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  • ONU lança Década da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável

    ONU lança Década da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável

    A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, em 4 de setembro, o período de 2027 a 2036 como a Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável, estabelecendo um marco global de dez anos para fortalecer a cultura em prol de sociedades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis. 

    Iniciada pelo Vietnã, com o apoio de um grupo inter-regional de copatrocinadores e do Grupo de Amigos da Cultura, a Década representa um importante avanço para colocar a cultura no centro do próximo marco mundial de desenvolvimento. Proposta pela Conferência Geral da UNESCO, por meio da Resolução 43 C/41, e apresentada como o projeto de resolução A/80/L.102, a resolução, copatrocinada por 103 Estados-membros, foi adotada por votação registrada, com 174 votos a favor, um contra e nenhuma abstenção.

    A adoção da resolução assume particular relevância diante do atual contexto internacional desafiador. Em um momento marcado pela sobreposição de crises globais e pela crescente pressão sobre a cooperação internacional, os Estados-membros se uniram em torno de uma convicção comum: a cultura pode contribuir para a construção de consensos e para o avanço do desenvolvimento sustentável. A proclamação representa, portanto, não apenas um marco para a cultura, mas também uma reafirmação do multilateralismo e da capacidade da ação coletiva de promover avanços em relação às prioridades globais compartilhadas.

    Da ambição global à ação

    Como organização líder na implementação, a UNESCO elaborará um Plano de Ação para a Década, em consulta com os Estados-membros, as entidades das Nações Unidas e outras partes interessadas. O Plano de Ação traduzirá a ambição da Resolução em prioridades coordenadas e ações concretas. Com base nas Convenções e Recomendações da UNESCO sobre Cultura, em seus programas, em sua expertise em políticas públicas, em seus dados e em suas redes globais, a Década mobilizará governos, organizações internacionais e regionais, a sociedade civil, profissionais da cultura, comunidades e parceiros de desenvolvimento e financiamento em torno de uma ambição comum: colocar a cultura no centro de um futuro mais sustentável, inclusivo, pacífico e resiliente.

    “Esta Década reafirma nosso compromisso compartilhado com a cultura como força motriz do desenvolvimento sustentável. Gostaria de elogiar o Vietnã pela visão e liderança que tornaram possível este marco, bem como todos os Estados-membros que se uniram em torno dele, particularmente o grupo central e o Grupo de Amigos da Cultura. A UNESCO está pronta para traduzir essa ambição global renovada em políticas, investimentos e ações mais sólidas em benefício das pessoas, em todos os lugares”, disse o diretor-geral adjunto para a Cultura da UNESCO, Nayef Al-Fayez. 

    Um membro da companhia de dança Batoto Yetu se apresenta durante a abertura da Segunda Sessão do Fórum Permanente para Pessoas de Ascendência Africana, em 30 de maio de 2023.
    Legenda: Um membro da companhia de dança Batoto Yetu se apresenta durante a abertura da Segunda Sessão do Fórum Permanente para Pessoas de Ascendência Africana, em 30 de maio de 2023.
    Foto: © ONU/Loey Felipe.

    A Cultura como Força para o Desenvolvimento Sustentável

    A Década baseia-se no crescente reconhecimento de que a cultura é um poderoso impulsionador e facilitador do desenvolvimento sustentável. No Pacto para o Futuro de 2024, os Estados-membros reconheceram a cultura como um componente essencial do desenvolvimento sustentável e se comprometeram a integrá-la nas políticas e estratégias econômicas, sociais e ambientais, garantindo, ao mesmo tempo, investimento público adequado para sua proteção e promoção. Esse reconhecimento foi reafirmado no Compromisso de Sevilha, adotado na Quarta Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento em 2025, que reconheceu a contribuição da cultura e da economia criativa para o desenvolvimento sustentável e destacou a necessidade de financiamento público adequado para a cultura e investimento em infraestrutura cultural.

    Esse impulso foi ainda mais fortalecido durante a MONDIACULT 2025, quando mais de 100 ministros da Cultura reafirmaram seu compromisso coletivo de consolidar a cultura como um objetivo autônomo e específico em um futuro marco de desenvolvimento das Nações Unidas. Essa ambição foi acompanhada por um compromisso mais amplo no fortalecimento do multilateralismo, tendo a cultura como um dos pilares da cooperação global, da solidariedade e do respeito aos direitos humanos.

    A Década oferece agora uma oportunidade concreta para dar continuidade a essa ambição multilateral, reunindo países e parceiros para transformar o reconhecimento político da cultura em cooperação, investimento e ação sustentáveis. À medida que os países aceleram as ações rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e começam a definir o marco global de desenvolvimento para além de 2030, a Década oferece uma plataforma oportuna para aproveitar as múltiplas contribuições da cultura para as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável.

    Do patrimônio material e imaterial às indústrias culturais e criativas e à participação na vida cultural, a cultura constrói a forma como as sociedades respondem aos desafios globais compartilhados. As indústrias culturais e criativas geram 3,39% do PIB mundial e representam, em média, 3,55% dos empregos, ao mesmo tempo em que criam oportunidades para inovação, diversificação econômica e crescimento. De forma mais ampla, a cultura é uma fonte de conhecimento, criatividade e resiliência, contribuindo para a educação inclusiva, a ação climática, o turismo sustentável, a igualdade de gênero, o empoderamento dos jovens, a coesão social e a paz.

    Abrangendo os últimos quatro anos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e os primeiros anos do marco que a sucederá, a Década funcionará como uma ponte estratégica entre os compromissos de hoje e as prioridades globais do futuro. Com base no impulso político gerado pela MONDIACULT 2022 e 2025, a Década contribuirá para promover uma integração mais sistemática da cultura nas políticas de desenvolvimento, nos marcos de cooperação, no financiamento e nos mecanismos de monitoramento.

    Para mais informações, siga @unescobrasil e @unesco nas redes! 

    Contato para a imprensa: 

    Fonte: brasil.un.org

  • OIM lança Prêmio Caminhos Cruzados para reconhecer ações em prol da inclusão, proteção e dignidade

    OIM lança Prêmio Caminhos Cruzados para reconhecer ações em prol da inclusão, proteção e dignidade

    A Agência da ONU para as Migrações (OIM) anunciou, em 12 de setembro, a abertura das indicações para a primeira edição do Prêmio Caminho Cruzados, uma iniciativa da OIM que celebra pessoas, organizações e iniciativas que estão transformando a vida de migrantes, pessoas deslocadas e das comunidades que as acolhem.

    O Prêmio reconhece pessoas cujo compromisso e impacto mensurável contribuem para promover uma migração segura, ordenada e regular, ao mesmo tempo em que defendem os direitos, a dignidade, o bem-estar e a inclusão das pessoas em movimento.

    “Todos os dias, vemos migrantes fortalecendo suas comunidades e pessoas se unindo para ajudar quem está em movimento a encontrar segurança, reconstruir suas vidas e contribuir com suas habilidades”, afirmou  a diretora-geral da OIM, Amy Pope. 

    “Enquanto a OIM celebra seu 75º aniversário, o Prêmio Caminhos Cruzados reconhece essas contribuições e as pessoas que as tornam possíveis. Ao compartilhar seu trabalho, esperamos inspirar outras pessoas a transformar compaixão e boas ideias em soluções práticas que melhorem a vida das pessoas.”

    O Prêmio Caminhos Cruzados homenageia contribuições provenientes de diferentes setores da sociedade, incluindo organizações comunitárias, organizações da sociedade civil, lideranças locais, pessoas voluntárias, iniciativas lideradas por migrantes, parceiros do setor privado, instituições acadêmicas, grupos religiosos e comunidades de acolhida. O trabalho desenvolvido por esses atores promove proteção, resiliência, coesão social e prosperidade compartilhada, demonstrando como a colaboração e soluções inovadoras podem gerar mudanças significativas.

    Com raízes no legado de 75 anos da OIM no apoio às pessoas em movimento, o Prêmio reflete o compromisso permanente da Organização com a dignidade humana, a solidariedade e a esperança. Desde sua criação, em 1951, quando foi estabelecida para prestar assistência às pessoas deslocadas por conflitos na Europa do pós-guerra, a OIM evoluiu até se tornar a principal organização das Nações Unidas dedicada à migração em todo o mundo.  

    O Prêmio parte da convicção de que muitos dos exemplos mais inspiradores de liderança e impacto acontecem justamente nos locais mais próximos das comunidades atendidas pela OIM. A pessoa vencedora da primeira edição do Prêmio será anunciada durante um evento especial em comemoração ao 75º aniversário da OIM, em 9 de dezembro de 2026.

    Para mais informações sobre o Prêmio, incluindo os requisitos de elegibilidade, os critérios de seleção e as orientações para fazer uma indicação, acesse a página da OIM Brasil.

    Fonte: brasil.un.org

  • A 15 dias das eleições, ONU Mulheres apresenta dez propostas pela vida das mulheres

    A 15 dias das eleições, ONU Mulheres apresenta dez propostas pela vida das mulheres

    A ONU Mulheres lançou, nesta quinta (17) o documento 10 Propostas pela Vida das Mulheres, voltado a candidatas, candidatos, partidos políticos, instituições públicas e à sociedade. A iniciativa busca qualificar o debate público e fortalecer compromissos com a igualdade de gênero no contexto das eleições de 2026

    “Não há democracia sem mulheres no poder. As desigualdades que mantêm as mulheres longe das instâncias de decisão são as mesmas que organizam a vida delas fora da política: a sobrecarga de cuidado, a diferença salarial e a violência”, afirma a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret.

    “Estas dez propostas são caminhos objetivos para que a democracia brasileira represente, de fato, a maioria da sua população.”

    A representante redigiu e publicou uma carta aberta detalhando a motivação por trás das 10 propostas. Os dados reunidos no documento mostram a dimensão do desafio: 

    • No Brasil, as mulheres dedicam 21,3 horas por semana a afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, contra 11,7 horas dos homens. 
    • Nas empresas com mais de 100 funcionários, recebem cerca de 21% menos que os homens. 
    • Uma em cada três mulheres sofre violência ao longo da vida e, em 2025, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio no país, 65,1% delas negras e 62,5% mortas dentro da própria casa.

    O documento também trata do clima. Na COP30, em Belém, as mulheres foram 44% das delegações nacionais, mas apenas 36% de quem as chefiava, e nos ministérios de meio ambiente da América Latina ocupam 7% dos cargos de direção, o pior índice do mundo. O Brasil já dispõe de instrumentos para mudar esse quadro, como a Estratégia Transversal Mulheres e Clima, prevista no Plano Clima 2024-2035.

    “O objetivo das propostas é fomentar o debate público e apontar caminhos concretos”, diz Gallianne. “Qualquer candidatura, de qualquer partido, pode assumir esses compromissos. E qualquer eleitora e eleitor pode cobrar. Quem pede o voto das mulheres precisa dizer o que fará por elas.”

    A ONU Mulheres não apoia candidaturas nem partidos. O documento é parte da atuação da organização pela participação política das mulheres e pelo enfrentamento à violência política de gênero e raça no ciclo eleitoral de 2026.

    Para saber mais, acesse as 10 Propostas pela Vida das Mulheres. Reprodução livre, com citação da fonte.

    Sobre a ONU Mulheres

    A ONU Mulheres é a entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e o secretariado da Comissão pelo Status da Mulher da ONU. Atua para transformar leis, instituições, comportamentos sociais e serviços em quatro áreas: liderança e participação política, empoderamento econômico, eliminação da violência contra mulheres e meninas, e mulheres, paz e segurança, além da ação humanitária.

    Contato para a imprensa

    Fonte: brasil.un.org

  • ONU lança Década da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável

    ONU lança Década da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável

    A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, em 4 de setembro, o período de 2027 a 2036 como a Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável, estabelecendo um marco global de dez anos para fortalecer a cultura em prol de sociedades mais inclusivas, resilientes e sustentáveis. 

    Iniciada pelo Vietnã, com o apoio de um grupo inter-regional de copatrocinadores e do Grupo de Amigos da Cultura, a Década representa um importante avanço para colocar a cultura no centro do próximo marco mundial de desenvolvimento. Proposta pela Conferência Geral da UNESCO, por meio da Resolução 43 C/41, e apresentada como o projeto de resolução A/80/L.102, a resolução, copatrocinada por 103 Estados-membros, foi adotada por votação registrada, com 174 votos a favor, um contra e nenhuma abstenção.

    A adoção da resolução assume particular relevância diante do atual contexto internacional desafiador. Em um momento marcado pela sobreposição de crises globais e pela crescente pressão sobre a cooperação internacional, os Estados-membros se uniram em torno de uma convicção comum: a cultura pode contribuir para a construção de consensos e para o avanço do desenvolvimento sustentável. A proclamação representa, portanto, não apenas um marco para a cultura, mas também uma reafirmação do multilateralismo e da capacidade da ação coletiva de promover avanços em relação às prioridades globais compartilhadas.

    Detalhes na parede do Museu Maison des Esclaves, na Ilha de Gorée, na costa de Dakar, no Senegal. A ilha é um símbolo poderoso do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. Classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO, a Ilha de Gorée concilia a memória histórica com as realidades da vida cotidiana da população da África Ocidental.
    Legenda: Detalhes na parede do Museu Maison des Esclaves, na Ilha de Gorée, na costa de Dakar, no Senegal. A ilha é um símbolo poderoso do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. Classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO, a Ilha de Gorée concilia a memória histórica com as realidades da vida cotidiana da população da África Ocidental.
    Foto: © ONU/Mark Garten.

    Da ambição global à ação

    Como organização líder na implementação, a UNESCO elaborará um Plano de Ação para a Década, em consulta com os Estados-membros, as entidades das Nações Unidas e outras partes interessadas. O Plano de Ação traduzirá a ambição da Resolução em prioridades coordenadas e ações concretas. Com base nas Convenções e Recomendações da UNESCO sobre Cultura, em seus programas, em sua expertise em políticas públicas, em seus dados e em suas redes globais, a Década mobilizará governos, organizações internacionais e regionais, a sociedade civil, profissionais da cultura, comunidades e parceiros de desenvolvimento e financiamento em torno de uma ambição comum: colocar a cultura no centro de um futuro mais sustentável, inclusivo, pacífico e resiliente.

    “Esta Década reafirma nosso compromisso compartilhado com a cultura como força motriz do desenvolvimento sustentável. Gostaria de elogiar o Vietnã pela visão e liderança que tornaram possível este marco, bem como todos os Estados-membros que se uniram em torno dele, particularmente o grupo central e o Grupo de Amigos da Cultura. A UNESCO está pronta para traduzir essa ambição global renovada em políticas, investimentos e ações mais sólidas em benefício das pessoas, em todos os lugares”, disse o diretor-geral adjunto para a Cultura da UNESCO, Nayef Al-Fayez. 

    Um membro da companhia de dança Batoto Yetu se apresenta durante a abertura da Segunda Sessão do Fórum Permanente para Pessoas de Ascendência Africana, em 30 de maio de 2023.
    Legenda: Um membro da companhia de dança Batoto Yetu se apresenta durante a abertura da Segunda Sessão do Fórum Permanente para Pessoas de Ascendência Africana, em 30 de maio de 2023.
    Foto: © ONU/Loey Felipe.

    A Cultura como Força para o Desenvolvimento Sustentável

    A Década baseia-se no crescente reconhecimento de que a cultura é um poderoso impulsionador e facilitador do desenvolvimento sustentável. No Pacto para o Futuro de 2024, os Estados-membros reconheceram a cultura como um componente essencial do desenvolvimento sustentável e se comprometeram a integrá-la nas políticas e estratégias econômicas, sociais e ambientais, garantindo, ao mesmo tempo, investimento público adequado para sua proteção e promoção. Esse reconhecimento foi reafirmado no Compromisso de Sevilha, adotado na Quarta Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento em 2025, que reconheceu a contribuição da cultura e da economia criativa para o desenvolvimento sustentável e destacou a necessidade de financiamento público adequado para a cultura e investimento em infraestrutura cultural.

    Esse impulso foi ainda mais fortalecido durante a MONDIACULT 2025, quando mais de 100 ministros da Cultura reafirmaram seu compromisso coletivo de consolidar a cultura como um objetivo autônomo e específico em um futuro marco de desenvolvimento das Nações Unidas. Essa ambição foi acompanhada por um compromisso mais amplo no fortalecimento do multilateralismo, tendo a cultura como um dos pilares da cooperação global, da solidariedade e do respeito aos direitos humanos.

    A Década oferece agora uma oportunidade concreta para dar continuidade a essa ambição multilateral, reunindo países e parceiros para transformar o reconhecimento político da cultura em cooperação, investimento e ação sustentáveis. À medida que os países aceleram as ações rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e começam a definir o marco global de desenvolvimento para além de 2030, a Década oferece uma plataforma oportuna para aproveitar as múltiplas contribuições da cultura para as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável.

    Do patrimônio material e imaterial às indústrias culturais e criativas e à participação na vida cultural, a cultura constrói a forma como as sociedades respondem aos desafios globais compartilhados. As indústrias culturais e criativas geram 3,39% do PIB mundial e representam, em média, 3,55% dos empregos, ao mesmo tempo em que criam oportunidades para inovação, diversificação econômica e crescimento. De forma mais ampla, a cultura é uma fonte de conhecimento, criatividade e resiliência, contribuindo para a educação inclusiva, a ação climática, o turismo sustentável, a igualdade de gênero, o empoderamento dos jovens, a coesão social e a paz.

    Abrangendo os últimos quatro anos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e os primeiros anos do marco que a sucederá, a Década funcionará como uma ponte estratégica entre os compromissos de hoje e as prioridades globais do futuro. Com base no impulso político gerado pela MONDIACULT 2022 e 2025, a Década contribuirá para promover uma integração mais sistemática da cultura nas políticas de desenvolvimento, nos marcos de cooperação, no financiamento e nos mecanismos de monitoramento.

    Para mais informações, siga @unescobrasil e @unesco nas redes! 

    Contato para a imprensa: 

    Fonte: brasil.un.org

  • Brasil bate Colômbia e segue 100% no Sul-Americano masculino de vôlei

    Brasil bate Colômbia e segue 100% no Sul-Americano masculino de vôlei

    Darlan comanda 3º triunfo no torneio, que dá vaga olímpica ao campeão

    A caminhada da seleção masculina de vôlei no Campeonato Sul-Americano, disputado no Rio de Janeiro, segue sem percalços.

    Nesta quinta-feira (17), os brasileiros chegaram à terceira vitória em três partidas, ao superarem a Colômbia por 3 sets a 0, parciais de 25/23, 25/14 e 25/16, após uma hora e 18 minutos de jogo no Maracanãzinho.

    O Brasil lidera a competição com os mesmos nove pontos da Argentina, mas fica a frente por ainda não ter cedido sets. O torneio reúne seis seleções, que jogam entre si em cinco rodadas. O campeão assegura vaga antecipada à Olimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028.

    As vitórias por 3 sets a 0 ou 3 a 1 valem três pontos. No caso de um 3 a 2, a equipe ganhadora faz dois pontos e a que perder soma um ponto.

    O triunfo verde e amarelo foi comandado por Darlan, com 19 pontos. Poupado na estreia contra o Chile por conta de uma gripe, o oposto foi titular na vitória por 3 a 0 (25/18, 25/13 e 25/16) sobre a Bolívia na última quarta-feira (16), mas atuou somente no primeiro set.

    Nesta quinta-feira (17), ele participou normalmente das parciais.

    O próximo desafio do Brasil será no sábado (19), às 11h (horário de Brasília), diante da Venezuela.

    No domingo (20), às 10h, a seleção de Bernardinho decide o título e a vaga olímpica contra a Argentina.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Bolão de Presidente Venceslau (SP) leva R$ 101 milhões na Mega-Sena

    Bolão de Presidente Venceslau (SP) leva R$ 101 milhões na Mega-Sena

    Números sorteados são: 01 – 02 – 07 – 18 – 33 – 35

    Um bolão com nove cotas feito em Presidente Venceslau (SP) acertou as seis dezenas do Concurso 3.059 da Mega-Sena sorteadas nesta quinta-feira (17). Os ganhadores receberão o prêmio de R$ 101.970.706,13.

    O bolão foi feito na lotérica Cantinho da Sorte e apostou sete números. 

    Os números sorteados são: 01 – 02 – 07 – 18 – 33 – 35

    • 98 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 31.664,29 cada
    • 6.697 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 763,77 cada

    Apostas

    Para o próximo concurso, no domingo (20), o prêmio principal está estimado em R$ 28 milhões.

    As apostas podem ser feitas até as 22h (horário de Brasília) de sábado (19), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

    A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • SP Open: após revés, Naná Silva dá volta por cima e avança nas duplas

    SP Open: após revés, Naná Silva dá volta por cima e avança nas duplas

    Parceria com Victória Barros supera rivais com quase o dobro da idade

    O Brasil não tem mais representantes no torneio de simples do SP Open, principal competição de tênis feminino no país, que ocorre no Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo.

    A paulista Nauhany Silva, a Naná, foi eliminada nas oitavas de final da chave individual no início da tarde desta quinta-feira (17). Horas depois, veio a redenção, ao lado da conterrânea Victória Barros, também 16 anos, com a classificação às quartas de final nas duplas.

    O dia não começou bem para Naná, número 660 do ranking de simples da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês).

    Única brasileira a passar da primeira rodada, na quarta-feira (16), com a vitória por 2 sets a 1 (5/7, 6/4 e 7/5) sobre a australiana Astra Sharma (atual 1170ª, foi 84ª do mundo em 2022), a paulista não encaixou o jogo contra a espanhola Kaitlin Quevedo (105º) e perdeu por 2 a 0 (6/2 e 6/1).

    Naná, porém, não se deixou afetar. Atualmente em 434º lugar entre as duplistas no ranking da WTA, a paulista voltou a quadra com Victória (1066ª nas duplas, 827ª em simples).

    As promessas do tênis brasileiro tiveram pela frente a parceria da norte-americana Rasheeda McAdoo (108ª) com a australiana Alexandra Osbourne (133ª), ambas de 31 anos – quase o dobro da idade das brasileiras.

    Após saírem atrás com um 6/3, Naná e Victória reagiram no segundo set e venceram por 7/6, com 7-2 no tie-break (desempate). Na terceira parcial, definida com um super tie-break (em que ganha a dupla que chegar primeiro a 10 pontos), as paulistas levaram a melhor por 10 a 6, garantindo a classificação.

    Nas quartas, as brasileiras terão pela frente a dupla formada pela russa Anastasia Tikhonova (80ª) e a ucraniana Valeriya Strakhova (92ª). O jogo será na quadra 1 do Parque Villa-Lobos, às 14h (horário de Brasília) desta sexta-feira (18).

    Na briga pelo bi

    Além delas, a também paulistana Luisa Stefani, número três do mundo e que atua ao lado da canadense Gabriela Dabrowski (5ª), segue na briga pelo bicampeonato do SP Open. Também nesta quinta, elas não tiveram dificuldades para vencerem a fluminense Rebeca Pereira (471ª) e a paulista Marjorie Souza (664ª) por 2 sets a 0 (6/0 e 6/1).

    A dupla adversária nas quartas é formada pela tcheca Dominika Salkova (146ª) e a espanhola Quevedo – que ocupa o 888º lugar do ranking da WTA entre as duplistas. O duelo será na sequência da partida de Naná e Victória, também na quadra 1, após 16h.

    Luisa e Dabrowski vivem uma temporada histórica, marcando presença nas semifinais dos quatro principais eventos da modalidade, os chamados Grand Slams, chegando à final em Wimbledon, na capital inglesa Londres. Este ano, são três títulos nos torneios de Dubai (Emirados Árabes Unidos), Estrasburgo (França) e Eastbourne (Inglaterra).

    Quedas nas duplas

    As outras duplas com brasileiras que jogaram nesta quinta foram eliminadas. A paulista Ana Candiotto (228º) e a brasiliense Luiza Fullana (360ª) perderam das chinesas Yiming Dang (232ª) e Xaodi You (227ª) por 2 sets a 0 (7/5 e 6/4).

    Medalhista olímpica de bronze nos Jogos de Tóquio (Japão) ao lado de Luisa, a paulista Laura Pigossi (86ª) jogou o SP Open com a russa Ekaterina Ovcharenko (124ª). Elas foram superadas pela parceria da tcheca Vendula Valdmannova (147ª) com a norte-americana Mary Stoiana (282ª nas duplas, 116ª em simples) por 2 a 0 (6/3 e 6/1).

    Já a carioca Ingrid Martins, atuando com a argentina Jazmin Ortenzi (398ª entre as duplistas, 160ª em simples), despediu-se com revés em dois sets (6/3 e 6/1) para as norte-americanas Anna Rogers (95ª) e Allura Zamarripa (132ª). As ganhadoras podem entrar no caminho de Naná e Victória caso as brasileiras vençam o jogo desta sexta.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Veja como foi a quinta-feira (17) dos candidatos a presidente

    Veja como foi a quinta-feira (17) dos candidatos a presidente

    Presidenciáveis participaram de caminhadas, carreatas e visitas

    A agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (17) incluiu caminhadas, carreatas e visitas a feiras e instituições. 

    >> Veja como foi o dia dos candidatos a presidente 

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins fez uma caminhada pela região central de São Paulo.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    O candidato Wilson Grassi esteve na sede da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), em São Paulo, onde assinou Termo de Compromisso de Presidente Amigo da Criança.

    Ele visitou a ONG Cão Sem Dono, em Itapecerica da Serra, região metropolitana da capital paulista, e uma fábrica de móveis veterinários.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury esteve, em São Paulo, na Associação Paulista de Imprensa. 

    Em entrevista, ele defendeu uma auditoria no Brasil e no exterior dos algoritmos da Meta (dona do Facebook, Instagram e Whatsapp). Para o candidato, os algoritmos estimulam a polarização política atual.

    “Eu sou a favor da liberdade de expressão. A questão não é regular as redes sociais, é abrir o algoritmo. Ele tem que ser aberto”, disse.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão fez campanha em Toritama (PE), onde visitou a feira local e concedeu entrevista para uma rádio regional. Ela também esteve em Santa Cruz do Capibaribe, onde visitou a feira da cidade.

    A candidata defendeu valorização dos empreendedores.

    “O empreendedor é quem gera riqueza para esse país e ele deve ser valorizado. Temos que reduzir o custo de vida para o brasileiro, para deixar a energia e a água mais barata”, disse.

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa (PCB) participou de caravana na cidade de São José do Rio Preto (SP).

    Ele defendeu a estatização do sistema bancário.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Vitória da Conquista (BA). Ele participou de uma carreata e um comício.

    Flávio Bolsonaro disse que, se eleito, pretende criar linha de crédito mais barata e com maior prazo de paga

    “O governo vai ter uma linha de crédito mais barata, com mais tempo para pagar. A gente vai organizar as contas. E vai ser vantajoso você empreender, porque meu sonho é reduzir a carga tributária”, disse.

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias fez panfletagem em bairros tradicionais de São Luís.

    Ele defendeu a redução dos preços dos alimentos e aumento geral dos salários.

    “Não é aceitável que um país que produz tanta riqueza, tenha trabalhadores que precisam escolher entre comprar comida, pagar aluguel ou quitar contas básicas. Defendemos um aumento geral dos salários para garantir condições dignas de vida para quem trabalha”, disse.

    Leonardo Avalanche (PRTB) 
    O candidato Leonardo Avalanche não divulgou compromissos de campanha. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    O candidato Luiz Inácio Lula da Silva realizou ato de campanha em Montes Claros (MG).

    Em entrevista à Rádio Itatiaia, ele prometeu, se reeleito, manter a política de valorização do salário mínimo com reajustes acima da inflação.

    “A gente vai continuar dando ajuste de salário mínimo para aposentado, porque é o mínimo necessário para sobreviver. Eu não vou penalizar os pobres para beneficiar os ricos”, disse.

    Sobre o programa Bolsa Família, Lula defendeu que os beneficiários vão deixando o programa de transferência de renda quando “melhoram de vida”.

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos fez carreata em Chapecó (SC), Passo Fundo (RS) e Caxias do Sul (RS).

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema concedeu entrevista ao Jornal do SBT.

    Ronaldo Caiado  (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado fez campanha na cidade de São Paulo, onde caminhou pela Rua 25 de Março.

    Em entrevista, ele disse que, caso eleito, pretende unificar dados estratégicos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), da Receita Federal, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Polícia Federal (PF) para combater o crime organizado.

    “O Ministério da Segurança Pública vai ter a ligação com o Coaf. Vai ter acesso 100% à Receita Federal. Vai ter toda a inteligência da Polícia Federal e do CVM. Isso tudo migra por um caminho chamado inteligência artificial, que vai juntar todos esses dados e vai apontando caso a caso e vai tirando esse tecido podre da sociedade”, disse.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta participou do programa Análise Internacional, transmitido pelo canal do Diário Causa Operária, no YouTube.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Douglas Correa (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís), redação de São Paulo e Rádio Nacional


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Publicações históricas são devolvidas à Biblioteca Nacional

    Publicações históricas são devolvidas à Biblioteca Nacional

    Exemplares foram recuperados em operação da Polícia Federal

    A Biblioteca Nacional reintegrou ao acervo 164 publicações históricas que haviam sido furtadas. São 162 exemplares da publicação O Guri, de 1940 e 1950, um exemplar do Almanak Administrativo Mercantil e Industrial da Corte e Província do Rio de Janeiro para o ano bissexto de 1848, organizado e redigido por Eduardo Laemmert, além do Almanaque dos Heróis Comandado por Superman, de 1949. 

    As peças foram recuperadas pela Polícia Federal em 2020 e entregues à Biblioteca Nacional após análise técnica. 

    No total, a equipe da própria biblioteca examinou 217 itens, entre publicações seriadas e outros documentos, com o objetivo de determinar a procedência.

    Carimbos, registros patrimoniais, etiquetas, códigos de identificação e outras características das publicações foram consideradas a fim de vincular as obras ao acervo.

    No caso de diversos fascículos de O Guri, também foram analisados procedimentos históricos usados pela instituição para a organização e identificação de volumes e fascículos.

    Na edição da revista do Superman foi identificado, inclusive, registro e carimbo da Biblioteca Nacional.

    Operação da PF

    A Operação Dom Pedro II foi deflagrada para localizar e recuperar obras bibliográficas relacionadas ao patrimônio público e cultural brasileiro. 

    A devolução ocorreu em cumprimento da decisão da 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Escolas da Bahia e do Pará vencem prêmio nacional de sustentabilidade

    Escolas da Bahia e do Pará vencem prêmio nacional de sustentabilidade

    Iniciativas usam educação e tecnologia para enfrentar desafios locais

    Iniciativas desenvolvidas por professores e estudantes de escolas em diferentes regiões do Brasil têm transformado materiais descartados em novos recursos e produtos que ajudam a resolver problemas locais. A 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis reconheceu soluções acessíveis e eficientes desenvolvidas por professores e estudantes da educação básica. Os vencedores foram anunciados nesta quinta-feira (17), em cerimônia realizada em Salvador (BA).

    Na categoria que engloba projetos da educação infantil até os primeiros anos do ensino fundamental, a vencedora foi a Casa da Infância, em Salvador (BA). A escola privada desenvolve um projeto de intercâmbio educativo e sustentável entre quatro escolas do Brasil e da Colômbia. 

    Com o envolvimento de estudantes, de educadores e das comunidades, as ações incluem coleta de resíduos nos bairros próximos da escola, compostagem, hortas escolares, reaproveitamento de materiais e mapeamento da biodiversidade. O projeto, intitulado Infância, Sustentabilidade e Cidades Educadoras, articula educação ambiental, gestão de resíduos e consumo responsável por meio de atividades e trocas de experiências entre escolas com características diversas. Os colégios participantes, além de representarem as duas nacionalidades, estão localizados tanto em espaço urbano quanto no rural.

    As ações incluem encontros presenciais e virtuais, além da troca de cartas e conteúdos em português, espanhol e inglês, que promovem o compartilhamento de boas práticas entre as instituições de ensino.

    “Entre os resultados está essa abertura de dialogar com o diferente, de compreender que pode aprender potências e forças com aqueles que parecem ter uma realidade tão distinta. A gente percebeu as crianças muito abertas, inclusive com repertório de literatura, de questões raciais”, disse Marília Dourado, gestora da Casa da Infância.


    Prêmio Escolas Sustentáveis. Visita de professores ao Colegio Internacional Altamira - Barranquilla- Colômbia. Foto: Escola Casa da Infância/Divulgação
     Visita de professores ao Colégio Internacional Altamira – Barranquilla- Colômbia. – Escola Casa da Infância/Divulgação

    O projeto já promoveu imersões na Caatinga, na Mata Atlântica e em comunidades tradicionais, além da participação em seminários internacionais e visitas entre as escolas participantes. 

    “Recebemos educadores da Colômbia aqui, depois a gente vai até lá viver a experiência de troca. Isso marca uma ampliação de conhecimento de mundo, de repertório linguístico, [abordando também] identidade de território e ancestralidade”, disse Marília.

    Segundo a instituição, cerca de 2 mil pessoas foram impactadas pelo projeto, dentro e fora das escolas.

    Ensino médio e EJA

    Na categoria que avalia experiências dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o projeto premiado foi o EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia. O protótipo de armadilha contra mosquitos foi desenvolvido por estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), do Campus Marabá Industrial, de Marabá (PA).

    Os estudantes criaram uma armadilha luminosa de baixo custo para reduzir a presença de mosquitos vetores de doenças, dispensando o uso de inseticidas. A tecnologia utiliza materiais reaproveitados, como latas, fios e componentes eletrônicos. Dessa forma, a solução torna-se acessível e replicável.

    O professor Ríguel Contente, que conduziu o projeto, contou sobre a primeira conversa com os estudantes para dar início ao projeto.

    “Eu conversei em sala de aula com os alunos: como é na casa de vocês essa questão de mosquito? E é muito ruim para eles, porque a maior parte mora em áreas periféricas e, aqui em Marabá é muito quente. As pessoas têm que abrir a janela à noite, tem todo aquele incômodo da presença de muito mosquito na residência.”

    A partir disso, eles fizeram o diagnóstico do problema, a construção dos protótipos, os testes com diferentes cores de LED, até o registro e a identificação dos insetos capturados.

    A estrutura externa da armadilha é uma lata de leite, com uma tela colocada embaixo, pés feitos de tampas de garrafa e uma fonte 12 volts de aparelhos descartados. Há ainda uma espécie de pequeno ventilador e lâmpadas.

    “Tem a parte de desenho técnico, estudar como fazer o desenho da armadilha. Depois tem que ir para a parte experimental, ver qual é a lâmpada que vai ter a melhor eficiência de atração de mosquito. Fizemos várias réplicas com lâmpada vermelha, verde, roxo, azul, e espalhamos pela escola”, relatou Ríguel.


    Prêmio Escolas Sustentáveis. Foto: Projeto EcoLuz Trap/Divulgação
    Prêmio Escolas Sustentáveis. Projeto EcoLuz Trap – Projeto EcoLuz Trap/Divulgação

    O professor ressalta que, por meio da iniciativa, foi possível aproximar os estudantes da ciência, tecnologia e sustentabilidade para encontrar respostas para problemas concretos enfrentados pela comunidade. 

    “Os alunos também tiveram experiência com estatística, saber o que é uma média, o que é um índice, fazer gráficos e tabelas. E tem a questão de saber identificar os mosquitos, então o aluno tem que conhecer a zoologia”, lembrou o professor, acrescentando que os estudantes puderam apresentar os resultados em congressos e feiras.

    Segundo a instituição, a proposta alcançou cerca de 3,5 mil pessoas. “Além dessa parte educacional, que teve um impacto muito bom para os alunos, a gente vai agora para a extensão, que é levar esse equipamento para as pessoas [de fora da escola]. O primeiro beneficiado foi a própria escola, porque a gente espalhou essas armadilhas nos espaços”, contou.

    Sobre o prêmio

    Ao todo, dez projetos foram finalistas desta edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, que é aberto a escolas públicas e privadas. Além de receber um prêmio em dinheiro, as escolas campeãs seguem agora para a etapa internacional da competição, que ocorrerá na Cidade do México, em 2 de dezembro.

    O prêmio é uma iniciativa da Fundação Santillana, da Santillana e da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OIE). O diretor executivo da Fundação Santillana no Brasil, Luciano Monteiro, ressaltou que o prêmio tem a missão de valorizar e reconhecer o que as escolas fazem em favor da sustentabilidade.

    “A ideia é mostrar que sustentabilidade não é só meta global, grandes projetos internacionais. Sustentabilidade é algo que acontece perto de nós também. Isso acontece quando estudantes, professores, crianças, olham situações da sua comunidade e pensam em estratégias para corrigi-las”, explicou Luciano.

    O site do prêmio reúne o repositório dessas boas práticas e tecnologias para que outras escolas possam conhecer, replicar e adequar à sua realidade.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br