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  • Dissídio de greve da Caixa será julgado nesta terça-feira

    Dissídio de greve da Caixa será julgado nesta terça-feira

    O Tribunal Superior do Trabalho (TST) irá julgar na tarde desta terça-feira (29) o dissídio coletivo de greve ajuizado pela Caixa contra os trabalhadores do banco, em greve desde 10 de setembro. O dissídio ocorre quando não há acordo entre as partes e uma delas pede a intervenção da Justiça.

    Os trabalhadores da Caixa, representados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), estão com o acordo coletivo de trabalho expirado desde 31 de agosto.

    De acordo com a empresa pública, as negociações não chegaram a um consenso especialmente quanto ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa.

    No último sábado (26), os trabalhadores apresentaram uma contestação ao TST afirmando que a greve é legítima e não pode ser considerada abusiva, que a responsabilidade pelo impasse nas negociações não pode ser atribuída aos empregados e que questões centrais, como o futuro do Saúde Caixa, não podem ser definidas de forma unilateral pelo banco.

    Segundo os empregados, foram realizadas 13 rodadas de negociação, além de mediação com o Ministério Público do Trabalho (MPT), assembleias em todo o país e comunicação prévia à Caixa e à sociedade.

    Liminar

    Em decisão no último dia 25, o ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST, determinou a manutenção do percentual mínimo de 60% dos empregados da Caixa em serviço, por agência, de forma presencial ou remota, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para a entidade sindical que descumprir a ordem.

    A decisão atendeu parcialmente ao pedido da empresa pública, que solicitava a manutenção de 80% do pessoal em atividade, alegando impacto direto em serviços essenciais como compensação bancária e pagamento de benefícios sociais.

    O ministro, no entanto, negou o pedido da Caixa para proibir os trabalhadores de qualquer atividade que dificultasse o livre acesso às agências, salientando que a lei já exige que a greve deve ser pacífica e que não há indícios de que o movimento esteja sendo conduzido com desvios ou excessos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Saiba as diretrizes para desenvolvimento do futebol feminino no Brasil

    Saiba as diretrizes para desenvolvimento do futebol feminino no Brasil

    O futebol feminino brasileiro passa a ter diretrizes legais permanentes para o desenvolvimento da modalidade no país. A nova lei, publicada no Diário Oficial da União, reconhece a modalidade como prioridade da política pública esportiva nacional.

    Além disso, o texto define ações para ampliar a participação de mulheres no esporte, fortalecer a profissionalização das competições e combater diferentes formas de discriminação.

    A legislação prevê ainda a promoção da equidade de oportunidades no futebol feminino, ao considerar desigualdades territoriais, socioeconômicas, raciais, etárias e relacionadas às pessoas com deficiência.

    Também determina a adoção de medidas para garantir a segurança, a integridade física e psicológica das atletas, além da proteção dos direitos ligados à gravidez e à maternidade.

    Diretrizes

    Entre os objetivos da nova lei estão:

    • garantia do direito ao esporte para meninas e mulheres;
    • promoção da igualdade de oportunidades no futebol feminino;
    • incentivo à igualdade salarial entre homens e mulheres no esporte;
    • combate à discriminação, ao racismo, à intolerância e à violência contra as mulheres;
    • ampliação da participação feminina em cargos de gestão, direção técnica e arbitragem;
    • proteção dos direitos relacionados à gravidez e à maternidade;
    • cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios para fortalecer a modalidade.

    Atribuições 

    A lei atribui ao Ministério do Esporte a responsabilidade de promover condições favoráveis para o desenvolvimento do futebol feminino profissional e amador. Entre as medidas previstas estão o estímulo à inclusão da modalidade em programas de formação esportiva, o apoio a competições de base e o incentivo à criação de calendários organizados com antecedência para clubes, atletas e demais profissionais do setor.

    O texto também prevê ações voltadas à capacitação e à empregabilidade de mulheres em diferentes funções ligadas ao futebol, como arbitragem, treinamento, gestão e educação física. Além disso, o governo poderá fomentar parcerias entre escolas, universidades e clubes para a identificação e o desenvolvimento de talentos.
     


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    Jogo de futebol feminino amador. Lei prevê limites para inscrição de atletas não profissionais em competições oficiais – Ricardo Stuckert/CBF/Direitos Reservados

    A norma estabelece limites para inscrição de atletas não profissionais em competições oficiais femininas, como forma de incentivar a profissionalização gradual da modalidade.

    Os parâmetros iniciais são:
     

    Competição Limite de atletas não profissionais
    Principal divisão nacional  Até 4 atletas por equipe
    Demais divisões nacionais e principal divisão estadual  Até 6 atletas por equipe
    Outras competições profissionais  Até 8 atletas por equipe

    De acordo com a lei, o governo federal deverá definir cronograma para reduzir progressivamente esses limites até que as competições sejam totalmente profissionalizadas.

    Combate à discriminação

    A nova lei determina que o Ministério do Esporte – em conjunto com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), federações e clubes – elabore protocolos de prevenção e enfrentamento à discriminação, intolerância e violência contra as mulheres no futebol.

    As medidas deverão abranger atletas, árbitras, treinadoras, torcedoras, gestoras, profissionais de educação física e outras trabalhadoras da modalidade.

    Lei Geral do Esporte

    A nova legislação altera dispositivos da Lei Geral do Esporte e passa a exigir das entidades esportivas:

    1. programas permanentes de prevenção e combate à violência contra a mulher;
    2. protocolos contra discriminação e intolerância;
    3. estruturas equivalentes para atletas mulheres e homens em formação esportiva;
    4. manutenção obrigatória de equipes femininas de futebol para obtenção de determinadas certificações esportivas.

    Essa última exigência entrará em vigor em 180 dias, prazo que poderá ser prorrogado por igual período.

    Copa do Mundo 


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    Brasil vai sediar Copa Feminina de Futebol 2027 – Lucas Figueiredo/CBF

    A lei também determina a elaboração de um plano de legado da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027. A competição ocorrerá no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.

    O texto deve estar alinhado às estratégias nacionais de desenvolvimento do futebol feminino.

    A expectativa do governo é que o torneio internacional funcione como instrumento para ampliar a participação das mulheres no esporte, aumentar a profissionalização da modalidade e fortalecer sua sustentabilidade econômica no país.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Ataque em escola na Eslováquia deixa pelo menos uma pessoa morta

    Ataque em escola na Eslováquia deixa pelo menos uma pessoa morta

    Uma mulher de 61 anos morreu e mais duas pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas em um ataque ocorrido numa escola em Staskov, no noroeste da Eslováquia, segundo informações dos serviços de emergência citadas pela France Presse.

    A vítima morreu na sequência de um ferimento de faca no peito. Os serviços de socorro revelaram ainda que, entre os feridos, estão uma mulher de 44 anos e uma criança em estado crítico. Ambas foram levadas ao hospital.

    A polícia informou, em comunicado, que “a situação está agora sob controle”.

    Segundo a imprensa, o agressor teria cerca de 14 anos.

    “Estou profundamente entristecido pelo trágico incidente ocorrido na escola de Staskov”, declarou o presidente eslovaco, Peter Pellegrini, dizendo-se “chocado por se tratar de mais um caso em que um aluno atacou professores e um colega de turma”.

    “Observamos que a agressividade e o clima de intolerância — propagados principalmente pelas redes sociais e, infelizmente, também por alguns políticos — estão literalmente a envenenar o espaço público e a influenciar o comportamento das nossas crianças na escola”, acrescentou Pellegrini em  comunicado.

    O primeiro-ministro Robert Fico expressou suas condolências aos familiares da vítima e afirmou que acompanha “a situação decorrente do trágico incidente”.

    Em janeiro de 2025, um adolescente matou um colega de turma e uma professora, além de ferir gravemente outra pessoa, durante um ataque numa escola de ensino em Spisska Stara Ves, no nordeste da Eslováquia.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 52 milhões nesta terça-feira

    Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 52 milhões nesta terça-feira

    A Mega-Sena sorteia nesta terça-feira (29) prêmio estimado em R$ 52 milhões. As seis dezenas do concurso 3.064 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    No último concurso, foram sorteados os números  05 – 35 – 36 – 41 – 43 – 48  e nenhum apostador acertou as seis dezenas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Edital abre inscrição para unir saberes tradicionais e ensino superior

    Edital abre inscrição para unir saberes tradicionais e ensino superior

    As inscrições para o edital de Ciclos de Saberes de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes do Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cultura (MinC) têm início às 12 desta quarta-feira (30), no horário de Brasília, e terminará às 23h59 do dia 24 de outubro.

    A seleção tem o objetivo de promover e difundir os fazeres das culturas populares brasileiras articulados ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária.

    A iniciativa federal reconhece os mestres das culturas tradicionais, populares e das artes como agentes de formação cultural porque são detentores de conhecimentos fundamentais para a preservação, transmissão e valorização da diversidade cultural brasileira.

    Por isso, os projetos deverão fortalecer os vínculos entre as comunidades regionais, as escolas públicas e o ensino superior para promover a circulação de saberes, o reconhecimento dos territórios culturais e a construção coletiva do conhecimento.

    Quem pode participar

    Podem participar dessa chamada pública exclusivamente as Instituições federais de Ensino Superior (Ifes). Cada uma delas poderá apresentar apenas uma proposta, que deve conter a parceria obrigatória mestras e mestres das culturas tradicionais e populares e das artes.

    A parceria entre as instituições federais e os e mestres das culturas tradicionais poderá ser firmada individualmente ou por meio de associações, coletivos, Pontos de Cultura, Escolas Livres ou organizações que os representem.

    As propostas enviadas também deverão contar com a participação de secretarias de Educação ou escolas públicas de educação básica.

    Linhas de atuação

    Os projetos deverão desenvolver ações integradas nas três linhas de atuação:

    ·         atividades realizadas nas Ifes, como oficinas, vivências, rodas de conversa, seminários, apresentações culturais, pesquisas participativas e outras atividades formativas conduzidas por mestres de cultura e a comunidade acadêmica.

    ·         atividades nos territórios das mestras e dos mestres, por meio de visitas orientadas, intercâmbios, imersões e atividades nos espaços de vida, criação e atuação dos mestres, como comunidades, terreiros, associações culturais. As atividades deverão promover a aproximação entre ensino superior, escola e comunidade para valorizar a produção e a transmissão dos conhecimentos tradicionais;

    ·         atividades nas escolas públicas, com a realização de oficinas, residências, vivências, rodas de conversa, apresentações culturais com o objetivo de estimular o diálogo entre gerações, a valorização das culturas populares e tradicionais e a formação de estudantes e professores.

    Categorias de investimentos  

    O investimento total previsto para a iniciativa é de R$ 5 milhões.

    No momento da inscrição, a Instituição Federal de Ensino Superior deverá optar por uma das categorias de apoio.

    1.      categoria A: propostas de grande porte com articulação regional, atingindo múltiplos territórios e diversas formas de saberes tradicionais. Aqui, o orçamento é de até R$ 500 mil por proposta, com limite total de até sete projetos selecionados. Entre as exigências, o projeto deve envolver no mínimo dez mestres das culturas tradicionais; atuar em pelo menos três municípios diferentes e levar ações a pelo menos cinco escolas públicas;

    2.      categoria B: propostas focadas no contexto local da instituição, voltadas para o fortalecimento direto de uma comunidade ou município específico. O orçamento é de até R$ 250 mil por proposta, com limite total de até seis projetos selecionados. O projeto deve envolver no mínimo cinco mestres; atuar em pelo menos um município e levar ações a pelo menos três escolas públicas.

    No mínimo 40% do valor total do projeto deverão ser destinado ao pagamento dos mestres de cultura participantes. O prazo de execução dos projetos é de até 12 meses.

    Critérios de seleção

    As propostas serão avaliadas por comitê técnico de avaliação e seleção.

    O edital garante uma vaga para a proposta mais bem classificada de cada uma das cinco macrorregiões brasileiras (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), desde que obtenha a pontuação mínima exigida. A seleção dos projetos observará critérios de descentralização territorial e equilíbrio regional.

    A documentação necessária para a inscrição está disponível no edital.

    *Matéria alterada às 12h04 para correção da data de início e término das inscrições


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Saneamento: 20% dos principais candidatos têm planos abrangentes

    Saneamento: 20% dos principais candidatos têm planos abrangentes

    Levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil com 62 principais candidatos a governos estaduais constatou que apenas 13 deles têm planos abrangentes para a área de saneamento. A pesquisa foi feita a partir da análise dos planos de governo daqueles que tinham maior probabilidade de serem eleitos ou disputarem o segundo turno, de acordo com pesquisas de intenção de voto, divulgadas entre 22 de agosto e 4 de setembro deste ano.

    O Trata Brasil, uma organização da sociedade civil de interesse público voltada para a conscientização da sociedade sobre a importância do saneamento, analisou quatro eixos desta política pública: planejamento, regionalização e coordenação para a universalização; viabilização de investimentos e superação de gargalos para a universalização; governança e regulação do saneamento básico; e metas tangíveis.

    A partir dessa análise, foram atribuídos níveis a cada candidato, com base no número de eixos abordados em seus planos de governo.

    Os níveis são: ausente, quando o candidato não menciona saneamento em nenhum trecho da proposta; superficial, quando envolve apenas um eixo com profundidade suficiente; transversal, quando desenvolve dois ou três eixos; e abrangente, quando a proposta abrange os quatro eixos analisados.

    O Trata Brasil constatou que todos os 62 candidatos abordaram pelo menos um eixo em seu plano. Cinco propostas foram consideradas superficiais. Classificadas como transversais são 44 propostas, das quais 15 abordam dois eixos e 29, três. Treze planos incluem os quatro eixos.

    Segundo a presidente executiva do instituto, Luana Pretto, de modo geral, os planos de governo dos candidatos citam o tema saneamento básico, ainda que transversalmente.

    “De quatro anos atrás para agora, o tema começou a ser mais evidente. Entretanto, ainda é visto de uma maneira pouco abrangente. A grande questão é se comprometer com metas claras e objetivas, ou seja, saber qual é o percentual de água e esgoto que eu tenho hoje e qual é o percentual que eu vou entregar no final do meu mandato”, ressalta.

    Entre as propostas mais específicas, universalização é a que mais aparece entre os planos dos candidatos (87%), seguida por drenagem (76%), saneamento rural (66%), investimentos (58%), regionalização (45%), população vulnerável (35%), regulação (32%), metas tangíveis (26%) e governança de dados (24%).

    “Oitenta e sete porcento dos candidatos falam de universalização, só que apenas 26% colocam metas. Então, eu falo de universalização, mas eu não me comprometo com meta. E isso é um problema”, avalia Luana.

    “Eu falo de universalização, mas eu não falo de regulação, que é um tema muito importante quando a gente olha que as agências reguladoras têm que ser técnicas, independentes e fortalecidas para cobrar tanto a expansão dos serviços quanto a operação eficiente desses serviços”, acrescenta.

    Para o Instituto Trata Brasil, a presença do assunto saneamento em todos os planos de governo não significa, necessariamente, compromisso estruturado dos candidatos. Além disso, a pesquisa mostra que a pauta entrou no debate eleitoral, mas ainda precisa ganhar maior profundidade, metas verificáveis e instrumentos de acompanhamento.

    “Acre, Maranhão e Amazonas, que são estados com indicadores bastante ruins, ainda têm candidato praticamente não citando o saneamento básico”, observa a presidente executiva do Trata Brasil.

    “O que seria o ideal é que, em estados onde a gente tem um indicador muito ruim de saneamento, a gente deveria ter os candidatos comprometidos com o tema, porque faltam sete anos para universalizar o saneamento e, se ele não se comprometer agora, coloca em risco o atingimento dessa meta”, completa Luana Pretto.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ARTIGO: O valor de saber

    ARTIGO: O valor de saber

    Os dividendos da integridade informacional: o valor de saber

    Não nos falta informação. Nunca tivemos tanta. No entanto, em todo o mundo, as pessoas lutam para responder às perguntas mais simples: o que realmente aconteceu? Quem decidiu o quê? É verdade?

    Esse é o paradoxo da nossa era. As sociedades mais conectadas da história também estão entre as mais vulneráveis ​​à confusão, à manipulação e à desconfiança. A informação circula mais rápido do que a responsabilidade. Os algoritmos recompensam a indignação em detrimento da precisão. A inteligência artificial gera falsidades plausíveis em larga escala. Em um ambiente como esse, o direito de saber não é apenas uma questão de transparência; é a essência da liberdade.

    Sem uma compreensão precisa do que está acontecendo e do que está sendo feito em seu nome, a névoa do engano se adensa e os malfeitores podem enganar impunemente.

    A sociedade é mais vulnerável quando o acesso à informação é negado. A Access Now e a coalizão #KeepItOn documentaram 313 interrupções da internet em 52 países em 2025, o maior número já registrado. As interrupções bloqueiam o jornalismo, silenciam comunidades e negam às pessoas informações potencialmente vitais.

    As leis de acesso à informação são um pilar da integridade da informação, e o monitoramento mais recente da UNESCO mostra progresso. Sua pesquisa de 2025 mostrou que 141 países têm garantias legais para o acesso à informação. Mas adoção não é implementação, e muitos países ainda enfrentam lacunas práticas em supervisão, recursos, aplicação, manutenção de registros e gerenciamento de dados. Dos países pesquisados, 51 não conseguiram fornecer dados sobre gestão documental, apesar de relatarem ter sistemas ou procedimentos em vigor.

    Os órgãos reguladores de acesso à informação e outros supervisores transformam as disposições legais em direitos exigíveis. No entanto, muitos deles são prejudicados por mandatos fracos, nomeações atrasadas, cortes orçamentários, interferência política, limites em seus poderes e ataques à sua independência. Para que o acesso à informação funcione, esses órgãos devem ser protegidos por lei, receber poderes e recursos adequados e estar protegidos de influências indevidas.

    Os danos causados ​​pela desinformação são reais. A UNESCO estima que casos individuais de desinformação podem acarretar custos econômicos e sociais de US$ 350 bilhões a US$ 510 bilhões anualmente
    Legenda: A UNESCO estima que casos individuais de desinformação podem acarretar custos econômicos e sociais de US$ 350 bilhões a US$ 510 bilhões anualmente.

    A lacuna foi ainda mais confirmada por um teste de leis de acesso à informação realizado em 2025, em conjunto pela UNESCO e pelo Centro para o Direito e a Democracia. Em 146 pedidos idênticos realizados em 76 países, 38% não receberam nenhuma resposta substancial, apenas 42% resultaram em divulgação completa e o tempo médio de resposta foi de 22 dias. Um exercício semelhante será repetido este ano para medir qualquer mudança.

    O acesso à informação precisa evoluir, mas exemplos das deficiências estão por toda parte, mesmo em países com legislação bem-intencionada.

    Em um vácuo de informação, o jornalismo corajoso e independente é indispensável. O jornalismo destila a informação para o entendimento público. Ele investiga, questiona, corrobora e contextualiza, mas também combate a desinformação. Ele faz perguntas que algumas partes preferem evitar. E dá aos cidadãos os meios para participar de forma significativa na vida pública.

    Os danos causados ​​pela desinformação são reais

    A UNESCO estima que casos individuais de desinformação podem acarretar custos econômicos e sociais de US$ 350 bilhões a US$ 510 bilhões anualmente, por meio de respostas de saúde pública enfraquecidas, eleições distorcidas, atraso em ações climáticas, perdas financeiras, danos à reputação e erosão da confiança nas instituições. A desinformação, portanto, não é apenas um problema de comunicação. É um risco de governança, um passivo econômico e uma ameaça direta à capacidade das pessoas de tomar decisões informadas.

    As emissoras de serviço público e as organizações de mídia independentes são um contrapeso fundamental para esse problema. Seu mandato não é buscar engajamento a qualquer custo, mas informar e servir a todos os públicos. No entanto, elas enfrentam as pressões simultâneas de públicos fragmentados, declínio da confiança, interferência política, restrições financeiras, dependência de plataformas e conteúdo falso, sintético e manipulado desenfreado. Sua luta para continuar produzindo jornalismo de qualidade não é uma preocupação setorial, mas, sim, democrática.

    A resposta deve incluir investimentos renovados em jornalismo de interesse público, independência editorial, checagem de fatos, verificação de fontes abertas, Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) e colaboração transfronteiriça. Assim como as notícias falsas se espalham globalmente, os fornecedores de jornalismo confiável devem cooperar transnacionalmente. O ecossistema da informação seria mais pobre e muito mais frágil sem a mídia de interesse público – mas ela não pode defendê-lo sozinha.

    No Dia Mundial das Notícias e no Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, o desafio é prático e apelamos a todos os atores no espaço da informação para que façam melhor:

    • Os governos devem aplicar as leis de acesso à informação e proteger a supervisão independente.
    • As plataformas e as empresas de tecnologia devem assumir total responsabilidade pelos espaços de informação que criam, em total consonância com o direito internacional dos direitos humanos.
    • E as organizações de comunicação social, de todos os tipos, devem sempre optar pelo rigor em vez do alcance.

    A informação confiável e de livre acesso é um benefício compartilhado. Mas depende de autoridades que protejam o acesso à informação, de jornalistas que procurem a verdade acima de tudo e do direito dos cidadãos aos fatos. O dividendo da integridade é real, mas só é alcançado quando todas e todos nós fazemos a nossa parte.

    Para saber mais, siga @unescobrasil nas redes e acesse a página da campanha #InformaçãoDeVerdade, da ONU Brasil. 

    Fonte: brasil.un.org

  • Confira como foi a segunda-feira (28) dos candidatos a presidente

    Confira como foi a segunda-feira (28) dos candidatos a presidente

    Na última semana de campanha política, os candidatos à Presidência intensificam as agendas com entrevistas para veículos de imprensa e atos em todo o país.

    >> Veja como foi o dia dos candidatos

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    O candidato Luiz Inácio Lula da Silva participou de atos de campanha em Belém e em Manaus.

    Em Belém, Lula prometeu a ampliação do acesso da população a exames modernos, diagnósticos mais rápidos e consultas com médicos especialistas pela rede pública de saúde.

    “É um direito do povo ser tratado com respeito e decência”, afirmou. 

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos cumpriu agenda de campanha no Espírito Santo, onde se encontrou, à noite, com apoiadores no centro de Vitória.

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema almoçou com apoiadores em Caeté (MG).

    Ele concedeu entrevista para a Rádio Alfa, de Nova Era (MG).

    Ronaldo Caiado (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado fez caminhada no bairro Jardim Guanabara, em Goiânia.

    Ele voltou a defender limitar o crescimento dos gastos obrigatórios a 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e corte de 25% dos gastos discricionários.

    “[Gestão de] gasto público nós mostramos como fazer aqui no estado. O que se precisa no Brasil é saber governar. Mas não só saber governar, é ter autoridade moral para governar”, afirmou.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta não teve agenda pública de campanha.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins cumpriu agenda de campanha em São Paulo. Ela fez panfletagem no bairro da Mooca, na zona leste da capital, e participou de ato pela legalização do aborto na Avenida Paulista.

    Samara Martins participou de evento na Universidade Zumbi dos Palmares.

    Wilson Grassi (Democrata)
    O candidato Wilson Grassi não teve agenda pública de campanha.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury participou de uma reunião com executivos do Bradesco. 

    Ele teve encontro com a Associação Nacional dos Transportes Rodoviários (ANTF) e com representantes do YouTube Brasil.

    O candidato cancelou a visita que faria à Assembleia de Deus, no bairro do Brás.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão foi até o Mercadão, na região central de São Paulo, onde conversou com apoiadores e comerciantes locais.

    Clariana disse que, caso seja eleita, indicará quatro mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF).

    A candidata também caminhou pelas ruas do centro e fez panfletagem.

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa concedeu entrevista para a jornalista Renata Regina.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro esteve na capital paulista, onde fez uma caminhada no bairro do Brás e visitou o Mercadão, no centro da cidade.

    Ele defendeu redução dos impostos, principalmente para empreendedores. 

    “A gente vê que os empreendedores do Brasil estão sofrendo, estão clamando por mudança; ninguém aguenta mais o juro alto, ninguém aguenta mais o preço das coisas”, disse. 

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias concedeu entrevistas em Brasília. 

    Ele teve encontro com estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e defendeu o aumento dos investimentos nas universidades federais e criticou as políticas de ajuste fiscal que limitam os recursos para as áreas sociais.

    “Defendemos o fim do arcabouço fiscal e investimentos massivos na educação pública para garantir acesso, permanência e produção de conhecimento voltada às necessidades da população.”

    Leonardo Avalanche (PRTB)
    O candidato Leonardo Avalanche não divulgou agenda pública de campanha.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Luciano Nascimento (São Luís), Rafael Cardoso (Rio de Janeiro) e redação de São Paulo.

    Confira as informações sobre o dia dos presidenciáveis no Repórter Brasil, da TV Brasil


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Temporais em Santa Catarina e Rio Grande do Sul afetam 4,8 mil casas

    Temporais em Santa Catarina e Rio Grande do Sul afetam 4,8 mil casas

    Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul enfrentam vendavais e tempestade desde a última sexta-feira (25), afetando 18 municípios catarinenses e 78 gaúchos. No total cerca de 4,8 mil residências foram afetadas. No Rio Grande do Sul, quatro pessoas ficaram feridas.

    No domingo, foi registrada ocorrência de granizo, vendavais e chuvas intensas em Santa Catarina, com 1.423 habitações afetadas. Sete municípios decretaram situação de emergência: Arabutã, Santiago do Sul, Seara, Ponte Serrada, Ipumirim, São Domingos e Formosa do Sul, segundo a Defesa Civil estadual.

    Também foram registradas sete solicitações de itens de assistência humanitária (IAH) pelas cidades de Santiago do Sul, São Domingos, Arabutã, Seara, Ipumirim, Anita Garibaldi e Formosa do Sul.

    Em Seara, uma tempestade com granizo atingiu todo o município e destelhou mais de 808 residências. Três postos de saúde, dez escolas e quatro edificações públicas municipais também foram afetados. Em Santiago do Sul, chuvas intensas, vendavais e granizo deixaram 180 residências afetadas, com danos em diversos prédios públicos.

    Em Ponte Serrada, o granizo atingiu o Centro, o Bairro Moroso e a Linha Alegre, com 100 edificações atingidas. Em Anita Garibaldi, o granizo atingiu o município durante a madrugada e afetou 89 habitações, levando a distribuição de lonas. Em Arabutã, 76 residências sofreram danos. Em Ipumirim, foram 45, e em Formosa do Sul, 27. Em São Domingos, 37 habitações e cerca de 90 pessoas foram afetadas, além de dois aviários danificados.

    Em Quilombo, granizo e vendavais atingiram a área rural, com 40 propriedades afetadas. A queda de árvores provocou a interdição temporária da SC-157, e a queda de postes deixou quatro comunidades sem energia elétrica.

    Confira mais informações sobre a situação no RS no Repórter Brasil, da TV Brasil

    Rio Grande do Sul 

    A Defesa Civil do Rio Grande do Sul contabiliza estragos desde a última sexta, com 83 ocorrências em 78 municípios. Na tarde desta segunda houve registro de ventos acima de 70km/h. 

    As ocorrências estão relacionadas, principalmente, a chuvas intensas, queda de granizo, vendavais e corridas de massa (solo e lama). Quatro pessoas ficaram feridas e mais de 39 mil afetadas.

    Também foram registrados 6.088 desalojados e 63 desabrigados, além de 4.982 residências danificadas. 

    Não há registro de óbitos ou desaparecidos. Entre as pessoas feridas, duas são de Pontão, uma de Alegrete e uma de Capão do Cipó. 

    Em Santiago, a chuva de granizo afetou mais de 26 mil pessoas e deixou 13 desabrigadas e 6 mil desalojadas. O município registrou 3 mil residências danificadas, além de uma unidade de saúde e 20 estabelecimentos de ensino atingidos.

    Em Alegrete, o granizo afetou mais de 2 mil pessoas, deixando uma pessoa ferida e dez desabrigadas. O município confirmou 400 residências danificadas e um estabelecimento público atingido.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • TSE recebeu mais de 50 mil denúncias de propaganda irregular

    TSE recebeu mais de 50 mil denúncias de propaganda irregular

    Desde o início da campanha para as eleições gerais de 2026, a Justiça Eleitoral já recebeu 51.395 denúncias de propaganda irregular por meio do aplicativo Pardal, um sistema eletrônico criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para receber esse tipo de ocorrência.

    Lideram o ranking São Paulo (10.388), seguido por Bahia (5.969), Minas Gerais (4.635) e Pernambuco (3.505). Os estados com menor quantidade de denúncias são Tocantins (74), Roraima (104) e Piauí (172).

    O principal tipo de ocorrência (43,78%) está relacionada a propagandas irregulares ou fora dos padrões em vias públicas. Em seguida vêm as propagandas irregulares em propriedade particular (11,94%), como a pintura de muros fora dos padrões aceitos pelo TSE, e publicidade em bens públicos. Isso inclui murais em prédios públicos ou publicidade institucional.

    Durante o período eleitoral esse tipo de publicidade só é permitido em situação excepcional e com autorização da Justiça Eleitoral.

    Há também denúncias por propaganda irregular na internet, jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão; além de materiais gráficos, como adesivos de carros em tamanho maior que o permitido.

    Até agora a Justiça Eleitoral transformou 27% das denúncias recebidas em processos.

    Confira mais informações sobre o assunto no Repórter Brasil, da TV Brasil

    Pardal

    O aplicativo Pardal pode ser baixado de forma gratuita nas lojas virtuais Google Play para celulares Android e App Store para iPhones. Clique aqui para saber mais sobre como baixar o software.

    Para acessar o aplicativo é preciso fazer login com a senha do e-título ou da plataforma Gov.br. O nome do autor da denúncia é mantido em sigilo.

    Além de descrever a irregularidade, o denunciante pode anexar fotos, vídeos, áudios ou endereços eletrônicos relacionados.

    Nos casos em que a denúncia não se encaixar no escopo do Pardal, a pessoa será encaminhada para canais como o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) ou o Ministério Público Eleitoral (MPE) do estado.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br