Categoria: Brasil

  • Ligue 180 tem 1,5 mil denúncias de violência política contra mulher

    Ligue 180 tem 1,5 mil denúncias de violência política contra mulher

    As mulheres têm direito à participação política livre de violência e de discriminação. Porém, entre janeiro e agosto de 2026, o número de denúncias de violência política registradas contra elas na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 alcançou a marca de 1.564 denúncias.

    Ao todo, estas denúncias correspondem a 1.581 violações identificadas como violências políticas, no ano de eleições gerais no Brasil. A diferença entre os números ocorre porque uma única denúncia, cometida pelo mesmo agressor, pode conter mais de um tipo de violência.

    A secretária Nacional de Articulação Intersetorial e Interfederativa e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, conecta a violência política contra as mulheres a um fenômeno mais amplo, caracterizado pela exacerbação da misoginia (ódio contra as mulheres e meninas), da violência doméstica e do feminicídio na sociedade patriarcal.

    Sandra Kennedy menciona movimentos de extrema-direita globais que colocam em xeque o direito individual ao voto feminino, em favor da tese do “voto familiar”. No Brasil, o voto das mulheres foi conquistado em 1932   

    “É assustador porque as violências políticas são, no fundo, questões estruturais, sejam elas no limite da ameaça à vida, sejam essas violências cotidianas e veladas que tentam desestimular a participação da mulher na política”.

    Alvos da violência

    A representante do Ministério das Mulheres explica que as agressões são contra as mulheres em espaço de poder e decisão, as detentoras de mandato eletivo (deputadas, vereadoras, senadoras, prefeitas); as ocupantes de cargos públicos; as candidatas a cargos eletivos, em vários estados brasileiros, assim como defensoras de direitos humanos, ativistas e representantes de movimentos sociais ou organizações da sociedade civil.

    As mulheres pretas e pardas são as principais vítimas. Das 1.564 denúncias registradas, mais de 53% (842) são de violência política sofridas por elas, seguidas por 590 (37,72%) denúncias de violências sofridas por mulheres brancas. As demais 132 (8,44%) foram denúncias com impacto em mulheres de outras raças.

    As estatísticas do Ligue 180 apontam que, no período de janeiro a agosto de 2026, os maiores números de denúncias de violência política foram registrados em São Paulo, com 430 registros; Rio de Janeiro, com 260; Minas Gerais (149); Bahia (89); Rio Grande do Sul (62); Paraná (61); e Santa Catarina (56).

    Tipos de violação

     As violações denunciadas incluem discriminação e desigualdade de tratamento por gênero, raça ou etnia, ameaças e difamação das candidatas a cargos eletivos; divulgação de conteúdo inverídico; desqualificação de habilidades e funções; interrupção frequente de fala em ambientes políticos; questionamento sobre escolhas de vida privada; julgamento pela aparência física e forma de vestir, entre outras.

    Entre os crimes registrados estão ameaças de morte e estupro, ataques racistas e transfóbicos, vandalização de materiais de campanha, coação, misoginia, constrangimento, intimidação e deslegitimação de mulheres que ocupam ou disputam espaços de poder e decisão, além de casos de responsabilização judicial.

    “Agora, nesta disputa eleitoral, até quando vandalizam um banner de mulheres, não rasgam em qualquer lugar. Furam o olho, rasgam o rosto. Isso é uma afronta aos corpos das mulheres, à sua figura feminina”, lamentou Sandra Kennedy.

    Comparação com 2025

    Em 2025, foram registradas, pelo mesmo canal, 2.310 denúncias de violência política contra as mulheres, contendo 2.334 violações, em um universo de mais de 155,1 mil denúncias de todos os tipos de violência contra a mulher. Considerando apenas o período de janeiro e agosto do ano passado, a Central de Atendimento à Mulher contabilizou 1.649 denúncias de violência política.

    A secretária do Ministério das Mulheres argumenta que a redução pontual de registros de um ano a outro não indica redução do problema no país, nem permite definir tendências. Ela aponta que pode haver subnotificação de denúncias. “Os dados estão muito longe da realidade, até porque muitas das mulheres não conhecem o canal (Ligue 180) como um espaço para denunciar”.

    Justiça eleitoral

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classifica a violência política de gênero como um dos maiores entraves para a entrada e permanência de mulheres na política.

    Às vésperas das eleições gerais, a justiça eleitoral divulgou um novo recorde de casos de violência política contra a mulher. O número de processos relacionados ao tema saltou de 15, em 2022,  para 177 este ano. Desses, 26 casos estão relacionados diretamente à campanha para as eleições 2026.

    Protocolo de Enfrentamento à Violência Política

    O levantamento do Ministério das Mulheres integra o Plano de Ação do Protocolo de Enfrentamento à Violência Política Contra as Mulheres, que estabelece diretrizes no Ligue 180 para prevenir, registrar, acolher, encaminhar e acompanhar casos de violência política de gênero. Além disso, busca fortalecer a proteção dos direitos políticos das mulheres e a responsabilização dos autores das violências

    O novo documento prevê uma atuação integrada entre instituições do sistema de Justiça e da rede de proteção às mulheres.

    O atendimento às vítimas prevê sigilo, orientação sobre direitos, encaminhamento aos órgãos competentes e adoção das medidas necessárias para interromper a violência e proteger a mulher.

    Podem recorrer ao protocolo candidatas a cargos eletivos; mulheres detentoras de mandato eletivo; ocupantes de cargos públicos; lideranças comunitárias e sociais; defensoras de direitos humanos; representantes de movimentos sociais e organizações da sociedade civil; e ativistas e demais mulheres que exerçam atuação política ou pública, ainda que não sejam candidatas ou eleitas.

    Casos reais

    A Agência Brasil relembra casos em que a ameaça às mulheres ultrapassou o desestímulo à carreira política e chegou ao risco real e iminente à vida e aos corpos das mulheres que ocupam espaços de poder.

    • O assassinato a tiros da vereadora Marielle Franco, mulher negra e LGBTQIA+, em março de 2018, em via pública do Rio de Janeiro.
    • A deputada estadual de São Paulo, Isa Penna, apalpada na região do seio pelo também deputado Fernando Cury, durante sessão na Assembleia Legislativa paulista (Alesp), em dezembro de 2020. O ex-deputado foi condenado por importunação sexual.
    • A deputada federal Maria do Rosário, em 2014, ouviu do então deputado federal Jair Bolsonaro, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, que a parlamentar não mereceria ser estuprada por ser “muito feia” e que não fazia seu “tipo”. 
    • A retirada da escolta armada da deputada federal Talíria Petrone (PSol-RJ), em julho deste ano, mesmo sob ameaça de milicianos.

    As interrupções sistemáticas das falas denunciadas pelas senadoras Simone Tebet e Soraya Thronicke (PSB-MS) e rótulo de “nervosas” dado durante as sessões da Comissão Parlamentar de Inquérito] da covid-19, em 2021, no Senado Federal.

    Onde buscar orientação e denunciar

    Mulheres em situação de violência política e qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da ocorrência deste crime contra uma mulher pode comunicar o fato em diferentes canais institucionais do poder Executivo, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridade policial. Entre eles estão:

    • Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180: atendimento gratuito, humanizado e sigiloso, 24 horas por dia, todos os dias da semana. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail [email protected] e por videochamada em Libras;
    • Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público;
    • Procuradoria-Geral Eleitoral, por meio da Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal;
    • Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
    • Polícia Federal, por meio do canal Comunica PF e nas delegacias de Polícia nos estados;
    • Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União (DPU),  para assistência e orientação jurídica.
    • Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do telefone 190.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Entidades sugerem políticas de proteção a crianças e adolescentes

    Entidades sugerem políticas de proteção a crianças e adolescentes

    Organizações da sociedade civil entregaram aos candidatos à Presidência da República e aos governos dos estados propostas de políticas públicas e metas para proteção a crianças e adolescentes. O movimento, chamado Agenda 227, é composto por mais de 520 entidades de diferentes áreas.

    São dois documentos distintos, um voltado aos candidatos a presidente e outro voltado aos candidatos aos governos estaduais. Ambos apresentam sugestões para áreas como educação, saúde, primeira infância, enfrentamento das violências e profissionalização.

    O documento relata que crianças e adolescentes de vários perfis, como negros, indígenas, imigrantes, residentes nas regiões Norte e Nordeste e nas periferias urbanas estão mais expostos à pobreza, insegurança alimentar, violência, baixa oferta de serviços públicos e riscos climáticos.

    “Essa realidade evidencia que ainda há uma distância significativa a ser percorrida para alcançarmos o que determina a Constituição Federal – a prioridade absoluta dos direitos de crianças e adolescentes – para toda a população de 0 a 17 anos”, ressalta o documento voltado aos candidatos a presidente da República.

    O objetivo da Agenda 227 é sugerir políticas de democratização da saúde, educação e segurança a todas as crianças e adolescentes do país e combater o preconceito de gênero, cor, origem e classe social.

    “A experiência recente demonstra que avanços consistentes são possíveis quando há cooperação entre os entes federativos, definição clara de prioridades e fortalecimento das capacidades institucionais”, defende o movimento na carta aos candidatos a governador.

    Agenda 227

    O nome Agenda 227 é inspirado no Artigo 227 da Constituição Federal, que define que é dever da família, da sociedade e do Estado garantir à criança e ao adolescente o direito à vida, saúde, educação, lazer, dignidade e respeito, entre outros.

    Entre as entidades integrantes do movimento estão a Aliança Nacional LGBTI+; Andi – Comunicação e Direitos; Childhood Brasil; Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças; Coalizão pela Socioeducação; Fundação Itaú; Geledés – Instituto da Mulher Negra; Instituto Alana; Instituto Liberta; RNPI – Rede Nacional Primeira Infância e United Way Brasil.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Jovens que sofreram com falta de acesso à água estarão em fórum da ONU

    Jovens que sofreram com falta de acesso à água estarão em fórum da ONU

    Dentro de dois meses, o ativista Erleyvaldo Bispo deixará a cidade de Lagarto, no agreste de Sergipe, para cruzar cerca de 10,5 mil quilômetros até Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

    O sergipano e a bacharel em direito Laura de Azevedo Viana são os dois brasileiros que fazem parte de um grupo de 100 jovens, de 75 países, selecionados na última terça-feira (29) para participar da Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Água. O encontro será realizado entre 8 e 10 de dezembro.

    Em comum, Erleyvaldo e Laura têm vivências na dificuldade de acesso à água potável.

    “Por ter vivido a falta d’água, acredito que isso me coloca em uma posição de pessoa que, de fato, valoriza a água”, diz Erleyvaldo à Agência Brasil.

    Encontro da ONU

    O encontro, organizado pelo país árabe em conjunto com o Senegal, será a terceira Conferência da ONU sobre Água desde 1977 ─ a segunda foi em 2023.

    A conferência é dedicada a acelerar a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6) das Nações Unidas, que trata de garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água e do saneamento para todos.

    São esperadas delegações de governos, organizações internacionais, representantes da sociedade civil e do setor privado e pesquisadores que atuam na área de acesso à água.

    Jovens selecionados

    Os 100 jovens foram escolhidos pelo programa Global Youth Water Envoys (Enviados Globais da Juventude para a Água, em inglês), promovido pelo Centro da Juventude Árabe (AYC, na sigla em inglês para Arab Youth Center), organização sem fins lucrativos sediada em Abu Dhabi.  

    O programa selecionou jovens que tenham algum tipo de relação com o acesso à água, seja ativismo, vivência e programas comunitários, por exemplo. Cerca de 2 mil pessoas se candidataram.

    O Global Youth Water Envoys é organizado em parceria estratégica com o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos.

    A partir de agora, os escolhidos passarão por um período de dois meses de preparação para que estejam aptos a colocar as prioridades da juventude e as realidades hídricas locais no diálogo global.

    A intenção dos organizadores é que a juventude não seja mera espectadora das discussões globais, mas tenha participação direta nos resultados da conferência.

    Seca, água e soberania

    Erleyvaldo Bispo, de 28 anos, conta que nasceu e foi criado em uma região do agreste sergipano em que comunidades inteiras sofriam com poços secos, dependiam de carros-pipa e se fiavam na esperança de a chuva chegar.

    Essa vivência foi uma das motivações para que ele criasse a organização não governamental (ONG) Águas Resilientes, que se identifica como uma entidade que desenvolve estratégias para o acesso à água potável.

    O jovem se considera um sobrevivente da falta d’água e diz que vai para Abu Dhabi representar muito mais do que a si próprio.

    “Vou levar a voz de milhares de brasileiros que acordam todos os dias sem saber se terão água para beber”, afirma.


    Rio de Janeiro (RJ) 04/11/2024 - Erley Bispo cofundador do F20, representantes de favelas indicam desafios para o G20.
Foto: Erley Bispo/Arquivo Pessoal
    Erley Bispo também foi cofundador do F20, que reuniu representantes de favelas para o G20. Foto: Erley Bispo/Arquivo Pessoal

    Em junho, antes mesmo de saber que seria um “jovem enviado”, Erleyvaldo organizou um evento preparatório no Rio de Janeiro, acompanhado pela Agência Brasil.

    Na bagagem para o Oriente Médio, ele levará preocupações imediatas, como o Super El Niño, que pode resultar em seca em algumas regiões; e apreensões mais distantes, como o futuro da Amazônia, que pode influenciar a disponibilidade de água.

    “Existe uma possibilidade de colapso da Amazônia a partir de 2050”, cita ele, baseado em um estudo científico.

    Erleyvaldo antecipa que chegará à Conferência da ONU sobre a água com o objetivo de mostrar a relação entre acesso à água e soberania. “Falar sobre água é falar sobre soberania nacional”, diz.

    “Minha grande bandeira lá é exatamente trazer luz para o investimento em projetos e iniciativas voltadas à questão do acesso à água”, completa, acrescentando que essa deve ser uma prioridade no chamado Sul Global, conjunto de países em desenvolvimento, notadamente na América Latina, África e Ásia.

    Defesa do meio ambiente

    A bacharel em direito Laura de Azevedo Viana, de 23 anos, é o segundo nome brasileiro da lista de jovens. Laura é pesquisadora vinculada à ONG Instituto Brasileiro de Direito do Mar e tem atuação voltada à governança dos oceanos e ao racismo ambiental.

    Ela mora em Cajazeiras, bairro de Salvador que classifica como periférico e de população de maioria negra. Ela contou à Agência Brasil que foi lá onde percebeu o chamado racismo ambiental.

    “Já passei por diversas situações em que o fornecimento de água era cortado por dias, já chegou a durar semanas, um bairro inteiro sem água”, relembra.


    Jovens que sofrem com falta d’água representam Brasil em fórum da ONU. Foto: Laura de Azevedo Viana/Arquivo Pessoal
    A bacharel em direito Laura de Azevedo Viana, de 23 anos, viajará para a conferência em Abu Dhabi. Foto: Laura de Azevedo Viana/Arquivo Pessoal

    “Isso não acontece em bairros nobres de Salvador, ocupados por pessoas que possuem melhores condições financeiras e são brancas”, completa.

    Laura espera que a juventude seja ouvida plenamente na conferência de dezembro. A pesquisadora acredita que o ativismo pode “andar de mãos dadas” com o conhecimento científico.

    “A pesquisa ajuda a comprovar essa desigualdade, e quem escreve sobre esses temas hoje influencia o que o direito dirá amanhã”, assinala ela, apontando comunidades indígenas, quilombolas e costeiras como as primeiras afetadas pela “degradação da água”.

    “Minha principal bandeira é a proteção dessas comunidades, junto com a participação verdadeira da juventude. Precisamos de um espaço institucional permanente, e não apenas de eventos simbólicos, para sermos ouvidos”, enfatiza.

    Questionar pressupostos

    De acordo com o ministro para Assuntos da Juventude dos Emirados Árabes e vice-presidente do AYC, Sultan bin Saif Al Neyadi, os jovens enviados participarão da conferência como “colaboradores qualificados, preparados para questionar pressupostos e representar as realidades de comunidades que, com bastante frequência, são objeto de discussões sem que suas vozes sejam devidamente ouvidas”.

    “O valor de sua participação será definido pelo conhecimento que trazem, pelo rigor de sua preparação e por sua capacidade de transformar experiências em propostas que possam ser colocadas em prática pelos tomadores de decisão”, acrescenta.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Órgãos públicos no Rio de Janeiro terão sala de apoio à amamentação

    Órgãos públicos no Rio de Janeiro terão sala de apoio à amamentação

    O estado do Rio de Janeiro terá salas de apoio à amamentação em órgãos e entidades públicas estaduais. A medida está prevista em decreto publicado nesta quinta-feira (1º) no Diário Oficial. 

    Todos os órgãos e entidades públicas diretas e indiretas que tenham em seus quadros servidoras, empregadas públicas ou trabalhadoras terceirizadas deverão implementar as salas de amamentação. Além de oferecer o espaço, as unidades também deverão divulgar formas de doação para bancos de leite humano.

    O decreto estabelece ainda as condições de infraestrutura que devem ser garantidas, como ter lavatório e freezer ou refrigerador com congelador e termômetro, de uso exclusivo para o armazenamento de leite materno, com monitoramento diário da temperatura. 

    A medida recomenda ainda que cada sala conte com uma poltrona para cada 400 servidoras em idade fértil.

    O decreto entrará em vigor 180 dias após a data de sua publicação oficial, prazo para que os órgãos e entidades se adequem às novas regras.

    A Secretaria de Estado da Mulher e de Políticas Inclusivas, em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde, deverão incentivar e apoiar tecnicamente a implementação dos espaços. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Após chuvas de setembro, Cantareira passa a operar na faixa de atenção

    Após chuvas de setembro, Cantareira passa a operar na faixa de atenção

    Principal e maior reservatório de São Paulo, o Sistema Cantareira encerrou o mês de setembro com 41,1% do seu volume útil armazenado e, com isso, passará a operar na faixa de atenção a partir desta quinta-feira (1). A faixa de atenção é estabelecida quando o nível do reservatório fica entre 40% e 60%.

    Neste ano, o Cantareira vinha apresentando um nível de armazenamento preocupante, mas com as chuvas recordes de setembro conseguiu melhorar a sua capacidade. 

    No final de agosto, por exemplo, seu volume útil armazenado estava em 32,99%, nível considerado de alerta.

    Como seu volume agora está na faixa de atenção, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) autorizaram a Sabesp, companhia privada que administra o sistema, a retirar até 31 metros cúbicos por segundo (m³/s) do reservatório. Antes, na faixa de alerta, a Sabesp poderia captar até 27 metros cúbicos por segundo do Sistema Cantareira. Em condições de normalidade, essa captação pode chegar a 33m³/s.

    Resolução

    A ANA e a SP Águas acompanham diariamente os dados de níveis, vazões e armazenamento do reservatório. Essa medida obedece critérios que foram definidos pela Resolução Conjunta nº 925/2017, elaborada logo após a crise hídrica ocorrida no estado nos anos de 2014 e de 2015.

    Essa resolução estabelece que a captação de água do Sistema Cantareira seja condicionada ao nível de armazenamento de água do manancial observada no último dia de cada mês. 

    Para tanto, foram criadas cinco faixas: 

    • normal, quando o nível do reservatório é igual ou maior que 60%; 
    • atenção, quando é igual ou maior que 40% e menor que 60%; 
    • alerta, quando está maior que 30% e menor que 40%; 
    • restrição, quando é maior que 20% e menor que 30%; e 
    • especial, quando o volume acumulado é menor que 20%. 

    São essas faixas que orientam os limites de retirada de água do sistema.

    Sistema

    O Sistema Cantareira é composto por cinco reservatórios interligados – Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro – com volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, conta também com a interligação entre a represa Jaguari, no Rio Paraíba do Sul, e a Represa Atibainha.

    O sistema abastece cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo e, segundo a ANA, contribui ainda para o atendimento dos usos múltiplos da água, com destaque para o abastecimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

    Embora seus reservatórios estejam localizados integralmente em território paulista, parte das águas que os alimentam provém de rios de domínio da União, por terem nascentes e trechos no estado de Minas Gerais, compondo a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Eleições: propagandas gratuitas de candidatos terminam nesta quinta

    Eleições: propagandas gratuitas de candidatos terminam nesta quinta

    A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para o 1º turno das Eleições 2026 termina nesta quinta-feira (1º). As inserções começaram a ser veiculadas no dia 28 de agosto em horários reservados nas emissoras e também ao longo da programação. 

    O Tribunal Superior Eleitoral disse que o encerramento da propaganda gratuita ocorre juntamente com outros prazos da campanha eleitoral, a exemplo do prazo para realização de comícios e para a utilização de aparelhagem de sonorização fixa, das 8h às 24h.

    Também termina nesta quinta-feira o prazo para a realização de debates no rádio e na TV. Os debates poderão se estender até as 7h de sexta-feira (2).  

    IA

    O TSE informou ainda que a partir de hoje ficam vedadas, até 24 horas após o término da votação, a publicação e a republicação, ainda que gratuitas, e o impulsionamento pago de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial (IA) ou tecnologias equivalentes que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidata, candidato ou pessoa pública.

    A regra vale mesmo quando o conteúdo estiver identificado e atender às demais exigências previstas na legislação eleitoral. 

    Votação

    A votação do 1º turno das Eleições 2026 será realizado no domingo (4), quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais.

    Para consultar o local de votação, os eleitores podem utilizar o aplicativo e-Título, acessando a opção “Onde votar”. 

    O aplicativo apresenta as informações do local de votação, incluindo endereço, zona e seção eleitoral. O aplicativo também pode mostrar a rota até o local. 

    Também é possível saber o endereço no site do TSE, no Autoatendimento Eleitoral – Título Net. Basta acessar a opção “Consultas” e, depois, “Onde votar”. O sistema solicita os dados necessários para apresentar as informações eleitorais. 

    2º turno

    Apenas para os cargos de presidente da República e governador poderá haver o 2º turno. A nova votação ocorre quando nenhuma candidatura obtiver mais da metade dos votos válidos (excluídos os votos em branco e os nulos). 

    Nas localidades em que houver 2º turno, a votação será realizada em 25 de outubro. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para essa etapa será veiculada de 9 a 23 de outubro.  


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • TV Brasil estreia segunda temporada do seriado Aprender a Sonhar

    TV Brasil estreia segunda temporada do seriado Aprender a Sonhar

    A segunda temporada da série documental Aprender a Sonhar estreia na programação da TV Brasil nesta quinta (1º), às 23h30. Com cinco episódios de 26 minutos, a produção independente revela histórias de estudantes quilombolas, indígenas e moradores de periferias urbanas que almejam ingressar na universidade. A obra foi desenvolvida pela Caranguejeira Filmes por meio do Prodav TVs Públicas.

    Dirigida, roteirizada e produzida por Vítor Rocha, a obra baiana destaca a trajetória de jovens em busca de oportunidades para transformação social e superação de desafios. A atração aborda questões relacionadas à juventude negra no país como as cotas raciais. A narrativa acompanha a jornada de Franciele Silva, Dona Olinda, Jadson Oliveira, Jobert Kaimbé, Grazi Kaimbé e Dandara Tauanne.

    No episódio de estreia da sequência, a estudante quilombola Franciele Silva enfrenta dificuldades diárias para frequentar a escola e realizar os planos de estudar direito. Ela tem o objetivo de fortalecer a luta pelo território do Quilombo Rio dos Macacos, localizado em Aratu, no município de Simões Filho, na Bahia.

    Ainda no primeiro programa do seriado Aprender a Sonhar, o estudante secundarista Jadson Oliveira, residente no Subúrbio Ferroviário de Salvador, divide-se entre a atuação em peças teatrais e o desejo de seguir carreira como promotor de justiça. O rapaz negro reflete sobre a dificuldade dessa escolha durante a produção.

    Valorização do conteúdo independente

    A TV Brasil exibe a série documental Aprender a Sonhar na faixa noturna de quinta-feira. O novo conteúdo é apenas uma das diversas produções audiovisuais selecionadas pela linha de fomento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA/Ancine), através do Prodav TVs Públicas.

    Apoiadora da produção independente, a TV Brasil é um dos canais que mais exibe conteúdo nacional dessa natureza. Com tradição em valorizar novos realizadores, a emissora busca abrir espaço para novos conteúdos e promove o fomento ao mercado audiovisual do país.

    No início do ano, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que faz a gestão da TV Brasil, anunciou os 39 projetos selecionados na chamada pública Seleção TV Brasil, o maior investimento já realizado pelo Estado brasileiro para a produção de conteúdo audiovisual destinado à televisão pública. Ao todo, serão contratadas produções que somam quase R$ 110 milhões em recursos do (FSA/Ancine).

    Sobre o Prodav

    O Prodav é uma parceria entre a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para incentivar a produção regional e independente. A proposta é ofertar esse conteúdo para os canais públicos.

    A EBC distribui o material ao disponibilizar as obras para todas as emissoras de televisão interessadas que fazem parte do campo público e aderirem ao projeto. A exibição das obras também pode ser acompanhada na programação da TV Brasil por meio das centenas de canais que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

    Ao vivo e on demand  

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.  

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.  

    Serviço

    Aprender a Sonhar – quinta-feira, dia 1º/10, às 23h30, na TV Brasil;
    Aprender a Sonhar – reprise – quinta, dia 1º/10, para sexta-feira, dia 2/10, às 3h, na TV Brasil;

    TV Brasil na internet e nas redes sociais

    Site – https://tvbrasil.ebc.com.br
    Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil
    YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil
    X – https://x.com/TVBrasil
    Facebook – https://www.facebook.com/tvbrasil
    TikTok – https://www.tiktok.com/@tvbrasil
    TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Carne brasileira vai pagar tarifa de 67% para entrar na China

    Carne brasileira vai pagar tarifa de 67% para entrar na China

    A carne bovina brasileira pagará uma tarifa total de 67% para entrar no mercado chinês a partir desta quinta-feira (1º). Uma cobrança adicional de 55% se somará à tarifa regular de 12%, uma vez que o Brasil esgotou a cota anual de exportações estipulada pelo país asiático.

    A medida preocupa frigoríficos e pecuaristas, que já avaliam antecipar abates e embarques para aproveitar a cota de 2027.

    O Brasil atingiu o limite de 1,106 milhão de toneladas previsto para 2026. Para o próximo ano, a cota sobe para 1,128 milhão de toneladas, mas representantes do setor estimam que o novo limite possa ser alcançado em março ou abril de 2027.

    Impacto imediato

    O país asiático é o principal destino da carne bovina brasileira e ganhou espaço significativo nas exportações do setor na última década.

    De 2016 a 2025, o Brasil enviou 8,2 milhões de toneladas de carne bovina à China, movimentando US$ 42,3 bilhões. O volume saltou de 164,9 mil toneladas, em 2016, para 1,6 milhão de toneladas, em 2025.

    A concentração das vendas no mercado chinês aumenta a preocupação do setor com os efeitos da sobretaxa sobre o fluxo de caixa dos frigoríficos.

    Estratégia para 2027

    Diante da perspectiva de esgotamento rápido da próxima cota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) discute a possibilidade de que as empresas antecipem a produção e os embarques:

    • abates podem ser realizados ainda em outubro;
    • embarques estão previstos para novembro;
    • a viagem marítima entre os dois países leva de 40 a 45 dias;
    • a expectativa é que a carne chegue à China em janeiro de 2027.

    A estratégia permitiria utilizar a cota do próximo ano logo no início de sua vigência. O ritmo das compras chinesas, porém, também será determinante para os negócios.

    Pressão sobre frigoríficos

    Segundo a Abiec, os efeitos da restrição começaram antes do esgotamento oficial da cota. Nos últimos meses, frigoríficos reduziram as vendas para a China e precisaram buscar compradores em outros mercados.

    A entidade também voltou a discutir com o governo uma divisão da cota de 2027 entre os frigoríficos. A proposta busca distribuir os embarques ao longo do ano e evitar que poucas empresas concentrem o volume disponível.

    Na terça-feira (29), a China autorizou mais duas unidades brasileiras a exportar carne bovina: uma de Minas Gerais e outra de Pernambuco.

    Protecionismo chinês

    A China adotou o sistema de cotas como medida de proteção ao mercado interno diante do aumento das importações. A sobretaxa não é exclusiva ao Brasil e afeta outros fornecedores.

    O mercado chinês enfrenta ainda um cenário de preços mais baixos da carne bovina e aumento da oferta doméstica. As importações chinesas do produto cresceram de menos de 1,5 milhão de toneladas, em 2018, para cerca de 2,8 milhões de toneladas nos anos recentes.

    O Brasil passou a responder por mais de 40% do volume importado pela China.

    A mudança ocorre em um momento de maior atenção do setor brasileiro às condições de acesso ao mercado chinês. A Abiec estima que as exportações totais de carne bovina do Brasil em 2026 recuem cerca de 10% em relação a 2025, num cenário que também inclui restrições adotadas pela União Europeia.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Fachin nega pedido para afastar Dino de ações sobre Flávio Bolsonaro

    Fachin nega pedido para afastar Dino de ações sobre Flávio Bolsonaro

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou pedido para afastar o ministro Flávio Dino do julgamento de processos contra o senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).

    Em decisão assinada nesta quinta-feira (1°), Fachin negou seguimento a uma arguição de suspeição protocolada pelo candidato. 

    Para Flávio, Dino deveria ser declarado suspeito para atuar como relator da investigação que trata da suposta utilização de emendas parlamentares para bancar o filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, e de ações eleitorais, por ter ligação pessoal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

    O despacho está em segredo de Justiça e os detalhes da decisão não foram divulgados.

    Processos

    Dino é relator da ação que apura se o deputado federal Mário Frias (PL-SP) enviou emendas de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, uma entidade ligada à produtora audiovisual Go Up Enterteinment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse.

    O parlamentar é apontado como produtor-executivo do filme.

    Nesta semana, Dino também suspendeu a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrou postagens que ligaram Flávio Bolsonaro a um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Aplicativo recebe denúncias de irregularidades eleitorais no Rio

    Aplicativo recebe denúncias de irregularidades eleitorais no Rio

    Moradores do estado do Rio de Janeiro poderão fazer denúncias de irregularidades eleitorais no estado por meio do aplicativo SISP Cidadão. Entre os casos que podem ser relatados estão compra de votos, boca de urna e propaganda irregular.  

    Os cidadãos podem anexar fotos, vídeos, imagens da galeria do celular ou links na ferramenta que encaminhará os dados para técnicos do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para apuração das denúncias.

    O usuário também pode fazer a denúncia por meio de relato por voz, utilizando o microfone do aparelho, e revisar o texto antes do envio. Também é possível informar o local da irregularidade, por meio da ferramenta de localização do celular.

    É possível fazer uma denúncia anônima. Mas, caso o usuário se identifique, a ferramenta gera um número de protocolo pelo qual é possível acompanhar a denúncia e receber notificações quando houver movimentação do processo. 

    A plataforma também conta com um mapa de denúncias, permitindo aos usuários confirmarem relatos de outras pessoas.

    Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro, o SISP Cidadão está disponível gratuitamente para download nas plataformas da Apple e Android.

    Aplicativo Pardal

    Em todo o país, cidadãos que quiserem denunciar irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral podem usar o aplicativo Pardal.

    Podem ser comunicados casos de propaganda irregular na internet, uso irregular de alto-falantes e amplificadores de som, distribuição irregular de material gráfico, entre outras situações previstas na legislação eleitoral.

    Nesta quinta-feira (1º), o aplicativo já contava com mais de 57 mil denúncias sobre as eleições de 2026. A maior parte delas era contra irregularidades cometidas em vias públicas.

    O aplicativo também pode ser baixado nas lojas Play Store e Apple Store gratuitamente.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br