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  • Prazo para recursos do Enamed 2026 e Revalida 2026/2 vai até quinta

    Prazo para recursos do Enamed 2026 e Revalida 2026/2 vai até quinta

    Inep disponibilizou os cadernos de provas e os gabaritos preliminares

    As versões preliminares do gabarito e do caderno de provas objetivas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2026 e também da primeira etapa da segunda edição do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) já stão disponíveis.

    Os candidatos podem consultar os documentos nas páginas eletrônicas dos respectivos exames nacionais coordenados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

    >>> Clique aqui para acessar os gabaritos do Enamed e aqui para os resultados do Revalida 2026/2.

    As provas de avaliação da formação médica foram aplicadas no último domingo (14), em todas as unidades da federação.

    Recursos

    Os recursos administrativos contra as versões preliminares de gabarito oficial da prova objetiva podem ser apresentados até as 23h59 desta quinta-feira (17), no horário de Brasília. A data inicial, que era 22 de setembro, foi retificada para esta quinta-feira.

    Para o procedimento, o participante deverá acessar o Sistema Revalida.

    Os recursos serão analisados, e os resultados serão disponibilizados pelo Inep, acompanhados das razões de deferimento ou indeferimento apresentadas pela Banca de Análise de Recursos do Gabarito Preliminar.

    Em caso de anulação de item do gabarito oficial preliminar da prova objetiva, a pontuação correspondente será atribuída a todos os participantes, inclusive aos que não tenham interposto recurso.

    Conforme o edital do Enamed desta edição, ainda serão publicadas as versões definitivas do gabarito oficial da prova objetiva e o resultado definitivo da prova objetiva, no dia 4 de dezembro.

    Enamed

    Criado pelo MEC, o Enamed tem duas funções principais: avaliar a formação médica e a qualidade dos cursos de graduação do país; e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).

    O exame será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses a partir de 2027 a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.

    Com a recente mudança na legislação, anunciada em junho pelo Inep, o Enamed também passou a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina.

    Com isso, os graduados em medicina somente poderão se inscrever no Conselho Regional de Medicina (CRM) de sua respectiva unidade da federação se tiverem rendimento suficiente no exame.

    O registro no conselho é obrigatório para exercer a profissão de médico no Brasil.

    Revalida

    Já o Revalida tem o objetivo de verificar se médicos formados no exterior adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

    O processo organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde serve para dar validade aos diplomas estrangeiros de conclusão da graduação de médicos brasileiros e estrangeiros que desejam atuar no Brasil.

    A aprovação no exame atesta que o documento emitido no exterior é compatível com as exigências de formação das universidades brasileiras. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brics: declaração final reforça defesa de reforma da governança global

    Brics: declaração final reforça defesa de reforma da governança global

    China e Rússia reiteram apoio a papel de Brasil e Índia na ONU

    Os líderes do Brics divulgaram a declaração final da 18ª Cúpula do grupo, em Nova Délhi, na Índia. O documento reúne os consensos alcançados pelos integrantes do bloco em temas como governança global, comércio, desenvolvimento sustentável, clima, tecnologia, segurança internacional e cooperação entre países em desenvolvimento.

    O Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global.

    A declaração tem caráter político e orienta a atuação conjunta dos países em organismos multilaterais, sinalizando prioridades, consensos e reivindicações que tendem a ser levados a fóruns como a Organização das Nações Unidas (ONU), o G20, a Organização Mundial do Comércio (OMC) e outras instituições multilaterais.

    Em um cenário marcado por disputas geopolíticas, guerras, tensões comerciais e debates sobre reforma das instituições internacionais, o texto reforça a defesa do multilateralismo e de uma governança global mais representativa.

    Banco do Brics

    Os líderes ressaltaram o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do Brics, como instrumento estratégico para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

    O documento incentiva a instituição a ampliar sua capacidade de mobilizar recursos, expandir operações em moedas locais, diversificar fontes de financiamento e apoiar iniciativas voltadas à redução das desigualdades e à integração econômica.

    A declaração manifesta, ainda, apoio à ampliação do número de membros do banco e à análise dos pedidos de adesão de países interessados. Os líderes também registraram o lançamento de um portal de conhecimento desenvolvido em parceria entre o Brics e o NDB para compartilhar experiências, boas práticas e informações sobre projetos financiados pela instituição.

    Mecanismos de pagamentos

    O texto ainda destaca as discussões sobre mecanismos de pagamento entre os países-membros.

    Embora não mencione diretamente o Pix, a declaração defende princípios compatíveis com esse tipo de sistema – como a interoperabilidade de plataformas de pagamento, o aprimoramento dos pagamentos transfronteiriços, a integração de canais de mensagens financeiras, o aumento das liquidações comerciais em moedas locais e o desenvolvimento de mecanismos mais rápidos, baratos, acessíveis, eficientes, transparentes e seguros para transações internacionais.

    Brasil

    Entre os temas de maior interesse para o Brasil, o documento reforça a defesa de uma reforma da ONU e do Conselho de Segurança, considerada uma das prioridades históricas da diplomacia brasileira.

    A declaração sustenta que os organismos internacionais precisam refletir melhor a realidade atual e ampliar a representação dos países em desenvolvimento.

    O texto registra ainda que China e Rússia reiteraram apoio às aspirações de Brasil e Índia de desempenhar papel mais relevante nas Nações Unidas, inclusive em um Conselho de Segurança reformado.

    “Reiteramos nosso apoio a uma reforma abrangente da ONU, incluindo seu Conselho de Segurança, com o objetivo de torná-lo mais democrático, representativo, eficaz e eficiente, além de ampliar a representação dos países em desenvolvimento em sua composição”, diz o texto.

    Outro ponto relevante para o governo brasileiro é a ênfase dada ao combate à desigualdade. Os líderes do Brics reconhecem que as desigualdades “dentro e entre os países” estão na origem de diversos desafios enfrentados pela comunidade internacional.

    Sul Global

    A declaração destaca o papel do chamado Sul Global na formulação de respostas aos desafios internacionais – em especial para lidar com desaceleração econômica, protecionismo, mudanças tecnológicas e climáticas.

    Além disso, os líderes reafirmam compromisso com a Agenda 2030 da ONU; defendem a erradicação da pobreza como prioridade global; e reiteram posições em favor do combate ao racismo, à xenofobia e à discriminação.

    “Reiteramos a necessidade de intensificar a luta contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e formas correlatas de intolerância, bem como a discriminação baseada em religião, fé ou crença, e todas as suas manifestações contemporâneas em todo o mundo, incluindo as preocupantes tendências de aumento dos discursos de ódio, da desinformação e da divulgação de informações falsas”, diz o documento.

    O texto também pede maior representação de mulheres nos postos de liderança de organismos internacionais.

    Economia, finanças e comércio

    Na área econômica e financeira, o Brics reafirmou o compromisso de aprofundar a cooperação entre os países-membros para promover crescimento sustentável, inovação e redução das desigualdades.

    No campo comercial, os líderes reafirmaram apoio à reforma da OMC e à preservação de um sistema multilateral de comércio baseado em regras.

    O documento manifesta preocupação com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias consideradas incompatíveis com as normas da organização e critica a adoção de medidas protecionistas que possam prejudicar o comércio internacional.

    A declaração também prevê iniciativas para ampliar o comércio entre os países do bloco. Entre elas, estão o fortalecimento das cadeias globais de valor entre os integrantes do Brics; a facilitação do comércio agrícola intrabloco; a digitalização de documentos comerciais; a ampliação da cooperação logística; e a criação de uma plataforma de comercialização de grãos, a chamada Brics Grain Exchange.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Conselho Superior do MPF analisará mensagens de Vorcaro sobre Gonet

    Conselho Superior do MPF analisará mensagens de Vorcaro sobre Gonet

    Debate foi marcado para 25 de setembro

    O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) marcou para 25 de setembro debate sobre o procedimento interno acerca das menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. 

    O caso é relatado pelo subprocurador-geral da República, Francisco de Assis Sanseverino, um dos conselheiros, e foi aberto após representação de deputados do partido Novo. Eles pediram para Gonet ser afastado das investigações do caso Master. 

    O PGR não responde a um processo administrativo, passível de punições. O conselho deverá se ater a discutir se a menção a Gonet em relatório da PF compromete sua imparcialidade no caso Master. 

    Em defesa enviada na terça-feira (15), Gonet disse que pode afirmar, em termos bastante diretos e simples, que não tem “com o Sr. Daniel Vorcaro relação de amizade alguma, nem muito menos interesse pessoal nos processos em que ele conste como parte ou investigado”. 

    Durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), também na terça, Gonet disse ter se encontrado com Vorcaro apenas uma vez, de forma “brevíssima e banal”, em decorrência da participação de um painel jurídico em Londres que tinha o Master entre os patrocinadores. 

    Na defesa ao Conselho Superior, o PGR disse que não tinha conhecimento prévio de quem eram os patrocinadores do evento. Gonet enfatiza ainda não ter sido encontrado no telefone de Vorcaro nenhum contato relativo a ele. 

    Os investigadores da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro, apontam para menções a Gonet em conversas do ex-banqueiro com o ministro do STF Alexandre de Moraes. 

    “Não podemos reverter isso com Paulo e Andrei”, diz Vorcaro em uma das mensagens.

    Para os delegados responsáveis pela Compliance Zero, tratam-se de Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF). Gonet também aparece em conversas de Vorcaro com o advogado Ciro Soares. 

    Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • CBF anuncia amistosos da seleção feminina em palcos da Copa do Mundo

    CBF anuncia amistosos da seleção feminina em palcos da Copa do Mundo

    Brasil pega Argentina no Beira-Rio e na Arena Pernambuco em outubro

    A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta quarta-feira (16), os adversários dos quatro últimos amistosos da seleção feminina em 2026. Em outubro, serão duas partidas diante da Argentina, ambos no Brasil e em palcos da Copa do Mundo do ano que vem. Entre o fim de novembro e o começo de dezembro, são mais dois compromissos no Japão, contra as donas da casa.

    Os duelos com as argentinas estão marcados para 10 e 13 de outubro. O primeiro será no Beira-Rio, em Porto Alegre, e o segundo na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE), região metropolitana de Recife.

    É a primeira vez que o Beira-Rio receberá um jogo da seleção feminina principal. Já a Arena Pernambuco foi casa da vitória brasileira por 4 a 0 sobre a Jamaica, em junho de 2024, para quase 34 mil pessoas. Foi neste amistoso que Marta ​anotou o golaço vencedor do prêmio que leva o nome da própria craque, concedido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).

    As partidas em território japonês serão em 29 de novembro e 5 de dezembro, nas cidades de Hiroshima (Edion Peace Wing) e Okayama (JFE Harenokuni Stadium), respectivamente. Ainda não há definição dos horários.

    “A Argentina teve um grande desempenho nas eliminatórias e na Copa América. É uma seleção que evoluiu muito. E a seleção japonesa é uma das favoritas para a Copa e sempre um confronto muito difícil pela qualidade das suas jogadoras e sua velocidade de jogo”, disse o técnico Arthur Elias, em depoimento ao site da CBF.

    A convocação para os jogos contra a Argentina será no próximo dia 22 de setembro, às 15h (horário de Brasília), no auditório da entidade, que fica no Rio de Janeiro. O anúncio dos nomes para os amistosos diante do Japão ainda será agendado.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Alto Comissário cobra medidas urgentes para enfrentar riscos sem precedentes relacionados à IA

    Alto Comissário cobra medidas urgentes para enfrentar riscos sem precedentes relacionados à IA

    O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu nesta segunda (14) que os Estados e as empresas “pioneiras” mundiais em inteligência artificial ajam com urgência para garantir que uma governança significativa da IA acompanhe seu desenvolvimento acelerado e os riscos sem precedentes aos direitos humanos.

    “Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afetará não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade”, afirmou o Alto Comissário em uma carta dirigida aos Estados-membros e às empresas desenvolvedoras de IA.

    “A corrida atual em direção a uma IA cada vez mais poderosa representa uma mudança radical rumo a maiores riscos existenciais para todos os aspectos de nossas vidas. Falhas envolvendo sistemas de IA autônoma – sem falar nos sistemas deliberadamente projetados para esse fim – poderiam paralisar serviços essenciais, interromper as comunicações, desestabilizar infraestruturas críticas e atingir o cerne das instituições democráticas”, escreveu ele.

    “Populações inteiras poderiam ficar privadas de água potável, aquecimento e serviços financeiros, e a IA autônoma já está acelerando o ritmo e o alcance da guerra e corroendo as salvaguardas que se interpõem entre nós e o lançamento de armas de destruição em massa.”

    O Alto Comissário destacou a estreita janela de oportunidade para regulamentar a IA e escreveu que nosso destino dependerá fundamentalmente das escolhas deliberadas que estão sendo feitas agora sobre como a IA é projetada, implantada e governada.

    “Os danos causados pela IA não são hipotéticos — eles já estão ocorrendo, de forma evidente”, acrescentou Türk. 

    “Serviços essenciais estão sendo automatizados de maneiras que deixam as pessoas marginalizadas ainda mais para trás. A ânsia por dados e novas e poderosas ferramentas de vigilância estão corroendo a privacidade em grande escala — possivelmente de forma irreversível. Campanhas de desinformação impulsionadas pela IA já estão distorcendo o debate público, minando a coesão social e colocando sob pressão as instituições democráticas de maneiras novas e insidiosas.”

    O Alto Comissário afirmou que as empresas que estão na vanguarda do desenvolvimento de IA de ponta têm tanto a responsabilidade quanto a capacidade de agir imediatamente para reduzir os riscos.

    “É preciso desenvolver uma devida diligência robusta em direitos humanos, que incorpore padrões de segurança acordados, implementá-la em todo o setor e aprimorá-la continuamente. E a implementação desses padrões precisa estar sujeita a monitoramento interno independente para aumentar a transparência e a prestação de contas”, escreveu o alto funcionário das Nações Unidas. 

    O Alto Comissário também enfatizou que os Estados que abrigam empresas líderes em IA de ponta têm a obrigação específica de exigir que essas empresas ajam com responsabilidade e de responsabilizá-las caso não o façam. Ele instou Estados a garantir uma verificação independente e tecnicamente competente das capacidades autônomas, com acesso a modelos, documentação e ambientes de teste, e a exigir a realização contínua de devida diligência em direitos humanos.

    “Dado o que está em jogo e a situação em que nos encontramos hoje, exorto os Estados e as empresas a se mobilizarem com urgência por meio de fóruns multilaterais para traçar um caminho de ação que regule os modelos avançados e de ponta de IA, com base no direito internacional dos direitos humanos”, escreveu ele.

    “Nenhum país pode regular essa tecnologia sozinho. Nenhuma empresa deveria poder decidir por conta própria quais riscos o mundo deve aceitar. Nenhuma pessoa deveria ser obrigada a abrir mão de seus direitos humanos em troca de alegações de progresso tecnológico.”

    “A geração que agora está entrando na idade adulta herdará as consequências das decisões que estão sendo tomadas sobre essa questão sem ter voz ativa nelas. Temos o dever para com eles de garantir que essas decisões sejam tomadas de forma aberta, levando em conta seus direitos e com a humildade que a magnitude desse empreendimento exige.”

    Para saber mais, acesse a página do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (ACNUDH) e o Relatório do Painel Científico Independente do Secretário-Geral da ONU sobre Inteligência Artificial. 

    Contatos para a imprensa:

    Em Genebra:

    Em Nova Iorque:

    Fonte: brasil.un.org

  • Alto Comissário cobra medidas urgentes para enfrentar riscos sem precedentes relacionados à IA

    Alto Comissário cobra medidas urgentes para enfrentar riscos sem precedentes relacionados à IA

    O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu nesta segunda (14) que os Estados e as empresas “pioneiras” mundiais em inteligência artificial ajam com urgência para garantir que uma governança significativa da IA acompanhe seu desenvolvimento acelerado e os riscos sem precedentes aos direitos humanos.

    “Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afetará não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade”, afirmou o Alto Comissário em uma carta dirigida aos Estados-membros e às empresas desenvolvedoras de IA.

    “A corrida atual em direção a uma IA cada vez mais poderosa representa uma mudança radical rumo a maiores riscos existenciais para todos os aspectos de nossas vidas. Falhas envolvendo sistemas de IA autônoma – sem falar nos sistemas deliberadamente projetados para esse fim – poderiam paralisar serviços essenciais, interromper as comunicações, desestabilizar infraestruturas críticas e atingir o cerne das instituições democráticas”, escreveu ele.

    “Populações inteiras poderiam ficar privadas de água potável, aquecimento e serviços financeiros, e a IA autônoma já está acelerando o ritmo e o alcance da guerra e corroendo as salvaguardas que se interpõem entre nós e o lançamento de armas de destruição em massa.”

    O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, discursa na abertura da 58ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, em 24 de fevereiro de 2025.
    Legenda: O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, discursa na abertura da 58ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, em 24 de fevereiro de 2025.
    Foto: © ONU/Jean Marc Ferré.

    O Alto Comissário destacou a estreita janela de oportunidade para regulamentar a IA e escreveu que nosso destino dependerá fundamentalmente das escolhas deliberadas que estão sendo feitas agora sobre como a IA é projetada, implantada e governada.

    “Os danos causados pela IA não são hipotéticos — eles já estão ocorrendo, de forma evidente”, acrescentou Türk. 

    “Serviços essenciais estão sendo automatizados de maneiras que deixam as pessoas marginalizadas ainda mais para trás. A ânsia por dados e novas e poderosas ferramentas de vigilância estão corroendo a privacidade em grande escala — possivelmente de forma irreversível. Campanhas de desinformação impulsionadas pela IA já estão distorcendo o debate público, minando a coesão social e colocando sob pressão as instituições democráticas de maneiras novas e insidiosas.”

    O Alto Comissário afirmou que as empresas que estão na vanguarda do desenvolvimento de IA de ponta têm tanto a responsabilidade quanto a capacidade de agir imediatamente para reduzir os riscos.

    “É preciso desenvolver uma devida diligência robusta em direitos humanos, que incorpore padrões de segurança acordados, implementá-la em todo o setor e aprimorá-la continuamente. E a implementação desses padrões precisa estar sujeita a monitoramento interno independente para aumentar a transparência e a prestação de contas”, escreveu o alto funcionário das Nações Unidas. 

    O Alto Comissário também enfatizou que os Estados que abrigam empresas líderes em IA de ponta têm a obrigação específica de exigir que essas empresas ajam com responsabilidade e de responsabilizá-las caso não o façam. Ele instou Estados a garantir uma verificação independente e tecnicamente competente das capacidades autônomas, com acesso a modelos, documentação e ambientes de teste, e a exigir a realização contínua de devida diligência em direitos humanos.

    “Dado o que está em jogo e a situação em que nos encontramos hoje, exorto os Estados e as empresas a se mobilizarem com urgência por meio de fóruns multilaterais para traçar um caminho de ação que regule os modelos avançados e de ponta de IA, com base no direito internacional dos direitos humanos”, escreveu ele.

    “Nenhum país pode regular essa tecnologia sozinho. Nenhuma empresa deveria poder decidir por conta própria quais riscos o mundo deve aceitar. Nenhuma pessoa deveria ser obrigada a abrir mão de seus direitos humanos em troca de alegações de progresso tecnológico.”

    “A geração que agora está entrando na idade adulta herdará as consequências das decisões que estão sendo tomadas sobre essa questão sem ter voz ativa nelas. Temos o dever para com eles de garantir que essas decisões sejam tomadas de forma aberta, levando em conta seus direitos e com a humildade que a magnitude desse empreendimento exige.”

    Para saber mais, acesse a página do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (ACNUDH) e o Relatório do Painel Científico Independente do Secretário-Geral da ONU sobre Inteligência Artificial. 

    Contatos para a imprensa:

    Em Genebra:

    Em Nova Iorque:

    Fonte: brasil.un.org

  • Especialistas defendem maior regulação de plataformas digitais

    Especialistas defendem maior regulação de plataformas digitais

    Pesquisadoras destacam riscos de algoritmos e deepfakes nas eleições

    O Brasil deve ampliar a regulação de plataformas digitais e a fiscalização do compartilhamento de conteúdos feitos com Inteligência Artificial. Foi o que defenderam as pesquisadoras Fernanda Rodrigues, diretora executiva do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS) e Larissa Santiago, cofundadora da plataforma de comunicação independente Blogueiras Negras.

    Durante o webinário Tecnologias, IA e Eleições, promovido pela Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras nesta terça-feira (15), Fernanda Rodrigues chamou atenção para o funcionamento dos algoritmos de recomendação, que, segundo ela, fazem com que as plataformas determinem quais conteúdos serão apresentados aos usuários.

    “É preciso uma regulação mínima que assegure que as pessoas possam optar por não receber conteúdos padronizados e que assegure que os mecanismos de recomendação não tenham vieses discriminatórios”, disse.

    Inteligência Artificial

    Sobre a Inteligência Artificial, as pesquisadoras afirmaram que o desenvolvimento dessa tecnologia não tem sido pautado pelas demandas da sociedade e que as grandes empresas de tecnologia monopolizam o debate sobre o assunto.

    Larissa Santiago afirmou que, em comparação com outros países, o Brasil tem um bom sistema regulatório de IA. Mas que é preciso aumentar a fiscalização e, principalmente, a educação midiática.

    “As pessoas não conseguem entender a diferença entre uma pessoa real e uma pessoa criada pela IA. É preciso educar a população”, disse.

    IA nas eleições

    Ao citar o processo que levou ao impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, Larissa Santiago mencionou a circulação de imagens e notícias distorcidas. O processo de impeachment ocorreu em 2016, antes da popularização das ferramentas atuais de inteligência artificial generativa. Larissa afirmou que a tecnologia de IA potencializa a violência política de gênero e raça com o uso de desinformação e deepfakes. “A gente viu isso com a presidenta Dilma. As imagens distorcidas, as notícias distorcidas, até chegar ao golpe”, disse.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil vence Chile na estreia pelo Sul-Americano de vôlei masculino

    Brasil vence Chile na estreia pelo Sul-Americano de vôlei masculino

    Assim como no feminino, competição dá vaga olímpica à seleção campeã

    A seleção masculina de vôlei estreou com triunfo no Campeonato Sul-Americano da modalidade, que classifica o campeão à Olimpíada de Los Angeles (Estados Unidos).

    Nesta terça-feira (15), os brasileiros venceram o Chile por 3 sets a 0, parciais de 25/23, 25/16 e 25/11, em uma hora e 20 minutos de partida.

    A competição ocorre no Rio de Janeiro, com os todos os jogos no Maracanãzinho. São seis participantes: Brasil, Chile, Argentina, Bolívia, Colômbia e Venezuela.

    As seleções jogam entre si ao longo de cinco rodadas, sendo campeã a que fizer melhor campanha. As vitórias por 3 sets a 0 ou 3 a 1 valem três pontos. Se o triunfo for por 3 a 2, a equipe ganhadora soma dois pontos e a que perder faz um ponto.

    Pressionado após a má campanha na Liga das Nações, em que ficou fora da fase final pela primeira vez desde a criação do torneio, em 2018, o Brasil quase se complicou no primeiro set, encontrando dificuldades para abrir distância. Nas demais parciais, os brasileiros fizeram valer a superioridade e venceram sem maiores problemas.

    O ponteiro Adriano, com 13 pontos, comandou a vitória da seleção comandada por Bernardinho, que ainda teve o oposto Bryan, maior pontuador da última edição da Superliga Masculina, anotando 11 pontos. O central Judson, por sua vez, fez nove pontos, sendo três deles de bloqueio.

    O Brasil volta a quadra nesta quarta-feira (16), novamente às 20h (horário de Brasília), para encarar a Bolívia.

    No mesmo horário, mas na quinta-feira (17), o adversário será a Colômbia. No sábado (19), às 11h, os brasileiros enfrentam a Venezuela.

    A participação chega ao fim no domingo (20), às 10h, diante da Argentina.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mega-Sena acumula para R$ 102 milhões; confira os números sorteados

    Mega-Sena acumula para R$ 102 milhões; confira os números sorteados

    Números sorteados foram: 14 – 23 – 53 – 56 – 57 – 60

    Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.058 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (15). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 102 milhões para o próximo sorteio.

    Os números sorteados foram: 14 – 23 – 53 – 56 – 57 – 60

    • 49 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 53.305,58 cada
    • 3.632 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.185,42 cada

    Apostas

    Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (17), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

    A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Maioria dos projetos no Congresso ameaçam indígenas, diz pesquisa

    Maioria dos projetos no Congresso ameaçam indígenas, diz pesquisa

    Levantamento foi divulgado pelo Conselho Indígena Missionário

    Dos 272 projetos que tramitam no Congresso Nacional que afetam diretamente os direitos dos povos indígenas, 146 (54%) são desfavoráveis a essas comunidades tradicionais.  Essa é uma das conclusões de um levantamento divulgado, na tarde desta terça (15), pelo Conselho Indígena Missionário (Cimi). 

    A avaliação aponta ainda que, dessas propostas consideradas negativas, 125 dizem respeito aos direitos territoriais. Os dados ficaram disponíveis pelo Cimi na plataforma denominada “Congresso Antindígena”. 

    Aumento


    Brasília (DF), 15/09/2026 - Luís Ventura. Projetos no Congresso Nacional ameaçam indígenas. Foto: Cimi/Divulgação
     Secretário executivo do Cimi, Luís Ventura. Foto: Cimi/Divulgação

    De acordo com o secretário executivo do Cimi, Luís Ventura, os números levantados confirmam que o Congresso tem um comportamento contrário aos direitos constitucionais dos povos indígenas. Essa configuração teve um aumento relevante, segundo ele, nas últimas duas legislaturas. 

    “Na última legislatura, de 2023 para cá, foram 83 proposições legislativas contrárias aos direitos dos povos indígenas protocoladas na Câmara dos Deputados ou no Senado”, disse em entrevista à Agência Brasil. 

    Entre as iniciativas negativas para os povos indígenas, o secretário do Cimi cita tentativas de instalar o Marco temporal, de abertura dos territórios à exploração econômica por terceiros, de reduzir as possibilidades de demarcação e até de levar a atribuição da demarcação para o Congresso Nacional e não para o Executivo, que é o que estabelece a Constituição. 

    O secretário do Cimi acrescenta que há uma intensificação dos votos dos parlamentares contrários aos interesses dos indígenas no país. Por isso, há uma preocupação da entidade com o futuro.

    “É evidente que nós estamos preocupados caso o Congresso Nacional não tenha uma reconfiguração. Ao mesmo tempo, nós queremos lançar esta plataforma justamente para colocar esse problema diante da sociedade”.

    Votos contrários

    A iniciativa do Cimi sistematizou os votos e resultados de 110 votações nominais ocorridas no Senado, na Câmara e em sessões conjuntas do Congresso Nacional nas duas últimas legislaturas, entre janeiro de 2019 e junho de 2026. Foram avaliadas 98 votações de proposições com impacto direto sobre os direitos dos povos indígenas e 12 com impacto indireto.

    De um total de 41.391 votos analisados, foram computados 27.965 desfavoráveis aos direitos indígenas (67,6%) e 13.081 favoráveis (31,6%), além de 345 (0,8%) votos considerados neutros, como abstenções.

    A plataforma vai permanecer ativa depois das eleições também e passará a expor as ações dos parlamentares ao público. O objetivo é colocar diante da sociedade quais são os partidos políticos, deputados, senadores e bancadas, que, sistematicamente, estão trabalhando contra os direitos constitucionais dos povos indígenas.

    Andamento

    Ventura explica que uma das questões que a plataforma traz também é que as proposições legislativas contra direitos territoriais têm um andamento mais ágil do que as propostas favoráveis, que são principalmente relacionadas a políticas públicas como educação, saúde, direitos sociais e culturais. 

    O secretário do Cimi argumenta que a garantia dos direitos constitucionais dos indígenas deve ser pauta de toda a sociedade e não apenas das comunidades tradicionais.

    “A proteção aos territórios indígenas gera um resultado evidente para a proteção da biodiversidade. E isso, efetivamente, é algo do qual toda a sociedade se beneficia”. 

    Outro sentido é a ofensiva contra os direitos dos povos indígenas, que significaria impactos contra direitos fundamentais da Constituição. “Quando se atinge um direito fundamental, outros podem ser atingidos da mesma forma”.

    Esses impactos gerados pelo Congresso, na avaliação do Cimi, estão espalhados por todas as regiões. “O resultado final deste comportamento do Congresso Nacional é que, de um lado, as demarcações de terras indígenas são travadas, e, por outro lado, os territórios vão ser abertos à exploração econômica”. 

     Não haver demarcação dos territórios elevaria, nessa concepção, a chance de violência direta contra os povos indígenas. “Isso não pode ser naturalizado pela sociedade brasileira. E, para não ser naturalizado, a gente precisa transformar esse congresso que está aí”.

    Ameaça no Jequitinhonha

    A cerca de mil quilômetros do Congresso Nacional, a liderança indígena Cleonice Pankararu, de 59 anos, está bastante preocupada com as decisões dos parlamentares em Brasília. Ela vive em uma pequena comunidade (de 30 famílias) chamada Aldeia Cinta Vermelha de Jundiba, na área rural de Araçuaí (MG), no Vale do Jequitinhonha.

    Ela relata sofrer ameaças por conta da busca por direitos e ao denunciar a exploração de minérios na região, particularmente o lítio. Inclusive, em 2023, foi até a sede da ONU, em Genebra (Suíça), para relatar as dificuldades e a violência.

    Atualmente, Cleonice tem sido atendida por programa de proteção.   

     “O nosso território ainda precisa ser demarcado e nós estamos correndo risco devido aos grandes empreendimentos na região”, explicou, em entrevista por telefone. “Sabemos que a maioria dos deputados e senadores não estão preocupados com os povos indígenas”. 

    No dia a dia, Cleonice lamenta que, além dos riscos à segurança, os filhos e netos não têm a vida que ela teve na infância. Banhar-se no rio Jequitinhonha e admirar os animais na mata na confluência de Cerrado e Caatinga. Com o desmatamento provocado por empresas e grileiros, tudo está diferente. “Tinha mata, frutas, rio limpo e muito peixe. A gente não pesca mais”

    A monocultura do eucalipto nesta região semiárida sofreu impacto, segundo explica. Pequi e mangaba desapareceram. Até as plantas medicinais que a comunidade utilizava sumiram. “A gente precisa estar atento e denunciar”.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br