casal, Cíntia Garcia e Laisse Santos, de Maricá, participam da 12ª Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana.- Tânia Rêgo/Agência Brasil

    As duas trabalham com afroturismo na cidade de Maricá, e reforçam que o racismo também se manifesta no apagamento das contribuições dadas pela população negra para o desenvolvimento do país. 

    “A cidade sempre é apresentada a partir da presença de pessoas brancas importantes, mas pouco se fala de quem realmente construiu a cidade, quem foram as mãos que construíram, de quem foi a tecnologia e a nossa luta é de resgate dessas histórias invisibilizadas”,complementa Cinthia. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Ciclista esloveno Tadej Pogacar conquista Tour de France

    Ciclista esloveno Tadej Pogacar conquista Tour de France

    O esloveno Tadej Pogacar conquistou neste domingo seu quinto título no Tour de France, igualando o recorde, após completar com segurança a etapa final, vencida por Mathieu van der Poel, e garantir assim sua terceira coroa consecutiva na maior corrida do ciclismo mundial.

    O ciclista de 27 anos, carinhosamente conhecido como “Pogi”, precisava apenas evitar qualquer contratempo que pudesse encerrar sua participação na corrida na reta final para Paris para se juntar a Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e Miguel Indurain como pentacampeão do Tour.

    Van der Poel e Pogacar se destacaram na subida de Montmartre, faltando cerca de 10 quilômetros para o fim, e levaram uma vantagem mínima para a reta final rumo aos Champs-Élysées, enquanto o grupo perseguidor se aproximava implacavelmente.

    A tentativa de Pogacar esmoreceu no último quilômetro, mas Van der Poel seguiu em frente para garantir a vitória em um foto-finish à frente de seu companheiro de equipe Jasper Philipsen, enquanto Mads Pedersen completou o pódio.

    O belga Remco Evenepoel terminou em segundo lugar no quadro geral, com o mexicano Isaac del Toro completando o pódio em terceiro.

    Pogacar destacou sua supremacia ao longo do Tour ao conquistar cinco vitórias de etapa.

    Seu caminho para a terceira camisa amarela consecutiva ficou menos complicado quando Jonas Vingegaard, bicampeão do Tour e amplamente considerado seu principal adversário, desistiu após uma queda na 15ª etapa.

    A tradicional chegada do Tour em Paris foi encurtada depois que as forças de segurança foram remanejadas para ajudar a combater incêndios florestais perto de Bordeaux. Como resultado, a 21ª etapa, que normalmente leva o pelotão a Paris antes de várias voltas na Champs-Élysées, foi reduzida para 89 quilômetros, em vez dos 133 originalmente programados.

    A corrida deste ano também registrou uma estreia notável: nenhum ciclista da França, Itália ou Espanha venceu uma etapa, tornando-se o primeiro Tour de France sem vitória de etapa de nenhuma das três nações que criaram e sediam as Grandes Voltas do ciclismo.

    O mais recente triunfo de Pogacar coroa três semanas de competição desde a Grande Partida em Barcelona e consolida ainda mais seu status como o ciclista dominante de sua geração.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Julho das Pretas: mulheres negras marcham pelas ruas de todo país

    Julho das Pretas: mulheres negras marcham pelas ruas de todo país

    Manifestações por todo o país neste fim de semana coroaram o Julho das Pretas, agenda de ações contra o racismo e pelos direitos das mulheres negras. O mês foi escolhido por abrigar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana, celebrado neste sábado (25).

    Em todas as cidades, duas pautas estiveram no centro das discussões: a reparação pelas responsabilidades históricas do Estado e da sociedade na desigualdade; e o Bem Viver, modelo de sociedade que valoriza o cuidado, a ancestralidade e a coletividade, com o objetivo de alcançar a justiça social e a preservação da vida. 

    O pontapé foi dado pela Marcha das Mulheres Negras de Pernambuco, realizada na capital, Recife, na sexta-feira (24). As participantes se concentraram no parque Treze de Maio, de onde caminharam até o Pátio do Carmo, denunciando a sub-representação das mulheres negras nos espaços de poder. 

    No sábado (25), atos foram realizados em pelo menos três capitais. Em Belo Horizonte (MG), as participantes também homenagearam os 12 anos da Associação de Trabalhadoras Domésticas Tereza de Benguela, que atua na capital mineira, em defesa dessa categoria, composta majoritariamente por mulheres negras. 


    Belém - 26/07/2026 -  Marcha das Mulheres Negras em Belém. Foto Gabriela Ribeiro

    Belém – 26/07/2026 – Marcha das Mulheres Negras em Belém. Foto Gabriela Ribeiro

    Em Belém (PA), a marcha saiu em sua 11ª edição ao redor da Praça da República, no Centro. De acordo com Flávia Vieira, uma das organizadoras do evento, a escolha do local não foi aleatória, já que parte da praça foi erguida sobre um cemitério de pessoas escravizadas. 

    Essa conexão através do tempo também marca o tema escolhido para a marcha deste ano, em Belém: “Ancestralidade, um projeto de futuro que se faz agora”

    “É um tema que nos convida a refletir sobre a importância dos direitos humanos, e a importância que precisamos dar para o nosso voto. Nós somos o maior grupo político e nós vamos decidir as eleições, então nós precisamos escolher bem as pessoas que vão nos representar”, destaca Flávia. 

    Sábado também foi dia de marcha e celebração em Salvador (BA). Beatriz Souza, integrante do Odara – Instituto da Mulher Negra, que organizou o ato, comemorou que a participação aumenta a cada edição. 

    “Foi um sábado perfeito, em que nós pudemos estar nas ruas com a força das yabás, pedindo licença para Exu, colocando as nossas crianças na frente da marcha. Foi um momento lindo que nos fez acreditar que é possível sonhar com um novo mundo e, principalmente, construir um novo mundo, com pactos novos de Bem Viver, igualdade e justiça para as pessoas” 

    O Odara também é o principal articulador das outras atividades do Julho das Pretas. Este ano, ao longo de julho, serão quase 700 atividades, realizadas por mais de 290 coletivos em 23 estados brasileiros e o Distrito Federal. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Flip: Angela Davis cita pensadores brasileiros e critica gentrificação

    Flip: Angela Davis cita pensadores brasileiros e critica gentrificação

    No Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e também Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrados neste sábado (25), a ativista e pesquisadora Angela Davis foi um dos destaques da programação da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ela participou de evento público e gratuito no Sesc Caborê. A conversa com a jornalista Flávia Oliveira fez parte da programação paralela da Festa, que se encerra hoje (26).

    “Nós podemos sentir a presença dos ancestrais aqui nesse lugar, que tiveram papel fundamental durante o período da escravização”, disse a ativista sobre a cidade de Paraty,  palco do festival literário. 

    Segundo ela, o processo de luta pela liberdade do movimento negro tem uma dimensão cultural, que estava sendo celebrada na ocasião do evento. “Há algo sobre a natureza da música, da arte e da literatura que nos permite alcançar dimensões que não são alcançáveis de outro modo.”

    A ativista denunciou ainda o processo de gentrificação e racismo ambiental na cidade. “Queria falar sobre a gentrificação que está acontecendo em comunidades pobres aqui em Paraty. E também sobre o racismo ambiental. Os jovens nos falam que estão preocupados com o meio ambiente, que eles não têm futuro. Eles não terão futuro para viver neste planeta. Aqui em Paraty, tentam criar meios para ganhar mais lucro, tirando as pessoas das suas terras, das terras dos seus ancestrais”, disse Angela.

    Gentrificação é o processo em que a valorização de um bairro eleva o custo de vida e acaba expulsando os moradores mais pobres para regiões mais periféricas.

    A ativista relatou que teve a oportunidade de conversar com a própria comunidade em Paraty. “Podemos escutar o que está acontecendo aqui nessa área. Não devemos prestar atenção apenas na literatura, mas devemos prestar atenção nesse papel da literatura de influenciar as pessoas e promover mudanças.”

    Angela afirmou que estava feliz em participar da mesa de conversa e lamentou que o convidado Wole Soyinka, primeiro africano a vencer o Nobel de Literatura, não estivesse presente devido a questões de saúde. Ele dividiria a mesa com ela. Angela agradeceu ainda a presença da escritora mineira Conceição Evaristo, que estavaa plateia.

    “É um prazer que ela esteja aqui presente. Muito obrigada pela sua literatura tão bela.”

    Para a ativista, Conceição está no mesmo patamar de relevância da cantora Nina Simone e da escritora Toni Morrison, ambas norte-americanas.

    Ao comentar sobre a “escrevivência”, conceito literário criado por Conceição Evaristo, a ativista mencionou que demorou muito tempo para o reconhecimento de que as pessoas negras precisavam contar e compartilhar as próprias histórias. “Toni Morrison nos mostrou que a experiência branca não é universal.”, afirmou, ao citar a primeira mulher negra a receber um Prêmio Nobel de Literatura, em 1993. 

    Com mediação da jornalista Flávia Oliveira, que foi apresentando nomes de pesquisadores e ativistas relacionados ao movimento negro, ambiental e de direitos humanos, Angela comentou sobre as contribuições da brasileira Beatriz Nascimento. “Quando ela falou ‘eu sou atlântica’, ela emitiu o sentimento que nos chega a todos, que nos faz sentir parte de um mundo gigantesco.” 

    “O internacionalismo foi minha primeira iluminação”, disse.

    A ativista contou que chegou a ir para a França e pensou que encontraria igualdade, liberdade e fraternidade, que foram elementos chave do discurso durante a Revolução Francesa. “Eu não encontrei o que estava procurando. Eu descobri a revolução argelina. Os argelinos estavam sob ataque da polícia francesa, então eu descobri que eu poderia estar em solidariedade com as pessoas na França, que eu poderia ser parte de algo maior, que é o que Beatriz Nascimento diz quando ela fala ‘eu sou atlântica’.”

    Lélia Gonzalez

    Angela Davis também citou a autora e ativista brasileira Lélia Gonzales, referência nos estudos e debates de gênero, raça e classe.“Eu amo a Lélia Gonzalez”, afirmou.

    Ela acrescentou que Lélia é uma inspiração há muito tempo, destacando o conceito da Amefricanidade da ativista e professora. “Naquele conceito ela reconhece que a luta negra, em qualquer parte do mundo, não pode acontecer também sem o povo indígena”, disse, ao exemplificar o conceito.

    “Eu gostaria de dizer que a Lélia Gonzalez é uma crítica do capitalismo, algo que precisamos fazer na primeira era dos trilionários, especialmente porque temos bilionários e trilionários que estão explorando a terra, não se preocupam com nada mais do que fazer dinheiro sem pensar nas consequências”, mencionou. 

    Na crítica que fez aos trilionários, ela ressalta que eles não representam o futuro do planeta. “Devemos considerar que essas pessoas são o motivo pelos quais a vida é tão difícil para tantas outras pessoas no planeta. O capitalismo acaba lucrando mais.”

    Para Angela, uma das dificuldades enfrentadas para que as pessoas habitem o planeta de forma justa e equilibrada decorre do sistema capitalista. Ela enfatizou que a exploração e destruição atingem, além dos recursos naturais, os próprios seres humanos. 

    Contexto atual


    Paraty (RJ), 25/07/2026 - A filósofa e escritora Angela Davis participa da mesa América e África: uma conversa Atlântica, mediada pela jornalista Flávia Oliveira,

 durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP, no Sesc RJ. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    A filósofa e escritora Angela Davis participa da mesa América e África: uma conversa Atlântica, mediada pela jornalista Flávia Oliveira- Rovena Rosa/Agência Brasil

    A ativista comentou também sobre o prejuízo às populações por conta da ascensão de governos autoritários e afirmou que o povo é mais forte do que o fascismo que pretende governá-lo. “Fascimo é uma coisa que está emergindo na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina, mas não entre o povo”, disse. Ela citou ainda as eleições no Brasil neste ano, mencionando que não se pode permitir que candidatos alinhados ao fascismo sejam colocados no poder.

    A redução da jornada de trabalho e a inclusão de pessoas negras nas universidades também foram temas abordados pela ativista. Segundo ela, a redução de jornada poderia permitir mais tempo de lazer e oportunidade de acesso à cultura aos trabalhadores. Angela conta que alguns lugares da Europa já estão vivenciando a redução da jornada de trabalho.

    “Na primeira vez em que visitei o Brasil, havia poucos negros na universidade. Eu estava aqui e eu vi um novo sistema universitário se desenvolver na Bahia, eu vi mudanças palpáveis e nós devemos celebrar essas mudanças porque vocês as conquistaram. Nós conquistamos essas vitórias, mas não nos acomodemos com essas vistorias. Temos que continuar lutando.”

    Luta popular

    Como forma de demonstrar o poder da luta coletiva contra as pessoas em posição de poder, Angela rememorou o período de sua prisão. “Eu digo que eu não fiz muito, eu estava sentada na prisão. As pessoas estavam nas ruas gerando o movimento que impediria que aqueles homens que estavam no poder tomassem essa decisão [pela pena de morte].”

    “Essa experiência me trouxe o ensinamento de que as pessoas se unindo além das fronteiras podem impedir as pessoas [que violam direitos]. Em todo o mundo as pessoas disseram: não vamos permitir que nossa irmã seja executada”, concluiu.

    Perseguida por seu ativismo no Partido Comunista e nos Panteras Negras, ela foi presa sob a falsa acusação de conspiração, sequestro e homicídio. Em diversas partes do mundo, houve protestos por sua libertação.

    Ao contar sobre esse período da vida, ela disse acreditar que a maior parte do que fez no ativismo e no trabalho acadêmico foi porque a prisão lhe trouxe uma evolução.

    “Quando olho pra trás naquele período, vejo que foi um presente. Eu fui moldada pelo que passei naquela cadeia, com a experiência com aquelas mulheres que estavam encarceradas também. Nunca pensei que isso acabaria moldando a minha vida.”

    Angela lembrou ainda da luta em defesa da Palestina, da qual participa desde a década de 60. “Uma das vantagens de a gente ficar velha é que a gente acaba reconhecendo que as coisas podem mudar. Eu digo isso porque, por um longo período, parecia que seria impossível a opinião pública mundial ser contrária ao Estado de Israel”, afirmou. 

    Violência contra mulheres

    Ao comentar sobre violência de gênero, Angela, citou que não há apenas a violência íntima, que ocorre no âmbito doméstico, mas aquelas cometidas pelo Estado.

    “Vamos pensar também na violência do Estado, as conexões entre a violência íntima e a violência contra mulheres que estão encarceradas, por exemplo, as mulheres sujeitas a violência policial. Isso acaba aumentando a medida da violência no mundo e no contexto da violência íntima”, disse ela.

    A ativista lembrou da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. “E eu quero dizer obrigada a Marielle. Muito obrigada, Marielle Franco”, disse, ressaltando que sua irmã Anielle Franco se dedica a continuar o legado de Marielle.

    Para a ativista, a violência contra a mulher é uma das mais perversas. Ela apontou os grupos mais vulneráveis, nesse contexto. “Eu acho que aprendemos que nós [mulheres negras] somos as que sofremos mais [violência de gênero], e nós sabemos que as mulheres trans negras aqui no Brasil e nos Estados Unidos sofrem muito mais violência do que outro grupo de mulheres. Isso nos indica que temos que quantificar isso de algum modo”.

    *A equipe de reportagem viajou a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flip 2026.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Após ofensas de Milei a Lula, Itamaraty chama embaixador para consulta

    Após ofensas de Milei a Lula, Itamaraty chama embaixador para consulta

    O Ministério das Relações Exteriores chamou para consultas o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, após ofensas proferidas pelo presidente da Argentina Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Milei participou, nesse sábado (25), em São Paulo, da convenção do Partido Liberal (PL) que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

    Seu discurso foi repleto de ofensas ao seu homólogo brasileiro, insultando-o diretamente mais de uma vez. Em uma delas, chamou o presidente do Brasil de “presidiário”.

    Houve insultos também ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a quem Javier Milei chamou de “lixo careca” por não ter autorizado visita a Jair Bolsonaro.

    Na diplomacia, o gesto de chamar o embaixador para consultas significa descontentamento, um momento de tensão e gravidade entre dois países.

    Bitelli deve chegar a Brasília entre a noite deste domingo (26) ou na madrugada de segunda-feira (27).

    Civilidade

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, divulgou nesse sábado (25) nota oficial em que classifica como “referência desrespeitosa” a declaração do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes.

    “Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, disse Fachin, em nota.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br