Categoria: Brasil

  • PF investiga uso de broches com câmera para gravar votos

    PF investiga uso de broches com câmera para gravar votos

    A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para investigar a distribuição e o uso de broches preparados com dispositivo eletrônico no município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. A suspeita da polícia é que os dispositivos seriam usados para gravar o voto dos eleitores na urna eletrônica. 

    Segundo a PF, os dispositivos, disfarçados de broches, têm na parte frontal o número do candidato e na parte traseira um adesivo que oculta a câmera com bateria.

    Os materiais foram encontrados com um homem que teve o celular apreendido. Os equipamentos e o celular do conduzido, que optou por ficar em silêncio, foram apreendidos e serão submetidos à perícia técnica criminal para continuidade das investigações.

    Por lei, é proibido entrar na cabine de votação com celulares, óculos inteligentes, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer outro dispositivo eletrônico capaz de fotografar ou filmar o voto. A vedação consta na Lei das Eleições e na Resolução nº 23.759/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dispõe sobre a participação de cidadãos no processo eleitoral.

    A medida, de acordo com o TSE, é uma forma de resguardar o sigilo do voto.

    Balanço

    De acordo com o último balanço da PF,  até às 15h10 deste domingo (4), foram instaurados seis inquéritos policiais e lavrados 18 termos circunstanciados de ocorrência (TCs) para apurar a prática de crimes eleitorais.

    As ocorrências foram registradas nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Pará, Santa Catarina, Piauí e no Distrito Federal.

    Até o momento, 129 pessoas foram conduzidas, e foram apreendidos R$ 789,8 mil em bens e valores, sendo R$ 383,6 mil em espécie. Entre os principais crimes apurados estão a propaganda eleitoral irregular e a corrupção eleitoral, especialmente a compra de votos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Homem infarta e morre em seção eleitoral do Rio de Janeiro

    Homem infarta e morre em seção eleitoral do Rio de Janeiro

    Um homem de 62 anos morreu neste domingo (4) enquanto esperava para votar, em uma seção eleitoral na Barra da Tijuca, bairro da Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

    Ele sofreu um infarto e não resistiu.

    Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionada e declarou o óbito ainda no local de votação.

    O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) lamentou a morte e prestou condolências à família.

    A votação prosseguiu normalmente após o corpo ser retirado.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Sobe para 1.543 número de urnas substituídas no primeiro turno

    Sobe para 1.543 número de urnas substituídas no primeiro turno

    No terceiro boletim do dia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 1.543 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas até as 15h30 em todo o país neste domingo (4) de primeiro turno das eleições. 

    O número corresponde a 0,28% das 499.248 urnas empregadas na votação deste ano. Outros 50.038 equipamentos seguem disponíveis para substituição, se necessário. 

    A Justiça Federal não detalha os motivos que levaram à substituição das urnas. Em geral a troca ocorre devido a falhas operacionais.

    Caso até mesmo a urna eletrônica substituída apresente falha, a legislação prevê que como último recurso seja adotada a votação com cédula de papel. Até o momento, contudo, isso não foi necessário nas eleições deste ano. 

    Neste domingo (4), mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar para os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital. 

    *Matéria atualizada às 16h52 para correção do número de urnas substituídas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • TRE-RJ não crê em aumento de abstenção por mudança de local de votação

    TRE-RJ não crê em aumento de abstenção por mudança de local de votação

    A mudança de locais de votação por questões de segurança no estado do Rio de Janeiro não deve aumentar a abstenção de eleitores no primeiro turno, na avaliação do juiz eleitoral Marcello Rubioli, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral da capital fluminense no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

    “A percepção que se tem é o contrário, de uma alta incidência de votação. Haja vista as filas que a gente tem detectado”, declarou a jornalistas na sede do tribunal. 

    No estado, 72 locais de votação foram alterados por questões de segurança. As mudanças aconteceram em 20 cidades, incluindo a capital. A medida afeta cerca de 202 mil eleitores. 

    As mudanças foram fruto de decisão do presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, após uma análise produzida pelo Grupo de Trabalho Unificado de Defesa da Integridade Eleitoral, que conta com representantes da Justiça Eleitoral e de setores de inteligência das forças de segurança. 

    Como justificativa, o tribunal defende que o voto não pode ser livre em regiões dominadas pelo crime organizado.  

    De acordo com o TRE-RJ, os novos locais de votação ficam fora de áreas controladas pelo tráfico de drogas ou por milícias, afastados de territórios dominados por facções rivais e o mais próximo possível de cada local de votação substituído. 

    O juiz Marcello Rubioli explicou que somente após a votação ser encerrada será possível saber como foi o comportamento da abstenção nas localidades onde houve alterações.  

    O TRE-RJ pode fazer o mapeamento de informações para saber se a abstenção nessas regiões aumentou e se a causa pode ser atribuída à mudança de local de votação.  

    Ele enfatizou que os novos locais foram escolhidos de forma que permaneçam próximos à região de moradia dos eleitores. Rubioli citou ainda o exemplo do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde o TRE reforçou o transporte.  

    “A expectativa é que não haja abstenção por esse motivo. Pode ser até que haja, mas não por esse motivo”, disse. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Eleição com recorde de pessoas com deficiência ainda impõe obstáculos

    Eleição com recorde de pessoas com deficiência ainda impõe obstáculos

    Alexandre Prudente, cadeirante, saiu cedo para votar na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Chegar à urna, porém, foi uma jornada cheia de obstáculos. Nas eleições deste ano, ele é um dos quase 2 milhões de eleitores com deficiência aptos a votar, o maior número já registrado pela Justiça Eleitoral.

    Acompanhado por familiares, Alexandre buscou o mesmo local de votação da eleição passada. Subiu dois lances de rampas e um elevador até o oitavo andar do prédio, até descobrir que sua seção tinha mudado de lugar.

    “Minha seção funcionava na Igreja Metodista [de Vila Isabel] e, na última eleição, me transferiram para a Uerj. Agora, tive que subir essa rampa toda para ir votar. Chegando lá, descobri que me mandaram de volta para a Metodista”, disse Alexandre, que não conseguiu conferir o local de votação na internet antes de sair de casa.


    Rio de Janeiro (RJ), 04/10/2026 – O eleitor Alexandre Prudente, cadeirante, vota na Igreja Metodista, em Vila Isabel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    O eleitor Alexandre Prudente, cadeirante, vota na Igreja Metodista, em Vila Isabel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Depois de descer tudo, o eleitor subiu no carro do filho e se deslocou até a Igreja Metodista, a 1,5 quilômetro da Uerj. Na igreja, encontrou filas e, mesmo tendo prioridade, ainda precisou esperar uma hora para conseguir digitar seus votos na urna.

    “Nunca levei tanto tempo para votar. Da outra vez, foi muito mais rápido”, lamentou o eleitor. “Mas, no fim, consegui deixar meu voto”.

    O número de eleitores com deficiência aumentou de 1,3 milhão em 2022 para 1,9 milhão. Para acompanhar o crescimento, a Justiça Eleitoral ampliou o número de colégios com acessibilidade e cadastrou 220,5 mil seções eleitorais adaptadas. Nas últimas eleições, as salas com essas condições eram 156,2 mil.

    As mudanças buscam garantir mais autonomia, segundo a Justiça Eleitoral. O número de eleitores com dificuldades de locomoção chega a 617 mil. Há ainda 319 mil com deficiência visual, 182 mil com deficiência auditiva e 64 mil que registraram dificuldade para o exercício do voto. A categoria “Outros” reuniu 994.472 registros.

    Sem elevador

    Embora tenha dificuldade de locomoção e use bengala, Isaura dos Santos, de 77 anos, precisou subir escadas para votar no Colégio Estadual Senor Abravanel, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

    “Não tem elevador para a gente subir. E no escuro, com a lâmpada apagada. Como pode uma situação dessa?”, criticou. “Sempre venho votar, mas melhoria, que é bom, a gente não vê. É daí para pior”.

    A atriz Isabela Quadros foi acompanhar a mãe, Maria Lídia Gomes de Matos, de 85 anos, no mesmo local de votação que Isaura. A psicóloga tem limitações na fala e nos movimentos desde um acidente vascular cerebral, mas não abriu mão de participar das eleições.

    “A escola não tem estrutura para receber uma pessoa na condição dela, mas, com boa vontade, com a ajuda das pessoas [ela conseguiu votar]. A mesária foi incrível. Sem palavras”, elogiou.

    Maria Lídia se emocionou ao dar entrevista na saída do local de votação e garantiu: “deu tudo certo.”


    Rio de Janeiro (RJ), 04/10/2026 - A psicóloga Maria Lidia Gomes de Mattos vota na zona eleitoral do Colégio Estadual Amaro Cavalcante, no Largo do Machado. - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    A psicóloga Maria Lidia Gomes de Mattos vota em zona eleitoral  no Largo do Machado. – Foto:  Rovena Rosa/Agência Brasil

    Vistorias nos locais de votação

    A Justiça Eleitoral reconheceu o desafio da acessibilidade mesmo antes do pleito. Em comunicado no próprio site, informou que grande parte dos imóveis utilizados nas eleições são das redes públicas de ensino ou instituições parceiras, cujas condições físicas podem mudar ao longo dos anos.

    “Por isso, os tribunais regionais eleitorais (TREs) e as zonas eleitorais realizam vistorias periódicas para atualizar as informações e identificar as condições oferecidas”, informa a Justiça Eleitoral, em seu site.

    Eleitores com deficiência têm prioridade garantida e podem entrar na cabine com um acompanhante, mesmo que não tenha realizado a solicitação antecipada. No caso de optar pelo acompanhante, a pessoa escolhida precisava ter 18 anos e não estar a serviço da Justiça Eleitoral, partidos ou coligações.

    Como forma de garantir acessibilidade, as urnas contam com teclado em braile, para atender a pessoas cegas ou com baixa visão. Um dispositivo também dá instruções, por áudio, sobre como votar. Para usá-lo, só é permitido o uso de fones de ouvido fornecidos pela Justiça Eleitoral.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Eleição segue normal e sem sinal de interferência externa, diz Marques

    Eleição segue normal e sem sinal de interferência externa, diz Marques

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, disse neste domingo (4) não haver grandes obstáculos ou ocorrências durante a realização das eleições deste ano. Ele afastou suspeitas de interferências estrangeiras no processo eleitoral brasileiro.

    “Estamos a quase três horas do fim da votação e tudo tem funcionado na maior tranquilidade e transparência possível”, disse o ministro em entrevista coletiva na sede do TSE, em Brasília. 

    Questionado, o presidente do TSE disse que nenhum relatório da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ou de qualquer outro órgão trouxe indicativos de que o processo eleitoral possa ser alvo de ameaças externas ou do crime organizado.

    “Até o momento, não temos um indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou o ministro.

    Nunes Marques frisou ainda que o temor da disseminação de deepfakes – vídeos hiper-realistas fabricados por inteligência artificial – também não se concretizou, sem ocorrências de repercussão significativa. 

    O ministro também destacou que não há registro de grandes problemas com o sistema eletrônico de votação, ainda que 1.121 urnas tenham precisado ser substituídas em todo o país, o equivalente a 0,2% dos 499.248 equipamentos empregadas na votação. “Não há votação manual no país”, afirmou Nunes Marques.

    Os maiores problemas ocorreram no Paraná, apontou o presidente do TSE, estado que foi atingido por fortes chuvas e ventos na manhã deste domingo, com o registro de queda de energia em 140 municípios.

    Em relação às ocorrências policiais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou o registro, até as 13h, de 313 crimes eleitorais e quatro crimes comuns. Ao todo, foram apreendidos R$ 108 mil e quatro armas, bem como 13 veículos. Quatro pessoas foram presas.

    A maior parte das ocorrências foi registrada em Minas Gerais (43), no Rio Grande do Sul (36) e em Sergipe (26). A maioria dos crimes eleitorais está relacionada à propaganda irregular (130) e boca de urna (69).  


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • SP: 251 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas

    SP: 251 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas

    De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), 251 urnas eletrônicas que estavam sendo utilizadas para as eleições no estado apresentaram algum tipo de problema e necessitaram de substituição. Isso corresponde a cerca de 0,22% do total, um índice considerado baixo.O boletim do tribunal foi divulgado às 15h. Não houve registro de votos em papel. 

    Do total de urnas que apresentaram problemas, 63 estavam em uso na capital paulista. Mais cedo, em entrevista coletiva, o presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, disse que as substituições de urnas podem ocorrer durante as eleições, mas isso não representa perda para os votos já registrados. Segundo ele, após as substituições das urnas, a votação segue normalmente.

    Ao todo, o TRE-SP preparou 114.605 urnas eletrônicas para as eleições de primeiro turno no estado de São Paulo. A estrutura inclui também as urnas de contingência, que são equipamentos mantidos de prontidão para eventuais substituições técnicas ao longo da votação.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Chuvas: desabamento em Araçatuba, em SP, deixa uma pessoa morta

    Chuvas: desabamento em Araçatuba, em SP, deixa uma pessoa morta

    O desabamento de um estabelecimento comercial em Araçatuba, no interior de São Paulo, deixou uma pessoa morta neste domingo (4).

    Outras quatro foram retiradas com vida dos escombros.

    A previsão de chuva forte levou a Defesa Civil Estadual a emitir alertas à população nesta manhã, e o Corpo de Bombeiros já soma mais de 270 ocorrências relacionadas ao mau tempo em todo o estado.

    Em boletim do início da tarde, o governo estadual divulgou que foram registradas rajadas de vento de 112 km/h na região de Araçatuba. O vento também foi intenso em Dracena, chegando a 107 km/h, e em Adamantina, onde atingiu 96 km/h.

    Outro desabamento foi registrado em obras do Hospital Materno-Infantil de Votuporanga, por volta de 12h. Até a última atualização do Corpo de Bombeiros, não havia informações sobre feridos.

    A maior parte das ocorrências foi de queda de árvores. A cidade mais afetada foi Presidente Prudente, com 116 casos. Também se destacam nesse sentido Araçatuba (61), Marília (52) e Bauru (24).

    Por volta de 14h, os pontos com maior instabilidade eram Bauru, Botucatu e Itapetininga. O temporal se intensificou na Região Metropolitana de São Paulo, devendo se estender pelo resto do dia. Nem mesmo à noite a chuva deve arrefecer.

    Há probabilidade de o restante deste domingo ser marcado por descargas elétricas, fortes rajadas de vento e até precipitações isoladas de granizo. O Centro de Meteorologia, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru (IPMet) associa as atuais condições à chegada de uma nova frente fria.

    “Diante do cenário, a recomendação é de atenção redobrada nas próximas horas, especialmente em áreas mais vulneráveis, devido ao potencial para ocorrência de transtornos associados às condições meteorológicas adversas”, orientam as autoridades em nota.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Jornais dizem que voto no Brasil define geopolítica na América Latina

    Jornais dizem que voto no Brasil define geopolítica na América Latina

    A eleição no Brasil deste domingo (4) foi destaque em alguns dos principais jornais do mundo que apontaram a importância do pleito para a geopolítica na América Latina.

    O jornal New York Times (NYT) dos Estados Unidos (EUA) afirmou que a votação pode definir o futuro da região e que a disputa opõe o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao senador Flávio Bolsonaro.

    “A disputa também traz consequências abrangentes para os planos de Washington para o domínio na região, colocando um titular de esquerda que desafiou repetidamente o presidente Trump contra um aliado de direita alinhado com o líder americano”, diz o jornal nova-iorquino.

    A imprensa Argentina tem feito uma cobertura “minuto a minuto” da eleição brasileira, com atualizações sobre a votação dos principais candidatos e números divulgados pela Justiça Eleitoral do Brasil.

    O jornal Clarín aponta que o resultado é “imprevisível” e que essas eleições teriam sido marcadas por uma “menor mobilização” desde a redemocratização do Brasil, em 1988.

    “Em nível geopolítico, os Estados Unidos apostaram tudo na vitória do senador Bolsonaro, um líder que recebe os votos de seu pai, Jair Bolsonaro, e mantém um vínculo direto com a chancelaria norte-americana”, destacou o jornal argentino.

    No México, o jornal El Universal destacou que a eleição deste domingo no Brasil é entre dois modelos, um de “esquerda” e outro de “ultradireita”, “cada vez mais irreconciliáveis”.

    “[A eleição] pode consolidar o progressismo representado por Lula da Silva, que almeja seu quarto mandato, ou consolidar o bolsonarismo na figura de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair — este último preso por promover, em 2023, um golpe contra os três poderes. A vitória de qualquer um deles trará reacomodações na geopolítica”, diz o jornal mexicano.

    Europa

    Na Espanha, o jornal El País traz diversas matérias sobre a eleição brasileira, apresentando a disputa como um “terceiro duelo” entre a “esquerda democrática” e a “extrema-direita dos Bolsonaro”.

    O texto jornalístico lembra que a América Latina tem “abraçado” as teses de Donald Trump nas últimas sete eleições da região depois que o republicano voltou à Casa Branca.

    “Os brasileiros têm em suas mãos a chance de quebrar essa sequência. Ou não. E podem decidir isso agora ou daqui a três semanas”, escreveu o El País.

    Na Inglaterra, o jornal The Guardian afirma que a eleição no Brasil está “altamente polarizada” e é de “grande importância, que pode mudar não apenas os rumos do maior país da América Latina, mas de toda a região”.

    Segundo o jornal, o Brasil é um dos poucos países da América Latina que ainda têm um governo de esquerda após uma onda de vitórias eleitorais da direita e extrema-direita e a tomada do poder na Venezuela pelos EUA após o sequestro do presidente Nicolás Maduro.

    “A eleição de domingo coloca frente à frente o presidente de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um quarto mandato não consecutivo, e o senador de extrema direita Flávio Bolsonaro, aliado de Donald Trump e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe após sua fracassada reeleição em 2022”, diz o The Guardian.

    África

    Na África do Sul, o portal de notícias SABC News destacou que “os brasileiros votam neste domingo em uma eleição presidencial acirrada que poderá determinar se o maior país da América Latina seguirá a tendência conservadora da região ou trilhará seu próprio caminho”.

    China

    Na China, a agência Xinhua em inglês destacou neste domingo que a campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investigue a suspensão consular dos EUA no Brasil às vésperas do pleito.

    “A petição solicitava uma investigação para apurar se figuras da oposição haviam coordenado ações com autoridades do governo dos EUA em relação à suspensão”, afirma a agência chinesa.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • PF já apreendeu mais de R$ 30 milhões em crimes eleitorais em 2026

    PF já apreendeu mais de R$ 30 milhões em crimes eleitorais em 2026

    Mais de R$ 30 milhões foram apreendidos ao longo de 2026, pela Polícia Federal, em ocorrências relacionadas a crimes eleitorais, informou neste domingo (4) o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Outros bens apreendidos somam R$ 45 milhões.

    Segundo balanço apresentado em entrevista coletiva à imprensa, a Polícia Federal instaurou 1.292 inquéritos policiais sobre crimes eleitorais em 2026, com mais de 2.200 investigações ativas e 62 operações realizadas.

    >> Saiba o que são crimes eleitorais e como denunciar

    Apenas neste domingo, 28 pessoas foram detidas em sete estados e no Distrito Federal por crimes desse tipo. Em Roraima, a operação apreendeu mais de R$ 300 mil em dinheiro vivo.

    Andrei Rodrigues afirmou que as ocorrências registradas nesta manhã não atrapalharam o processo eleitoral ou a votação.

    Violência política de gênero

    O diretor também destacou a abertura de 97 inquéritos policiais relacionados à violência política de gênero, área em que a PF tem atuado de forma coordenada. 

    “Reafirmo nosso compromisso com a democracia, com o processo eleitoral e com o papel que a Polícia Judiciária da União e a Polícia Judiciária Eleitoral estão cumprindo junto com os parceiros. Ninguém faz nada sozinho”, disse ele. 

    Andrei Rodrigues ressaltou a coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública e a parceria com a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Penal Federal e as polícias estaduais.

    Policiais de Angola também estão acompanhando as eleições brasileiras, como parte de um acordo de cooperação estabelecido com a Polícia Federal. 

    De acordo com Rodrigues, eles vieram como observadores para levar a experiência brasileira ao país e contribuir para o aprimoramento de seu processo eleitoral.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br