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  • Quatro pessoas estão desaparecidas no RS após temporal

    Quatro pessoas estão desaparecidas no RS após temporal

    Segundo a Defesa Civil, 64 municípios do estado enfrentaram problemas

    O temporal que atingiu o Rio Grande do Sul durante esta madrugada, com fortes chuvas e ventos, deixou ao menos quatro pessoas desaparecidas, quatro desabrigadas e outras 624 desalojadas, informou a Defesa Civil.

    Os quatro desaparecidos são da cidade de Caxias do Sul, na Serra gaúcha. Três dessas pessoas, informou a Defesa Civil, estavam em um veículo que foi arrastado pela enxurrada. 

    Um homem foi resgatado, mas um adolescente de 13 anos, uma criança de 4 anos e uma mulher de 43 anos seguem desaparecidos.

    Em uma outra ocorrência na cidade, um homem fazia a limpeza de uma galeria quando foi arrastado pela água no bairro De Lazzer.

    Segundo balanço do órgão, 64 municípios do estado enfrentaram problemas com o temporal, sendo que 49 deles sofreram principalmente com os ventos. No município de Hulha Negra, por exemplo, as rajadas de vento chegaram a atingir 126,7 km/h. Já em Caxias do Sul, a chuva acumulada em um só dia chegou a 159,4 milímetros.

    Em Pelotas, a prefeitura informou que o temporal destelhou casas e provocou a queda de muitas árvores, deixando famílias desalojadas. Em Nova Santa Rita, a prefeitura informou que 400 casas foram destelhadas. Por causa do temporal, a administração municipal de Nova Santa Rita decidiu suspender as aulas em diversas escolas da cidade. 

    Em Igrejinha, a prefeitura informou que o Rio Paranhana atingiu a cota de 3,5 metros e entrou em estágio de atenção, uma escala antes do nível de alerta. Mais de 100 casas ficaram destelhadas na cidade.

    Segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual do Rio Grande do Sul, as chuvas das últimas 12 horas estão provocando a elevação dos arroios e rios na região hidrográfica do rio Guaíba e, com a possibilidade de continuidade das chuvas, há riscos para alagamentos, enxurradas e extravasamento de rios. 

    A previsão é de que ao longo desta tarde a condição de chuva intensa e volumosa em curto período de tempo continue a atingir as áreas do Norte, Vales e Serra do estado, com acumulados oscilando entre 50 e 80 milímetros em 12 horas. Como já foram registrados acumulados durante essa madrugada, a Defesa Civil emitiu um alerta para essas regiões.

    Nas áreas Noroeste, Norte e Nordeste do estado há condição para tempestades, com queda de granizo e rajadas intensas de vento, que podem superar os 90 km/h. O alerta vale até a próxima quarta-feira (23).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Santo André, no ABC Paulista, começa a vacinar bebês contra o sarampo

    Santo André, no ABC Paulista, começa a vacinar bebês contra o sarampo

    Medida foi tomada após registro de caso da doença no município

    Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias que vivem em Santo André, no ABC Paulista, passam a receber a dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

    A estratégia foi adotada visando expandir a imunização dos bebês em meio ao risco de contágio. A medida foi implementada logo após o registro de um caso de sarampo na cidade.

    A vacina reforça a proteção em uma faixa etária altamente suscetível a infecções e agravamentos da doença. O procedimento também contribui para impedir que mais indivíduos sejam infectados.

    A dose não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 12 meses a 59 anos.

    Até o momento, o estado de São Paulo contabiliza 36 casos confirmados de sarampo este ano. A maioria das ocorrências concentra-se na capital paulista (32 casos), enquanto São Bernardo do Campo registrou dois, Guarulhos confirmou um e Santo André teve um registro identificado.

    *Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Veja como foi o fim de semana dos candidatos a presidente

    Veja como foi o fim de semana dos candidatos a presidente

    Presidenciáveis falaram sobre saúde, trabalho, segurança e bets

    Neste final de semana, os candidatos à Presidência da República visitaram os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, onde participaram de atos de campanha, caminhadas e entrevistas. Entre os temas abordados estiveram as prioridades para a saúde, mudanças no sistema prisional, o combate ao crime organizado, direitos do trabalhador, empreendedorismo e a proibição das bets.  

    >> Veja como foi o fim de semana dos presidenciáveis:  

    Augusto Cury (Avante) 

    O candidato participou de sabatina do Jornal da Record.

    Clariana Barão (DC) 

    A candidata não teve compromissos oficiais de campanha neste final de semana 

    Edmilson Costa (PCB) 

    O candidato concedeu entrevista ao SBT News. 

    Flávio Bolsonaro (PL) 

    O candidato passou o sábado (19) em Santa Catarina. Em discurso ao desembarcar em Joinville, Flávio afirmou que o estado catarinense “é a prova do Brasil que deu certo”.  

    “O povo de Santa Catarina é um povo trabalhador, um povo produtivo, um povo que tem a mentalidade de correr atrás pelos seus méritos”, destacou Flávio. 

    Ainda na cidade, em outro evento de campanha, disse que o modelo do sistema prisional catarinense será implantado em seu futuro governo.  

    “Tem um programa junto aos presos de menor periculosidade aqui e, todos os que querem trabalhar, conseguem emprego. Temos que ter uma parceria do sistema penitenciário junto a empresas para que esses egressos do sistema penitenciário trabalhem, paguem pela sua estadia. Mas, também, saiam daqui com uma profissão e reduzam a taxa de reincidência”, avaliou. 

    Hertz Dias (PSTU) 

    Neste sábado (19), o candidato esteve no bairro de Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, onde fez uma caminhada e conversou com moradores. Segundo ele, é preciso ampliar investimentos em educação, cultura, esporte e geração de emprego, além de oferecer perspectivas de futuro para a juventude trabalhadora. 

    “A juventude negra das periferias é a principal vítima da violência no país. Milhares de jovens têm suas vidas interrompidas todos os anos, enquanto outros tantos são empurrados para o desemprego, a precarização do trabalho ou o encarceramento. É preciso acabar com essa política que transforma os jovens pobres em alvo permanente da repressão”, defendeu. 

    Leonardo Avalanche (PRTB)

    Não houve divulgação de agenda pública do candidato neste fim de semana. 

    Lula (PT) 

    Durante comício em Florianópolis, neste sábado (19), o candidato à reeleição reforçou que pretende acabar com as bets no Brasil. Segundo ele, as apostas online estão levando muitas pessoas ao endividamento, causando perda de patrimônio e até da própria vida.  

     “O país proíbe briga de galo, passarinho, cassino, mas as bets entram na nossa casa pelo celular e tem muita gente que não consegue parar de apostar porque as propagandas os induzem a acreditar que vão ganhar. Se depender da minha vontade, eu quero acabar com as bets”, disse.  

    Ele ressaltou que, para começar com esse processo, é importante estar preparado porque há muito dinheiro para financiar a propaganda desse mercado.    

    “Os times de futebol fizeram uma carta essa semana dizendo que, se eu acabar com as bets, vou acabar com o futebol. É mentira, porque o São Paulo foi três vezes campeão do mundo sem ter a bet, assim como também foram campeões o Flamengo, o Corinthians, o Internacional, o Grêmio, a Seleção Brasileira”.   

    Lula afirmou que os times de futebol não podem querer sobreviver às custas do povo, que já é torcedor e frequenta os estádios. Segundo ele, quem não quer que as bets acabem são as emissoras de TV, os influenciadores e empresários.

    Renan Santos (Missão) 

    O candidato passou mais um dia no Rio Grande do Sul. Neste sábado (19), cumpriu agenda em Capão da Canoa. Em discurso aos apoiadores, Renan falou que “nós vamos militarizar o Brasil e juntos libertar a América do Sul do crime organizado”. 

    Disse ainda que, caso eleito, seu governo vai investigar o envolvimento de políticos com o crime organizado. 

    Sobre a polarização entre Flávio e Lula, Renan firmou que esta é a eleição da desistência: “ambos querem que você não tenha nenhuma esperança de nada diferente”.  

    Romeu Zema (Novo) 

    No sábado (19), o candidato foi a Contagem (MG), onde defendeu estímulos ao microempreendedorismo. Afirmando querer tornar menos burocrática a legislação, Zema propõe mudanças nas atuais regras de autorização de funcionamento de estabelecimentos comerciais.  

    “Quero que tenhamos, no Brasil, o mesmo que fizemos em Minas Gerais: confiar no empreendedor. Que ele passe a operar e, depois, o Estado fiscaliza. Hoje, parte-se do princípio de que ele é um criminoso, que o estabelecimento dele tem que ser aprovado antes dele começar a funcionar. Sou totalmente contrário”, comentou o ex-governador mineiro.  

    “Se alguém quiser abrir uma lanchonete, que abra. Aí, então, o Estado vai lá e fiscaliza. Se não estiver adequado, fecha. Hoje, às vezes, ele fica aguardando por meses para alguém ir lá fazer uma vistoria”, acrescentou. 

    Ele defendeu a redução do chamado “custo-Brasil” e destacou a preocupação com o nível de endividamento da população. “E quando eu falo de custo-Brasil, são vários, principalmente a taxa de juros que, hoje, é altíssima. Qualquer empreendedor que for a um banco pegar dinheiro vai estar pagando 25% ao ano. Lá fora, na Ásia, na Europa, na América do Norte, entre 6% e 7%.” 

    Ronaldo Caiado (PSD) 

    No sábado (19), o candidato esteve em Barretos, no interior de São Paulo, onde participou do Encontro Nacional de Muladeiros do Bem. Entrevistado por jornalistas, o político goiano prometeu que, se eleito, priorizará a saúde e, em particular, a prevenção ao câncer, promovendo o diagnóstico precoce da doença.  

    “A saúde terá prioridade total no sentido de fazer com que o atendimento básico seja de melhor qualidade e eficiência”, declarou. 

    O plano de governo de Caiado propõe a criação, no Sistema Único de Saúde (SUS), da chamada “via rápida do câncer”, estratégia que prevê o atendimento prioritário dos pacientes conforme a gravidade do caso.  

    “Para que as pessoas não cheguem ao hospital já em fase terminal”, explicou. O candidato também apontou algumas das demandas que vem recebendo de empresários do agronegócio.  

    “Mais do que nunca, o setor pede por um seguro rural. E um plano plurianual para que possa sobreviver às intempéries climáticas e às situações de mercado. Além da pacificação o campo”, concluiu Caiado, antes de seguir para Osasco, na região metropolitana da capital paulista, onde concedeu entrevista para uma emissora de TV. 

    Rui Costa Pimenta (PCO) 

    Não houve divulgação de agenda pública do candidato neste fim de semana. 

    Samara Martins (UP) 

    A candidata participou de uma caminhada com panfletagem neste sábado (19), em Madureira, bairro da zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Samara apresentou suas propostas para os trabalhadores, com aumento de 100% nos salários, redução da jornada de trabalho e fim da escala 6 por 1. 

    “Esse bairro é proletário, é dos trabalhadores, do povo negro. Vimos muitos trabalhadores concordando com o nosso programa e cansados da exploração que sofrem no capitalismo”, disse. 

    Wilson Grassi (Democrata) 

    No sábado (19), o candidato participou do Rocky Mountain Games, no Pico do Jaraguá,  na capital paulista. 

    * Colaboraram Alex Rodrigues (Brasília), Douglas Correa (Rio de Janeiro), Flávia Albuquerque e Vitor Abdala (Rio de Janeiro).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Cine Inclusão 60+ traz filmes dedicados ao debate sobre envelhecimento

    Cine Inclusão 60+ traz filmes dedicados ao debate sobre envelhecimento

    Mostra gratuita recebe público em São Paulo, Campinas e Santos

    Único festival audiovisual do país dedicado ao público idoso e acima dos 60 anos, o Festival Cine Inclusão 60+ teve início neste domingo (20). O evento é gratuito e segue até o dia 27 de setembro nas cidades de São Paulo, Campinas e em Santos.

    Voltado ao debate sobre o envelhecimento, o etarismo e a representatividade, o festival chega à sua sexta edição apresentando 21 produções nacionais e internacionais. São obras quevalorizam pessoas idosas como seu tema central, seja como protagonistas ou como criadoras. A seleção deste ano reúne filmes produzidos no Brasil, além de curtas realizados no Reino Unido, Japão, Índia, Peru, Argentina e Estados Unidos.

    O recorte apresenta diferentes perspectivas culturais sobre o envelhecimento e aborda experiências relacionadas a desejos, conflitos, afetos, autonomia e relações sociais.

    Entre os filmes que serão apresentados no evento está Mulher Papaya, de Camila Tarifa, curta que conquistou os prêmios de melhor roteiro e de melhor filme pelo júri da crítica do Festival de Gramado.

    Entre as novidades deste ano está a realização de um fórum especial, que foi chamado de Brasil 60+ sob a Ótica das Mulheres do Audiovisual. A iniciativa parte do crescimento da população com 60 anos ou mais para discutir seus impactos no setor, incluindo novos públicos, mercado de trabalho, permanência e reconhecimento profissional, desigualdades e formas de representação do envelhecimento.

    Mais informações sobre o festival e a programação podem ser conferidos no site do evento. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Longa de André Novais vence o Festival de Brasília de Cinema

    Longa de André Novais vence o Festival de Brasília de Cinema

    Se eu fosse vivo… vivia será exibio gratuitamente ao público

    O longa-metragem Se eu fosse vivo…vivia, dirigido por André Novais Oliveira, foi o grande vencedor do 59° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que terminou na noite deste sábado (19).

    O filme levou o Troféu Candango, principal prêmio do festival, e também ficou com os prêmios de melhor figurino e melhor roteiro.

    A escritora Conceição Evaristo e o ator Norberto Novais Oliveira receberam menção honrosa pela participação nas cenas.

    O drama conta a história do casal Gilberto e Jacira durante os anos de 1970, no interior de Minas Gerais. Após 50 anos de casamento, Jacira é internada, e Gilberto passa a viver experiências fora do comum.

    O mais longevo festival de cinema do país recebeu um recorde de 2 mil inscrições nesta edição. Desses, mais de 70 filmes foram selecionados em várias mostras. Além das mostras competitivas de longas e curtas, o festival contou com sesões paralelas e especiais para celebração de artistas e temáticas relevantes para o audiovisual brasileiro.

    Vencedores

    A partir deste domingo, o Cine Brasília, principal palco do festival, exibe os longas que venceram as mostras competitivas.  

    Se eu fosse vivo…vivia será reprisado nesta segunda-feira (21), às 20h. A entrada é gratuita.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil fecha Copa do Mundo de ginástica com mais cinco pódios

    Brasil fecha Copa do Mundo de ginástica com mais cinco pódios

    Domingo na Hungria tem 2 ouros brasileiros com Flávia e Nory

    Neste domingo (20), último dia de disputas da Copa do Mundo da Hungria de Ginástica Artística, o Brasil conquistou cinco medalhas.

    Rebeca Andrade, prata, e Flávia Saraiva, com ouro, fizeram uma dobradinha verde e amarela na trave.

    No solo, mais uma dobradinha: Flávia (prata) e Lorrane Oliveira (bronze). Artur Nory fechou o dia com uma medalha de ouro na barra fixa.

    A prata da campeã olímpica Rebeca Andrade veio com a somatória de 13,600, apesar de um desequilíbrio na apresentação. Flávia, com uma série limpa, foi a melhor com uma nota de 13,766.

    No solo, Flávia Saraiva foi prata e ganhou a terceira medalha da competição. Ela ficou com 13,433. A campeã Dulcy Caylor, dos EUA, somou apenas 00,033 a mais do que a brasileira. Lorrane Oliveira foi bronze com 12,933, completando o pódio.

    Na última final do dia, Arthur Nory foi o melhor na barra fixa com 14,133 e uma série sem erros. 

    Com as vitórias de hoje, o Brasil fecha sua participação com seis medalhas: três ouros, duas pratas e um bronze. Ontem (19), Flávia já tinha tinha levado o ouro nas barras assimétricas. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Rússia relata ataques cibernéticos ao sistema eleitoral

    Rússia relata ataques cibernéticos ao sistema eleitoral

    Eleições parlamentares são disputadas este final de semana no país

    Autoridades russas relataram ataques a sistemas eleitorais e linhas de comunicação em todo o país no sábado, segundo dia das eleições parlamentares realizadas entre 18 e 20 de setembro. Moscou considera o pleito um teste ao apoio público à guerra na Ucrânia.

    Espera-se amplamente que as eleições para a Duma Estatal, as primeiras desde que a Rússia iniciou sua guerra em grande escala em fevereiro de 2022, resultem na manutenção do domínio do partido governista pró-Putin, o Rússia Unida, no sistema político rigidamente controlado da Rússia.

    A maioria dos candidatos antigerra foi excluída das cédulas antes do início da votação nos 11 fusos horários da Rússia, depois que a Suprema Corte decidiu, no mês passado, que o partido liberal Yabloko — que defende um cessar-fogo na Ucrânia — havia violado as regras eleitorais, o que o partido negou.

    Alguns candidatos do Yabloko, no entanto, ainda disputam assentos em distritos uninominais, que correspondem à metade das 450 cadeiras da câmara baixa do parlamento. Tradicionalmente, o partido registra intenções de voto na casa de um dígito.

    No sábado, as autoridades informaram que o sistema de votação online em Moscou havia sofrido um forte ataque durante a madrugada, mas afirmaram que a situação estava sob controle.

    Os ataques continuavam, segundo declaração da presidente da Comissão Eleitoral Central (CEC), Ella Pamfilova, divulgada pela mídia estatal, mas todos estavam sendo repelidos com sucesso.

    O Ministério da Transformação Digital da Rússia informou ter registrado uma tentativa de sabotagem nas linhas de comunicação no Extremo Oriente do país, mas que o ataque havia sido frustrado e todas as comunicações haviam sido restauradas, segundo a mídia estatal.

    O presidente Vladimir Putin acusou anteriormente a Ucrânia de tentar interferir na votação, sem apresentar provas.

    (Reportagem da Reuters)


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Vasco é campeão do Brasileirão A2 Feminino

    Vasco é campeão do Brasileirão A2 Feminino

    Título vem apesar da derrota para Itabirito neste domingo

    O Vasco é campeão do Brasileirão Feminino Série A2. A conquista foi confirmada neste domingo (20), em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).

    Com a vitória de 3 a 1 no jogo de ida, em Minas Gerais, mesmo derrotada por 2 a 1 no segundo confronto, que teve transmissão ao vivo da TV Brasil, a equipe carioca garantiu a taça. 

    Bruna Marques e Luana Rodrigues marcaram para o Itabirito, enquanto Ju Santos fez o gol do título. 

    A2

    O A2 é a segunda divisão do campeonato nacional de futebol feminino, organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). As finalistas, ao lado de Atlético (PI) e Minas Brasília, estão confirmadas na elite do futebol feminino nacional de 2027.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Museu do Folclore recebe bordados do Vale do Jequitinhonha

    Museu do Folclore recebe bordados do Vale do Jequitinhonha

    Exposição vai até 29 de novembro

    Ao visitar a mostra Arte têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG, o público poderá ver de perto tecidos em algodão feitos manualmente com bordados e acabamentos ponto a ponto, típicos dessas duas cidades mineiras.

    A mostra gratuita ocorre até 29 de novembro no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular no Museu de Folclore Edison Carneiro, no Catete, Rio de Janeiro. Os visitantes poderão conhecer e comprar diversas peças.

    Marca da região, a arte têxtil atravessa séculos. Os itens de cama, mesa e vestuário trazem combinação de cores e acabamentos em crochê. A tecelagem, o bordado, a cerâmica e os trabalhos em couro e madeira são definidos como saberes e fazeres expressados ancestrais.


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Peças da mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG. Fernando Frazão/Agência Brasil

    Segundo a historiadora Ana Lima Kallás, responsável pela pesquisa de campo e o texto do catálogo, sobre bordados em peças para decoração, vestuário e diversos outros trabalhos manuais, o visitante encontra panorama documental único. 

    “A arte têxtil do Jequitinhonha é menos conhecida apesar de ser uma arte muito antiga naquele território. O bordado assumiu um lugar mais importante nessa produção têxtil do que os tecidos, há mais bordadeiras que tecelãs.”

    Ana Lima explica que a mostra chama o público a refletir sobre os impactos destrutivos dos empreendimentos naquela região, como o plantio extensivo de eucalipto que diminuiu a área da cultura de algodão na agricultura familiar.

    De acordo com ela, a mostra traz também o debate de gênero, porque o bordado foi sempre associado, num olhar patriarcal, a uma atividade doméstica das mulheres. 

    “Hoje há uma mudança significativa nesse cenário. Com a formação das associações de artesãs, esse trabalho deixou de ser visto apenas como uma atividade doméstica e passa a ser visto como uma atividade profissional que gera a renda principal.”

    O Vale do Jequitinhonha está localizado na porção nordeste de Minas Gerais e abrange também uma pequena parte do sudeste da Bahia. É formado por três porções: alto, médio e baixo. Turmalina e Veredinha estão situadas no Alto Jequitinhonha.

    Arte familiar


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – As artesãs Maria Aparecida das Graças Oliveira, Monique Sthefany Rodrigues Sobrinho e Ilma Gonçalves de Oliveira na mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, que exibe seus bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    As artesãs Maria Aparecida das Graças Oliveira, Monique Sthefany Rodrigues Sobrinho e Ilma Gonçalves de Oliveira na mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG. Fernando Frazão/Agência Brasil

    A arte têxtil acompanha a vida de Maria Aparecida das Graças Oliveira, presidente da Associação de Artesãos de Turmalina (Astur). Cresceu ajudando mãe, avós e tias no ofício.

    “Desde cedo cresci com tecidos e bordados ao redor. Primeiro, eu ajudava a preparar o algodão para fazer o fio e depois tecer. Nos tecidos mais grossos, minha mãe fazia as iniciais de todos com ponto cruz, ela falava ponto de marca, para identificar os donos de cada item.”

    Para Maria Aparecida, que vem pela primeira vez ao Rio de Janeiro, a oportunidade de expor o trabalho das artesãs simboliza um momento especial para ampliar a visibilidade da arte têxtil do Jequitinhonha.

    Mobilização

    Ilma Gonçalves de Oliveira, presidente da Associação Comunitária dos Artesãos de Turmalina (Soarte), conta que a mobilização de mulheres e a consequente importância da geração de renda do artesanato no Vale do Jequitinhonha é um aspecto a ser ressaltado.

    “Percebo que aqui, não apenas no nosso município, Turmalina, mas no Vale do Jequitinhonha como um todo, o artesanato representa uma renda necessária. Garante o sustento de famílias.” 

    A pesquisadora Ana Lima entrevistou 40 mulheres para a montagem da exposição que retrata Turmalina e Veredinha. O associativismo forma uma força coletiva de especial significado entre as artesãs. 

    Pensam e agem coletivamente na compra de insumos, na participação em eventos, na venda, no desenvolvimento de novas coleções, na participação em cursos de capacitação, na busca coletiva por soluções aos desafios colocados.


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Peça da mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Serviço

    Local: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular | Museu de Folclore Edison Carneiro – Rua do Catete, 179. Catete – RJ. Tel. 21 3032.6052.

    Dias e horários de visitação: Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Entrada franca.

    Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan) | Associação Cultural de Amigos do Museu do Folclore Edison Carneiro (Acamufec).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil e EUA: entenda as relações após alerta sobre eleições

    Brasil e EUA: entenda as relações após alerta sobre eleições

    Lula e Trump estarão juntos novamente na ONU, em Nova York, na terça

    A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elaborou um relatório em que aponta risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano. O documento reservado alerta ainda para uma tendência de escalada da pressão estadunidense sobre o Brasil.

    O relatório foi encaminhado no fim de agosto à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça. As informações foram divulgadas neste sábado (19) pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmadas pela TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    Segundo a publicação, a inteligência brasileira classifica a possibilidade de interferência externa com um “nível de criticidade” e contextualiza o problema dizendo que “a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina” é prioridade do segundo governo do presidente norte-americano Donald Trump. O objetivo é afastar “rivais dos EUA”, como a China, de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região.

     A avaliação da Abin indica que houve intensificação das ações dos Estados Unidos em relação ao Brasil ao longo dos últimos meses. Além da ingerência nas eleições, o Brasil vem sendo alvo de medidas econômicas e políticas prejudiciais aos interesses nacionais. 

    Enquanto isso, o governo brasileiro busca manter as boas relações diplomáticas e comerciais. Apesar de criticar as ações do governo estadunidense, é comum ouvir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer, em eventos e entrevistas, “eu me dou muito bem com o Trump”. 

    Entenda

    Tudo começou com a famosa “química” que teria brotado entre os dois durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025. Essa foi a exata definição do mandatário norte-americano após um breve encontro entre ambos, quando Lula deixava o palco e Trump se preparava para discursar.

    Mas essa aparente boa relação entre os dois não significa vida fácil para a diplomacia ou para a economia brasileira.

    Desde abril de 2025, o Brasil tem sido alvo de tarifas de exportação para produtos vendidos ao vizinho do Norte. Inicialmente, foram 10% aplicados a vários países. Naquele momento, o interesse puramente econômico dava o tom das medidas anunciadas.

    Dois meses depois, porém, o tom político passou a influenciar medidas econômicas do governo estadunidense. No dia 30 de julho, Donald Trump assinou uma Ordem Executiva (OE) que considerava o Brasil uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA”. E elevou o valor total da tarifa para 50%.

    Aumento das tarifas

    Entre as justificativas para o aumento da tarifa, destacava-se a atuação da Justiça brasileira ao limitar a atuação de redes sociais em território brasileiro. Entre essas redes sociais estavam a Rumble, rede social da Trump Media & Tecnology Group (TMTG), e o X, antigo Twitter, presidido por Elon Musk, aliado de Donald Trump.

    A restrição a determinadas redes sociais tinha relação com a incitação de discursos de ódio e atentados à democracia, de acordo com o Supremo Tribunal Federal.

    Outra justificativa para as tarifas passou pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O governo dos Estados Unidos considerou a condenação uma perseguição política e intimidação a opositores do atual governo.

    Trump repetia a versão de Bolsonaro, que afirma ser perseguido no processo em que foi acusado de liderar a tentativa de golpe de Estado no Brasil. Na ocasião, Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para Lula.

    Lei Magnitsky

    Além das tarifas, o governo norte-americano foi além e aplicou a Lei Magnitsky a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator dos processos da trama golpista, bem como de sua esposa, a advogada Viviane Barci Moraes.

    Trata-se de uma lei local, mas que prevê o bloqueio de contas bancárias, ativos e aplicações financeiras nos Estados Unidos, a proibição de transações com empresas americanas que estão no Brasil, além do impedimento de entrada no país.

    Na ocasião, também foram alvo de cancelamento do visto de entrada nos EUA os ministros do STF Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes.

    Em dezembro de 2025, Moraes e sua esposa tiveram os nomes retirados da lista de sancionados pela Lei Magnitsky.

    O papel de Eduardo Bolsonaro

    Na ocasião, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, já havia ido para os Estados Unidos argumentando ser um perseguido político. Assim que a Lei Magnitsky foi aplicada, ele foi às redes sociais celebrar as medidas econômicas e legais contra o Brasil.

    Além disso, Eduardo afirmou ter atuado junto às autoridades americanas em prol desse resultado. Isso levou o parlamentar a ser denunciado por coação no curso do processo, já que incentivou os EUA a decretarem tarifas para pressionar a Justiça a não condenar seu pai.

    Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF em junho de 2026. Ele continua morando nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

    Queda nas tarifas

    Em fevereiro deste ano, porém, Donald Trump sofreu um revés em sua política tarifária. A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas sobre produtos importados impostas globalmente por Trump.

    A Corte decidiu que a imposição de tarifas feita pelo presidente interferiria nos poderes do Congresso do país e violaria um princípio jurídico chamado doutrina das questões importantes. O governo dos EUA, então, teve que devolver bilhões de dólares arrecadados ilegalmente.

    Apesar da limitação legal, o governo dos Estados Unidos ainda lança mão de tarifas. Inclusive contra o Brasil. No dia 22 de julho, os EUA anunciaram uma sobretaxa de 25%. A medida atingiu 19% das exportações brasileiras para o país norte-americano.

    A alegação do governo Trump, desta vez, se baseava em “adoção de práticas desleais” do Brasil na relação entre os dois países. Entre essas práticas, estariam o uso do PIX (sistema de pagamentos eletrônicos brasileiro), a regulação das redes sociais, o desmatamento ilegal e acordos preferenciais com México e Índia, entre outros.

    Dias depois, uma nova tarifa, de 12,5%, foi aplicada. O argumento foi de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na ocasião, o governo brasileiro afirmou que a tarifa foi “arbitrária e injustificada” e ressaltou o reconhecimento internacional do país no combate ao trabalho escravo.

    Atualmente, parte dos produtos exportados para o país norte-americano podem ser tributados em até 37,5%.

    Organizações terroristas

    Em maio deste ano, os EUA anunciaram, em comunicado do Departamento de Estado, o desígnio das facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

    O governo brasileiro tentou evitar essa designação por meses. Na avaliação do governo, isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou uma aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.

    De acordo com especialistas, a classificação dessas facções como terroristas pode, na verdade, atenuar eventuais punições a quem comete crimes de narcotráfico, lavagem de dinheiro, extorsão, latrocínio e contrabando de armas e munições.

    Visto revogado

    Em 4 de agosto, os EUA anunciaram a revogação do visto da embaixadora do Brasil no país, Maria Luiza Ribeiro Viotti. O país norte-americano justificou a medida pela demora do Brasil na resposta à concessão de aprovação diplomática do indicado do governo Trump a assumir a embaixada dos EUA no Brasil.

    O governo brasileiro rebateu as alegações, afirmando serem falsas. Em nota divulgada à época, o Brasil afirmou que os EUA feriram a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas quando divulgaram o nome do seu indicado para assumir a embaixada no Brasil.

    Segundo o governo, o nome só poderia ser tornado público após a concessão da anuência do país anfitrião.

    Lula e Trump

    Apesar de reafirmar seu bom relacionamento pessoal com Donald Trump, o presidente Lula não o poupa de críticas. Em junho, afirmou que Trump “fez uma coisa desaforada” ao sugerir novas tarifas contra o Brasil enquanto os dois países negociam.

    Isso não impede, no entanto, encontros ou conversas telefônicas entre os dois. Após o breve encontro na ONU, em setembro de 2025, os dois se encontrariam novamente no mês seguinte em Kuala Lumpur, na Malásia, onde ocorria a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

    Na ocasião, Trump se disse “honrado” por encontrar o presidente brasileiro. Mas nenhum acordo foi anunciado.

    O último encontro entre os dois ocorreu em maio deste ano, em Washington. No encontro, Lula procurou explicar que os Estados Unidos têm superávit na relação comercial com o Brasil e que não há “prática desleal” na relação comercial. Levou documentos e acertou com seu homólogo uma mesa de negociação entre as equipes dos dois governos.

    A reunião durou mais de três horas. Lula também expôs as medidas do Brasil contra o crime organizado, numa tentativa de evitar a designação de facções brasileiras como terroristas, o que ocorreria dias depois.

    Em abril, Brasil e Estados Unidos já haviam anunciado um acordo de cooperação mútua visando combater o tráfico internacional de armas e drogas.

    Além de encontros presenciais, os dois já conversaram por telefone ao menos quatro vezes. A última dessas conversas, e a mais longa, com 1h20 de duração, ocorreu em agosto. A iniciativa partiu do presidente brasileiro e a ideia era retomar as negociações comerciais e discutir a contenção de conflitos internacionais.

    Ambos estarão juntos novamente na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na próxima terça-feira (22). Lula, como presidente do Brasil, é responsável por abrir o Debate Geral, seguido do discurso do presidente dos Estados Unidos.

    Não há, entretanto, nenhum encontro bilateral marcado entre eles.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br