Valor representa alta de 7,12% na comparação com mesmo período de 2025
O governo federal acumula arrecadação de R$ 2,019 trilhões, de janeiro a agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. Além da inflação medida pelo IPCA, para o período, o valor representa crescimento de 7,12% na comparação com os mesmos oito meses de 2025.
Em agosto, a arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões. O valor representa alta acima de inflação de 8,25% em relação a agosto do último ano. Desse total, R$227,8 bilhões arrecadados são administrados pela Receita Federal, excluídos os fatores não recorrentes e de alterações na legislação.
De acordo com análise divulgada pelo órgão, os acréscimos são resultado do aumento na arrecadação da contribuição para a Previdência Social, Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que reflete o aumento das vendas.
Também o avanço nas arrecadações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), além do desempenho da arrecadação do Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), foi determinante nos resultados apresentados.
Neste mês, o Imposto de Exportação sobre óleo bruto também teve destaque entre os fatores que alavancaram os resultados, com arrecadação de R$1,9 bilhão em agosto, o que resultou no acumulado de R$9,9 bilhões de janeiro a agosto de 2026.
Declaração foi feita na abertura da assembleia geral da organização
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (22) que a Organização das Nações Unidas (ONU) vive, desde 2003, seu momento mais crítico. “A ONU está falhando em uma de suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa”.
“O sentimento que me move hoje é o da indignação”, disse . “A capacidade da ONU de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exércitos nem arsenais, nunca foi tão pequena”, completou.
A declaração foi feita durante a abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Em sua fala, Lula lembrou que essa é a 10ª vez em que abre o debate geral e, da tribuna, voltou a criticar especificamente o trabalho do Conselho de Segurança da organização.
“Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel”, disse. “Em 1946, já na primeira sessão dessa assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez”.
Antes do pronunciamento, Lula se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O presidente brasileiro subiu à tribuna logo no início da sessão, antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na segunda-feira (21), Lula se reuniu, já em Nova York, com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e com o senador americano Bernie Sanders.
Após o discurso na assembleia geral da ONU, ele deve deixar Nova York ainda nesta terça-feira. O embarque está previsto para 13h50 no horário local, 14h50 no horário de Brasília, com chegada à capital federal prevista para as 23h40.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou a segunda morte decorrente do forte temporal que atingiu o estado nessa segunda-feira (21). A vítima é uma adolescente que estava desaparecida no município de Caxias do Sul.
Outras três pessoas estão desaparecidas no município, que chegou a registrar 159,4 milímetros de chuva ontem.
A primeira morte confirmada no estado foi a de um motociclista atingido pela queda de fios de alta tensão no momento do temporal na cidade de Pelotas. De acordo com a prefeitura de Pelotas, o evento climático, caracterizado principalmente por um forte vendaval que chegou a alcançar 89 km/h, provocou destelhamentos, quedas de árvores e de postes e falta de energia em diversos pontos da cidade.
Os temporais ocorridos no estado também deixaram três pessoas feridas nas cidades de Aceguá, Caxias do Sul e Santa Maria.
Balanço divulgado nesta manhã (22) pela Defesa Civil informou que, desde a última sexta-feira (18), foram registradas 151 ocorrências relacionadas a fortes ventos e chuvas em 146 municípios do estado.
No total, mais de 527 mil pessoas de todo o estado foram afetadas pelos eventos climáticos dos últimos dias, sendo que 413 delas estão desabrigadas e 2.732, desalojadas.
Os fortes ventos e chuvas também provocaram danos em 38 estabelecimentos de ensino e em 17 estabelecimentos de saúde.
Caminhos mais acessíveis, ruas mais seguras, áreas verdes, espaços para brincar e mais lugares de convivência. Esses foram alguns dos desejos apresentados por 60 crianças da rede municipal de ensino de Juiz de Fora, que participaram, entre os dias 1º e 3 de setembro, das Oficinas de Desenho de Espaços Públicos, realizadas no âmbito do projeto Tecendo a Cidade – Planejando com Viés Participativo.
A iniciativa é desenvolvida pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP), em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). As atividades reuniram estudantes do 4º e 6º ano, de 9 a 12 anos, das escolas municipais Georg Rodenbach, no bairro Grama; Áurea Bicalho, no bairro Linhares; e Antônio Carlos Fagundes, no bairro Francisco Bernardino.
O objetivo da proposta foi compreender, a partir da perspectiva das crianças, os desafios encontrados nos espaços públicos e nos trajetos próximos às escolas dos territórios onde vivem, considerando também suas percepções sobre os espaços urbanos em diferentes escalas, do entorno imediato e dos caminhos cotidianos à cidade como um todo, bem como as mudanças que gostariam de ver nesses espaços. O material produzido durante as oficinas será sistematizado pelas equipes do ONU-Habitat e da Prefeitura de Juiz de Fora e servirá de subsídio para a elaboração de propostas preliminares de novos espaços públicos.
“A parceria com o ONU-Habitat é muito importante porque nos permite acessar metodologias e experiências que dialogam com aquilo que acreditamos e buscamos construir na Secretaria: uma cidade planejada com participação popular. E, quando falamos em participação, precisamos ampliar essa escuta e aprender também a ouvir as crianças”, destaca a Secretária de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular de Juiz de Fora, Cidinha Louzada.
Arquitetas e arquitetos por um dia
A oficina de Desenho de Espaços Públicos convida as crianças a olhar para a cidade a partir de suas próprias experiências e a pensar em soluções para os espaços que fazem parte de seu cotidiano. Para isso, o ONU-Habitat utiliza diferentes ferramentas participativas, como caminhadas exploratórias virtuais, mapeamento afetivo dos bairros, um jogo de cartas com soluções urbanas e a construção de maquetes. As atividades estimulam os estudantes a observar os lugares que frequentam, identificar situações que gostariam de transformar e imaginar como esses espaços poderiam ser mais seguros, acessíveis, acolhedores e adequados às necessidades de diferentes pessoas.
Na dinâmica do “baralho de soluções urbanas”, os estudantes foram divididos em grupos temáticos — Mobilidade, Identidade, Segurança, Instalações, Brincar e Natureza — e escolheram cartas com diferentes possibilidades de intervenção nos espaços públicos. Além de selecionar as soluções, as crianças foram convidadas a explicar por que aquelas mudanças seriam importantes para os lugares onde vivem.
Ao pensar a cidade, as crianças também foram estimuladas a olhar para aspectos que vão além da infraestrutura, considerando elementos relacionados à cultura, ao conforto e ao cuidado com o ambiente. A estudante do 6º ano da Escola Municipal Georg Rodenbach Maria Eduarda Santos de Oliveira destacou a importância de valorizar a identidade dos territórios, criar espaços de convivência mais agradáveis e ampliar as possibilidades de descarte adequado de resíduos.
Legenda: As oficinas contaram com 60 alunos de 9 a 12 anos e as maquetes produzidas com melhorias de espaços públicos serão transformadas em projetos preliminares.
“No jogo, eu pensei em colocar mais artes nas ruas para representar a nossa cultura e as nossas histórias. Também gostei de pensar em praças com mais lugares tranquilos e árvores que façam sombra, deem abrigo e ajudem a refrescar. Faz muito calor e temos muita poluição por causa do lixo na praça. Por isso, acho que precisamos de mais lixeiras para separar papel, materiais orgânicos e plástico e deixar a cidade melhor.”
Arthur de Almeida Guedes, estudante do 6º ano da Escola Municipal Georg Rodenbach, participou do grupo Mobilidade e escolheu calçadas largas, sinalização nas ruas e rampas de acesso. “Escolhi calçadas largas porque aqui perto da escola as calçadas são muito pequenas e são difíceis de passar. Também escolhi rampas de acesso, para pessoas com deficiência passarem”.
Em outra dinâmica, os estudantes foram convidados a imaginar quais mudanças gostariam de ver na cidade. Helena Lopes da Silva Alves, estudante do 6º ano da Escola Municipal Áurea Bicalho, destacou a criação de mais parquinhos e a melhoria da estrutura dos espaços.
“Se eu fosse arquiteta da cidade, eu melhoraria a estrutura e faria mais parquinhos para as crianças. Também colocaria mais árvores, faria mais abrigos para animais e para as pessoas e melhoraria tudo.”
O mapeamento afetivo ampliou essa reflexão a partir da relação das crianças com os territórios onde vivem. Os estudantes registraram lugares de que gostam, espaços que frequentam e situações que consideram importantes, além de identificar pontos que poderiam ser melhorados. A atividade também contemplou os trajetos percorridos a pé entre suas casas, os pontos de ônibus e as escolas. Ao percorrer esses caminhos, as crianças foram estimuladas a observar aspectos como segurança, iluminação, limpeza, conservação das ruas, acessibilidade e condições de circulação.
Pedro Leonardo Martins de Souza, estudante do 6º ano da Escola Municipal Áurea Bicalho, destacou a segurança nos trajetos até a escola.“Se eu fosse o arquiteto da cidade por um dia, eu mudaria muitas coisas na segurança. A minha mãe não me deixa ir para a escola sozinho porque a rua é muito movimentada e tem muitos acidentes. Então, seria muito bom ter mais sinalização e faixas de pedestres.”
Na etapa final, as ideias deixaram o papel e ganharam forma nas maquetes. Com os elementos construídos, os estudantes puderam representar as transformações que gostariam de ver nos espaços públicos de seus bairros, materializando propostas pensadas a partir de suas próprias experiências.
Ao final das oficinas, as crianças receberam a medalha e o certificado Talento da Cidade, como reconhecimento pela participação e pelos esforços criativos dedicados a imaginar uma Juiz de Fora melhor para todas as pessoas.
Próximos passos
As ideias e propostas construídas pelas crianças ao longo das oficinas passam, agora, a integrar as próximas etapas do projeto. O material produzido será sistematizado pelas equipes do ONU-Habitat e da Prefeitura de Juiz de Fora, contribuindo para o desenvolvimento de propostas preliminares para os espaços públicos e para a construção de um caderno metodológico que reúna os aprendizados da experiência e apoie sua aplicação em outros territórios.
“Há cerca de dois anos, a SEDUPP vem realizando pesquisas, levantamentos e análises sobre as características que podem tornar os bairros mais adequados para as crianças. Por isso, a parceria com o ONU-Habitat representa uma oportunidade de aprofundar esse trabalho a partir da escuta direta de meninas e meninos. As informações produzidas nas oficinas vão nos ajudar a compreender como as crianças percebem e vivenciam a cidade, em diferentes escalas e a partir da sua escala humana, e a incorporar essa perspectiva ao planejamento urbano, subsidiando a elaboração de espaços públicos mais inclusivos, acessíveis e adequados para elas”, explica Julia Daibert, coordenadora do Departamento de Intervenções Urbanas da SEDUPP e da iniciativa Tecendo a Cidade pela Prefeitura de Juiz de Fora.
A metodologia utilizada em Juiz de Fora integra uma experiência que vem sendo desenvolvida pelo ONU-Habitat em diferentes cidades do Brasil e da América do Sul. Em Foz do Iguaçu (Brasil), Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina), estudantes participaram de oficinas que resultaram em anteprojetos arquitetônicos para praças próximas às escolas. Em São Gonçalo (RJ), as contribuições de cerca de 30 crianças da comunidade da Ipuca subsidiaram uma proposta de projeto arquitetônico desenvolvida com a Prefeitura de São Gonçalo.
“Cada cidade onde essa metodologia foi aplicada contribuiu para seu aprimoramento. Agora, em Juiz de Fora, teremos a oportunidade de incorporar novos aprendizados a essa experiência e sistematizar esse processo em um caderno metodológico para apoiar sua replicação em outros territórios. Esse é um dos grandes valores da cooperação: transformar experiências locais em conhecimento que possa ser adaptado e aplicado em diferentes contextos”, afirma Natália Oliveira, coordenadora de programas do ONU-Habitat.
Tecendo a cidade: planejando com um viés participativo
O “Tecendo a cidade” integra as ações de cooperação entre a Prefeitura de Juiz de Fora e o ONU-Habitat voltadas ao fortalecimento do planejamento urbano sustentável, à promoção da participação social e à construção de cidades mais inclusivas, seguras e resilientes.
As ações da iniciativa contribuem para a implementação local da Agenda 2030 e da Nova Agenda Urbana, com destaque para os ODS 5, de Igualdade de Gênero, e 11, de Cidades e Comunidades Sustentáveis.
Caminhos mais acessíveis, ruas mais seguras, áreas verdes, espaços para brincar e mais lugares de convivência. Esses foram alguns dos desejos apresentados por 60 crianças da rede municipal de ensino de Juiz de Fora, que participaram, entre os dias 1º e 3 de setembro, das Oficinas de Desenho de Espaços Públicos, realizadas no âmbito do projeto Tecendo a Cidade – Planejando com Viés Participativo.
A iniciativa é desenvolvida pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP), em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). As atividades reuniram estudantes do 4º e 6º ano, de 9 a 12 anos, das escolas municipais Georg Rodenbach, no bairro Grama; Áurea Bicalho, no bairro Linhares; e Antônio Carlos Fagundes, no bairro Francisco Bernardino.
O objetivo da proposta foi compreender, a partir da perspectiva das crianças, os desafios encontrados nos espaços públicos e nos trajetos próximos às escolas dos territórios onde vivem, considerando também suas percepções sobre os espaços urbanos em diferentes escalas, do entorno imediato e dos caminhos cotidianos à cidade como um todo, bem como as mudanças que gostariam de ver nesses espaços. O material produzido durante as oficinas será sistematizado pelas equipes do ONU-Habitat e da Prefeitura de Juiz de Fora e servirá de subsídio para a elaboração de propostas preliminares de novos espaços públicos.
“A parceria com o ONU-Habitat é muito importante porque nos permite acessar metodologias e experiências que dialogam com aquilo que acreditamos e buscamos construir na Secretaria: uma cidade planejada com participação popular. E, quando falamos em participação, precisamos ampliar essa escuta e aprender também a ouvir as crianças”, destaca a Secretária de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular de Juiz de Fora, Cidinha Louzada.
Arquitetas e arquitetos por um dia
Legenda: Estudantes trabalharam com ferramentas como mapeamento afetivo do bairro e do entorno das escolas de três territórios: Linhares, Francisco Bernardino e Grama, em Juiz de Fora (MG).
A oficina de Desenho de Espaços Públicos convida as crianças a olhar para a cidade a partir de suas próprias experiências e a pensar em soluções para os espaços que fazem parte de seu cotidiano. Para isso, o ONU-Habitat utiliza diferentes ferramentas participativas, como caminhadas exploratórias virtuais, mapeamento afetivo dos bairros, um jogo de cartas com soluções urbanas e a construção de maquetes. As atividades estimulam os estudantes a observar os lugares que frequentam, identificar situações que gostariam de transformar e imaginar como esses espaços poderiam ser mais seguros, acessíveis, acolhedores e adequados às necessidades de diferentes pessoas.
Na dinâmica do “baralho de soluções urbanas”, os estudantes foram divididos em grupos temáticos — Mobilidade, Identidade, Segurança, Instalações, Brincar e Natureza — e escolheram cartas com diferentes possibilidades de intervenção nos espaços públicos. Além de selecionar as soluções, as crianças foram convidadas a explicar por que aquelas mudanças seriam importantes para os lugares onde vivem.
Ao pensar a cidade, as crianças também foram estimuladas a olhar para aspectos que vão além da infraestrutura, considerando elementos relacionados à cultura, ao conforto e ao cuidado com o ambiente. A estudante do 6º ano da Escola Municipal Georg Rodenbach Maria Eduarda Santos de Oliveira destacou a importância de valorizar a identidade dos territórios, criar espaços de convivência mais agradáveis e ampliar as possibilidades de descarte adequado de resíduos.
Legenda: As oficinas contaram com 60 alunos de 9 a 12 anos e as maquetes produzidas com melhorias de espaços públicos serão transformadas em projetos preliminares.
“No jogo, eu pensei em colocar mais artes nas ruas para representar a nossa cultura e as nossas histórias. Também gostei de pensar em praças com mais lugares tranquilos e árvores que façam sombra, deem abrigo e ajudem a refrescar. Faz muito calor e temos muita poluição por causa do lixo na praça. Por isso, acho que precisamos de mais lixeiras para separar papel, materiais orgânicos e plástico e deixar a cidade melhor.”
Arthur de Almeida Guedes, estudante do 6º ano da Escola Municipal Georg Rodenbach, participou do grupo Mobilidade e escolheu calçadas largas, sinalização nas ruas e rampas de acesso. “Escolhi calçadas largas porque aqui perto da escola as calçadas são muito pequenas e são difíceis de passar. Também escolhi rampas de acesso, para pessoas com deficiência passarem”.
Em outra dinâmica, os estudantes foram convidados a imaginar quais mudanças gostariam de ver na cidade. Helena Lopes da Silva Alves, estudante do 6º ano da Escola Municipal Áurea Bicalho, destacou a criação de mais parquinhos e a melhoria da estrutura dos espaços.
“Se eu fosse arquiteta da cidade, eu melhoraria a estrutura e faria mais parquinhos para as crianças. Também colocaria mais árvores, faria mais abrigos para animais e para as pessoas e melhoraria tudo.”
O mapeamento afetivo ampliou essa reflexão a partir da relação das crianças com os territórios onde vivem. Os estudantes registraram lugares de que gostam, espaços que frequentam e situações que consideram importantes, além de identificar pontos que poderiam ser melhorados. A atividade também contemplou os trajetos percorridos a pé entre suas casas, os pontos de ônibus e as escolas. Ao percorrer esses caminhos, as crianças foram estimuladas a observar aspectos como segurança, iluminação, limpeza, conservação das ruas, acessibilidade e condições de circulação.
Pedro Leonardo Martins de Souza, estudante do 6º ano da Escola Municipal Áurea Bicalho, destacou a segurança nos trajetos até a escola.“Se eu fosse o arquiteto da cidade por um dia, eu mudaria muitas coisas na segurança. A minha mãe não me deixa ir para a escola sozinho porque a rua é muito movimentada e tem muitos acidentes. Então, seria muito bom ter mais sinalização e faixas de pedestres.”
Na etapa final, as ideias deixaram o papel e ganharam forma nas maquetes. Com os elementos construídos, os estudantes puderam representar as transformações que gostariam de ver nos espaços públicos de seus bairros, materializando propostas pensadas a partir de suas próprias experiências.
Ao final das oficinas, as crianças receberam a medalha e o certificado Talento da Cidade, como reconhecimento pela participação e pelos esforços criativos dedicados a imaginar uma Juiz de Fora melhor para todas as pessoas.
Próximos passos
As ideias e propostas construídas pelas crianças ao longo das oficinas passam, agora, a integrar as próximas etapas do projeto. O material produzido será sistematizado pelas equipes do ONU-Habitat e da Prefeitura de Juiz de Fora, contribuindo para o desenvolvimento de propostas preliminares para os espaços públicos e para a construção de um caderno metodológico que reúna os aprendizados da experiência e apoie sua aplicação em outros territórios.
“Há cerca de dois anos, a SEDUPP vem realizando pesquisas, levantamentos e análises sobre as características que podem tornar os bairros mais adequados para as crianças. Por isso, a parceria com o ONU-Habitat representa uma oportunidade de aprofundar esse trabalho a partir da escuta direta de meninas e meninos. As informações produzidas nas oficinas vão nos ajudar a compreender como as crianças percebem e vivenciam a cidade, em diferentes escalas e a partir da sua escala humana, e a incorporar essa perspectiva ao planejamento urbano, subsidiando a elaboração de espaços públicos mais inclusivos, acessíveis e adequados para elas”, explica Julia Daibert, coordenadora do Departamento de Intervenções Urbanas da SEDUPP e da iniciativa Tecendo a Cidade pela Prefeitura de Juiz de Fora.
A metodologia utilizada em Juiz de Fora integra uma experiência que vem sendo desenvolvida pelo ONU-Habitat em diferentes cidades do Brasil e da América do Sul. Em Foz do Iguaçu (Brasil), Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina), estudantes participaram de oficinas que resultaram em anteprojetos arquitetônicos para praças próximas às escolas. Em São Gonçalo (RJ), as contribuições de cerca de 30 crianças da comunidade da Ipuca subsidiaram uma proposta de projeto arquitetônico desenvolvida com a Prefeitura de São Gonçalo.
“Cada cidade onde essa metodologia foi aplicada contribuiu para seu aprimoramento. Agora, em Juiz de Fora, teremos a oportunidade de incorporar novos aprendizados a essa experiência e sistematizar esse processo em um caderno metodológico para apoiar sua replicação em outros territórios. Esse é um dos grandes valores da cooperação: transformar experiências locais em conhecimento que possa ser adaptado e aplicado em diferentes contextos”, afirma Natália Oliveira, coordenadora de programas do ONU-Habitat.
Tecendo a cidade: planejando com um viés participativo
O “Tecendo a cidade” integra as ações de cooperação entre a Prefeitura de Juiz de Fora e o ONU-Habitat voltadas ao fortalecimento do planejamento urbano sustentável, à promoção da participação social e à construção de cidades mais inclusivas, seguras e resilientes.
As ações da iniciativa contribuem para a implementação local da Agenda 2030 e da Nova Agenda Urbana, com destaque para os ODS 5, de Igualdade de Gênero, e 11, de Cidades e Comunidades Sustentáveis.
A Defesa Civil do Rio emitiu um alerta para ventos fortes na madrugada desta terça-feira (22). Moradores da capital receberam o aviso via celular.
Segundo o Sistema Alerta Rio, áreas de instabilidade associadas à aproximação de uma frente fria continental podem provocar céu nublado a encoberto e pancadas de chuva moderada a forte durante a tarde e a noite, acompanhada de raios.
Os ventos podem chegar a 51,9 km/h, com rajadas fortes a muito fortes (acima de 76 km/h) no decorrer do dia.
Para quarta-feira (23), com a passagem de uma frente fria e umidade, a previsão é de céu encoberto e pancadas de chuva durante a madrugada, passando para chuva fraca a moderada ao longo do dia. As temperaturas devem cair, com a máxima de 22ºC.
Para quinta-feira (24) e sexta-feira (25), a previsão é de céu encoberto, com chuva fraca a moderada ao longo do período. Na quinta-feira, o dia deve ficar mais frio e, na sexta, a temperatura sobe, podendo alcançar os 27ºC.
Marco Buzzi já foi condenado pelo STJ após julgamento
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta segunda-feira (21) que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a perda definitiva do cargo do ministro Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, acusado de assédio sexual.
Na petição apresentada ao STF, a AGU pede que o salário de Buzzi seja suspenso até o julgamento definitivo da ação. A medida representa a primeira ação para perda de cargo após o Supremo determinar o fim da aposentadoria compulsória como pena máxima aos magistrados condenados por faltas disciplinares graves, como venda de sentenças, assédio sexual, entre outras.
Buzzi foi acusado de tentar agarrar uma jovem, que é filha de um casal de amigos dele, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e seus pais passaram férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.
Após o caso vir à tona, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro denunciou que também foi alvo de assédio sexual.
Desde o surgimento das acusações, a defesa sustenta que o ministro não cometeu qualquer ato impróprio.
Buzzi está afastado do cargo, mas ainda pode recorrer ao Supremo.
Presidenciáveis participaram de sabatina e atos de campanha
A agenda dos candidatos à Presidência nesta segunda-feira (21) incluiu sabatina, atos políticos, encontros com apoiadores e atividades de campanha em diferentes cidades.
>> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:
Augusto Cury (Avante)
Em São Paulo, o candidato Augusto Cury participou de um encontro com influenciadores digitais.
Em conversa com a imprensa, Cury disse que há atualmente uma indústria que promove o ódio entre eleitores e políticos de direita e esquerda. Segundo ele, essa polarização precisa acabar e que, se eleito, irá governar para todos.
Clariana Barão (DC)
Em Imperatriz (MA), a candidato Clariana Barão fez adesivaço.
Edmilson Costa (PCB)
O candidato Edmilson Costa participou de programa do PCB no Youtube.
Ele afirmou que uma de suas principais bandeiras é intensificar a democracia por meio da formação de conselhos populares.
“Os conselhos populares têm como função proporcionar a atuação do povo na gestão da economia e do Estado. Esses conselhos podem ser eleitos nos locais de trabalho, de moradia, de estudo e funcionariam como uma espécie de estrutura permanente da democracia direta”, disse.
Flávio Bolsonaro (PL)
O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Natal (RN), onde participou de uma moto-carreata e fez um comício.
Flávio Bolsonaro disse que irá manter o benefício do programa Bolsa Família, aliado a uma política de corte de impostos.
“Vou estender a mão para que possam se qualificar, se capacitar, concluir seus estudos, possam ter na palma da mão a possibilidade de saber onde tem emprego compatível com o que ela sabe fazer perto de onde mora. Como dar um financiamento barato, de longo prazo, e ensinando as pessoas como é que abre o seu próprio negócio”, afirmou.
Hertz Dias (PSTU)
Em São Paulo, o candidato Hertz Dias teve encontro com o professor e comunicador Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, e participou de lançamento de livro.
Leonardo Avalanche (PRTB)
O candidato Leonardo Avalanche não divulgou agenda pública de campanha.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Em viagem a Nova York (EUA), o presidente Lula, candidato à reeleição, defendeu as urnas eletrônicas usadas no sistema eleitoral brasileiro.
“Estou muito tranquilo com relação ao processo eleitoral. A nossa urna é muito séria. Aliás, o mundo inteiro deveria adotar o sistema eletrônico do Brasil. Não tem nenhum problema de contestação nas nossas eleições”, disse em entrevista à emissora de televisão CNN.
Ele afirmou que o eleitor irá escolher em outubro entre quem defende “uma política de preservação ambiental, ou de desmatamento; uma política de inclusão social ou abandono das pessoas pobres. O fortalecimento da cultura, ou o fim da cultura. É isso que está em jogo”.
Lula afirmou que já pediu para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não interferir nas eleições brasileiras e que a relação entre os dois países é “sólida”, sem nenhum sentimento de aversão aos Estados Unidos.
Renan Santos (Missão)
O candidato Renan Santos participou de sabatina no jornal SBT Brasil.
Romeu Zema (Novo)
O candidato Romeu Zema participou, na capital paulista, de debate do Flow Podcast.
Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato Ronaldo Caiado participou de debate no Flow Podcast.
Rui Costa Pimenta (PCO)
O candidato Rui Costa Pimenta não teve agenda pública de campanha.
Samara Martins (UP)
A candidata Samara Martins não teve agenda pública de campanha.
Wilson Grassi (Democrata)
O candidato Wilson Grassi não teve agenda pública de campanha.
A ordem de apresentação da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.
* Colaboraram Luciano Nascimento (São Luís), Marcelo Brandão (Brasília) e redação de São Paulo.
Fiscalização identificou alta de 70% em alguns estabelecimentos
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, instaurou nesta segunda-feira (21), 70 processos administrativos sancionadores contra postos de combustíveis por indícios de aumento abusivo de preços. Os estabelecimentos podem ser multados em até R$ 14 milhões, com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Os atos de fiscalização encaminhados pela ANP registraram aumentos de margem superiores a 70% em postos localizados no Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. Os postos terão 15 dias para apresentar defesa.
Na última sexta-feira (18), a ANP informou à Senacon ter recebido cerca de 330 denúncias relacionadas a possíveis aumentos abusivos de preços e compartilhou informações para subsidiar a fiscalização e a análise do comportamento dos preços no mercado.
Reunião emergencial
Diante do aumento das margens de lucro, a Senacon convocou para esta terça-feira (22) uma reunião nacional emergencial com os órgãos de defesa do consumidor. A finalidade é realizar ações coordenadas de fiscalização em todo o país.
A estratégia reúne medidas preventivas e repressivas para coibir condutas oportunistas para elevar preços sem justificativa compatível com as condições efetivas de comercialização.
Isabelle Caracristi morava com o namorado e parentes deles
A família da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, busca respostas e justiça pela morte da jovem. Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, em Fortaleza, no Ceará, no dia 13 de setembro.
“Eu não estou chorando apenas a dor da perda, mas porque não tenho RESPOSTAS. Eu não sei o que aconteceu com minha filha”, disse a mãe Isabelle, Isorlanda Caracristi, em vídeo nas redes sociais.
Em nota, a defesa da família disse que está “integralmente dedicada e imbuída no acompanhamento presencial” de oitivas realizadas pela Polícia Civil nesta segunda-feira (21) para tentar esclarecer o caso. A nota é assinada pelas advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana.
O caso ganhou repercussão depois que a mãe de Isabelle expôs a situação e passou a cobrar justiça pela morte da filha.
Isabelle morava com o namorado João Munhoz Neto, a mãe dele e um irmão dele. Desde a morte da jovem, a polícia procura por João Munhoz Neto para que ele preste depoimento.
Segundo relato de Isorlanda, nas redes sociais, Isabelle o conheceu ao trabalhar em um escritório de advocacia.
O que se sabe até agora
A professora relatou que o último contato com Isabelle foi por meio de duas mensagens no WhatsApp no começo da noite de domingo. Em uma das mensagens, Isabelle pediu para que a mãe olhasse uma comida que ela havia deixado na airfryer. Na outra, ela disse: “Mãe, eu te amo”.
A mãe de Isabelle relatou que não houve mais respostas para as mensagens enviadas e que acreditava que o silêncio se devia ao fato de a filha estar dormindo. Ao permanecer sem respostas da filha até a manhã da segunda-feira (14), Isorlanda tentou contato com o namorado, por ligações e mensagens e descobriu ter sido bloqueada.
“Para a minha surpresa, eu estava bloqueada, eu fui tentar pelo Instagram dele, bloqueada. No outro Instagram pessoal, bloqueada. Totalmente bloqueada, bloqueada. Aí, eu me desesperei”, relatou.
Isorlanda disse ainda que só soube da morte da filha quando foi, acompanhada do filho e irmão de Isabelle, ao condomínio onde morava com o namorado. Lá, eles foram comunicados pela síndica que Isabelle tinha morrido na noite anterior. Segundo Isorlanda, a família do namorado não a informou sobre a morte.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) disse que ainda não há um laudo da perícia forense que aponte a causa da morte da jovem. O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.