Autor: Redação Qnews

  • PM ocupa cinco comunidades do Complexo de Israel, no Rio

    PM ocupa cinco comunidades do Complexo de Israel, no Rio

    A Polícia Militar (PM) está ocupando, por prazo indeterminado, cinco comunidades que compõem o Complexo de Israel, na zona norte do Rio. Mais de 220 homens da corporação vão patrulhar durante 24 horas as comunidades Cinco Bocas, Cidade Alta, Pica-Pau, Vigário Geral e Parada de Lucas. A área é comandada por Álvaro Malaquias Santos Rosa, o Peixão, uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP).
    A corporação participa da ocupação com agentes do Comando de Operações Especiais (COE), como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Choque, do Batalhão de Ações com Cães, do 1º Comando de Policiamento de Área (1º CPA), do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM) e do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM).
    “Estamos fazendo o policiamento preventivo e ostensivo, junto ao setor de inteligência”, disse o porta-voz da corporação, major Maicon Pereira, acrescentando que a troca de turno dos militares é feita no próprio local da ocupação. “Fazemos varreduras com o Batalhão de Ações com Cães, o Bope e o Choque”.
    As principais vias expressas da cidade, como as Linhas Vermelha e Amarela, além da Avenida Brasil, serão fechadas imediatamente em caso de confronto com criminosos.
    O traficante Peixão age com mão de ferro nas comunidades, impõe ditadura fundamentalista violenta e perseguição religiosa no Complexo de Israel. Ele utiliza uma fachada religiosa para justificar o controle territorial e o domínio social pela força.
    Nessa terça-feira (25), as polícias Civil e Militar realizaram uma operação contra narcotraficantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) que atuam no Complexo de Israel. A ação é resultado de investigações conduzidas pela 38ª delegacia policial (Brás de Pina) e teve como objetivo cumprir dezenas de mandados de prisão contra criminosos envolvidos em diferentes delitos.
    Ao todo, oito criminosos foram presos, entre eles Luana Rosa de Araújo, apontada como braço direito de Peixão. As equipes encontraram um imóvel utilizado como casamata pelos traficantes, com seteiras reforçadas. Também foram apreendidos celulares e aparelhos eletrônicos, que passarão por perícia.
    Nas ações, cinco criminosos foram presos. No âmbito da mesma ação, agentes também fizeram diligências para verificar informações de inteligência na comunidade Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Durante a ação, três criminosos foram presos, e o gerente do tráfico de drogas da região foi neutralizado ao atacar os policiais. Além disso, foram apreendidos dois fuzis, grande quantidade de drogas e veículos roubados.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Caixa paga Bolsa Família de agosto a beneficiários com NIS de final 7

    Caixa paga Bolsa Família de agosto a beneficiários com NIS de final 7

    A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (26) a parcela de agosto do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 7.
    Neste mês, 19,3 milhões de famílias serão beneficiadas, com o valor médio do benefício em R$ 678,35.
    Os moradores de 186 municípios de sete estados receberam o crédito no último dia 18, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (3 municípios), Bahia (15), Paraíba (31), Paraná (5), Rio Grande do Norte (122), Roraima (6) e Sergipe (4).
    >> Lista dos municípios com pagamento unificado
    O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais: O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.
    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
    Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.
    Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.
    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Búzios inaugura Banco Vermelho em memória a vítimas de feminicídio

    Búzios inaugura Banco Vermelho em memória a vítimas de feminicídio

    A Secretaria Municipal da Mulher de Búzios, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, promoveu nessa terça-feira (25), na Praça dos Ossos, a ação “Búzios por Elas”. A finalidade é aproximar a rede municipal de proteção da população, ampliando o acesso a informações sobre os serviços de atendimento e orientação às mulheres.
    A escolha da Praça dos Ossos tem significado histórico. O Banco Vermelho será dedicado à memória de Ângela Diniz, vítima de feminicídio em 1976, cujo caso está relacionado à história do bairro.
    A homenagem representa não apenas a memória de Ângela, mas a de todas as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência, reforçando a necessidade de prevenção e enfrentamento ao feminicídio.
    A socialite Ângela Diniz, conhecida como “Pantera de Minas”, foi assassinada a tiros em 30 de dezembro de 1976 por seu companheiro Raul Fernando do Amaral Street, o Doca Street, na casa de veraneio de Ângela, na Praia dos Ossos, em Armação dos Búzios.
    O crime ocorreu após uma discussão intensa sobre o fim do relacionamento. Doca disparou quatro tiros à queima-roupa contra Ângela, que tinha 32 anos.
    O caso chocou o Brasil e tornou-se um dos primeiros grandes marcos na discussão pública sobre violência de gênero e feminicídio no país.
    No primeiro julgamento, em 1979, o advogado de Doca Street, o ex-ministro do STF Evandro Lins e Silva usou o argumento da “legítima defesa da honra”, alegando que o réu havia “matado por amor” e sido provocado pela vítima.
    Doca foi condenado a uma pena leve, de apenas dois anos de reclusão, obtendo o benefício de cumprir a pena em liberdade.
    Houve um clamor público e indignação com o resultado do julgamento, mobilizando movimentos feministas pelo país. O famoso lema “quem ama não mata” nasceu dessa mobilização e mudou para sempre o debate sobre a violência contra a mulher no Brasil.
    Devido à forte pressão social, o julgamento foi anulado e revisto em um novo julgamento, onde Doca Street foi condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Veja como foi a terça-feira (25) dos candidatos a presidente

    Veja como foi a terça-feira (25) dos candidatos a presidente

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta terça-feira (25) incluiu sabatinas, entrevistas à imprensa e participação em fóruns e eventos de campanha.
    >> Veja como foi a terça-feira (25) dos presidenciáveis:
    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Maceió, onde teve reunião com empresários do setor produtivo e participou de uma carreata.
    Ele disse que, se eleito, pretende investir no Nordeste para ampliar a produção de alimentos, como ocorreu no Centro-oeste.
    “Podemos trazer água de verdade para o povo nordestino e também para o nosso agro para que possa prosperar. Olhar para o Nordeste para que, no futuro, seja o maior produtor de alimentos do mundo”, disse.
    Flávio Bolsonaro participou também da Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus.
    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias concedeu entrevista ao Monitor Mercantil. Ele defendeu mais direitos aos trabalhadores de aplicativos.
    “Milhões de pessoas dependem dos aplicativos para sobreviver, mas trabalham sem direitos, sem proteção social e submetidas a algoritmos que determinam sua renda sem qualquer transparência”, disse.
    Na parte da tarde, o candidato e apoiadores fizeram panfletagem no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo.
    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    O candidato Luiz Inácio Lula da Silva não teve agenda de campanha.
    Nas redes sociais, ele reiterou o posicionamento favorável ao fim da escala 6 por 1, que está sob análise do Senado.
    “Vamos acabar com essa jornada escrava de trabalho”, disse, em vídeo.
    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos criticou o modelo atual das emendas parlamentares, ao participar de evento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), na capital paulista.
    Ele defendeu a regulamentação e um sistema de fiscalização por meio de um Procurador-Geral da República independente.
    “O Congresso Nacional não se importa com projeto, com nenhum tema nacional, só se importa com emenda”, disse
    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema visitou a comunidade Tavares Bastos, na zona sul do Rio de Janeiro, onde se reuniu com moradores para discutir o tema da segurança pública.
    Ele apresentou propostas voltadas ao combate ao crime organizado, com foco na retomada de áreas sob influência de facções criminosas.
    Depois, participou de sabatina dos jornais O Globo e Valor e da rádio CBN.
    Ronaldo Caiado (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado defendeu que as soluções para os problemas no setor de energia (geração, transmissão e distribuição) devem ocorrer em parceria com a iniciativa privada.
    “Eles [iniciativa privada] é que estarão à frente nessa responsabilidade de levar a esses vazios no Brasil uma condição de energia capaz de industrializar a região, de poder irrigar essa região e poder, ao mesmo tempo, ser motivador para que a pessoa possa ter a sua iniciativa”, disse, ao participar do evento da Abdib, na capital paulista.
    Às 21h, participa de sabatina na TV Globo.
    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta foi entrevistado pelo programa Análise da 3ª, veiculado pelo canal no YouTube da Rádio Causa Operária.
    Ele participou de reunião com a executiva nacional do PCO e concedeu entrevista ao Canal do Galo Preto, também no Youtube.
    Samara Martins (UP)
    A candidata cumpriu agenda de campanha em Aracaju, onde participou de panfletagem e caminhada com trabalhadores.
    À noite, Samara participou de plenária com apoiadores na Ocupação João Mulungu, que fica em um prédio abandonado da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e onde residem mais de 30 famílias.
    A candidata manifestou apoio às famílias e defendeu a organização popular. “É preciso que o povo esteja organizado, que o povo esteja em luta para transformar a sua própria realidade, ” disse.
    Wilson Grassi (Democrata)
    O candidato participou de reuniões internas de campanha e de entrevista ao portal Terra.
    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury participou de uma sabatina no Grupo Thathi/Novabrasil, em que defendeu a adoção do sistema semi-presidencialista no país.
    “Temos que provocar o Congresso para mudar o regime, para que o presidente fique no estratégico e que o primeiro-ministro possa gerir essa nação com responsabilidade”, disse.
    Após a sabatina, Cury viajou para Minas Gerais, onde participou de evento de lançamento da campanha no estado.
    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão concedeu entrevistas a portais de notícias em Brasília. Ela defendeu reformas estruturais no país, em especial a previdenciária.
    Ela disse que, se eleita, criará centros integrados de atendimento à violência doméstica, com o objetivo de incentivar as mulheres a fazerem denúncias contra agressores.
    “Esse centro terá uma delegacia 24 horas de atendimento à mulher; e um posto do IML para poder atendê-la no exame de corpo e delito imediatamente”, afirmou.
    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato não divulgou agenda de campanha.
    Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.
    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.
    * Colaboraram Camila Boehm (São Paulo), Cristina Indio do Brasil (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e Pedro Peduzzi (Brasília)

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mega-Sena acumula para R$ 25 milhões; confira os números sorteados

    Mega-Sena acumula para R$ 25 milhões; confira os números sorteados

    Geral

    Números sorteados são: 06 – 13 – 36 – 43 – 53 – 55
    Agência Brasil
    Publicado em 25/08/2026 – 21:32
    Brasília
    Versão em áudio
    Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.049 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (25). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 25 milhões para o próximo sorteio.
    Os números sorteados são: 06 – 13 – 36 – 43 – 53 – 55
    – 22 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 41.986,04 cada
    – 1.567 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 971,64 cada
    Apostas
    Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (27), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
    A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
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    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mendonça propõe tese para julgamento sobre deep fake no TSE

    Mendonça propõe tese para julgamento sobre deep fake no TSE

    O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs nesta terça-feira (25) uma tese jurídica para balizar os julgamentos sobre uso ilegal de deep fake nas redes sociais durante a campanha eleitoral.
    As deep fakes ocorrem pela criação de conteúdo artificial para prejudicar candidatos. A divulgação desse tipo de conteúdo é proibida pelo TSE.
    No entendimento de Mendonça, é preciso diferenciar o conteúdo sintético produzido por IA, que tem regras estabelecidas pela Corte, e casos de deep fake, para garantir a segurança jurídica das decisões.
    “Considera-se deep fake o conteúdo sintético de áudio, vídeo ou combinação de ambos que, mediante criação, substituição ou alteração digital de imagem ou voz, apresente grau de realismo ou verossimilhança objetivamente apto a produzir falsa percepção de autenticidade quanto a manifestação, comportamento, fato ou circunstância representados”, propôs o ministro.
    A proposta foi apresentada pelo ministro em uma decisão em que determinou a remoção de um vídeo com imagens do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Na ação, a campanha do candidato argumentou que as cenas eram falsas e foram produzidas por inteligência artificial (IA). No processo, o ministro diz que a suspensão é necessária por não apresentar registros reais do candidato.
    Reunião
    Na semana passada, os ministros do TSE começaram a discutir combate às deep fake na campanha. A reunião foi convocada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, para que os ministros possam definir como será a atuação do tribunal nessa questão.
    O encontro ocorreu a portas fechadas e não houve declarações oficiais. A expectativa é que a deliberação sobre o tema seja colocada em prática nas próximas sessões, quando o TSE vai decidir os primeiros casos envolvendo deep fakes na campanha deste ano.
    Regras
    Em março deste ano, o TSE aprovou regras sobre utilização de inteligência artificial durante as eleições gerais de outubro. As normas valem para candidatos e partidos. Os ministros proibiram que provedores de IA permitam, ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar.
    O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores.
    Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com nudez e pornografia. A Corte Eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • América Latina, Caribe e FAO reforçam o compromisso com o abastecimento alimentar

    América Latina, Caribe e FAO reforçam o compromisso com o abastecimento alimentar

    24 agosto 2026
    Representantes de 16 países aprovaram ações conjuntas para enfrentar a inflação dos alimentos e combater a fome na região.
    Agenda da Rede de Sistemas Públicos de Abastecimento e Comercialização de Alimentos (Rede SPAA) prevê maior transparência nos preços, reservas estratégicas de alimentos e fortalecimento dos sistemas públicos de abastecimento.
    Países reforçaram o apoio às compras públicas da agricultura familiar, camponesa e indígena para ampliar o acesso a alimentos saudáveis.
    A região registrou avanços na redução da fome e da insegurança alimentar. Em 2025, cerca de 32 milhões de pessoas passaram fome, o equivalente a 4,8% da população regional. No entanto, o acesso econômico a uma dieta saudável continua sendo um dos maiores desafios. Em 2025, o custo médio de uma dieta saudável na América Latina e no Caribe chegou a US$ 4,91 por pessoa ao dia, o valor mais alto do mundo.
    Diante desse cenário e dos desafios climáticos, representantes de 16 países membros da Rede de Sistemas Públicos de Abastecimento e Comercialização de Alimentos (Rede SPAA) reafirmaram seu compromisso de fortalecer esses sistemas como ferramentas estratégicas para enfrentar a inflação dos alimentos, melhorar o funcionamento dos mercados de alimentos, a transparência dos preços, a geração de estoques e reservas estratégicas e o fortalecimento de programas voltados a garantir o acesso a alimentos saudáveis que contribuam diretamente para a população, especialmente para aquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade nas áreas rurais, urbanas e periurbanas. A essa iniciativa também se juntou a Comunidade do Caribe (CARICOM), que participou pela primeira vez desse espaço de integração regional.
    A XI Reunião da Rede SPAA foi organizada em Santo Domingo conjuntamente pela FAO e pelo Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), no âmbito do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-FAO, e pelo Instituto de Estabilização de Preços (INESPRE) da República Dominicana. A FAO desempenha um importante papel como Secretaria Executiva da Rede há mais de uma década, coordenando seu funcionamento, prestando assistência e assessoria às instituições públicas dos países membros, além de facilitar a cooperação.
    No encontro, os países-membros trocaram experiências e analisaram os principais desafios da América Latina e do Caribe para garantir o acesso a alimentos saudáveis e a melhores preços em benefício dos consumidores, bem como para alcançar sistemas públicos de abastecimento cada vez mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis.
    Os membros da Rede aprovaram uma declaração que estabelece uma agenda de ações conjuntas, tendo entre as prioridades o fortalecimento das capacidades institucionais dos sistemas públicos de abastecimento; o desenvolvimento de mecanismos transparentes de gestão e estabilização de preços; a melhoria dos sistemas públicos de informação e inteligência de mercados; o estabelecimento de mecanismos de alerta precoce e reservas estratégicas de alimentos; e a ampliação dos programas de compras públicas de alimentos com a participação da agricultura familiar, camponesa e indígena, das mulheres e dos jovens rurais, das cooperativas e das associações de produtores.
    A XI Reunião foi inaugurada pelo presidente da República Dominicana, Luis Abinader, que destacou que combater a fome exige atuar simultaneamente sobre a produção, a geração de renda para os produtores, a proteção social e o abastecimento eficiente e inclusivo, aproximando produtores e consumidores. Além disso, afirmou que a fome não é combatida pelo trabalho de uma única instituição, mas que é necessário estabelecer uma estratégia de trabalho que reúna mais instituições em um esforço conjunto para a busca de soluções.
    O representante da FAO na República Dominicana, Rodrigo Castañeda, afirmou que “diante da crise climática, das tensões geopolíticas e da inflação dos alimentos, fortalecer os Sistemas Públicos de Abastecimento e Comercialização de Alimentos é fundamental para construir sistemas alimentares resilientes e garantir um acesso mais equitativo e eficiente aos alimentos”.
    O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) do Brasil, Eric Moura, afirmou: “Esperamos que a Rede SPAA se fortaleça como um espaço permanente de cooperação, aprendizagem mútua e construção de uma agenda regional duradoura de combate à fome e promoção da segurança alimentar e nutricional”.
    Panamá na presidência da Rede
    Durante a reunião, o Panamá, representado pelo Instituto de Mercado Agropecuário (IMA), foi escolhido para a presidência da Rede SPAA para o período 2026–2028. A instituição governamental tem como função implementar as políticas de comercialização, apoiando o produtor nacional na comercialização e no mercado de seus produtos, para o crescimento e desenvolvimento do setor agrário. A vice-presidência ficará a cargo do Uruguai, representado pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP).
    Nilo Murillo Robles, diretor-geral do IMA, ressaltou que a integração entre os países para enfrentar problemas comuns, como a inflação dos alimentos e a fome, é fundamental para tornar as políticas públicas mais eficientes. Além disso, expressou seu compromisso e reconheceu a importância de assumir a presidência da Rede SPAA e o papel estratégico desse espaço regional, que atualmente conta com 19 países membros.
    Por outro lado, os países decidiram que o Panamá será a sede da XII Reunião da Rede, em 2027.
    SPAA: a conexão entre a produção local e o consumo
    Os Sistemas Públicos de Abastecimento e Comercialização de Alimentos (SPAA) desempenham um papel estratégico para assegurar uma oferta estável, melhorar a transparência dos mercados, reduzir as diferenças entre os preços na origem e os preços ao consumidor e aproximar alimentos saudáveis das populações rurais, das mulheres, dos povos indígenas, das comunidades afrodescendentes, dos pequenos produtores e das famílias de menor renda nas cidades.
    As compras públicas, os programas de alimentação escolar, os mercados públicos e populares, as feiras livres, as reservas estratégicas de alimentos básicos, as lojas e unidades móveis, os circuitos curtos de comercialização e a venda direta constituem ferramentas fundamentais para conectar a produção local ao consumo, direcionando as políticas públicas de alimentação. Quando esses instrumentos incorporam efetivamente a agricultura familiar, permitem melhorar a renda dos produtores, dinamizar as economias territoriais e locais, além de reduzir a intermediação desnecessária e facilitar o acesso da população a alimentos frescos, de melhor qualidade, saudáveis e culturalmente adequados.
    Contato para imprensa:
    – Palova Brito, Comunicação do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil-FAO: [email protected]

    Fonte: brasil.un.org

  • ONU e Cruz Vermelha cobram adoção urgente de normas sobre armas autônomas

    ONU e Cruz Vermelha cobram adoção urgente de normas sobre armas autônomas

    25 agosto 2026
    Em um apelo conjunto feito nesta terça (25), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e a presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, pediram que líderes políticos adotem com urgência novas normas internacionais sobre sistemas de armas autônomas.
    Em meio a relatos de que drones totalmente autônomos e guiados por inteligência artificial (IA) estejam sendo utilizados em campos de batalha, o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, renovaram, nesta terça-feira (25/08), seu apelo urgente por controles mais rigorosos, antes que seja tarde demais.
    O momento em que o apelo foi feito reflete as crescentes preocupações de que armas cada vez mais sofisticadas estejam sendo fabricadas e empregadas com velocidade e escala cada vez maiores, impulsionadas por uma tecnologia de IA cada vez mais poderosa.
    “Estamos agora perigosamente próximos de cruzar uma linha vermelha moral: o ataque autônomo a seres humanos por máquinas”, afirmou o secretário-geral António Guterres, em um apelo conjunto com a presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric Egger.
    Atacar civis e infraestrutura civil em conflitos já é estritamente proibido pelo direito internacional humanitário. A preocupação adicional é que decisões de vida ou morte sejam tomadas por máquinas incapazes de distinguir entre combatentes e não combatentes.
    Ecoando essas preocupações em Genebra, a chefe de assuntos de desarmamento da ONU em Genebra, Mélanie Régimbal, enfatizou a posição de longa data do líder das Nações Unidas de que sistemas que selecionam ou atacam alvos e tiram vidas humanas sem controle e julgamento humanos “são politicamente inaceitáveis, moralmente repugnantes e devem ser proibidos pelo direito internacional”.
    No apelo, Guterres e Egger observaram que as armas autônomas “não fazem parte de um futuro distante”, uma vez que a corrida rumo a uma maior autonomia já está em andamento. Cientistas e engenheiros que desenvolvem tais sistemas também manifestaram preocupações quanto aos riscos envolvidos, observaram eles.
    A ONU e a Cruz Vermelha exortam os governos a iniciar negociações sobre um instrumento juridicamente vinculativo que estabeleça proibições e restrições claras.
    O apelo é feito antes da Sétima Conferência de Revisão da Convenção sobre Certas Armas Convencionais (CCW), que ocorrerá em novembro, em Genebra. Os líderes da ONU e da Cruz Vermelha descreveram o encontro como o “caminho mais claro disponível” para que os Estados cheguem a um acordo para avançar nas negociações sobre um instrumento juridicamente vinculativo.
    Já foram estabelecidas bases importantes para um acordo por meio de discussões na Assembleia Geral da ONU e no Grupo de Peritos Governamentais da CCW, afirmaram eles, incluindo avanços na definição do julgamento e do controle humanos necessários para garantir o cumprimento do Direito Internacional Humanitário.
    A ONU e o CICV lançaram seu apelo conjunto pela primeira vez em 2023, instando os Estados a negociarem um instrumento juridicamente vinculativo até 2026. O apelo inicial enfatizou que o controle humano deve ser mantido sobre decisões de vida ou morte e que máquinas capazes de tirar vidas sem envolvimento humano devem ser proibidas pelo direito internacional.
    O apelo desta terça (25) renova esse impulso com prazo definido, ressaltando que o trabalho meticuloso dos últimos anos deve agora levar à ação.
    “Exortamos os Estados a aproveitarem este momento”, afirmaram os líderes.
    “A inovação deve servir à humanidade – e não colocá-la em risco.”
    Para saber mais, acompanhe a cobertura da ONU News em português e assista à gravação da coletiva de imprensa realizada na sede europeia das Nações Unidas em Genebra.
    NOTA A EDITORES
    Íntegra do apelo conjunto das Nações Unidas e da Cruz Vermelha (25 de agosto de 2026):
    Há três anos, pedimos aos Estados que estabelecessem proibições e restrições específicas aos sistemas de armas autônomas. Hoje, reiteramos esse pedido com uma urgência ainda maior. As preocupações básicas continuam inalteradas, mas os riscos se intensificaram. Estamos agora perigosamente perto de cruzar um limite moral: a autonomia das máquinas para determinar que seres humanos sejam alvos.
    O desenvolvimento da tecnologia bélica avançou a uma velocidade recorde, o que aumenta a pressão sobre os marcos jurídicos. Desde nosso pedido anterior, a lacuna entre a capacidade tecnológica e a restrição regulatória aumentou, porque as tecnologias avançadas que estão sendo empregadas no campo de batalha ampliam o risco de prejudicar populações e infraestruturas civis e de agravar o sofrimento das pessoas em conflitos armados.
    O desenvolvimento e o uso de sistemas de armas autônomas representam uma nova escalada, porque reduzem o controle humano sobre o uso da força. Os sistemas de armas autônomas não fazem parte de um futuro distante: a corrida rumo a uma maior autonomia nos sistemas de armas já está ocorrendo. Ao mesmo tempo, os próprios cientistas e engenheiros que desenvolvem esses sistemas fizeram um alerta. Quando os próprios arquitetos dessa tecnologia exigem limites, os Estados não podem se dar ao luxo de permanecer passivos.
    Este ano deve marcar uma mudança.
    Os Estados estabeleceram bases importantes através da Assembleia Geral das Nações Unidas e do Grupo de Especialistas Governamentais no âmbito da Convenção sobre Certas Armas Convencionais. Houve um avanço significativo para uma compreensão comum do julgamento e do controle humanos requeridos e das medidas necessárias para garantir a conformidade com o Direito Internacional Humanitário, resolver as preocupações éticas e reduzir o sofrimento humano.
    Os Estados devem mostrar coragem política para ir além dos debates incrementais e tomar uma atitude decisiva. As negociações devem começar agora para adotar com urgência um instrumento juridicamente vinculante que regule os sistemas de armas autônomas com proibições e restrições claras. Não agir de forma rápida e decisiva custará vidas.
    As gerações futuras vão herdar um mundo em que a ausência de proibições e restrições claras e específicas a estas armas abre a porta a práticas que abalam as proteções que o Direito Internacional Humanitário pretende garantir. Um mundo onde a prestação de contas fica cada vez mais evasiva à medida que se torna mais difícil determinar a responsabilidade por erros e violações das normas aplicáveis.
    Os Estados têm uma responsabilidade para com aqueles que já sofrem as consequências dos conflitos armados atuais e para com aqueles que herdarão o mundo que está sendo moldado. As gerações futuras perguntarão se os líderes agiram quando ainda havia a chance de estabelecer limites, antes que a proliferação dessas armas saísse do controle. A Sétima Conferência de Revisão da Convenção sobre Certas Armas Convencionais, que ocorrerá em novembro, oferece o caminho mais claro para que os Estados decidam negociar um instrumento juridicamente vinculante. O trabalho meticuloso realizado nos últimos três anos constitui a base ideal para essas negociações e não deve ser desperdiçado.
    Pedimos que os Estados aproveitem este momento.
    Continuar criando sistemas de armas que facilitem a guerra só prejudicará nossos esforços coletivos por um mundo mais pacífico.
    O caminho está livre. A necessidade é urgente. A inovação deve servir à humanidade, não a colocar em risco.
    Acesse a versão original em inglês na página das Nações Unidas em Genebra.

    Fonte: brasil.un.org

  • Vendas do Tesouro Direto registram melhor julho da história

    Vendas do Tesouro Direto registram melhor julho da história

    Impulsionadas pelo novo título Tesouro Reserva, as vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet registraram o maior volume da história para meses de julho, divulgou nesta terça-feira (25) o Tesouro Nacional. No mês passado, o Tesouro Direto vendeu R$ 11,67 bilhões em papéis.
    Esse é o terceiro maior valor do ano. O recorde histórico de vendas do Tesouro Direto foi registrado em março, quando as vendas de títulos federais pela internet somaram R$ 14,79 bilhões.
    Em julho, o volume foi 20,98% maior que em junho, quando as vendas do Tesouro Direto somaram R$ 14,77 bilhões. Na comparação com julho do ano passado, no entanto, o volume é 60,65% maior.
    Os títulos mais procurados pelos investidores em julho foram os vinculados aos juros básicos, cuja participação nas vendas somou 51,2%. A vendas das tradicionais Letras Financeiras do Tesouro (LFT) somaram R$ 4,18 bilhões (35,8% do total).
    As vendas do Tesouro Reserva, novo título indexado aos juros básicos que funciona como as caixinhas de bancos digitais, somaram R$ 1,79 bilhões (15,3% do total).
    Os papéis corrigidos pela inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), corresponderam a 27,1% do total. Os títulos prefixados, com juros definidos no momento da emissão, totalizaram 15,5%.
    Destinados ao financiamento de aposentadorias, o Tesouro Renda+, lançado no início de 2023, respondeu por 4,3% das vendas. Criado em agosto de 2023, o novo título Tesouro Educa+, que pretende financiar uma poupança para o ensino superior, atraiu apenas 1,9% das vendas.
    O interesse por papéis vinculados aos juros básicos é justificado pelo alto nível da Taxa Selic, que está em 14% ao ano. Com os juros altos, os papéis continuam atrativos. Os títulos vinculados à inflação também têm atraído os investidores por causa da expectativa de alta da inflação oficial nos próximos meses.
    O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 272,26 bilhões no fim de julho, alta de 3,73% em relação ao mês anterior (R$ 262,47 bilhões) e alta de 46,58% em relação a julho do ano passado (R$ 185,74 bilhões). Essa alta ocorreu por causa da correção pelos juros e porque as vendas superaram os resgates em R$ 7,37 bilhões no último mês.
    Investidores
    Em relação ao número de investidores, 270.502 participantes passaram a fazer parte do programa no mês passado. O total de investidores cadastrados atingiu 36.124.180. Nos últimos 12 meses, o número de investidores acumula alta de 9,51%. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 3.808.491, aumento de 22,89% em 12 meses.
    A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas de até R$ 5 mil, que correspondeu a 78,4% do total de 1.444.518 operações de vendas ocorridas em julho. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 55,5%. O valor médio por operação atingiu R$ 8.076,26.
    Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos de até cinco anos representam 43,4% do total. As operações com prazo de cinco a dez anos correspondem a 39,8% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo representaram 16,8% das vendas.
    O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Transparente.
    Captação de recursos
    O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a B3, a bolsa de valores brasileira, descontada nas movimentações dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.
    A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Previsão de gastos com INSS em 2027 é reduzida em R$ 5 bilhões

    Previsão de gastos com INSS em 2027 é reduzida em R$ 5 bilhões

    Principal item que pressiona as contas públicas, a Previdência Social deverá gastar R$ 5 bilhões a menos que o inicialmente previsto em 2027. O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou nesta terça-feira (25) a redução da estimativa de cerca de R$ 1,224 trilhão para R$ 1,218 trilhão.
    Mesmo com a revisão para baixo, o valor previsto para o próximo ano representa uma alta de 7,92% em relação à estimativa para 2026, de R$ 1,129 trilhão.
    A atualização será utilizada na elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que deve ser enviado ao Congresso Nacional até a próxima segunda-feira (31).
    Fila reduzida
    A revisão das despesas ocorre em meio às ações do governo para reduzir o estoque de pedidos de benefícios que aguardam análise do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
    Segundo o Ministério da Previdência Social, a fila caiu de 1,8 milhão de requerimentos em junho para 1,55 milhão no fim de julho. No acumulado do ano, a redução chega a 74%.
    A diminuição da fila, porém, tem efeito direto sobre os gastos públicos, porque a análise e a concessão de mais benefícios elevam as despesas previdenciárias.
    Durante a reunião, o diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, Eduardo Pereira, afirmou que as ações de combate à fila aumentaram a incerteza nas projeções para 2026.
    “As ações de combate à fila trouxeram uma incerteza maior ainda na nossa projeção”, disse Pereira.
    Gastos com benefícios
    A maior parte dos recursos previstos para 2027 será destinada ao pagamento de benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões. A estimativa para essa despesa é de R$ 1,161 trilhão, alta de 8,76% em relação aos R$ 1,067 trilhão projetados para 2026.
    A previsão anterior era de R$ 1,166 trilhão para 2027. Portanto, a nova estimativa representa uma redução de aproximadamente R$ 5,25 bilhões.
    Outras despesas também foram revisadas:
    – Compensação previdenciária: R$ 8,113 bilhões em 2027, alta de 2,9%;
    – Sentenças judiciais: R$ 49,391 bilhões, queda estimada de 8,08%;
    – Despesas previdenciárias totais: R$ 1,218 trilhão.
    As projeções para as sentenças judiciais não sofreram alterações.
    Revisão para 2026
    O CNPS também reduziu a previsão de despesas obrigatórias da Previdência para 2026. O valor passou de aproximadamente R$ 1,136 trilhão para R$ 1,129 trilhão, queda de R$ 6,474 bilhões.
    Segundo Eduardo Pereira, a queda está relacionada, entre outros fatores, aos parâmetros considerados mais conservadores nas projeções. Os resultados financeiros recentes também têm indicado despesas abaixo das estimativas anteriores.
    O diretor afirmou que ainda existe a possibilidade de uma nova redução da previsão até o fim do ano.
    Peso no orçamento
    As despesas previdenciárias têm forte impacto sobre as contas públicas. Segundo os dados apresentados ao CNPS, os benefícios previdenciários representam cerca de 43% da despesa primária da União.
    Por causa do tamanho desses gastos, pequenas alterações percentuais nas projeções podem representar bilhões de reais e afetar o espaço disponível no orçamento federal.
    A revisão para 2027 abre, portanto, um espaço orçamentário de aproximadamente R$ 5 bilhões, que poderá ser considerado pelo governo na elaboração do PLOA.
    Aprovação do CNPS
    A nova projeção para as despesas previdenciárias de 2026 e 2027 foi aprovada por unanimidade pelo CNPS.
    O conselho reúne representantes do governo federal, de aposentados e pensionistas, trabalhadores em atividade e empregadores.
    Os números revisados serão encaminhados ao Ministério do Planejamento e Orçamento e servirão de base para a elaboração da proposta orçamentária de 2027, que deverá chegar ao Congresso até 31 de agosto.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br