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  • Ventos provocam danos na Costa Verde e na região serrana do RJ

    Ventos provocam danos na Costa Verde e na região serrana do RJ

    A ventania que atingiu o município do Rio de Janeiro, com ventos que ultrapassaram 105 quilômetros por hora (km/h), também afetou outras cidades da região metropolitana, como a Costa Verde e a região serrana.

    Em Angra dos Reis, na Costa Verde, a prefeitura informou que houve registro de rajadas de vento de até 104 km/h na tarde desta quarta-feira (29), que derrubaram árvores em diversos pontos da cidade e um veículo foi atingido pela queda. 

    Um pescador desapareceu na praia de Mambucaba, distrito de Angra dos Reis. A embarcação em que ele estava virou e o homem foi arrastado. O Corpo de Bombeiros tenta localizar o pescador.

    O município está em estado de alerta e o aviso meteorológico vale até as 23h59. Equipes da prefeitura trabalham para desobstrução das vias e no atendimento às ocorrências.

    Mangaratiba

    Na cidade de Mangaratiba, a ventania causou danos à rede elétrica com diferentes bairros ficando sem energia. Moradores relataram ainda quedas de galhos de árvores.

    Até o momento, não há informações sobre a quantidade de imóveis afetados ou previsão para a normalização do serviço.

    As embarcações de pesca e as lanchas de turismo retornaram do mar, devido aos fortes ventos que atingiram mais de 90 km/h.

    Itaguaí

    Em diferentes pontos de Itaguaí, moradores relataram quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de luz.

    As autoridades orientam a população a evitar áreas com risco de queda de árvores e fiação, além de acompanhar os comunicados oficiais sobre as condições do tempo.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • UNAIDS: Resposta global ao HIV perde força enquanto aumenta o risco de agravamento da epidemia

    UNAIDS: Resposta global ao HIV perde força enquanto aumenta o risco de agravamento da epidemia

    Relatório especial divulgado pelo UNAIDS na 26ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2026), realizada entre os dias 27 e 31 de julho na cidade do Rio de Janeiro (RJ), mostra que a redução do financiamento internacional e os cortes nos serviços comunitários e de prevenção ao HIV provavelmente levarão a um ressurgimento da epidemia.

    Embora as novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à AIDS estejam nos níveis mais baixos dos últimos 30 anos, a resposta atual ao HIV está fragilizada. Os esforços para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 estão em risco, a menos que a solidariedade global seja restaurada e as desigualdades sejam abordadas.

    Em 2025, globalmente, houve 1,2 milhão de novas infecções por HIV, mas o progresso é desigual. As novas infecções por HIV aumentaram em três regiões e em 21 países em 2025. 

    As metas 95-95-95 incluem 95% de todas as pessoas vivendo com HIV conhecem seu status sorológico; 95% de todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm acesso à terapia antirretroviral; e 95% de todas as pessoas em terapia antirretroviral apresentam supressão viral.
    Legenda: As metas 95-95-95 incluem 95% de todas as pessoas vivendo com HIV conhecem seu status sorológico; 95% de todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm acesso à terapia antirretroviral; e 95% de todas as pessoas em terapia antirretroviral apresentam supressão viral.
    Foto: © UNAIDS.

    Cerca de 22% das 41 milhões de pessoas vivendo com HIV não estavam em tratamento, e quase metade de todas as crianças vivendo com HIV não teve acesso à terapia antirretroviral em 2025. Cerca de 570 mil pessoas morreram por doenças relacionadas à AIDS em 2025.

    Sete países* alcançaram uma redução de quase 80% nas novas infecções desde 2010, e 11 países atingiram as metas de tratamento 95-95-95**, demonstrando que o progresso é possível.

    A ciência e a inovação oferecem uma grande oportunidade. O mundo se aproxima de uma revolução na prevenção do HIV, com medicamentos para a prevenção que oferecem um nível de proteção contra o HIV semelhante ao de uma vacina. Medicamentos injetáveis mensais e semestrais estão chegando ainda de forma lenta ao mercado, e comprimidos de uso mensal encontram-se em estágios avançados de testes. O que já está disponível e o que está em desenvolvimento são avanços extraordinários; no entanto, a escala e o acesso equitativo continuam sendo o maior desafio.

    “Os avanços científicos estão nos dando ferramentas com as quais as gerações anteriores só podiam sonhar”, afirmou a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima. 

    “No entanto, inovação sem acesso não é inovação, é injustiça. O verdadeiro teste do sucesso não é se os medicamentos existem, mas se as pessoas que precisam deles conseguem obtê-los, e a um preço acessível.”

    A diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, participa da 26ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2026). De 26 a 31 de julho, o Rio de Janeiro recebe pesquisadores, especialistas, sociedade civil e lideranças da resposta à AIDS para a Conferência AIDS 2026, que acontece pela primeira vez na América Latina.
    Legenda: A diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, participa da 26ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2026). De 26 a 31 de julho, o Rio de Janeiro recebe pesquisadores, especialistas, sociedade civil e lideranças da resposta à AIDS para a Conferência AIDS 2026, que acontece pela primeira vez na América Latina.
    Foto: © UNAIDS.

    O Brasil aumentou em 41% o número de pessoas que acessaram medicamentos de prevenção ao HIV pelo menos uma vez no último ano. Etiópia e Uganda também adotaram medidas para ampliar o acesso por meio de financiamento doméstico e de outras fontes, enquanto a África do Sul continua negociando preços para as injeções preventivas semestrais de lenacapavir.

    No entanto, apesar de ter participado dos ensaios clínicos do lenacapavir, o Brasil não recebeu uma licença voluntária da fabricante Gilead que permita preços mais acessíveis ou a introdução de versões genéricas, e está considerando o uso de licenciamento compulsório.

    A UNITAID, o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária e demais parcerias reuniram recursos para iniciar a implementação do lenacapavir com o objetivo de alcançar 3 milhões de pessoas até 2028, o que é uma notícia bem-vinda. Entretanto, isso representa apenas uma pequena fração da necessidade existente, alcançando atualmente apenas algumas milhares de pessoas. O UNAIDS estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à prevenção baseada em antirretrovirais para gerar um impacto real na redução das novas infecções por HIV.A Assistência Oficial ao Desenvolvimento (ODA) entrou em colapso. Os recursos financeiros dos países industrializados para o desenvolvimento internacional caiu 23% em 2025 — a maior queda já registrada — e uma grande parte dessa redução ocorreu na área da saúde global, afetando fortemente os programas de HIV.

    Países africanos de baixa renda, com altas dívidas e com elevada incidência da epidemia dependiam de ajuda externa para uma resposta eficaz à AIDS em seus países. Muitos desses países dependiam de financiamento externo para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.

    “A era de depender da ajuda internacional acabou”, declarou a diretora executiva Winnie Byanyima. 

    “Os países não podem esperar e não podem retroceder. O mundo deve corrigir urgentemente o sistema financeiro que já não é mais funcional e acelerar a reestruturação da dívida para que os governos possam investir no que mais importa: a saúde, a educação e o futuro de suas populações.”

    O financiamento internacional para o HIV proveniente de diversos países caiu mais de US$ 1,5 bilhão, passando de US$ 8,8 bilhões em 2024 para US$ 7,3 bilhões em 2025, uma redução de 18% e o menor nível registrado em quase duas décadas.

    Na AIDS 2026, o UNAIDS lançará o relatório global “Unidas e unidos para acabar com a AIDS”, que apresentará dados atualizados dos países, o progresso das metas globais e os impactos dos cortes no financiamento da resposta à AIDS.

    Legenda: Na Conferência Internacional AIDS 2026, o UNAIDS lançou o relatório global “Unidas e unidos para acabar com a AIDS”, que apresenta dados atualizados dos países, o progresso das metas globais e os impactos dos cortes no financiamento da resposta à AIDS.
    Foto: © UNAIDS.

    Os serviços de prevenção ao HIV eram amplamente financiados por recursos internacionais. Na África Subsaariana, por exemplo, 80% do financiamento para prevenção veio de financiamento internacional. Organizações lideradas pela comunidade receberam até 25% da assistência internacional para HIV em 2024. Pesquisas mostram que, em alguns países, essas organizações alcançaram 22% das pessoas vivendo com HIV e até 60% das populações marginalizadas com serviços essenciais para manutenção de prevenção e tratamento.

    Na ausência do apoio de países e organismos doadores e sem investimentos domésticos mais robustos, os serviços de prevenção e a prestação de serviços de HIV liderados pela comunidade correm risco de colapso total. O financiamento para preservativos foi reduzido em mais de 90% em alguns países. Um estudo realizado em 2026, abrangendo 47 países, identificou reduções acentuadas nos serviços comunitários:

    • 50% nos serviços comunitários de apoio à prevenção baseada em medicamentos e ao cuidado do HIV;
    • 85% nos serviços destinados a homens gays e outros homens que fazem sexo com homens;
    • 82% nos serviços para profissionais do sexo;
    • 72% nos serviços voltados a sobreviventes de violência baseada em gênero.

    Os direitos humanos estão sob ataque e observa-se um retrocesso em direitos, incluindo os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres, meninas e populações marginalizadas. Pela primeira vez desde que o UNAIDS começou a monitorar essas tendências, a criminalização das populações marginalizadas aumentou.

    Em 2025, Burkina Faso e Níger passaram a criminalizar relações sexuais consensuais entre pessoas do mesmo sexo, e o Senegal aumentou as penalidades para essas relações em 2026.

    Também em 2026:

    • 168 países criminalizavam o trabalho sexual;
    • 152 países criminalizavam a posse de pequenas quantidades de drogas;
    • 66 países criminalizavam relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo;
    • 14 países criminalizavam pessoas trans.

    “Não é possível acabar com a AIDS enquanto se criminalizam as pessoas que vivem com HIV e aquelas mais vulneráveis à infecção”, afirmou Winnie Byanyima. 

    “Quando as pessoas têm medo de prisão, violência ou discriminação, elas se afastam dos serviços de HIV. Os direitos humanos não são algo separado da resposta ao HIV; eles são essenciais para o seu sucesso.”

    Apesar dos retrocessos em direitos humanos, em junho de 2026, 149 Estados-membros adotaram uma Declaração Política sobre HIV e AIDS progressista, alinhada à Estratégia Global para a AIDS do UNAIDS 2026-2031 e às metas para 2030.

    As novas metas para 2030 incluem:

    • 40 milhões de pessoas em tratamento;
    • 20 milhões de pessoas com acesso à prevenção baseada em antirretrovirais;
    • Menos de 10% das pessoas vivendo com HIV ou em risco de infecção sofrendo estigma e discriminação;
    • Menos de 10% das mulheres e meninas e das pessoas vivendo com HIV ou em risco enfrentando desigualdade de gênero e violência;
    • Menos de 10% dos países mantendo ambientes legais e políticos punitivos que neguem ou limitem o acesso aos serviços de HIV.

    Se totalmente alcançados, esses compromissos evitarão 3,2 milhões adicionais de novas infecções por HIV e 1,3 milhão de mortes relacionadas à AIDS até 2030.

    “Apesar dos enormes desafios, acabar com a AIDS ainda está ao nosso alcance”, disse Winnie Byanyima no Rio de Janeiro. 

    “Na AIDS 2026, o UNAIDS conclama todas as parcerias e governos a se remobilizarem e avançarem para alcançar as metas ambiciosas estabelecidas na Declaração Política. Isso exigirá solidariedade renovada, financiamento sustentável e compromisso inabalável com os direitos humanos. A escolha diante de nós é nítida: recuar e arriscar um ressurgimento da epidemia, ou repensar, reconstruir e avançar para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030.”

    Para saber mais, siga @unaidsbrasil e acesse a página do UNAIDS Brasil! 

    Notas:

    *Benin, Essuatíni, Quênia, Lesoto, Nepal, Ruanda e Zimbábue são os países que alcançaram quase 80% de redução nas novas infecções desde 2010.

    **Metas 95-95-95: 

    • 95% de todas as pessoas vivendo com HIV conhecem seu status sorológico;
    • 95% de todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm acesso à terapia antirretroviral;
    • 95% de todas as pessoas em terapia antirretroviral apresentam supressão viral.

    Contato para imprensa internacional: 

    Contato para imprensa brasileira: 

    Fonte: brasil.un.org

  • PSB oficializa candidatura de Alckmin à Vice-Presidência da República

    PSB oficializa candidatura de Alckmin à Vice-Presidência da República

    O Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e a candidatura à reeleição de Geraldo Alckmin como vice-presidente. Alckmin se filiou ao partido em março de 2022 e pouco depois integrou a chapa de Lula nas eleições daquele ano.

    A oficialização da coligação PSB-PT foi efetuada na noite desta quarta-feira (29), em Brasília. A oficialização do nome de Lula só deve ocorrer no próximo domingo (2), na convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).

    Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho é médico, com especialidade em Anestesiologia, e professor universitário. Foi prefeito de Pindamonhangaba (1977-1982), deputado estadual (1983- 1987) e deputado federal (1987-1995), sempre por São Paulo. Governou o governo de São Paulo de 2003 a 2006, após ter sido vice de Mário Covas de 1995 a 2001.

    Concorreu à Presidência da República em 2006 e 2018. Em 2022, filiou-se ao PSB e foi eleito vice-presidente da República em chapa formada com Lula.

    A Agência Brasil vai acompanhar os resultados das convenções nacionais partidárias.

    As próximas convenções com datas marcadas são:

    • Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho
    • Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho
    • Partido Verde (PV) – 31 de julho
    • Partido da Causa Operária (PCO) – 1º de agosto
    • Partido dos Trabalhadores (PT) – 2 de agosto
    • Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 2 de agosto


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • TRE-SP multa Lula por propaganda eleitoral antecipada; cabe recurso

    TRE-SP multa Lula por propaganda eleitoral antecipada; cabe recurso

    O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) multou no valor de R$ 15 mil o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por campanha eleitoral antecipada. Cabe recurso da decisão. 

    O diretório paulista do partido Missão entrou com uma representação no tribunal questionando fala do presidente Lula durante um evento em 19 de maio, em São Paulo, transmitido pelo canal oficial do presidente no YouTube. O partido alega que Lula teria pedido votos em favor de Simone Tebet e Marina Silva, pré-candidatas ao Senado por São Paulo. 

    Para o juiz auxiliar de Propaganda, Ronnie Herbert Barros Soares, a fala “contém inequívoca solicitação de apoio eleitoral”. 

    Na ação, a defesa de Lula argumentou que a manifestação tinha caráter institucional e sem conteúdo eleitoral, com a “inexistência de pedido explícito de voto”.

    Simone Tebet e Marina Silva foram acionadas na representação, mas o juiz entendeu que não deveriam sofrer sanções, pois não têm responsabilidade pela declaração. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • EBC lança convocatória do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas

    EBC lança convocatória do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas

    A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou nesta terça-feira (28) a convocatória nacional para a primeira edição do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas.

    Criada pela TV Brasil e pela Petrobras, a iniciativa vai reconhecer atletas, treinadoras, equipes técnicas, gestoras e clubes que se destacarem no futebol feminino brasileiro ao longo da temporada de 2026.

    >> Confira aqui o regulamento

    A premiação nasce com a proposta de se consolidar como a principal honraria exclusiva dedicada à modalidade no país. O prêmio pretende valorizar o desempenho esportivo, as boas práticas de gestão, a responsabilidade social e a visibilidade das protagonistas do futebol feminino dentro e fora de campo.

    Antonia Pellegrino, presidente da EBC, observa que a TV Brasil se consolidou nos últimos anos como “tela do futebol feminino”, exibindo os principais campeonatos da modalidade e também as categorias de base.

    Para ela, o prêmio reforça esse compromisso em um momento decisivo para o esporte, às vésperas da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, que será realizada no Brasil.

    “Há poucos anos, seria difícil imaginar a mídia pública brasileira ocupando um lugar de protagonismo nas principais conversas sobre o futuro do futebol feminino. Essa posição foi construída porque a TV Brasil decidiu investir na modalidade de forma consistente, muito antes de ela se tornar consenso. O Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas é mais um passo nesse compromisso. Queremos ajudar a construir um legado para a Copa do Mundo de 2027, valorizando quem faz a história do futebol feminino todos os dias e contribuindo para que a modalidade ocupe o lugar que merece no esporte e na cultura brasileira”, afirma Pellegrino.

    Etapas

    O Prêmio será concedido para preencher uma lacuna histórica: a inexistência no Brasil de uma premiação exclusiva dedicada ao futebol feminino. A iniciativa estabelece reconhecimento técnico e simbólico, com categorias que vão desde “jogadora da temporada” e “treinadora ou treinador do ano” até distinções institucionais como o “melhor departamento de futebol feminino”.  

    Nesta primeira etapa, a convocatória nacional apresenta o prêmio ao público, aos clubes, às atletas e à imprensa. A fase marca o lançamento oficial da iniciativa e abre o processo de divulgação das categorias, das regras gerais e do calendário da premiação.

    Entre as categorias está a Craque da Torcida, única modalidade com votação aberta ao público. A votação popular será aberta em agosto, em página a ser divulgada posteriormente, e vai permitir que torcedoras e torcedores escolham, entre 18 jogadoras, sendo uma representante de cada clube da Série A1, a atleta de maior destaque na avaliação da torcida.

    As demais categorias terão votação restrita ao júri técnico composto por representantes dos clubes participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino A1 2026. São elas: Melhor Jogadora da Temporada em Competições Nacionais, Artilheira da Temporada em Competições Nacionais, Jogadora Revelação em Competições Nacionais, Melhor Treinadora ou Treinador em Competições Nacionais, Gol Mais Bonito em Competições Nacionais, Departamento de Futebol Feminino da Temporada e Seleção da Temporada, formada por 11 jogadoras distribuídas por posição.

    Também está prevista a concessão do Prêmio Especial Futebol Feminino Contra o Feminicídio, voltado a reconhecer ações de clubes no enfrentamento à violência contra a mulher.

    A campanha do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas tem como mote “Celebrando quem faz história no futebol feminino”. A estratégia prevê ações ao longo da temporada para aproximar atletas do público, ampliar a identificação com a modalidade, fortalecer a presença do futebol feminino na cultura esportiva brasileira e incentivar a participação das torcidas.

    A cerimônia oficial de entrega do prêmio está prevista para 15 de novembro de 2026, em São Paulo, com transmissão pela TV Brasil.

    O lançamento do prêmio ocorreu em 3 de março deste ano, no mesmo dia em que foi anunciada a iniciativa nacional liderada pela NO MORE Foundation, Embratur, EBC e Consórcio Cristo Sustentável para a prevenção da violência contra mulheres e meninas, que utilizará o ciclo da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027™ como plataforma global de mobilização.  

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    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Rio de Janeiro tem duas mortes e um desaparecido depois de ventania

    Rio de Janeiro tem duas mortes e um desaparecido depois de ventania

    Duas pessoas morreram com o desabamento de um muro em Santa Teresa, na região central da capital fluminense, depois da ventania que atingiu o estado do Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (29). A informação é do Corpo de Bombeiros (CBMERJ), que registrou 185 ocorrências até o momento.

    Foram 93 quedas de árvores, 31 salvamentos de pessoas e 5 desabamentos. Um pescador está desaparecido em Tarituba, Angra dos Reis, na Costa Verde. A Secretaria de Estado de Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros dizem atuar de forma integrada e que um gabinete de crise foi instalado na Sala de Situação do Comitê de Enfrentamento ao El Niño.

    O Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN-RJ) emitiu alerta sobre os efeitos da aproximação de uma frente fria pelo oceano, com impacto nas regiões Costa Verde, Sul II, Baixada Fluminense, Metropolitana, Baixada Litorânea e Norte Fluminense. A vigência é até às 7h de quinta-feira (30).

    Apagão

    Diversos bairros da capital ficaram sem luz durante a tarde. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que, por causa dos ventos fortes, ocorreram desligamentos na rede de distribuição e transmissão a partir das 15h57. Houve impacto no Sistema Interligado Nacional (SIN) que atende a área Rio. Às 16h38 houve o desligamento da Subestação Grajaú.

    Segundo o ONS, todas as cargas foram 100% normalizadas às 17h35. Desde o início da ocorrência, foi verificada uma redução de carga de cerca de 1500 MW.

    A concessionária de energia Light confirmou que uma ocorrência externa ao sistema afetou o fornecimento de energia em toda a Zona Sul e o Centro, além dos bairros da Tijuca, Campo Grande, Santa Cruz e Guaratiba.

    Transportes

    O Aeroporto Santos Dumont suspendeu as operações entre 16h52 até 18h56. Segundo a Infraero, foi feita uma vistoria na pista para limpeza de detritos antes da liberação para pousos e decolagens.

    Até o momento, nove voos alternaram para outros aeroportos e outros sete voos tiveram as decolagens canceladas.

    Já no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), quatro voos que iriam pousar foram encaminhados para outros aeroportos.

    Segundo a TrensRJ, que administra o sistema ferroviário da cidade, as operações continuam suspensas para realização de vistorias. O objetivo é garantir o retorno seguro da circulação dos trens.

    A concessionária Metrô Rio disse que o funcionamento das três linhas na cidade foi interrompido às 16h40. Passageiros relataram nas redes sociais que ficaram presos dentro das composições. Horas depois, a empresa divulgou que a circulação das linhas 1, 2 e 4 estava em processo de normalização.

    Previsão do tempo

    Os impactos da ventania levaram a Prefeitura do Rio de Janeiro a decretar Estágio 2 em uma escala de níveis de atenção que vai de 1 a 5, o que significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade.

    Há previsão de chuva fraca em pontos isolados para as próximas horas, além de ventos moderados a muito fortes.

    Para quinta-feira (30), o Alerta Rio, sistema meteorológico da Prefeitura, prevê que os ventos estarão moderados e as temperaturas em queda. Céu deverá ficar parcialmente nublado e é esperada chuva fraca, isolada, a partir da tarde.


    Rio de Janeiro - 29/07/2026 - ventania causa estragos no Rio. Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Rio de Janeiro – 29/07/2026 – ventania causa estragos no Rio – Tânia Rêgo/Agência Brasil


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Força-tarefa resgata 89 pessoas em condições degradantes de trabalho

    Força-tarefa resgata 89 pessoas em condições degradantes de trabalho

    Força-tarefa coordenada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho resgatou 89 trabalhadores em condições degradantes durante a colheita de café em três propriedades rurais localizadas nos municípios de Alto Caparaó, Mutum e Santana do Manhuaçu, na Zona da Mata mineira.

    A operação, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal (PF), reforça a importância da atuação integrada para coibir violações de direitos trabalhistas e combater trabalho em condições análogas à escravidão.

    Todos os trabalhadores exerciam suas atividades sem registro em carteira e estavam submetidos a condições degradantes de trabalho e de alojamento. 

    A informação foi dada nesta quarta-feira (29) à Agência Brasil pelo auditor-fiscal do Trabalho Wallace Pacheco, representante da Delegacia Sindical de Minas Gerais (DS-MG) e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait).

    “Em uma das propriedades, não havia trabalhadores alojados, em uma condição muito precária nas frentes. Todos estavam em informalidade, não se encontravam registrados, não tinham garantido o mínimo acesso a equipamentos de proteção individual (EPIs), não tinham acesso à situação sanitária na frente de trabalho”, disse. 

    Pacheco destacou que além de exercerem suas atividades sem registro em carteira, havia homens e mulheres entre os trabalhadores que tinham que fazer suas necessidades no mato, “por absoluta impossibilidade ou omissão de fornecimento de instalações sanitárias nas frentes de trabalho”.

    Os trabalhadores estasvam alojados em “condições muito ruins, degradantes mesmo”, disse o auditor-fiscal do Trabalho.

    Indenização

    A força conjunta constatou falta de monitoramento das condições mínimas de alojamento nas duas propriedades. Durante a fiscalização, os empregadores foram notificados para promover a regularização, ou seja, registrar todas as pessoas e, imediatamente, fazer a rescisão indireta do contrato de trabalho desses trabalhadores, uma vez que a rescisão se dá por culpa do empregador, segundo Wallace Pacheco.

    Será gerada para cada trabalhador, além das demais verbas rescisórias, também o aviso prévio indenizado que, normalmente, no contrato de safra, se tivesse tudo regular, não seria necessário se se estivesse tudo regular.

    Duas das propriedades quitaram integralmente o que havia sido calculado pelos fiscais como verbas rescisórias para cada um. Uma das propriedades, entretanto, questionou os valores e quitou parcialmente as verbas referentes às horas dos empregados que constavam da relação encaminhada na notificação.

    Caso a empresa não apresente provas, além das autuações decorrentes da situação degradante de trabalho, ela será penalizada também por falta de pagamento integral das verbas rescisórias e encaminhada posteriormente para o Ministério Público Federal, em relatório, com especificação dessa situação.

    Até o momento, os trabalhadores receberam R$ 654.600,00 em verbas rescisórias. Faltam ainda ser quitados em torno de R$ 180.200,00. Essa é a diferença que um dos empregadores questiona e que, agora, a força tarefa vai apurar de forma mais detalhada.

    Autuações e multas

    Caso se confirme o que foi apurado ao longo da fiscalização, a empresa sofrerá outras autuações em decorrência dessa omissão. 

    Pacheco informou que as três empresas serão autuadas com base no Artigo 444 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que trata da livre negociação entre patrão e empregado, sem violar a lei, que vai descrever todas as condições encontradas naquele ambiente de trabalho que caracterizaram uma condição laboral degradante.

    As empresas serão autuadas ainda de acordo com o Artigo 149 do Código Penal Brasileiro, que tipifica o crime de reduzir alguém à condição análoga à de escravo, por meio de trabalhos forçados, jornadas exaustivas, condições degradantes ou restrição de locomoção. A pena prevista é de reclusão de 2 a 8 anos e multa.

    O auditor-fiscal informou que os proprietários poderão sofrer ainda autuações relativas à falta de registro, não pagamento de salário, jornadas exaustivas.

    “Nós temos diversas autuações relativas ao meio ambiente de trabalho, tanto nas frentes de trabalho, quanto nos alojamentos”, afirmou.

    Pacheco disse que assim que houver o julgamento do auto de infração, após a defesa do empregador, caso quite a multa no prazo inicial definido, terá 50% de desconto.

    Independente do pagamento das multas decorrentes dos autos de infração, o empregador será incluído no cadastro de empregadores que foram flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas de escravidão, mais conhecido como “lista suja”.

    Seguro-desemprego

    Os 89 trabalhadores resgatados não estão mais trabalhando nas propriedades. Todos foram cadastrados também no sistema de seguro-desemprego e vão receber, a partir do mês de agosto, seis parcelas do seguro-desemprego, equivalentes a um salário mínimo cada, caso permaneçam sem nenhuma colocação.

    “Caso tenham um emprego formal ou qualquer outro tipo de renda, o benefício é suspenso. Mas, não tendo emprego, eles terão o suporte, o amparo de, pelo menos, seis parcelas de um salário mínimo para cada um deles”, esclareceu Wallace Pacheco.

    Os que vieram de outros estados, como da Bahia, por exemplo, tiveram o custo total do transporte para sua localidade de origem suportado pelos empregadores. Para cada irregularidade cometida na área de segurança, os empregadores poderão pagar multas no valor de R$ 3.500 a R$ 3.600 cada. A área engloba o não fornecimento de equipamento de proteção individual e de instalações sanitárias.

    Na área de alojamentos, houve multa para a falta de colchões, para a falta de armários, de camas adequadas, de local para higiene. “As multas vão se somando”, explicou Pacheco. Há possibilidade de os empresários sofrerem multa administrativa do Ministério do Trabalho.

    O Ministério Público do Trabalho, por sua vez, propôs um termo de ajuste de conduta, que foi aceito por duas empresas, que vão se ajustar para evitar situações semelhantes no futuro. Em relação à empresa que não aceitou, será proposta uma ação civil pública pelo MPT.

    Para a Delegacia Sindical em Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho, operações como essa demonstram a relevância da Auditoria-Fiscal do Trabalho na proteção da dignidade humana e na promoção do trabalho decente, especialmente em setores historicamente marcados pela vulnerabilidade social.

    A delegacia sindical destaca que o combate ao trabalho análogo à escravidão depende da continuidade das ações de fiscalização, da atuação integrada entre os órgãos públicos e da responsabilização dos empregadores que desrespeitam a legislação trabalhista.

    Além das operações de resgate, a prevenção e a conscientização da sociedade são fundamentais para reduzir a vulnerabilidade dos trabalhadores e impedir novas violações de direitos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil rejeita prorrogação de emergência nacional dos EUA

    Brasil rejeita prorrogação de emergência nacional dos EUA

    O governo brasileiro repudiou nesta terça-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de prorrogar por mais um ano a declaração de emergência nacional em relação ao Brasil.

    Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o Executivo classificou como infundadas as justificativas apresentadas pela Casa Branca e reafirmou a soberania nacional e a independência entre os Poderes.

    Segundo a manifestação oficial, a decisão estadunidense repete acusações sem respaldo nos fatos ao sustentar que o Brasil representa uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

    Na nota, o governo brasileiro afirma que a declaração “reitera argumentos infundados e inverídicos” ao mencionar supostas violações à liberdade de expressão, aos direitos humanos e alegações de perseguição política a um ex-presidente brasileiro, sua família e apoiadores.

    O Executivo também declarou que “é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos”.

    Ainda de acordo com a Secom, as acusações já foram amplamente rebatidas em reuniões entre autoridades dos dois países. O governo ressaltou que o Poder Judiciário brasileiro atua de forma independente e em conformidade com a Constituição Federal.

    Medida renovada

    Na terça-feira (29), a Casa Branca anunciou a prorrogação, por mais um ano, da emergência nacional em relação ao Brasil, mantendo em vigor a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em 30 de julho de 2025.

    Após a publicação no Federal Register, o diário oficial do governo estadunidense, e o encaminhamento ao Congresso dos Estados Unidos, a medida permanecerá em vigor pelo menos até 30 de julho de 2027.

    Na justificativa, o governo estadunidense afirma que continuam existindo as condições que motivaram a edição da Ordem Executiva 14323. Segundo essa ordem, políticas e ações adotadas pelo governo brasileiro representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

    A Casa Branca também voltou a acusar autoridades brasileiras de restringirem a liberdade de expressão de cidadãos e empresas estadunidenses, de promoverem violações de direitos humanos e de adotarem medidas que afetariam interesses dos Estados Unidos.

    O texto cita ainda decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas à remoção de conteúdos em plataformas digitais e à prisão de pessoas por manifestações, classificadas pelo governo estadunidense como atos de censura. O documento também repete a alegação de que um ex-presidente brasileiro, familiares e apoiadores estariam sendo alvo de perseguição política.

    Escalada diplomática

    A renovação da emergência nacional ocorre após um ano de agravamento das tensões entre Brasília e Washington. Desde a edição da ordem executiva, em julho de 2025, a administração Trump adotou uma série de medidas contra o Brasil, incluindo a abertura de investigações comerciais, a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e críticas às decisões do STF sobre moderação de conteúdo em plataformas digitais e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Em resposta, o governo brasileiro intensificou as negociações diplomáticas com autoridades estadunidenses e contestou as medidas na Organização Mundial do Comércio (OMC), sob o argumento de que as tarifas violam regras do comércio internacional. Integrantes do Executivo também têm reiterado que o Judiciário atua de forma independente, enquanto o STF sustenta que suas decisões seguem a Constituição e a legislação brasileira.

    Apesar das tratativas diplomáticas, as medidas adotadas pela administração estadunidense foram mantidas e ampliadas ao longo do último ano. A nota divulgada pela Secom representa a primeira manifestação oficial do governo brasileiro após o anúncio da prorrogação da emergência nacional.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Defesa Civil reconhece situação de emergência em duas cidades gaúchas

    Defesa Civil reconhece situação de emergência em duas cidades gaúchas

    A Defesa Civil Nacional, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, reconheceu a situação de emergência nos municípios gaúchos de São Sebastião do Caí e Feliz. As duas cidades foram bastante afetadas pelas chuvas dos últimos dias.

    Outras duas cidades, Marques de Souza e Palmitinho, estão com o processo de reconhecimento em andamento.

    O reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública é importante pois, assim, os municípios podem solicitar recursos para ações de defesa civil. A solicitação deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

    As chuvas no Rio Grande do Sul se intensificaram nos últimos dias. Até a última segunda-feira (27), 218 municípios e 59.967 pessoas foram afetados, segundo o Centro de Operações da Defesa Civil do Estado (Codec).

    Somente nesta terça-feira (28), 114 municípios foram atingidos por queda de granizo, vendaval, chuva intensa e um tornado.

    Há previsão de mais tempestades no próximo fim de semana.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • El Niño: investimentos para conter impactos climáticos somam R$ 1,3 bi

    El Niño: investimentos para conter impactos climáticos somam R$ 1,3 bi

    Estocagem de alimentos, monitoramento climático, fiscalização ambiental e combate a incêndios, são algumas das medidas a serem tomadas pelo governo federal para reduzir os impactos do El Niño no país.

    As providências a serem tomadas em relação ao fenômeno climático que aumenta a temperatura no Oceano Pacífico e provoca alterações no clima de todo o país foram anunciadas pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, nesta quarta-feira (29), com previsões de investimentos recentes e os previstos para o segundo semestre. O total de investimentos vai chegar a R$ 1,3 bilhão, segundo a ministra.

    Além da compra de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para compor os estoques públicos, serão adquiridas 350 mil cestas de alimentos para povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.

    O El Niño provoca seca no Norte e Nordeste do país, atraso das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste, e enchentes na região Sul do Brasil. Diante dessa situação, diferentes medidas devem ser tomadas para cada região.

    Para a Região Sul, o governo federal anunciou investimentos em Defesa Civil, para pronto atendimento às emergências, e ações corretivas em barragens e diques, com ajuda de estados e municípios.

    Para as regiões de seca, houve ampliação no número de brigadistas federais, além da aquisição de equipamentos para prevenção e combate a incêndios florestais. Também há ações em andamento visando a segurança hídrica, sobretudo no Nordeste do país.

    Investimentos

    O governo já vem, segundo a ministra Miriam Belchior, trabalhando para diminuir os impactos climáticos. Entre as ações já adotadas está a redução no desmatamento. Houve queda de 50% na Amazônia, de 32,5% no Cerrado e 63% no Pantanal. 

    Outra providência lembrada pelo governo foi o processo de restauração florestal em 3,4 milhões de hectares.

    Há também investimento na integração do Rio São Francisco, para minimizar os impactos da seca no Nordeste do país. São 12 milhões de pessoas beneficiadas com investimentos nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

    Outros investimentos em segurança hídrica, que não passam pelo Rio São Francisco, são em adutoras, canais, cisternas, novos reservatórios e barragens em recuperação. Esses investimentos ocorrem no Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

    Com a redução dos níveis dos rios, em virtude da seca, existe menos vazão para uso de hidrelétricas e isso aumenta o custo de energia. Geralmente, nesse cenário, as termelétricas, uma fonte de energia mais cara, são ligadas. 

    Segundo o governo, estão sendo investidos R$ 118 bilhões em geração de energia, com diversificação da matriz energética.

    Esse investimento tem sido feito em geração de energia eólica e solar, além da expansão das linhas de transmissão de onde não há problema hídrico para onde existe queda na geração.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br