A Defesa Civil de São Paulo informa que subiu para três o número de mortes no Estado devido às fortes ventanias que atingiram a região no final da tarde desta quarta-feira (29).
Duas mortes foram registradas no litoral paulista: uma em Santos e outra em São Sebastião. A terceira vítima era de Cesário Lange, interior de São Paulo. São Sebastião também registrou dois feridos após uma embarcação virar. Em Ubatuba, litoral Norte paulista, houve sete feridos.
Para esta quinta-feira (30), a Defesa Civil informa que há possibilidade de novas rajadas, mas mais fracas em relação às de ontem. O litoral de São Paulo também deve ter rajadas moderadas.
Frente Fria
A frente fria que chegou a São Paulo nesta quarta provocou rajadas de até 124,9 km/h e atingiu quase todo o estado.
A ventania foi mais acentuada nos municípios de Itaporanga e Itaí (124,9 km/h), Taquarituba (117 km/h), Arandu (113,1 km/h), Paranapanema (113 km/h) e Itanhaém (111 km/h). Santos registrou 83,7 km/h e Cesário Lange, 65,5 km/h.
Na capital paulista, foram registrados ventos de 75,3 km/h. O fenômeno derrubou árvores e houve corte de energia em algumas regiões. Trinta voos foram cancelados no Aeroporto de Congonhas.
Os dados do relatório semestral do Instituto Fogo Cruzado, lançado nessa quarta-feira (29), apontam que as ações e operações policiais, principal estratégia para lidar com as questões de segurança pública no Brasil, consolidaram-se como um dos motores da violência armada no Brasil.
Os números mostram que houve recorde de participação policial nos tiroteios, eventos que deixaram 901 pessoas baleadas. Ainda assim, os dados indicam um avanço das ações dos grupos armados nos estados mapeados.
Os dados do relatório foram levantados entre janeiro e junho de 2026, nas quatro regiões metropolitanas onde o Fogo Cruzado atua: Rio de Janeiro, Recife, Belém e Salvador, em 57 municípios.
Ao menos 2.511 tiroteios foram registrados, resultando em 2.403 pessoas baleadas, das quais 1.628 morreram e 775 ficaram feridas. As ações policiais foram responsáveis por 39% dos registros, deixando 584 mortos e 317 feridos em seus 989 tiroteios. Em 2025, no primeiro semestre, em 33% dos tiroteios houve participação policial. Apesar da queda nos tiroteios entre os períodos, o relatório mostra que a participação policial nos conflitos cresceu.
“Há três décadas o Estado repete a mesma fórmula, um modelo de segurança pública incapaz de desarticular os grupos armados e que não garante segurança à população, nem mesmo diante do aumento da participação policial nos conflitos. Não é razoável esperar resultados distintos insistindo em uma estratégia cuja ineficácia já é conhecida. Ao contrário, essa lógica alimenta o alto número de tiroteios, expõe moradores ao fogo cruzado, compromete o funcionamento de escolas e unidades de saúde e não contém o avanço dos grupos armados”, avalia a gerente de Pesquisa do Instituto Fogo Cruzado, Terine Husek Coelho.
Já o número de baleados em disputas entre grupos armados, como as facções e as milícias, cresceu 12% durante o semestre, aumentando de 181 vítimas em 2025, para 203 em 2026.
Grande Rio
Ao menos 976 tiroteios foram mapeados na região metropolitana do Rio. O número segue em tendência de queda, mas as ações e operações policiais já correspondem a quase metade dos registros do primeiro semestre. As forças policiais participaram de 47% dos casos mapeados no Grande Rio, o maior patamar para o período desde 2017.
Grande Recife
Com 645 tiroteios mapeados, houve queda na violência armada na região metropolitana do Recife, sendo o menor índice desde 2019. Apesar da redução, o primeiro semestre de 2026 já acumula o maior número de tiroteios em ações e operações policiais de toda a série histórica, com 60 registros, ou 9% do total mapeado.
O número de assaltos que terminam com baleados está cada vez mais frequente. Esse agravamento da violência armada em crimes contra o patrimônio fica evidenciado no número de vítimas registradas ao longo do primeiro semestre, quando 53 pessoas foram atingidas, sendo recorde se comparado ao primeiro semestre dos quatro anos anteriores.
Salvador e região metropolitana
Nos últimos anos, Salvador e regiões metropolitanas têm acompanhado uma tendência de queda no número de tiroteios ocorridos nos primeiros semestres, chegando em 2026 ao seu menor índice com 656 registros.
O número de baleados nas ações policiais também acompanha esse aumento, dos 637 atingidos por disparos de arma de fogo no período, 53% deles em contexto de ações policiais, se refletindo também na quantidade de agentes de segurança baleados em serviço. Dos 34 agentes atingidos, 24 estavam em serviço, representando 71% dos atingidos
Belém
Durante o primeiro semestre de 2026, 234 tiroteios foram mapeados na região metropolitana de Belém, uma queda de 20% em comparação com os primeiros seis meses de 2025, com 293 casos mapeados.
A violência na região segue sendo profundamente marcada por ações e operações policiais. Durante o primeiro semestre de 2026, houve a participação dos agentes em 45% dos registros.
Mais de 510 mil imóveis do Rio de Janeiro continuam sem energia elétrica, desde o vendaval que atingiu o estado na tarde desta quarta-feira (29), com ventos que chegaram a atingir mais de 100 quilômetros por hora (km/h) na capital fluminense. De acordo com a concessionária Light, 44 árvores caíram sobre a rede elétrica e cortaram o abastecimento de 370 mil clientes.
A ventania provocou também cinco desabamentos no estado, entre eles um muro na zona sul da cidade do Rio, que deixou dois mortos. De acordo com nota divulgada na noite de quarta-feira, pela Secretaria Estadual de Defesa Civil, bombeiros tiveram que resgatar 31 pessoas. Na estação meteorológica do Galeão, foram registrados ventos de até 105 km/h. Foram ainda feitas buscas para localizar uma pessoa que teria desaparecido no litoral de Angra dos Reis, na localidade de Mambucaba.
Áreas mais afetadas
Entre os bairros mais afetados pela falta de luz na manhã desta quinta-feira (30) estão Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio dos Bandeirantes. A Light informou que suas equipes estão mobilizadas, com a prioridade de normalizar o serviço para os clientes afetados o mais rapidamente possível.
Já a concessionária Enel informou que 142 mil imóveis continuavam sem fornecimento de energia na manhã de hoje. A empresa destacou que na região sul do estado, especialmente em Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba, dezenas de árvores caíram sobre ruas e rodovias, danificando a rede elétrica e bloqueando o acesso das equipes a diferentes pontos de atendimento.
Durante o vendaval, houve desligamentos, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), na rede de distribuição e transmissão a partir das 15h57, impactando a área do Rio. As cargas foram 100% normalizadas às 17h35, de acordo com o ONS.
Além disso, vários sistemas de transporte foram afetados pelos fortes ventos, como os Aeroportos Santos Dumont e o Internacional Tom Jobim (Galeão), o metrô carioca e os trens do Grande Rio.
De acordo com a concessionária TrensRJ, que opera o sistema ferroviário da região metropolitana, os ventos impactaram dois ramais, com a circulação de trens suspensas em alguns trechos de Japeri (entre Comendador Soares e Japeri, incluindo a extensão Paracambi) e a necessidade de troca de composição na estação Campos Elíseos, para quem circula entre Gramacho e Saracuruna, no ramal Saracuruna.
A antiga sede dos Correios, na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro, será levada a leilão nesta quinta-feira (30). O imóvel, um dos edifícios históricos da região da Praça XV, será ofertado com valor inicial de R$ 53,6 milhões. O certame será realizado exclusivamente pela internet, na plataforma da VIP Leilões.
A venda ocorre em meio ao processo de reestruturação dos Correios e levanta discussões sobre o futuro do edifício e sua inserção no conjunto histórico e cultural do centro da capital fluminense.
O prédio está inserido no conjunto arquitetônico da Praça XV, tombado em nível federal, e fica próximo de marcos como o Paço Imperial, a Igreja da Candelária, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Centro Cultural França-Brasil.
Para a presidente em exercício do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), Isabel Rocha, o tombamento protege as características do edifício, mas não impede a transferência de propriedade.
“O que um tombamento garante no caso de leilão de prédio público? Primeiro, é preciso esclarecer que o instrumento do tombamento não retira a propriedade. A propriedade continua sendo de pleno direito e gozo de quem a detém”, afirmou Isabel à Agência Brasil.
Segundo ela, um imóvel tombado pode ser vendido, alugado ou cedido. O proprietário, no entanto, não pode demolir ou descaracterizar o bem e deve obter autorização dos órgãos responsáveis pela preservação antes de realizar intervenções.
A preocupação do CAU/RJ está relacionada principalmente ao uso que poderá ser dado ao imóvel depois da venda e ao impacto sobre a paisagem histórica da região. “Em um leilão não se tem controle, e não se pode ter, de quem vai ocupar e qual será o destino dado ao imóvel”, disse Isabel.
Para a arquiteta, quem adquirir o prédio deverá considerar não apenas as restrições impostas pelo tombamento, mas a posição do imóvel em uma área de forte valor histórico.
“É importante e fundamental que a pessoa ou instituição que adquirir o imóvel, o vencedor do leilão, tenha plena consciência do objeto que está adquirindo. Não se trata de qualquer imóvel em qualquer rua”, acrescentou.
Em nota enviada à Agência Brasil, os Correios informaram que a alienação do imóvel faz parte da revisão de sua carteira imobiliária e integra o plano de reestruturação da estatal.
“A racionalização de ativos ociosos ou subutilizados contribui para a redução de despesas de manutenção e viabiliza o reinvestimento em modernização, além de apoiar o processo de reequilíbrio financeiro da estatal”.
A empresa informou ainda que os certames para venda de imóveis são realizados exclusivamente no site da VIP Leilões. O lance inicial previsto para o edifício é R$ 53,6 milhões. Caso não haja arrematação nas primeiras etapas, o valor poderá cair para R$ 47,8 milhões nas rodadas seguintes.
Com cerca de 9 mil metros quadrados de área construída e terreno de aproximadamente 1.585 metros quadrados, o edifício ocupa o quarteirão delimitado pelas ruas Primeiro de Março, do Rosário, Visconde de Itaboraí e Travessa Tocantins.
O imóvel foi concebido ainda no período imperial e passou por ampliações ao longo de sua história. A construção integra a paisagem de uma área que concentrou atividades administrativas, comerciais e financeiras da antiga capital brasileira.
Procurado pela Agência Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que não interfere na transferência da propriedade ou da posse de bens tombados.
“O Iphan informa que não se manifesta em casos de transferência de propriedade ou posse de bens tombados, uma vez que não tem competência para atuar nessa temática. Para a autarquia, é indiferente quem seja o proprietário do bem”, informou o instituto.
Segundo o Iphan também, a responsabilidade pela integridade e pela manutenção do imóvel permanece com o proprietário, independentemente de eventual mudança de titularidade. O comprador também deverá registrar a transferência no Cartório de Registro de Imóveis e comunicar a mudança de propriedade ao Iphan no prazo de até 30 dias.
De acordo com o instituto, a antiga sede dos Correios integra o conjunto arquitetônico da Praça XV, protegido em nível federal. O Iphan destaca que a edificação tem características dos antigos “palácios dos Correios” e se tornou um marco urbano da Rua Primeiro de Março.
Na avaliação de Isabel Rocha, eventuais projetos de adaptação do edifício a um novo uso também terão de observar as exigências dos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio; “Nenhuma obra para adaptação ao novo uso ou ocupação do espaço poderá ser realizada sem licença prévia desses órgãos”, afirmou.
O boletim de monitoramento e previsão hidrológica do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indica que o rio Guaíba pode atingir a cota de alerta (2,60m) em Porto Alegre até esta sexta-feira (31). Há ainda a possibilidade de o nível alcançar a cota de inundação de 3 metros.
Até agora, não existe previsão de um evento extremo nas proporções da enchente histórica de maio de 2024 para os próximos dias.
Segundo o boletim, a quantidade de chuva nas cabeceiras dos rios afluentes já está descendo em direção à região metropolitana, fazendo com que os níveis voltem a subir no Guaíba e no Delta do Jacuí.
As simulações nos rios Jacuí, dos Sinos e Gravataí indicam elevação dos níveis de água. No entanto, por dependerem da confirmação do volume de chuva previsto para os próximos dias, os níveis ainda são avaliados com cautela, por meio da análise dos boletins diários de monitoramento e previsão hidrológica.
Durante esse período em que os níveis estão elevados no Guaíba, o Serviço Geológico seguirá emitindo boletins diários com reavaliações das condições dos rios a partir dos novos dados observados e das atualizações das previsões meteorológicas, garantindo o acompanhamento da situação nas áreas monitoradas.
Os cenários previstos podem ser alterados a qualquer momento em função das novas chuvas previstas, que podem influenciar a evolução dos níveis do rio e das condições hidrológicas na bacia.
As previsões do Boletim de Monitoramento e Previsão Hidrológica da Bacia do Guaíba são elaboradas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em conjunto com o Grupo de Pesquisas em Hidrologia de Grande Escala do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).
A ventania que atingiu o município do Rio de Janeiro, com ventos que ultrapassaram 105 quilômetros por hora (km/h), também afetou outras cidades da região metropolitana, como a Costa Verde e a região serrana.
Em Angra dos Reis, na Costa Verde, a prefeitura informou que houve registro de rajadas de vento de até 104 km/h na tarde desta quarta-feira (29), que derrubaram árvores em diversos pontos da cidade e um veículo foi atingido pela queda.
Um pescador desapareceu na praia de Mambucaba, distrito de Angra dos Reis. A embarcação em que ele estava virou e o homem foi arrastado. O Corpo de Bombeiros tenta localizar o pescador.
O município está em estado de alerta e o aviso meteorológico vale até as 23h59. Equipes da prefeitura trabalham para desobstrução das vias e no atendimento às ocorrências.
Mangaratiba
Na cidade de Mangaratiba, a ventania causou danos à rede elétrica com diferentes bairros ficando sem energia. Moradores relataram ainda quedas de galhos de árvores.
Até o momento, não há informações sobre a quantidade de imóveis afetados ou previsão para a normalização do serviço.
As embarcações de pesca e as lanchas de turismo retornaram do mar, devido aos fortes ventos que atingiram mais de 90 km/h.
Itaguaí
Em diferentes pontos de Itaguaí, moradores relataram quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de luz.
As autoridades orientam a população a evitar áreas com risco de queda de árvores e fiação, além de acompanhar os comunicados oficiais sobre as condições do tempo.
Relatório especial divulgado pelo UNAIDS na 26ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2026), realizada entre os dias 27 e 31 de julho na cidade do Rio de Janeiro (RJ), mostra que a redução do financiamento internacional e os cortes nos serviços comunitários e de prevenção ao HIV provavelmente levarão a um ressurgimento da epidemia.
Embora as novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à AIDS estejam nos níveis mais baixos dos últimos 30 anos, a resposta atual ao HIV está fragilizada. Os esforços para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 estão em risco, a menos que a solidariedade global seja restaurada e as desigualdades sejam abordadas.
Em 2025, globalmente, houve 1,2 milhão de novas infecções por HIV, mas o progresso é desigual. As novas infecções por HIV aumentaram em três regiões e em 21 países em 2025.
Legenda: As metas 95-95-95 incluem 95% de todas as pessoas vivendo com HIV conhecem seu status sorológico; 95% de todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm acesso à terapia antirretroviral; e 95% de todas as pessoas em terapia antirretroviral apresentam supressão viral.
Cerca de 22% das 41 milhões de pessoas vivendo com HIV não estavam em tratamento, e quase metade de todas as crianças vivendo com HIV não teve acesso à terapia antirretroviral em 2025. Cerca de 570 mil pessoas morreram por doenças relacionadas à AIDS em 2025.
Sete países* alcançaram uma redução de quase 80% nas novas infecções desde 2010, e 11 países atingiram as metas de tratamento 95-95-95**, demonstrando que o progresso é possível.
A ciência e a inovação oferecem uma grande oportunidade. O mundo se aproxima de uma revolução na prevenção do HIV, com medicamentos para a prevenção que oferecem um nível de proteção contra o HIV semelhante ao de uma vacina. Medicamentos injetáveis mensais e semestrais estão chegando ainda de forma lenta ao mercado, e comprimidos de uso mensal encontram-se em estágios avançados de testes. O que já está disponível e o que está em desenvolvimento são avanços extraordinários; no entanto, a escala e o acesso equitativo continuam sendo o maior desafio.
“Os avanços científicos estão nos dando ferramentas com as quais as gerações anteriores só podiam sonhar”, afirmou a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima.
“No entanto, inovação sem acesso não é inovação, é injustiça. O verdadeiro teste do sucesso não é se os medicamentos existem, mas se as pessoas que precisam deles conseguem obtê-los, e a um preço acessível.”
Legenda: A diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, participa da 26ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2026). De 26 a 31 de julho, o Rio de Janeiro recebe pesquisadores, especialistas, sociedade civil e lideranças da resposta à AIDS para a Conferência AIDS 2026, que acontece pela primeira vez na América Latina.
O Brasil aumentou em 41% o número de pessoas que acessaram medicamentos de prevenção ao HIV pelo menos uma vez no último ano. Etiópia e Uganda também adotaram medidas para ampliar o acesso por meio de financiamento doméstico e de outras fontes, enquanto a África do Sul continua negociando preços para as injeções preventivas semestrais de lenacapavir.
No entanto, apesar de ter participado dos ensaios clínicos do lenacapavir, o Brasil não recebeu uma licença voluntária da fabricante Gilead que permita preços mais acessíveis ou a introdução de versões genéricas, e está considerando o uso de licenciamento compulsório.
A UNITAID, o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária e demais parcerias reuniram recursos para iniciar a implementação do lenacapavir com o objetivo de alcançar 3 milhões de pessoas até 2028, o que é uma notícia bem-vinda. Entretanto, isso representa apenas uma pequena fração da necessidade existente, alcançando atualmente apenas algumas milhares de pessoas. O UNAIDS estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à prevenção baseada em antirretrovirais para gerar um impacto real na redução das novas infecções por HIV.A Assistência Oficial ao Desenvolvimento (ODA) entrou em colapso. Os recursos financeiros dos países industrializados para o desenvolvimento internacional caiu 23% em 2025 — a maior queda já registrada — e uma grande parte dessa redução ocorreu na área da saúde global, afetando fortemente os programas de HIV.
Países africanos de baixa renda, com altas dívidas e com elevada incidência da epidemia dependiam de ajuda externa para uma resposta eficaz à AIDS em seus países. Muitos desses países dependiam de financiamento externo para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.
“A era de depender da ajuda internacional acabou”, declarou a diretora executiva Winnie Byanyima.
“Os países não podem esperar e não podem retroceder. O mundo deve corrigir urgentemente o sistema financeiro que já não é mais funcional e acelerar a reestruturação da dívida para que os governos possam investir no que mais importa: a saúde, a educação e o futuro de suas populações.”
O financiamento internacional para o HIV proveniente de diversos países caiu mais de US$ 1,5 bilhão, passando de US$ 8,8 bilhões em 2024 para US$ 7,3 bilhões em 2025, uma redução de 18% e o menor nível registrado em quase duas décadas.
Legenda: Na Conferência Internacional AIDS 2026, o UNAIDS lançou o relatório global “Unidas e unidos para acabar com a AIDS”, que apresenta dados atualizados dos países, o progresso das metas globais e os impactos dos cortes no financiamento da resposta à AIDS.
Os serviços de prevenção ao HIV eram amplamente financiados por recursos internacionais. Na África Subsaariana, por exemplo, 80% do financiamento para prevenção veio de financiamento internacional. Organizações lideradas pela comunidade receberam até 25% da assistência internacional para HIV em 2024. Pesquisas mostram que, em alguns países, essas organizações alcançaram 22% das pessoas vivendo com HIV e até 60% das populações marginalizadas com serviços essenciais para manutenção de prevenção e tratamento.
Na ausência do apoio de países e organismos doadores e sem investimentos domésticos mais robustos, os serviços de prevenção e a prestação de serviços de HIV liderados pela comunidade correm risco de colapso total. O financiamento para preservativos foi reduzido em mais de 90% em alguns países. Um estudo realizado em 2026, abrangendo 47 países, identificou reduções acentuadas nos serviços comunitários:
50% nos serviços comunitários de apoio à prevenção baseada em medicamentos e ao cuidado do HIV;
85% nos serviços destinados a homens gays e outros homens que fazem sexo com homens;
82% nos serviços para profissionais do sexo;
72% nos serviços voltados a sobreviventes de violência baseada em gênero.
Os direitos humanos estão sob ataque e observa-se um retrocesso em direitos, incluindo os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres, meninas e populações marginalizadas. Pela primeira vez desde que o UNAIDS começou a monitorar essas tendências, a criminalização das populações marginalizadas aumentou.
Em 2025, Burkina Faso e Níger passaram a criminalizar relações sexuais consensuais entre pessoas do mesmo sexo, e o Senegal aumentou as penalidades para essas relações em 2026.
Também em 2026:
168 países criminalizavam o trabalho sexual;
152 países criminalizavam a posse de pequenas quantidades de drogas;
66 países criminalizavam relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo;
14 países criminalizavam pessoas trans.
“Não é possível acabar com a AIDS enquanto se criminalizam as pessoas que vivem com HIV e aquelas mais vulneráveis à infecção”, afirmou Winnie Byanyima.
“Quando as pessoas têm medo de prisão, violência ou discriminação, elas se afastam dos serviços de HIV. Os direitos humanos não são algo separado da resposta ao HIV; eles são essenciais para o seu sucesso.”
20 milhões de pessoas com acesso à prevenção baseada em antirretrovirais;
Menos de 10% das pessoas vivendo com HIV ou em risco de infecção sofrendo estigma e discriminação;
Menos de 10% das mulheres e meninas e das pessoas vivendo com HIV ou em risco enfrentando desigualdade de gênero e violência;
Menos de 10% dos países mantendo ambientes legais e políticos punitivos que neguem ou limitem o acesso aos serviços de HIV.
Se totalmente alcançados, esses compromissos evitarão 3,2 milhões adicionais de novas infecções por HIV e 1,3 milhão de mortes relacionadas à AIDS até 2030.
“Apesar dos enormes desafios, acabar com a AIDS ainda está ao nosso alcance”, disse Winnie Byanyima no Rio de Janeiro.
“Na AIDS 2026, o UNAIDS conclama todas as parcerias e governos a se remobilizarem e avançarem para alcançar as metas ambiciosas estabelecidas na Declaração Política. Isso exigirá solidariedade renovada, financiamento sustentável e compromisso inabalável com os direitos humanos. A escolha diante de nós é nítida: recuar e arriscar um ressurgimento da epidemia, ou repensar, reconstruir e avançar para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030.”
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e a candidatura à reeleição de Geraldo Alckmin como vice-presidente. Alckmin se filiou ao partido em março de 2022 e pouco depois integrou a chapa de Lula nas eleições daquele ano.
A oficialização da coligação PSB-PT foi efetuada na noite desta quarta-feira (29), em Brasília. A oficialização do nome de Lula só deve ocorrer no próximo domingo (2), na convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho é médico, com especialidade em Anestesiologia, e professor universitário. Foi prefeito de Pindamonhangaba (1977-1982), deputado estadual (1983- 1987) e deputado federal (1987-1995), sempre por São Paulo. Governou o governo de São Paulo de 2003 a 2006, após ter sido vice de Mário Covas de 1995 a 2001.
Concorreu à Presidência da República em 2006 e 2018. Em 2022, filiou-se ao PSB e foi eleito vice-presidente da República em chapa formada com Lula.
A Agência Brasil vai acompanhar os resultados das convenções nacionais partidárias.
As próximas convenções com datas marcadas são:
Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) multou no valor de R$ 15 mil o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por campanha eleitoral antecipada. Cabe recurso da decisão.
O diretório paulista do partido Missão entrou com uma representação no tribunal questionando fala do presidente Lula durante um evento em 19 de maio, em São Paulo, transmitido pelo canal oficial do presidente no YouTube. O partido alega que Lula teria pedido votos em favor de Simone Tebet e Marina Silva, pré-candidatas ao Senado por São Paulo.
Para o juiz auxiliar de Propaganda, Ronnie Herbert Barros Soares, a fala “contém inequívoca solicitação de apoio eleitoral”.
Na ação, a defesa de Lula argumentou que a manifestação tinha caráter institucional e sem conteúdo eleitoral, com a “inexistência de pedido explícito de voto”.
Simone Tebet e Marina Silva foram acionadas na representação, mas o juiz entendeu que não deveriam sofrer sanções, pois não têm responsabilidade pela declaração.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou nesta terça-feira (28) a convocatória nacional para a primeira edição do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas.
Criada pela TV Brasil e pela Petrobras, a iniciativa vai reconhecer atletas, treinadoras, equipes técnicas, gestoras e clubes que se destacarem no futebol feminino brasileiro ao longo da temporada de 2026.
A premiação nasce com a proposta de se consolidar como a principal honraria exclusiva dedicada à modalidade no país. O prêmio pretende valorizar o desempenho esportivo, as boas práticas de gestão, a responsabilidade social e a visibilidade das protagonistas do futebol feminino dentro e fora de campo.
Antonia Pellegrino, presidente da EBC, observa que a TV Brasil se consolidou nos últimos anos como “tela do futebol feminino”, exibindo os principais campeonatos da modalidade e também as categorias de base.
Para ela, o prêmio reforça esse compromisso em um momento decisivo para o esporte, às vésperas da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, que será realizada no Brasil.
“Há poucos anos, seria difícil imaginar a mídia pública brasileira ocupando um lugar de protagonismo nas principais conversas sobre o futuro do futebol feminino. Essa posição foi construída porque a TV Brasil decidiu investir na modalidade de forma consistente, muito antes de ela se tornar consenso. O Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas é mais um passo nesse compromisso. Queremos ajudar a construir um legado para a Copa do Mundo de 2027, valorizando quem faz a história do futebol feminino todos os dias e contribuindo para que a modalidade ocupe o lugar que merece no esporte e na cultura brasileira”, afirma Pellegrino.
Etapas
O Prêmio será concedido para preencher uma lacuna histórica: a inexistência no Brasil de uma premiação exclusiva dedicada ao futebol feminino. A iniciativa estabelece reconhecimento técnico e simbólico, com categorias que vão desde “jogadora da temporada” e “treinadora ou treinador do ano” até distinções institucionais como o “melhor departamento de futebol feminino”.
Nesta primeira etapa, a convocatória nacional apresenta o prêmio ao público, aos clubes, às atletas e à imprensa. A fase marca o lançamento oficial da iniciativa e abre o processo de divulgação das categorias, das regras gerais e do calendário da premiação.
Entre as categorias está a Craque da Torcida, única modalidade com votação aberta ao público. A votação popular será aberta em agosto, em página a ser divulgada posteriormente, e vai permitir que torcedoras e torcedores escolham, entre 18 jogadoras, sendo uma representante de cada clube da Série A1, a atleta de maior destaque na avaliação da torcida.
As demais categorias terão votação restrita ao júri técnico composto por representantes dos clubes participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino A1 2026. São elas: Melhor Jogadora da Temporada em Competições Nacionais, Artilheira da Temporada em Competições Nacionais, Jogadora Revelação em Competições Nacionais, Melhor Treinadora ou Treinador em Competições Nacionais, Gol Mais Bonito em Competições Nacionais, Departamento de Futebol Feminino da Temporada e Seleção da Temporada, formada por 11 jogadoras distribuídas por posição.
Também está prevista a concessão do Prêmio Especial Futebol Feminino Contra o Feminicídio, voltado a reconhecer ações de clubes no enfrentamento à violência contra a mulher.
A campanha do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas tem como mote “Celebrando quem faz história no futebol feminino”. A estratégia prevê ações ao longo da temporada para aproximar atletas do público, ampliar a identificação com a modalidade, fortalecer a presença do futebol feminino na cultura esportiva brasileira e incentivar a participação das torcidas.
A cerimônia oficial de entrega do prêmio está prevista para 15 de novembro de 2026, em São Paulo, com transmissão pela TV Brasil.
O lançamento do prêmio ocorreu em 3 de março deste ano, no mesmo dia em que foi anunciada a iniciativa nacional liderada pela NO MORE Foundation, Embratur, EBC e Consórcio Cristo Sustentável para a prevenção da violência contra mulheres e meninas, que utilizará o ciclo da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027™ como plataforma global de mobilização.
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