Categoria: Brasil

  • Afetados pelo El Niño terão crédito extraordinário de R$ 64 milhões

    Afetados pelo El Niño terão crédito extraordinário de R$ 64 milhões

    Ações para segurança alimentar e povos indígenas receberão recursos

    O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, assinou nesta terça-feira (22) uma Medida Provisória (MP) que libera crédito extraordinário de R$ 64 milhões para amenizar os efeitos do El Niño no Brasil.

    As comunidades que dependem da agricultura familiar e tiveram sua produção afetada estão entre as mais assistidas por esse dinheiro.

    Do total de recursos, R$ 40 milhões serão direcionados ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para a aquisição e distribuição de alimentos da agricultura familiar no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos.

    Os outros R$ 24 milhões serão destinados à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em ações emergenciais destinadas ao fornecimento de alimentos, água potável e outros insumos essenciais em terras indígenas.

    El Niño

    O governo também lançou uma página dedicada ao El Niño que reúne informações oficiais sobre o fenômeno, os impactos que devem ser monitorados em cada região do país e as principais ações de preparação e resposta.

    A plataforma traz ainda orientações para estados, municípios e para a população, além de informações sobre monitoramento, prevenção de desastres, assistência às áreas mais vulneráveis e medidas adotadas pelo Governo Federal para reduzir os efeitos do El Niño.

    O El Niño é um fenômeno que se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e provoca alteração na circulação atmosférica tornando os volumes de chuvas irregulares. Ele provoca seca no Norte e Nordeste do país, atraso das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste, e enchentes na região Sul do Brasil.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Temporais no RS deixam mais de 700 pessoas desabrigadas

    Temporais no RS deixam mais de 700 pessoas desabrigadas

    Defesa Civil alerta para risco de inundação do Rio Caí em Montenegro

    Os fortes temporais que atingiram o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (18) deixaram 703 pessoas desabrigadas, segundo balanço divulgado no final da tarde desta terça-feira (22) pela Defesa Civil estadual.

    Os dados mostram ainda que 3.231 pessoas ficaram desalojadas, ou seja, conseguiram ir para casa de parentes ou conhecidos. Segundo o órgão, mais de 560 mil pessoas foram afetadas pelos eventos climáticos em 145 municípios gaúchos. 

    De acordo com o boletim, foram confirmadas quatro mortes: três em Caxias do Sul e uma em Pelotas. Há ainda uma pessoa desaparecida na Serra Gaúcha. O número de casas destruídas totaliza 22; enquanto 463 ficaram danificadas; 2.177, destelhadas; e 852, alagadas.   

    A Defesa Civil estadual emitiu, também nesta terça-feira, alerta vermelho que aponta risco muito alto de inundação do Rio Caí em Montenegro, a cerca de 42 quilômetros de Novo Hamburgo. O comunicado é válido até as 14h30 desta quarta-feira (23).

    “A orientação é para que as pessoas busquem informações junto à Defesa Civil da cidade e consultem o Plano de Contingência municipal para saber como agir. Em caso de emergência, devem entrar em contato com a Brigada Militar (190) ou com o Corpo de Bombeiros Militar (193)”, diz o alerta.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Instalação no Sesc Pompeia denuncia marcas do tráfico de escravizados

    Instalação no Sesc Pompeia denuncia marcas do tráfico de escravizados

    Obra “O Barco” reconta violência de navios negreiros

    As marcas do tráfico transatlântico de africanos escravizados, considerado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas como o crime mais grave já praticado contra a humanidade, são denunciadas pela obra O Barco, que pode ser visitada a partir desta terça-feira (22) no Sesc Pompeia, em São Paulo.

    Durante cerca de 400 anos, milhões de africanos foram sequestrados e vendidos como mercadorias em colônias de nações europeias, crime que continuou a ser cometido mesmo após a independência de algumas delas.

    O Brasil foi o principal destino desses escravizados. Por meio de muita violência e dos chamados navios negreiros, mais de 4,8 milhões de escravizados atravessaram o Oceano Atlântico para o trabalho forçado no Brasil.

    E é isso que nos lembra a obra da artista portuguesa Grada Kilomba, que lança uma provocação ao público: o que o fundo do oceano nos diria se fosse esvaziado de água hoje?

    “O Barco vem mostrar aquilo que estava no fundo de muitos barcos que aparecem nos monumentos da Europa e da América Latina e que glorificam uma história, que contam a história com glória, como um descobrimento, como uma expansão e como algo romântico e glorioso. Como artista, me interessa muito questionar o que é essa glória e o que esses barcos gloriosos traziam no fundo”, disse a artista, em entrevista à Agência Brasil.

    “Se esvaziássemos a água, o oceano e a terra em si iriam revelar uma série de trilhões de passagens de corpos humanos, não só no passado, mas no presente, em uma repetição da violência cíclica”.

    A obra escultórica e performática criada por Grada Kilomba é composta por 134 blocos de madeira queimada que são dispostos em uma área de 220 metros quadrados, com extensão de 32 metros de comprimento.

    A peça desenha a silhueta do fundo de uma grande embarcação e, com isso, busca revelar a arquitetura do espaço criado nos porões dos navios negreiros para acomodar os corpos de milhões de pessoas africanas escravizadas.


    São Paulo (SP), 22/09/2026 - Instalação “O Barco” da artista portuguesa Grada Kilomba, no SESC Pompéia. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    Instalação “O Barco” da artista portuguesa Grada Kilomba, no SESC Pompéia. Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil

    O Barco é resultado de uma extensa pesquisa da artista em botânica, história e travessias transatlânticas. Também tem inspiração na tragédia de Antígona, em que Etéocles e Polinices, filhos de Édipo, se matam após uma luta pela disputa do poder em Tebas. Segundo a mitologia grega, Creonte assume o trono e ordena que Etéocles seja enterrado com honras de herói, mas proíbe o sepultamento de Polinices.

    “Esta obra [O Barco] também vem em sequência dessa obra Antígona, que questiona quem é que pode ser enterrado e quem não, quem é que pode ser lembrado e tem um lugar para ser chorado e para ser celebrado e quem não”, explicou a artista. “Não é por acaso que as histórias são esquecidas e proibidas de serem recordadas, de serem ritualizadas e lembradas porque isso produz memória”.

    Para Kilomba, o oceano é um espaço de sepultamento de milhões de vidas perdidas, tanto da escravização e do colonialismo quanto das guerras, mudanças climáticas e migrações forçadas.

    “Este barco leva também não só ao passado. Múltiplos barcos atualmente continuam a atravessar as águas globais para fugir a genocídios, massacres, crises climáticas, migrações forçadas, guerras e conflitos. E os mesmos corpos caem no fundo do mar”.

    Poemas

    Obra de grandes dimensões, O Barco teve que ser adaptada para caber no galpão do Sesc Pompeia.

    “É muito interessante começar a trabalhar nessa narrativa de que os barcos atracavam em diferentes portos e não chegavam inteiros, não chegavam com toda a sua população, assim como os barcos hoje saem de um lugar para um outro e não chegam inteiros. Essa reflexão também é muito importante: parte desta obra torna-se invisível aqui no espaço porque ela é muito maior do que ele”.

    Embora não esteja inteira, a obra ainda continua a conter 18 blocos em seu centro, que estampam um poema gravado em dourado. O poema foi escrito pela própria artista e traduzido para iorubá, kimbundu, crioulo cabo-verdiano, português, inglês e árabe da Síria. “Uma alma, uma memória. Uma memória, um esquecimento. Um esquecimento, uma ferida”, dizem alguns desses versos.


    São Paulo (SP), 22/09/2026 - Instalação “O Barco” da artista portuguesa Grada Kilomba, no SESC Pompéia. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
     Instalação “O Barco” da artista portuguesa Grada Kilomba, no SESC Pompéia. Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil

    “Esta obra é o inconsciente da nossa história. Nós temos uma história que entrou no projeto europeu de escravatura durante mais de 400 anos e que foi completamente apagada. Está invisível na nossa realidade, não é documentada, nem estudada. E a mim, como artista, interessa muito trabalhar esse invisível e com esse inconsciente sobre o que está apagado no imaginário coletivo”, disse a artista.

    Segundo Kilomba, um dos objetivos desse trabalho é “mostrar como estes barcos e toda a construção da identidade moderna e toda a construção da identidade da Europa foi construída sob uma história de grande violência, na qual a população africana foi a grande protagonista”, sendo transformada em uma mercadoria que acabou construindo “todo esse império e riqueza”.

    Uma violência que, segundo ela, ainda se mantém presente nos dias atuais. “Quando a história não é contada devidamente, a sua barbárie repete-se”, lembrou a artista.


    São Paulo (SP), 22/09/2026 - Instalação “O Barco” da artista portuguesa Grada Kilomba, no SESC Pompéia. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    Instalação “O Barco” da artista portuguesa Grada Kilomba, no SESC Pompéia. Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil

    Itinerância

    O Barco já foi exposto em Lisboa e Londres e desembarcou pela primeira vez no Brasil no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, onde ficou por 28 meses. E agora está na capital paulista, seguindo em itinerância.

    “É muito bonito pensar numa itinerância pelo Brasil, que é o que nós estamos a fazer agora, entrando em diferentes espaços arquitetônicos e em diferentes lugares e cidades”, afirmou a artista.

    No Sesc Pompeia, a obra estará exposta junto a outros dois trabalhos de Grada Kilomba: a videoinstalação Opera to a Black Venus e a instalação Compressed Time.

    Concebida pelo Instituto Inhotim, a exposição é gratuita e permanecerá em cartaz até o dia 25 de outubro, no Espaço Galpão do Sesc Pompeia.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Olimpíada de Astronomia no Vietnã tem cinco estudantes brasileiros

    Olimpíada de Astronomia no Vietnã tem cinco estudantes brasileiros

    Alunos são do Ceará e do Pará

    No sofá, a cearense Biatriz Silva assistia admirada na TV ao lançamento de foguetes. Os olhos brilhavam mais ainda ao observar, ao lado dela, os olhos do pai, Carlos, vendedor de móveis, também fascinado por filmes como Interestelar.  Foi com ele e com a mãe, Leidiana, dona de casa, que a menina aprendeu a olhar as estrelas. Ensinaram que estudar ampliaria o seu espaço no mundo. 

    Nesta quarta-feira (23), aos 17 anos, Biatriz fará uma viagem sem a família em busca das estrelas. Vai para Hanói, no Vietnã, para ser a única menina dos cinco estudantes brasileiros a participar da 19ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), uma das mais prestigiadas competições estudantis do mundo, que começa na próxima sexta-feira (25). 

    Moradora do bairro do Pici, da periferia de Fortaleza, Biatriz, que hoje está no terceiro ano do ensino médio, foi medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia em 2023. Ela quer repetir o feito agora no Vietnã. Serão quatro provas que envolvem conhecimentos teóricos, a análise de dados, telescópio e planetário. Ela volta ao Brasil no dia 6.

    “Eu tenho um caderno exclusivo onde estão anotadas mais de 380 estrelas e eu decoro também as posições”.

    A conquista nacional, quando ainda era estudante de escola pública, rendeu a ela uma bolsa de estudos para uma escola que tem preparação especial para ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ela quer cursar engenharia. “Quem sabe aeroespacial”. 

    A estudante diz que tem uma rotina de estudos normal e disciplinada. Como toda adolescente de sua idade, gosta de se divertir com os amigos e o estudo não faz o papel de inimigo.

    “Gosto também de desenhar”, acrescenta a estudante apaixonada pelo universo .

    De tantas estrelas no céu, a preferida é de Alchiba, da constelação do Corvo, que fica a cerca de 49 anos-luz da Terra.

    “É porque o Corvo fica numa localização muito boa. É a estrela alfa e era a mais brilhante”. 

    A estrela brilhante da família Silva disputou essa oportunidade com cerca de 300 estudantes do país. “Foi árduo, mas é muito gratificante”.

    Ansiedade

    Além de Biatriz, outros quatro estudantes brasileiros representarão o Brasil e também estão ansiosos pela troca de experiências com jovens de diferentes idiomas e olhares para a astronomia. 

    Três colegas de Biatriz são de Fortaleza: Jailson Henrique Godeiro Neto, de 17, Arthur Alencar Spuri, de 16, e Isaac Victor de Araújo Santos, de 16. O quinto é Eyke Cardoso de Souza Torres, de 17, de Ourilândia do Norte (PA). 

    “É uma experiência que eu vou levar para minha vida toda. É muito gratificante ter essa oportunidade, principalmente pelos desafios que envolveram chegar até aqui”, disse Eyke Torres. 

    A olimpíada internacional tem 67 equipes inscritas de todas as regiões do mundo, o que vai garantir contato dos brasileiros com diferentes olhares para a área. 

    No Brasil, os estudantes passaram por processo seletivo promovido pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Para disputar uma vaga nas olimpíadas internacionais e latino-americanas, os estudantes do ensino médio precisam obter nota igual ou superior a 7 na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) do ano anterior. 

    Já os alunos do 9º ano do ensino fundamental devem alcançar nota igual ou superior a 9. Os classificados participam de três provas on-line em níveis avançados. Depois, 45 estudantes são selecionados para treinamentos intensivos e avaliações presenciais.  Ao final do processo, são definidos os cinco jovens que representam o Brasil no evento.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial recebe contribuições

    Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial recebe contribuições

    Consulta pública está aberta até 16 de outubro

    A consulta pública para colaborar com os objetivos estratégicos do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) está aberta até o dia 16 de outubro, por meio da plataforma digital Brasil Participativo.

    O objetivo do plano é orientar a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento do racismo estrutural, na reparação histórica, na redução das desigualdades e na efetivação de direitos.

    O 2º Planapir conta com 16 eixos, e cada um deles traz uma série de objetivos estratégicos subsidiados pelas discussões da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), realizada em 2025.

    Por meio dos objetivos, se dará a definição e o aperfeiçoamento de ações, metas, responsabilidades institucionais, indicadores e mecanismos para acompanhar a promoção da igualdade racial no país.

    A sociedade é convidada a colaborar aprimorando a redação desses objetivos, propondo alterações ou até mesmo sugerindo novos objetivos que enfrentem os problemas tratados em cada eixo.

    Após o encerramento da consulta pública, as contribuições recebidas serão sistematizadas e analisadas para subsidiar ajustes de redação, ampliação ou reorganização dos objetivos na versão final do Planapir.

    Conheça os 16 eixos do 2º Planapir:

    • Trabalho e inclusão produtiva
    • Educação
    • Saúde Integral e Enfrentamento ao Racismo no SUS
    • Desenvolvimento Social, Assistência Social e Segurança Alimentar
    • Cultura, Memória e Reparação Simbólica
    • Justiça, Segurança Pública e Defesa de Direitos
    • Comunidades Quilombolas
    • Povos de Terreiro e de Matriz Africana
    • Povos Ciganos
    • Mulheres Negras
    • Crianças, Adolescentes e Juventude Negra
    • População LGBTQIAPN+ negra
    • Justiça Climática e Enfrentamento ao Racismo Ambiental
    • Comunicação Antirracista, Justiça Digital
    • Política Internacional
    • Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – SINAPIR e Conselhos de Promoção da Igualdade Racial


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Lei que amplia cargos da diretoria da OAB é sancionada

    Lei que amplia cargos da diretoria da OAB é sancionada

    Núcleo executivo da OAB Nacional passa a ter sete cargos

    O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, sancionou nesta terça-feira (22) a lei que amplia a composição da Diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), modifica a nomenclatura do secretário-geral adjunto e faculta aos Conselhos Seccionais a criação de diretorias regimentais temporárias.

    A nova norma altera o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906, de 1994) para criar novos cargos na diretoria do Conselho Federal da entidade.

    O núcleo executivo da OAB Nacional passa a ter sete cargos. Agora, conta com corregedor-geral, diretor tesoureiro, diretor administrativo e diretor executivo. Esses dois últimos cargos substituem o cargo de secretário-geral adjunto.

    Ficam mantidos os cargos de presidente, vice-presidente e secretário-geral. As funções de direção da OAB são exercidas de forma voluntária, sem remuneração.

    A mudança nos cargos de diretoria da OAB começou a ser discutida no Congresso Nacional, com o Projeto de Lei 1.743/2024. O projeto nasceu na Câmara, onde foi aprovado, e seguiu para o Senado. A aprovação no Senado ocorreu em 2 de setembro. De lá, seguiu para sanção presidencial.

    A OAB

    A Ordem dos Advogados do Brasil é a entidade máxima de representação dos advogados no país. Ela regulamenta o exercício da advocacia, fiscaliza e seleciona, através de um exame próprio, os profissionais em atuação no Brasil.

    Presidente interino

    Geraldo Alckmin assinou a sanção como presidente da República em exercício, uma vez que Luiz Inácio Lula da Silva estava em Nova York.

    Nesta terça, Lula discursou na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU. Ele deve desembarcar no Brasil ainda na noite de hoje.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Polícia do Ceará prende João Munhoz, namorado de Isabelle Caracristi

    Polícia do Ceará prende João Munhoz, namorado de Isabelle Caracristi

    Prisão preventiva foi expedido pelo TJ, que mantém o caso em sigilo

    A Polícia Civil do Ceará (PCCE) prendeu nesta terça-feira (22) João Munhoz Neto, namorado da estudante Isabelle Caracristi, encontrada morta em 13 de setembro, no condomínio onde morava com o namorado, no bairro Aldeota, em Fortaleza.

    O pedido de prisão preventiva foi expedido pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), que mantém o caso em sigilo e não informou a motivação. Já a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou a prisão e informou que deve divulgar uma nota sobre o caso ainda nesta terça-feira.

    Ontem (21), a PCCE fez diversas oitivas para tentar esclarecer o caso. Em nota, a defesa da família da Isabelle disse que está “integralmente dedicada e imbuída no acompanhamento presencial”.

    “Em virtude da intensidade e da dinâmica ininterrupta desses atos ao longo do dia, não teremos como conceder entrevistas ou responder a questionamentos pontuais no momento”, diz nota divulgada pela mãe da vítima, Isorlanda Caracristi.

    “Reiteramos nosso compromisso com a transparência e com a busca pela verdade, e voltaremos a nos pronunciar publicamente assim que os trabalhos previstos para o dia de hoje forem concluídos”, conclui a nota assinada pelas advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana.

    Justiça

    A morte de Isabelle ganhou repercussão depois que a professora Isorlanda Caracristi, mãe de iIsabelle, divulgou um vídeo, na sexta-feira (18), expondo a situação e cobrando justiça pela morte da filha.

    A professora relatou que o último contato com Isabelle foi por meio de duas mensagens no WhatsApp no começo da noite de domingo. Em uma das mensagens Isabelle pedia para que a mãe olhasse uma comida que ela havia deixado na airfryer. Na outra, ela disse: “Mãe, eu te amo”.

    A mãe de Isabelle relatou que não houve mais respostas para as mensagens que ela enviou e que acreditava que o silêncio se devia ao fato de a filha estar dormindo. Ao permanecer sem respostas da filha na manhã da segunda-feira (14), Isorlanda tentou contato com o namorado da filha por ligações e mensagens e descobriu ter sido bloqueada.

    “Para a minha surpresa, eu estava bloqueada, eu fui tentar pelo Instagram dele, bloqueada. No outro Instagram pessoal, bloqueada. Totalmente bloqueada, bloqueada. Aí eu me desesperei”, relatou.

    Isorlanda disse ainda que só veio a saber da morte da filha quando foi, acompanhada do filho, ao condomínio onde Isabelle morava com o namorado, a sogra e um irmão dele. Lá, os familiares foram comunicados pela síndica de que Isabelle tinha morrido na noite anterior. 

    A respeito das causas da morte, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) disse que ainda não há um laudo da perícia forense que aponte a causa da morte da jovem. O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mendonça acusa Moraes de direcionar investigação no STF

    Mendonça acusa Moraes de direcionar investigação no STF

    Ministro questiona relatórios de inteligência da PF

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o também ministro do STF Alexandre de Moraes de cometer ilegalidades ao requisitar relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) com o objetivo de atingi-lo e acusá-lo de abuso de autoridade e crime de responsabilidade. 

    Mendonça acusou Moraes de praticar ele próprio abuso de autoridade e direcionamento de investigação, ao ter solicitado à Polícia Federal, de ofício, ou seja, sem provocação, uma série de relatórios de inteligência contra o relator do caso Master. 

    “Os vícios que o prolator imputou a este signatário são, na realidade e em verdade, aqueles verificados em seu próprio ato —e não naquele que ele visa atacar”, acusou Mendonça. 

    O ministro enviou a manifestação ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, nesta terça-feira (22), último dia do prazo para que apresentasse sua defesa no processo em que Moraes pediu uma investigação contra Mendonça. 

    O processo foi aberto por Fachin após Moraes ter tornado público um relatório de inteligência da PF com conjecturas a respeito da condução das investigações da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias que teriam sido praticadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. 

    O documento sugere que Mendonça, na condição de relator, tenha direcionado as investigações para atingir desafetos políticos. Segundo ele, o relatório não é datado nem assinado, tampouco traz estampado o timbre da PF. Outros cinco relatórios do tipo foram encaminhados pela corporação a Moraes. 

    “São ‘relatórios’ sem qualquer identificação de autoria, com múltiplas advertências quanto à sua ausência de validade probatória, com avaliações críticas sobre a maneira como as equipes de investigação da Polícia Federal conduzem os inquéritos e um Ministro da Corte promove a supervisão judicial dos procedimentos nos quais é relator”, escreveu Mendonça em sua defesa. 

    O ministro apontou que Moraes não demonstrou como soube da existência de tais relatórios, tendo inserido seu nome no Inquérito das Fake News sem suspeita prévia. Mendonça afirmou que o colega usurpou a competência do plenário para investigar ministros do Supremo. 

    “Em verdade, o que se verifica é a realização de atividade ilícita da Polícia Federal e a presença de evidente denunciação caluniosa e abuso de autoridade na tentativa de intimidar e obstruir a justiça”, escreveu Mendonça. 

    Entenda

    A crise entre os dois ministros teve início em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo sobre um relatório da Operação Compliance Zero segundo o qual Vorcaro teria enviado 52 mensagens a Moraes entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso. 

    Nas mensagens, Vorcaro aparenta ter proximidade com Moraes, a quem diz ter enviado para apreciação, por exemplo, um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

    Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. As mensagens foram extraídas do celular apreendido do ex-banqueiro. Os investigadores informaram que as respostas do interlocutor não puderam ser recuperadas. 

    Em sua defesa, Moraes afirmou que a investigação da PF relatada por Mendonça foi “inconstitucional e ilegal” e encaminhou os relatórios de inteligência da PF ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Cenipa abre investigação para apurar causas de queda de helicóptero

    Cenipa abre investigação para apurar causas de queda de helicóptero

    Peritos e investigadores foram acionados para iniciar coleta de dados

    O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) vai abrir uma investigação para apurar as causas da queda do helicóptero de matrícula PP-MGR, localizado nesta terça-feira (22) na serra de Santa Catarina, na região de Urubici. O cantor Rick, da dupla Rick e Renner, estava a bordo da aeronave. Além dele, outras quatro pessoas viajavam no helicóptero. Nenhuma delas sobreviveu à queda. 

    Peritos e investigadores foram mobilizados para realizar a chamada “ação inicial”, etapa em que há coleta de dados, inspeção dos danos na aeronave e identificação dos fatores que contribuíram para o acidente. Para a tarefa, também foram mobilizados investigadores do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA V), órgão regional do Cenipa localizado em Canoas (RS).

    Segundo o Cenipa, os trabalhos de investigação serão concluídos no menor prazo possível, dependendo da complexidade dos levantamentos na área da ocorrência.

    A localização dos destroços foi feita pela Força Aérea Brasileira (FAB), através da aeronave SC-105 Amazonas, que acumulou cerca de 13 horas de voo na operação. Após avistar o local do acidente, a equipe orientou a aproximação de um helicóptero que estava mais próximo e sobrevoava a zona para dar suporte às operações no terreno.

    O planejamento da área de buscas esteve a cargo do Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (Salvaero Curitiba), que delimitou o perímetro com maior probabilidade de encontrar o aparelho.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Governo reduz projeção do PIB para 2% em 2026 e 2,3% em 2027

    Governo reduz projeção do PIB para 2% em 2026 e 2,3% em 2027

    Inflação projetada para este ano cai a 4,9%

    O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Para 2027, a estimativa também foi revisada para baixo, de 2,5% para 2,3%. As novas projeções constam do Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta terça-feira (22).

    Segundo a SPE, a revisão reflete principalmente os efeitos dos juros ainda restritivos sobre a atividade econômica, com impacto mais acentuado nos setores de serviços e indústria. A equipe econômica também passou a considerar uma trajetória de flexibilização monetária “marginalmente mais gradual do que o previsto” anteriormente.

    Inflação em 4,9%

    A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 caiu de 5,1% para 4,9%. Apesar da melhora, a estimativa continua acima do teto da meta de inflação, de 4,5%.

    A meta contínua estabelecida para o país é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O limite superior, portanto, é de 4,5%.

    Segundo a SPE, a revisão incorpora os resultados do IPCA até julho, que ficaram parcialmente abaixo do previsto anteriormente, principalmente no caso dos preços de alimentos consumidos nos domicílios e, em menor medida, dos serviços.

    A Fazenda também citou a melhora das expectativas de inflação e a manutenção da Taxa Selic (juros básicos da economia) em nível contracionista, que desestimula a atividade econômica.

    “A revisão também incorpora a melhora das expectativas de inflação para 2026, a manutenção da taxa Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica no segundo semestre de 2026”, ressaltou a SPE no relatório.

    Serviços e indústria

    A revisão do crescimento para 2026 foi concentrada principalmente nos setores mais sensíveis às condições de crédito e à demanda doméstica.

    As novas estimativas são:

    • Serviços: de 2,4% para 1,8%;
    • Indústria: de 2,1% para 1,7%;
    • Agropecuária: de 1,8% para 2,8%.

    A melhora esperada para a agropecuária compensou apenas parcialmente a piora nas projeções para serviços e indústria.

    No caso dos serviços, a Fazenda atribui a revisão ao “carrego mais fraco deixado pelo primeiro semestre” e à transmissão, com defasagem, da política monetária sobre a demanda doméstica.

    O endividamento das famílias também aparece como fator de restrição ao consumo. Segundo o boletim, embora o endividamento permaneça estável em relação à renda, o comprometimento com o pagamento das dívidas atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre.

    “O comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, o que limita a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo”, destacou o relatório.

    Pressão sobre 2027

    Para o próximo ano, o cenário traçado pela Fazenda combina crescimento econômico menor e inflação mais alta em relação às estimativas anteriores.

    As projeções passaram a ser:

    • PIB: de 2,5% para 2,3%;
    • IPCA: de 3,6% para 3,8%.

    A elevação da previsão de inflação é atribuída, entre outros fatores, aos possíveis efeitos de um El Niño mais intenso sobre a produção agrícola.

    O fenômeno climático pode afetar inicialmente os preços de grãos e, posteriormente, exercer pressão sobre outros alimentos, incluindo carnes.

    “A projeção para 2027 foi revisada para cima em razão dos efeitos de primeira ordem do El Niño sobre a produção de grãos e de segunda ordem sobre os preços das carnes”, informou a SPE.

    Juros e recuperação

    A Fazenda também revisou a avaliação sobre o ritmo de transmissão da política monetária para a economia. A expectativa é que os efeitos de eventuais cortes da Selic apareçam gradualmente no crédito, no consumo e nos investimentos.

    De acordo com o boletim, a redução dos juros tende a beneficiar setores mais sensíveis ao ciclo econômico.

    “A queda da Selic iniciada em 2026 transmite-se gradualmente ao crédito e à demanda doméstica, estimulando a indústria de transformação, a construção e os serviços mais cíclicos”, destacou o documento.

    A secretaria também prevê efeitos positivos sobre o investimento à medida que o custo de capital for diminuindo.

    Riscos no cenário

    Além do comportamento dos juros e da inflação, o documento aponta fatores externos e climáticos que podem alterar as projeções.

    Entre os principais pontos de atenção estão:

    • efeitos do El Niño sobre a produção e os preços de alimentos;
    • comportamento do preço do petróleo;
    • condições do crédito para famílias e empresas;
    • ritmo de recuperação da demanda doméstica;
    • desempenho das exportações e da indústria extrativa.

    A SPE também destacou que conflitos internacionais podem elevar a volatilidade dos preços de energia e gerar efeitos sobre outras cadeias produtivas.

    Parâmetros para o Orçamento

    O Boletim Macrofiscal é divulgado periodicamente pela Secretaria de Política Econômica e reúne as principais projeções macroeconômicas utilizadas pelo governo na elaboração e atualização do Orçamento da União. Os números orientarão a elaboração do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, a ser divulgado na próxima quinta-feira (24) pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento.

    O documento apresenta estimativas para indicadores como PIB, IPCA e Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e serve como referência para o planejamento das contas públicas.

    As revisões permitem à equipe econômica atualizar os parâmetros utilizados nas projeções de receitas, despesas e demais componentes do planejamento fiscal conforme a evolução do cenário econômico.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br