Autor: Redação Qnews

  • Trump anuncia autorregulação da IA por big tech em meio a temor social

    Trump anuncia autorregulação da IA por big tech em meio a temor social

    O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou acordo com donos de big techs de Inteligência Artificial (IA) para uma autorregulação voluntária com previsão de mecanismos de segurança e controle em meio ao crescente temor da sociedade estadunidense em relação aos riscos da expansão da IA.

    Trump e líderes das gigantes da IA ainda reforçaram o compromisso com a expansão dos data centers – que são os centros de processamentos de dados para sistemas de inteligência. Por consumirem grande quantidade de água e energia, esses centros vêm sofrendo oposição das comunidades onde são instalados.

    Nessa terça-feira (29), Trump reuniu na Casa Branca os dirigentes do Google, OpenAI, Meta, X (antigo Twitter), Nvidia e da Anthropic (imagem em destaque) para firmar um documento com compromissos voluntários a serem adotados por essas big techs.

    “Acreditamos que cada empresa é responsável por desenvolver sua própria tecnologia com segurança e de uma forma que construa confiança com os clientes e o público”, diz o documento assinado em Washington. 

    Entre as medidas previstas na autorregularão anunciada por Trump, está a implementação de “controles internos” para monitorar os sistemas de IA e “garantir que seus modelos não invadam ou acessem sistemas técnicos de maneiras não intencionais”.

    Na última semana, um sistema da OpenAI invadiu uma base de dados do serviço público de saúde da Austrália. A companhia dos EUA alegou que a ação foi “involuntária” e que adotaria medidas para evitar novas invasões a outras empresas ou instituições.

    O documento ainda prevê a capacitação de uma equipe interna em cada empresa para monitorar os sistemas de IA, além de parceria com auditor externo independente e criação de comitê também independente para supervisionar os relatórios sobre a segurança no uso da IA.  

    “Juntas, essas etapas darão a cada empresa, seus clientes e ao público a confiança de que a tecnologia está operando conforme o esperado”, diz o documento.

    Regulação X autorregulação 

    O governo Trump tem rejeitado impor limites ao desenvolvimento da IA por meio de uma regulação legal, mesmo diante de pedidos da própria indústria.

    O documento assinado ontem na Casa Branca afirma que “com o tempo, pode fazer sentido codificar essas etapas em leis ou regulamentos”, adiando qualquer decisão por uma regulação do setor.

    Um dos riscos apontados é de que a IA banalize ataques cibernéticos por meio da invasão de sistemas de outras empresas e instituições.

    Outros riscos associados à IA são os impactos sobre o mercado de trabalho, sobre a economia e também devido ao uso da tecnologia por criminosos para aplicar golpes cibernéticos.

    A IA ainda pode ser usada para influenciar a opinião pública por meio da manipulação da desinformação que circula nas redes sociais, segundo descreve o relatório a Internacional IA Safety Report 2026, elaborado por especialistas.

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    Sociedade questiona

    O governo do republicano vem sendo questionado nos EUA sobre medidas para garantir a segurança da IA para a sociedade às vésperas da eleição legislativa de meio de mandato, prevista para novembro, que pode retirar a pequena maioria construída pelo partido de Trump no Congresso dos EUA.

    Pesquisa de opinião realizada pela Ipsos e Reuters nos EUA revelou que 73% da população do país acreditam que as empresas de IA não tomam medidas suficientes para impedir os danos da tecnologia e 39% acreditam que a IA está tendo um impacto negativo na sociedade.

    Reunião no Jardim

    Após assinarem o documento, Trump e os dirigentes das companhias concederam coletiva à imprensa no jardim da Casa Branca, onde o presidente dos EUA defendeu a expansão dos data centers.

    “Elas [as empresas] formarão parcerias com as comunidades ao abrir centros de dados, e todos sairão ganhando: financeira e moralmente; haverá benefícios de todas as formas possíveis”, disse Trump.

    O dono da Meta, Mark Zuckerberg, que controla Facebook, Whatsapp e Instagram, afirmou que a ideia do acordo é “transmitir confiança” ao povo estadunidense e aos clientes de que a tecnologia funciona “da maneira que pretendemos”.

    “A ideia não é que isso seja a única coisa que faremos. É um começo e um acordo que todo o setor pode adotar”, disse Zuckerberg.

    O CEO da Anthropic, Dario Amodei, que tem feito alertas para os riscos do avanço da IA, acrescentou que segue acreditando que a tecnologia apresenta riscos “muito reais”.  

    “E, veja, o mecanismo — a forma como lidamos com esses riscos — ainda está sendo discutido. Mas todos precisamos trabalhar juntos para garantir que possamos vencer, e vencer com segurança”, comentou.

    Superinteligência

    No mesmo dia, o presidente Trump assinou uma Ordem Executiva para que todos os documentos oficiais do governo dos EUA passem a chamar a inteligência artificial de superinteligência.

    “O termo superinteligência captura de forma mais apropriada a promessa, o potencial e as capacidades em rápido avanço dessas tecnologias”, diz o documento.

    Analistas críticos da IA, como o cientista brasileiro Miguel Nicolelis, apontam que o termo “inteligência” da IA é uma metáfora ou estratégia de marketing para sugerir que a tecnologia possui capacidades humanas que, na realidade, os sistemas não dominam. Seria uma forma de valorizar os serviços que as gigantes da tecnologia vendem.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Anvisa aprova medicamento para tratar esquistossomose em crianças

    Anvisa aprova medicamento para tratar esquistossomose em crianças

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (30) o registro do medicamento Farmanguinhos Arpraziquantel, indicado para o tratamento da esquistossomose causada pelo parasita Schistosoma mansoni ou Schistosoma haematobium em crianças de 3 meses a 6 anos. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União.

    Em nota, a Anvisa destacou que a doença é considerada problema de saúde pública em regiões tropicais e subtropicais da África, da Ásia, do Caribe e da América do Sul.

    “É uma doença tropical negligenciada, um grupo diversificado de condições que afeta predominantemente populações de baixa renda em todo o mundo e pode evoluir de formas assintomáticas a quadros clínicos extremamente graves.”

    De acordo com a agência, quando ingerido, o arpraziquantel é absorvido pelos vermes nos vasos sanguíneos do paciente e causa espasmos musculares e paralisia nos parasitas, o que interrompe sua fixação aos vasos sanguíneos.

    “O medicamento também danifica o tegumento, uma barreira que protege o parasita do sistema imunológico. Com isso, o corpo consegue destruir os vermes.”


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Contas públicas têm déficit de R$ 10 bilhões em agosto

    Contas públicas têm déficit de R$ 10 bilhões em agosto

    O setor público consolidado – União, estados, municípios e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto. O resultado representa melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando o débito foi de R$ 17,3 bilhões.

    Os valores foram divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (30). O déficit primário corresponde ao resultado das contas públicas sem considerar o pagamento dos juros da dívida.

    Em agosto, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) respondeu por déficit de R$ 14,7 bilhões, enquanto os governos regionais registraram superávit de R$ 2,7 bilhões e as empresas estatais tiveram resultado positivo de R$ 2 bilhões.

    No acumulado de 12 meses encerrados em agosto, o setor público consolidado registra déficit primário de R$ 82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado é 0,06 ponto percentual inferior ao déficit do primeiro semestre.

    Juros e resultado nominal

    Os gastos com juros nominais somaram R$ 105,9 bilhões em agosto, acima dos R$ 74,3 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.

    Segundo o BC, contribuiu para esse aumento a piora no resultado das operações de swap cambial, que passaram de ganho de R$ 19,9 bilhões em agosto de 2025 para perda de R$ 9,3 bilhões em agosto deste ano.

    Em 12 meses, as despesas com juros alcançaram R$ 1,182 trilhão, o equivalente a 8,86% do PIB.

    Ao incluir o pagamento de juros, o resultado nominal do setor público foi deficitário em R$ 115,9 bilhões em agosto. No acumulado de 12 meses, o déficit nominal chegou a R$ 1,264 trilhão, ou 9,48% do PIB – alta de 0,12 ponto percentual em relação ao mês anterior.

    Dívida pública

    A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu R$ 9,2 trilhões em agosto, o equivalente a 69,3% do PIB. O indicador subiu 0,1 ponto percentual no mês, influenciado principalmente pelos juros nominais e pelo déficit primário.

    Já a Dívida Bruta do Governo Geral – INSS, governos estaduais e municipais – alcançou R$ 11,1 trilhões, correspondentes a 82,9% do PIB. O percentual ficou 0,3 ponto acima do registrado em julho.

    De acordo com o Banco Central, o avanço da dívida bruta no mês refletiu principalmente a incorporação dos juros nominais, além dos efeitos da variação cambial. No acumulado do ano, a DBGG teve aumento de 4,2 pontos percentuais do PIB.
     


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ONU-Habitat abre chamada para eventos do Outubro Urbano 2026 sobre moradia adequada

    ONU-Habitat abre chamada para eventos do Outubro Urbano 2026 sobre moradia adequada

    Estão abertas as inscrições de eventos para o Outubro Urbano – iniciativa do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) para promover debates e ações sobre os desafios e as oportunidades relacionados à urbanização e ao desenvolvimento sustentável das cidades.

    A iniciativa tem início no Dia Mundial do Habitat, celebrado em 5 de outubro, e se encerra no Dia Mundial das Cidades, no dia 31 de outubro. Em ambos, os temas vão focar na promoção da moradia adequada para todas as pessoas. As datas destacam a urgência de enfrentar a crise global da habitação, que afeta cerca de 2,8 bilhões de pessoas em diferentes formas de inadequação habitacional. Desse total, aproximadamente 1,1 bilhão vivem em favelas e assentamentos informais, reforçando a necessidade de ações coordenadas para garantir o acesso à moradia adequada.

    Nesse contexto, o Outubro Urbano convida instituições, governos, universidades, organizações da sociedade civil e indivíduos a promoverem, ao longo do mês, atividades relacionadas aos temas da iniciativa e a cadastrá-las na plataforma global do Outubro Urbano 2026. As iniciativas podem ser submetidas até 31 de outubro.

    Podem ser inscritos eventos, debates, oficinas, seminários, exposições e outras atividades que contribuam para ampliar o diálogo sobre habitação e desenvolvimento urbano sustentável. Ao integrar o calendário oficial, as iniciativas passam a fazer parte da mobilização global promovida pelo ONU-Habitat. 

    Acesse o passo a passo para inscrever seu evento.

    “O Outubro Urbano é uma oportunidade para dar visibilidade a iniciativas e experiências que contribuem para transformar as cidades. A participação dos parceiros é essencial para ampliar esse diálogo, conectar diferentes territórios e mostrar a diversidade de ações que estão contribuindo para um futuro urbano melhor”, destaca a chefe do escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes.

    Em 2026, os temas do Dia Mundial do Habitat e do Dia Mundial das Cidades, que marcam, respectivamente, o início e o encerramento do Outubro Urbano, dialogam com o Plano Estratégico do ONU-Habitat para 2026-2029 e seu compromisso com o direito à moradia adequada, o acesso seguro ao solo e a serviços básicos essenciais.
    Legenda: Em 2026, os temas do Dia Mundial do Habitat e do Dia Mundial das Cidades, que marcam, respectivamente, o início e o encerramento do Outubro Urbano, dialogam com o Plano Estratégico do ONU-Habitat para 2026-2029 e seu compromisso com o direito à moradia adequada, o acesso seguro ao solo e a serviços básicos essenciais.
    Foto: © ONU-Habitat

    Além da moradia adequada como caminho para cidades sustentáveis e inclusivas, o Dia Mundial das Cidades também vai destacar caminhos para avançar na garantia da moradia adequada e promover bairros mais inclusivos e resilientes às mudanças do clima. O tema também valoriza estratégias integradas e processos participativos, conduzidos com as comunidades e com medidas que evitem o deslocamento de moradores/as e garantam que a população que já vive nesses territórios se beneficie das melhorias.

    Sobre o Outubro Urbano

    O Outubro Urbano foi criado pelo ONU-Habitat para promover a conscientização e estimular o debate sobre a urbanização sustentável e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados às cidades e aos assentamentos humanos. 

    A iniciativa oferece uma plataforma para que governos, organizações da sociedade civil, universidades, setor privado, comunidades e outros atores promovam atividades e compartilhem experiências sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento urbano. 

    O Outubro Urbano também contribui para o debate sobre a implementação da Nova Agenda Urbana, adotada em 2016 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), em Quito, Equador. O documento estabelece princípios e compromissos para orientar a urbanização sustentável e promover cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. 

    Em 2026, a agenda do Outubro Urbano reforça a centralidade da moradia adequada para a construção de cidades mais justas e sustentáveis, destacando a importância de políticas integradas de habitação, regeneração urbana e melhoria dos assentamentos informais. 

    Contato para imprensa

    Fonte: brasil.un.org

  • Produção de leite bate recorde mesmo com redução de vacas ordenhadas

    Produção de leite bate recorde mesmo com redução de vacas ordenhadas

    A produção de leite no país atingiu o recorde de 36,7 bilhões de litros em 2025, uma alta de 2,7% em relação ao ano anterior.

    O resultado é o terceiro ano seguido de expansão e foi alcançado mesmo com a queda de 2,7% no número de vacas ordenhadas no período, totalizando 14,7 milhões de animais.

    O dado, que revela aumento de produtividade, faz parte da Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    O instituto aponta que o total de vacas ordenhadas é o menor desde 1979 (14,9 milhões de cabeças). O recorde é de 2011, com 23,2 milhões. Desde então, o país apresenta tendência de queda nesse número.

    Pelo lado da produção, 2025 ostentou o segundo recorde consecutivo. Em 2024, a produção ficou em 35,7 bilhões de litros.

    Produtividade

    A relação entre produção e número de vacas ordenhadas mostra aumento de produtividade das fazendas de gado leiteiro pelo terceiro ano seguido.

    De 2024 para 2025, a produtividade cresceu 5,6%, alcançando o recorde de 2.498,7 litros por vaca. De acordo com o IBGE, a expansão pode ser explicada por:

    • Condições climáticas favoráveis;
    • Investimento em melhoramento genético do rebanho;
    • Processo de otimização e reorganização da base produtiva, que inclui a saída de produtores (principalmente os menos especializados ou com poucos recursos).

    O analista da pesquisa, Octavio Costa de Oliveira, explica que a substituição de produtores acontece porque a pecuária exige investimento em mão de obra e tecnologia. “Os grandes produtores têm a capacidade desses investimentos”, diz.

    Sul lidera produtividade

    O levantamento do IBGE retrata que a região Sul lidera o ranking nacional de produtividade, onde uma vaca produziu, em média, 4,3 mil litros de leite em 2025.

    Na sequência, estão o Sudeste (2,9 mil litros), Centro-Oeste (2 mil litros), Nordeste (1,7 mil litros) e Norte (957 litros).

    O valor da produção de leite no país no ano passado (quantidade produzida multiplicada pelo preço médio pago ao produtor) foi de R$ 89,5 bilhões (em valores do ano de referência, ou seja, sem considerar a inflação do período), alta de 2,3% em um ano.

    O preço médio do litro ficou em R$ 2,44, sem variação em relação a 2024.

    O IBGE constatou que 75,2% do leite produzido foi direcionado à indústria. O restante foi para destinos como consumo próprio e produção de queijos artesanais.

    O Brasil ostenta o posto de sexto maior produtor mundial de leite e dono do terceiro maior rebanho de vacas ordenhadas.

    Locais produtores

    Assim como lidera o ranking de produtividade, a região Sul também é a maior produtora de leite do país, respondendo por 34% do total nacional. Bem próximo aparece o Sudeste, com 33,5%. Na sequência, estão Nordeste (18%), Centro-Oeste (9,8%) e Norte (4,6%).

    Dos cinco maiores estados produtores, três são sulistas, mas a liderança pertence a Minas Gerais. Enquanto todo o país produziu 36,7 bilhões de litros, só os mineiros responderam por 10,1 bilhões.

    Cinco estados que mais produziram leite em 2025 (em bilhões de litros):

    • Minas Gerais: 10,1
    • Paraná: 4,8
    • Rio Grande do Sul: 4,2
    • Santa Catarina: 3,4
    • Goiás: 2,9

    Entre as cidades, a liderança é de Castro, com 76 mil habitantes, na região dos Campos Gerais, a cerca de duas horas e meia de carro de Curitiba. Em 2025, Castro produziu 532,8 milhões de litros de leite.

    Veja os dez municípios campeões em produção de leite (em milhões de litros):

    • Castro (PR): 532,8
    • Carambeí (PR): 306,8
    • Patos de Minas (MG): 249,2
    • Patrocínio (MG): 178,7
    • Lagoa Formosa (MG): 161,1
    • Coromandel (MG): 150,3
    • Orizona (GO): 138,0
    • Arapoti (PR): 137,2
    • Itaíba (PE): 133,7
    • Poço Redondo (SE): 130,6

    Pecuária de corte, Bovinocultura de corte, Gado confinado, Boi
    Número de cabeças de gado caiu pelo segundo ano seguido, ficando em 234,3 milhões – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/Trilux

    Produção pecuária recorde

    A pesquisa do IBGE traz informações de várias produções da pecuária, como bovinos, galinhas, suínos, caprinos, e da aquicultura, como peixes e camarões. São calculados também produtos como mel, lã e ovos.

    De acordo com o levantamento, o valor da produção foi recorde em 2025, alcançando R$ 141,2 bilhões, o que representa expansão de 6,2% na comparação com 2024. O resultado foi puxado pela produção de leite de vaca, que representou 63,4% do valor total.

    O total de galináceos (galos, galinhas, frangos e pintos) foi estimado no recorde de 1,6 bilhão de cabeças, número 1,6% superior ao de 2024. Especificamente, a quantidade de galinhas (293,3 milhões) também foi a maior já apurada.

    O Brasil produziu o recorde de 5,7 bilhões de dúzias de ovos em 2025, aumento de 5,7% em relação a 2024.

    Para o analista Octavio Costa de Oliveira, a explicação passa por maior demanda pelo produto. Um elemento é o fato de o ovo ser um substituto mais acessível da proteína da carne.

    “Dependendo das condições de renda e de preços das carnes, o ovo entra mais forte [na demanda]”, diz.

    Ele acrescenta como puxadores de demanda o apelo por alimentação saudável e o uso por parte da indústria de massas alimentícias.

    Menos cabeças de gado

    No sentido inverso, o número de cabeças de gado caiu pelo segundo ano seguido, ficando em 234,3 milhões. Esse valor é o menor observado desde 2022, quando o rebanho foi de 234,9 milhões de cabeças.

    Octavio Costa de Oliveira explica que essa redução faz parte do ciclo da pecuária, com o abate de fêmeas em anos anteriores, o que se reflete na menor capacidade reprodutiva do rebanho.

    “Às vezes, o produtor abate as suas fêmeas porque o preço da carne está atrativo e, às vezes, o preço do bezerro para repor esse rebanho não está favorecendo a reposição do rebanho”.

    São Félix do Xingu, cidade de 63,4 mil habitantes no sudeste do Pará, segue como o município com maior rebanho: 2,7 milhões de cabeças.

    Em 2025, as exportações brasileiras de carne bovina in natura também estabeleceram recordes, com crescimento de 21,4% em volume e de 42,5% em faturamento em relação ao ano anterior.

    A China é o principal destino da carne brasileira, recebendo mais da metade (53,3%) do o Brasil exporta.

    Outros produtos

    O Brasil registrou em 2025 patamares máximos nos rebanhos de caprinos e ovinos: 13,5 milhões e 22,3 milhões, respectivamente.

    A produção de mel chegou a 71,3 mil toneladas, maior valor já registrado. A produção de camarão atingiu o recorde de 172,4 mil toneladas. Já a produção de peixes cresceu 7,1%, somando 783 mil toneladas, com a tilápia representando quase 70% do total. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Estado de São Paulo tem um idoso para cada pessoa com menos de 15 anos

    Estado de São Paulo tem um idoso para cada pessoa com menos de 15 anos

    O estado de São Paulo tem um idoso para cada pessoa com menos de 15 anos, segundo pesquisa da Fundação Seade. De acordo com dados coletados em 2025, o índice de envelhecimento alcançou 101,0, o que significa que há 101 pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 crianças e adolescentes com menos de 15 anos.

    A rapidez dessa transição demográfica reflete-se na trajetória do indicador nas últimas décadas. Entre 1950 e 2025, o índice de envelhecimento paulista multiplicou-se por 8,7.

    Para cada 100 jovens com menos de 15 anos, a proporção de idosos passou de 34,1 em 2000 para 53,9 em 2010, subindo para 82,3 em 2020 e superando a barreira dos 100 em 2025.

    Dessa forma, a pirâmide etária do estado deixou de ter o formato de triângulo, com base larga composta por muitas crianças, e um topo estreito com poucos idosos.

    Atualmente, de acordo com a porta-voz da Seade, Lucia Yazaki, a base da pirâmide está ficando cada vez mais estreita por causa da diminuição da fecundidade, enquanto o topo tem ampliado pelo aumento da expectativa de vida dos idosos.

    “Aqui no estado de São Paulo, estamos com fecundidade de 1,5 filho por mulher. No século passado, era em torno de quatro filhos por mulher”, afirma Lucia.

    A entrada da geração X na terceira idade, composta por pessoas nascidas entre 1965 e 1980, é mais um fator a impactar essa dinâmica. No estado de São Paulo, 549 mil cidadãos dessa geração alcançaram exatamente os 60 anos de idade.

    O grupo representa 6,6% da população idosa, aproximando cada vez mais a quantidade de pessoas entre 45 e 60 anos, com um total de 9,2 milhões de habitantes.

    Lucia Yazaki destaca que o aumento numérico intensifica as demandas já existentes por políticas públicas nas áreas de previdência, saúde, lazer, infraestrutura e cuidados.

    Outro fator que a pesquisa evidencia são as disparidades regionais no estado. Os menores índices de envelhecimento estão concentrados nas regiões ao sul, enquanto ao norte e noroeste predominam municípios com mais de 120 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos.

    Nas regiões ao sul, como Registro, Itapeva e Baixada Santista, prevalecem maiores índices de fecundidade e mortalidade. Em Registro, são 93 pessoas de 60 anos ou mais para cada 100 pessoas com menos de 15 anos. Já nas regiões ao norte e noroeste, como Araçatuba e Presidente Prudente, os dados mostram 120 idosos para cada 100 crianças.

    Essas variações decorrem dos indicadores locais de fecundidade e mortalidade, que estão fortemente associados à situação socioeconômica da população residente. Contudo, todas as cidades seguem a tendência de envelhecimento populacional, com índices maiores em relação ao passado.

    *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Passageiro de ônibus morre baleado durante ação policial no Rio

    Passageiro de ônibus morre baleado durante ação policial no Rio

    Um passageiro que estava dentro de um ônibus morreu na manhã desta quarta-feira (30), atingido por um tiro, durante operação policial na zona sudoeste da cidade do Rio de Janeiro. Ele estava em um veículo da linha de BRT Transolímpica quando foi baleado.

    A vítima foi atingida nas proximidades da Estação Asa Branca, no bairro de Curicica. Os bombeiros chegaram a tentar socorrer o homem, de cerca de 40 anos, mas ele já estava morto.

    De acordo com a empresa Mobi Rio, que administra o sistema de BRT do Rio, a estação Asa Branca foi interditada para a perícia policial.

    A Polícia Militar informou que fazia uma operação na comunidade Dois Irmãos, na manhã desta quarta-feira, quando recebeu a informação de que um homem havia sido baleado dentro de um ônibus do BRT.

    De acordo com a PM, o objetivo da operação é combater a ação de criminosos e localizar suspeitos de matarem um homem na tarde dessa terça-feira (29), na região.

    Durante a ação, que está em andamento, um homem foi preso e três fuzis foram apreendidos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Frente fria avança para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e o Paraná

    Frente fria avança para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e o Paraná

    O ciclone extratropical que se formou na costa da Região Sul do Brasil ganha intensidade e contribui para o avanço de uma frente fria para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e para o estado do Paraná, nesta quarta-feira (30).

    De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno leva chuvas, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo a essas localidades.

    Na Região Centro-Oeste, há indicação laranja de perigo para tempestade com trovoada no oeste e sul de Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul. No noroeste e centro de Mato Grosso a advertência de perigo potencial é amarela. Também chove no sul de Goiás.

    Baixa umidade

    No Distrito Federal e no centro, leste e norte de Goiás, há aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar, que se estende com menos potência para o leste de Mato Grosso e demais áreas de Goiás, onde o alerta é amarelo de perigo potencial.

    Nas capitais, a temperatura mínima não deve fica abaixo de 23°C em Brasília e a máxima será de 38°C em Cuiabá.

    Chuva

    Na Região Sudeste, chove com trovoada no oeste e sul de São Paulo, ao longo de toda a divisa com o Paraná. Também ocorrem chuvas isoladas no norte, centro e leste paulista, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Nessa região, há aviso laranja de perigo para tempestades.

    Continuam sob alerta vermelho de grande perigo para onda de calor o noroeste e norte de São Paulo, o Triângulo Mineiro, o centro e o sudeste de Minas Gerais. A temperatura nas capitais varia entre a mínima de 19°C em São Paulo e a máxima de 37°C em Belo Horizonte. 

    Na Região Sul, existe indicação laranja de perigo para tempestades no Paraná e norte de Santa Catarina. Nas demais áreas de Santa Catarina, e no noroeste e norte do Rio Grande do Sul a recomendação de perigo potencial é amarela.

    No restante da Região Sul, o céu fica com muitas nuvens e há possibilidade de chuva isolada. Nas capitais, a mínima esperada é de 16°C em Porto Alegre e a máxima, de 21°C em Florianópolis.

    Norte

    Na Região Norte, pancadas de chuva e trovoadas deixam Acre, Rondônia e parte do centro e do oeste do Amazonas em nível amarelo de perigo potencial para tempestades. Chove de forma isolada na Região Norte, central e sul do Amazonas e também pode chover de forma isolada no leste do Amazonas, em Roraima e no sudoeste do Pará.

    Já no sudeste do Pará, centro e sul de Tocantins há indicação amarela de perigo potencial para baixa umidade do ar. Os termômetros permanecem elevados nas capitais e marcam mínima de 24°C em Rio Branco e máxima de 39°C em Palmas.

    Na Região Nordeste, o céu fica com poucas nuvens em grande parte do interior onde há advertência laranja de perigo para baixa umidade do ar, especialmente no norte e oeste da Bahia e no sudeste do Piauí. Nas capitais Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife pode chover pela manhã.

    Entre as capitais, a temperatura mínima será de 23°C em Salvador e a máxima, de 39°C em Teresina.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Nobel Alternativo premia luta contra violência patriarcal e uso de IA

    Nobel Alternativo premia luta contra violência patriarcal e uso de IA

    A Right Livelihood Award distinguiu nesta quarta-feira (30) com o Nobel Alternativo a paquistanesa Jalila Haider e uma organização sul-africana pela luta contra a violência patriarcal, e a norte-americana Timnit Gebru pela defesa do uso ético da inteligência artificial.

     O prêmio da fundação sueca, que desde 1980 distingue o trabalho social, também premiou os esforços contra o autoritarismo da Associação de Jovens Advogados da Geórgia (GYLA, na sigla em inglês).

    O júri reconheceu Haider – a primeira mulher da comunidade hazara a tornar-se advogada –, por “desafiar a perseguição étnica, estatal e patriarcal, guiada pela convicção de que nenhum ser humano é ilegal”.

    “Combinando o trabalho jurídico com o ativismo de rua e o empoderamento comunitário, Haider conseguiu justiça para milhares de pessoas perseguidas ou ignoradas pelo poder, especialmente minorias étnicas, de gênero e religiosas, bem como refugiados”, destacou o veredicto.

    Haider, nascida em Quetta, no Paquistão, em 1984, liderou em 2018, uma greve de fome contra o assassinato de pessoas da etnia hazara, o que levou a uma negociação e reduziu os ataques contra esta comunidade.

    Como cofundadora da Frente Democrática das Mulheres, impulsionou a primeira marcha de mulheres do Baluchistão.

    A advogada paquistanesa ajudou mais de 400 viúvas de vítimas do terrorismo a alcançar a independência financeira através da sua organização Nós, os Humanos e conseguiu que mais de 600 ativistas políticos e defensores dos direitos humanos recuperassem a liberdade de circulação.

    Violência patriarcal

    Já a organização sul-africana Assembleia das Mulheres Rurais (RWA, na sigla em inglês) recebeu o prêmio por transformar as camponesas sul-africanas “em uma força unida em defesa da terra, das sementes e da autonomia corporal contra a espoliação corporativa e patriarcal”.

    O júri destacou que a organização transnacional, fundada em 2009 na Cidade do Cabo, África do Sul, reúne mais de 178 mil agricultoras de pequena escala em 11 países que, em oposição ao modelo das ONGs, aposta em uma estrutura horizontal dirigida por voluntários, construindo uma das maiores plataformas para mulheres rurais da região.

    A RWA documentou centenas de variedades de sementes indígenas e defendeu os sistemas tradicionais de comercialização.

    Além disso, transformou mulheres excluídas da propriedade da terra em uma voz política que ajudou a impulsionar uma lei no Zâmbia para a distribuição equitativa de terras às mulheres (2016) e outra na Suazilândia contra os abusos sexuais e a violência doméstica (2018).

    A GYLA foi distinguida “por construir e salvaguardar a democracia georgiana e por sustentar o poder civil diante da repressão autocrática”.

    Fundada em 1994, a GYLA é a organização de direitos humanos mais antiga da Geórgia: seus membros ajudaram a redigir a primeira Constituição deste país do Cáucaso após a queda da União Soviética em 1991 e desempenharam um papel essencial na sua democratização, salienta o júri, que a denomina como “espinha dorsal” da sociedade civil.

    A organização prestou cerca de 1,5 milhão de consultas jurídicas gratuitas em um país com 3,7 milhões de habitantes e contribuiu para assegurar os direitos das pessoas com deficiência e garantir o direito à educação infantil.

    O resultado salienta ainda que a GYLA decidiu permanecer na Geórgia, “apesar de sofrer uma dura repressão ao abrigo da nova lei contra agentes estrangeiros”.

    Inteligência Artificial

    A norte-americana de origem eritreia Timnit Gebru foi premiada “por desafiar o poder concentrado na inteligência artificial (IA) e por ser pioneira na tecnologia digital enraizada na justiça, na experiência vivida e na ação humana”.

    Através do Instituto de Investigação em Inteligência Artificial Distribuída, Gebru chamou a atenção para a concentração de poder no setor tecnológico e para os danos causados pela IA a comunidades discriminadas, bem como para a forma e os objetivos com que esta nova tecnologia é desenvolvida.

    Ex-diretora da equipa de ética da Google, ela criou também a Black in AI, uma organização destinada a aumentar a presença da população negra neste campo.

    “O seu modelo distributivo reúne investigadores e colaboradores de vários países e continentes, desafiando os conceitos centralizados e impulsionados pelas grandes empresas que a IA convencional acarreta”, salientou o júri.

    O Prêmio Meio de Vida Adequado (em tradução livre de Right Livelihood Award), como é realmente denominado, ainda que seja conhecido como Nobel Alternativo, já distinguiu cerca de duzentas pessoas e organizações desde que foi instituído em 1980 pelo escritor e ex-deputado europeu sueco-alemão Jakob von Uexküll.

    Os prêmios deste ano – cada um no valor de um milhão de coroas suecas (€ 88 mil ) – serão entregues em Estocolmo no próximo dia 1° de dezembro. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (30)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (30)

    A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (30) inclui caminhadas, carreatas, panfletagens e encontros com apoiadores, além de entrevistas em rádio e podcast. Também estão previstas visitas a obras, plenárias com ativistas, assembleia de moradores, ato de encerramento de campanha e participação em evento transmitido pelas redes sociais.

    Ronaldo Caiado (PSD) 
    Participa de carreatas em quatro municípios de Goiás: Cidade de Goiás, Valparaíso de Goiás e Luziânia. 

    Rui Costa Pimenta (PCO) 
    Em Recife (PE), participa de ato de encerramento da campanha no Sinttel. 

    Samara Martins (UP) 
    Em Belo Horizonte (MG) participa de panfletagem no CETEF e de assembleia de moradores da ocupação Eliana Silva (Barreiro).

    Wilson Grassi (Democrata)
    Concede entrevista ao podcast Sevilla Cast.

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de evento com transmissão ao vivo pelo Instagram. 

    Clariana Barão (DC)
    Concede entrevista para a Rádio Cultura de Cuiabá (MT). 

    Edmilson Costa (PCB)
    Faz panfletagem na Feira do Guará e terminal do metrô. Almoça com Max Maciel na Feira da Ceilândia. 

    Hertz Dias (PSTU)
    Em Belém (PA), visita obra da construção civil no bairro de Umarizal e participa de plenária com ativistas na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Participa de caminhada em Juiz de Fora (MG), com concentração no Viaduto Roza Cabinda, no Centro.

    Renan Santos (Missão)
    Participa de encontros com apoiadores em Duque de Caxias (RJ), Petrópolis (RJ) e Juiz de Fora (MG). 

    O candidato Flávio Bolsonaro (PL) não tem agenda pública de campanha nesta quarta-feira. 

    Os candidatos Leonardo Avalanche (PRTB) e Romeu Zema (Novo) não divulgaram a agenda pública de campanha até o momento desta publicação. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br