Categoria: Mundo

  • Acordo Mercosul-China é tratado em conversa entre Lula e Xi Jinping

    Acordo Mercosul-China é tratado em conversa entre Lula e Xi Jinping

    Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, conversaram na noite de domingo (26) por mais de uma hora, em ligação telefônica. Além de tratarem da integração dos projetos nacionais de desenvolvimento, os líderes também falaram sobre a formalização de uma zona livre de comércio que envolva os dois países.

    De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), os presidentes “coincidiram a respeito da importância de acelerar as tratativas para um acordo Mercosul-China, que contemple as necessárias flexibilidades.”

    A ampliação da cooperação em áreas estratégicas e de alta tecnologia, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes teve destaque nos propósitos compartilhados pelos dois presidentes.

    Além de comentarem o balanço positivo do comércio entre os dois países, Lula e Xi Jinping avaliaram positivamente os resultados das ações bilaterais já em andamento, como a isenção de visto  para visitas de curta duração, vigente nos dois países desde maio deste ano, e as agendas de atividades para ampliar o conhecimento mútuo entre brasileiros e chineses, promovidas pelas celebrações do  Ano Cultural Brasil-China 2026.

    Os conflitos globais e seus impactos sobre a vida das pessoas, a segurança alimentar e energética global foram destacadas pelos dois líderes como principais desafios da agenda global.

    “Os presidentes expressaram profunda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza”, informa o comunicado da Secom.

    Lula e Xi Jinping também concordaram que as restrições à livre navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb têm efeitos nefastos sobre a economia mundial.

    Os líderes destacaram a relevância do Grupo de Amigos da Paz – iniciativa diplomática liderada pelos dois países na ONU, com o objetivo de buscar uma solução pacífica aos conflitos, por meio do diálogo entre países do Sul Global – para o fim da Guerra na Ucrânia.

    Apesar de criticarem a incapacidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas de responder adequadamente aos conflitos, os presidentes reiteraram o compromisso com a defesa do multilateralismo e a intenção de atuarem de forma coordenada nos fóruns internacionais.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Embaixador da Argentina no Brasil é convocado por Mauro Vieira

    Embaixador da Argentina no Brasil é convocado por Mauro Vieira

    O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, convocou, neste domingo (26), o embaixador da Argentina no país, Daniel Raimondi, e transmitiu ao diplomata estrangeiro a repulsa do governo brasileiro à fala do presidente argentino Javier Milei, feita durante visita do chefe de Estado a São Paulo.

    “Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”, diz nota do Itamaraty.

    Na diplomacia, o ato de convocar embaixador de país estrangeiro expressa descontentamento em relação ao governo que ele representa.

    Milei veio ao Brasil para participar do lançamento da candidatura à Presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado, entre outros delitos. 

    Em seu discurso no evento, o presidente da Argentina ofendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com, entre outros termos, de “presidiário”. Além disso, chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da trama golpista, de “lixo careca”.

    Além de convocar o embaixador da Argentina no Brasil, o Itamaraty também chamou ao Brasil o representante brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli. A reunião do chanceler Mauro Vieira com Bitelli deve ocorrer nos próximos dias.

    STF

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, divulgou neste sábado (25) nota oficial em que classifica como “referência desrespeitosa” a declaração do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes.

    “Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, afirma Fachin, em nota.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Acordo Mecosul-China é tratado em conversa entre Lula e Xi Jinpping

    Acordo Mecosul-China é tratado em conversa entre Lula e Xi Jinpping

    Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, conversaram na noite de domingo (26) por mais de uma hora, em ligação telefônica. Além de tratarem da integração dos projetos nacionais de desenvolvimento, os líderes também falaram sobre a formalização de uma zona livre de comércio que envolva os dois países.

    De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), os presidentes “coincidiram a respeito da importância de acelerar as tratativas para um acordo Mercosul-China, que contemple as necessárias flexibilidades.”

    A ampliação da cooperação em áreas estratégicas e de alta tecnologia, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes teve destaque nos propósitos compartilhados pelos dois presidentes.

    Além de comentarem o balanço positivo do comércio entre os dois países, Lula e Xi Jinping avaliaram positivamente os resultados das ações bilaterais já em andamento, como a isenção de visto  para visitas de curta duração, vigente nos dois países desde maio deste ano, e as agendas de atividades para ampliar o conhecimento mútuo entre brasileiros e chineses, promovidas pelas celebrações do  Ano Cultural Brasil-China 2026.

    Os conflitos globais e seus impactos sobre a vida das pessoas, a segurança alimentar e energética global foram destacadas pelos dois líderes como principais desafios da agenda global.

    “Os presidentes expressaram profunda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza”, informa o comunicado da Secom.

    Lula e Xi Jinping também concordaram que as restrições à livre navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb têm efeitos nefastos sobre a economia mundial.

    Os líderes destacaram a relevância do Grupo de Amigos da Paz – iniciativa diplomática liderada pelos dois países na ONU, com o objetivo de buscar uma solução pacífica aos conflitos, por meio do diálogo entre países do Sul Global – para o fim da Guerra na Ucrânia.

    Apesar de criticarem a incapacidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas de responder adequadamente aos conflitos, os presidentes reiteraram o compromisso com a defesa do multilateralismo e a intenção de atuarem de forma coordenada nos fóruns internacionais.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Após ofensas de Milei a Lula, Itamaraty chama embaixador para consulta

    Após ofensas de Milei a Lula, Itamaraty chama embaixador para consulta

    O Ministério das Relações Exteriores chamou para consultas o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, após ofensas proferidas pelo presidente da Argentina Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Milei participou, nesse sábado (25), em São Paulo, da convenção do Partido Liberal (PL) que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

    Seu discurso foi repleto de ofensas ao seu homólogo brasileiro, insultando-o diretamente mais de uma vez. Em uma delas, chamou o presidente do Brasil de “presidiário”.

    Houve insultos também ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a quem Javier Milei chamou de “lixo careca” por não ter autorizado visita a Jair Bolsonaro.

    Na diplomacia, o gesto de chamar o embaixador para consultas significa descontentamento, um momento de tensão e gravidade entre dois países.

    Bitelli deve chegar a Brasília entre a noite deste domingo (26) ou na madrugada de segunda-feira (27).

    Civilidade

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, divulgou nesse sábado (25) nota oficial em que classifica como “referência desrespeitosa” a declaração do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes.

    “Ao reafirmar a plena autonomia do Judiciário brasileiro, a Presidência do STF deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”, disse Fachin, em nota.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Tarifaço: em artigo no Washington Post, Lula critica postura dos EUA

    Tarifaço: em artigo no Washington Post, Lula critica postura dos EUA

    O jornal norte-americano The Washington Post publicou neste domingo (26) um artigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com críticas à política tarifária do governo dos Estados Unidos contra o Brasil. Em seu artigo, Lula rebateu os argumentos que levaram à taxação, destacou que as práticas também serão prejudiciais à economia norte-americana e afirmou que “o Brasil não será derrotado com base em mentiras”.

    O presidente também destacou existir um caráter ideológico na decisão de Trump. Com o objetivo, segundo ele, de interferir na política brasileira e nas eleições deste ano. O texto, em português, também foi divulgado nas redes sociais do presidente. 

    “Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”, disse.

    O presidente brasileiro fez menção às declarações de Marco Rubio, secretário de Estado que, no início de junho, excluiu o Brasil do rol de países amigáveis aos EUA na América Latina.

    No artigo, Lula reforçou o argumento que vem sido usado pelo governo brasileiro desde o início das taxações, em abril de 2025, de que na relação comercial entre os dois países, os EUA são superavitários. Em seguida, afirmou que o Brasil vai procurar outros parceiros comerciais mundo afora.

    “No médio prazo, essas tarifas vão levar à desorganização de cadeias produtivas que hoje se encontram densamente integradas e as empresas brasileiras vão substituir fornecedores norte-americanos por outros parceiros”.

    “Erro estratégico”

    No dia 15 de julho, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil.

    Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

    O USTR justificou suas taxas dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses. Na publicação do Washington Post, Lula rebateu o USTR.

    “Além de injustas, as novas tarifas são um erro estratégico: elas prejudicam a economia dos Estados Unidos e a parceria com o Brasil. Diversos segmentos industriais dos Estados Unidos dependem de insumos brasileiros. Alimentos, calçados, têxteis, móveis, autopeças e vários outros produtos chegarão mais caros ao consumidor norte-americano”.

    Lula ainda defendeu a atuação do Brasil contra o desmatamento, a legislação brasileira que combate crimes nas redes sociais e o Pix, sistema de pagamentos usado no Brasil. Todos esses foram pontos criticados pelo governo norte-americano em algum momento na relação recente entre os países.

    “Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que saibam respeitar a nossa. A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la”, encerrou o presidente, mantendo a disposição do Brasil para o diálogo.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Vozinha, goleiro de Cabo Verde na Copa, acerta com Colo Colo do Chile

    Vozinha, goleiro de Cabo Verde na Copa, acerta com Colo Colo do Chile

    O goleiro cabo-verdiano Vozinha, que se destacou como uma das maiores surpresas da Copa do Mundo, chegou a um acordo para se transferir para o Colo Colo, do Chile, informou o presidente do clube, Aníbal Mosa, na noite dessa sexta-feira (24).

    O atleta de 40 anos, que está sem clube, viajará para o Chile para realizar exames médicos antes de ser apresentado oficialmente no Estádio Monumental, disse Mosa aos repórteres antes da partida do Colo Colo contra o Deportes Limache.

    “Vozinha será jogador do Colo Colo. Nos próximos dias, ele viajará para o Chile, passará pelos exames médicos de praxe e, em seguida, será apresentado aqui no Estádio Monumental.”

    Mosa acrescentou que as atuações de Vozinha na Copa do Mundo mostraram que ele merecia a transferência, ao mesmo tempo em que reconheceu que a contratação também traz apelo de marketing para o time chileno.

    Embora o acordo ainda não tenha sido finalizado, o Colo Colo deu uma prévia da contratação nas redes sociais com uma imagem que parece mostrar o cabelo cacheado característico do goleiro veterano.

    Vozinha, que deixou o Chaves, time da segunda divisão portuguesa, antes da Copa do Mundo, foi eleito para o time dos sonhos da Copa do Mundo. Ele foi escolhido pelos torcedores, depois de ajudar Cabo Verde, estreante no torneio, a empatar em 0 a 0 com a Espanha, que acabou sendo campeã, e levar a Argentina, que ficou em segundo lugar, à prorrogação nas oitavas de final.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Guterres pede ajuda internacional para Síria devastada pela guerra

    Guterres pede ajuda internacional para Síria devastada pela guerra

    O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres​, chegou à Síria neste sábado (25) para uma visita histórica, a primeira de um chefe da ONU desde 2009, antes do início da guerra civil no país, em 2011.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Asaad al-Shaibani, recebeu Guterres e a sua comitiva no aeroporto internacional de Damasco, segundo informações da agência de notícias estatal Sana.

    Espera-se que Guterres expresse o seu apoio ao processo de transição na Síria durante uma visita que deverá durar três dias e acontece mais de um ano depois de as novas autoridades do país, lideradas por Ahmed al-Charaa, terem deposto o ex-presidente Bashar al-Assad.

    Guterres tornou-se, assim, o primeiro chefe da ONU a visitar a Síria desde Ban Ki-moon, em 2009.

    Desde que Al-Charaa assumiu o poder, a comunidade internacional tem cobrado as novas autoridades a construírem instituições fortes e eficazes e a estabelecerem um sistema de governação que inclua todos os segmentos da sociedade síria, com particular ênfase na representação das minorias.

    O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, informou que o objetivo não é apenas a recuperação de mais de 13 anos de guerra, mas também “lançar as bases para um futuro mais estável e inclusivo para todos os sírios”.

    Neste sentido, destacou que Guterres reafirmará, durante a sua viagem, “o papel das Nações Unidas”, que é “acompanhar e auxiliar o povo sírio” na conquista dos seus objetivos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • No Rio de Janeiro, UNAIDS divulga os dados mais recentes sobre HIV após cortes globais no financiamento

    No Rio de Janeiro, UNAIDS divulga os dados mais recentes sobre HIV após cortes globais no financiamento

    De 26 a 31 de julho, o Rio de Janeiro receberá pesquisadores, especialistas, sociedade civil e lideranças da resposta à AIDS para a 26ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2026), que acontecerá pela primeira vez na América Latina.

    Com o tema “Repensar, Reconstruir e Avançar”, a AIDS 2026 terá formato híbrido, com possibilidade de participação virtual ou presencial. Além da programação para pessoas inscritas, como as sessões científicas, haverá uma área de acesso livre, com workshops e apresentações culturais, denominada Global Village. 

    Na AIDS 2026, o UNAIDS lançará o relatório global “Unidas e unidos para acabar com a AIDS”, que apresentará dados atualizados dos países, o progresso das metas globais e os impactos dos cortes no financiamento da resposta à AIDS. Está confirmada a presença da diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima.

    Winnie Byanyima, diretora executiva da UNAIDS, discursa na reunião de alto nível da Assembleia Geral de 2026 sobre HIV/AIDS. A reunião tratou da implementação da Declaração de Compromisso sobre HIV/AIDS e das declarações políticas sobre HIV/AIDS.
    Legenda: A diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, discursa na Reunião de Alto Nível sobre HIV/AIDS de 2026, em 22 de junho, em Nova Iorque.
    Foto: © ONU/Manuel Elías.

    A Conferência Internacional de AIDS é promovida pela Sociedade Internacional de AIDS (IAS). A edição de 2026 conta com apoio do Ministério da Saúde, da Fiocruz, da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (Abia) e do UNAIDS no Brasil.  Para conhecer a agenda do UNAIDS na Conferência, clique aqui.

    “Unidas e unidos para acabar com a AIDS”

    O relatório global do UNAIDS mostrará a gravidade da redução dos recursos e seus impactos sobre a prevenção do HIV, os serviços comunitários, as populações-chave e a sustentabilidade e o futuro da resposta à AIDS. 

    O documento também irá destacar os países que registram aumento nas novas infecções por HIV, bem como aqueles que continuam avançando rumo ao cumprimento das metas para 2030, além de apresentar caminhos para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030.

    SERVIÇO: Lançamento do relatório global do UNAIDS  “Unidas e unidos para acabar com a AIDS”

    • Coletiva de imprensa com a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima
    • Data: Segunda-feira, 27 de julho
    • Horário: 14h (horário de Brasília)
    • Para credenciamento da imprensa, clique aqui. O credenciamento para participação virtual ou presencial é gratuito. 
    A diretora executiva da UNAIDS, Winnie Byanyima, participa de coletiva de imprensa sobre a Reunião de Alto Nível de 2026 sobre HIV/AIDS, em 22 de junho de 2026, em Nova Iorque.
    Legenda: A diretora executiva da UNAIDS, Winnie Byanyima, participa de coletiva de imprensa sobre a Reunião de Alto Nível de 2026 sobre HIV/AIDS, em 22 de junho de 2026, em Nova Iorque.
    Foto: © ONU/Mark Garten.

    Contatos para a imprensa: 

    Para saber mais, siga @unaidsbrasil nas redes e visite a página da Conferência AIDS 2026. 

    Fonte: brasil.un.org

  • Acordo com Arábia Saudita expõe contradição dos EUA na questão nuclear

    Acordo com Arábia Saudita expõe contradição dos EUA na questão nuclear

    O acordo de cooperação nuclear anunciado pelos Estados Unidos (EUA) e pela Arábia Saudita, que deve durar “décadas” e envolveria bilhões de dólares, expõe a contradição da política externa da Casa Branca em relação à questão nuclear. O acordo, que não foi divulgado na íntegra, deve ainda passar por análise do Congresso estadunidense.

    A contradição se expressa pelo fato de o governo Donald Trump fechar essa parceria com a monarquia absolutista da Arábia Saudita, abrindo caminho para o que o país enriqueça urânio, ainda que alegue que é para fins pacíficos, logo após começar uma guerra exigindo o fim do enriquecimento de urânio no Irã, ainda que Teerã sustente que o programa não tem objetivos militares.

    Depois de críticas de Israel, Trump foi às redes sociais afirmar que a parceria nuclear estaria condicionada à assinatura, pela Arábia Saudita, dos acordos de Abraão, o que colocou em dúvida o futuro do acordo nuclear entre Washington e Riade, a capital do reino árabe.

    Promovidos por Trump, os acordos de Abraão obrigam os países árabes a reconhecer Israel independentemente da questão palestina. Os sauditas têm sustentado que apenas assinariam o acordo com garantias para um Estado palestino, o que é rejeitado pelo governo de Benjamin Netanyahu.


    Prof. Dr. Francisco Carlos Teixeira da Silva (UFRJ). Foto: Francisco Teixeira da Silva/ Arquivo Pessoal

    Historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Francisco Carlos Teixeira da Silva – Foto: Francisco Teixeira da Silva/ Arquivo Pessoal

    Proteção à Arábia Saudita

    O historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Francisco Carlos Teixeira da Silva avalia que o acordo expõe a contradição na política nuclear dos EUA, sendo uma forma de Trump reverter a perda de confiança de Riade, após a guerra com o Irã, em relação à proteção que Washington daria ao país árabe.

    “Isso é um reconhecimento da falência do ‘escudo americano’. Tudo isso se dá em meio a um bombardeio pesado do Irã contra a Arábia Saudita. Agora os EUA sugerem que os sauditas podem ter armas nucleares e, com isso, poderiam responder ao Irã com armas nucleares”, disse à Agência Brasil.

    Apesar de o governo Trump afirmar que a Arábia Saudita não desenvolveria armas nucleares, especialistas e organizações que lutam contra a proliferação de armas atômicas alertam que a monarquia não tem aceitado assinar um “protocolo adicional” com a Agência de Energia Atômica (AIEA) que permitiria inspeções-surpresa.

    “Os líderes sauditas, por vezes, manifestaram o desejo de desenvolver um ciclo de combustível completo, desde a extração de urânio até o reprocessamento do combustível irradiado. Isso não é típico de países que estão apenas iniciando programas de energia nuclear”, disse a Associação de Controle de Armas.

    A organização não governamental (ONG) dos EUA argumenta que permitir que a Arábia Saudita ignore o protocolo adicional da AIEA enfraquece a posição de Washington nas negociações com Teerã.


    Canadian Prime Minister Mark Carney meets Saudi Crown Prince Mohammed bin Salman in Jeddah, Saudi Arabia, July 9, 2026. Saudi Press Agency/Handout via REUTERS THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. REFILE - CORRECTING ID FROM

    Príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman – Foto: Saudi News Agency/Reuters/ Proibida a reprodução

    “Fechar um acordo com a Arábia Saudita antes de resolver a questão nuclear iraniana seria insensato e míope”, diz a entidade, acrescentando que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, afirmou, em 2018, que buscaria uma arma nuclear caso o Irã tivesse acesso a uma.

    Sinal alarmante para Oriente Médio

    O professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Goulart Menezes destacou à Agência Brasil que, embora a Arábia Saudita tenha assinado o Acordo de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), a parceria com os EUA envia um sinal contraditório para o Oriente Médio.

    “É alarmante porque, embora haja um compromisso para enriquecer o urânio para fins pacíficos, o fato é que, na trajetória do programa nuclear da Arábia Saudita, pode haver outros interesses no futuro que sejam diferentes do ponto de partida. Isso aumenta as incertezas na região”, comentou.

    O especialista da UnB lembra que, desde a Guerra Fria, os EUA trabalham para convencer países a abrir mão de desenvolver armamentos nucleares ou mesmo promover programas nucleares. Brasil, México e África do Sul são exemplos de nações que assinaram o TNP em meio à pressão de Washington.


    Brasil deve aproveitar G20 no país para projetar sua política externa. Roberto. Foto: Arquivo Pessoal

    Professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Goulart Menezes – Foto: Roberto Goulart Menezes/Arquivo pessoal

    “Juntamente com a União Soviética (URSS), o objetivo dos EUA era barrar a proliferação nuclear. Isso porque quanto mais Estados passassem a ter acesso à tecnologia nuclear e, no momento seguinte, a possibilidade de ter arma atômica, isso diminuiria o poder dos EUA e da URSS”, contextualizou Menezes.

    Coreia do Sul

    O acordo dos EUA com Arábia Saudita contrasta ainda com a política nuclear da Casa Branca para a Coreia do Sul que, há décadas, busca uma parceria com Washington para enriquecer urânio diante das tensões militares com a Coreia no Norte.

    “[Isso] expõe um flagrante duplo padrão na política nuclear americana. Washington parece ter aberto caminho para que a Arábia Saudita obtenha direitos de enriquecimento para usinas nucleares que ainda não foram construídas, enquanto os nega à Coreia do Sul, que já opera 26 reatores”, escreveu o correspondente do The New York Times em Seul, Choe Sang-Hun.

    Negociações começaram em 2008

    Desde 2008, EUA e Arábia Saudita discutem um possível acordo nuclear para fins pacíficos. Em 2020, o Escritório de Prestação de Contas do Governo dos EUA (GAO, na sigla em inglês) relatou que os países não haviam feito “progressos significativos” para um acordo.
    “Devido a divergências persistentes sobre condições de não proliferação, incluindo aquelas relacionadas a um Protocolo Adicional e a restrições ao enriquecimento e ao reprocessamento de material nuclear”, escreveu o escritório ligado à Casa Branca.

    A divergência teria persistido durante a administração de Joe Biden (2021-2025), alimentada ainda pelo assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi no consulado da Arábia Saudita na Turquia.

    A investigação do governo turco apontou que o jornalista, que era crítico da monarquia do país, foi esquartejado e teve o corpo dissolvido em substância química por funcionários da embaixada do regime do Oriente Médio. O caso mobilizou a opinião pública estadunidense contra a Arábia Saudita.

    A situação mudou no segundo mandato do presidente Donald Trump. Em novembro do ano passado, os países assinaram uma declaração conjunta sobre o tema, mostrando avanço nas negociações.

    Com a escalada da guerra no Oriente Médio nos últimos dias, o acordo foi anunciado. Isso apenas dois dias após os houthis, do Iêmen, bloquearem a passagem dos navios sauditas no Estreito de Bad el-Mandeb, no Mar Vermelho, prejudicando as exportações do país, já prejudicadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
     


    Estreito de Bad el Mandeb

    Arte Dijor/EBC


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Incêndios florestais: Espanha declara estado de emergência nacional

    Incêndios florestais: Espanha declara estado de emergência nacional

    O governo da Espanha declarou emergência nacional na noite desta quinta-feira (24), depois que uma série de incêndios florestais ameaçou comunidades próximas a Madri e na província vizinha de Ávila, forçando mais de 10 mil pessoas a saírem de suas casas enquanto os bombeiros lutavam para conter as chamas.

    O Ministério do Interior espanhol informou que a decisão foi tomada devido ao surgimento simultâneo de vários focos de incêndio, às condições climáticas adversas e à necessidade de mobilizar recursos extensivos de diferentes administrações públicas, o que aumentou a complexidade dos esforços de combate aos incêndios e de proteção civil.

    A Espanha e grande parte do Sul da Europa enfrentam temporadas de incêndios florestais cada vez mais severas, que os cientistas vincularam às mudanças climáticas.

    Especialistas afirmam que a vegetação, que cresceu abundantemente graças às chuvas de primavera excepcionalmente intensas, secou devido ao calor extremo do verão, criando combustível para incêndios que se propagam rapidamente.

    O governo regional de Madri solicitou assistência, descrevendo a situação como de “extrema gravidade”.

    Ele informou que os incêndios ativos em Villa del Prado, San Martín de Valdeiglesias e Almorox, na vizinha Castela-La Mancha, tinham potencial para avançar além da capacidade atual de combate. Também alertou que o incêndio florestal em Burgohondo, Ávila, poderia atingir a região de Madri nas próximas horas devido às condições climáticas.

    Mais de 10 mil pessoas foram retiradas de Villa del Prado, San Martín de Valdeiglesias, Pelayos de la Presa e Aldea del Fresno, segundo o governo regional.

    De acordo com a lei do Sistema Nacional de Proteção Civil da Espanha, a declaração coloca a emergência sob a autoridade direta do ministro do Interior, responsável pela coordenação da resposta. As autoridades afirmaram que esta foi a primeira declaração desse tipo relacionada a um incêndio florestal.

    Mais de 270 profissionais de emergência e 40 unidades terrestres foram mobilizados nas áreas afetadas, juntamente com vários contingentes da Unidade Militar de Emergência (UME).

    Mais de 100 mil hectares foram queimados na Espanha neste ano até o momento, o que equivale aproximadamente à média anual de área queimada no país na última década.

    Treze pessoas morreram, tornando 2026 uma das temporadas de incêndios florestais mais letal das últimas décadas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br