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  • Testes clínicos fase 1 da polilaminina começam este mês

    Testes clínicos fase 1 da polilaminina começam este mês

    Substância ajuda a recuperar movimentos em pessoas com lesão medular

    A primeira fase dos estudos clínicos com a polilaminina será iniciada no dia 24 deste mês, de acordo com a farmacêutica Cristália, que desenvolve o medicamento em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    A substância tem potencial de ajudar pessoas com lesão na medula a recuperarem seus movimentos. 

    A partir desta data, os pesquisadores vão recrutar cinco pacientes voluntários, de 18 a 72 anos, para receber a polilaminina, com o objetivo de comprovar que ela é segura para humanos e não oferece mais danos do que benefícios. Somente em fases posteriores será testada a eficácia do medicamento. 

    Conforme autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todos os pacientes devem apresentar lesão medular completa entre as vértebras T2 e T10, após sofrer algum trauma. Também é preciso que o ferimento tenha ocorrido há menos de 72 horas, e que esses pacientes tenham indicação de cirurgia para descompressão medular.

    Eles serão atendidos no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com equipes cirúrgicas treinadas para a aplicação da substância diretamente na medula durante a cirurgia. Depois do procedimento, eles passarão por reabilitação na AACD, e serão acompanhados pela equipe de pesquisa por seis meses. 

    O que é a polilaminina

    A polilaminina é uma substância desenvolvida em laboratório a partir da laminina, uma proteína encontrada naturalmente no corpo humano. Ela foi descoberta pela professora e pesquisadora da UFRJ Tatiana Sampaio, que investiga seu potencial há mais de 20 anos. 

    No sistema nervoso, a laminina atua como base para a movimentação dos axônios, partes dos neurônios responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos. Por isso, acredita-se que a polilaminina pode reestabelecer a conexão interrompida quando há lesão na medula. 

    Depois de obter resultados positivos em ratos, os pesquisadores realizaram um estudo-piloto, entre os anos de 2016 e 2021, aplicando a substância em oito pessoas que também passaram por cirurgia de descompressão. 

    Três faleceram em decorrência das lesões, mas os cinco que se recuperaram apresentaram algum ganho motor. No entanto, ainda não é possível afirmar que isso é resultado direto da polilaminina, por isso, a substância ainda precisa ser testada em ensaios clínicos controlados.

    No entanto, a divulgação dos resultados preliminares gerou grande comoção, e dezenas de pessoas receberam autorização para usar a substância de forma compassiva, uma licença especial concedida pela Anvisa para o uso de substâncias experimentais, em casos de grande gravidade. 

    Como essas aplicações não foram realizadas sob protocolo científico, não é possível atestar se a polilaminina funcionou ou não.

    O vice-presidente de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação do Cristália Rogério Almeida, garantiu que o laboratório está comprometido com a ciência, as boas práticas clínicas e o rigor regulatório. 

    “Trabalhamos em total alinhamento com a Anvisa e com todos os parceiros envolvidos, sempre com o mesmo objetivo: proteger os pacientes e gerar evidências científicas robustas de segurança e eficácia. Nosso foco agora é conduzir o estudo clínico com a máxima qualidade e no menor prazo possível”, acrescentou. 

    Se a substância for bem sucedida na fase 1, a equipe poderá pedir autorização à Anvisa para dar seguimento aos testes em humanos. Nas fases 2 e 3, o número de participantes aumenta e pesquisadores podem avaliar se a substância realmente funciona e produz resultados superiores aos tratamentos disponíveis atualmente.

    Somente após a conclusão de todas as fases de testes, é que o medicamento pode ser registrado e disponibilizado para a população. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mudanças climáticas figuram como crise de saúde pública, diz Padilha

    Mudanças climáticas figuram como crise de saúde pública, diz Padilha

    Ministro alertou para impactos na saúde, como nos casos de dengue

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (16) que os impactos das mudanças climáticas figuram como uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Durante coletiva de imprensa, ele avaliou como urgente a necessidade de adaptação dos sistemas de saúde para enfrentar a questão.

    Padilha destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê uma em cada quatro mortes registradas globalmente como relacionada, de alguma forma, às mudanças climáticas. Ele lembrou que o Reino Unido, por exemplo, já registra a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor tipicamente presente em países tropicais como o Brasil.

    O ministro citou ainda o aumento da temperatura média como um dos fatores que podem favorecer a expansão do mosquito transmissor da dengue no Sul do país, inclusive no Rio Grande do Sul, onde quase não havia casos da doença, além do aumento de doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, causado pelas ondas de calor extremo.

    Questionado sobre a preparação da pasta para eventos climáticos como o que causou as graves inundações em Porto Alegre e em boa parte do território gaúcho, em 2024, Padilha avaliou que o país está mais bem preparado atualmente do que estava à época em que as chuvas devastaram o estado.

    “Mas todo cuidado é pouco”, avaliou.

    Ele destacou a necessidade de manutenção do estado de alerta e de vigilância, não apenas no Sul, mas em todas as regiões do país. Dados da pasta indicam que, em 2026, os efeitos do El Niño devem ser sentidos de forma mais intensa no Brasil já a partir deste mês.

    “Atingimos um El Niño muito forte, com a posiblidade de termos o mais forte da série histórica”, alertou o secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, citando que os efeitos registrados no país devem durar, pelo menos, até março de 2027.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Petrobras tem maior margem de lucro entre grandes petroleiras mundiais

    Petrobras tem maior margem de lucro entre grandes petroleiras mundiais

    De cada US$ 100 em vendas, US$ 29,15 viram resultado

    A Petrobras alcançou, no primeiro semestre de 2026, a maior margem de lucro em um grupo de grandes petroleiras internacionais, superando gigantes como a saudita Saudi Aramco e as americanas ExxonMobil e Chevron.

    A constatação está em um estudo divulgado nesta quarta-feira (16) pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne sindicatos que representam mais de 105 mil trabalhadores da indústria do petróleo.

    O levantamento é coordenado pelo economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), instituição de pesquisa ligada ao movimento sindical.

    O estudo compara resultados financeiros de grandes petroleiras desde 2020. É a primeira vez em que a Petrobras alcança o topo do ranking de margem de lucro.

    Margem x lucro

    Lucro é quanto dinheiro sobra para a empresa depois de descontados os custos, despesas e tributos. Já a margem de lucro mede a eficiência da empresa ao mostrar qual proporção da receita (vendas totais, como combustíveis, óleo cru e derivados) realmente se transforma em lucro.

    Por exemplo, se uma companhia tem uma margem líquida de 15%, significa que, para cada R$ 100 em vendas, R$ 15 sobram como lucro líquido para o negócio após todos os custos, despesas e tributos terem sido pagos.

    No ranking do Dieese, a Petrobras aparece no topo, com margem de 29,15% no primeiro semestre de 2026. No período, a estatal brasileira teve lucro líquido de R$ 85,1 bilhões.

    Confira a margem de lucro das grandes petroleiras acompanhadas pelo Dieese:

    • Petrobras: 29,15%
    • Saudi Aramco: 25,48%
    • Chevron: 18,01%
    • ExxonMobil: 16,33%
    • BP (Reino Unido) 14,83%
    • Equinor (Noruega) 12,84%
    • Shell (anglo-holandesa): 9,94%
    • TotalEnergies (França): 9,44%

    De 2020 até 2025, a Saudi Aramco figurava como dona da maior margem de lucro. Em todos esses anos, a Petrobras era vice-líder, com exceção de 2024.

    A fonte dos dados são informações divulgadas pelas próprias empresas. O pesquisador não incluiu no comparativo empresas chinesas, como Sinopec e PetroChina.

    TOP 3 em lucro

    O economista do Dieese comparou também o lucro das companhias. Os resultados do primeiro semestre apontam a Petrobras como terceiro maior lucro no ranking em dólar.

    • Saudi Aramco: US$ 65,4 bilhões
    • ExxonMobil: US$ 18,7 bilhões
    • Petrobras: US$ 16,6 bilhões
    • Shell: US$ 15,5 bilhões
    • Chevron: US$ 14,3 bilhões
    • TotalEnergies: US$ 11,8 bilhões
    • BP: US$ 9,5 bilhões
    • Equinor: US$ 7,9 bilhões
    • ConocoPhillips (EUA): US$ 6,1 bilhões

    Fatores para eficiência

    Para o economista, o resultado inédito reflete a “grande eficiência operacional da companhia”.

    O desempenho, completa ele, foi sustentado pelo aumento da produção, alta dos preços internacionais do petróleo (reflexo da guerra no Oriente Médio), redução dos gastos gerais e por ser ainda uma empresa integrada, que produz e refina o óleo.

    Cloviomar Cararine acredita que essa combinação permite à Petrobras maior capacidade de atravessar crises que as concorrentes internacionais.

    No segundo trimestre de 2026, a produção de petróleo e gás natural da Petrobras foi a maior da história, atingindo 3,34 milhões de barris de óleo equivalente (boe, unidade resultante da conversão do gás natural em equivalente energético de petróleo, que permite somar os dois produtos) por dia.

    Cerca de 30% do que foi produzido foi vendido para o exterior (996 mil barris/dia).

    A companhia chegou também ao recorde histórico do Fator de Utilização (FUT) das refinarias, atingindo a marca de 101,2%. Quanto maior o FUT, mais as refinarias estão sendo utilizadas.

    >> Leia aqui: Entenda como refinarias da Petrobras operam com mais de 100% de capacidade.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Andes lança documentário sobre a importância da educação e ciência

    Andes lança documentário sobre a importância da educação e ciência

    Exibição será às 17h na Casa de Cultura Japonesa da USP

    O Sindicato Nacional de Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) lança nesta quarta-feira (16), na capital paulista, o documentário Educação e Ciência por um Brasil que dá certo. A exibição será às 17h, na Casa de Cultura Japonesa da USP (Campus Butantã). O filme faz parte da campanha do Andes Lutar não é Crime!, para combater os ataques ideológicos e orçamentários à educação superior e à ciência públicas. A obra reforça ainda o papel fundamental de ambas na transformação da realidade no país. 

    Com duração de 25 minutos, a obra é uma produção da Cajuína Filmes, com direção de André Manfrim, e reúne depoimentos de pessoas que tem a vida impactada diariamente pelo ensino superior e pela ciência. Também participam lideranças estudantis e sindicais, personalidades públicas. 

    “O documentário pretende ser um instrumento contra a desesperança alimentada pela extrema direita e pelo realismo cínico de quem só defende cortes. Queremos chamar a atenção da população brasileira para a esperança, para a defesa desses patrimônios nacionais tão importantes para nossa classe trabalhadora, que são as instituições de ensino e pesquisa públicas”, explicou o presidente do Andes-SN, Cláudio Mendonça. 

    Em seguida, o documentário será lançado no Rio de Janeiro, no Salão Nobre IFCS/UFRJ (17 de setembro); em Brasília, Auditório da Adunb/Campus Darci Ribeiro (23 de setembro); em Salvador, na Praça das Artes UFBA, Campus Ondina (24 de setembro); em Manaus, no Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas (30 de setembro); e em Curitiba, no Cine Passeio (7 de outubro).  

    Dados da educação e ciência  

    Outro objetivo do documentário é reforçar dados oficiais, como o de que mais de 95% da produção científica brasileira provém das Universidades públicas. Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi), quatro das seis maiores requisitantes de patentes no país são universidades públicas. 

    Além disso, aborda o fato de que a presença de estudantes negros e negras nas Universidades públicas brasileiras cresceu mais de 22%, nos últimos 20 anos, chegando a 51,2% do total de matrículas.  

    “Atualmente, 64,7% dos estudantes das Universidades públicas vieram, integral ou majoritariamente, de escolas públicas; 70,1% dos estudantes pertencem a famílias com renda mensal per capita de até 1,5 salário mínimo”, diz o Andes.  

    Segundo o IBGE, a taxa de emprego informal é 45% menor entre pessoas com ensino superior completo, em comparação com quem cursou apenas o ensino médio. Trabalhadoras e trabalhadores com ensino superior ganham, em média, 148% mais do que aquelas e aqueles com apenas ensino médio.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • STF retoma sessões após suspensão de casos Moraes e Mendonça

    STF retoma sessões após suspensão de casos Moraes e Mendonça

    Corte retoma pauta com julgamentos sobre saúde e meio ambiente

    O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (16) as sessões regulares da Corte após a disputa interna que paralisou os trabalhos do plenário. 

    A sessão foi aberta pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, por volta das 14h50, e o julgamento de ontem não foi mencionado.

    O primeiro caso pautado para julgamento trata da imunidade do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) sobre as operações de empresas do setor imobiliário.

    Na semana passada, as sessões deliberativas foram canceladas, diante do impasse sobre o rito do julgamento que envolve as citações dos nomes de ministros em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. 

    Caso Master

    Na sessão desta terça-feira (15), o ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento que iria definir se Moraes e Mendonça devem ser julgados simultaneamente ou em sessões separadas.

    Dino tem prazo de 90 dias para devolver a questão para julgamento. 

    Mendonça

    O ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial na condução das investigações para incriminá-lo.

    Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. No entendimento da procuradoria, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.

    Moraes

    O caso Moraes veio à tona no dia 1° de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo do caso e encaminhou conversas entre Moraes e Vorcaro para Fachin. A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído a Alexandre de Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Número de professores jovens cai 31% em dez anos, aponta pesquisa

    Número de professores jovens cai 31% em dez anos, aponta pesquisa

    Estudo aponta dificuldade de renovação do quadro do ensino médio

    O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5% no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

    Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.

    Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (16), no 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), em São Paulo. Além de representantes do Semesp, participam do evento autoridades do Ministério da Educação (MEC), da Unesco e de outros países, como África do Sul, China, Colômbia e México. 

    Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil.

    Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.

    Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 2015, eles representavam 67,2% do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).

    Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.

    Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).

     


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Opas amplia acesso ao lenacapavir para prevenir HIV na América Latina

    Opas amplia acesso ao lenacapavir para prevenir HIV na América Latina

    Antirretroviral será disponibilizado para um total de 14 países

    A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) vai ampliar o acesso ao medicamento lenacapavir para a prevenção do HIV na América Latina e no Caribe. O antirretroviral será disponibilizado para um total de 14 países da região – incluindo o Brasil.

    Dados da entidade indicam cerca de 140 mil novas infecções pelo HIV registradas todos os anos na América Latina e no Caribe, o que, segundo a Opas, reforça a necessidade de ampliar o acesso a opções de prevenção eficazes.

    O lenacapavir é um tipo de profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável de ação prolongada, administrado duas vezes ao ano. Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o medicamento como opção adicional no combate ao HIV, depois que ensaios clínicos demonstraram eficácia de quase 100% na prevenção da infecção.

    A administração semestral, segundo a Opas, representa uma importante alternativa para pessoas que podem enfrentar dificuldades com esquemas de prevenção ao HIV de uso mais frequente.

    De acordo com a entidade, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela poderão adquirir o lenacapavir por meio de fundos rotatórios regionais da Opas.

    “A nova via complementa os acordos de licenciamento voluntário que já abrangem 24 países da América Latina e do Caribe, no âmbito de uma estrutura global mais ampla de acesso, que contempla 120 países em todo o mundo”, informou a Opas em nota.

    Como parte dessa iniciativa, a Gilead Sciences, farmacêutica responsável pela produção do lenacapavir, se comprometeu a avançar no processo de transferência de tecnologia para o Brasil, com o objetivo de viabilizar a produção local do medicamento.

    “O processo ainda está em desenvolvimento, e os prazos e mecanismos específicos ainda não foram definidos. No longo prazo, a ampliação da capacidade regional de produção poderá contribuir para uma maior disponibilidade do lenacapavir e para condições de aquisição mais sustentáveis”, informou a Opas.

    Ainda segundo a entidade, a incorporação do lenacapavir aos programas nacionais de combate ao HIV será feita de forma progressiva e dependerá de processos regulatórios nacionais, protocolos clínicos, capacitação de profissionais de saúde e planejamento programático.

    “A Opas está oferecendo cooperação técnica para apoiar os países na avaliação e quantificação das necessidades, na elaboração de diretrizes, no monitoramento e na preparação dos sistemas de saúde, contribuindo para que a introdução seja baseada em evidências e adaptada aos contextos nacionais”.

    O lenacapavir soma-se a um conjunto de opções para a prevenção do HIV que inclui a chamada PrEP oral diária ou sob demanda, o cabotegravir de ação prolongada e os preservativos, além do diagnóstico precoce e do acesso oportuno ao tratamento antirretroviral.

    “A disponibilização de diversas opções de prevenção pode ajudar a atender a diferentes necessidades e preferências e favorecer abordagens de prevenção do HIV mais centradas nas pessoas”, destacou a Opas.

    “Ampliar o acesso a ferramentas eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento, e garantir que elas cheguem a todas as pessoas que delas necessitam é essencial para reduzir as novas infecções pelo HIV e avançar rumo à meta de eliminar o HIV como problema de saúde pública até 2030”, concluiu a organização.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Ancelotti convoca Martinelli, do Fluminense, para amistosos na Ásia

    Ancelotti convoca Martinelli, do Fluminense, para amistosos na Ásia

    Volante terá 1ª chance na seleção e substitui o lesionado João Pedro

    O volante Martinelli foi chamado pelo técnico da seleção brasileira masculina, Carlo Ancelotti, para os amistosos contra Austrália e Índia, entre os dias 25 de setembro e 3 de outubro. A convocação do atleta do Fluminense se deu após a lesão do atacante João Pedro, do Chelsea (Inglaterra), que se contundiu.

    Esta será a primeira chance de Martinelli com a Amarelinha. O volante de 24 anos tem 333 partidas (18 gols) pelo Fluminense, sendo o atleta revelado no clube com mais jogos no time. Ele é também o jogador com maior número de partidas pelo clube em Libertadores (39), participando da campanha do título de 2023.

    Os dois primeiros amistosos do Brasil serão na Austrália, contra a seleção da casa. No próximo dia 25, o jogo está marcado para 7h (horário de Brasília), no Queensland Country Bank, em Townsville. Quatro dias depois, as equipes se enfrentam no Suncorp Stadium, em Brisbane, no mesmo horário.

    Da Austrália, a delegação brasileira vai para a Índia. O duelo com os anfitriões será no dia 3 de outubro, às 11h, no Salt Lake Stadium, em Calcutá.

    A trinca de amistosos abre o ciclo da seleção verde e amarela rumo à Copa do Mundo de 2030, que terá seis sedes: Espanha, Portugal, Marrocos, Argentina, Paraguai e Uruguai. O Brasil vem de uma eliminação nas oitavas de final do Mundial deste ano, realizado em Estados Unidos, México e Canadá.

    Entre os 26 convocados por Ancelotti para os jogos contra Austrália e Índia, nove estiveram na última Copa: os zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães, o lateral Douglas Santos, os volantes Bruno Guimarães e Danilo Santos e os atacantes Endrick, Rayan, Raphinha e Vinícius Júnior.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Thais Lima brilha nos pênaltis e Brasil segue na Copa Feminina sub-20

    Thais Lima brilha nos pênaltis e Brasil segue na Copa Feminina sub-20

    Goleira pega 1ª cobrança e comanda vitória sobre Estados Unidos

    O Brasil está nas quartas de final da Copa do Mundo Feminina sub-20, que ocorre na Polônia. Nesta quarta-feira (16), pelas oitavas de final, a seleção verde e amarela derrotou os Estados Unidos, tricampeões do torneio, por 5 a 4 nos pênaltis, após um empate por 1 a 1, com bola rolando na cidade de Katowice.

    Em busca de um título inédito, as brasileiras encaram o ganhador de Espanha e Portugal, que se enfrentam ainda nesta quarta-feira, às 13h30 (horário de Brasília), também em Katowice. O duelo pelas quartas será no sábado (19), em Sosnowiec, novamente às 13h30.

    A goleira Thais Lima, do Benfica (Portugal), foi a protagonista da classificação ao defender a primeira cobrança norte-americana na disputa de pênaltis. A seleção comandada por Camilla Orlando, por sua vez, teve 100% de aproveitamento nas penalidades.

    Os Estados Unidos foram melhores no primeiro tempo, mesmo sem terem oportunidades claras. O Brasil encontrou dificuldades para trocar passes e, por vezes, cedeu contra-ataques às adversárias, que saíam em velocidade a partir do meio-campo.

    Na volta do intervalo, as brasileiras, enfim, conseguiram se impor. Aos três, a atacante Brendha, do Flamengo, depois da marca do pênalti, finalizou por cima. Seis minutos depois, a meia Nogueira, da Ferroviária, chutou da entrada da área e mandou rente à trave esquerda.

    A pressão do Brasil deu resultado aos 13 minutos. Após cruzamento pela esquerda da meia Clarinha, do Benfica, a zagueira Sofia, do Flamengo, cabeceou no canto da goleira Caroline Birkel. A bola ainda bateu na trave antes de entrar no gol dos Estados Unidos.

    A vantagem, porém, durou apenas quatro minutos. Aos 17, a meia Ainsley McCammon chutou de fora da área, a bola desviou na zagueira Thay, do Botafogo, e foi no canto direito de Thais Lima.

    As norte-americanas quase viraram aos 34 minutos. A lateral Hope Munson cruzou pela direita e Sealey Strawn desviou na pequena área, para grande defesa de Thais Lima. Na sobra, a também atacante Alex Buck acertou a trave esquerda.

    Nos acréscimos, a grande chance brasileira veio na batida de fora da área de Emilly. Com liberdade, a meia do Flamengo buscou o ângulo esquerdo e o chute passou muito perto do travessão.

    O duelo se estendeu por mais 30 minutos de prorrogação sem que as seleções conseguissem balançar as redes. A decisão, então, foi para os pênaltis, quando brilhou a estrela de Thais Lima.

    A goleira brasileira defendeu a primeira cobrança norte-americana, de Emeri Adames, no canto esquerdo. Na sequência, Brendha colocou a seleção canarinha em vantagem. McCammon igualou, mas a atacante Gisele, do Grêmio, manteve o Brasil na frente.

    As meias Y-Lan Nguyen e Lilyana Joseph e a lateral Aven Alvarez também balançaram as redes, mas Emilly e a atacante Aninha, do Internacional, converteram os respectivos chutes e não deixaram as rivais reagirem. Coube à zagueira Bianca, outra representante das Gurias Coloradas, fazer o gol da classificação.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Chuvas em SP: cidades do Vale do Ribeira estão em estado de emergência

    Chuvas em SP: cidades do Vale do Ribeira estão em estado de emergência

    Cerca de 2 mil pessoas foram afetadas pelas inundações

    Cinco municípios do Vale do Ribeira (Eldorado, Registro, Ribeira, Iporanga e Barra do Turvo) e a cidade de Piracaia decretaram situação de emergência após as fortes chuvas que atingiram a região.

    Nos últimos dias, cerca de 2 mil pessoas foram afetadas pelas inundações nesta área que fica no sul do estado de São Paulo.

    Segundo a Defesa Civil, há 28 famílias desabrigadas na cidade de Registro e 25 em Sete Barras. As equipes estaduais seguem acompanhando a evolução dos níveis dos rios e atuando em conjunto com as prefeituras.   

    Nesta quarta-feira (16), o Rio Ribeira de Iguape continua transbordando em determinados trechos, o que causa inundações concentradas nas áreas rurais de Sete Barras, Registro e Pariquera-Açu.

    Entre os habitantes afetados pela chuva, está um paciente de 100 anos resgatado em Registro. A casa dele ficou ilhada por causa da chuva, o que impossibilitou acesso por via terrestre. A Polícia Militar precisou mobilizar dois helicópteros para o resgate.

    Nos municípios de Ribeira, Iporanga e Eldorado, a situação começou a se normalizar com o retorno das águas para o leito do rio, permitindo que os moradores deem início à limpeza de suas casas para retornarem às suas rotinas.

    Não foram registrados novos focos de alagamento nessas localidades, e até o momento, não há relatos de vítimas feridas ou fatais em razão dos temporais na região.

    Para atender as famílias atingidas, foram estruturados 19 abrigos distribuídos por seis municípios. Além disso, a Secretaria de Estado da Educação colocou cinco escolas estaduais à disposição para acolher a população afetada.

    Contingência

    Na tarde desta quarta-feira (16), representantes dos municípios do Vale do Ribeira se reúnem com o governo do Estado de São Paulo para coordenar ações conjuntas de resposta.

    A reunião vai alinhar o atendimento à população afetada e organizar as medidas de recuperação das áreas atingidas e de restabelecimento da normalidade.

    Nesta terça-feira (15), a região começou a receber um novo lote de medicamentos e de ajuda humanitária. Os remédios profiláticos para prevenção da leptospirose foram enviados aos trabalhadores que atuam na linha de frente dos resgates em áreas de enchentes.

    Além disso, foram enviados 159 mil frascos de hipoclorito de sódio para o tratamento de água nas residências das cidades afetadas. A entrega ocorreu na sede do Departamento Regional de Saúde de Registro e foram distribuídos dois frascos por família.

    Medidas de ajuda humanitária também estão sendo empenhadas pelo Fundo Social de São Paulo, com o envio de mais de 7 mil itens distribuídos às administrações municipais das cidades da região, que recebem kits de limpeza, higiene, dormitório, cestas básicas e água.

    Os municípios atendidos são Avaré, Piedade, Sumaré, Monte Mor, Juquitiba, Ibiúna, Sete Barras, Eldorado, Itaquaquecetuba, Ribeira, Barra do Turvo, Registro, Iporanga, Guapiara, Itapecerica da Serra, Capivari e Rafard.

    *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br