Autor: Redação Qnews

  • FGTS: 138 milhões de trabalhadores receberão R$ 13 bilhões de lucros

    FGTS: 138 milhões de trabalhadores receberão R$ 13 bilhões de lucros

    O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores referentes ao resultado positivo obtido pelo fundo em 2025.

    O valor corresponde a 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões registrado no exercício. Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras serão beneficiados pela distribuição.

    Segundo a proposta aprovada pelo colegiado, o crédito será feito de forma proporcional ao saldo existente em cada conta vinculada em 31 de dezembro de 2025.

    Os recursos serão creditados nas contas vinculadas do FGTS até 31 de agosto, conforme prevê a legislação.

    Terão direito ao recebimento os trabalhadores que possuíam saldo positivo em contas do fundo em 31 de dezembro de 2025, incluindo contas ativas e inativas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • RS tem alerta vermelho para inundação dos rios dos Sinos e Uruguai

    RS tem alerta vermelho para inundação dos rios dos Sinos e Uruguai

    O risco de inundação dos rios dos Sinos e Uruguai levou a Defesa Civil do Rio Grande do Sul a emitir alertas vermelhos para as cidades de São Leopoldo, Itaqui e Uruguaiana. O aviso “de risco muito alto” vale até as 9h desta quarta-feira (29).
     
    A orientação é que os moradores busquem abrigo, compartilhem informações, obedeçam às orientações do Plano de Contingência de seu município e liguem para 190 ou 193 em caso de emergência. 

    Além disso, o órgão atualizou para 30 o número de municípios afetados pelas tempestades e ventanias que atingem o estado desde domingo (25). As cidades de Rolante, Caxias do Sul e Santo Ângelo das Missões são as que registraram os ventos mais fortes (entre 80,5 km/h e 93,6 km/h).

    Há 57 desalojados, sendo 30 em Não-Me-Toque, 22 em Cachoeira do Sul, quatro em Colorado, e um em Ernestina. 

    Previsão do tempo

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu aviso vermelho para quase todo o estado, incluindo as cidades de Uruguaiana, Santa Maria, Porto Alegre, Bagé e Santa Cruz do Sul.

    Há ainda aviso laranja de perigo para tempestades em praticamente todo o Rio Grande do Sul, com possibilidade de granizo e rajadas de vento de 60 km/h.
     


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • China facilita exportação de polpas e frutas congeladas brasileiras

    China facilita exportação de polpas e frutas congeladas brasileiras

    A China deu mais um passo para ampliar a entrada de produtos brasileiros em seu mercado ao disponibilizar os procedimentos necessários para a exportação de polpas e frutas congeladas produzidas no Brasil.

    A medida permite que empresas brasileiras interessadas iniciem o processo de habilitação para vender esses produtos ao país asiático.

    Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) incluiu em seu sistema o modelo de certificado sanitário que será exigido nas exportações brasileiras de polpas e frutas congeladas.

    “Com isso, os estabelecimentos interessados já podem dar entrada no registro junto ao sistema China Import Food Enterprise Registration (Cifer), etapa obrigatória para acessar o mercado chinês”, informou o ministério.

    A autorização vale para produtos obtidos de espécies de frutas já reconhecidas como alimentos pelas autoridades chinesas. Entre elas estão açaí, manga, goiaba, abacaxi e maracujá, além de outras frutas permitidas para consumo humano no país.

    De acordo com as regras chinesas, frutas que ainda não tenham sido reconhecidas como alimento permanecem sujeitas a procedimentos regulatórios específicos previstos na legislação local para novos alimentos.

    Orientações

    O registro no sistema Cifer deve ser feito diretamente pelo estabelecimento exportador, que é responsável pela apresentação da documentação exigida.

    Após a análise e aprovação pela autoridade chinesa, a empresa recebe um número de registro, requisito indispensável para realizar embarques ao país.

    As exportações também deverão ser acompanhadas pelo certificado sanitário oficial acordado entre Brasil e China.

    Antes de iniciar o processo de habilitação, o Ministério da Agricultura orienta os exportadores a consultarem os requisitos e procedimentos estabelecidos pelas autoridades chinesas.

    Após a aprovação do registro pela GACC e a emissão do certificado sanitário pela autoridade brasileira competente, as vendas poderão ser realizadas de acordo com as exigências sanitárias e aduaneiras em vigor.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Fiocruz e farmacêutica assinam acordo sobre novo antirretroviral

    Fiocruz e farmacêutica assinam acordo sobre novo antirretroviral

    Um memorando de entendimento entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica privada MSD permitirá a produção, no Brasil, de um novo medicamento contra o vírus HIV. O documento foi assinado nesta terça-feira (28), durante a 26ª Conferência Internacional da Aids, no Rio de Janeiro.

    O Alimatravir (MK-8527) é um medicamento do tipo Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), ou seja, ele deverá ser administrado antes de a pessoa entrar em contato com o HIV para começar a agir antes da infecção das células pelo vírus causador da Aids.

    O remédio ainda está sendo desenvolvido pela farmacêutica e precisa ser aprovado no estudo clínico de fase 3, que avalia a eficácia do medicamento em um grupo grande de voluntários e que está em andamento. Além disso, seu uso no país ainda precisará ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    “A vantagem é que a Fiocruz já participa ativamente [dos estudos] com esse memorando. Isso faz com que a gente tenha acesso mais rápido aos dados, possa apresentar mais rapidamente para a Anvisa e a Anvisa possa acompanhar, antecipadamente, os estudos clínicos. Isso pode fazer com que a gente tenha o registro mais rápido no Brasil”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O HIV é um retrovírus que tem o RNA (ácido ribonucleico) como material genético e que carrega consigo uma enzima chamada transcriptase reversa. Depois que o vírus entra no linfócito T, uma célula do sistema imunológico humano, a transcriptase transforma o RNA em DNA (ácido desoxirribonucleico). E, com a ajuda de outra enzima, a integrase, o material genético do HIV se insere no genoma do infectado.

    A partir daí, o HIV usa o próprio mecanismo da célula humana para se replicar, a fim de que ele possa se espalhar pelo organismo.

    O que o Alimatravir faz – assim como outros medicamentos da classe NRTTI (inibidores da translocação da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo) –, é impedir a ação da transcriptase reversa, bloqueando essa cadeia de replicação viral.

    “De uma mandeira bem simples, ele impede que o vírus se replique”, afirma a diretora médica da MSD no Brasil, Márcia Abadi.

    O SUS já oferece como profilaxia pré-exposição o uso combinado dos antirretrovirais orais Tenofovir e Entricitabina diariamente (PrEP diário) ou em doses antes e depois do ato sexual (PrEP sob demanda).

    Além disso, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avaliará a inclusão no SUS de um PrEP injetável, administrado a cada dois meses, o Cabotegravir. 

    “[O Alimatravir] é um medicamento inovador, na medida em que é de uso oral, um tablete pequeno, com periodicidade mensal. A inovação vem no sentido de trazer mais comodidade para a pessoa que vai se prevenir contra a infecção pelo vírus HIV”, explica o diretor de Relações Institucionais da MSD no Brasil, Rodrigo Cruz.

    Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se o Alimatravir “tiver um bom resultado nos seus estudos clínicos finais e conseguir garantir o seu registro, vamos trabalhar para que, para ser incluído no SUS [Sistema Único de Saúde], haja transferência de tecnologia para a Fiocruz, para a Fiocruz produzir aqui no Brasil para o SUS e poder produzir também para toda a América Latina”.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Omã apresenta ao Irã mecanismo regional para Estreito de Ormuz

    Omã apresenta ao Irã mecanismo regional para Estreito de Ormuz

    Omã apresentou ao Irã uma proposta para criar um mecanismo regional conjunto para a gestão do Estreito de Ormuz, com taxas voluntárias, informou uma fonte do Golfo Pérsico à Reuters nesta terça-feira (28). 

    De acordo com a proposta de Omã, que conta com apoio regional e foi apresentada a autoridades iranianas no fim de semana em Teerã, o Irã não exerceria o controle exclusivo dessa via navegável vital.

    A proposta se baseia no Estreito de Malaca, que liga os oceanos Índico e Pacífico e é administrado em conjunto pelos países que fazem fronteira com ele: Indonésia, Malásia e Cingapura.

    De acordo com a proposta, aqueles que utilizam o Estreito de Ormuz contribuiriam voluntariamente para um fundo que financiaria os custos de gestão da navegação, proteção ambiental e busca e resgate, entre outros serviços.

    Gestão

    A gestão do Estreito de Ormuz — que transportava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito globais antes da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã — tornou-se o principal obstáculo nas negociações para pôr fim à guerra e um ponto de tensão que leva a repetidos retornos ao conflito.

    O Irã afirmou que o estreito não pode voltar à situação pré-guerra, em que a navegação fluía livremente, enquanto os países do Golfo Pérsico insistem que não haja pagamento obrigatório de taxas ao Irã.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, discutiu a questão do Estreito de Ormuz com seus homólogos de Omã e da Arábia Saudita na segunda-feira.

    “Ele enfatizou a necessidade de fortalecer a cooperação e avançar nos esforços diplomáticos conjuntos para promover a estabilidade na região e eliminar a insegurança imposta ao Estreito de Ormuz devido às ações agressivas dos Estados Unidos”, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Irã.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que os Estados Unidos estão tendo “boas conversas” com o Irã e que há uma chance de um acordo, mas alertou que os ataques norte-americanos seriam retomados caso as negociações não deem resultado.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Dor crônica pode influenciar no tratamento da depressão

    Dor crônica pode influenciar no tratamento da depressão

    Artigo publicado na revista Nature Mental Health nesta terça-feira (28) argumenta que parte dos pacientes classificados com depressão resistente ao tratamento pode não ter uma doença refratária a remédio, mas sim uma dor crônica que nunca foi medida.

    A dor crônica é comum em quem tem depressão e reduz a resposta aos antidepressivos. Ainda assim, ela não entra na definição de depressão resistente, não aparece nos questionários mais usados na prática clínica e costuma ser excluída dos ensaios que orientam diretrizes.

    Segundo o artigo, quando a depressão não responde ao tratamento, médicos se perguntam se a medicação falhou e raramente questionam se a dor crônica foi em algum momento medida.

    Os autores destacam que a dor explica toda e qualquer depressão resistente ao tratamento. O argumento deles é que ao falhar em medir a dor pode influenciar no tratamento. Eles ressaltam que os pacientes não devem mudar ou parar a medicação com base no artigo.

    Um dos autores do estudo, Nilson Mendes Neto, médico e pesquisador na Harvard Medical School, com trabalho voltado à interface entre dor crônica e saúde, diz que existe uma diferença importante entre o médico saber que o paciente sente dor e a dor ser medida e incorporada de maneira estruturada à avaliação da depressão resistente.

    “Hoje, a classificação da depressão resistente ao tratamento se baseia principalmente na falha de tratamentos antidepressivos realizados em dose e duração adequadas. A presença, intensidade e impacto funcional da dor não fazem parte formal dessa definição. Além disso, instrumentos amplamente utilizados para avaliar depressão, como o PHQ-9 e a escala de Hamilton, não avaliam diretamente a carga de dor”, afirma o pesquisador.

    Portanto, diz Nilson, mesmo quando o médico sabe que a dor existe, muitas vezes não há uma medida padronizada que permita determinar quanto ela pode estar contribuindo para a persistência dos sintomas ou para a aparente falha do tratamento

     “Esse é justamente o ponto que levantamos: não estamos dizendo que os médicos simplesmente ignoram a dor. Estamos mostrando que a arquitetura usada para medir e classificar a depressão resistente não exige que ela seja sistematicamente considerada.”

    Os autores argumentam que parte dos pacientes classificados como tendo depressão resistente pode, na realidade, ter um problema de dor não identificado. “Não estamos afirmando que a maioria dos casos de depressão resistente seja explicada pela dor, nem que pacientes com dor não tenham uma depressão verdadeiramente resistente”, explica Nilson.

    O que eles argumentam é que, em alguns pacientes, uma condição dolorosa não medida pode estar contribuindo para a aparente resistência ao tratamento. A dor pode tanto modificar a resposta ao antidepressivo quanto interferir na maneira como interpretamos a persistência dos sintomas.

    “Não sabemos qual proporção dos pacientes pode estar nessa situação. E ninguém consegue responder adequadamente a essa pergunta hoje justamente porque a dor não é medida de maneira sistemática”, completa o pesquisador.

    SUS

    Sobre o contexto brasileiro e o Sistema Único de Saúde (SUS), o médico vê algumas implicações importantes. A primeira é que o problema discutido não exige necessariamente uma tecnologia cara para começar a ser enfrentado.

    Na atenção primária, nos ambulatórios de saúde mental e nos centros de Atenção Psicossocial (CAPS), uma avaliação estruturada sobre presença, duração e impacto da dor poderia ajudar a identificar pacientes em que esse componente merece ser investigado antes de concluir que a depressão é realmente resistente ao tratamento.

    “Isso é especialmente relevante para o SUS, porque muitos pacientes com depressão também convivem com condições dolorosas crônicas, como lombalgia, osteoartrite, fibromialgia e neuropatias. Muitas vezes esses problemas são acompanhados em serviços diferentes, embora o paciente seja o mesmo. Nosso argumento reforça a importância de integrar melhor saúde mental e cuidado da dor”, pondera Nilson.

    Segundo ele, há também uma questão de eficiência. Antes de escalar para tratamentos progressivamente mais especializados e mais caros, faz sentido garantir que fatores clínicos potencialmente modificáveis tenham sido avaliados de maneira sistemática. Isso não significa atrasar ou negar tratamentos eficazes para depressão resistente. Significa aumentar a precisão da classificação para que o tratamento certo seja oferecido ao paciente certo.

    Ainda de acordo com o pesquisador, no Brasil isso poderia começar de maneira relativamente simples: incluir rastreio de dor na avaliação de pacientes cuja depressão não responde ao tratamento, registrar essa informação de forma padronizada e fortalecer a integração entre atenção primária, psiquiatria e cuidado da dor.

    “Em resumo, a implicação para o SUS é bastante concreta: antes de tornar o tratamento mais complexo, precisamos ter certeza de que a avaliação não deixou de medir algo importante e potencialmente tratável.”

    Também assinam o artigo Brendon Stubbs do King’s College London e Jessika Mendes (NeuroPsy).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Novas chuvas no RS destelham casas e deixam famílias desabrigadas

    Novas chuvas no RS destelham casas e deixam famílias desabrigadas

    O último boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul reportou que há 20 desalojados na cidade de Cachoeira do Sul devido à chuva dessa segunda-feira (27).

    Essa nova onda de tempestades, granizo e rajadas de vento, que começou no domingo (25), causou danos em seis municípios, como corte de energia, queda de árvores, destelhamento de centenas de casas e alagamentos.

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que uma frente fria prevista para se deslocar pelo Oceano Atlântico, próximo à Região Sul, nesta terça-feira (28), favorece a redução da pressão atmosférica e contribui para a formação nuvens, chuvas e temporais, desde o Paraguai até o Rio Grande do Sul.

    Há no estado aviso vermelho de grande perigo para acumulados de chuva que podem superar 100 milímetros em 24 horas, além de aviso laranja de perigo para tempestades, incluindo queda de granizo. Está previsto ainda aumento dos ventos sobre o Sul do Brasil.

    Segundo o Inmet, na quarta-feira (29), as áreas de instabilidade avançam para o norte, alcançando o Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul, enquanto permanecem as condições para chuva e trovoadas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Essas regiões seguem sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Exportações batem recorde e déficit das contas externas cai em junho

    Exportações batem recorde e déficit das contas externas cai em junho

    As exportações brasileiras bateram recorde histórico em junho e contribuíram para a melhora das contas externas do país.

    De acordo com as Estatísticas do Setor Externo divulgadas nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC), o déficit em transações correntes ficou em US$ 2,3 bilhões no mês, menos da metade do resultado negativo de US$ 5,2 bilhões registrado em junho de 2025.

    A redução do déficit foi impulsionada principalmente pelo desempenho da balança comercial. O superávit comercial alcançou US$ 8,8 bilhões em junho deste ano, ante US$ 5,2 bilhões no mesmo mês do ano passado.

    Na comparação interanual, houve aumento de US$ 3,6 bilhões no saldo positivo do comércio exterior.

    As exportações de bens somaram US$ 36,4 bilhões, o maior valor da série histórica do Banco Central. O resultado representa crescimento de 24,8% em relação a junho de 2025. As importações também avançaram, alcançando US$ 27,6 bilhões, alta de 15,3% na mesma comparação.

    Apesar da melhora da balança comercial, o déficit na conta de serviços aumentou US$ 0,7 bilhão em relação a junho do ano passado, totalizando US$ 5,1 bilhões.

    O resultado foi influenciado principalmente pelo crescimento das despesas líquidas com viagens internacionais, transporte e serviços de telecomunicações, computação e informação.

    No acumulado de 12 meses encerrado em junho, o déficit em transações correntes somou US$ 61,4 bilhões, equivalentes a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). Em junho de 2025, o saldo acumulado negativo era de US$ 75,5 bilhões, ou 3,52% do PIB.

    Investimentos

    Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$ 9,1 bilhões em junho, ante US$ 3,1 bilhões no mesmo mês do ano passado. Em 12 meses, o investimento direto acumulado alcançou US$ 89,3 bilhões, o equivalente a 3,58% do PIB.

    Já os investimentos em carteira registraram saída líquida de US$ 0,6 bilhão no mês. Houve retirada líquida de US$ 2,2 bilhões em ações e fundos de investimento, parcialmente compensada por ingressos de US$ 1,6 bilhão em títulos no mercado doméstico.

    Reservas

    As reservas internacionais fecharam junho em US$ 367,6 bilhões, redução de US$ 3,6 bilhões em relação a maio. Segundo o Banco Central, contribuíram para a queda do estoque as variações cambiais entre as moedas que compõem as reservas, as vendas de dólares no mercado à vista e as oscilações nos preços dos ativos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Prévia da inflação oficial fica em 0,06% em julho, diz IBGE

    Prévia da inflação oficial fica em 0,06% em julho, diz IBGE

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,06% em julho deste ano.

    A taxa ficou abaixo das observadas no mês anterior (0,41%) e em julho de 2025 (0,33%). O dado foi divulgado nesta terça-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Com o resultado, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 3,51% neste ano e de 4,52% em 12 meses.

    O principal responsável pela inflação na prévia de julho deste ano foi o grupo de despesas habitação, que apresentou alta de 0,97% no período. A taxa foi puxada pelos aumentos de 3,03% na energia elétrica residencial e de 0,26% na tarifa de água e esgoto.

    Já o grupo de despesas alimentação apresentou uma deflação (queda de preços) de 0,66% e contribuiu para a queda do IPCA-15 de junho para julho deste ano.

    Comprar alimentos para preparar comida dentro de casa, a chamada alimentação no domicílio, ficou 1,14% mais barato, de acordo com a prévia de julho deste ano, devido às quedas de preços de produtos como tomate (-19,95%), a batata-inglesa (-10,03%) e o café moído (-3,13%).  Por outro lado, comer fora de casa ficou 0,55% mais caro no período.

    Entre os demais grupos de despesa analisados pelo IPCA-15, quatro tiveram inflação: artigos de residência (0,19%), transportes (0,11%), saúde e cuidados pessoais (0,28%) e despesas pessoais (0,08%). Três grupos tiveram deflação: vestuário (-0,33%), educação (-0,04%) e comunicação (-0,02%).

    Para calcular o IPCA-15 de julho deste ano, foram coletados preços no período de 17 de junho e 15 de julho.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Terremoto no Japão causa falta de energia e interrompe transporte

    Terremoto no Japão causa falta de energia e interrompe transporte

    Um terremoto com magnitude preliminar de 7,1 graus na escala Richter atingiu a província de Kumamoto, no Sul do Japão, nesta terça-feira (28), deixando milhares de residências sem energia elétrica, causando transtornos no trânsito e levando à emissão de ordens de evacuação e alertas para réplicas.

    Em declarações à imprensa em seu gabinete em Tóquio, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, disse que quantidade de vítimas e a gravidade dos danos materiais estavam sendo avaliadas. “Já fomos informados de que há feridos”, disse Takaichi.

    “Ocorreram quedas de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e desabamentos de edifícios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem, inclusive se deslocando para um local seguro.”

    A emissora pública NHK mostrou vários prédios em chamas ou destruídos, grandes rachaduras ao longo das estradas, incluindo uma rodovia elevada, e um trem de carga descarrilado. Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a se dirigirem a centros de evacuação, informou a agência de gestão de desastres.

    A TSMC, maior fabricante mundial de chips por contrato, retirou os funcionários de sua fábrica na região por precaução, informou um porta-voz da empresa.

    Um porta-voz da empresa de eletrônicos Sony, que também tem uma fábrica na região, disse que a empresa estava avaliando a situação.

    Os moradores das áreas que sentiram os tremores mais intensos devem estar atentos a novos terremotos fortes por cerca de uma semana, bem como ao risco de deslizamentos de terra, disse um representante da Agência Meteorológica do Japão (JMA na sigla em inglês).

    Aeroporto e trens parados

    O governo japonês emitiu alertas de emergência de terremoto para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de Kyushu, no sul do Japão. 

    O Japão é um dos países mais propensos a terremotos do mundo, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos. Localizado ao longo do “Anel de Fogo” – formado por vulcões e fossas oceânicas que circundam parcialmente a Bacia do Pacífico –, o Japão é responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 pontos na escala Richter ou mais em todo o mundo.

    A Kyushu Electric Power informou que cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica em consequência do último terremoto, enquanto a empresa ferroviária JR Kyushu informou que havia suspendido os serviços, incluindo seus trens-bala de alta velocidade.

    O aeroporto de Kumamoto também fechou a pista, companhias aéreas desviaram e cancelaram voos.

    As operadoras de telecomunicações KDDI e Docomo informaram que houve interrupção em seus serviços de telefonia móvel devido à falta de energia e a falhas nas linhas de transmissão.

    Não foram relatadas irregularidades nas usinas nucleares da região, informou a autoridade reguladora nuclear do Japão.

    Um grande terremoto em Kumamoto, há 10 anos, matou 275 pessoas e feriu outras 2.739, segundo dados oficiais, além de ter danificado milhares de edifícios, incluindo o castelo da cidade, um dos principais pontos turísticos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br