Categoria: Brasil

  • Ciclone bomba continua no Sul e Sudeste do país

    Ciclone bomba continua no Sul e Sudeste do país

    Uma faixa no litoral do país que se estende do estado de São Paulo até o Rio Grande do Sul está, nesta sexta-feira (7), em alerta laranja de perigo para vendaval e fortes chuvas causadas pela atuação de um ciclone bomba, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    Os efeitos do fenômeno ainda são sentidos até o sudoeste do Mato Grosso do Sul, Sul de Minas Gerais e Sul fluminense.

    Pela manhã, a previsão é chuva intensa com trovoadas no Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul e, durante a tarde, a tempestade deve persistir sobre o Paraná e centro-norte de Santa Catarina. De noite, a chuva permanecerá ao norte e leste do Paraná.

    No Rio Grande do Sul a temperatura deve cair entre 3ºC e 5ºC, condição que deve ser acentuada no sábado (8). No Norte do estado ainda podem ocorrer pancadas isoladas de chuva e, no centro-sul, o frio intenso favorece a ocorrência de geada, com temperaturas próximas de 0°C.

    Tornado

    A Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul confirmou a ocorrência de um tornado no município de Pedro Osório no final da tarde de quinta-feira (6), seguida de tempestade. O órgão informou que emitiu um alerta para a região às 15h50, em função da aproximação da linha de tempestades, com vigência até 19h50.

    “O alerta laranja indicava a condição de alerta para tempestade com vento e granizo, com alto risco de destelhamento”, informou.

    Durante a madrugada, 19 municípios receberam notificação de alerta vermelho para tempestades severas.

    Até a publicação da matéria, a Defesa Civil do Estado informou que cerca de 100 municípios reportaram danos. As maiores ocorrências foram de queda de árvores, obstrução de vias e danos em telhados e estruturas de residências.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Episódio de Afiadas debate redes sociais e segurança digital

    Episódio de Afiadas debate redes sociais e segurança digital

    A TV Brasil exibe, nesta sexta-feira (7), às 23h, o sétimo episódio da série Afiadas. Com o tema cidadania digital e segurança na internet, o capítulo Caiu na Rede É Verde aborda os impactos das redes sociais e do ambiente digital na rotina de adultos, crianças e adolescentes.

    No novo episódio, Dona Márcia decide investir de vez nas redes sociais para aumentar a visibilidade do salão. Determinada a competir com o estabelecimento rival administrado por Sheila, ela passa a exigir que as funcionárias produzam conteúdo para a internet, gravem vídeos e participem das tendências do momento para impulsionar o engajamento do perfil do negócio.

    Enquanto lida com as novas demandas impostas pela chefe, Samantha enfrenta uma preocupação pessoal. Ao perceber que o filho está cada vez mais envolvido com jogos online e conversas pela internet, ela começa a questionar os riscos do ambiente digital para crianças e adolescentes. A descoberta de mensagens e códigos que não compreende desperta dúvidas sobre segurança, exposição e acompanhamento do uso das tecnologias pelos mais jovens.

    Série

    Afiadas acompanha a rotina do salão de beleza de Dona Márcia, interpretada por Heloísa Périssé, e de suas funcionárias Adrielly, vivida por Pretha Sousa, Samantha (Carol Portes) e Jéssica, personagem de Veronica Debom. A narrativa é conduzida pelo olhar de Adrielly, que registra o dia a dia na capital federal com o celular e constrói um diário em movimento sobre a cidade, as pessoas e suas próprias descobertas.

    A partir das situações vividas pelas personagens, o capítulo aborda a relação entre meio ambiente, saúde e soberania alimentar. A série também discute como escolhas aparentemente individuais, como o que comer e como se alimentar melhor, são atravessadas por renda, rotina de trabalho, território, informação e acesso a políticas públicas.

    Serviço

    Afiadas – Episódio 7: Caiu na Rede É Verde
    Tema: Cidadania digital e segurança na internet
    Exibição: sexta-feira (7), às 23h, na TV Brasil

    Multiplataforma

    O programa Afiadas também pode ser assistido por meio do canal do YouTube da emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), além do aplicativo TV Brasil Play.

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

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    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Ventania: moradores do Rio acordam sob alerta; saiba o que fazer

    Ventania: moradores do Rio acordam sob alerta; saiba o que fazer

    Moradores do Rio de Janeiro acordaram nesta sexta-feira (7) com mensagem de “alerta severo” para ventania em seus aparelhos de celular. O comunicado foi enviado pela Defesa Civil e acompanha outras medidas para redução de riscos, como a suspensão de aulas em escolas públicas em diversas cidades e na rede estadual.

    “Alerta severo. Defesa Civil: Vento forte na cidade do Rio nas próximas horas. Cidade no Estágio 2. Aulas nas escolas da rede pública suspensas. Evite deslocamento – 7/8”, orienta o texto.

    Além disso, parques públicos urbanos e naturais serão fechados às 12h. A previsão de rajadas de vento acima de 90 quilômetros por hora (km/h) acompanha a chegada de uma frente fria no estado.

    Desde a noite dessa quinta-feira (6), a capital fluminense está no estágio 2, em uma escala que vai até 5. Esse nível significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade.

    Ainda na noite de ontem, a prefeitura informou sobre a suspensão de aulas, por causa da previsão de vendaval.

    Petrópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Nilópolis, Belford Roxo e São João de Meriti são cidades da região metropolitana do Rio que suspenderam aulas na rede municipal.

    Monitoramento

    O governo estadual ativou, às 6h, o Gabinete de Crise, responsável pelo monitoramento da situação.

    De acordo com a Defesa Civil estadual, a Baixada Fluminense, no Grande Rio, e a Costa Verde, no litoral sul, têm possibilidade de ventos fortes a muito fortes.

    Orientações

    Entre a principais orientações repassadas pelas autoridades estão:

    • evitar permanecer perto de árvores, postes, placas, andaimes e outras estruturas que possam ser afetadas pelos ventos fortes;
    • não estacionar veículos sob árvores;
    • manter portas e janelas fechadas;
    • recolher objetos soltos em varandas e sacadas;
    • evitar deslocamentos desnecessários durante os períodos de maior intensidade dos ventos;
    • não tocar em cabos elétricos caídos.

    Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.

    Ventania em julho

    No último dia 29, um vendaval com rajadas de até 105 km/h assustou a população e forçou interrupção em aeroportos, trens e metrôs. Quedas de árvores causaram danos e pararam o trânsito de veículos em várias regiões.

    Na cidade do Rio, duas pessoas morreram atingidas pelo desabamento de um muro em Santa Teresa.

    Centenas de milhares de pessoas tiveram o fornecimento de energia elétrica interrompido.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Depoimento de Jaques Wagner à PF é adiado a pedido da defesa

    Depoimento de Jaques Wagner à PF é adiado a pedido da defesa

    O depoimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) à Polícia Federal, previsto para esta sexta-feira (7), foi adiado após pedido da defesa. De acordo com o advogado do senador, Pablo Domingues, problemas técnicos teriam impedido o acesso integral ao conteúdo da investigação.

    O parlamentar, portanto, só prestará esclarecimentos após conhecer os elementos reunidos no inquérito.

    A investigação, conduzida no âmbito da Operação Compliance Zero, apura a relação do senador com o empresário Augusto Lima, apontado pelos investigadores como um dos elos entre Wagner e o caso Banco Master.

    A PF apura também suspeitas de vantagens indevidas e possíveis vínculos entre pessoas do entorno do senador e empresas relacionadas ao caso.

    “O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês”, informou o advogado de defesa do senador.

    A defesa sustenta que Jaques Wagner pretende depor, mas apenas após ter acesso ao que efetivamente está sendo investigado.

    Intimado pela PF em 21 de julho, o parlamentar nega irregularidades. Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele também foi alvo de buscas e de medida de restrição de atividades econômicas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • “A gente só recitava poesias de subversão”, diz poeta baiana

    “A gente só recitava poesias de subversão”, diz poeta baiana

    No final dos anos 70, em plena ditadura militar, um grupo de jovens poetas decidiu se reunir em praça pública para declamar suas poesias e desafiar a repressão. Foi assim que surgiu o movimento Poetas na Praça, formado por uma série de estudantes da Bahia que decidiram transformar a poesia em importante marco de resistência política, cultural e social.

    Uma das dez fundadoras desse movimento foi a poeta Ametista Nunes que, no início, era a única mulher do grupo. “Em 1979, quando a gente começou, era exatamente na época da ditadura, momento em que poesias eram proibidas, músicas eram proibidas e os artistas eram todos proibidos, exilados ou mortos. E a gente também sabe a história de muitos que foram assassinados ou desaparecidos”, disse ela.

    Segundo Ametista, o movimento praticava uma espécie “de desafio” às autoridades da época porque acontecia justamente em frente ao prédio onde se encontra a sede da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, na região da Praça da Piedade, uma praça histórica de Salvador “onde os escravos foram enterrados”.

    “Lá a gente recitava [os versos] e eram só poesias de subversão. Era de provocação mesmo, a gente provocava bastante”, ressaltou.

    Em entrevista à Agência Brasil, Ametista destacou que a poesia, naquela época, serviu como importante instrumento de resistência. E que a arte continua sendo fundamental para os tempos de hoje.

      “Ou a gente entra com a arte nesse processo social ou nunca vai mudar as mentes. Nem os corações”, disse ela, logo após acompanhar uma mesa realizada na Casa Motiva para discutir o legado do Poetas na Praça.

    Popularização

    Ao debater a importância do movimento na Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), a poeta Semírames Sé, uma das principais vozes femininas do Poetas na Praça, ressaltou que a provocação era uma característica constante daquele grupo. “A poesia foi sempre uma batalha, foi sempre nosso grito de utopia, o nosso grito de igualdade, fraternidade e comunhão. Foi assim que cheguei à Praça da Piedade”, contou.

    Além de gritar pela democracia, esses jovens também ajudaram a popularizar a poesia, destacou Douglas de Almeida, que integrou o movimento. “Antes, a poesia era inatingível. Mas o que é que esses poetas fizeram? Eles popularizaram esse gênero literário com uma linguagem mais coloquial, mais urbana, mais irônica e direta para os transeuntes lá da Praça da Piedade. Essa foi uma grande vitória do movimento”.

    Outra grande conquista foi o aspecto pedagógico ou educacional, ressaltou Almeida. “A gente também fez um trabalho editorial porque grande parte das pessoas não tinha o hábito da leitura. Os poetas começaram a fazer antologias não apenas com seu poema autoral, mas com o de outros poetas como Manuel Bandeira ou Cecília Meireles. Então, de certa forma, a gente estava divulgando a poesia brasileira”.

    “Quando a população se acercava da praça, ela terminava tendo um mundo gigantesco. A praça tinha essa riqueza de levar poesia à população que não tinha nem o hábito de leitura”, afirmou o poeta.

    E nem só de poesia subversiva viviam aqueles poetas. “Mesmo revolucionários e que se dedicavam contra a ditadura e a censura, eles ainda tinham o tempo para fazer poemas de amor”, contou Almeida. “Quanto mais amor se gasta, mais bonito o amor brota”, poetizou.

    Flipelô

    A Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) é considerada a maior da Bahia. Neste ano, o evento chega à sua décima edição e a expectativa dos organizadores é de que mais de 250 mil pessoas possam aproveitar a programação cultural, que ocorre até o próximo domingo (9).

    Mais informações sobre a Flipelô podem ser acessadas em seu site oficial

    * A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Previsão de ventos fortes leva Rio a suspender aulas nesta sexta

    Previsão de ventos fortes leva Rio a suspender aulas nesta sexta

    O município do Rio de Janeiro entrou no Estágio 2 às 19h05 dessa quinta-feira (6), devido à previsão de ventos fortes até o próximo domingo (9).

    O prefeito Eduardo Cavaliere assinou decreto, publicado em edição extra do Diário Oficial, determinando a suspensão das aulas hoje na rede pública municipal. O Sistema Alerta Rio prevê ventos acima de 90 quilômetros por hora (km/h) na cidade.

    “É uma medida de prevenção para proteger as crianças, as famílias e evitar ao máximo os deslocamentos pela cidade”, explicou.

    De acordo com o Sistema Alerta Rio, as rajadas de vento poderão atingir nesta sexta intensidade forte (de 52 km/h a 76 km/h) a muito forte (acima de 76 km/h) a partir da manhã. Com a aproximação de uma frente fria, a previsão é de céu parcialmente nublado a nublado com pancadas isoladas de chuva a partir do fim da tarde.

    Alerta

    O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio (Cemaden-RJ) informa que a passagem de uma frente fria associada a um sistema de baixa pressão poderá provocar rajadas de vento de moderadas a fortes, com possibilidade de serem muito fortes em algumas regiões, especialmente no litoral, até a noite de domingo (9). Hoje será o dia de maior intensidade dos ventos, especialmente na madrugada e de manhã. Até domingo, também há possibilidade de chuvas fracas a moderadas, de forma isolada.

    Diante desse cenário, a Defesa Civil Estadual reforçou as equipes da Sala de Situação, que funciona 24 horas por dia monitorando os efeitos do El Niño e as condições meteorológicas em todo o território fluminense. A Força Especializada da Secretaria de Defesa Civil (Sedec-RJ) está a postos, em contato com as defesas civis municipais, orientando sobre a necessidade de avisos e alertas.

    Ontem (6), mais de 95 agentes participaram da reunião de alinhamento que a Sedec realiza diariamente, incluindo representantes de 59 das 92 prefeituras do estado. Durante o encontro, foram atualizadas as previsões meteorológicas, definidas as estratégias de atuação e repassadas orientações aos municípios.

    Além disso, a Defesa Civil Estadual emitiu aviso meteorológico e um alerta via SMS à população com o panorama esperado para os próximos dias. Os SMS, em algumas cidades  consideradas autônomas, são enviados pelos gestores municipais

    De acordo com a Defesa Civil, durante as rajadas de vento, a população deve:

    evitar áreas próximas a árvores, postes, placas, coberturas, andaimes e estruturas metálicas;

    não estacionar veículos debaixo de árvores;

    manter portas e janelas fechadas;

    evitar deslocamentos desnecessários durante os períodos de vento mais intenso;

    não tocar em cabos elétricos caídos;

    acompanhar os alertas e as orientações dos órgãos oficiais;

    ligar para o Corpo de Bombeiros pelo número 193 em situações de emergência.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Lei amplia punição a crimes sexuais online contra crianças; entenda

    Lei amplia punição a crimes sexuais online contra crianças; entenda

    O Brasil já detém normas mais rígidas para combater crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive em ambientes digitais e com o uso de inteligência artificial (IA). 

    A Lei nº 15.487 passa a vigorar nesta sexta-feira (7) e altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei dos Crimes Hediondos e a Lei de Combate ao Crime Organizado para endurecer o tratamento penal aplicado aos autores desses delitos.

    Entre as principais mudanças, a legislação amplia as possibilidades de investigação de crimes sexuais praticados pela internet. A nova lei autoriza rondas virtuais por órgãos de segurança a fim de identificar e coletar arquivos disponibilizados em ambientes digitais públicos.

    A atividade dispensa autorização judicial prévia. A norma também reforça a atuação de policiais infiltrados na internet para apurar crimes. 

    Inteligência artificial 

    O texto passa a considerar explicitamente o uso de tecnologias de inteligência artificial em crimes relacionados à violência sexual infantil.

    A legislação aumenta as penas para autores que usem recursos como deepfakes, filtros ou outras ferramentas capazes de alterar imagem e voz para se passar por crianças ou adolescentes e aliciar vítimas.

    Além disso, haverá aumento de pena para criminosos que empregarem mecanismos de anonimização digital, como ocultação ou falsificação de endereço IP e outros identificadores, com o objetivo de dificultar a identificação pelas autoridades.

    Em relação ao material ilegal, a lei amplia a definição de conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes para incluir representações reais ou fictícias produzidas, manipuladas ou geradas por inteligência artificial quando apresentarem conotação sexual.

    Atendimento às vítimas

    A nova lei assegura às crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual o direito a atendimento psicológico e psicossocial especializado, contínuo e integral. O suporte deverá considerar os impactos emocionais decorrentes da circulação permanente de imagens e vídeos na internet, inclusive em plataformas internacionais.

    O texto também determina que vítimas recebam acolhimento em serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) em ambiente que garanta privacidade e proteção contra o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente do agressor.

    Além disso, o autor da violência ficará obrigado a ressarcir integralmente os custos do tratamento da vítima, incluindo os serviços prestados pelo SUS.

    Crimes hediondos e prisão preventiva

    A lei também amplia o rol de crimes considerados hediondos, incluindo diversas condutas ligadas à produção, divulgação, posse e aliciamento relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes.

    O texto prevê ainda a possibilidade de prisão preventiva para crimes contra a dignidade sexual praticados contra menores e para delitos previstos no ECA relacionados à exploração sexual infantil.

    A legislação ainda endurece as consequências para integrantes de organizações criminosas envolvidas em crimes contra crianças e adolescentes e reforça medidas de perda de bens e valores obtidos com a prática criminosa.

    Penas mais severas

    A legislação aumenta as punições para diversos crimes previstos no ECA:

    Produção de conteúdo de violência sexual contra criança ou adolescente (Art. 240 do ECA)

    • pena: reclusão de 4 a 10 anos e multa;
    • aplica-se a quem produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar o conteúdo;
    • financiar, recrutar, facilitar ou intermediar a participação da vítima;
    • exibir ou transmitir o conteúdo ao vivo pela internet.

    Venda de material de violência sexual infantil (Art. 241 do ECA)

    • pena: reclusão de 4 a 10 anos e multa;
    • prevê ainda a perda de bens e valores obtidos com a prática criminosa;
    • aumento de pena: mais 1/3 se a venda ocorrer pela internet, redes sociais ou outras tecnologias digitais.

    Divulgação, compartilhamento ou publicação de material (Art. 241-A do ECA)

    • pena: reclusão de 4 a 10 anos e multa;
    • aplica-se a quem criar, administrar ou hospedar ambientes digitais destinados ao armazenamento ou compartilhamento desse conteúdo;
    • aumento de pena: mais 1/3 se o material for divulgado em mais de uma plataforma digital.

    Posse, armazenamento ou solicitação de material (Art. 241-B do ECA)

    • pena: reclusão de 3 a 6 anos e multa;
    • será aplicada a quem acessar ou visualizar conteúdos em plataformas digitais com finalidade sexual;
    • redução de pena: de 1/6 a 1/3 quando houver pequena quantidade de material.

    Simulação de violência sexual com uso de IA ou deepfake (Art. 241-C do ECA)

    • pena: reclusão de 3 a 5 anos e multa.
    • abrange imagens, vídeos ou representações produzidas por montagem, adulteração ou inteligência artificial.

    Aliciamento, assédio ou constrangimento de menor de 14 anos (Art. 241-D do ECA)

    • pena: reclusão de 3 a 5 anos e multa;
    • inclui assédio para prática de ato libidinoso ou para obtenção de imagens e vídeos de cunho sexual.

    A pena aumenta de 1/3 a 2/3 quando o crime for cometido:

    • com uso de inteligência artificial, deepfake ou filtros;
    • mediante perfis falsos ou anonimização digital;
    • por aplicativos de mensagens, redes sociais ou jogos online;
    • mediante promessa de vantagens à vítima;
    • aproveitando-se de relação de confiança, autoridade ou dependência.

    Exploração sexual de criança ou adolescente (Art. 244-A do ECA)

    • O crime permanece punido com reclusão de 4 a 10 anos e multa, conforme redação já prevista no Estatuto.
    • A nova lei amplia mecanismos de investigação e agravamento do tratamento penal.

    Uso de anonimização digital para dificultar identificação (Art. 226-A do ECA)

    Aumento de pena de 1/3 a 2/3 para crimes sexuais, quando o autor utilizar: 

    • VPNs com finalidade de ocultação criminosa;
    • mascaramento de IP;
    • falsificação ou ocultação de identificadores digitais;
    • outras técnicas para impedir sua identificação.

    Crimes considerados hediondos

    A lei passa a enquadrar como crimes hediondos diversas condutas relacionadas a:

    • produção de material de violência sexual infantil;
    • venda de material;
    • divulgação e compartilhamento;
    • posse e armazenamento;
    • aliciamento de menores;
    • exploração sexual de crianças e adolescentes.

    Como consequência, os condenados ficam sujeitos ao regime mais rigoroso previsto na Lei dos Crimes Hediondos.

    Prisão preventiva (artigos 240 a 241-D e 244-A do ECA)

    A nova legislação também autoriza expressamente a prisão preventiva para investigados ou acusados de:

    • crimes contra a dignidade sexual praticados contra crianças e adolescentes.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Cientistas identificam taxa recorde de deformações em peixes do ES

    Cientistas identificam taxa recorde de deformações em peixes do ES

    Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) registraram taxa recorde de deformações em peixes no litoral norte do Espírito Santo. O estudo constatou que 60,5% dos exemplares de Stellifer naso apresentavam anomalias. A espécie é popularmente conhecida como cabeçudo-preto ou tambor-estrela.

    O percentual com malformação supera os registros anteriores descritos na literatura científica brasileira. Até então, o maior índice era de 27,1%, observado em bagres da espécie Cathorops spixii.

    Publicado na revista Ocean and Coastal Research, o trabalho aponta que a alta incidência de deformidades pode estar relacionada à contaminação ambiental persistente causada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.
     


    Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais

    Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais – Antonio Cruz/ Agência Brasil

    Segundo o pesquisador Jonas Andrade-Santos, do Museu Nacional da UFRJ, os peixes foram coletados em maio de 2022, quase sete anos após o desastre, na foz do Rio São Mateus, próximo ao município de Conceição da Barra (ES).

    “Comparando com outros trabalhos similares no Brasil e também expandindo para outras regiões, o nosso trabalho teve resultado bem acima da média em quantidade de peixes com anomalias, o que possivelmente está relacionado às marcas do desastre.”

    Os cientistas identificaram anomalias nos otólitos sagitais, estruturas localizadas no ouvido dos peixes, responsáveis pelo equilíbrio, orientação espacial e percepção sonora.

    O Stellifer naso habita o fundo do mar, em águas rasas. Por permanecer em contato direto com sedimentos onde ficaram depositados rejeitos da mineração transportados pelo Rio Doce, a espécie pode estar mais exposta aos contaminantes presentes na lama.

    Os autores destacam que a pesquisa não permite estabelecer relação causal definitiva entre as deformidades e o rompimento da barragem, porque não existem amostras da região coletadas, antes de 2015, para comparação.

    Estudo

    Segundo Jonas Andrade, essa limitação reforça a importância de ampliar o financiamento de coleções biológicas de referência e subsidiar estudos de longo prazo sobre impactos ambientais.

    A equipe pretende analisar quimicamente as amostras para identificar quais minerais estão acumulados nos otólitos, investigar possíveis deformações externas nos peixes e repetir o monitoramento da região nos próximos anos para avaliar se o ecossistema apresenta sinais de recuperação.

    “Mais do que um diagnóstico de contaminação, o estudo reforça a necessidade de diálogo entre a ciência e a sociedade para garantir a segurança do ecossistema e das populações locais”, acrescenta Andrade.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Lei Maria da Penha completa 20 anos entre avanços e desafios

    Lei Maria da Penha completa 20 anos entre avanços e desafios

    Há exatos 20 anos, era sancionada a Lei Maria da Penha, um dos principais marcos no combate à violência contra as mulheres no Brasil. Ao definir a violência doméstica, a lei nº 11.340/2006 enfrentou à naturalização das agressões que aconteciam, em geral, entre quatro paredes. Embora o país tenha alcançado avanços importantes a partir dessa lei, ainda há desafios como a subnotificação, a dificuldade no acesso à Justiça e os altos índices de feminicídio. 

    Só em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Desde a tipificação desse crime, em março de 2015, ao menos 13.703 mulheres já foram assassinadas por sua condição de ser mulher. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

    Para a advogada Luciane Mezarobba, que atende exclusivamente mulheres, a Lei Maria da Penha é uma ferramenta avançada de enfrentamento à violência. “Ela elevou o combate à violência contra a mulher, nos âmbitos familiares, doméstico e amoroso, a um problema público, superando aquela velha e obtusa máxima de que ‘em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher’.” 

    A lei reconheceu ainda que essa violência não é apenas física, ela pode ser psicológica, sexual, patrimonial, moral e vicária. “Com isso, condutas até então normalizadas e mesmo socialmente aceitas, como constranger, humilhar, manipular, ridicularizar, insultar e explorar, inclusive financeiramente a mulher, nos contextos doméstico, amoroso e familiar, constituem violência e serão punidas”, disse Luciane, em entrevista à Agência Brasil.

    Ela mencionou que a lei seguiu sendo aprimorada ao longo dos anos. A violência vicária, por exemplo, foi incluída na lei em 2026. Ela acontece quando o agressor utiliza terceiros — como filhos, familiares ou pessoas da rede de apoio — a fim de atingir a vítima. “São avanços consistentes e que seguramente já salvaram muitas vidas, apesar dos terríveis números de feminicídio e violência contra a mulher que nos assombram diariamente.”

    Para a socióloga e cientista política Bruna Camilo, uma das principais contribuições de uma lei é dar nome àquilo que está acontecendo. “Antes da lei, era uma agressão como qualquer outra. As mulheres não tinham a quem recorrer nem ao que recorrer. Elas achavam que era o destino delas, era uma naturalização absurda da violência contra as mulheres”, disse.

    Ela ressaltou que não basta a existência da lei, é preciso que ela seja aplicada em todo o sistema de justiça. “Se [as disposições] fossem todas seguidas, certamente seria uma lei extremamente forte no nosso país. Ela é muito importante, é inegável, traz um norte para o nosso país, só que infelizmente ela não é cumprida em todo o seu teor.”

    Descumprimento de medida protetiva

    O sistema de proteção à mulher falhou no caso de Júlia*, que denunciou uma agressão do ex-companheiro e pai de seu filho. Acompanhada pela Defensoria Pública no processo de pensão e guarda, a vítima solicitou também a medida protetiva de urgência contra o agressor, o que foi concedido pela Justiça paulista. No entanto, a aplicação desse dispositivo da lei nunca aconteceu.

    “A medida de manter o ex-companheiro longe acaba não sendo monitorada de forma alguma. Não é só comigo. Várias mulheres pedem a medida protetiva, ela é registrada, só que ela não é praticada”, relatou Júlia.

    O limite mínimo de distância fixado pelo juiz, em que o agressor fica proibido de ultrapassar em relação à vítima, não foi cumprido. Isso porque o agressor morava há menos de 1 quilômetro de Júlia e fazia trajetos pelo bairro em que passava em frente à casa da vítima com frequência, mesmo sabendo que ele precisava manter distância. 

    “Ninguém fiscaliza, ninguém faz nada, é como se não tivesse [a medida protetiva]. Tanto que eu até larguei de mão, por mais que ele tenha me ameaçado e tudo mais, eu larguei de mão porque não adianta. E aí eu estou correndo só com a [ação de] pensão mesmo”, acrescentou Júlia.

    No primeiro semestre desse ano, houve descumprimento de 13.301 medidas protetivas de urgência no estado de São Paulo. O resultado representa um aumento de 18,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando 11.209 medidas foram descumpridas. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

    Um desses casos levou ao feminicídio de Carla Carolina Miranda da Silva, esfaqueada pelo agressor em via pública, na capital paulista, em janeiro deste ano. A vítima já havia denunciado o agressor por violência doméstica e tinha medida protetiva determinando que ele não se aproximasse.

    Desafios para aplicação da lei

    Bruna Camilo avalia que as medidas para o combate à violência doméstica vão além da sanção da lei. Segundo ela, as delegacias precisam acolher as mulheres de forma que se sintam seguras para denunciar. Além disso, juízes e promotores devem considerar que a punição da violência doméstica é importante e não pode ser minimizada.

    “Nossa sociedade é patriarcal, ela é construída [com base] na misoginia e no machismo. A sociedade precisa se reeducar em relação à violência contra as mulheres. Então, muita coisa tem que melhorar”, disse Bruna, em relação aos desafios para o combate à violência doméstica.

    Um caso de grande repercussão, exemplo do machismo e da misoginia, foi o atropelamento de Tainara Souza Santos, arrastada – presa embaixo do veículo – por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, em novembro do ano passado. Na ocasião, a vítima teve as pernas severamente mutiladas. Ela chegou a ser socorrida, passou por cirurgias, mas morreu na noite de 24 de dezembro, aos 31 anos, deixando dois filhos.

    De acordo com a investigação, a vítima teve um relacionamento breve com o autor da agressão, que não aceitou o término. Segundo o delegado do caso, na ocasião, havia “sensação de posse, em um total desprezo à condição de gênero e de mulher, autêntica tentativa de feminicídio”. https://istoedinheiro.com.br/mulher-arrastada-foi-vitima-de-tentativa-de-feminicidio-diz-delegado [não encontrei o link da minha matéria na abr, apenas as republicações]

    A advogada Luciane avalia que a lei está bem assimilada e absorvida na rotina forense. No entanto, um desafio para a aplicação da lei é a grande demanda diante de um sistema sobrecarregado. “Vejo os atores jurídicos ocupados, em regra, em viabilizar sua efetivação, com o acolhimento às vítimas e a punição aos agressores”, relatou.

    “Todavia, não é raro encontrar equipamentos públicos desatualizados, desequipados, com poucos funcionários, e alguns deles sem a sensibilidade e o preparo necessários. Há um volume grande de trabalho e um contingente insuficiente para atendê-lo”, ponderou Luciane.

    A advogada relatou que uma cliente recentemente passou pelo constrangimento de aguardar por cinco horas para ser ouvida sobre uma denúncia. “[Esse tempo todo] vendo outras mulheres em situação de extremo sofrimento e desespero chegando, o que a fez, inclusive, minimizar a própria dor e violência que sofreu.” 

    Quem é Maria da Penha?

    Ativista pelos direitos da mulher, Maria da Penha Maia Fernandes deu nome à lei que criou mecanismos para combater a violência doméstica e familiar, da qual ela foi vítima. Em 1983, Maria da Penha sofreu dupla tentativa de feminicídio por parte do marido, Marco Antonio Heredia Viveros. 

    Primeiro, ele deu um tiro pelas costas enquanto ela dormia, o que a deixou paraplégica. O agressor declarou à polícia, na época, que teria sido uma tentativa de assalto, versão que foi posteriormente desmentida pela perícia. Quatro meses depois, quando ela voltou para casa após cirurgias e tratamento, o agressor a manteve em cárcere privado por 15 dias e tentou eletrocutá-la durante o banho. 

    Apesar de dois julgamentos, em 1991 e 1996, e duas sentenças, o criminoso seguiu em liberdade. Em 1998, o caso ganhou uma dimensão internacional com uma denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA).

    Em 2001, após receber quatro ofícios da comissão, o Estado brasileiro foi responsabilizado por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica praticada contra as mulheres. Uma das recomendações era completar, rápida e efetivamente, o processamento penal do responsável pela agressão.

    Viveros foi preso em 29 de outubro de 2002 em Natal. Em março de 2004, ele conseguiu ir para o regime semiaberto e, em fevereiro de 2007, conseguiu a liberdade condicional, segundo informações do Ministério Público do Ceará. 

    Violência digital

    A violência digital, que tem ganhado maior alcance com a tecnologia, pode ser entendida como uma extensão da violência contra as mulheres. As agressões que estavam concentradas “entre quatro paredes” tomaram também as redes sociais e podem acontecer por meio de mensagens por aplicativo. O objetivo, no entanto, é o mesmo: intimidar, humilhar, ameaçar ou controlar as mulheres.

    “A violência digital pode sim ser enquadrada na Lei Maria da Penha, porque existe ali a violência moral, que fere a dignidade da mulher, embora já tenha alguns projetos de lei e algumas leis que falem sobre segurança digital e punição de pessoas que cometem violência digital contra mulheres”, afirmou a cientista política Bruna Camilo .

    Ela citou a Lei Lola, a Lei Carolina Dieckmann e o ECA digital. Este último não trata de mulheres especificamente, mas de crianças, e isso envolve meninas. “Já existem iniciativas importantes, mas a gente precisa da aplicabilidade dessas leis, para que a gente consiga iniciar a mudança cultural da nossa sociedade.”

    *  A fonte preferiu não se identificar.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br