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  • Febre do Nilo Ocidental: não há motivo para pânico, diz médico

    Febre do Nilo Ocidental: não há motivo para pânico, diz médico

    A febre do Nilo Ocidental não é uma doença comum no Brasil, mas é conhecida na África há pelo menos 90 anos. Segundo o médico infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Furtado da Costa, apesar de casos confirmados e até uma morte causada pela doença, a maioria absoluta dos quadros é leve e menos de 1% evolui para a forma grave.
    “Não há motivo para preocupação, mas é preciso mapear os casos e manter vigilância às aves e locais com mortalidade de aves fora do normal. Vamos aguardar os estudos e resultados, mas sabendo que não é só entrar em contato com aves que você vai pegar a doença.”
    A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, grupo que também inclui aqueles responsáveis pela dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
    A transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito do gênero Culex, como pernilongo ou muriçoca, que adquire o vírus ao se alimentar de aves infectadas.
    A infecção pode não provocar sintomas. Estima-se que cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem manifestações clínicas, que, na maioria, são brandas.
    Entre os sintomas que podem surgir estão:
    – febre e mal-estar;
    – falta de apetite;
    – náuseas e vômitos;
    – dor de cabeça;
    – dor muscular;
    – dor nos olhos;
    – manchas na pele;
    – aumento dos gânglios linfáticos;
    – confusão mental;
    – rebaixamento do nível de consciência;
    – tremores ou convulsões.
    Contágio e tratamento
    “Os mosquitos picam as aves infectadas – os reservatórios do vírus – e, picando o ser humano, podem transmitir a doença. Os sintomas são muito parecidos com os de arboviroses como dengue, zika, que são vírus ‘primos’”, explicou Costa.
    Os quadros podem variar desde uma febre passageira até formas mais graves, causando encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas. Nesses casos, é necessária avaliação médica imediata e, quando indicado, hospitalização.
    Nos casos graves pode ser necessária internação hospitalar e atendimento em unidade de terapia intensiva. O tratamento pode incluir reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório e medidas para prevenir e tratar complicações.
    O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais, em pessoas que apresentem sintomas compatíveis e tenham histórico de exposição a áreas com presença do mosquito.
    Não existe vacina nem tratamento antiviral específico disponível para a febre do Nilo Ocidental em humanos. O controle do quadro é direcionado aos sintomas, com repouso, hidratação e acompanhamento médico, conforme a necessidade de cada paciente.
    “Ainda não há estudo idealizando uma vacina para essa doença, que tem um número muito pequeno de casos pelo mundo, totalmente diferente de outras arboviroses com um número bem maior de casos como zika e dengue”, acrescentou o infectologista.
    Casos
    Uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, são os dois casos confirmados no estado de São Paulo, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).
    A primeira informou que viajou recentemente para a região amazônica, mas já está curada. A segunda está internada sob cuidados médicos. Esta é a primeira vez que o estado de São Paulo registra casos humanos da doença.
    “As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção”, disse a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini.
    Segundo o Ministério da Saúde, também foram confirmados dois casos em Santa Catarina, com um deles evoluindo para a morte, e há um caso provável no Piauí. Diante disso, a pasta informou que mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar casos e possíveis áreas de transmissão.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Guerra, tarifas e menos imposto a ricos geram dívida recorde nos EUA

    Guerra, tarifas e menos imposto a ricos geram dívida recorde nos EUA

    A dívida pública recorde nos Estados Unidos (EUA), que ultrapassou os US$ 40 trilhões pela primeira vez na história, foi motivada, principalmente, pela redução de impostos para os ricos, pela inflação causada pela guerra no Oriente Médio – que pressionou o preço dos combustíveis –, e pelas tarifas à importação do governo de Donald Trump.
    A avaliação é de economistas consultados pela Agência Brasil, que acrescentam como fatores para a dívida recorde: a manutenção dos elevados gastos militares, próximo a US$ 1 trilhão, e o aumento dos gastos com juros da dívida, que chegou a US$ 1,1 trilhão, montante que é mais que o dobro de 2021, quando os juros consumiram US$ 419 bilhões dos contribuintes.
    Entre as razões para o aumento dos juros, estaria a inflação causada pela guerra e o “risco Trump” motivado pela política agressiva da Casa Branca, que causa incertezas no mercado, como no caso do conflito tarifário com o Canadá. Os especialistas sustentam que essa política pressiona os juros cobrados pelos títulos do Tesouro estadunidense.
    Apesar do número impressionante de US$ 40 trilhões, que dobrou desde 2017, os economistas rejeitam que os EUA estejam em risco de insolvência, quando não se consegue pagar o que se deve. Além disso, alertam que a situação fiscal da potência econômica tende a pressionar o Brasil a manter as taxas de juros em nível elevado.
    Solvência
    O professor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos destacou que o número de US$ 40 trilhões não indica risco de insolvência porque, entre outros motivos, os EUA emitem a própria moeda e têm o dólar como principal reserva monetária do planeta.
    “Um governo assim não quebra contra a vontade. Se o mercado não quiser esses títulos ao preço corrente, o FED [Federal Reserve, o Banco Central dos EUA] pode comprá-los. Foi o que fez em 2020, quando expandiu o balanço em quase US$ 3 trilhões em três meses. E foi o que fez entre 1942 e 1951, quando travou o juro dos títulos longos em 2,5%”, explicou.
    Após o anúncio da dívida pública recorde, a Secretaria de Tesouro dos EUA se apressou em comunicar o aumento das operações para compra de títulos no mercado, que deve dobrar de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões a partir de 9 de setembro.
    O economista e doutor em história Pedro Faria ponderou à Agência Brasil que o valor de US$ 40 trilhões, em si, “não diz muita coisa” sobre a capacidade de pagamento dos EUA.
    “A gente sempre compara com o tamanho do país e com a realidade econômica ao redor. É uma realidade das principais economias desenvolvidas estarem em déficit desde 2008”, comentou Faria, que é associado ao Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
    Juros dos títulos sobem
    Desde o final da 2ª Guerra Mundial, os títulos do Tesouro dos EUA são considerados o ativo “mais seguro” no mundo. Segundo o professor Pedro Bastos, ainda não há desconfiança no mercado em relação a capacidade de pagamento da dívida pelos EUA.
    “Os estrangeiros continuam comprando. O que subiu foi o preço cobrado, não a recusa em comprar”, pontuou, acrescentando que dois terços da dívida no mercado estão em mãos domésticas nos EUA e US$ 4,5 trilhões estão no próprio FED, o que reduz riscos de insolvência.
    Além disso, US$ 8 trilhões da dívida estão nas mãos do próprio governo, com US$ 32 trilhões no mercado: “O mercado detém cerca de 100% do PIB em dívida, similar ao recorde de 106% de 1946, ao fim da 2ª guerra”, acrescentou o especialista da Unicamp.
    O único risco de calote dos EUA seria político, quando o Congresso se recusa a autorizar o aumento do teto da dívida, mas o professor Pedro Paulo Zahluth Bastos alertou também para o problema dos gastos crescentes com juros.
    “O único risco ligado à dívida hoje é o de juros longos mais altos. Mas a causa imediata não é o tamanho da dívida. É a inflação, puxada pelo petróleo do conflito no Oriente Médio e pelas tarifas”, explicou.
    Em apenas cinco meses, a dívida cresceu US$ 1 trilhão, superando as expectativas de analistas. O Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA (CBO) calculava chegar aos US$ 40 trilhões apenas em 2027.
    Corte de imposto no topo
    A política econômica focada no corte de impostos para os ricos, adotada nos dois mandatos de Trump, motivou parte do aumento do endividamento ao reduzir a arrecadação, explicou o economista Pedro Faria.
    “O Trump aposta nessa política característica dos republicanos, que é tirar a tributação dos ricos sob a justificativa de tentar expandir a economia. O que se vê é um aumento do endividamento dos EUA no governo Trump 2 por conta dessa abordagem de política econômica”, explicou.
    Em 2025, o governo Trump aprovou projeto com mais corte de impostos para ricos que aumentaram a previsão do déficit dos EUA em US$ 4,7 trilhões em 10 anos, ao mesmo tempo que cortou US$ 1 trilhão da saúde pública nesse período.
    O professor da Unicamp Pedro Bastos acrescentou que a menor tributação dos ricos nos EUA tem contribuído ainda para concentrar a renda do país, sendo a dívida recorde um sintoma do conflito pela distribuição dessa riqueza dentro dos EUA.
    “A receita do imposto sobre lucros caiu 23% neste ano fiscal. Já os juros vão para quem tem títulos: fundos, bancos e as famílias mais ricas. O 1% mais rico detém metade das ações do país”, comentou Bastos.
    O especialista da Unicamp argumentou que os EUA não gastam demais, mas arrecadam de menos. A carga tributária nos EUA é de cerca de 25% do PIB, contra 34% na média da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne países entre os mais desenvolvidos do mundo).
    Risco Trump
    Para o especialista Pedro Faria, do Instituto Economias, o que pode preocupar o Tesouro dos EUA é a tendência, observada entre governos, Estados e empresas em todo o mundo, de reduzir o uso de títulos dos EUA como opção para manter a liquidez da economia.
    “Diversos governos têm reduzido o estoque de títulos dos EUA, como Brasil e China. Isso porque veem a política econômica da Casa Branca como errática e não muito racional. Os agentes econômicos têm medo de se expor a sanções ou ter os ativos congelados, como ocorreu diversas vezes”, comentou.
    Para o economista da Unicamp Pedro Bastos, os juros mais altos cobrados pelos títulos dos EUA é a resposta do mercado aos ataques do governo Trump aos pilares que dão confiança a esses papéis: um FED autônomo, tribunais judiciais independentes e aliados sendo tratados como aliados.
    “Por exemplo, o uso do acesso ao mercado americano como chantagem [tarifaços]. Os bancos centrais compram ouro em ritmo recorde desde 2022 por isso, não pelo tamanho da dívida. Se a dívida um dia virar problema, não será por chegar a US$ 40 trilhões ou US$ 50 trilhões. Será porque a política destruiu o que a tornava desejada”, completou.
    Para o especialista, é o “risco Trump” que pressiona o rendimento dos títulos públicos de 30 anos dos EUA, que alcançaram 5,33% em 18 de agosto, o maior nível desde 2007. Esse nível de juros dos títulos longos é o que pressiona os gastos com a dívida do país norte-americano.
    Apesar dos juros mais altos cobrados pelos títulos de longo prazo do Tesouro dos EUA, Bastos avalia que o mercado segue investindo nos papéis do Estado do país norte-americano.
    “A China reduziu o estoque de títulos dos EUA de US$ 1,3 trilhão, em 2013, para US$ 700 bilhões, e nada aconteceu. O dólar ainda responde por 57% das reservas mundiais, o euro por 20% e o yuan por 2%”, ponderou.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Inundação repentina na fronteira entre Nepal e Tibete deixa 95 mortos

    Inundação repentina na fronteira entre Nepal e Tibete deixa 95 mortos

    Uma parede de lama e rochas desabou em um rio na fronteira himalaia entre o Nepal e o Tibete nesta quarta-feira (26), provocando inundações catastróficas no lado nepalês que mataram pelo menos 95 pessoas, segundo a polícia, e deixaram centenas de turistas desaparecidos.
    Em um desastre que ainda estava em andamento, vídeos comprovados mostraram dezenas de pessoas sendo arrastadas, com as autoridades de ambos os lados temendo um número muito maior de vítimas e destruição em grande escala.
    Casas, estradas e projetos de energia foram arrastados no Nepal, enquanto autoridades no Tibete afirmaram temer “um grande número de vítimas”, com algumas pessoas desaparecidas no condado de Gyirong após um deslizamento de terra atingir um posto de fronteira terrestre.
    Relatos iniciais sugeriram que um terremoto na região poderia ter desencadeado uma avalanche e causado as enchentes, disse o ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, ao Parlamento do país, segundo a mídia local.
    Pelo menos 384 turistas, incluindo 105 indianos, 93 nepaleses, três cidadãos norte-americanos e 12 britânicos, estavam desaparecidos na região, informou a autoridade de turismo do Nepal.
    A agência de notícias sul-coreana Yonhap informou, separadamente, que cerca de oito de seus cidadãos também estavam desaparecidos no Nepal.
    Alertas de enchentes foram emitidos nos populosos estados de Uttar Pradesh e Bihar, no norte da Índia, uma vez que fazem fronteira com o Nepal e vários rios descem das montanhas para suas planícies.
    Enchente
    Imagens de câmeras de segurança captadas no lado chinês da fronteira entre o Nepal e o Tibete mostraram muitas pessoas fugindo antes que uma parede de rochas, lama e água destruísse prédios, veículos e ceifasse muitas vidas.
    A causa exata do deslizamento de terra não pôde ser determinada imediatamente, mas o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ) informou que houve um terremoto de magnitude 4,4 aproximadamente 7 minutos antes do horário indicado nas imagens de segurança.
    Uma avalanche de gelo e rochas no Rio Lhende Khola, no lado nepalês, foi o gatilho, mas a causa ainda não foi confirmada, disse Qianggong Zhang, chefe de Riscos Climáticos e Ambientais do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas, com sede em Catmandu.
    “Com uma obstrução ainda situada a montante no rio que marca a fronteira entre o Nepal e a China, as autoridades alertam que uma segunda inundação pode ocorrer”, alertou Qianggong.
    Helicópteros de resgate não conseguiram pousar nas áreas afetadas do Nepal, em Syapru Besi e Timure, no distrito montanhoso de Rasuwa, com uma população de cerca de 50 mil habitantes, segundo autoridades, já que o rio estava transbordando.
    Imagens de televisão mostraram casas destruídas pelas águas da enchente, carros flutuando e uma ponte metálica sendo levada pela correnteza, enquanto testemunhas relataram à Reuters que as águas engoliram vilas inteiras.
    “Pode haver um grande número de vítimas ou perdas materiais”, disse o administrador distrital Narendra Pariyar, que instou os moradores das margens do Rio Bhote Koshi a se deslocarem para terrenos mais elevados, após relatos de que vilas e locais de obras estavam sendo levados pela correnteza.
    “Há devastação por toda parte”, declarou Tula Bahadur BK, profissional de saúde em Rasuwa, à Reuters.
    “Os assentamentos próximos ao rio foram completamente arrastados. Cinco dos meus próprios parentes estão desaparecidos”, relatou.
    * Colaboraram Sahana Bajracharya, Aftab Ahmed, Liz Lee e Yukun Zhang

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Campo de Búzios, da Petrobras, bate recordes de exportação de gás

    Campo de Búzios, da Petrobras, bate recordes de exportação de gás

    O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, bateu recordes de exportação de gás natural em agosto, segundo a Petrobras.
    A exportação média de gás natural em um mês superou a marca de 10 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). O recorde mensal anterior, de acordo com a Petrobras, era de março de 2026, com 9,1 milhões de m³/d.
    Localizado no litoral do estado do Rio de Janeiro, a 180 km da costa, o campo está em águas ultraprofundas, a 2,1 mil metros de profundidade.
    Segundo a companhia, a marca mensal veio acompanhada também de um novo recorde de exportação diária. Em 6 de agosto, Búzios atingiu 14,1 milhões de m³/d, superando o pico anterior, de 13,9 milhões de m³/d, registrado em julho.
    De acordo com a Petrobras, o ganho não decorre da entrada de novos sistemas de produção, mas da otimização das unidades já existentes.
    A empresa ressalta que, entre as principais iniciativas, está o programa de modernização das plantas de tratamento de gás das plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77, com a substituição das membranas de remoção de gás carbônico (CO₂).
    O projeto, que começou em 2025, elevou a capacidade de exportação dessas unidades de cerca de 1,5 milhão para 3 milhões de m³/d por plataforma, com potencial para atingir patamares ainda superiores após ajustes complementares de processo. A unidade FPSO Almirante Barroso também contribui para os resultados alcançados.
    “A expansão da capacidade de exportação de gás continuará nos próximos anos, com a entrada em operação dos sistemas previstos para as plataformas P-78 e P-79 até 2027. Ao final do desenvolvimento do campo, das 12 plataformas planejadas, oito contarão com capacidade de exportação de gás, incluindo a unidade Búzios 12, com início de operação previsto para 2032 e capacidade estimada de 5,5 milhões de m³/d”, informou a Petrobras, em nota.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mais de 300 turistas estão desaparecidos no Nepal após cheias

    Mais de 300 turistas estão desaparecidos no Nepal após cheias

    Internacional

    Chuvas torrenciais atingiram a fronteira com o Tibete
    RTP*
    Publicado em 26/08/2026 – 09:56
    Catmandu
    Versão em áudio
    Pelo menos 384 turistas, entre os quais 300 estrangeiros, foram declarados desaparecidos, na sequência das chuvas torrenciais que causaram uma inundação no Nepal, na fronteira com o Tibete.
    As cheias no distrito de Rasuwa, área fronteiriça do Nepal com os Himalaias deixaram, pelo menos, nove mortos e destruíram estradas, pontes e projetos de energia.
    As autoridades do país e da China já antecipam “grande perda” e o aumento do número de danos materiais.
    Várias áreas próximas do Rio Bhote Koshi estão sob alerta máximo.
    A circulação e as comunicações permanecem interrompidas na região por tempo indeterminado, de acordo com as autoridade locais.
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    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Prévia da inflação fica em -0,40%, a menor desde agosto de 2022

    Prévia da inflação fica em -0,40%, a menor desde agosto de 2022

    O desconto do Bônus de Itaipu na conta de luz e os preços dos alimentos ajudaram a jogar a prévia da inflação de agosto para baixo e fazer o índice fechar o mês em -0,40%, a menor desde agosto de 2022, quando marcou -0,73%.
    Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
    Em julho o indicador tinha marcado 0,06%. Com o resultado de agosto, o IPCA-15 acumula 4,24% em 12 meses.
    Bônus na conta de luz
    Dos nove grupos de produtos e serviços apurados pelo IBGE, cinco apresentaram deflação no mês:
    Alimentação e bebidas: -0,57% (impacto de -0,12 ponto percentual)
    Habitação: -1,41% (-0,22 p.p.)
    Artigos de residência: 0,04% (0 p.p.)
    Vestuário: -0,20% (-0,01 p.p.)
    Transportes: -1% (-0,20 p.p.)
    Saúde e cuidados pessoais: 0,40% (0,05 p.p.)
    Despesas pessoais: 0,66% (0,07 p.p.)
    Educação: 0,46% (0,03 p.p.)
    Comunicação: -0,02% (0 p.p.)
    O preço da energia elétrica residencial foi o subitem que mais puxou a prévia da inflação para baixo, recuando 6,25% (-0,26 p.p.). A explicação está no Bônus de Itaipu, desconto que consumidores receberam na conta de luz.
    Alimentos
    O grupo alimentação e bebidas (-0,57%) foi influenciado pela alimentação no domicílio, que ficou 0,97% mais barata.
    Veja os alimentos que mais caíram de preço:
    tomate: -27,38%
    batata-inglesa: -25,14%
    cenoura: -17,05%
    café moído: -2,31%
    Queda na gasolina
    A deflação no grupo transportes foi puxada principalmente pelo preço da passagem aérea, que recuou 13,30% no mês. Os combustíveis também contribuíram (-1,43%). Foram registradas quedas no etanol (-3,63%), na gasolina (-1,23%) e no óleo diesel (-0,71%).
    IPCA-15 e IPCA
    O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.
    A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa e feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 16 de julho a 14 de agosto.
    Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.
    O IPCA-15 coleta preços de 367 produtos e serviços (10 a menos que o IPCA) em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju).
    O IPCA cheio de agosto será divulgado em 11 de setembro. O boletim Focus da última segunda-feira (24), sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, aponta que o mercado espera que a inflação de agosto fique em -0,18%.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Estiagem: Defesa Civil reconhece emergência em cidades do Nordeste

    Estiagem: Defesa Civil reconhece emergência em cidades do Nordeste

    Sete cidades nos estados de Alagoas, Bahia e Paraíba tiveram situação de emergência reconhecida devido ao período de estiagem. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil publicou portaria com a medida nesta quarta-feira (26).
    Os municípios tiveram situação de emergência reconhecida, de acordo com os registros apresentados nos Formulários de Informações do Desastre (Fide), apresentados neste mês de agosto, e nos decretos municipais que fundamentaram os pedidos de reconhecimento.
    Recursos
    O reconhecimento federal da situação de emergência permite aos municípios solicitarem apoio da União para ações de defesa civil, como assistência humanitária, aquisição de cestas básicas, abastecimento de água, distribuição de kits de higiene e outras medidas voltadas ao atendimento da população atingida pelos efeitos da seca.
    As já prefeituras podem encaminhar planos de trabalho para análise da Defesa Civil Nacional, a fim de liberar os recursos.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (26)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (26)

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta quarta-feira (26) inclui sabatinas, entrevistas à imprensa e visitas a unidades de saúde e instituições. Também estão previstas caminhadas e encontros com moradores e empresários.
    Os concorrentes ao Palácio do Planalto participam ainda de panfletagens e ações de campanha em comunidades e universidades.
    Hertz Dias (PSTU)
    Concede entrevista para a TV Globo em São Paulo (SP) e para o podcast A Arte da Guerra.
    Flávio Bolsonaro (PL)
    Participa de motociata no centro de Arapiraca (AL), seguida de comício. Também participa de encontro com representantes do setor produtivo do Agreste e do Sertão.
    Renan Santos (Missão)
    Participa de Sabatina na TV Globo.
    Romeu Zema (Novo)
    Visita o Hospital Regional de Teófilo Otoni (MG) e conversa com moradores. Também concede entrevista ao vivo para as rádios Teófilo Otoni e 98FM.
    Ronaldo Caiado (PSD)
    Participa de sabatina dos veículos O Globo, Valor Econômico e CBN, no Rio de Janeiro. À tarde, visita o santuário da Penha, no Rio de Janeiro (RJ).
    Rui Costa Pimenta
    No início da tarde, concede entrevista nos estúdios da TV Globo, em São Paulo. Em seguida se reúne com militantes em Minas Gerais e, à noite, produz conteúdo para as redes sociais.
    Samara Martins (UP)
    Em Maceió, participa de sabatina do DCE da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). À tarde, participa de panfletagem e caminhada na comunidade do Vergel e de caminhada na Nova Orla.
    Wilson Grassi (Democrata)
    Concede entrevistas ao programa Show da Manhã, da Rádio Mix FM Volta Redonda e à TV Globo/SP.
    Augusto Cury (Avante)
    Em Montes Claros (MG), visita o Colégio Batista, faz caminhada pelo Mercado Central e participa de almoço com empresários.
    Clariana Barão (DC)
    Concede entrevista ao portal Sputnik Brasil
    O candidato Edmilson Costa (PCB) não tem agenda pública de campanha nesta quarta. O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não divulgou a agenda de campanha até o momento desta publicação.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Pé-de-Meia: nascidos em maio e junho recebem parcela nesta quarta

    Pé-de-Meia: nascidos em maio e junho recebem parcela nesta quarta

    Os beneficiários do programa Pé-de-Meia de 2026 que nasceram em maio e junho recebem nesta quarta-feira (26) mais uma parcela do incentivo à frequência escolar. Para os estudantes do ensino médio regular, é a quinta parcela.
    Os estudantes do ensino médio da educação de jovens e adultos (EJA) que são beneficiários do programa também recebem a parcela pela aprovação de ciclos de formação e conclusão desta etapa final da educação básica.
    Na modalidade da EJA, os pagamentos do incentivo ocorrem de forma diferenciada da dos estudantes do ensino médio regular.
    Enquanto no ensino médio EJA o estudante recebe até quatro parcelas do incentivo frequência no valor de R$ 225 cada, totalizando até oito parcelas de frequência por ano; no ensino médio regular os estudantes recebem até nove parcelas de frequência por ano, cada uma delas no valor de R$ 200.
    Nas duas situações, é preciso atingir, pelo menos, 80% de frequência nas aulas.
    O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio.
    Confira o calendário de pagamentos em agosto:
    – nascidos em janeiro e fevereiro: recebem em 24 de agosto;
    – nascidos em março e abril: recebem em 25 de agosto;
    – nascidos em maio e junho: recebem em 26 de agosto;
    – nascidos em julho e agosto: recebem em 27 de agosto;
    – nascidos em setembro e outubro: recebem em 28 de agosto;
    – nascidos em novembro e dezembro: recebem em 31 de agosto.
    Neste período, também poderão ser pagas parcelas de matrícula de 2026 e frequências de meses anteriores para estudantes que tenham informações enviadas ou corrigidas pelas redes de ensino.
    Quem tem direito?
    A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes que cumprem os requisitos estabelecidos. Entre eles, estar matriculado na rede pública de educação e com inscrições ativas no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
    O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico. Além disso, é preciso atender aos critérios abaixo:
    – A família do estudante ter cadastro ativo no CadÚnico até a data-base de 7 de agosto de 2026;
    – a renda familiar deve ser de até meio salário mínimo por pessoa da família;
    – os alunos precisam ter entre 14 e 24 anos no ensino médio regular ou entre 19 e 24 anos na educação de jovens e adultos (EJA);
    – o estudante deve ter o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular;
    – é exigida frequência em pelo menos 80% das aulas.
    Caso a frequência do estudante fique abaixo de 80% em algum momento do ano letivo, os valores das parcelas referentes a esses meses ficarão retidos. Quando o beneficiário voltar a apresentar uma frequência igual ou superior ao mínimo exigido, ele poderá receber os recursos bloqueados.
    Pagamento
    As folhas de pagamento dos incentivos são enviadas à Caixa Econômica Federal, responsável pela abertura das contas em nome dos próprios estudantes e pelos pagamentos.
    Os beneficiados podem consultar os dados sobre os pagamentos na página eletrônica do estudante dentro do site do programa Pé-de-Meia. É necessário fazer com login na conta da plataforma Gov.br
    Pé-de-Meia
    O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil.
    Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
    O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta do estudante.
    Dúvidas
    Estudantes, responsáveis e gestores escolares podem tirar dúvidas sobre o programa por meio da página eletrônica de Perguntas Frequentes do Pé-de-Meia, que reúne orientações detalhadas sobre o funcionamento do programa.
    Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Centro-Oeste tem três alertas ativos para chuvas e baixa umidade

    Centro-Oeste tem três alertas ativos para chuvas e baixa umidade

    O Centro-Oeste, Sudeste e norte da Região Sul permanecem nesta quarta-feira (26) com alerta amarelo de perigo potencial para chuvas e trovoadas, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
    Pode ocorrer tempestades especialmente no Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
    No Centro-Oeste do país há três alertas ativos. Um deles é amarelo de perigo potencial para tempestade no centro-sul do Mato Grosso do Sul, incluindo a capital Campo Grande.
    Os outros dois avisos são para baixa umidade do ar, sendo um laranja de perigo no leste e nordeste de Mato Grosso, noroeste e norte de Goiás e outro amarelo de perigo potencial nas demais áreas de Mato Grosso e Goiás, e no Distrito Federal.
    A temperatura mínima prevista é de 19 graus Celsius (°C) em Campo Grande e Brasília. A máxima chega a 39°C em Cuiabá.
    Na Região Norte, o aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar chega ao centro-sul de Tocantins, incluindo a capital Palmas. Há previsão de pancada de chuva isolada no norte do Amazonas e do Pará e em Roraima.
    Já no Acre, Rondônia e demais áreas do Amazonas e no Amapá pode ocorrer chuva isolada.
    Os termômetros nas capitais marcam mínima de 22°C em Palmas e a máxima chega a 38°C em Porto Velho.
    No Nordeste brasileiro, o dia é de poucas nuvens, com alerta laranja de perigo para baixa umidade do ar no extremo sul do Maranhão, sul do Piauí e noroeste da Bahia. A umidade melhora em direção ao centro do Maranhão, grande parte do Piauí, centro-sul do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco, e para as regiões norte e central da Bahia, onde o aviso é amarelo de perigo potencial.
    Há possibilidade de chuva isolada no leste de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. No litoral da Bahia, a chuva isolada pode ocorrer durante a noite.
    A temperatura entre as capitais será de 19°C a mínima, e 37°C a máxima, ambas em Teresina.
    No Sudeste instabilidades provocam chuvas isoladas em São Paulo, Rio de Janeiro, triângulo mineiro e sul de Minas Gerais, pela manhã.
    Durante a tarde, nessas regiões podem ocorrer chuvas mais intensas com trovoadas, inclusive no Espírito Santo. Durante a noite pode chover em todas as capitais da região.
    A temperatura mínima será de 15°C em São Paulo, e a máxima pode chegar a 30°C em Belo Horizonte.
    A Região Sul também está sob o alerta amarelo de perigo potencial para chuvas e trovoadas principalmente no Paraná e no centro-norte de Santa Catarina. No extremo sul do Rio Grande do Sul, divisa com o Uruguai, a nebulosidade aumenta com possibilidade de chuva isolada. Nas demais áreas o dia será de sol e poucas nuvens.
    Nas capitais, a temperatura mínima prevista é de 11°C em Porto Alegre, e a máxima de 27°C também em Porto Alegre.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br