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  • Nepal alerta para novo risco, com lago em área afetada por inundações

    Nepal alerta para novo risco, com lago em área afetada por inundações

    Um lago formado no local onde ocorreu a enchente no Nepal está subindo e corre o risco de transbordar, informou nesta quinta-feira (27) a autoridade responsável por desastres do país, ao apelar para que moradores e equipes de resgate se mantenham afastados das margens do rio.
    O bloqueio de um rio na quarta-feira levou à formação do lago, segundo a autoridade.
    Mudanças climáticas
    Para cientistas, as mudanças climáticas estão levando a condições que podem desestabilizar as rochas e o gelo nas altas montanhas, aumentando as chances de desastres como a enchente ocorrida nesta quarta-feira (26) no Himalaia, ao longo da fronteira entre o Nepal e o Tibete, que causou a morte de centenas de pessoas.
    Pelo menos 800 estrangeiros estão entre os quase 1,5 mil desaparecidos, informaram as autoridades, um dia após uma enorme parede de lama e rochas desabar em um rio do Himalaia, provocando inundações catastróficas em cidades e vales.
    “As mudanças climáticas estão gerando condições que podem desestabilizar rochas e gelo nas altas montanhas”, afirmou Simon Cox, cientista-chefe do programa Mountains to Sea da Earth Sciences New Zealand.
    Isso, por sua vez, torna mais frequentes os desabamentos e os riscos em cascata do tipo observado nesta semana, acrescentou ele.
    Embora a causa exata do desastre de quarta-feira ainda esteja sendo analisada, os cientistas afirmam que ele provavelmente teve início com uma enorme avalanche de gelo e rochas nas encostas norte do pico Langtang Lirung, no Nepal, que desceu até o rio Lhende Khola, no lado tibetano.
    Danos
    Pelo menos seis grandes usinas hidrelétricas e infraestruturas no centro comercial do Porto de Gyirong foram danificadas em uma cadeia de riscos em várias etapas que atravessou fronteiras, desencadeada pelo desabamento inicial.
    O desabamento também alterou os leitos dos rios a mais de 100 km rio abaixo, perto da fronteira com a Índia.
    Embora os especialistas alertem contra a descrição das mudanças climáticas como o único e imediato gatilho para o desabamento de ontem, eles afirmam que o aumento das temperaturas e o derretimento das geleiras provavelmente contribuíram para o desastre.
    O aquecimento pode reduzir o suporte do gelo em encostas íngremes, aumentar o volume de água de degelo e alterar os padrões de congelamento, degelo e precipitação, o que pode enfraquecer as encostas das montanhas e tornar mais prováveis grandes desabamentos em alguns pontos, acrescentou Cox.
    Inundações, deslizamentos de terra, avalanches e secas estão aumentando em frequência e intensidade em toda a cordilheira do Hindu Kush.
    As mudanças cada vez mais rápidas na água, na terra e no ar representam uma grande ameaça para as pessoas da região, afirma o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), com sede no Nepal.
    O aumento das temperaturas nas montanhas torna a criosfera — ou a parte da superfície terrestre coberta de gelo — muito mais vulnerável do que no passado, disse Farooq Azam, especialista sênior em criosfera do ICIMOD.
    Ele afirmou acreditar que o derretimento intenso da neve, aliado à atividade sísmica, provavelmente desencadeou a avalanche inicial de rochas e gelo que resultou na enchente repentina de quarta-feira.
    Tendência alarmante
    A tendência de longo prazo parece alarmante: as Nações Unidas afirmaram, em 2023, que o aquecimento global fez com que as montanhas nevadas do Nepal perdessem quase um terço de sua cobertura de gelo em pouco mais de 30 anos.
    Acrescentou, na época, que as geleiras no Nepal haviam derretido 65% mais rápido na década anterior do que na década anterior a essa.
    O desastre de quarta-feira pode ser um exemplo clássico de um “evento composto”, disse Benjamin Horton, reitor da Escola de Energia e Meio Ambiente da City University de Hong Kong.
    Isso acontece quando um terremoto interage com mudanças impulsionadas pelo clima, como a perda de geleiras, o degelo do permafrost e a instabilidade de encostas, para “criar um desastre mais complexo e devastador do que aquele que ocorreria com qualquer um desses fatores isoladamente”, acrescentou ele.
    Compreender esses riscos em cascata será essencial para melhorar a resiliência em regiões de alta montanha, disse Horton.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Serviços ocuparam 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 mínimos em 2024

    Serviços ocuparam 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 mínimos em 2024

    O setor de prestação de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024. Esses trabalhadores receberam, em média, 2,2 salários mínimos mensais.
    Há dois anos, o cenário era composto por 1,9 milhão de empresas ativas que pagaram, ao todo, R$ 644,2 bilhões em salários e outras remunerações, como férias e comissões.
    Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
    O setor de serviços não financeiros abrange áreas como educação, escritórios de advocacia, imobiliárias, restaurantes, salão de beleza, tecnologia da informação, telecomunicação, transportes, turismo e vigilância. Bancos não estão incluídos.
    As empresas pesquisadas somaram receita operacional líquida de R$ 3,5 milhões em 2024 e adicionaram R$ 2,1 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), o conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.
    A Pesquisa Anual de Serviços já tinha sido realizada em anos anteriores. Mas por causa de mudança de metodologia e forma de obter os dados, o IBGE interrompeu a série histórica, de forma que não é possível fazer comparações com outras edições.
    Mais empregadores
    O levantamento mostra que o ramo classificado como atividades de alimentação (restaurantes, bares e bufês, por exemplo) é o maior empregador do setor, absorvendo 1,9 milhão de pessoas, o que representava 11,7% da mão de obra de todas as empresas de serviços não financeiros.
    Em seguida aparece o contingente de serviços técnico-profissionais (1,8 milhão de pessoas e 11,2% dos postos de trabalho). Entram nessa categoria empresas de consultorias em informática, de auditoria, contábeis e escritórios jurídicos, por exemplo.
    Veja as dez atividades de serviços que empregam a maior parcela de pessoas:
    Atividades de alimentação: 11,7%
    Serviços técnico-profissionais: 11,2%
    Serviços de escritório e apoio administrativo: 8,3%
    Transporte rodoviário de cargas: 8,1%
    Serviços para edifícios e atividades paisagísticas: 7,9%
    Seleção, agenciamento e locação de mão de obra: 6,3%
    Tecnologia da informação: 5,6%
    Vigilância, segurança e investigação: 4,4%
    Transporte rodoviário de passageiros: 3,7%
    Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes: 3,4%
    As empresas de serviços não financeiros têm, em média, oito funcionários. No entanto, empresas de transporte ferroviário e metroviário (890), dutoviário (467) e aéreo (234) se destacam no ranking de porte por número de trabalhadores.
    Salário médio
    O salário médio mensal do setor de serviços em 2024 era equivalente a 2,2 salários mínimos. Naquele ano, o mínimo era de R$ 1.412.
    A liderança do ranking de atividades coube aos trabalhadores de empresas de transporte dutoviário, com média de 21,1 salários mínimos. Esse patamar é mais de três vezes superior ao da segunda atividade mais bem remunerada, transporte aquaviário, com média mensal de 6,9 salários mínimos.
    Em 2024, 6,5 mil pessoas trabalhavam em empresas de transporte dutoviário.
    O analista da pesquisa, Marcelo Miranda, aponta dois fatores que podem explicar o destaque da remuneração no setor de transporte dutoviário: “exigência de qualificação técnica muito alta e o risco para os trabalhadores da atividade”.
    A atividade campeã de vagas de trabalho, serviços de alimentação, pagou média de 1,4 mínimo. O contingente de serviços técnico-profissionais recebia 2,56 salários mínimos mensais em média.
    Veja as dez atividades com maiores remunerações em salários mínimos:
    Transporte dutoviário: 21,1
    Transporte aquaviário: 6,9
    Transporte aéreo: 6,6
    Transporte ferroviário e metroferroviário: 5,5
    Serviços de tecnologia da informação: 5,2
    Atividades auxiliares dos serviços financeiros, seguros e previdência complementar: 4,6
    Atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de televisão: 3,8
    Edição e edição integrada à impressão: 3,2
    Correio e outras atividades de entrega: 3,2
    Telecomunicações: 3,1
    O analista Marcelo Miranda destaca que os mais de R$ 2 trilhões que os serviços adicionam ao PIB do país, à época em R$ 11,7 trilhões, mostram a importância das atividades.
    “Os serviços são a principal fonte de valor de PIB para dentro do país. Têm também a sua capacidade de gerar renda, R$ 644 bilhões para as pessoas que estão trabalhando”, afirma.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • São Paulo chega a 26 casos de sarampo em 2026

    São Paulo chega a 26 casos de sarampo em 2026

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, na manhã desta quinta-feira (27), que subiu para 26 o número de casos de sarampo em 2026. Foram registradas três novas infecções na capital paulista, e as pessoas afetadas não têm histórico de vacinação.
    Segundo a pasta, os pacientes são um menino e uma menina com menos de um ano de idade, além de uma mulher de 30 anos.
    Entre todos os casos de sarampo no estado paulista, 23 foram registrados na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, ambas na região metropolitana da capital.
    Dezenove pessoas infectadas não haviam se vacinado ou tinham esquema vacinal incompleto.
    Campanha
    O governo estadual promove até o dia 1º de setembro uma campanha de vacinação da população contra o sarampo. A capital paulista, Guarulhos e São Bernardo do Campo são atendidas com a aplicação do imunizante em pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal.
    As vacinas são ministradas gratuitamente nas unidades básicas de Saúde (UBSs).

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Justiça marca julgamento de acusado de matar galerista norte-americano

    Justiça marca julgamento de acusado de matar galerista norte-americano

    A Justiça do Rio marcou para o dia 25 de fevereiro de 2027, às 13h, o julgamento do cubano Alejandro Triana Prevez, um dos acusados pelo assassinato do galerista norte-americano Brent Sikkema, 75 anos, no apartamento da vítima, no Jardim Botânico, em 15 de janeiro de 2024.
    A decisão é da juíza da 3ª Vara Criminal da Capital, Tula Correa de Mello, que manteve a prisão preventiva de Alejandro, ressaltando que “o acusado confessou a intenção de fugir do país pela fronteira com o Peru após a descoberta do delito”.
    Alejandro responde por homicídio qualificado por motivo torpe, mediante promessa de recompensa, por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além da agravante de o crime ter sido cometido contra pessoa maior de 60 anos. Ele também responderá por furto qualificado praticado durante o repouso noturno.
    O processo em relação ao outro acusado, Daniel Sikkema, foi desmembrado devido a um recurso contra a sentença de pronúncia, que o tornou réu pelos mesmos qualificadores do homicídio, na condição de mandante e partícipe do crime.
    O galerista excluiu de seu testamento o ex-marido Daniel Garcia Carrera, acusado de ser o mandante do crime. A vítima era dono de uma fortuna que incluía imóveis nos Estados Unidos, em Cuba e no Brasil.
    O crime
    De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual, Alejandro veio para o Brasil seguindo as coordenadas oferecidas por Daniel e sendo auxiliado financeiramente por ele.
    Na madrugada do dia 15 de janeiro de 2024, Alejandro – utilizando-se das chaves fornecidas por Daniel – entrou na residência da vítima e a golpeou várias vezes com uma faca. Daniel teria prometido US$ 200 mil a Alejandro para executar o ex-companheiro, em meio a disputas patrimoniais após a separação.
    “O laudo de necropsia atesta a periculosidade e a brutalidade do crime, no qual a vítima foi golpeada 18 vezes por instrumento perfurocortante, sem qualquer possibilidade de defesa. A necessidade da prisão é reforçada, considerando que o próprio Alejandro confessou a intenção de deixar o país após a descoberta do delito”.
    A juíza Tula Correa de Mello escreveu ainda, na decisão, que permanecem íntegros os fundamentos à decretação da prisão preventiva, sendo certo que, desde então, não houve qualquer modificação do quadro fático. “Assim, mantenho a custódia cautelar do acusado”.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Sul e Sudeste terão dia de chuva, trovoadas e tempestades

    Sul e Sudeste terão dia de chuva, trovoadas e tempestades

    A formação de áreas de baixa pressão sobre o estado do Rio Grande do Sul aumenta a instabilidade, nesta quinta-feira (27), causando chuva e trovoadas em quase todo o estado e chegando ao sul de Santa Catarina, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
    Um aviso laranja de perigo alerta para tempestades na região, incluindo a capital Porto Alegre. A partir do centro-oeste de Santa Catarina até o centro-sul paranaense, o aviso é amarelo de perigo potencial.
    Entre as capitais, a temperatura mínima na Região Sul será de 11°C em Porto Alegre e a máxima prevista é de 24°C em Curitiba.
    No Sudeste do país, há previsão de pancadas de chuva com trovoadas isoladas no centro-leste de Minas Gerais, oeste do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, onde está ativo um alerta laranja de perigo para tempestades.
    Também pode haver chuva isolada no norte e oeste de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro e nordeste de São Paulo.
    A temperatura mínima nas capitais será de 14°C em Belo Horizonte e a máxima esperada é de 30°C em São Paulo.
    No Centro-Oeste, um aviso laranja de perigo alerta para baixa umidade do ar no leste de Mato Grosso e no noroeste e norte de Goiás. O aviso se estende para o centro-norte de Mato Grosso do Sul, centro-oeste e sul de Goiás, Distrito Federal e demais áreas de Mato Grosso com menor intensidade, portanto é um alerta amarelo de perigo potencial.
    Há possibilidade de chuva isolada para o leste de Goiás e o Distrito Federal. A temperatura nas capitais deve variar entre 17°C em Brasília e 40°C em Cuiabá.
    No Nordeste, pode chover na faixa litorânea entre Salvador e o litoral norte do Rio Grande do Norte. No Ceará, o céu estará encoberto por muitas nuvens, mas sem previsão de chuva significativa.
    O calor e o tempo seco deixam ativo um aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar no oeste da Bahia e extremo sul do Maranhão e do Piauí. Na região central do Maranhão e do Piauí, centro-sul do Ceará, sudoeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba e de Pernambuco e centro-norte da Bahia, o aviso é amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar.
    Os termômetros marcam mínima de 20°C em Teresina, onde também está prevista a máxima de 38°C.
    No Norte do Brasil, há previsão de pancadas de chuva com trovoadas isoladas no centro-sul, oeste e norte do Amazonas e em Roraima. No noroeste do Pará, há possibilidade de chuva isolada.
    Para o centro-sul do Tocantins, há aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar, que perde força nas demais áreas do estado e sul do Pará, onde o aviso é amarelo de perigo potencial.
    A temperatura mínima prevista nas capitais é de 22°C em Rio Branco e a máxima de 39°C em Palmas.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Veja a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira

    Veja a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (27) inclui sabatinas e entrevistas à imprensa, além de visitas a hospitais, abrigos, feiras e locais de trabalho. Também estão previstas atividades relacionadas a obras públicas e outras ações de campanha.
    Os concorrentes ao Palácio do Planalto participam ainda de caminhadas, bandeiraço e plenárias com apoiadores e filiados.
    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Participa de Sabatina na TV Globo.
    Renan Santos (Missão)
    Participa de sabatina dos veículos O Globo, Valor Econômico e CBN, no Rio de Janeiro.
    Romeu Zema (Novo)
    Em São Francisco-MG, irá acompanhar as obras da ponte que liga o município a Pintópolis, iniciadas durante sua gestão como governador de Minas Gerais.
    Ronaldo Caiado (PSD)
    Concede entrevista ao vivo para a rádio TMC, em São Paulo (SP) e visita o hospital Santa Marcelina. À noite, participa do lançamento da candidatura de Otoni de Paula(PSD) a deputado federal, no Rio de Janeiro (RJ).
    Rui Costa Pimenta (PCO)
    Participa do programa Análise Internacional, no canal no YouTube do Diário Causa Operária.
    Samara Martins (UP)
    Em Recife (PE), participa de bandeiraço na Avenida Guararapes, de caminhada na Avenida Conde da Boa Vista e de plenária com filiados e apoiadores.
    Wilson Grassi (Democrata)
    Visita o Gatil Lovecats e participa da campanha de castração de pets no Centro de Convenções de Ferraz de Vasconcelos.
    Clariana Barão (DC)
    Em Cuiabá (MT), faz visitas à Feira do Porto, ao abrigo Bom Jesus e ao Hospital do Câncer.
    Edmilson Costa (PCB)
    Concede entrevista na TV Globo. À noite, visita a Ocupação Escola Popular Para Reforma Urbana Miguel Baldez em Niterói e faz caminhada pela cantareira em Niterói
    Hertz Dias (PSTU)
    Em São José dos Campos (SP), visita os operários da Modirum Gespi e da da Akaer e o acampamento dos trabalhadores da Parker Hannifin.
    Os candidatos Augusto Cury (Avante) e Flávio Bolsonaro (PL) não têm agenda pública de campanha nesta quinta-feira.
    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • COP17 caminha para novo adiamento de acordo de combate às secas

    COP17 caminha para novo adiamento de acordo de combate às secas

    A criação de um regime global para enfrentar as secas será adiada mais uma vez. Enquanto declarações oficiais sinalizam alguma esperança, negociadores envolvidos diretamente no processo indicam que não há dúvidas sobre o desfecho da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que está sendo realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia.
    O evento termina oficialmente nesta sexta-feira (28), mas um grupo de países já deixou claro que não haverá acordo sobre o tema. A oposição é liderada principalmente pelos Estados Unidos (EUA) e pela União Europeia (UE), mas é compartilhada por outros países sul-americanos como Argentina, Chile e Paraguai.
    O que está acordado até o momento é a apresentação de uma decisão procedimental ao fim da conferência, deixando novas discussões sobre o tema para a COP18, em 2028, que provavelmente será realizada no Egito. Algo igual ocorreu na COP16, em Riad, na Arábia Saudita.
    O Brasil se coloca a favor da criação do regime das secas, mas entende que, como não será possível chegar a um consenso mais uma vez, o melhor é manter o tema na agenda para futuras discussões.
    Até mesmo esse encaminhamento precisou ser mediado durante a semana, principalmente pelo Brasil e a Arábia Saudita. Enquanto representantes dos Estados Unidos queriam a exclusão total do tema dos documentos finais, países da África insistiam na criação efetiva do mecanismo.
    A proposta é defendida por africanos há, pelo menos, três conferências. Historicamente afetados pela escassez hídrica e expansão de desertos, eles exigem um mecanismo multilateral para enfrentar de forma coordenada esses problemas.
    Isso demandaria ajuda financeira para os países mais vulneráveis serem capazes de se antecipar e se recuperar dos eventos extremos. Eles entendem que mecanismos internacionais, como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), são estruturados sob o tema de degradação das terras, algo mais amplo do que a seca.
    Os países mais ricos, porém, não querem se comprometer com um acordo obrigatório e defendem adesão voluntária. A União Europeia não quer se comprometer com gastos externos, principalmente quando precisa enfrentar crises recentes de seca no próprio território.
    Os impasses são financeiros, mas também geopolíticos. Alguns países, liderados principalmente pelos Estados Unidos, tentam enfraquecer e travar agendas multilaterais como um todo desde o primeiro dia da COP17.
    Contexto geopolítico desfavorável
    Uma vez que o documento final da COP17 deverá ser apresentado somente ao fim do evento, autoridades envolvidas nas negociações tentam ser otimistas. É o caso de Andrea Meza Murillo, secretária executiva adjunta da UNCCD, órgão das Nações Unidas responsável pela conferência.
    Meza disse esperar por um acordo sobre as secas, porém, não escondeu que há dificuldades.
    “Estamos em um momento em que o túnel está escuro, mas acho que sempre haverá uma luz no fim dele. Temos esperança e estamos trabalhando muito para isso”, disse Meza em entrevista à Agência Brasil e a cinco veículos internacionais.
    “Acho que a maioria dos países não pode simplesmente voltar para suas bases eleitorais e dizer que este não é um desafio comum global e que eles não vão colaborar com a comunidade internacional para enfrentá-lo”, complementa.
    Andrea Meza, que também foi ministra do Meio Ambiente e Energia da Costa Rica, disse confiar na pressão social para que os governos assumam a urgência do tema.
    “Quando governos esquecem de suas responsabilidades, uma sociedade civil forte, ONGs e o setor privado podem dar continuidade a isso. Engajamento e uma agenda de ação robusta, com muitas iniciativas, projetos e programas, são o caminho para que isso ocorra”, reflete Meza.
    “Porém, neste novo contexto geopolítico, teremos cada vez mais dificuldades para alcançar resultados negociados ambiciosos”, complementa.
    Urgência do problema
    Relatórios da UNCCD indicam que a frequência, intensidade e alcance espacial das secas aumentaram quase 30% desde 2000. A extensão do problema é reforçada por eventos recentes na Europa, África, Ásia e América Latina.
    Segundo o coordenador do grupo de trabalho sobre seca da UNCCD, Daniel Tsegai, tratar o fenômeno como desastre imprevisível é abordagem ultrapassada. Ele defende que os países precisam instituir políticas permanentes para atuar antes, durante e após os períodos de eventos extremos.
    “Para uma crise pontual, você não se prepara: apenas espera que ela chegue com força e depois tenta reagir. Mas a seca agora é uma crise constante. Precisamos mudar esse paradigma da gestão de crises para a gestão preventiva de riscos”, ponderou o especialista.
    Tsegai alertou que a seca deixou de ser um problema exclusivo do setor agrícola ou de falta de chuva temporária, tornando-se um risco sistêmico que afeta hidrovias, transporte, saúde e o comércio global.
    Mesmo países não atingidos diretamente pela falta de chuva sofrem as consequências econômicas e de deslocamento populacional. Eventos climáticos em um local geram impactos logísticos e econômicos em outros continentes. Tsagai cita o exemplo de como uma redução do nível da água no Canal do Panamá ou no Rio Reno podem afetar o comércio internacional e o suprimento de grãos.
    O especialista enfatizou que os impactos transfronteiriços da seca exigem resposta unificada e que a preparação deve ocorrer antes que o evento extremo se materialize.
    “Não devemos esperar até que a seca nos atinja para dizer se éramos resilientes ou não. Isso é tarde demais. Alcançamos um momento em que esta é a prioridade máxima. Vamos olhar para isso juntos e encontrar uma solução”, pede Tsagai.
    Iniciativas paralelas de financiamento
    Enquanto o regime global de secas continua sob incertezas, iniciativas paralelas sobre o tema avançam durante a COP17. Duas delas envolvem mecanismos de financiamento.
    A Aliança de Riad para Resiliência Global à Seca (RGDRP, na sigla em inglês) está desenvolvendo um fundo comum para ajudar 70 países em desenvolvimento a resistir e se adaptar ao fenômeno. A primeira assembleia do grupo ocorreu na Mongólia.
    A Arábia Saudita, fundadora da aliança, se comprometeu a investir US$ 150 milhões. O Banco Islâmico de Desenvolvimento e o Fundo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opeo) prometeram aporte de US$ 2 bilhões.
    Outro anúncio feito em Ulaanbaatar foi a criação do Fundo de Investimento para Resiliência à Seca (Drif, na sigla em inglês), considerada a primeira plataforma global de financiamento catalítico.
    Investimentos nessa modalidade aplicam recursos públicos, filantrópicos ou subsidiados para assumir maiores riscos ou aceitar retornos financeiros menores, com o objetivo principal de atrair e destravar capital privado em larga escala.
    O fundo foi criado pela UNCCD e o governo de Luxemburgo, com apoio da Aliança Internacional para Resiliência à Seca (Idra). O país europeu fez aporte inicial de US$ 2 milhões. O objetivo do fundo é mobilizar até US$ 400 milhões em capital público e privado.
    Plataforma contra seca
    Foi apresentada na Mongólia a Fase 2 do Observatório Internacional de Resiliência à Seca (Idro, na sigla em inglês), uma plataforma desenvolvida pela UNCCD, o Centro de Ecossistemas e Arquitetura de Yale e a Aliança Internacional de Resiliência à Seca (Idra).
    A nova etapa marca uma transição entre a versão piloto apresentada na COP16 e a plataforma online que promete ajudar os países a irem além do simples monitoramento dos riscos de seca.
    Ela se baseia no Índice de Resiliência à Seca (DRI), que define a capacidade dos países de antecipação, preparação e adaptação ao fenômeno. O objetivo é identificar vulnerabilidades e fundamentar políticas e investimentos mais eficazes.
    Há recursos com inteligência artificial para ajudar formuladores de políticas, especialistas técnicos e o público em geral a interpretar dados complexos. A plataforma inclui oito estudos de caso detalhados de países em cinco continentes. Ela está aberta para revisão por usuários do mundo todo, que podem ajudar a aprimorar a ferramenta.
    * O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Delegacia Digital da Mulher permite que vítima denuncie mais rápido

    Delegacia Digital da Mulher permite que vítima denuncie mais rápido

    Denúncias de violência doméstica podem ser feitas de forma remota, com rapidez e segurança, na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam Digital) do Rio de Janeiro. O serviço especializado permite que a vítima formalize a denúncia online, sem a necessidade de deslocamento inicial até uma unidade física.
    A unidade virtual integra a rede estadual de atendimento especializado da Polícia Civil, que conta com 16 delegacias dedicadas ao público feminino, oferecendo suporte contínuo 24 horas por dia, sete dias por semana.
    Pela plataforma, é possível registrar o boletim de ocorrência, solicitar medidas protetivas de urgência e receber a guia de encaminhamento para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
    Após o envio das informações pelo portal, o registro é analisado e validado pela equipe de plantão da Deam Digital que, desde março de 2026, já registou 1.040 casos. Na sequência, a delegada titular encaminha o procedimento para a delegacia da região onde o fato ocorreu, que fica encarregada de conduzir as investigações.
    aEm casos de emergência ou flagrante delito, a orientação permanece sendo o acionamento da Polícia Militar pelo telefone 190 ou o comparecimento direto à delegacia presencial mais próxima.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Estudo mostra fóssil de peixe pré-histórico encontrado em Mato Grosso

    Estudo mostra fóssil de peixe pré-histórico encontrado em Mato Grosso

    Uma nova espécie de peixe pré-histórico, que viveu há cerca de 254 milhões de anos, acaba de ser apresentada em estudo científico com participação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O fóssil, encontrado no município de Alto Garças, em Mato Grosso, está excepcionalmente preservado e oferece rara oportunidade de conhecer a vida existente no continente sul-americano nos momentos que antecederam uma das maiores transformações da história da Terra.
    A nova espécie pertence ao grupo dos peixes de nadadeiras raiadas (actinopterígios), que reúne cerca de 96% dos peixes vertebrados atualmente existentes, incluindo espécies como atum, salmão e bacalhau. O animal tinha aproximadamente 15 centímetros de comprimento e apresentava característica marcante: seu corpo era protegido por escamas resistentes formadas por dentina e esmalte, os mesmos materiais encontrados nos dentes humanos.
    O grau de preservação torna o achado especialmente relevante. Enquanto grande parte dos peixes dessa idade encontrados no Brasil é conhecida apenas por dentes, escamas ou fragmentos ósseos isolados, o exemplar de Leolepis conserva praticamente todo o corpo. O estudo o classifica como o peixe de nadadeiras raiadas do Permiano mais bem preservado já encontrado no estado de Mato Grosso, além de representar um achado raro em escala mundial.
    O peixe viveu durante o Permiano Superior, em grande sistema aquático continental formado a partir de um antigo mar interior existente quando a América do Sul e a África ainda estavam unidas no supercontinente Gondwana.
    Pelo tamanho reduzido dos dentes, os pesquisadores estimam que Leolepis se alimentava de pequenos invertebrados e plantas. O fóssil, portanto, ajuda a reconstruir parte de um ecossistema que existia pouco antes da chamada extinção Permo-Triássica, ocorrida há aproximadamente 252 milhões de anos. O evento foi o maior episódio de extinção em massa conhecido pela ciência: cerca de 78% da vida terrestre e até 95% das espécies marinhas desapareceram.
    Há ainda uma coincidência geológica que torna a descoberta particularmente interessante: o fóssil foi encontrado a apenas 50 quilômetros da cratera de impacto de Araguainha, considerada a maior e mais bem preservada estrutura desse tipo na América do Sul.
    A descoberta também é importante porque o registro de peixes continentais do Paleozoico na América do Sul ainda é considerado pouco conhecido.
    A pesquisadora do Departamento de Zootecnia da Uerj, Valéria Gallo, envolvida na descrição do fóssil, afirma que “por estar excepcionalmente preservado, o exemplar pode ajudar os pesquisadores a reconhecer a presença da espécie em outras áreas da Bacia do Paraná e a estabelecer novas correlações entre diferentes formações geológicas”.
    O espécime foi coletado em 2005 pelo geólogo Léo Adriano de Oliveira, que posteriormente o disponibilizou para estudo e o depositou na Coleção Paleontológica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 25 milhões nesta quinta

    Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 25 milhões nesta quinta

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    Apostas podem ser feitas até às 20h
    Agência Brasil
    Publicado em 27/08/2026 – 07:02
    Brasília
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    A Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira (27) prêmio estimado em R$ 25 milhões. As seis dezenas do concurso 3.050 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.
    As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) de hoje em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
    No último concurso, foram sorteados os números 06 – 13 – 36 – 43 – 53 – 55 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.
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    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br