Autor: Redação Qnews

  • Inscrições para o Prêmio Brasil que Alimenta vão até 7 de agosto

    Inscrições para o Prêmio Brasil que Alimenta vão até 7 de agosto

    As inscrições para o Prêmio Brasil que Alimenta, previstas para terminar nesta sexta-feira (31), foram prorrogadas até 7 de agosto. A iniciativa vai reconhecer ações sociais que contribuam para o combate à fome e segurança alimentar e nutricional e para garantia ao direito à alimentação.

    Podem concorrer organizações populares de atuação territorial, da sociedade civil e de educação, ciência e conhecimento que atuam em todo o território nacional.

    O projeto deve estar em pleno funcionamento há, pelo menos, três anos e funcionar conforme o Guia Alimentar para População Brasileira.

    Serão premiadas 40 ações nas modalidades financeira e honorífica, sendo dividias em quatro categorias:

    1. Redes Comunitárias, Solidariedade e Proteção Social;
    2. Produção e Abastecimento – Agroecologia, Agricultura Familiar e Produção;
    3. Promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada e Fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional;
    4. Justiça Social e Equidade.

    Em cada categoria, as primeiras cinco classificadas receberão de R$ 50 a R$ 20 mil, somando um total de R$ 700 mil em premiação financeira. As ações classificadas 6º e o 10º lugar serão reconhecidas com um certificado honorífico.

    Inscrições

    As organizações podem se inscrever em mais de uma categoria, mas só será premiada em uma delas.

    Para se inscrever, é necessário acessar o Portal de Compras do Governo Federal, por meio de uma conta Gov.br, e ter cadastro no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf).

    No processo de inscrição, também será necessário apresentar o formulário do Prêmio Brasil que Alimenta.

    Para esclarecer dúvidas, os interessados em participar da premiação podem entrar em contato pelo telefone (61) 2030-3494 e pelo e-mail [email protected].


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Falsos anúncios sobre Desenrola Brasil enganam usuários nas redes

    Falsos anúncios sobre Desenrola Brasil enganam usuários nas redes

    Em apenas dois meses e meio, 544 falsos anúncios sobre o programa Desenrola Brasil, do governo federal, foram veiculados em redes sociais, para praticar golpes contra seus usuários. A constatação é de um levantamento do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais (Netlab), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    O estudo foi feito com as redes sociais mantidas pela empresa Meta (Instagram, Facebook, WhatsApp, Threads e Messenger) além da Audience Network, através da qual, segundo os pesquisadores, a empresa veicula anúncios em aplicativos de terceiros.

    Os pesquisadores analisaram essas plataformas entre 1º de abril e 14 de junho deste ano e revelaram que as fraudes foram feitas por 48 páginas diferentes. A maioria delas (34) usou o nome oficial do programa (Desenrola Brasil) para publicar 278 anúncios e enganar os usuários.

    Outras 15 páginas usavam um programa governamental inexistente, que foi chamado de Libera Brasil, para publicar 264 anúncios. Uma das páginas misturava os dois nomes para praticar sua fraude.

    O Desenrola Brasil foi um programa criado em 2023 com o objetivo de facilitar a renegociação de dívidas pelos consumidores. Em maio deste ano, o governo lançou uma segunda versão do programa.

    Segundo o Netlab, os golpes que usam anúncios falsos sobre o programa começaram logo que a primeira versão foi lançada, em 2023. Em julho daquele ano, de acordo com o grupo de pesquisa, o Ministério da Justiça determinou a retirada dos anúncios do ar e uma medida cautelar foi determinada, o que resultou em uma multa de R$ 9,3 milhões contra a Meta.

    Os anúncios continuaram neste ano e, em maio, ganharam força, depois do lançamento da segunda versão do Desenrola Brasil, de acordo com o Netlab.

    Os pesquisadores constataram que a maioria dos anúncios (72%) faz uso indevido do nome e da imagem do governo e/ou de marcas privadas como sites de notícias e bancos. Além disso, 19,1% deles promovem links que se passam por canais oficiais do governo e 38,1% apresentam conteúdo gerado por inteligência artificial.

    “As pessoas não sabem que tantos anúncios fraudulentos estão circulando nas redes sociais sem nenhum tipo de fiscalização, de filtro ou de sistema de segurança. Então, isso torna cada vez mais perigoso, porque as pessoas veem anúncios legítimos e ilegítimos numa mesma plataforma, misturados. Para o usuário, é muito difícil diferenciar e, claro, isso torna as pessoas cada vez mais vulneráveis”, explica a diretora do Netlab, Marie Santini.

    Ao atrair os usuários das redes sociais para seus sites fraudulentos, os golpistas coletam dados sigilosos e pessoais além de direcionar a vítima para conversas de WhatsApp, onde outras etapas do golpe são conduzidas.

    O estudo destaca que os anunciantes golpistas usam estratégias de manipulação comuns a esse tipo de anúncios fraudulentos relacionados a políticas públicas, como promessas de soluções financeiras irreais e falsa urgência para induzir cliques.

    Marie Santini defende que as plataformas digitais deveriam ter sistemas de controles que verificassem a legitimidade dos anunciantes e analisassem os próprios conteúdos dos anúncios.

    “É obrigação daquele que presta o serviço garantir segurança e qualidade para o consumidor. E o que as autoridades públicas deveriam fazer para impedir esse tipo de crime? As autoridades precisam punir as plataformas”, afirma.

    Meta

    Por meio de nota, a Meta informou que o combate a fraudes e golpes online é uma prioridade.

    “Estamos intensificando nossos esforços utilizando tecnologia de inteligência artificial, modelos de linguagem de grande escala (LLMs) e reconhecimento facial para detecção e remoção de conteúdos, aplicando políticas rigorosas e oferecendo ferramentas de segurança e alertas”.

    De acordo com a Meta, as denúncias de usuários sobre anúncios de golpes caíram mais de 50% entre meados de 2024 e final de 2025.

    “Em 2025, removemos mais de 159 milhões de anúncios fraudulentos por violarem nossas políticas, sendo 92% deles antes de serem denunciados, e também desativamos 10,9 milhões de contas no Facebook e Instagram associadas a centros de aplicação de golpes de criminosos”.

    A Meta conclui que não permite atividades fraudulentas ou que violem os Padrões da Comunidade ou de Publicidade. “Usamos uma combinação de tecnologia e revisão humana para identificar e remover conteúdos violadores, o que temos feito em relação ao Desenrola Brasil. A Meta reforça ainda que coopera e responde a requisições das autoridades brasileiras nos termos da legislação aplicável”.  


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Plataforma oferece escuta em saúde mental para jovens no SUS Digital

    Plataforma oferece escuta em saúde mental para jovens no SUS Digital

    A plataforma Pode Falar, que oferece acolhimento, escuta qualificada e orientação em saúde mental para pessoas de 13 a 24 anos, está disponível no aplicativo meu SUS Digital.

    De acordo com o Ministério da Saúde, o serviço realiza uma média de 1,1 mil atendimentos por mês atualmente. Com o acesso direto pelo aplicativo, a expectativa é alcançar cerca de 11 mil atendimentos mensais.

    “A plataforma oferece um espaço seguro de escuta e orientação e contribui para reduzir barreiras de acesso, especialmente entre pessoas que ainda não procuraram atendimento presencial”, destacou a pasta.

    O projeto é resultado de uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para fortalecer o cuidado em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Entenda

    Para acessar a plataforma, basta entrar no aplicativo Meu SUS Digital e selecionar a opção “Pode Falar”, na área de miniaplicativos.

    O usuário será direcionado para o Pode Falar, que funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h (horário de Brasília). O atendimento pode ser anônimo, se assim for desejado.

    O primeiro contato acontece por meio de um chatbot. Nesse espaço, também são disponibilizados conteúdos simples e acessíveis sobre saúde mental, que ajudam o usuário a compreender melhor suas emoções.

    A partir do desejo do usuário ou quando for identificada a necessidade de apoio mais direto, o sistema encaminha a conversa para o atendimento humano.

    O serviço conta ainda com recursos tecnológicos para identificar e priorizar situações de maior risco – uma ferramenta de inteligência artificial analisa as mensagens dos usuários que aguardam atendimento e, ao detectar indícios de risco elevado, envia um alerta imediato à equipe, para que esses casos tenham prioridade.

    Os teleatendimentos, segundo o ministério, são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes áreas, como psicologia, medicina e educação, que atuam sob a supervisão de professores, recebem formação contínua e seguem protocolos específicos para cada situação apresentada.

    Procure ajuda

    A pasta reforçou que, quando o sofrimento psíquico for persistente, prejudicar a rotina, os estudos, o trabalho ou as relações, ou em situações de crise, é importante buscar atendimento presencial.

    “O SUS oferece cuidado integral para todas as faixas etárias, organizado de acordo com as necessidades e a condição clínica de cada paciente. A assistência começa na atenção primária à saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quando necessário, o paciente é encaminhado para a atenção especializada, com continuidade do cuidado”, destacou o ministério.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Fies: pré-selecionados têm até terça para complementar informações

    Fies: pré-selecionados têm até terça para complementar informações

    Os pré-selecionados no processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre devem complementar as informações de suas inscrições a partir desta sexta-feira (31). O prazo vai até as 23h59 da próxima segunda-feira, 4 de agosto.

    O procedimento deve ser feito no site do Fies Seleção, com login do portal Gov.br.

    O Ministério da Educação (MEC) divulgou a lista de pré-selecionados, nesta quinta-feira (30), no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Fies.

    Vagas

    Em 2026, foram disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1.274 instituições privadas de educação superior para ingresso em 28.741 cursos e turnos.

    Nesta edição, o processo seletivo do Fies registrou 315.431 inscrições, de 127.175 inscritos. O MEC explica que cada candidato pode escolher até três opções de curso.

    Dos mais de 127 mil inscritos, as mulheres representam 67,5% (85.867 candidatas), e os homens correspondem a 32,5% (41.308 inscritos). 

    Autodeclaradas pretas e pardas correspondem a 55,5% do total feminino, enquanto, entre os homens, esse percentual chega a 60,5%. Ao todo, mais de 72 mil candidatos se autodeclaram pretos ou pardos, o equivalente a cerca de 57% do total. O processo seletivo também registrou a participação de 666 candidatos indígenas, 1.808 quilombolas e 5.248 pessoas com deficiência. 

    Ações afirmativas

    O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

    Os pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre integralmente os valores das mensalidades. 

    Tanto no Fies quanto no Fies Social, há a reserva de vagas para cotistas com os seguintes perfis: pessoas com deficiência (PCD), indígenas, quilombolas e autodeclarados pretos e pardos. 

    Lista de espera

    Os candidatos que não foram pré-selecionados na chamada única estão, automaticamente, na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

    Nessa etapa, a pré-seleção ocorrerá de 7 de agosto a 24 de setembro. 

    Fies

    O Fies realiza anualmente dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

    Se ainda tiver dúvidas, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • TV Brasil exibe nesta sexta jogo Unimed Campinas X Sampaio Basquete

    TV Brasil exibe nesta sexta jogo Unimed Campinas X Sampaio Basquete

    A TV Brasil transmite nesta sexta-feira (31), às 20h45, o jogo 3 da final da Liga de Basquete Feminino (LBF) 2026 entre Unimed Campinas e Sampaio Basquete.

    Após vencer o segundo confronto por 70 a 52 no último domingo e abrir 2 a 0 no playoff, a equipe maranhense entra em quadra a uma vitória de conquistar o tetracampeonato. 

    Desta vez o duelo muda de endereço e a equipe paulista joga com o apoio de sua torcida no Tênis Clube de Campinas, no interior de São Paulo, precisando da vitória a todo custo para se manter viva na competição e evitar o encerramento da série.

    Já o Sampaio Basquete busca um triunfo fora de casa para fechar o confronto e comemorar o tetracampeonato da competição. 

    Entenda os playoffs da LBF       

    A fase reúne as oito melhores equipes da temporada regular, que avançaram para as quartas de final. O caminho até a taça funciona da seguinte forma:       

    • Quartas de Final: disputadas em séries de melhor de três jogos;
    • Semifinais: seguem a mesma estrutura de melhor de três;
    • Fase Final: temporada é decidida em melhor de cinco partidas.

    A tela do esporte feminino        

    As transmissões da LBF integram a estratégia da EBC, gestora da TV Brasil, de valorizar o esporte feminino no país, ampliar o acesso das pessoas às competições e promover a aproximação entre o público do canal e a modalidade.        

    Além dos duelos da LBF, a emissora também já está exibindo as partidas do Brasileirão Feminino de Futebol da Série A1. Durante o ano, além da elite da modalidade, a TV Brasil mostra as fases decisivas das Séries A2 e A3, a partir das semifinais, e traz para a tela as emoções dos confrontos finais das categorias de base com a disputa pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20.        

    As competições ganham visibilidade ainda maior por meio da parceria com os canais que fazem parte da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e retransmitem a programação da TV Brasil em seus estados.

    Em 2025, a emissora também compartilhou com o público as emoções da Conmebol Copa América de Futebol Feminino.        

    Ao vivo e on demand   

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Clique aqui e saiba como sintonizar

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Déficit do setor público sobe para R$ 55,3 bilhões em junho

    Déficit do setor público sobe para R$ 55,3 bilhões em junho

    O setor público consolidado – União, estados, municípios e empresas estatais – teve déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho de 2026, segundo o relatório Estatísticas Fiscais, divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Banco Central.

    Em junho do ano anterior (2025), o déficit estava em R$ 47,1 bilhões.

    No acumulado de 12 meses, o déficit do setor público consolidado chegou a R$ 157,2 bilhões, o que equivale a 1,19% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos). O resultado foi 0,06 p.p. (ponto percentual) acima do déficit acumulado registrado em maio.

    Os gastos do setor público consolidado com juros nominais ficaram em R$ 110,7 bilhões em junho, ante R$ 61,0 bilhões registrados em junho de 2025.

    “Contribuiu para o crescimento a evolução desfavorável do resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$ 20,9 bilhões em junho de 2025 e perda de R$ 9,3 bilhões em junho de 2026)”, detalhou o BC.

    De acordo com a autoridade monetária, considerando o acumulado em 12 meses (até junho de 2026), os juros nominais alcançaram R$ 1,16 trilhões (8,80% do PIB). No mesmo período de 2025, o acumulado estava em R$ 912,3 bilhões (7,41% do PIB).

    O BC lembra que o resultado nominal do setor público consolidado (resultado primário e juros nominais apropriados) foi deficitário em R$ 166 bilhões no mês de junho. No acumulado em doze meses, o déficit nominal ficou em R$ 1,31 trilhões (9,99% do PIB) – resultado 0,38 p.p. acima do obtido no mês anterior.​

    Governo Central, governos regionais e empresas estatais apresentaram, respectivamente, déficits de R$ 47,2 bilhões, R$ 6,6 bilhões e R$ 1,5 bilhão, segundo o relatório.

    Dívida líquida

    A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) chegou a 68,5% do PIB (R$ 9 trilhões) em junho (alta de 0,6 p.p. do PIB no mês).

    “Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.), do déficit primário (0,4 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (0,1 p.p.), da desvalorização cambial de 2,4% no mês (-0,2 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.)”, justificou o BC.

    No ano, a dívida apresentou alta de 3,2 p.p. do PIB, “refletindo, em especial, os impactos dos juros nominais (4,3 p.p.), do déficit primário acumulado (0,6 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada de 5,9% (0,6 p.p.), e do crescimento do PIB nominal (-2,2 p.p.)”.

    Dívida bruta

    A Dívida Bruta do Governo Geral (governo federal, INSS e governos estaduais e municipais) chegou a 81,9% do PIB (R$ 10,8 trilhões) em junho (aumento de 0,9 p.p. do PIB em relação ao mês anterior).

    “A evolução mensal decorreu, principalmente, dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.), das emissões líquidas de dívida (0,6 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,5 p.p.). No ano, o aumento de 3,3 p.p. do PIB resultou da incorporação de juros nominais (4,9 p.p.), das emissões líquidas de dívida (1,3 p.p.), do crescimento do PIB nominal (-2,7 p.p.) e do efeito da valorização cambial (-0,2 p.p.)”, detalhou o Banco Central.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Espanha estima entrada de 60 mil pessoas e diz que há 34 mortos

    Espanha estima entrada de 60 mil pessoas e diz que há 34 mortos

    O presidente do governo autônomo de Ceuta, Juan Jesus Vivas, disse nesta sexta-feira (31) que 60 mil pessoas entraram na cidade espanhola de forma irregular nas últimas 24 horas, segundo algumas estimativas, e que estão confirmadas 34 mortes nesta crise.

    A cidade vive “uma situação insustentável”, disse Juan Jesus Vivas, que lembrou que Ceuta, um enclave espanhol no norte de África, tem uma população de 83 mil pessoas.

    “Para se ter uma ideia, é como se em 24 horas 34 milhões de pessoas entrassem no território espanhol. Este número mostra que é impossível assimilar esta pressão”, afirmou, em declarações aos jornalistas.

    Por fazer parte da Espanha, Ceuta também integra a União Europeia e, para muitos migrantes, entrar na cidade representa a primeira porta de acesso ao bloco europeu.


    Migrants from Morocco arrive at the Spanish border, in Ceuta, Spain, July 31, 2026, as migrants cross into Ceuta by sea and land. REUTERS/Fabian Bimmer     TPX IMAGES OF THE DAY      REFILE - CHANGES SLUG

    Fluxo de migrantes chega à cidade de Ceuta, enclave espanhol no Marrocos, norte da África REUTERS/Fabian Bimmer/ Proibido reprodução

    Segundo Juan Jesus Vivas, desde quinta-feira (30), 34 corpos fora resgatados do mar. As vítimas tentavam alcançar a cidade espanhola a nado. 

    O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que houve uma “violação da integridade territorial da Espanha” nas últimas horas em Ceuta e culpou as máfias que traficam seres humanos.

    Pedro Sánchez destacou uma “violação da integridade territorial de Espanha”, sobretudo na quinta-feira, quando milhares de pessoas cruzaram a fronteira do enclave espanhol em Marrocos, no norte de África, a nado, a pé ou pulando cercas e muros.

    Sánchez culpou as máfias que traficam seres humanos e “enganam muitos jovens”, através de uma leitura enviesada de uma sentença recente do Tribunal Supremo da Espanha sobre repatriamentos, que “serviu como pólvora” nos últimos dias em Marrocos e “produziu uma avalanche com características e dimensão” que se viu na fronteira de Ceuta na quinta-feira.

    O primeiro-ministro garantiu que o governo espanhol mobilizou meios e recursos para Ceuta, incluindo militares, para que a cidade volte à normalidade e segurança .


    A youth walks back to Morocco through a fence next to Spanish military personnel keeping watch, amid mass crossings of migrants on foot and by sea from Morocco into Spanish territory, in Ceuta, Spain, July 31, 2026. REUTERS/Jon Nazca

    Jovem força entrada em Ceuta, depois de chegar nadando à costa da cidade espanhola no norte da África – REUTERS/Jon Nazca/ Proibido reprodução


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mulheres sob proteção receberão aviso quando agressor se aproximar

    Mulheres sob proteção receberão aviso quando agressor se aproximar

    O Programa Alerta Mulher Segura vai monitorar eletronicamente agressores como medida protetiva de urgência em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa regulamenta dispositivo da Lei Maria da Penha que autoriza o monitoramento eletrônico de autores de violência.

    O programa, publicado no Diário Oficial da União dessa quinta-feira, prevê duas frentes principais de proteção: o monitoramento eletrônico do agressor e a disponibilização de unidade portátil de rastreamento para a vítima. 

    O equipamento permitirá que a mulher receba alertas automáticos quando houver descumprimento da distância mínima determinada pela Justiça e possibilitará o acionamento imediato das forças de segurança em situações de risco.

    De acordo com o decreto, a implementação ocorrerá de forma articulada entre os órgãos responsáveis pela monitoração eletrônica, as forças de segurança pública, o sistema de justiça e as redes de enfrentamento à violência contra a mulher. A execução caberá aos estados e ao Distrito Federal.

    Estrutura de monitoramento

    O modelo de referência do programa será composto por Centrais de Monitoração Eletrônica, Núcleos Regionais de Monitoração Eletrônica e Polos de Monitoração Eletrônica.

    As centrais ficarão responsáveis pela coordenação técnica, acompanhamento das pessoas monitoradas e monitoramento geoespacial das medidas protetivas. Os núcleos regionais atuarão de forma descentralizada nas microrregiões, enquanto os polos serão destinados à instalação, manutenção e retirada dos equipamentos, podendo funcionar em delegacias ou em outras unidades definidas pelos governos estaduais.

    Embora estabeleça parâmetros nacionais, o decreto permite que estados e o Distrito Federal adotem modelos próprios de organização, desde que garantam a proteção das vítimas e o acompanhamento adequado dos agressores monitorados.

    A adesão ao dispositivo de rastreamento pela vítima será voluntária e dependerá de consentimento expresso e informado. O equipamento deverá ser entregue de forma imediata, sempre que possível já no primeiro contato com a autoridade responsável pelo atendimento.

    Integração de dados 

    O monitoramento ocorrerá por programa informatizado capaz de registrar, processar e consolidar informações sobre as medidas protetivas. 

    O sistema também deverá permitir a produção de estatísticas desagregadas por raça, etnia, deficiência e outras situações de vulnerabilidade, com o objetivo de subsidiar o aperfeiçoamento das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica.

    O decreto estabelece ainda que eventuais alertas emitidos pelo sistema não serão considerados automaticamente como descumprimento da medida protetiva. Cada ocorrência deverá passar por análise técnica e contextualizada pelas equipes responsáveis.

    Financiamento

    As ações serão financiadas com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, incluindo verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, além de recursos próprios dos estados e do Distrito Federal.

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública poderá editar normas complementares para a execução da iniciativa.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Saiba quanto o trabalhador receberá de lucro do FGTS

    Saiba quanto o trabalhador receberá de lucro do FGTS

    Desde quinta-feira (30), 138,2 milhões de pessoas com saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 31 de dezembro de 2025 começaram a receber a distribuição de lucros do fundo no ano passado. A Caixa Econômica Federal está depositando o dinheiro diretamente nas contas vinculadas dos trabalhadores.

    O montante corresponde a 89% do lucro obtido pelo FGTS em 2025, que alcançou R$ 14,7 bilhões, o segundo maior resultado da série histórica iniciada em 2015.

    Os valores já podem ser consultados no aplicativo FGTS e passam a integrar o saldo das contas dos trabalhadores, mas continuam sujeitos às regras de saque previstas em lei.

    Principais números:

    • Lucro do FGTS em 2025 – R$ 14,7 bilhões;
    • Valor distribuído – R$ 13,04 bilhões;
    • Percentual distribuído – 89% do lucro;
    • Trabalhadores beneficiados – 138,2 milhões;
    • Índice aplicado – 0,01868341
    • Rentabilidade final do FGTS em 2025 – 6,9%;
    • Inflação (IPCA) em 2025 – 4,26%;
    • Ganho real – cerca de 2,6 pontos percentuais acima da inflação.

    Quem recebe

    Têm direito à distribuição dos lucros todos os trabalhadores que possuíam saldo em qualquer conta do FGTS em 31 de dezembro de 2025, independentemente de a conta estar ativa ou inativa.

    A Caixa esclarece que o dinheiro não é depositado na conta-corrente do trabalhador. Os recursos são creditados automaticamente na conta vinculada do FGTS, sem necessidade de pedido.

    Quanto cada um recebe

    O valor varia conforme o saldo existente na conta no fim de 2025.

    Para fazer o cálculo basta multiplicar o saldo de 31 de dezembro de 2025 por 0,01868341.

    Exemplos

    Saldo de R$ 1.000 → recebe R$ 18,68;
    Saldo de R$ 5.000 → recebe R$ 93,42;
    Saldo de R$ 10.000 → recebe R$ 186,83;
    A cada R$ 100 no FGTS, o trabalhador recebe aproximadamente R$ 1,87.

    Como consultar

    O crédito aparece no extrato com a descrição: “AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/2025”

    A consulta pode ser feita pelos seguintes meios:

    • aplicativo FGTS (Android e iOS);
    • Internet Banking da Caixa (para correntistas);
    • agências da Caixa, mediante emissão de extrato.

    Para consultar pelo aplicativo:

    • abra o app FGTS;
    • faça login com CPF e senha;
    • selecione a conta desejada;
    • acesse o extrato;
    • procure o lançamento “AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/2025”.

    Rentabilidade

    Com a distribuição dos lucros, o rendimento total das contas do FGTS em 2025 ficou em 6,9%, resultado da soma de:

    • 3% de rendimento anual previsto em lei;
    • Taxa Referencial (TR);
    • distribuição dos lucros.

    O percentual ficou acima da inflação oficial do período, medida pelo IPCA, que encerrou 2025 em 4,26%, garantindo ganho real aos cotistas.

    Quando sacar

    O dinheiro não é depositado na conta bancária do trabalhador.

    O valor permanece no FGTS e somente pode ser retirado nas hipóteses previstas em lei, entre elas:

    • demissão sem justa causa;
    • saque-aniversário;
    • aposentadoria;
    • compra da casa própria;
    • amortização ou quitação de financiamento habitacional;
    • doenças graves previstas em lei;
    • calamidade pública reconhecida;
    • trabalhador com mais de 70 anos;
    • falecimento do titular (saque pelos dependentes).

    Histórico

    Desde 2017, o Conselho Curador do FGTS autoriza a distribuição de parte do lucro obtido pelo fundo aos trabalhadores.

    ANO BASE LUCRO DISTRIBUÍDO PERCENTUAL
    2016 R$ 7,3 bilhões 50%
    2017 R$ 6,2 bilhões 50%
    2018 R$ 12,2 bilhões 100%
    2019 R$ 7,5 bilhões 66%
    2020 R$ 8,1 bilhões 96%
    2021 R$ 13,2 bilhões     99%
    2022 R$ 12,7 bilhões 99%
    2023 R$ 15,2 bilhões 65%
    2024 R$ 12,9 bilhões 95%
    2025 R$ 13,04 bilhões 89%

    O que é

    Criado em 1966, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) funciona como uma reserva financeira para proteger o trabalhador em situações como demissão sem justa causa, aposentadoria e doenças graves.

    Todos os meses, os empregadores depositam o equivalente a 8% do salário dos empregados com carteira assinada em uma conta vinculada ao FGTS.

    Além de proteger o trabalhador, os recursos do fundo financiam programas de habitação, saneamento básico, infraestrutura urbana e operações de crédito, contribuindo para investimentos e geração de empregos no país.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Ventania em RJ, SP e RS expõe falhas na resposta a extremos climáticos

    Ventania em RJ, SP e RS expõe falhas na resposta a extremos climáticos

    Nos últimos dias, ventos acima de 100 quilômetros por hora (km/h) provocaram mortes e transtornos generalizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

    Para especialistas em clima e meio ambiente, o fenômeno expôs, mais uma vez, que as cidades brasileiras não estão preparadas para lidar com eventos climáticos extremos.

    A preocupação é ainda maior com a previsão de que, ao longo do segundo semestre deste ano, o país sofra com impactos de intensidade moderada a muito forte por causa do fenômeno El Niño.

    Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão inclui chuvas excessivas, secas severas e ondas de calor, a depender da região.

    Para o professor de Ciências Ambientais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Pedro Torres, a gestão das cidades é apenas reativa diante dos fenômenos extremos e ignora riscos futuros.

    O pesquisador também integra o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), principal órgão científico global da Organização das Nações Unidas (ONU).

    “Se entendemos que estamos vivendo uma emergência climática, as ações para a adaptação precisam também entrar nessa seara da emergência. Eventos extremos vão acontecer cada vez mais e com mais intensidade. Não se trata apenas de ter um melhor alerta. O desafio agora é construir cidades mais resilientes.”

    Etapas

    O porta-voz da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Rodrigo Jesus, diz que a gestão de riscos precisa considerar três etapas complementares para ser eficiente.

    Não basta a previsão meteorológica e a emissão de alertas, se as cidades não tiverem estruturas adaptadas para lidar com o problema quando ele acontece.

    “A maior atenção tem que ser dada em como a cidade está sendo pensada para proteger as pessoas. Eventos extremos serão o nosso normal a partir de agora”, diz Rodrigo.

    “A gente precisa priorizar a prevenção e o pós-desastre justamente para, quando a emergência chegar, não ficar perdido tentando saber o que fazer”.

    Alertas

    No Rio de Janeiro, os alertas sobre ventos fortes foram emitidos pouco tempo antes do início do fenômeno na quarta-feira (29). O que levantou questionamentos sobre a eficácia do monitoramento meteorológico e da comunicação à população.

    Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR-Rio), o Sistema Alerta Rio emitiu um aviso meteorológico às 14h15 com informações sobre a possibilidade de rajadas atingirem a cidade do Rio a partir da tarde.

    “A partir do momento em que foram identificadas rajadas intensas de vento, os avisos foram emitidos via SMS e WhatsApp para todos os moradores cadastrados no Sistema de Avisos”, diz a nota do COR-Rio.

    Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec-RJ), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) emitiu alerta às 15h30 sobre a possibilidade de rajadas de vento moderados ou fortes nas regiões Costa Verde, Sul Fluminense, Baixada Fluminense, Metropolitana, Baixadas Litorâneas e Norte Fluminense.

    “Quarenta e quatro prefeituras têm autonomia para emitir as mensagens via SMS diretamente à população. Os demais [48] são cobertos pelos serviços da Sedec-RJ, que efetua o envio dos avisos dentro dos protocolos estabelecidos pelo Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil”, diz a nota da Sedec-RJ.

    Segundo o especialista do Greenpeace, Rodrigo Jesus, a ventania que atingiu o Rio de Janeiro pode ser considerada um fenômeno de evolução rápida, que traz alguma margem de incerteza para a meteorologia.

    Porém, a pergunta central não deve ser se a previsão acertou a velocidade exata do vento, mas sim se a cidade conseguiu responder rapidamente e proteger a população diante de um evento grave.

    “A imprevisibilidade meteorológica não deve ser justificativa para que a gente não tenha uma cidade preparada. O limite não é da tecnologia, o limite é justamente da política pública e dos gestores públicos”, analisa Rodrigo.

    Adaptação das cidades

    Além das mortes, os transtornos da ventania no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul envolveram quedas de árvores, apagões de energia para milhares de pessoas e paralisação no transporte público.

    Para o especialista do Greenpeace, estes problemas que poderiam ser evitados com um planejamento adequado. Entre as medidas apontadas estão o manejo preventivo da arborização urbana, a modernização da rede elétrica, a atualização dos mapas de risco, a revisão dos planos de adaptação climática e a incorporação do risco climático em projetos de infraestrutura.

    “Todos os projetos aprovados pelas secretarias de obras deveriam passar por uma avaliação sobre como aquela intervenção contribui para proteger a população diante das mudanças climáticas”, defende Rodrigo.

    Ele também entende que concessionárias privadas responsáveis por serviços públicos, como energia elétrica, precisam apresentar planos de gestão de risco.

    “A prefeitura precisa ficar atenta aos contratos de concessão e verificar se a empresa privada está apresentando o plano de mitigação de manejo de risco diante dessas situações”, diz.

    Para o professor Pedro Torres, uma das medidas que podem fortalecer a adaptação das cidades é a criação de abrigos climáticos.

    “Seriam espaços para proteger as pessoas durante um evento extremo. Eles também podem funcionar como locais de cultura, debate e informação, onde a população aprende sobre os riscos climáticos e fortalece essa cultura do risco e da prevenção”, analisa.

    Educação para o risco

    Além da adaptação física das cidades, os especialistas defendem investimentos permanentes em educação ambiental e formação da população para situações de emergência.

    Para o professor Pedro Torres, o Brasil ainda apresenta um déficit nesse tema. Segundo ele, esse processo depende de ações permanentes de educação e conscientização, envolvendo escolas, universidades, empresas e o poder público.

    “Os próprios alertas muitas vezes não são levados a sério. Isso revela uma falta de cultura do risco que precisa ser trabalhada desde cedo”, diz o pesquisador.

    Para Rodrigo Jesus, o Brasil deveria seguir o exemplo de países frequentemente atingidos por desastres naturais, como Japão e Filipinas, que incorporaram protocolos de emergência ao cotidiano da população por meio de campanhas permanentes, simulados e atividades nas escolas.

    “A gente aprende desde cedo como agir em um incêndio ou em um acidente de trânsito. Mas poucas pessoas recebem orientação sobre como agir diante de uma ventania extrema, uma onda de calor ou uma inundação”, diz o especialista.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br