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  • SUS vai ofertar canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade

    SUS vai ofertar canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade

    Medicamento obedecerá protocolo clínico, diz Ministério da Saúde

    Medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, serão distribuídos via Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com obesidade. A oferta, de acordo com o Ministério da Saúde, será feita com base em estudos e na definição de um protocolo clínico.

    Em nota, a pasta avaliou como positivos os primeiros resultados observados em pacientes com obesidade do Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre, selecionados desde junho para fazer uso da semaglutida, um dos princípios ativos das canetas emagrecedoras.

    “O objetivo é garantir maior segurança aos participantes [do estudo] e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo por médicos especialistas da unidade. Ao todo, serão acompanhados 250 pacientes do SUS atendidos pelo hospital com obesidade grave ou associada a outras morbidades”, informou o ministério.

    Dentre as situações avaliadas pelo estudo estão pacientes na fila para cirurgia bariátrica. A proposta é entender se o uso da medicação é capaz de controlar o quadro de obesidade de forma que a cirurgia não se faça mais necessária. Outras questões analisadas são a redução de problemas cardíacos e de reincidência de câncer de mama.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (18)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (18)

    Candidatos participam de debates, entrevistas e encontros

    A agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (18) inclui debates ao vivo, sabatinas e entrevistas para veículos de comunicação. Também estão previstas visitas a feira e bairro, além de encontro com representantes do setor industrial e em projeto social.

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de debate ao vivo no YouTube do Metrópoles 

    Clariana Barão (DC)
    Em Caruaru (PE), participa da feira de artesanato e visita o bairro Alto do Moura

    Edmilson Costa (PCB)
    Passa o dia em São José do Rio Preto. Às 11h faz panfletagem no calçadão. Às 17h,participa de panfletagem no terminal urbano.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Concede entrevista ao Jornal da Record 

    Hertz Dias (PSTU)
    Concede entrevista no Morro dos Prazeres no projeto social  PZR Fábrica de Talentos 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Participa, às 19h, do ato Brasil Pronto pra Mais, na Rua Dom Pedro II, no centro de Guarulhos.

    Renan Santos (Missão) 
    O candidato participa de carreta pelo Rio Grande do Sul. Às 14h, estará no ponto de encontro na Rua Torta, em Gramado. Às 18h30, estará na PUC RS, em Porto Alegre. Às 20h, vai ao CTG Vaqueano da Tradição, em Porto Alegre.

    Romeu Zema (Novo)
    Participa de debate ao vivo no YouTube do Metrópoles 

    Ronaldo Caiado  (PSD)
    Participa de sabatina do programa “Café com a Gazeta”. Também se reúne com conselheiros do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    Às 13h, participa de entrevista na TV 247.

    Samara Martins (UP)
    Participa de debate ao vivo no YouTube do Metrópoles 

    Wilson Grassi (Democrata) 
    Concede entrevista ao jornal O Tempo (MG) 

    O candidato Leonardo Avalanche (PRTB) não divulgou agenda pública de campanha até o momento desta publicação. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Após semana em greve, empregados dos Correios têm dissídio na segunda

    Após semana em greve, empregados dos Correios têm dissídio na segunda

    Principal impasse está em mudança no plano de saúde

    A greve dos funcionários dos Correios ultrapassou uma semana em todo o país. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para segunda-feira (21), às 13h30.

    O principal impasse está na mudança do plano de saúde. Os trabalhadores contestam a intenção da empresa de migrar sua condição de mantenedora para patrocinadora do CorreiosSaúde. 

    De acordo com a categoria, essa alteração pode elevar de forma abusiva custos e mensalidades cobrados de funcionários, aposentados e dependentes, com a perda de direitos trabalhistas.

    Os sindicatos rejeitaram a proposta inicial da direção da empresa, que ofereceu reajuste de 0,87%. 

    Reivindicação

    A categoria reivindica recomposição condizente com a inflação acumulada e ganho real, apontando que a oferta da estatal ficou bem abaixo do Índice Nacional do Preço ao Consumidor (INPC).

    Os trabalhadores reivindicam também o retorno do adicional tradicional de 70% sobre as férias, além da retomada do pagamento de 200% sobre o repouso ou feriado trabalhado.

    A categoria também é contra a proposta da empresa de extinguir gratificações específicas, como a de motoristas, por quebra de caixa e o vale extra de Natal.

    Efetivo de 80%

    O Tribunal Superior do Trabalho (TST) ao julgar a legalidade da greve dos Correios determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade. 

    O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho considerou a essencialidade do serviço e o impacto no período eleitoral de 2026.

    Categoria

    A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) informou, em nota, que é difícil aceitar que outros temas ganhem destaque justamente quando a categoria espera iniciativa concreta para retomar a mesa e negociar seriamente um acordo.

     “Em meio a uma greve e com o acordo coletivo sem solução, a empresa dedica espaço a novos uniformes, tamanhos, tecidos e procedimentos de entrega, enquanto a questão que mais preocupa os trabalhadores permanece sem resposta: a garantia do plano de saúde.”

    De acordo com a federação, tais aquisições são relevantes, mas estão sendo executadas em momento inoportuno.

    Correios

    Em nota, os Correios disseram que mantem os serviços em todo o país, atuando para reduzir os eventuais impactos da paralisação, que tem a adesão parcial de empregados.

    “Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.”

    Os Correios orientam os clientes a acompanharem o rastreamento de suas encomendas pelo site ou aplicativo da empresa e a aguardarem a entrega no endereço de destino. 

    Para o tratamento de situações específicas, os clientes devem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, por meio do chat ou do serviço Fale Conosco disponível no portal dos Correios: www.correios.com.br.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • RJ vai criar 5 mil vagas no sistema penitenciário em três anos

    RJ vai criar 5 mil vagas no sistema penitenciário em três anos

    Iniciativa busca frear crise de superlotação nos presídios fluminenses

    Acordo entre as áreas de Justiça e segurança pública do Rio pretende criar, em três anos, 5.180 vagas no sistema penitenciário do estado do Rio. 

    Com o pacto, que tem vigência de 11 anos, o Estado ficará encarregado de executar um plano estruturado para criação de, no mínimo, 5.180 novas vagas no sistema prisional ao longo de três anos, de 2026 a 2028. Serão 2.180 vagas em 2026, com acréscimo de módulos em unidades já existentes, 1.500 vagas em 2027 e 1.500 vagas em 2028.  

    O financiamento contará com R$ 33 milhões do Fundo do Tribunal de Justiça, R$ 79 milhões do Fundo do Ministério da Justiça (via Senappen) e aportes do estado do Rio de Janeiro, que somam R$ 70 milhões no primeiro ano e R$ 260 milhões nos dois anos subsequentes.

    O documento prevê a elaboração de estudos até dezembro de 2027 e de plano de longo prazo no período de 2029 a 2036, além de mecanismos rígidos de transparência e monitoramento.  

    “Não há como se discutir segurança pública sem tratar da funcionalidade do sistema penitenciário. A superlotação é causa da degradação do ambiente prisional, favorece atividades e facções criminosas, viola direitos fundamentais e compromete a segurança pública”, disse o promotor de Justiça Murilo Bustamante.

    De acordo com o promotor, a eliminação do déficit de vagas é “providência essencial” para a adequada e efetiva promoção da responsabilidade penal.

    Para o governador em exercício, Ricardo Couto, a assinatura representa dever constitucional de apresentar os estabelecimentos prisionais de maneira adequada para o cumprimento da execução penal. “Todos os polos da sociedade, depois de um debate pleno, participaram para chegarmos a esse plano”, disse.

    De acordo com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o estado do Rio de Janeiro tem cerca de 46,3 mil pessoas presas em celas físicas. O número total pode variar conforme a inclusão de pessoas em prisão domiciliar com ou sem monitoramento eletrônico.

    O sistema enfrenta superlotação histórica com um grande déficit de vagas em relação ao total de custodiados.

    Custos

    Um estudo publicado nesta semana aponta que o gasto com polícias nos estados brasileiros corresponde a mais de 5 mil vezes o valor destinado a políticas para pessoas egressas do sistema prisional. Para cada R$ 5.423 gastos com as polícias em 2025, R$ 1.169 foram destinados ao sistema prisional e apenas R$ 1 a políticas exclusivas para egressos.

    O estudo analisou como os governos estaduais, de 26 unidades federativas, distribuem os recursos destinados às polícias, ao sistema prisional e às políticas voltadas para egressos. O Acre não forneceu dados para o estudo.

    Os dados são da pesquisa “O Funil de Investimentos da Segurança Pública nos Estados Brasileiros”, realizada pelo centro de pesquisa Justa e apresentada no 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    O resultado demonstra a concentração dos recursos na porta de entrada do sistema de justiça criminal e uma distribuição de recursos estruturada como um funil de investimentos. Segundo os coordenadores da pesquisa, a priorização orçamentária das polícias não necessariamente resulta em mais segurança para a população.

    *texto ampliado em 18/09/2026 às 15h43


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Lula propõe criar Ministério da Segurança e aumento real do mínimo

    Lula propõe criar Ministério da Segurança e aumento real do mínimo

    Investimento em defesa nacional também é prioridade do candidato do PT

    Na busca pela reeleição, o candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, baseia parte de seu plano de governo nos feitos da gestão atual. Muitas propostas visam dar continuidade a políticas adotadas nos últimos quatro anos ou aprofundá-las, com mais investimentos ou alcance. 

    >> Veja a íntegra do documento:

    A Agência Brasil publica até domingo (20) matérias com os programas de governo de todos os candidatos à Presidência nas eleições deste ano. Os textos serão liberados seguindo a ordem alfabética do nome do candidato. Nesta sexta-feira (18), serão publicadas as matérias referentes aos candidatos Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Leonardo Avalanche e Luiz Inácio Lula da Silva.

    Entre as propostas do plano de governo de Lula, considerando diferentes áreas de gestão, estão o aumento do salário mínimo sempre acima da inflação, investimento em defesa nacional, criação de um ministério para a segurança pública e a ampliação do programa Farmácia Popular com inclusão de exames laboratoriais gratuitos.

    Saúde

    Em seu programa de governo para uma eventual reeleição, a campanha de Lula fala em criar “a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo”. Para isso, prevê investimentos em diagnóstico e tratamento ao câncer com técnicas e equipamentos modernos, bem como atualização de novos medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos.

    No âmbito do programa Farmácia Popular, existente desde 2004 e que disponibiliza medicamentos da Atenção Primária à Saúde para 12 indicações diferentes, a proposta é incluir exames laboratoriais, de diagnóstico e de monitoramento de condições crônicas de saúde. A meta é incluir doenças como hipertensão arterial e diabetes no rol de exames ofertados pelo programa.

    Segurança pública

    Uma das principais propostas de Lula para caso seja reeleito é a criação do Ministério da Segurança Pública. Uma vez criada, a pasta coordenaria, em articulação com estados e municípios, a execução das políticas nacionais de segurança pública. Além disso, fortaleceria a integração entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado, por exemplo.

    A proposta para o setor visa o fortalecimento do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio deste ano. No âmbito do programa, Lula pretende avançar no enfrentamento ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos; asfixiar financeiramente o crime organizado e as milícias, fortalecer a segurança nos presídios, entre outras providências.

    Educação

    No campo da educação, Lula promete investir mais em institutos federais de educação técnica e tecnológica. “No novo mandato, continuaremos a expansão da nossa rede de institutos federais, priorizando a interiorização, os vazios educacionais, as periferias urbanas e os municípios com baixa oferta de cursos técnicos”, afirma o programa de governo de Lula.

    O documento fala também em expandir a cobertura das creches, investir em ensino integral e criar mais oportunidades ao ensino técnico e superior.

    Economia

    O plano de governo de Lula prevê isenção de impostos para a cesta básica e “dar continuidade à política de valorização do salário mínimo”. Além disso, fala em “manter a inflação sob controle de forma duradoura e sustentável, garantindo que a renda real da população cresça acima do custo de vida”.

    Dentre os planos de um novo governo de Lula para a indústria, está o fortalecimento do que chama de neoindustrialização. “O foco estratégico está na inovação, IA [inteligência artificial], minerais críticos e outros ativos capazes de colocar o Brasil de uma vez por todas como protagonista em áreas portadoras de futuro”, diz o plano de governo.

    Corrupção

    As propostas de combate à corrupção passam por dar sequência ao Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027, fortalecendo a prevenção e a responsabilização de corruptos e corruptores. Um novo governo Lula, caso reeleito, promete aprimorar as políticas e medidas de transparência. O Portal da Transparência deverá se basear em dados abertos e inteligência artificial.

    Soberania

    O discurso da soberania tem sido reiterado por Lula em seu terceiro mandato, sobretudo a partir das tarifas de importação impostas ao Brasil pelos Estados Unidos. O plano de governo fala em proteger as fronteiras e fortalecer a Base Industrial e Tecnológica de Defesa, equipando as Forças Armadas, responsáveis por proteger o território brasileiro e seus recursos naturais.

    O fortalecimento da Inteligência de Estado também é abordado no plano de governo. A ideia é garantir proteção diante de ameaças geopolíticas, tecnológicas, cibernéticas e do crime organizado transnacional.

    “A atividade será exercida em caráter civil, subordinada ao Estado Democrático de Direito, à neutralidade político-partidária, aos direitos fundamentais e ao controle democrático, rejeitando seu uso para fins de perseguição política”, afirma o documento da campanha de Lula.

    Política externa

    Um eventual quarto governo de Lula irá focar na integração da América do Sul e a afirmação da região como zona de paz. O Mercosul, frequentemente exaltado pelo atual presidente, continuará sendo prioridade. “Consolidaremos o Mercosul como principal plataforma de integração econômica, produtiva, política e social da América do Sul”, diz o plano de governo.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Leonardo Avalanche quer reduzir impostos e zerar fila do SUS

    Leonardo Avalanche quer reduzir impostos e zerar fila do SUS

    Candidato do PRTB propõe criar Sistema Único Nacional de Segurança

    O programa de Leonardo Avalanche, do PRTB, para o cargo de presidente da República propõe o que chama de reconstrução nacional, com a promessa de transformar o Brasil em uma “economia mais dinâmica, produtiva e voltada ao empreendedorismo.” O plano propõe, entre outros pontos, reduzir impostos e zerar a fila do Sistema Único de Saúde. 

    >> Veja a íntegra do documento:

    A Agência Brasil publica até domingo (20) matérias com os programas de governo de todos os candidatos à Presidência nas eleições deste ano. Os textos serão liberados seguindo a ordem alfabética do nome do candidato. Nesta sexta-feira (18), serão publicadas as matérias referentes aos candidatos Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Leonardo Avalanche e Luiz Inácio Lula da Silva.

    Outro ponto previsto no plano de governo de Leonardo Avalanche é a doação de um smartphone aos brasileiros que concluírem um curso de empreendedorismo proposto pelo governo. O programa cita o modelo iPhone “de última geração com um ano de internet gratuita”. O argumento é possibilitar que o aparelho seja usado como ferramenta de trabalho. Segundo o programa, os recursos para viabilizar a proposta viriam do dinheiro gasto pelo governo federal com publicidade.

    Economia

    No eixo econômico, o programa de Leonardo Avalanche, que substituiu Pablo Marçal na corrida eleitoral, propõe uma redução progressiva da carga tributária sobre produção, investimentos e geração de empregos, e simplificação do sistema tributário. A principal proposta é criar uma espécie de impostão substituindo os atuais ICMS, ISS, IPI, PIS, Cofins, IOF, IRPJ, CSLL, IRPF, INSS (patronal e do trabalhador), em um imposto único com alíquota de 3,5%.

    O programa propõe ainda o pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), de competência estadual, em uma taxa fixa de R$ 50 mensais para todos os veículos e isenção nacional de IPVA para o caminhoneiro. O programa do candidato diz ainda que vai criar um programa de financiamento facilitado os motoristas de aplicativo, com isenção total de imposto sobre o veículo financiado. Além disso, Leonardo Avalanche pretende criar pontos de apoio pelas cidades e quer negociar diretamente com as plataformas para baixar a taxa do aplicativo sobre o motorista para 3,5%.

    Saúde

    No âmbito da saúde, o programa de Leonardo Avalanche propõe zerar a fila do Sistema Único de Saúde por meio de mutirões de atendimento aliados a programas de telemedicina e parceria com hospitais privados ociosos para absorver demanda reprimida. O candidato também disse que vai instalar um sistema de inteligência artificial (IA) para monitorar em tempo real o estoque de medicamentos em hospitais, postos de saúde e unidades básicas de Saúde de todo o país.

    Leonardo Avalanche também disse que, em um eventual governo, vai criar programas de prevenção de doenças voltados às jovens, incluindo orientação pra evitar gravidez precoce, ampliação do acesso a ginecologistas mulheres pra realização de exames preventivos regulares, e garantia de anticoncepcionais adequados ao perfil de cada mulher. Para os idosos, a promessa é ampliar a atenção a esse segmento.

    Segurança

    Em relação à segurança, o programa propõe o uso intensivo de tecnologias, como câmeras de monitoramento e o reconhecimento facial. Leonardo Avalanche também diz que vai colocar mais policiais nas ruas. O programa prevê a criação de um Sistema Único Nacional de Segurança que funcionaria em conjunto com tecnologia de reconhecimento facial.

    Educação e primeiro emprego

    Na área da educação, o programa também propõe o uso intensivo de IA no ensino dos jovens, com foco no empreendedorismo. “Na prática: uso de inteligência artificial para personalizar o ensino no ritmo de cada aluno, currículo com foco em educação financeira, tecnologia e empreendedorismo desde o ensino fundamental — dentro da escola pública. A ideia é preparar o jovem para o primeiro emprego, não só para o vestibular.

    O documento diz ainda que vai criar o programa Abraço Azul para atender a crianças autistas, com direito a profissional com formação certificada, contratado de forma efetiva em escolas e creches. Outro ponto é o apoio a regulamentação do chamado homeschooling no país.

    Para a juventude, o programa prevê a criação de um programa batizado de Meu Primeiro Emprego, que prevê que o governo complete o salário para empresas poderem treinar e efetivar os jovens nos empregos. Outro ponto é a possibilidade de criação de um programa de crédito nacional de qualificação para jovens a partir de 25 anos.

    Tecnologia, indústria e agricultura

    Na tecnologia, o programa do PRTB diz que pretende tornar o Brasil, ao longo dos próximos anos, o maior polo tecnológico do mundo. O centro dessa proposta é o incentivo fiscal para a criação de empresas de tecnologia, parcerias internacionais, e retomada forte do investimento em pesquisa científica por meio da recomposição do orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    O programa prevê incentivos para o setor da indústria ligado ao agronegócio, incluindo a de fertilizantes e insumos agrícolas. O programa prevê desoneração — ou seja, redução e isenção de imposto. “Especificamente para quem produz e transforma matéria-prima dentro do Brasil, incentivo à instalação de indústrias de beneficiamento mineral com prioridade estratégica para nióbio e terras raras, crédito facilitado pra indústria nacional crescer.” Estão previstos incentivos semelhantes para a indústria automobilística, com desoneração e incentivo à produção nacional de veículos e autopeças, com foco em tecnologia própria e cadeia de fornecedores brasileira.

    Além disso, o plano propõe a criação de linhas específicas de crédito para agricultores por porte, com regra própria para o pequeno, médio e grande produtor. O documento também diz que, em um eventual governo, vai aumentar os recursos para o setor de defesa, com o uso de drones de vigilância cobrindo a Amazônia inteira, monitorando em tempo real desmatamento ilegal e o garimpo clandestino. O documento defende ainda o incentivo ao aumento das ferrovias nas mãos de operadores privados e aumento das hidrovias.

    Violência contra mulheres e crianças

    Para as mulheres, o programa defende a tolerância zero com violência doméstica e feminicídio, com “fiscalização real de medida protetiva, resposta rápida da polícia em caso de descumprimento”. Diz ainda que vai aumentar a rede de proteção, expandindo o número de casas de acolhimento para todo o país, e propõe a criação de um órgão para apurar o assédio contra as mulheres no trabalho.

    Em relação ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, o programa prevê criar um programa nacional de identificação ativa, capaz de reconhecer quando imagem ou vídeo de criança em situação de abuso ou de cunho sexual estiver circulando na internet, além de prometer cobrar multa e tirar do ar imediatamente os sites e plataformas que lucram com exploração infantil.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Fim da escala 6×1 e de privatizações é prioridade de Hertz Dias

    Fim da escala 6×1 e de privatizações é prioridade de Hertz Dias

    Candidato do PSTU quer revogar reformas trabalhista e da Previdência

    O enfrentamento à dominação do país por grandes monopólios capitalistas, assim como o fim da escala 6X1 – sem redução de salários, jornada de trabalho de 36 horas –, e a revogação das reformas trabalhista e da Previdência estão entre os principais pontos defendidos pelo professor, integrante do movimento hip-hop, de movimentos sociais e candidato do PSTU à Presidência da República, Hertz Dias.

    >> Veja a íntegra do documento:

    A Agência Brasil publica até domingo (20) matérias com os programas de governo de todos os candidatos à Presidência nas eleições deste ano. Os textos serão liberados seguindo a ordem alfabética do nome do candidato. Nesta sexta-feira (18), serão publicadas as matérias referentes aos candidatos Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Leonardo Avalanche e Luiz Inácio Lula da Silva.

    O plano de governo do candidato do PSTU também prevê a reindustrialização, o fim das privatizações de diversos setores – como metrôs, estradas e ferrovias, e a reestatização de empresas. O documento parte da constatação de que, apesar de ser uma das maiores economias mundiais, o Brasil é um dos países com a maior desigualdade no mundo, com dois terços da população vivendo com até dois salários mínimos.

    Isso aliado ao fato de o partido considerar que o país sofre um processo de retrocesso e recolonização a partir da dominação imperialista das potências capitalistas, o que tem levado o Brasil a um caminho crescente de desindustrialização, com empobrecimento, precarização do trabalho e manutenção de salários baixos, em meio ao aumento na violência urbana e privatização dos serviços públicos. 

    Para resolver esse conjunto de questões, o partido propõe como base a construção de um governo dos trabalhadores por meio de uma plataforma que conjuga direitos trabalhistas, serviços públicos, medidas de impacto na estrutura econômica, assim como políticas voltadas à população negra, mulheres, LGBTQIA+ e povos tradicionais. “Queremos que a própria classe trabalhadora e seus aliados governem diretamente a sociedade, organizem a economia, controlem as riquezas do país e decidam os rumos políticos da nova sociedade”, diz o programa. 

    Economia

    Por isso, o documento propõe o fim dos benefícios fiscais e tributários às grandes empresas, a tributação fortemente progressiva sobre lucros empresariais, a taxação ampliada sobre remessas de capital ao exterior e o imposto progressivo sobre as grandes fortunas, que possuem de R$ 1 bilhão para cima. Outro ponto é a limitação em 25% da distribuição de dividendos das grandes empresas privadas remanescentes, com reinvestimento obrigatório do excedente produtivo no território nacional e a expropriação integral da produção nacional de ouro e metais preciosos estratégicos, com incorporação automática às reservas cambiais públicas. O objetivo é reduzir a dependência das reservas em dólar e títulos estrangeiros.

    Trabalho e renda

    O candidato propõe ainda a defesa ampla dos trabalhadores com redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, sem redução de salários, o fim da escala 6×1 e da pejotização,das terceirizações e das demissões associadas à redução da jornada. O programa também prevê um plano nacional de obras públicas voltado à geração de empregos, universalização do saneamento básico, construção de escolas, hospitais, creches, o aumento de 100% do salário mínimo, visando chegar ao valor calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), bolsa equivalente a um salário mínimo para trabalhadores desempregados, fim da terceirização, a revogação das reformas trabalhista e da Previdência e a reestatização de empresas privatizadas.

    O programa também aborda a situação dos trabalhadores de aplicativo, destacando que as plataformas digitais mudaram o mercado de trabalho, mas que os apps transferem todos os riscos da atividade econômica e pagando ainda valores ínfimos aos trabalhadores. O documento propõe o reconhecimento do vínculo empregatício; garantia de todos os direitos: previdência, férias, décimo terceiro salário, descanso remunerado, seguro contra acidentes, licença-maternidade, piso salarial para carga horária mínima logada de 36 horas e remuneração mínima por corrida/entrega ou serviço prestado para jornadas menores que 36 horas.

    Demarcação de terras indígenas e quilombolas

    O candidato defende ainda a demarcação de terras indígenas e quilombolas, desapropriação das áreas utilizadas para especulação fundiária – incluindo terras públicas devolutas, latifúndios improdutivos, áreas griladas, terras concentradas em monoculturas voltadas à exportação, propriedades subutilizadas e áreas sob controle do capital financeiro. Outro ponto é o fim dos subsídios públicos bilionários ao grande agronegócio e aos monopólios e a expropriação das grandes propriedades rurais e das empresas do agronegócio, retirando o controle da produção do grande capital e das multinacionais, sem indenização aos grandes grupos e sob controle dos trabalhadores rurais.

    Mulheres

    Para as mulheres, o programa defende a igualdade de salários, prioridade de acesso ao emprego e às políticas públicas para trabalhadoras, principalmente as mais precarizadas, creches e escolas públicas, gratuitas e em tempo integral para todas as crianças, como condição para a independência das mulheres.O programa defende também o aborto legal, seguro e gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), licença parental de um ano, compartilhada entre responsáveis, delegacias especializadas abertas 24 horas, casas-abrigo e rede de atendimento conforme a demanda. Política similar é defendida para o segmento LGBTQIA+;com investimento na saúde especializada, direito à terapia hormonal e à cirurgia de redesignação pelo SUS, com acompanhamento adequado, políticas de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST) e tratamento para pessoas com HIV, especialmente nas periferias.  

    Negros 

    No que diz respeito à questão racial, o candidato propõe a titulação dos territórios quilombolas, a expropriação, sem indenização, de fazendas do agronegócio que atuem sobre territórios indígenas e quilombolas, além da manutenção e ampliação das cotas para pessoas negras nas universidades e no serviço público. O programa defende ainda o combate à intolerância contra religiões de matriz africana e a implementação do ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena em toda a rede de ensino.

    Além disso, prevê punições para empregadores que estimulem ou tolerem práticas racistas e traz medidas específicas para as mulheres negras, com prioridade no que diz respeito ao acesso a emprego, renda, combate à superexploração das trabalhadoras negras e garantia de direitos às trabalhadoras domésticas.

    Segurança pública

    O programa relaciona ainda a questão racial à violência contra a população negra, no debate sobre segurança pública. A principal medida proposta é a desmilitarização da Polícia Militar, com a unificação das polícias sob controle dos trabalhadores. O documento propõe ainda o o fim da criminalização de manifestações culturais periféricas, como funk e batalhas de rima, o fim da privatização dos presídios e a revogação da Lei Antidrogas.

    Para o candidato, o combate ao crime organizado, às máfias, às milícias, às facções e demais organizações criminosas deve ocorrer por meio da investigação, inteligência e desarticulação de seus negócios, com foco em atingir o patrimônio, as fontes de financiamento e as relações com agentes públicos, políticos, empresários e, especialmente, com o sistema financeiro, “em vez de realizar operações militares que vitimam principalmente a população trabalhadora.”

    Saúde

    No campo da saúde, o candidato se posiciona por um sistema de saúde 100% público e estatal para garantir saúde pública universal. Para tanto, Hertz Dias propõe o fim da privatização e da gestão privada da saúde – o que inclui organizações sociais, fundações, parcerias público-privadas, proibição da transferência de leitos públicos para planos privados, ampliação do investimento público em saúde, com prioridade para a atenção básica. O programa defende ainda a produção pública de medicamentos e insumos estratégicos e a integração entre saúde e saneamento, para enfrentar doenças relacionadas à falta de infraestrutura.

    Educação

    Na área educacional, a defesa também é por uma educação pública de qualidade. O candidato defende o fim das parcerias público-privadas e terceirizações, a revogação da Base Nacional Comum Curricular e do Novo Ensino Médio, além da ampliação de creches, escolas e universidades públicas. Outro ponto é a valorização dos profissionais da educação, permanência estudantil e oposição à militarização das escolas.

    Transporte e habitação

    No transporte público, o candidato propõe a adoção da tarifa zero, com transporte público estatal, sob controle público e dos trabalhadores, reversão das concessões privadas, fim da privatização de metrôs, estradas e ferrovias. Além disso, propõe o fim dos subsídios públicos às empresas privadas de transporte, com ampliação e integração da rede (ônibus, metrô, trem). Já para a moradia, a principal proposta é a construção massiva de moradias populares e infraestrutura por empresa pública de obras aliada à urbanização das periferias e comunidades populares, e à expropriação dos imóveis urbanos abandonados, ociosos ou destinados exclusivamente à especulação imobiliária. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Instituto faz comparativo de 228 indicadores dos estados brasileiros

    Instituto faz comparativo de 228 indicadores dos estados brasileiros

    Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste ocupam as melhores posições

    Uma iniciativa do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), lançada nesta quinta-feira (17), reúne dados comparativos de todas as 27 unidades da federação brasileira baseados em 228 indicadores. Os dados são distribuídos em 12 temas: ambiente de negócios; assistência social; atividade econômica; distribuição de renda e pobreza; educação; situação fiscal; habitação; meio ambiente; mercado de trabalho; mobilidade social; saúde e segurança. 

    Em educação, a iniciativa, chamada IMDS – Eleições: Panorama Estadual, por exemplo, mostra que no estado do Ceará, o percentual de alunos do 2º ano do ensino fundamental com nível adequado de proficiência em leitura passou de 44,9%, em 2021, para 72,1%, em 2023. Já em Alagoas, no mesmo período, o indicador passou de 30% para 30,7%, permanecendo no mesmo patamar.

    Na saúde, o panorama mostra que, entre 2020 e 2025, a taxa de casos de tuberculose aumentou no Rio de Janeiro, de 79,3 para 99,3 casos por 100 mil habitantes e, no Rio Grande do Sul, de 53,8 para 69,8.

    A comparação entre os estados, também, evidencia o retrato das diferenças regionais do país. De acordo com a iniciativa, há uma notável discrepância entre os estados do Norte e Nordeste e os do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, separando-os em dois blocos.  

    Entre os nove primeiros colocados no ranking dos estados com a maior proporção de pessoas com renda domiciliar per capita abaixo da linha de extrema pobreza, todos são das regiões Norte e Nordeste. Os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste ocupam as melhores posições entre as 27 unidades da Federação. 

    Para o presidente do IMDS, Paulo Tafner, a proposta não tem a intenção de produzir uma classificação única dos estados, mas oferecer elementos para uma análise mais precisa de suas diferentes realidades e trajetórias. 

    “No atual ciclo eleitoral torna-se essencial ter uma ferramenta que possibilite verificar se um problema é recente ou persistente, se o estado está melhorando ou perdendo posição e, principalmente, se seu desempenho é fato excepcional ou apenas parece ser, quando analisado isoladamente. O painel foi construído para permitir esse tipo de comparação e dar mais contexto às escolhas que estarão em discussão nestas eleições”, disse.

    A plataforma pode ser acessada aqui 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • OIM lança Prêmio Caminhos Cruzados para reconhecer ações em prol da inclusão, proteção e dignidade

    OIM lança Prêmio Caminhos Cruzados para reconhecer ações em prol da inclusão, proteção e dignidade

    A Agência da ONU para as Migrações (OIM) anunciou, em 12 de setembro, a abertura das indicações para a primeira edição do Prêmio Caminho Cruzados, uma iniciativa da OIM que celebra pessoas, organizações e iniciativas que estão transformando a vida de migrantes, pessoas deslocadas e das comunidades que as acolhem.

    O Prêmio reconhece pessoas cujo compromisso e impacto mensurável contribuem para promover uma migração segura, ordenada e regular, ao mesmo tempo em que defendem os direitos, a dignidade, o bem-estar e a inclusão das pessoas em movimento.

    “Todos os dias, vemos migrantes fortalecendo suas comunidades e pessoas se unindo para ajudar quem está em movimento a encontrar segurança, reconstruir suas vidas e contribuir com suas habilidades”, afirmou  a diretora-geral da OIM, Amy Pope. 

    “Enquanto a OIM celebra seu 75º aniversário, o Prêmio Caminhos Cruzados reconhece essas contribuições e as pessoas que as tornam possíveis. Ao compartilhar seu trabalho, esperamos inspirar outras pessoas a transformar compaixão e boas ideias em soluções práticas que melhorem a vida das pessoas.”

    O Prêmio Caminhos Cruzados homenageia contribuições provenientes de diferentes setores da sociedade, incluindo organizações comunitárias, organizações da sociedade civil, lideranças locais, pessoas voluntárias, iniciativas lideradas por migrantes, parceiros do setor privado, instituições acadêmicas, grupos religiosos e comunidades de acolhida. O trabalho desenvolvido por esses atores promove proteção, resiliência, coesão social e prosperidade compartilhada, demonstrando como a colaboração e soluções inovadoras podem gerar mudanças significativas.

    Com raízes no legado de 75 anos da OIM no apoio às pessoas em movimento, o Prêmio reflete o compromisso permanente da Organização com a dignidade humana, a solidariedade e a esperança. Desde sua criação, em 1951, quando foi estabelecida para prestar assistência às pessoas deslocadas por conflitos na Europa do pós-guerra, a OIM evoluiu até se tornar a principal organização das Nações Unidas dedicada à migração em todo o mundo.  

    O Prêmio parte da convicção de que muitos dos exemplos mais inspiradores de liderança e impacto acontecem justamente nos locais mais próximos das comunidades atendidas pela OIM. A pessoa vencedora da primeira edição do Prêmio será anunciada durante um evento especial em comemoração ao 75º aniversário da OIM, em 9 de dezembro de 2026.

    Para mais informações sobre o Prêmio, incluindo os requisitos de elegibilidade, os critérios de seleção e as orientações para fazer uma indicação, acesse a página da OIM Brasil.

    Fonte: brasil.un.org

  • A 15 dias das eleições, ONU Mulheres apresenta dez propostas pela vida das mulheres

    A 15 dias das eleições, ONU Mulheres apresenta dez propostas pela vida das mulheres

    A ONU Mulheres lançou, nesta quinta (17) o documento 10 Propostas pela Vida das Mulheres, voltado a candidatas, candidatos, partidos políticos, instituições públicas e à sociedade. A iniciativa busca qualificar o debate público e fortalecer compromissos com a igualdade de gênero no contexto das eleições de 2026

    “Não há democracia sem mulheres no poder. As desigualdades que mantêm as mulheres longe das instâncias de decisão são as mesmas que organizam a vida delas fora da política: a sobrecarga de cuidado, a diferença salarial e a violência”, afirma a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret.

    “Estas dez propostas são caminhos objetivos para que a democracia brasileira represente, de fato, a maioria da sua população.”

    A representante redigiu e publicou uma carta aberta detalhando a motivação por trás das 10 propostas. Os dados reunidos no documento mostram a dimensão do desafio: 

    • No Brasil, as mulheres dedicam 21,3 horas por semana a afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, contra 11,7 horas dos homens. 
    • Nas empresas com mais de 100 funcionários, recebem cerca de 21% menos que os homens. 
    • Uma em cada três mulheres sofre violência ao longo da vida e, em 2025, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio no país, 65,1% delas negras e 62,5% mortas dentro da própria casa.

    O documento também trata do clima. Na COP30, em Belém, as mulheres foram 44% das delegações nacionais, mas apenas 36% de quem as chefiava, e nos ministérios de meio ambiente da América Latina ocupam 7% dos cargos de direção, o pior índice do mundo. O Brasil já dispõe de instrumentos para mudar esse quadro, como a Estratégia Transversal Mulheres e Clima, prevista no Plano Clima 2024-2035.

    “O objetivo das propostas é fomentar o debate público e apontar caminhos concretos”, diz Gallianne. “Qualquer candidatura, de qualquer partido, pode assumir esses compromissos. E qualquer eleitora e eleitor pode cobrar. Quem pede o voto das mulheres precisa dizer o que fará por elas.”

    A ONU Mulheres não apoia candidaturas nem partidos. O documento é parte da atuação da organização pela participação política das mulheres e pelo enfrentamento à violência política de gênero e raça no ciclo eleitoral de 2026.

    Para saber mais, acesse as 10 Propostas pela Vida das Mulheres. Reprodução livre, com citação da fonte.

    Sobre a ONU Mulheres

    A ONU Mulheres é a entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e o secretariado da Comissão pelo Status da Mulher da ONU. Atua para transformar leis, instituições, comportamentos sociais e serviços em quatro áreas: liderança e participação política, empoderamento econômico, eliminação da violência contra mulheres e meninas, e mulheres, paz e segurança, além da ação humanitária.

    Contato para a imprensa

    Fonte: brasil.un.org