Categoria: Brasil

  • Moraes pede manifestação da PGR após Flávio não depor à PF

    Moraes pede manifestação da PGR após Flávio não depor à PF

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre a recusa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em comparecer ao depoimento marcado para esta terça-feira (28) na Polícia Federal (PF).

    Mais cedo, Flávio apresentou defesa escrita e não apareceu para depor no inquérito em que é acusado do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O depoimento estava previsto para às 14h, mas os advogados de Flávio enviaram à PF uma manifestação na qual o senador se defende das acusações e solicita que a petição seja substituída pelo documento escrito. Por estar na condição de acusado, o senador não é obrigado a depor.

    Diante da situação, o delegado Antônio Carlos Knoll informou ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que o senador foi devidamente intimado, mas optou por apresentar defesa escrita.

    “Demonstrada a intenção de Flávio Nantes Bolsonaro em não comparecer à Polícia Federal para prestar depoimento, conforme solicitado pela Procuradoria-Geral da República, determino o retorno dos autos ao Ministério Público para manifestação, no prazo de 15 dias”, decidiu Moraes. 

    O caso trata da postagem feita por Flávio na rede social X, no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos.

    Na publicação, o senador declarou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

    Entenda

    No mês passado, a PF encerrou o inquérito que apurou o caso e concluiu que o senador cometeu calúnia contra o presidente, ao relacioná-lo com os crimes citados na postagem.

    Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o depoimento do senador, que foi autorizado por Moraes. 

    Gonet citou a legislação penal e disse que o senador poderia apresentar retratação de suas falas, possibilidade que pode isentá-lo de eventual condenação. O caso, então, voltou para a PF.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Em manifestação escrita, Flávio Bolsonaro nega ter caluniado Lula

    Em manifestação escrita, Flávio Bolsonaro nega ter caluniado Lula

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta terça-feira (28) manifestação escrita e não compareceu ao depoimento marcado pela Polícia Federal (PF) no inquérito em que o parlamentar é acusado do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O depoimento estava previsto para as 14h, mas os advogados do senador  enviaram ao delegado responsável pelo inquérito uma manifestação na qual Flávio Bolsonaro se defende das acusações e solicita que a petição seja substituída pelo documento escrito. Por estar na condição de acusado, o senador não é obrigado a depor. 

    O delegado Antônio Carlos Knoll, que conduz o inquérito, informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, que o senador foi devidamente intimado, mas optou por apresentar defesa escrita.

    O caso trata da postagem feita por Flávio na rede social X, no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos.

    Na publicação, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

    Em junho, a PF encerrou o inquérito e concluiu que o senador cometeu calúnia contra o presidente da República ao relacioná-lo com os crimes citados na postagem. 

    Na manifestação apresentada nesta terça-feira à PF, Flávio Bolsonaro negou ter caluniado Lula. 

    “Em nenhum momento da postagem, nem expressa nem implicitamente, tais tipos penais são atribuídos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo nome sequer consta da segunda oração. A leitura que transporta para o presidente da República os fatos imputados ao ex-mandatário venezuelano é, portanto, uma construção interpretativa errônea da publicação, carente de amparo no próprio texto da postagem”, esclarece o senador.

    O depoimento de Flávio foi autorizado por Moraes após solicitação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

    Gonet citou a legislação penal e disse que o senador poderia apresentar retratação de suas falas, possibilidade que pode isentá-lo de eventual condenação.

    Por esse motivo, o caso voltou para a PF após a conclusão da investigação.

    Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Polícia Civil investiga morte de bebê em creche de São Paulo

    Polícia Civil investiga morte de bebê em creche de São Paulo

    Cinco profissionais do Centro de Educação Infantil (CEI) Luz do Brás, localizado na capital paulista, são investigados pela morte de um bebê de um ano e quatro meses, na última quarta-feira (22). Entre eles estão a diretora e a coordenadora da unidade. 

    Até o momento, duas profissionais foram desligadas, segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME), sem informar quais eram suas funções na instituição. A secretaria diz que a sala onde houve a ocorrência permanece interditada desde o dia 24 de julho e passa por análise técnica.

    Segundo a pasta, está em curso procedimento administrativo para apurar os fatos. “Caso sejam confirmadas irregularidades, serão adotadas as providências cabíveis, incluindo o possível descredenciamento da organização parceira responsável pela unidade”, diz nota da SME.

    Ocorrência

    No momento da ocorrência, de acordo com a Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares que faziam patrulhamento pela região foram abordados por funcionários da creche, que já estavam levando a criança para ser socorrida na UPA Mooca. No entanto, a vítima não resistiu e morreu.

    A informação inicial é que a cabeça do bebê teria ficado presa por uma grade, mas os laudos ainda precisam confirmar. O caso foi registrado como homicídio culposo no 8° DP (Brás), que faz diligências para elucidar os fatos. De acordo com a SSP, todos os presentes na creche foram ouvidos no mesmo dia pela Polícia Civil.

    “A equipe prossegue com as investigações e analisa imagens, além de aguardar a conclusão dos laudos periciais do local e do Instituto Médico Legal (IML), que contribuirão para o esclarecimento dos fatos”, diz nota da pasta.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Débora do Batom não violou tornozeleira, diz secretaria de presídios

    Débora do Batom não violou tornozeleira, diz secretaria de presídios

    A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) informou nesta terça-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, não violou a tornozeleira eletrônica.

    O esclarecimento foi enviado ao Supremo após o ministro Alexandre de Moraes solicitar explicações sobre falhas de sinal do equipamento.

    Segundo a secretaria, as ocorrências da perda momentânea de sinal são inerentes à tecnologia de monitoramento eletrônico.

    “No caso em análise, não foi expedido por este serviço qualquer ofício comunicando violação por parte da monitorada, uma vez que os eventos registrados decorreram exclusivamente de oscilações do sinal GNSS [GPS]”, afirmou o órgão. 

    Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participar dos atos golpistas de 2023 e pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede do Supremo, com um batom. 

    Desde março do ano passado, Débora cumpre prisão domiciliar em Paulínia, São Paulo, onde reside. Ela é monitorada por tornozeleira eletrônica, não pode usar redes sociais e ter contato com outros investigados. No caso de descumprimento, ela deverá voltar para o presídio.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Estudo propõe avanços na rastreabilidade ambiental da soja e da carne

    Estudo propõe avanços na rastreabilidade ambiental da soja e da carne

    O Brasil já tem uma capacidade avançada de monitorar as cadeias produtivas da soja e da carne bovina, mas precisa avançar na integração dos instrumentos disponíveis. Essa foi uma das conclusões de pesquisadores que analisaram 21 iniciativas de monitoramento e rastreabilidade socioambiental de dois dos principais produtos da agropecuária nacional.

    O resultado foi o estudo Rastreando a Responsabilidade: fortalecendo o monitoramento do desmatamento nas cadeias de suprimento de soja e carne bovina do Brasil, lançado nesta terça-feira (28) pela organização ambiental WRI Brasil. O objetivo é compreender a atual capacidade do Brasil em acompanhar as crescentes exigências do mercado internacional.

    Das 21 iniciativas estudadas, foram analisadas dez voltadas à cadeia produtiva da soja e outras 11 adotadas na produção de carne bovina. Esses instrumentos buscam apoiar o monitoramento e a verificação dos processos de produção nos biomas Amazônia e Cerrado.

    A partir da análise e comparação entre as iniciativas, foram apontadas dez recomendações que podem melhorar os atuais instrumentos de controle e servir de orientação para políticas públicas.

    Recomendações do estudo

    • Adoção da propriedade rural como unidade de monitoramento;
    • Uso de fontes oficiais com dados governamentais e cientificamente validados;
    • Verificação da conformidade com o Código Florestal Brasileiro e ausência de violações relacionadas ao trabalho forçado;
    • Implementar auditorias independentes de terceiros e publicar relatórios de transparência;
    • Expandir o monitoramento para todos os biomas;
    • Assegurar que não tenha ocorrido desmatamento ilegal conforme Marco Temporal de 2008;
    • Promover o desmatamento zero após agosto de 2020 em consonância com compromissos nacionais e exigências do mercado internacional;
    • Estabelecer mecanismos para monitorar toda a cadeia de suprimentos, incluindo fornecedores indiretos;
    • Desenvolver sistemas para reintegração de fornecedores em situação de não conformidade, após ações corretivas e a comprovação da regularização;
    • Estabelecer supervisão participativa e multissetorial de gestão e aprimoramento.

    Mercado internacional

    A diretora do Programa de Florestas e Uso da Terra no WRI Brasil, Mariana Oliveira, avalia que a melhora da rastreabilidade pode influenciar um modelo de desenvolvimento territorial mais sustentável no campo.

    Os pesquisadores acreditam que as orientações também têm a capacidade de integrar diferentes atores envolvidos na necessidade de rastreabilidade das cadeias produtivas, por meio de compromissos e responsabilidade compartilhada.

    “Hoje, a gente já tem casos de instituições financeiras, por exemplo, no Brasil, que fazem a checagem com bases de dados oficiais e não oficiais. E podemos pensar em como a gente traz para instituições globais – bancos de desenvolvimento, investidores – também incorporarem isso nas suas análises de risco”, diz Mariana.

    A China, que importou do Brasil US$ 44,6 bilhões em soja e carne bovina em 2024, é um exemplo de ator que pode se beneficiar com um protocolo estabelecido para a rastreabilidade desses bens, aponta o estudo.

    Com a integração das bases de dados e harmonização dos critérios técnicos nas várias instâncias do Estado, países compradores passariam a ter mais facilidade e transparência na avaliação de riscos socioambientais. Por essa razão, os pesquisadores destacam a importância de o Brasil trabalhar em cooperação com esses grandes mercados, como o da China.

    Mariana destaca que as reflexões sobre a construção de sistemas estruturados e eficientes de rastreabilidade vão além de atender às demandas de mercado, elas também buscam aproximar os setores de um modelo de desenvolvimento buscado por quem está efetivamente na ponta da produção de commodities como a soja e a carne bovina.

    “Um modelo de desenvolvimento que promova de fato benefícios socioeconômicos, oportunidades, empregos, renda para produtores e produtoras rurais, qualidade de vida no campo. Tudo isso passa por um olhar de inovação, mecanização e, nessa cooperação com a China, isso tem muito potencial”, conclui.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Tragédia familiar causada pelo césio-137 é contada em documentário

    Tragédia familiar causada pelo césio-137 é contada em documentário

    No dia 13 de setembro de 1987, há quase 40 anos, dois catadores de lixo entraram no prédio abandonado e em ruínas do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), no centro de Goiânia. Nesse prédio, Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves encontraram um equipamento de radioterapia que havia sido abandonado e o levaram para a casa de um deles.

    Eles removeram o lacre da cápsula e encontraram um pó semelhante a um sal de cozinha, que emitia um intenso brilho azul no escuro. Era o césio-137, um material radioativo.

    Os dois foram as primeiras vítimas do maior incidente radiológico da história do Brasil, recontado no curta-metragem Lourdes e Leide, do diretor de cinema Angelo Lima, exibido no Festival Bonito CineSur, no Mato Grosso do Sul.

    Filmado no ano passado, o documentário volta a denunciar o sofrimento gerado pelo episódio, acompanhando o cotidiano solitário de dona Lourdes, tomado pelas memórias da filha Leide, que morreu pela exposição ao césio aos 6 anos de idade.

    “Foi uma tragédia silenciosa”, disse o diretor. “Isso foi uma tragédia dentro de uma família, uma família que sofreu muito e perdeu várias pessoas, imediatamente”.

    Bastante emocionado, o diretor conversou com a reportagem da Agência Brasil logo após a exibição no Bonito CineSur.

    “Eu sempre culpo o Estado. Eu não vou culpar os catadores, nem vou culpar a família. Essa é uma tragédia que eles não tinham dimensão do que era. E alguma coisa precisa ser feita para reparar esses danos”.

    Exposição ao césio

    A substância radioativa chegou à casa de Lourdes e Leide alguns dias depois de ter sido encontrada no IGR. Sem saber a gravidade do que tinham em mãos, Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves decidiram vender esse material para um ferro-velho que pertencia a Devair Alves Ferreira, que também ficou encantado com a luminosidade.

    Devair apresentou a descoberta para a esposa e o distribuiu para familiares e amigos. Sem saber do perigo, as pessoas manipulavam o material, o que causou sintomas imediatos como náuseas, tonturas, vômitos e diarreia.

    O irmão de Devair, Ivo Ferreira, levou um pouco dessa substância contida na cápsula para a filha, Leide das Neves, que ingeriu as partículas do césio. A gravidade da exposição fez com que a menina morresse poucos dias depois, em 23 de setembro. Ela precisou ser enterrada em um caixão de chumbo de 700 quilos para conter a radiação que seu corpo ainda emitia.

    Além dela, outras três pessoas morreram entre quatro e cinco semanas após exposição àquela radiação.


    Uma fotografia da fonte radioativa envolvida no acidente de 1987 em Goiânia, Brasil. Foto: Wikipédia/ Divulgação

    Uma fotografia da fonte radioativa envolvida no acidente de 1987 em Goiânia, Brasil. Foto: Wikipédia/ Divulgação

    Morte de outro filho

    Nesta última semana, dona Lourdes perdeu mais um filho, Lucimar das Neves Ferreira. Ele tinha 14 anos de idade quando o acidente com o césio ocorreu.

    “O Lucimar era um menino que foi internado [na época do acidente radioativo] e ganhou uma pensão também do Estado. Mas, aí, ele começou a beber muito, sabe? E teve um enfisema pulmonar violento. Ela [Lourdes] está muito chocada”, contou o diretor.

    Segundo o presidente da Associação das Vítimas do Césio-137 (AVCésio), Marcelo Santos Neves, a morte de Lucimar o fez relembrar dos dias difíceis provocados por esse acidente radioativo.

    “A gente se entristece porque, com essa perda, tudo relembra aqueles dias difíceis”, disse Neves, em vídeo publicado nas redes sociais da associação.

    “Agora, a gente tem que dar o máximo de apoio possível, porque vai ser muito dolorido para ela [para a mãe, Lourdes], por mais que ela já esteja calejada com essas dores de perda da filha”, completou.

    Para o diretor do curta, a família de dona Lourdes já sofreu demais com esse episódio.

    “Essa é uma tragédia violenta. Essa família foi totalmente abalada [por conta desse acidente radioativo]. Naquela época, eles não podiam chegar na rua, está me entendendo? Na rua, as pessoas falavam: ‘olha aí o pessoal do Césio’ e trancavam as portas, sabe? Eles tiveram que se mudar várias vezes”, contou Lima. “Isso acaba com a vida de todo mundo. Destrói famílias”, ressaltou o diretor.

    Memória

    O curta Lourdes e Leide foi exibido na noite desta segunda-feira (27), no Bonito CineSur, festival que acontece até o próximo sábado (1º), na cidade de Bonito.

    Além da exibição do documentário, o festival promove uma pequena exposição de fotos que ajuda a contar a história sobre esse acidente com o césio-137. Entre as imagens, há fotos da pequena Leide e também do seu enterro.

    “No enterro da Leide, chegaram a jogar pedras”, contou o diretor. “Naquela época, eles [os familiares] sofreram coisas muito fortes assim”.

    Em sua visão, essa tragédia “poderia acontecer com qualquer um” e, por isso, a sociedade brasileira precisaria estar mais preparada para enfrentar situações como essa.

    “Eu acho que, em termos governamentais, nada mudou. As pessoas esqueceram disso rapidamente, porque quiseram esquecer rapidamente. E não tiveram humanidade”, disse Lima.

    * A repórter viajou a convite do Bonito CineSur.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão

    Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de um novo medicamento, o Datroway® (datopotamabe deruxtecana), para tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão.

    O registro do medicamento oncológico do laboratório Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda. foi publicado nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial da União.

    Indicação

    O medicamento oncológico é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), que se origina nos tecidos do pulmão e cujo tumor está em fase avançada (seja no próprio local do pulmão) ou em metástase (já espalhado para outros órgãos).

    O produto farmacêutico passa a ser usado como uma “próxima tentativa” (linha posterior) em pacientes que já fizeram dois tratamentos anteriores e o câncer voltou a crescer.

    O tumor precisa ter uma alteração genética específica chamada mutação do EGFR (um receptor na superfície da célula que estimula o crescimento do câncer).

    Mais letal no mundo

    O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo e o câncer de pulmão de não pequenas células representa aproximadamente 85% dos casos.

    A Anvisa explica que é importante a identificação das mutações ativadoras do EGFR, entre os pacientes com câncer pulmonar, pois permite que os médicos usem tratamentos “inteligentes” (terapias-alvo), desenhados sob medida para atacar a falha genética da célula tumoral. 

    Outra indicação terapêutica

    Este medicamento já tinha registro da Anvisa para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN), irressecável (que não pode ser removido completamente por cirurgia) ou metastático (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Ministério da Saúde recomenda ampliar vacinação contra o sarampo em SP

    Ministério da Saúde recomenda ampliar vacinação contra o sarampo em SP

    O Ministério da Saúde recomendou nesta terça-feira (28) que os municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo ampliem a oferta de vacinação contra o sarampo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos de idade. A pasta orienta a adotar a medida durante a próxima Campanha de Multivacinação, prevista para o período de 3 de agosto e 1º de setembro.

    O esquema de vacinação contra o sarampo no Calendário Nacional de Vacinação prevê a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade, com uma segunda dose preferencialmente da tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e catapora) aos 15 meses. Mas quem tem até 59 anos e não recebeu a vacina nessa faixa etária deve procurar um posto de saúde para ser imunizado. 

    O Ministério da Saúde divulgou essa recomendação porque identificou um número de casos de sarampo que indica uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus. A pasta afirmou que está reforçando o abastecimento de vacinas para apoiar essa ação de resposta.

    Em 2026, foram distribuídas mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola) aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país.

    “Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a aplicação da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses de idade, ampliando a proteção desse grupo, mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença”, disse o MS.  

    Balanço de casos

    Segundo o Ministério da Saúde, até o momento, foram confirmados 14 casos de sarampo em 2026. Três registros identificados no início do ano já foram encerrados, sem risco de transmissão.

    Atualmente, há um surto ativo com 11 casos, sendo dois em São Bernardo do Campo e nove no município de São Paulo.  

    “As investigações epidemiológicas seguem em andamento e, até o momento, os casos permanecem classificados como de fonte de infecção desconhecida. O surto foi identificado em uma região de intensa mobilidade populacional, com elevado fluxo internacional de viajantes e circulação frequente de pessoas provenientes de outros países, cenário que favorece a introdução esporádica do vírus”, esclareceu o MS. 

    Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), estado registrou 13 casos de sarampo em 2026, em bebês de até 1 ano e em adultos entre 20 e 50 anos.

    Por isso, desde junho, a SES-SP recomenda a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos mesmos municípios citados pelo Ministério da Saúde.  

    O sarampo pode atingir diferentes faixas etárias, motivo pelo qual é importante manter a vacinação em dia. A imunização é a principal forma de prevenção e é também essencial para interromper a circulação do vírus. 

    “Com o aumento dos casos, a vacinação continua sendo a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo. É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças, e que adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal sempre que necessário”, afirmou a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang. 

    Quem tiver dúvidas sobre a vacinação pode acessar o portal https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/. A página reúne respostas às principais perguntas da população sobre vacinação, eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e riscos da não vacinação. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Garis suspendem coleta de lixo em bairro de SP após morte de colega

    Garis suspendem coleta de lixo em bairro de SP após morte de colega

    O serviço de coleta de lixo foi suspenso na noite desta segunda-feira (27) na zona norte da cidade de São Paulo em protesto pela morte do gari Diego Rafael da Silva, atropelado e morto durante seu horário de trabalho no domingo (26).

    O funcionário da Loga, concessionária responsável pela coleta, foi atropelado por um motorista que estava embriagado, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O atropelamento aconteceu no bairro da Barra Funda, zona oeste da capital.

    A concessionária informou, por meio de nota, que “devido à comoção gerada pelo falecimento do colaborador Diego Rafael da Silva, as equipes de coleta paralisaram as atividades de coleta comum e de materiais recicláveis nas vias atendidas pela frequência de coleta da segunda-feira (27), no período noturno”.

    Ainda segundo informações da empresa, os serviços serão retomados “gradualmente e normalizados” até quarta-feira (29).

    De acordo com informações da Polícia Civil, o motorista que atropelou Diego tem 53 anos de idade e apresentava sinais evidentes de embriaguez no momento do atropelamento. 

    O homem fez o teste do bafômetro, que constatou a presença de álcool em seu organismo acima do limite previsto em lei.

    O motorista foi preso em flagrante por homicídio e está preso no 7º Distrito Policial, no bairro da Lapa.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Financiamento de veículos cresce 10,9% no primeiro semestre

    Financiamento de veículos cresce 10,9% no primeiro semestre

    No primeiro semestre de 2026, o financiamento de veículos cresceu de R$ 3,41 milhões para R$ 3,78 milhões, um aumento de 10,9%. O valor é o maior volume para um primeiro semestre desde 2008, quando houve o registro de R$ 4,23 milhões em financiamentos. Os dados são da Trillia, empresa de análise de dados da B3.

    No acumulado de janeiro a junho de 2026, os veículos usados responderam por 2,38 milhões de unidades financiadas, enquanto os novos somaram 1,39 milhão. Em 2025, o volumes foi de 2,18 milhões e 1,22 milhão, respectivamente.

    Todas as regiões brasileiras registraram expansão no financiamento de veículos entre o primeiro semestre de 2026 e o mesmo intervalo de 2025. O avanço mais expressivo ocorreu na Região Centro-Oeste, com expansão de 13,1%. Na sequência, aparecem o Nordeste (12,6%), o Sul (11,2%), o Sudeste (10,6%) e o Norte (4,4%).

    Entre as diferentes categorias de automotores, os comerciais leves acumulam a maior parte dos financiamentos. Em junho de 2026, o segmento somou 434 mil unidades financiadas, ante 388 mil em junho de 2025, alta de 11,9%. Na comparação com maio de 2026, houve variação negativa de 2,6%.

    Os automóveis usados apresentaram crescimento no último ano, enquanto os novos retrocederam. Entre os autos leves novos, foram 112 mil unidades financiadas em junho de 2026, queda de 3,3% em relação ao mesmo mês de 2025. Os usados chegaram a 323 mil unidades, crescimento de 12,0% na mesma base de comparação. 

    Quando analisado o acumulado do semestre, o prazo médio dos contratos para automóveis e comerciais leves registrou 47,2 meses, frente aos 46,3 meses verificados no ano anterior. A tendência de alta se estende por todas as categorias de tempo de uso. 

    Os principais avanços ocorreram no grupo de veículos com 4 a 8 anos de fabricação, cujo prazo médio subiu de 50 para 51,3 meses, e nos modelos até 3 anos, que passaram de 49,4 para 51,6 meses.

    Motos

    O mercado das motos também segue em expansão, principalmente entre o público que busca trabalhar com o ciclomotor. Ao todo, 155 mil motos foram financiadas em junho de 2026, representando um aumento de 5,6% frente as 147 mil registradas em junho de 2025. Por outro lado, o volume teve uma retração de 3,9% quando confrontado com o desempenho de maio de 2026.

    As motocicletas usadas registraram 116 mil unidades financiadas em junho de 2026, o que representa uma alta de 5,5% na comparação anual. As motos novas totalizaram 39 mil unidades no mesmo mês, apresentando uma queda de 2,4% quando comparadas a junho de 2025.

    Pesados

    O setor de veículos pesados, como caminhões e ônibus, também apresentou desempenho positivo. No mês de junho de 2026, o total de unidades financiadas chegou a 24 mil, o que representa uma expansão de 7,1% frente as 22 mil registradas em junho de 2025. Quando confrontado com o volume de maio de 2026, constatou-se uma evolução de 5,8%.

    Na segmentação por tempo de uso, os veículos pesados novos lideraram o crescimento com 13 mil financiamentos em junho de 2026, salto de 33,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. 

    Os modelos usados contabilizaram 11 mil unidades, com alta de 19,9% no mesmo período comparativo. O desempenho indica continuidade dos investimentos em transporte de cargas e passageiros.

    *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br