Autor: Redação Qnews

  • Incêndios florestais: Espanha declara estado de emergência nacional

    Incêndios florestais: Espanha declara estado de emergência nacional

    O governo da Espanha declarou emergência nacional na noite desta quinta-feira (24), depois que uma série de incêndios florestais ameaçou comunidades próximas a Madri e na província vizinha de Ávila, forçando mais de 10 mil pessoas a saírem de suas casas enquanto os bombeiros lutavam para conter as chamas.

    O Ministério do Interior espanhol informou que a decisão foi tomada devido ao surgimento simultâneo de vários focos de incêndio, às condições climáticas adversas e à necessidade de mobilizar recursos extensivos de diferentes administrações públicas, o que aumentou a complexidade dos esforços de combate aos incêndios e de proteção civil.

    A Espanha e grande parte do Sul da Europa enfrentam temporadas de incêndios florestais cada vez mais severas, que os cientistas vincularam às mudanças climáticas.

    Especialistas afirmam que a vegetação, que cresceu abundantemente graças às chuvas de primavera excepcionalmente intensas, secou devido ao calor extremo do verão, criando combustível para incêndios que se propagam rapidamente.

    O governo regional de Madri solicitou assistência, descrevendo a situação como de “extrema gravidade”.

    Ele informou que os incêndios ativos em Villa del Prado, San Martín de Valdeiglesias e Almorox, na vizinha Castela-La Mancha, tinham potencial para avançar além da capacidade atual de combate. Também alertou que o incêndio florestal em Burgohondo, Ávila, poderia atingir a região de Madri nas próximas horas devido às condições climáticas.

    Mais de 10 mil pessoas foram retiradas de Villa del Prado, San Martín de Valdeiglesias, Pelayos de la Presa e Aldea del Fresno, segundo o governo regional.

    De acordo com a lei do Sistema Nacional de Proteção Civil da Espanha, a declaração coloca a emergência sob a autoridade direta do ministro do Interior, responsável pela coordenação da resposta. As autoridades afirmaram que esta foi a primeira declaração desse tipo relacionada a um incêndio florestal.

    Mais de 270 profissionais de emergência e 40 unidades terrestres foram mobilizados nas áreas afetadas, juntamente com vários contingentes da Unidade Militar de Emergência (UME).

    Mais de 100 mil hectares foram queimados na Espanha neste ano até o momento, o que equivale aproximadamente à média anual de área queimada no país na última década.

    Treze pessoas morreram, tornando 2026 uma das temporadas de incêndios florestais mais letal das últimas décadas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Programa Mundial de Alimentos alerta para mais cortes em ajuda a Gaza

    Programa Mundial de Alimentos alerta para mais cortes em ajuda a Gaza

    O Programa Mundial de Alimentos da ONU alertou nesta sexta-feira que teria de fazer cortes mais profundos em sua ajuda a Gaza, onde apoia 70% da população, a menos que seja garantido financiamento adicional.

    As declarações vêm depois que a recomendação Integrada de Fases de Segurança Alimentar, órgão global de monitoramento da fome, informou que mais de dois terços dos habitantes de Gaza poderiam enfrentar fome aguda até o final do ano, à medida que agências humanitárias reduzem o fluxo de ajuda devido à escassez de recursos.

    A maioria da população depende de suprimentos de ajuda após dois anos de guerra, deslocamentos repetidos e restrições severas impostas por Israel às entregas de ajuda.

    As conclusões do monitor mostraram que o número de pessoas enfrentando fome aguda havia caído para 1,2 milhão entre meados de abril e o final de junho.

    No entanto, espera-se que esse número aumente para mais de 1,4 milhão de pessoas, ou 67%, até dezembro, informou o órgão, alertando que os avanços estão em risco à medida que a assistência começa a diminuir.

    “Sem financiamento suficiente, seremos forçados a reduzir a assistência às pessoas que dependem dela para sobreviver”, disse Ross Smith, diretor de preparação e resposta a emergências do PMA, a repórteres em Genebra por videoconferência de Roma.

    Embora o aumento dos custos operacionais relacionados à guerra no Irã — que provocou um aumento nos preços do petróleo e interrupções na cadeia de abastecimento — tenha sido um fator, a principal questão é o cansaço dos doadores, à medida que a atenção global se volta para outros assuntos, disse Smith, sem fornecer detalhes sobre quais recursos foram perdidos.

    O programa informou que precisa de mais de US$ 420 milhões para manter as operações em Gaza e na Cisjordânia ocupada até o final do ano.

    Neste mês, a assistência em dinheiro para 75 mil pessoas foi reduzida em 25%, enquanto 220 mil famílias viram suas rações alimentares reduzidas pela metade, disse Smith. Até outubro, o PMA terá que fazer cortes muito mais profundos, a menos que seja garantido financiamento adicional, afirmou Smith.

    O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que o país não restringe a entrada de alimentos em Gaza e facilitou a entrada de mais de 1,8 milhão de toneladas de alimentos no enclave desde o cessar-fogo de outubro de 2025.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Redução do desmatamento contrasta com argumentos dos EUA para tarifaço

    Redução do desmatamento contrasta com argumentos dos EUA para tarifaço

    Levantamento divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que 588 áreas protegidas da Amazônia passaram sem registros de desmatamento entre janeiro e junho deste ano.

    O total corresponde a mais de 80% desses territórios e inclui 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação.

    Os dados foram divulgados poucos dias após o governo dos Estados Unidos incluir o desmatamento ilegal entre as justificativas para impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

    Em resposta, o governo brasileiro afirmou que as acusações são “indevidas” e sustentou que os índices de desmatamento vêm caindo desde 2023.

    Menor desmatamento em 8 anos

    Segundo o Imazon, a Amazônia registrou 1.145 quilômetros quadrados de floresta derrubada entre janeiro e junho de 2026, resultado 10% menor que o do mesmo período do ano passado. O instituto afirma que se trata da menor área desmatada em um primeiro semestre dos últimos oito anos.

    Em relação a 2022, quando foi registrado o pico da série histórica para o período, a redução alcançou 76%.

    As áreas protegidas responderam por 97,37 quilômetros quadrados do desmatamento ocorrido na Amazônia no semestre, o equivalente a 8% do total. Desse volume, 9,38 quilômetros quadrados foram registrados em terras indígenas e 87,99 quilômetros quadrados em unidades de conservação.

    Destaques negativos

    Apesar da redução geral, o estudo aponta focos persistentes de pressão sobre a floresta. O destaque negativo é o da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, responsável por metade do desmatamento registrado em todas as áreas protegidas da Amazônia no primeiro semestre. Foram desmatados 47,85 km² entre janeiro e junho no território.

    A Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, ganhou também destaque, pelo Imazon, por conta da recente aprovação, no Senado, de um projeto de lei que reduz sua área. Esta foi, segundo o estudo, a quinta unidade de conservação mais desmatada na Amazônia.

    O território perdeu 3,45 km² de floresta, o que equivale a quase 350 campos de futebol.

    “A aprovação desse projeto mostra que o Congresso Nacional está legislando para favorecer um pequeno grupo de pessoas que invadiu ilegalmente essa unidade de conservação após sua criação, em 2006”, explica a coordenadora do Programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito.

    Segundo a coordenadora do Imazon, as unidades de conservação são importantíssimas para conter o desmatamento e combater a crise climática. “Por isso, esse projeto precisa ser vetado pela Presidência”, defendeu.

    Estados

    De acordo com o Imazon, apenas dois dos nove estados que compõem a Amazônia Legal registraram alta no desmatamento entre agosto de 2025 e junho de 2026: Roraima (de 25%) e Maranhão (de 20%).

    Os outros sete estados apresentaram quedas entre 67% (Tocantins) e 27% (Mato Grosso).

    Tendo como base o tamanho das áreas desmatadas, a liderança no período ficou com o Pará (684 km²), seguido do Mato Grosso (509 km²) e do Amazonas (378 km²).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV entre jovens

    Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV entre jovens

    A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina.

    Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%. 

    A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde.

    Nos dois períodos, o foco foram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:

    “Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado”

    Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. 

    Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas pessoas não vacinadas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. 

    De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo “efeito rebanho”:

    “Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV.”

    Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa. 

    Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público. 

    “Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero”, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa. 

    Vacinação eficaz

    Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante. 

    A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses. 

    A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. 

    Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero. 

    O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus têm potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Sancionada lei que proíbe produção e comercialização de foie gras

    Sancionada lei que proíbe produção e comercialização de foie gras

    Foi sancionada a Lei 15.475, que proíbe a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio de alimentação forçada de animais, método conhecido como gavage. A norma entrará em vigor no prazo de 180 dias contados a partir desta sexta-feira (24).

    Aprovada pelo Legislativo e enviada no início do mês ao Palácio do Planalto para sanção, a nova lei tem como principal alvo o foie gras (fígado gordo de pato ou ganso), mas se aplica a qualquer produto obtido por esse método.

    A alimentação forçada é definida como qualquer procedimento manual ou mecânico, em geral por meio de um tubo metálico introduzido na boca de gansos, patos e marrecos até alcançar o esôfago, obrigando o animal a ingerir alimentos ou suplementos em uma quantidade acima do limite natural de saciedade.

    A introdução em grandes quantidades de alimento provoca uma doença chamada esteatose hepática, caracterizada pela hipertrofia do fígado. O produto final comercializado é este órgão adoecido.

    A proibição prevista na nova lei vale tanto para produtos in natura quanto para enlatados.

    Multas e sanções

    De acordo com o texto sancionado, essas infrações podem ser enquadradas na Lei de Crimes Ambientais, com seus responsáveis respondendo por maus-tratos a animais. Além de multas e sanções administrativas (apreensão de produtos e suspensão da atividade), estão previstas penas de até um ano de detenção.

    Recentemente, o projeto recebeu apoio de organizações de proteção animal, por meio de uma carta aberta em favor de sua sanção.
     


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Petróleo dispara com aumento de tensão no Oriente Médio

    Petróleo dispara com aumento de tensão no Oriente Médio

    O preço das cargas de petróleo no Oriente Médio, na Europa e na África disparou nesta semana, atingindo recordes nos últimos dois meses, com algumas cotações se aproximando dos US$ 110 por barril, à medida que as interrupções no abastecimento relacionadas às guerras no Irã e na Ucrânia levaram os compradores a se apressarem para garantir suprimentos de outras fontes.

    O Brent, referência global para o preço do petróleo e utilizado para precificar mais de 60% das cargas físicas de petróleo do mundo, atingiu US$ 105,70 por barril na quinta-feira (23), de acordo com dados da LSEG, o maior valor desde o final de maio, ultrapassando a marca de US$ 100 pela primeira vez desde o início de junho. Isso elevou o preço do petróleo Forties do Mar do Norte, cotado em relação ao Brent, para US$ 108,77 nesta sexta-feira (24).

    Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, atacaram petroleiros no Mar Vermelho nesta semana, provocando o redirecionamento de alguns carregamentos sauditas por uma rota que contorna a África.

    Isso ocorreu após o colapso de um acordo preliminar de paz entre os Estados Unidos e o Irã e o aumento das interrupções nas exportações por meio do Estreito de Ormuz.

    “As questões relacionadas à oferta estão mais uma vez no centro das atenções”, disse Tamas Varga, corretor de petróleo da PVM.

    Somando-se à crise no Oriente Médio, o Cazaquistão informou hoje que havia reduzido a produção de petróleo depois que supostos ataques com drones ucranianos forçaram o fechamento de seu principal terminal de exportação de petróleo CPC Blend, no Mar Negro.

    A produção de petróleo do Cazaquistão caiu pela metade, para cerca de 406 mil barris por dia, segundo uma fonte.

    Petróleo saudita

    A crescente ameaça à segurança já forçou vários petroleiros a mudar de rota no Mar Vermelho para seguirem rumo ao norte, em direção ao Canal de Suez, mesmo com dois superpetroleiros chineses tendo saído na quinta-feira de Bab el-Mandeb em direção ao Golfo de Áden.

    A Saudi Aramco ofereceu cargas adicionais de petróleo para embarque no porto egípcio de Sidi Kerir, no Mediterrâneo, de acordo com cinco fontes do setor de comercialização.

    Várias refinarias asiáticas estão buscando cargas e navios que partam do porto egípcio, afirmaram operadores, o que significaria um desvio de quase um mês contornando a África em comparação com a rota habitual pelo estreito de Bab el-Mandeb.

    A SK Energy, maior refinaria da Coreia do Sul, fretou um superpetroleiro (VLCC) para carregar 2 milhões de barris de petróleo de Sidi Kerir para Ulsan, na Coreia do Sul, entre 18 e 20 de agosto, a uma taxa de frete fixa de US$18,5 milhões, segundo fontes do setor de transporte marítimo. A refinaria coreana não respondeu a um pedido de comentário.

    “Os compradores estão agora correndo para garantir o abastecimento, com refinarias japonesas e sul-coreanas entrando no mercado para adquirir cargas”, disse um dos operadores de uma refinaria, acrescentando que as refinarias do Norte da Ásia estão buscando petróleo da Bacia do Atlântico.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Sancionada lei que proíbe produção e comercialização de fois gras

    Sancionada lei que proíbe produção e comercialização de fois gras

    Foi sancionada a Lei 15.475, que proíbe a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio de alimentação forçada de animais, método conhecido como gavage. A norma entrará em vigor no prazo de 180 dias contados a partir desta sexta-feira (24).

    Aprovada pelo Legislativo e enviada no início do mês ao Palácio do Planalto para sanção, a nova lei tem como principal alvo o foie gras (fígado gordo de pato ou ganso), mas se aplica a qualquer produto obtido por esse método.

    A alimentação forçada é definida como qualquer procedimento manual ou mecânico, em geral por meio de um tubo metálico introduzido na boca de gansos, patos e marrecos até alcançar o esôfago, obrigando o animal a ingerir alimentos ou suplementos em uma quantidade acima do limite natural de saciedade.

    A introdução em grandes quantidades de alimento provoca uma doença chamada esteatose hepática, caracterizada pela hipertrofia do fígado. O produto final comercializado é este órgão adoecido.

    A proibição prevista na nova lei vale tanto para produtos in natura quanto para enlatados.

    Multas e sanções

    De acordo com o texto sancionado, essas infrações podem ser enquadradas na Lei de Crimes Ambientais, com seus responsáveis respondendo por maus-tratos a animais. Além de multas e sanções administrativas (apreensão de produtos e suspensão da atividade), estão previstas penas de até um ano de detenção.

    Recentemente, o projeto recebeu apoio de organizações de proteção animal, por meio de uma carta aberta em favor de sua sanção.
     


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Consulta pública sobre educação bilíngue de surdos acaba sábado

    Consulta pública sobre educação bilíngue de surdos acaba sábado

    Professores, gestores das redes públicas, profissionais da educação e a sociedade civil podem participar, até este sábado (25), da consulta pública sobre educação bilíngue de surdos no Brasil, como modalidade escolar prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

    Para colaborar com a consulta, é necessário acessar a plataforma Brasil Participativo, com login do portal do governo federal Gov.br.

    O edital de chamamento foi publicado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em 26 de junho.

    As colaborações poderão embasar a elaboração das Diretrizes Nacionais da Modalidade Escolar de Educação Bilíngue de Surdos na Educação Básica, com o objetivo de assegurar os direitos linguísticos, educacionais e culturais dos estudantes do público-alvo, que são os surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas.

    As novas diretrizes irão integrar a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS), voltada à promoção da equidade, ao respeito às especificidades dos estudantes surdos e à garantia do direito ao ensino e à aprendizagem de qualidade. 

    Guia

    As Diretrizes Nacionais para a Educação Bilíngue de Surdos no Brasil funcionam como um guia teórico para que as redes de ensino de todo o país saibam como estruturar, expandir e manter a educação bilíngue para alunos surdos na Educação Básica.

    O documento estabelece normas para os seguintes pilares da educação bilíngue:

    · Língua Brasileira de Sinais (Libras) como a língua de instrução, comunicação e ensino dentro da escola;

    · língua portuguesa na modalidade escrita ensinada formalmente como segunda língua;

    · criação de espaços que favoreçam a interação em Libras.

    · valorização da identidade, da cultura e do uso de Libras pela comunidade surda.

    · formação inicial e continuada de professores bilíngues e demais profissionais da educação;

    · produção de materiais didáticos e recursos pedagógicos específicos

    · fortalecimento de escolas bilíngues, classes bilíngues e escolas polo.

    · Promoção do envolvimento direto da comunidade surda no planejamento, execução e avaliação dessas políticas públicas.

    A ideia é que as diretrizes sirvam de ferramentas para que as escolas as apliquem na prática.

    Comunidade surda

    Segundo o Censo Escolar de 2024, há 61.623 matrículas desse público na educação básica.

    Apenas 12% das redes de ensino dispõem de materiais pedagógicos adequados em Libras, as provas em videolibras alcançam somente 1,31% dos estudantes e, embora cerca de 51% das escolas tenham Salas de Recursos Multifuncionais, ainda há carência de apoio bilíngue especializado.

    Além disso, apenas 2.501 professores possuem formação continuada em Educação Bilíngue de Surdos

    Para fortalecer políticas públicas que garantam os direitos linguísticos, educacionais e culturais desses estudantes, promovendo a qualificação das redes de ensino e a efetivação da modalidade em todo o país, existe a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS). Saiba mais sobre a política aqui.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Linhas de trem que retornaram para CPTM funcionam normalmente em SP

    Linhas de trem que retornaram para CPTM funcionam normalmente em SP

    As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade do transporte metropolitano de São Paulo funcionam normalmente nesta sexta-feira (24). O funcionamento dos trens voltou a ser feito pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) após falhas da concessionária Trivia Trens, que assumiu as linhas no início desta semana após privatização. É a primeira vez que esse tipo de intervenção ocorre em São Paulo.

    A manhã dessa quinta-feira (23) foi caótica para os paulistanos, em decorrência da paralisação dos trens logo no início da manhã após problemas de energia. Uma das composições foi atingida por um incêndio nas proximidades da estação Bresser-Mooca. Os problemas causaram superlotação nas estações, principalmente da zona leste. 

    Com todas as falhas verificadas, a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e o Governo do Estado determinaram que a CPTM retomasse a operação das linhas por até 90 dias.

    Segundo o governo estadual e a Artesp, a medida foi tomada para “garantir a qualidade do serviço e prevenir falhas como as registradas nos primeiros dias de operação assistida sob responsabilidade da operadora”.

    *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Prouni 2026/2: prazo para comprovar informação de inscrição acaba hoje

    Prouni 2026/2: prazo para comprovar informação de inscrição acaba hoje

    Os candidatos na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre de 2026 devem ficar atentos ao prazo final, nesta sexta-feira (24), para a entrega da documentação que comprove as informações prestadas na inscrição à instituição privada de ensino superior para a qual foram pré-selecionados.

    Os inscritos no processo de seleção para bolsas de estudo podem conferir diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Prouni, se estão na lista da primeira chamada, divulgada pelo Ministério da Educação (MEC)  no último dia 15.

    Documentação

    A documentação comprobatória exigida está descrita no edital do processo seletivo.

    A faculdade privada onde o candidato foi pré-selecionado poderá escolher se a documentação poderá ser entregue presencialmente ou ser deverá ser encaminhada por meio virtual/eletrônico.

    No momento do recebimento dos documentos dos candidatos à bolsa, a instituição deverá emitir um documento que confirme a entrega.

    A instituição ainda poderá solicitar documentos complementares, quando necessário.

    Bolsas de estudo

    O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (que custeiam 100% do valor da mensalidade) e bolsas parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

    Neste segundo semestre, o programa federal oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.

    Do total de bolsas ofertadas, 219.725 foram integrais e 251.579 parciais. 

    Ações afirmativas

    O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. 

    Para pessoas com deficiência, foram ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas 188.880; e, para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.   

    Novas possibilidades de conquistar uma vaga

    Os candidatos que não foram convocados nesta primeira chamada do Prouni deste segundo semestre ainda poderão participar da segunda chamada ou manifestar interesse na lista de espera.

    Após as duas chamadas, aqueles que não forem pré-selecionados ou que tiverem a inscrição indeferida por não formação de turma poderão disputar as bolsas eventualmente não preenchidas, conforme os critérios estabelecidos no edital.

    Os estudantes contemplados com bolsa parcial também podem usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para complementar o pagamento da mensalidade da instituição privada, desde que o curso e a instituição de ensino ofereçam essa possibilidade.

    Cronograma do Prouni 2/2026:

    O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu o seguinte cronograma para as próximas etapas do Prouni 2/2026:

    · comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na primeira chamada: de 15 a 24 de julho;

    · resultado da segunda chamada: 5 de agosto;

    · comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na segunda chamada: 5 a 14 de agosto;

    · lista de espera: 26 e 27 de agosto;

    · resultado da lista de espera: 1º de setembro;

    · comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.

    Prouni

    O Programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.

    Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.  

    A classificação para a seleção do Prouni considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a classificação dos candidatos.

    Mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital público do MEC nº 51/2026. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br