Categoria: Brasil

  • Durigan diz que aumento da dívida decorre dos juros, não dos gastos

    Durigan diz que aumento da dívida decorre dos juros, não dos gastos

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o aumento da dívida brasileira não se deve ao aumento de gastos, e sim aos juros altos que são cobrados no país. Segundo ele, isso ocorre por conta da necessidade de o governo pagar dívidas antigas com títulos novos, o que implica em mais pagamento de juros.

    A declaração do ministro em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (6). Ele explicou que, de fato, há relação entre a questão fiscal e os juros, mas que há também outros fatores decisivos que acabam por influenciar as altas taxas cobradas no Brasil.

    Perguntado sobre se os gastos do governo favorecem o cenário de juros altos, o ministro garantiu que “o governo não está gastando mais do que arrecada”.

    “O que acontece é que estamos pagando dívidas antigas com títulos novos. É, portanto, na gestão da dívida que estamos aumentando a dívida. É na rolagem da dívida, e não nos gastos”, complementou.

    Em julho, dados divulgados pelo Tesouro Nacional mostram que a emissão forte de títulos vinculados à Taxa Selic, os juros básicos da economia, fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em junho, superando os R$ 9,2 trilhões.

    Durigan reiterou que os juros elevados são o principal fator por trás do aumento do endividamento público.

    “Claro que vamos continuar atuando para melhorar o resultado fiscal do país”, disse ao destacar que, do ponto de vista econômico, o país está muito bem, “com o melhor resultado de inflação da história” e as agências internacionais de risco melhorando cada vez mais as avaliações sobre o país.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mais de 830 mil celulares foram subtraídos em 2025, aponta relatório

    Mais de 830 mil celulares foram subtraídos em 2025, aponta relatório

    O Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025 – 9% menos que as 909.753 subtrações de aparelhos registradas em 2024.

    De acordo com o 20° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os roubos recuaram 18,6% (de 377.787 para 308.723), enquanto os furtos cresceram 0,9% (de 477.326 para 483.561).

    Na maioria as vezes, o furto acontece sem que a vítima perceba imediatamente, sobretudo em locais movimentados e no transporte público. Essa modalidade já responde por 61% das ocorrências de subtração de celulares. O avanço de 0,9% em um ano, elevou a média para aproximadamente 1.325 registros por dia em 2025.

    O aparelho celular é considerado o principal meio de comunicação do brasileiro – com aplicativos de bancos, pagamentos via pix, agenda de contatos, calendário de eventos e tantas outros aplicativos e funcionalidades. Por isso, quando um aparelho é furtado ou roubado, isso impacta o orçamento da vítima.

    Esse impacto consta na pesquisa Expansão de Seguros Inclusivos em Comunidades Periféricas, realizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e pelo Instituto Locomotiva.

    Entre os entrevistados, 60% disseram já ter o celular levado ou conviver com alguém que passou por essa situação sem conseguir comprar outro imediatamente. Ao mesmo tempo, 53% das famílias não cobrem todas as despesas básicas do mês, 36% pagam as contas sem nenhuma sobra e apenas 11% terminam o mês com algum recurso disponível.

    Nesse cenário, a reposição inesperada de outro aparelho pode exigir endividamento ou o uso de recursos destinados a alimentação, transporte e moradia.

    Para quem depende do telefone para receber pedidos, atender clientes, fazer pagamentos ou acessar plataformas digitais, o prejuízo inclui também dias ou semanas de renda comprometida.

    O equipamento físico é apenas parte do interesse dos criminosos. Aplicativos bancários, carteiras digitais, documentos e dados pessoais podem ser usados para transferências, empréstimos, invasão de redes sociais e golpes contra contatos da vítima.

    Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha, realizada em março de 2026, mostrou que 78,8% da população teme ter o celular roubado ou furtado; o receio de golpes pela internet ou pelo telefone chega a 83,2%.

    A resposta, portanto, exige duas frentes: bloquear o aparelho, a linha, as contas bancárias e os acessos vinculados ao dispositivo; e lidar com o custo de reposição e a eventual interrupção das atividades que dependem dele.

    Para o presidente da Comissão de Seguros Gerais Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Sidemar Sprincigo, a ampliação do risco exige uma visão integrada.

    “Quando o celular é levado, o prejuízo pode ir muito além do valor do equipamento. O seguro para celular e o seguro contra golpes bancários, conhecido como seguro Pix, oferecem camadas complementares de proteção: o primeiro pode amparar a reposição do aparelho; o segundo, prejuízos decorrentes do uso fraudulento de aplicativos bancários ou de transferências sob coação, sempre nas situações previstas na apólice”, afirma.

    No seguro celular, a cobertura pode incluir roubo, furto qualificado e danos acidentais, conforme a contratação. Já o chamado seguro Pix pode prever transferências sob coação, como em situações de ameaça, roubo ou sequestro, além de modalidades específicas de fraude eletrônica. A proteção não é automática para todo tipo de golpe ou transferência voluntária: eventos cobertos, limites e exclusões variam entre as apólices.

    Cuidados

    Antes de contratar, o consumidor deve comparar prêmio, franquia, critérios de indenização, eventual depreciação do aparelho, documentos exigidos e exclusões.

    Furto simples e furto qualificado, por exemplo, podem receber tratamentos diferentes. Também é importante considerar o valor e o tempo de uso do celular e se ele é indispensável ao trabalho ou ao estudo.

    O seguro não impede o crime nem substitui os cuidados de segurança digital, mas pode reduzir o impacto de uma perda repentina e evitar que o consumidor tenha de absorver sozinho um prejuízo capaz de desorganizar o orçamento familiar.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Coronel do Corpo de Bombeiros vira réu em caso de assédio sexual

    Coronel do Corpo de Bombeiros vira réu em caso de assédio sexual

    A 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar denunciou, na terça-feira (4), o coronel do Corpo de Bombeiros Lauro César Botto Maia. Ele teria ameaçado quatro sargentos da corporação que figuram como testemunhas de investigação interna para apura fatos atribuídos ao oficial, relacionados a assédio sexual.

    Na denúncia, o Ministério Público (MP) pede a decretação da prisão preventiva do coronel. O pedido será analisado pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar, que recebeu a denúncia nessa quarta-feira (5).

    Os fatos estão relacionados à denúncia de assédio sexual, oferecida em julho deste ano pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaesp).

    Na ação penal, o coronel é acusado de enviar, entre o fim de 2024 e julho de 2025, mensagens com conteúdo considerado inadequado a uma subordinada, com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual.

    A denúncia foi aceita pela Justiça. O juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo se manifestou, afirmando que “ao examinar a denúncia, pode-se concluir que além do fato criminoso, a inicial descreveu todas e as demais circunstâncias necessárias à apreciação da prática delituosa, e, em especial, o lugar do crime; o tempo do fato e a conduta objetiva em que teria incorrido o denunciado”. O pedido de prisão preventiva do militar não foi aceito pela Justiça.

    O magistrado explicou ainda que a acusação veio acompanhada de suporte probatório mínimo, ou seja, da prova mínima exigida para sua instrução, de forma a dar ao julgador condições de proferir um diagnóstico provisório sobre a viabilidade da pretensão punitiva. As questões pertinentes ao mérito da ação serão analisadas oportunamente por ocasião do julgamento, entretanto há indícios de materialidade e autoria suficientes para autorizar o início da ação penal.

     Denúncia

    De acordo com o MPRJ, no dia 29 de junho de 2026, o coronel enviou, por meio do WhatsApp, mensagens às testemunhas utilizando um número registrado em nome de terceiro e apresentando-se como “Marcos João”. Nas mensagens, fez referências ao procedimento investigatório, aos depoimentos já prestados e às circunstâncias dos fatos apurados, demonstrando conhecimento do conteúdo da investigação e buscando influenciar o relato das militares.

    Segundo a denúncia, o oficial superior afirmou que as destinatárias estariam sendo utilizadas por terceiros, sugerindo que reavaliassem suas posições e que ainda haveria tempo para “reparar o dano” causado.

    Também fez referências a familiares das militares, circunstâncias que provocaram temor e intimidação. A acusação ressalta que o potencial intimidatório das mensagens é agravado pela relação hierárquica entre o denunciado, coronel da corporação, e as testemunhas, todas mulheres que ingressaram recentemente na carreira militar.

    A pedido do Ministério Público, a Justiça Militar determinou medidas cautelares, entre elas “a suspensão do porte de arma de fogo do denunciado, a proibição de contato com a vítima e as testemunhas, a proibição de ingresso no quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros e de fazer referências públicas às pessoas envolvidas”.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Cidades do RS têm situação de emergência reconhecida pela Defesa Civil

    Cidades do RS têm situação de emergência reconhecida pela Defesa Civil

    A Defesa Civil Nacional reconheceu a situação de emergência das cidades de Ametista do Sul, Frederico Westphalen, Nova Bassano e Santa Tereza, no Rio Grande do Sul. Os locais foram atingidos por chuvas intensas, vendaval e inundações no final do mês de julho.

    Os municípios poderão acessar recursos para assistência à população e reconstrução de áreas atingidas, após a publicação do decreto de reconhecimento pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, no Diário Oficial da União.

    Para ter o reconhecimento da situação de emergência, é necessário que o município faça a declaração no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres e apresente um plano de trabalho para as ações de Defesa Civil no local. Após análise, a medida é publicada e o recurso é disponibilizado ao município.

    As quatro cidades do Rio Grande do Sul que tiveram a situação de emergência reconhecidas foram atingidas pelos temporais que ocorrera a partir do dia 25 de julho. Foram registrados grandes volumes de  chuvas e fortes rajadas de ventos, que deixaram centenas de pessoas desabrigadas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Ventos diminuem de intensidade e município do Rio volta ao Estágio 1

    Ventos diminuem de intensidade e município do Rio volta ao Estágio 1

    O município do Rio de Janeiro retornou ao Estágio 1 às 20h dessa quarta-feira, (5), devido à redução da intensidade dos ventos previstos, com rajadas de até 76 quilômetros por hora (km/h).

    O Estágio 1, em uma escala de cinco, significa que não há ocorrências de grande impacto. Nessa fase, podem ocorrer pequenos incidentes, que não interferem de forma significativa na rotina do cidadão.

    Ao longo do dia, o céu esteve claro a parcialmente nublado e não houve registro de chuva. Os ventos ficaram moderados. A temperatura mínima registrada foi de 16°C e a máxima atingiu 34,2°C.

    Para esta quinta-feira (6), o Alerta Rio prevê a atuação de áreas de instabilidade. Os ventos estarão moderados, entre 18,5 km/h e 51,9 km/h, com rajadas isoladas fortes, até 60 km/h de manhã, nas zonas oeste e sudoeste da cidade. O céu estará parcialmente nublado a nublado e há previsão de chuva fraca a moderada no final da tarde. A temperatura máxima pode chegar a 35ºC.

    Amanhã, (7), áreas de instabilidade associadas à aproximação de uma frente fria influenciarão o tempo no Rio. As rajadas de vento podem atingir intensidade forte, entre 52km/h, a muito forte, acima de 76 km/h. Há previsão de céu parcialmente nublado a nublado com pancadas isoladas de chuva no período da tarde. A temperatura entrará em elevação, com a temperatura máxima podendo chegar aos 38ºC.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Flipelô começa em Salvador com música, poesia e grande participação

    Flipelô começa em Salvador com música, poesia e grande participação

    O centro de histórico de Salvador (BA) recebeu a cerimônia de abertura da décima edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), na noite dessa quarta-feira (5), com muita música, poesia e participação.

    A festa contou com show musical da cantora e compositora Belô Velloso, além de uma intervenção teatral que apresentou ao público os versos da poetisa Myriam Fraga (1937-2016), a grande homenageada da Flipelô neste ano.

    Entre o público que compareceu à abertura estava a escritora baiana Maria do Carmo, da cidade de Mutuípe (BA), que veio para a Flipelô pela primeira vez para lançar seu mais novo livro, Trilhas de Alforria, que trata  do combate ao racismo.

    Em entrevista à Agência Brasil, ela celebrou as feiras e festas literárias que se espalham pelo país e que, assim como a Flipelô, se tornam importante espaço de encontro cultural e de resistência.

    “Feira literária, para mim, é espaço de representatividade cultural”, disse.

    “Vejo a Flipelô com muita alegria porque a população tem acesso a ela sem custo nenhum. É também uma mistura de culturas, não só literária, mas de música, dança, representação teatral. Isso engrandece ainda mais a literatura porque a literatura justamente é feita desse misto de vivências”, acrescentou.

    Ao seu lado, também segurando um livro, estava a escritora baiana Magnólia Gomes de Oliveira, autora da obra Destinos Entrelaçados, que será lançado na Casa Motiva, instalada no Vale do Dendê.

    “Meu livro é uma história que se passa em Feira de Santana, onde duas pessoas se encontram ao acaso. Eles se envolvem em uma grande paixão, uma paixão bem aflorada, mas há alguns impedimentos para que eles estejam juntos”, contou à reportagem.

    Magnólia é fundadora do coletivo Autores da Resistência, que pretende difundir a literatura na região do Recôncavo Baiano, e do Passeio Literário, grupo formado nas redes sociais. Para ela, que já acompanha a Flipelô há alguns anos, participar de um evento como este é muito importante para incentivar a leitura.

    “Esse evento é maravilhoso e muito importante, inclusive, para o incentivo à leitura, que é o que nós trabalhamos no nosso grupo dos escritores Autores da Resistência. Queremos transformar o Brasil em um país de leitores.

    Segundo Magnólia, a Flipelô ajuda muito a levar a literatura a todas as pessoas”, disse.

    Outro que também vai lançar seu livro na festa literária do Pelourinho é o escritor Domingos Ailton, secretário de Cultura e Turismo de Jequié (BA). Autor do livro Anésia Cauaçu, que aborda a história da primeira mulher que ingressou no cangaço e viveu no sertão de Jequié, ele também é responsável pela realização da Felisquié, a Festa Literária Internacional do Sertão de Jequié, que neste ano vai completar 10 anos de existência e homenagear o centenário do geógrafo Milton Santos.

    “A literatura é a essência da vida. Cada livro representa um episódio da vida, não é? Sem a literatura, a vida perde o sentido. Desde o tempo das narrativas orais, que depois se tornaram livros, a gente não pode pensar em falar, escrever, pensar ou refletir sem a literatura”, ressaltou.

    A Flipelô

    Maior evento literário da Bahia, a Flipelô é inpirada na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e realizada anualmente pela Fundação Casa de Jorge Amado. Neste ano, o evento ocorre em momento especial: além dos 10 anos de sua existência, a Flipelô também está celebrando os 25 anos da morte de Jorge Amado (1912-2001) e os 40 anos de criação de sua fundação.

    A festa, idealizada pela poeta Myriam Fraga (1937-2016), surgiu com o objetivo de preservar e valorizar a memória do escritor Jorge Amado, a cultura e arte da Bahia, além de estimular a literatura, principalmente entre os jovens.

    O evento acontece até domingo (9) e deverá contar com a presença de mais de 500 escritores brasileiros e nove estrangeiros, entre eles Ana Maria Gonçalves, Itamar Vieira Júnior, Carla Madeira, Milton Hatoum, Tracy Mann e Pablo Fidalgo.

    Mais informações sobre a programação da Flipelô podem ser acessadas no site oficial da festa.

    * A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Busca por profundidade e dinamismo marca 40 anos do Revista Brasil

    Busca por profundidade e dinamismo marca 40 anos do Revista Brasil

    Naquele 6 de agosto, o repórter sergipano Aécio Amado, de 35 anos, acordou pouco depois das 4h da madrugada e chegou às 5h, antes do raiar do dia, à redação da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, pronto para o que viesse. Ele iria estrear em um novo programa jornalístico, o Revista Nacional, e, dessa vez, falaria para o país inteiro. 

    Era normal, em sua rotina, carregar a tiracolo uma montanha de fichas telefônicas, um pesado carregador de fita, bloco de anotações e canetas. Pesquisou o que acontecia no trânsito e nas delegacias. E não faltariam notícias, mesmo sendo em um Rio de Janeiro diferente, naquele “inverno” quente de 1986. 

    Na estreia do novo programa, deixou qualquer nervosismo de lado e ouviu o chamado do apresentador goiano Valter Lima, também de 35 anos, direto de Brasília. Acompanhou o que se passava pelo país na voz dos colegas. O Revista Nacional ganharia o nome depois, em 1998, de Revista Brasil, com a mesma lógica de trazer informações instantâneas, aprofundadas e entrevistas com duas horas de duração. 

    Vida de reportagem

    Quarenta anos depois e aposentado recentemente, Aécio garante que o dia a dia na rádio é sempre recheado de emoções fortes, como a que ocorreu em 1988, na véspera do Ano Novo. Ele foi acionado para cobrir o naufrágio do navio Bateau Mouche IV, que provocou a morte de 55 pessoas na Baía de Guanabara.

    “Foi marcante e também muito triste. Quando cheguei, o portão do Salvamar, da Marinha, estava aberto. E vi os corpos chegando trazidos nas lanchas”. O programa começou às 8h da manhã, mas o repórter já havia passado a noite em claro com as notícias tristes que chegavam. “Faz parte da vida do repórter”, afirma. 

    Duas horas sem parar

    Quem conhece bem essa realidade é Valter Lima, que esteve à frente do programa nas últimas  quatro décadas de forma ininterrupta. Ele, que foi contratado para ajudar na formulação de um “projeto inovador” para um programa que priorizasse informação e dinamismo por duas horas a cada dia, também ficou conhecido entre os colegas por madrugar no estúdio em nome de dar notícia em primeira mão a partir da capital.

    “Nasceu a proposta de utilizar a rádio como veículo de aprofundamento das questões políticas, econômicas, sociais, internacionais e humanísticas”, afirmou Lima.  Por isso, o programa não era transmitido apenas de Brasília, mas também do Rio de Janeiro e até do Amazonas. “Mais de 200 emissoras ao vivo transmitiam desde o começo”.

    Segundo Valter Lima, um dos primeiros grandes desafios do programa foi traduzir ao público as discussões dos parlamentares para a formulação da Constituição de 1988. Ele recorda que tinha acesso a diferentes fontes de informação nessa época, em função de que, nas coberturas, chegou a participar, antes de 1985, do Movimento das Diretas Já.  

    Da Amazônia, outro desafio foi a cobertura da primeira epidemia do cólera no país, em 1991. A equipe se deslocou para diferentes pontos da Amazônia para registrar o problema. No ano seguinte, ele considerou também histórica a cobertura da “Eco 92”, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro de 3 a 14 de junho daquele ano. 

    “A equipe do Revista Brasil sabe da responsabilidade que é veicular conteúdos a partir de uma emissora pública porque esse material é replicado dentro e fora do Brasil graças à credibilidade que todos nós construímos. Não podemos falhar”.  Desde os primeiros programas, o Revista chegava a mais de 30 milhões de pessoas.

    A chacina da Candelária, em julho de 1993, quando oito crianças e adolescentes foram mortos em frente àquela igreja no centro do Rio, também sensibilizou o experiente jornalista. “Essa história tocou no coração da gente”. Ele lembra os detalhes de quando recebeu as primeiras notícias dos jovens.

    Vozeirão

    A juventude, em particular, é um tema que sempre tocava o apresentador. Ele Lembrou de quando saiu de Anápolis (GO) para tentar a vida em Brasília. Alistou-se como soldado da Aeronáutica e fazia bicos de locutor na rodoviária, no centro da capital. Em um desses anúncios, diretores de rádio queriam saber mais daquele vozeirão. 

    “Queria ganhar um dinheirinho para estudar”. De repente, já trabalhava na Rádio Alvorada. Depois, para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), foi um pulo. Finalmente, teve a carteira assinada. Mais do que o sucesso profissional, orgulha-se de ter sido ouvido na rádio de pilha pelo pai, Adão, pedreiro, e pela mãe, Dalva, ambos já falecidos.

    “Fico orgulhoso de ser parte da história da comunicação pública”. 

    Nos bastidores

    Nem todos que se dedicam à rádio foram aos microfones. Entre essas pessoas, a produtora Fátima Araújo chegou à empresa em 1977. Ela começou como auxiliar administrativa da Rádio Nacional da Amazônia. De repente, passou a entrar nos estúdios. Inicialmente, recebia as cartas dos ouvintes para selecionar e serem lidas no programa. 

    Chegava de tudo, inclusive perfumadas com talco ou objetos de recordação – informações, pedidos e sugestões de mais pautas. “O Valter chegava muito cedo. Antes de todos. Acendia e apagava as luzes da rádio à noite”. 

    A internet mudou a forma de interação desde o final dos anos 90. As cartas perfumadas deram lugar a e-mails que lotaram a caixa de entrada e “a mensagens o tempo inteiro”. “Mas a correria nunca mudou”, diz a produtora.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Ideb mostra avanço da educação básica no país

    Ideb mostra avanço da educação básica no país

    O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 registrou a maior evolução acumulada em 20 anos. As três etapas do ensino avaliadas (anos iniciais e finais do ensino fundamental e o ensino médio) atingiram o maior valor de toda a série histórica, iniciada em 2005.

    Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC).


     Brasília - DF - 05/08/2026 -  Ideb avança em todas as etapas da educação básica // Indicadores de 2025 divulgados nesta quarta-feira crescem nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no
ensino médio. Foto: : Luís Fortes/MEC

    Brasília – DF – 05/08/2026 – Ideb 2025 é divulgado. Foto: Luís Fortes/MEC

    Para o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a melhora dos indicadores é resultado de mais estudantes na escola, menos reprovações e ganhos de aprendizagem dos alunos.

    “Após 20 anos, a escola brasileira conseguiu ao mesmo tempo melhorar o acesso; melhorar a trajetória desses estudantes, melhorando o fluxo desses estudantes; e melhorar a proficiência”, disse.

    O Ideb avalia o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar. Os indicadores são divulgados a cada dois anos.

    Ensino fundamental

    A escala do Ideb varia de 0 a 10.

    >> Veja abaixo os indicadores:

    • De 2023 a 2025, o índice dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) passou de 6 para 6,3, superando a meta (6). Em 2005, era 3,8.
    • Esta foi a etapa da educação básica que registrou o avanço mais expressivo na série histórica de 20 anos.
    • Quando considerados os anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), o desempenho subiu de 5 para 5,3, mas ficou abaixo da meta de 5,5. Em 2005, o Ideb era de 3,5.

    Segundo o MEC, a melhora demonstra o crescimento contínuo das médias de proficiência e a redução das reprovações.

    Ensino médio

    O indicador do ensino médio cresceu de 4,3, em 2023, para 4,5, no ano passado. No entanto, a meta para a etapa é 5,2. Desde 2013, a meta não é atingida.

    A etapa encerrou o ciclo de 20 anos com seu patamar mais elevado, após subir dos 3,4, registrados em 2005.

    “Avançamos, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, afirmou o ministro Barchini.

    Especialistas consideram que a etapa final representa o maior desafio para ganhos no indicador.


    Brasília - DF - 05/08/2026 - Ideb avança em todas as etapas da educação básica. ( Felipe Proto - vice-presidente de Educação da Fundação Lemann). Foto:  Divulgação da Fundação Lemann

    Brasília – DF – 05/08/2026 – Felipe Proto – vice-presidente de Educação da Fundação Lemann- Divulgação da Fundação Lemann

    O vice-presidente de Educação da Fundação Lemann, Felipe Proto, avaliou que os resultados de 2025 são avanços importantes, mas mostram também que o ritmo de avanço foi menor nos anos finais do que nos anos iniciais do ensino fundamental.  

    “Esse fato pode ser explicado por um possível acúmulo da defasagem. Isto é, quando os estudantes não aprendem nos anos iniciais conhecimentos muito básicos, eles poderão ter dificuldades ao longo de toda trajetória escolar. Além disso, o cotidiano escolar muda bastante nos anos finais: os alunos passam a ter mais de um professor por disciplina, por exemplo, o que pode dificultar a criação de vínculos.”

    Para o especialista, além do investimento na etapa de alfabetização, é necessário ter atenção aos anos finais do ensino fundamental, fase em que os alunos, entre 11 e 14 anos, passam por importantes transformações cognitivas, físicas, emocionais, sociais e identitárias.

    “Precisamos superar o estigma cultural que associa essa fase a conflito e desinteresse, e precisamos de escolas mais conectadas com os interesses dos estudantes, aumentando o engajamento dos jovens, e de mais tempo na escola”, afirmou Felipe Proto.

    Escolas públicas

    Nas escolas públicas, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais em 2025.

    O indicador para os anos finais também subiu: de 4,7, em 2023, para 5, em 2025. E no ensino médio, de 4,1 para 4,3, em igual período.

    Estados e DF

    No Ideb, todos os estados e o Distrito Federal tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental em 2025, na comparação com 2023.

    Os destaques foram Paraná, com 6,9; Ceará (6,8); e Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás, empatados com 6,4.

    Nos anos finais do ensino fundamental, 24 unidades da Federação tiveram índices maiores em 2025 quando comparados a 2023.

    Os maiores índices foram atingidos do 6º ao 9 º ano pelos seguintes estados: Paraná (5,9); Ceará (5,7); Goiás (5,7); Minas Gerais (5,5) e Espírito Santo (5,4).

    No ensino médio, 23 estados subiram no indicador em relação à edição anterior. O Distrito Federal é o único que teve queda no Ideb na etapa final da educação básica.

    A maior nota foi novamente do Paraná (5,1), seguido por Piauí (5), Espírito Santo (4,9) e Goiás (4,8).

    Municípios  

    Em relação ao desempenho dos municípios, o Inep divulgou a evolução nos anos iniciais do ensino fundamental.

    Em 2005, a maioria das cidades brasileiras — um total de 4.110 municípios — registrava Ideb de até 4,9.

    Esse número caiu para 1.097 cidades, em 2023, e recuou em 2025 para 442 municípios.

    A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, destacou que apesar de mais de 400 municípios terem desempenho abaixo de 5, eles apresentaram avanços significativos.

    Segundo ela, cerca de 70% desse grupo registraram crescimento, embora em um ritmo inferior ao projetado pelas metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

    Esses municípios terão assistência técnica individualizada.

    “Vamos reunir mais de 9 mil dos nossos articuladores, que já atuam [em regime de colaboração] nestas localidades em todos os nossos programas, para trabalhar junto com estados e municípios para ajudá-los a fazer um autodiagnóstico e estudar detalhadamente cada realidade para saber o porquê de ainda não estarem nesta média”, explicou a secretária.

    Próximo ciclo

    O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo cálculo do indicador, aguardava a sanção do novo Plano Nacional de Educação (2026–2036), em abril deste ano, para planejar as metas para o próximo Ideb, que ocorrerá em 2027.

    Segundo o presidente do Inep, Manuel Palacios, uma proposta sobre o próximo ciclo deve ser apresentada em outubro. O ministro da Educação adiantou que o novo ciclo será focado em aprendizagem e, principalmente, em equidade.

    O Ideb avaliou o desempenho de 14,5 milhões de estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental, 11,2 milhões nos anos finais do ensino fundamental e 7,3 milhões no ensino médio.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Lei garante frete mínimo no transporte de cargas; saiba o que muda

    Lei garante frete mínimo no transporte de cargas; saiba o que muda

    Lei sancionada nesta quarta-feira (5) traz garantias ao pagamento do piso mínimo do frete a motoristas no transporte rodoviário de cargas. O texto aumenta a fiscalização sobre o pagamento do frete e combate o comércio ilegal de mercadorias.

    A lei obriga a apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de o caminhão iniciar a viagem.

    O CIOT garantirá, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que todas contratações de frete pagarão o piso mínimo. Caso contrário, o código não será emitido e fretes irregulares serão bloqueados ainda na fase de contratação.

    O código está vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais. De acordo com a ANTT, a fiscalização do cumprimento das novas regras será automática e em larga escala. Dessa forma, o CIOT também é um mecanismo de combate ao comércio ilegal, de produtos sem nota fiscal.

    Com a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medida provisória editada em março vira uma regra permanente.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Rio Grande do Sul terá chuva intensa e ventos de até 100 km/h

    Rio Grande do Sul terá chuva intensa e ventos de até 100 km/h

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para grande parte do Rio Grande do Sul em razão de tempestades que poderão atingir todo o estado na quinta-feira (6) e sexta-feira (7), com exceção das áreas norte e nordeste.  

    O alerta vermelho é o grau máximo dentre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo.

    Este tipo de alerta abrange previsão de chuva superior a 60 milímetros por hora (mm/h) ou acima de 100 milímetros por dia (mm/dia), ventos com velocidade superior a 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo.

    Nestas situações, há riscos de danos em edificações, interrupção no fornecimento de energia elétrica, prejuízos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.

    Tornado

    Já a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta laranja para todo o estado – com exceção de uma pequena área na região norte do estado, entre os municípios de Erechim, Vacaria e São José dos Ausentes. O aviso é de risco para tornado, tempestades severas com rajadas de vento que podem superar os 100 km/h, acentuada queda de granizo e chuva pontualmente intensa, que poderão ocorrer amanhã e sexta (7).  

    A Defesa Civil do RS utiliza cinco níveis de avisos: verde (normal), amarelo (atenção), laranja (alerta), vermelho (inundação) e roxo (inundação extrema).

    De acordo com o órgão, entre a tarde e a noite de quinta-feira há risco de tempestades severas na maior parte do estado, com rajadas de vento acima de 100 km/h, queda de granizo, chuva intensa e possibilidade de tornado. Os acumulados de chuva podem variar entre 10 mm e 60 mm por dia, com pontos isolados de até 100 mm.

    Ciclone bomba

    A alteração no tempo no RS é causada por uma frente fria vinda do Sul e pela formação de um ciclone bomba sobre o oceano, na altura do Uruguai. O fenômeno é chamado de bomba, ou  ciclogênese explosiva, em razão da queda de pressão muito acentuada e rápida dentro de um período de 24 horas no encontro entre massas de ar frio e quente.

    Segundo o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, a população deverá se atentar aos mecanismos de alertas de emergência da Defesa Civil, nos noticiários na internet, na rádio e na TV.  Para receber os alertas no celular, os moradores podem enviar um SMS com o CEP para 40199 ou mandar um WhatsApp para (61) 2034-4611.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br