Categoria: Mundo

  • Brasil rejeita prorrogação de emergência nacional dos EUA

    Brasil rejeita prorrogação de emergência nacional dos EUA

    O governo brasileiro repudiou nesta terça-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de prorrogar por mais um ano a declaração de emergência nacional em relação ao Brasil.

    Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o Executivo classificou como infundadas as justificativas apresentadas pela Casa Branca e reafirmou a soberania nacional e a independência entre os Poderes.

    Segundo a manifestação oficial, a decisão estadunidense repete acusações sem respaldo nos fatos ao sustentar que o Brasil representa uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

    Na nota, o governo brasileiro afirma que a declaração “reitera argumentos infundados e inverídicos” ao mencionar supostas violações à liberdade de expressão, aos direitos humanos e alegações de perseguição política a um ex-presidente brasileiro, sua família e apoiadores.

    O Executivo também declarou que “é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos”.

    Ainda de acordo com a Secom, as acusações já foram amplamente rebatidas em reuniões entre autoridades dos dois países. O governo ressaltou que o Poder Judiciário brasileiro atua de forma independente e em conformidade com a Constituição Federal.

    Medida renovada

    Na terça-feira (29), a Casa Branca anunciou a prorrogação, por mais um ano, da emergência nacional em relação ao Brasil, mantendo em vigor a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em 30 de julho de 2025.

    Após a publicação no Federal Register, o diário oficial do governo estadunidense, e o encaminhamento ao Congresso dos Estados Unidos, a medida permanecerá em vigor pelo menos até 30 de julho de 2027.

    Na justificativa, o governo estadunidense afirma que continuam existindo as condições que motivaram a edição da Ordem Executiva 14323. Segundo essa ordem, políticas e ações adotadas pelo governo brasileiro representam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

    A Casa Branca também voltou a acusar autoridades brasileiras de restringirem a liberdade de expressão de cidadãos e empresas estadunidenses, de promoverem violações de direitos humanos e de adotarem medidas que afetariam interesses dos Estados Unidos.

    O texto cita ainda decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas à remoção de conteúdos em plataformas digitais e à prisão de pessoas por manifestações, classificadas pelo governo estadunidense como atos de censura. O documento também repete a alegação de que um ex-presidente brasileiro, familiares e apoiadores estariam sendo alvo de perseguição política.

    Escalada diplomática

    A renovação da emergência nacional ocorre após um ano de agravamento das tensões entre Brasília e Washington. Desde a edição da ordem executiva, em julho de 2025, a administração Trump adotou uma série de medidas contra o Brasil, incluindo a abertura de investigações comerciais, a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e críticas às decisões do STF sobre moderação de conteúdo em plataformas digitais e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Em resposta, o governo brasileiro intensificou as negociações diplomáticas com autoridades estadunidenses e contestou as medidas na Organização Mundial do Comércio (OMC), sob o argumento de que as tarifas violam regras do comércio internacional. Integrantes do Executivo também têm reiterado que o Judiciário atua de forma independente, enquanto o STF sustenta que suas decisões seguem a Constituição e a legislação brasileira.

    Apesar das tratativas diplomáticas, as medidas adotadas pela administração estadunidense foram mantidas e ampliadas ao longo do último ano. A nota divulgada pela Secom representa a primeira manifestação oficial do governo brasileiro após o anúncio da prorrogação da emergência nacional.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Estados Unidos prorrogam por mais um ano emergência contra o Brasil

    Estados Unidos prorrogam por mais um ano emergência contra o Brasil

    A Casa Branca anunciou a prorrogação, por mais um ano, da emergência nacional dos Estados Unidos em relação ao Brasil. A decisão mantém em vigor o decreto assinado pelo presidente norte-americano em 30 de julho de 2025, no qual declarou que políticas e ações do governo brasileiro representam uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. 

    O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (28) e será publicado na quarta-feira (29) no Federal Register, o diário oficial do governo norte-americano, além de ser encaminhado ao Congresso dos Estados Unidos. Com a renovação, a emergência nacional permanecerá em vigor até, pelo menos, 30 de julho de 2027.

    Na justificativa, o governo dos Estados Unidos afirma que persistem as condições que motivaram a edição da Ordem Executiva 14323. Segundo o texto, integrantes do governo brasileiro estariam adotando políticas e práticas que interferem na economia norte-americana, violam direitos humanos, restringem a liberdade de expressão de cidadãos dos Estados Unidos e prejudicam interesses do país na proteção de seus cidadãos e empresas.

    O documento também cita a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Casa Branca, decisões da Corte envolvendo a remoção de conteúdos na internet e a prisão de pessoas por manifestações seriam exemplos de “censura” e continuariam a representar uma ameaça aos interesses norte-americanos.

    O governo dos Estados Unidos também volta a afirmar que um ex-presidente brasileiro, sua família e seus apoiadores estariam sendo alvo de perseguição política, o que, segundo a Casa Branca, contribuiria para o enfraquecimento do Estado de Direito e para violações de direitos humanos no Brasil.

    Ofensiva estadunidense

    A renovação da emergência nacional pelos EUA ocorre após um ano de escalada nas tensões entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil. Desde a edição da ordem executiva, em julho de 2025, a administração de Donald Trump adotou uma série de medidas contra o país, incluindo a abertura de investigações comerciais, a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e críticas às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas à moderação de conteúdo em plataformas digitais e aos processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Em resposta, o governo brasileiro intensificou as negociações diplomáticas com autoridades norte-americanas e contestou as medidas na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que as tarifas violam regras do comércio internacional. Integrantes do Executivo também têm reiterado que o Judiciário brasileiro atua de forma independente, enquanto o STF sustenta que suas decisões seguem a Constituição e a legislação nacional. Apesar das tratativas e das manifestações oficiais, as medidas adotadas pela administração Trump foram mantidas e ampliadas ao longo do último ano.

    Até a publicação desta reportagem, o governo brasileiro não havia se manifestado sobre a prorrogação da emergência nacional anunciada hoje (28) pela Casa Branca.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Estados Unidos prorroga por mais um ano emergência contra o Brasil

    Estados Unidos prorroga por mais um ano emergência contra o Brasil

    A Casa Branca anunciou a prorrogação, por mais um ano, da emergência nacional dos Estados Unidos em relação ao Brasil. A decisão mantém em vigor o decreto assinado pelo presidente norte-americano em 30 de julho de 2025, no qual declarou que políticas e ações do governo brasileiro representam uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. 

    O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (28) e será publicado na quarta-feira (29) no Federal Register, o diário oficial do governo norte-americano, além de ser encaminhado ao Congresso dos Estados Unidos. Com a renovação, a emergência nacional permanecerá em vigor até, pelo menos, 30 de julho de 2027.

    Na justificativa, o governo dos Estados Unidos afirma que persistem as condições que motivaram a edição da Ordem Executiva 14323. Segundo o texto, integrantes do governo brasileiro estariam adotando políticas e práticas que interferem na economia norte-americana, violam direitos humanos, restringem a liberdade de expressão de cidadãos dos Estados Unidos e prejudicam interesses do país na proteção de seus cidadãos e empresas.

    O documento também cita a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Casa Branca, decisões da Corte envolvendo a remoção de conteúdos na internet e a prisão de pessoas por manifestações seriam exemplos de “censura” e continuariam a representar uma ameaça aos interesses norte-americanos.

    O governo dos Estados Unidos também volta a afirmar que um ex-presidente brasileiro, sua família e seus apoiadores estariam sendo alvo de perseguição política, o que, segundo a Casa Branca, contribuiria para o enfraquecimento do Estado de Direito e para violações de direitos humanos no Brasil.

    Ofensiva estadunidense

    A renovação da emergência nacional pelos EUA ocorre após um ano de escalada nas tensões entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil. Desde a edição da ordem executiva, em julho de 2025, a administração de Donald Trump adotou uma série de medidas contra o país, incluindo a abertura de investigações comerciais, a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e críticas às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas à moderação de conteúdo em plataformas digitais e aos processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Em resposta, o governo brasileiro intensificou as negociações diplomáticas com autoridades norte-americanas e contestou as medidas na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que as tarifas violam regras do comércio internacional. Integrantes do Executivo também têm reiterado que o Judiciário brasileiro atua de forma independente, enquanto o STF sustenta que suas decisões seguem a Constituição e a legislação nacional. Apesar das tratativas e das manifestações oficiais, as medidas adotadas pela administração Trump foram mantidas e ampliadas ao longo do último ano.

    Até a publicação desta reportagem, o governo brasileiro não havia se manifestado sobre a prorrogação da emergência nacional anunciada hoje (28) pela Casa Branca.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Bolívia apreende ouro ilegal em jatinho de empresário brasileiro

    Bolívia apreende ouro ilegal em jatinho de empresário brasileiro

    Forças policiais da Bolívia apreenderam 189,5 kg de ouro em um jatinho particular no Aeroporto Internacional Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra. A aeronave pertence ao empresário brasileiro Valdir José Zorzo. 

    Segundo a polícia boliviana, a carga, avaliada em mais de R$ 120 milhões, estava sendo transportada sem autorização para exportação e seria levada para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O ouro apreendido foi entregue ao Banco Central de Bolívia, por decisão judicial.

    Valdir José Zorzo é dono do grupo sul-mato-grossense Dallas, que atua no setor agroindustrial e de alimentos.

    Em nota, divulgada nessa segunda-feira (27), o Grupo Dallas informou que o empresário não estava a bordo, não autorizou o voo e não há qualquer envolvimento dele no caso.

    No comunicado, a empresa afirma que o avião não opera serviços de frete comercial, não foi apreendido e que o empresário e o grupo estão colaborando com as autoridades bolivianas.

    “A aeronave encontra-se em território brasileiro e não está sujeita a qualquer medida de apreensão”, diz a nota, acrescentando que foi abertura apuração interna na empresa para esclarecimento do caso. 

    Até o momento, conforme o grupo empresarial, não há qualquer acusação formal contra o Valdir José Zorzo ou contra o Grupo Dallas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ONU lança página em português sobre escravidão e comércio transatlântico de pessoas escravizadas

    ONU lança página em português sobre escravidão e comércio transatlântico de pessoas escravizadas

    Estabelecido em 2007 através da resolução 62/122 da Assembleia Geral da ONU, o Programa Global de Divulgação sobre o Comércio Transatlântico de Escravos e a Escravidão oferece informações sobre os impactos duradouros da escravidão nas sociedades contemporâneas e as contribuições históricas, culturais e sociais das populações africanas e afrodescendentes. 

    Segundo a UNESCO, cerca de 12,5 milhões de africanos e africanas foram deportados à força por meio do comércio transatlântico de pessoas escravizadas entre os séculos 16 e 19. Desse total, estima-se que aproximadamente 5 milhões tenham sido levados para o Brasil, tornando o país o principal destino desse sistema de exploração humana nas Américas.

    O Programa de Divulgação das Nações Unidas busca fortalecer o reconhecimento das consequências históricas da escravidão e do racismo, promovendo pesquisas, educação pública e iniciativas de memória. A iniciativa também destaca histórias de resistência, liberdade e resiliência das pessoas escravizadas e de seus descendentes.

    A escritora brasileira Djamila Ribeiro, vencedora do Prêmio Jabuti de Literatura em 2020, discursa na sessão da Assembleia Geral para o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas, em 27 de março de 2023.
    Legenda: A escritora brasileira Djamila Ribeiro, vencedora do Prêmio Jabuti de Literatura em 2020, discursa na sessão da Assembleia Geral para o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas, em 27 de março de 2023.
    Foto: © ONU/Eskinder Debebe.

    Entre os marcos centrais do Programa está a Arca do Retorno, memorial permanente das Nações Unidas instalado na sede da ONU, em Nova Iorque. O monumento homenageia as vítimas da escravidão e do comércio transatlântico de pessoas escravizadas, ao mesmo tempo em que convida visitantes a refletirem sobre os legados contemporâneos do racismo e da discriminação.

    Legenda: Cerimônia marca o 10º aniversário do Memorial Permanente às Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas, a Arca do Retorno, em 25 de março de 2025.
    Foto: © ONU/Mark Garten.

    O novo portal em português reúne recursos educativos, materiais multimídia e conteúdos sobre iniciativas das Nações Unidas relacionadas à promoção da igualdade racial, dos direitos humanos e da justiça histórica. 

    A página também destaca o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas, observado anualmente em 25 de março. A data é uma oportunidade para recordar as vítimas, reconhecer a resistência das pessoas escravizadas e mobilizar esforços globais contra o racismo, a discriminação racial e as desigualdades persistentes.

    Em sua mensagem para a data internacional, o secretário-geral António Guterres declarou:

    “O tráfico transatlântico de pessoas escravizadas foi um crime contra a humanidade que atingiu o cerne da dignidade humana, separou famílias e devastou comunidades.”

    A exposição Atlântico Vermelho/Red Atlantic apresentou obras de artistas brasileiros em diálogo com as imagens emblemáticas da diáspora africana, no Palácio das Nações, sede europeia da ONU, em Genebra, em 2024.
    Legenda: A exposição Atlântico Vermelho/Red Atlantic apresentou obras de artistas brasileiros em diálogo com as imagens emblemáticas da diáspora africana, no Palácio das Nações, sede europeia da ONU, em Genebra, em 2024.
    Foto: © ONU.

    Em sua mensagem para o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, em 21 de março de 2026, o secretário-geral alertou:

    “O antigo veneno do racismo está vivo e ativo em todas as comunidades, sociedades, países e regiões do mundo. O racismo perdura no legado da colonização, da escravidão e da opressão, que impulsionam muitos dos problemas que enfrentamos atualmente – desde desigualdades econômicas, sociais e políticas, a práticas discriminatórias, até conflitos diretos.”

    Ao disponibilizar esta página em português, as Nações Unidas reafirmam seu compromisso com a preservação da memória histórica, a promoção da verdade e da justiça e o combate ao racismo em todas as suas formas. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação para milhões de falantes de português em todo o mundo e fortalecer a compreensão dos legados da escravidão e da necessidade de construir sociedades mais inclusivas e equitativas, fundamentadas nos direitos humanos.

    Para saber mais, acesse a nova página em https://www.un.org/pt/rememberslavery

    Fonte: brasil.un.org

  • Quase metade dos jovens argentinos vive em vulnerabilidade social

    Quase metade dos jovens argentinos vive em vulnerabilidade social

    Quase a metade (48,9%) dos jovens da Argentina vivem em situação de vulnerabilidade social, afirma pesquisa da Universidade de Buenos Aires (UBA) divulgada nesta semana. Isso representa 4,1 milhões de pessoas. 

    O estudo entende como jovens em situação de vulnerabilidade quem tem entre 18 e 29 anos, com algum nível de “pobreza econômica” ou não terminou os estudos básicos, tendo concluído, no máximo, o ensino fundamental.

    Dos jovens vulneráveis, 57% afirmam que o dinheiro fruto do trabalho não chega ao final do mês e apenas 24,8% continuam estudando. Ainda segundo o levantamento, dois em cada dez jovens argentinos não estudam, nem trabalham, enquanto 30% estão desempregados.

    Além do desemprego, depressão e uso de álcool e outras drogas estão entre os fatores que prejudicam a juventude do país vizinho. Aproximadamente 30% reconhece que não consegue controlar o próprio consumo de álcool, cigarro ou outras drogas.

    “Essas vulnerabilidades, no plural, portanto, se configuram de maneiras concretas no cotidiano: déficits materiais de moradia, famílias numerosas, dificuldade ou impossibilidade de fechar as contas, interrupções na educação e trabalho informal”, diz o informe. 

    A equipe da UBA entrevistou 1.002 jovens de 18 a 29 anos em condições de vulnerabilidade entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, resultando no informe “Jovens Vulneráveis na Argentina: Condições de Vida, Crenças e Expectativas sobre o Futuro”.

    Emprego, saúde e segurança

    A pesquisa da Universidade de Buenos Aires aponta que, entre os jovens que trabalham, apenas 15% têm emprego registrado, com 76% em trabalhos informais ou por conta própria.

    “O emprego concentra-se em atividades pouco qualificadas e altamente informais: comércio, construção e trabalho por conta própria, como venda ambulante ou online, limpeza e cuidados com idosos”, destaca o documento.

    Entre os que trabalham, a maioria (56,1%) não estuda mais. Do total da população jovem argentina, 32% não estudam, não trabalham, nem buscam trabalho.

    “A taxa de emprego é maior entre os homens do que entre as mulheres, e maior na Região Metropolitana de Buenos Aires (AMBA) do que no resto do país”, diz o documento.

    Além disso, a pesquisa aponta que 78% dos jovens não têm plano de saúde, dependendo exclusivamente dos serviços públicos e 40% afirmam viver em bairros “inseguros ou muito inseguros”.

    Saúde mental e redes sociais 

    A situação de vulnerabilidade social se reflete na saúde mental dos jovens argentinos. Mais de 70% manifestaram ter “problemas frequentes” de nervos ou ansiedade. E mais de 50% disseram sentir apatia ou depressão.

    “Os sinais de sofrimento psicológico não são experiências excepcionais, mas sim parte do cotidiano, o que reforça a multidimensionalidade da vulnerabilidade”, diz o informe.

    O estudo ainda levantou que 66% dos jovens se informam dos temas da atualidade, principalmente, pelas redes sociais, com destaque para Instagram (36%) e Facebook (22%), Meios tradicionais, como a TV, ficaram em terceiro colocado com 18%.

    “Níveis mais elevados de escolaridade estão associados a uma maior centralidade do Instagram e a uma diversificação das fontes digitais, enquanto em níveis mais baixos de escolaridade, o Facebook e a TV continuam sendo canais relevantes”, pondera o estudo.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Omã apresenta ao Irã mecanismo regional para Estreito de Ormuz

    Omã apresenta ao Irã mecanismo regional para Estreito de Ormuz

    Omã apresentou ao Irã uma proposta para criar um mecanismo regional conjunto para a gestão do Estreito de Ormuz, com taxas voluntárias, informou uma fonte do Golfo Pérsico à Reuters nesta terça-feira (28). 

    De acordo com a proposta de Omã, que conta com apoio regional e foi apresentada a autoridades iranianas no fim de semana em Teerã, o Irã não exerceria o controle exclusivo dessa via navegável vital.

    A proposta se baseia no Estreito de Malaca, que liga os oceanos Índico e Pacífico e é administrado em conjunto pelos países que fazem fronteira com ele: Indonésia, Malásia e Cingapura.

    De acordo com a proposta, aqueles que utilizam o Estreito de Ormuz contribuiriam voluntariamente para um fundo que financiaria os custos de gestão da navegação, proteção ambiental e busca e resgate, entre outros serviços.

    Gestão

    A gestão do Estreito de Ormuz — que transportava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito globais antes da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã — tornou-se o principal obstáculo nas negociações para pôr fim à guerra e um ponto de tensão que leva a repetidos retornos ao conflito.

    O Irã afirmou que o estreito não pode voltar à situação pré-guerra, em que a navegação fluía livremente, enquanto os países do Golfo Pérsico insistem que não haja pagamento obrigatório de taxas ao Irã.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, discutiu a questão do Estreito de Ormuz com seus homólogos de Omã e da Arábia Saudita na segunda-feira.

    “Ele enfatizou a necessidade de fortalecer a cooperação e avançar nos esforços diplomáticos conjuntos para promover a estabilidade na região e eliminar a insegurança imposta ao Estreito de Ormuz devido às ações agressivas dos Estados Unidos”, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Irã.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que os Estados Unidos estão tendo “boas conversas” com o Irã e que há uma chance de um acordo, mas alertou que os ataques norte-americanos seriam retomados caso as negociações não deem resultado.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Terremoto no Japão causa falta de energia e interrompe transporte

    Terremoto no Japão causa falta de energia e interrompe transporte

    Um terremoto com magnitude preliminar de 7,1 graus na escala Richter atingiu a província de Kumamoto, no Sul do Japão, nesta terça-feira (28), deixando milhares de residências sem energia elétrica, causando transtornos no trânsito e levando à emissão de ordens de evacuação e alertas para réplicas.

    Em declarações à imprensa em seu gabinete em Tóquio, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, disse que quantidade de vítimas e a gravidade dos danos materiais estavam sendo avaliadas. “Já fomos informados de que há feridos”, disse Takaichi.

    “Ocorreram quedas de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e desabamentos de edifícios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem, inclusive se deslocando para um local seguro.”

    A emissora pública NHK mostrou vários prédios em chamas ou destruídos, grandes rachaduras ao longo das estradas, incluindo uma rodovia elevada, e um trem de carga descarrilado. Mais de 150 mil pessoas foram orientadas a se dirigirem a centros de evacuação, informou a agência de gestão de desastres.

    A TSMC, maior fabricante mundial de chips por contrato, retirou os funcionários de sua fábrica na região por precaução, informou um porta-voz da empresa.

    Um porta-voz da empresa de eletrônicos Sony, que também tem uma fábrica na região, disse que a empresa estava avaliando a situação.

    Os moradores das áreas que sentiram os tremores mais intensos devem estar atentos a novos terremotos fortes por cerca de uma semana, bem como ao risco de deslizamentos de terra, disse um representante da Agência Meteorológica do Japão (JMA na sigla em inglês).

    Aeroporto e trens parados

    O governo japonês emitiu alertas de emergência de terremoto para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de Kyushu, no sul do Japão. 

    O Japão é um dos países mais propensos a terremotos do mundo, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos. Localizado ao longo do “Anel de Fogo” – formado por vulcões e fossas oceânicas que circundam parcialmente a Bacia do Pacífico –, o Japão é responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 pontos na escala Richter ou mais em todo o mundo.

    A Kyushu Electric Power informou que cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica em consequência do último terremoto, enquanto a empresa ferroviária JR Kyushu informou que havia suspendido os serviços, incluindo seus trens-bala de alta velocidade.

    O aeroporto de Kumamoto também fechou a pista, companhias aéreas desviaram e cancelaram voos.

    As operadoras de telecomunicações KDDI e Docomo informaram que houve interrupção em seus serviços de telefonia móvel devido à falta de energia e a falhas nas linhas de transmissão.

    Não foram relatadas irregularidades nas usinas nucleares da região, informou a autoridade reguladora nuclear do Japão.

    Um grande terremoto em Kumamoto, há 10 anos, matou 275 pessoas e feriu outras 2.739, segundo dados oficiais, além de ter danificado milhares de edifícios, incluindo o castelo da cidade, um dos principais pontos turísticos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Teatros da Amazônia passam a integrar Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO

    Teatros da Amazônia passam a integrar Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO

    O reconhecimento foi aprovado, nesta segunda-feira (27/07), pelo Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, reunido na Coreia do Sul. A candidatura conjunta do Theatro da Paz, em Belém, e do Teatro Amazonas, em Manaus, foi apresentada sob a designação Teatros da Amazônia, nome com o qual os dois sítios passam a integrar a Lista do Patrimônio Mundial.

    A proposta de reconhecimento foi coordenada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com a colaboração das Secretarias de Cultura dos estados do Amazonas e do Pará.

    Theatro da Paz, em Belém (PA), passa a integrar a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
    Legenda: Theatro da Paz, em Belém (PA), passa a integrar a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
    Foto: © Marivaldo Pascoal.

    Construídos durante a chamada “Era de Ouro” da Amazônia, impulsionada pelo auge econômico do Ciclo da Borracha entre 1879 e 1912, os dois teatros refletem um período de intensa transformação urbana e prosperidade econômica na região. Inspirados na arquitetura francesa e em outras referências europeias, mas enriquecidos por elementos decorativos que evocam a Amazônia, os edifícios foram concebidos como símbolos das ambições políticas, culturais e urbanísticas de suas cidades.

    Inaugurado em 1878, o Theatro da Paz, juntamente com a Praça da República, consolidou o papel estratégico de Belém como porto e capital do estado, além de simbolizar os ideais da recém-instaurada República Brasileira. Já o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, integrou o amplo processo de modernização urbana de Manaus durante o ciclo da borracha. Em conjunto com o Largo de São Sebastião, tornou-se um dos principais símbolos da riqueza, do prestígio e da importância da cidade na região amazônica.

    A Lista do Patrimônio Mundial inclui 1.273 bens que fazem parte do patrimônio cultural e natural e que o Comitê do Patrimônio Mundial considera terem valor universal excepcional. Entre eles, estão 991 bens culturais, 240 bens naturais e 42 bens mistos, distribuídos por 173 Estados-membros da UNESCO. Até outubro de 2024, 196 Estados-membros haviam ratificado a Convenção do Patrimônio Mundial. 

    A inscrição dos Teatros da Amazônia na Lista do Patrimônio Mundial foi aprovada por atender a dois critérios da UNESCO:

    1. Reconhecer sítios que demonstram um importante intercâmbio de valores humanos, refletido na evolução da arquitetura, da tecnologia, das artes monumentais, do planejamento urbano ou do paisagismo. 
    2. Contemplar bens que constituem exemplos notáveis de edifícios, conjuntos arquitetônicos ou paisagens representativos de etapas significativas da história da humanidade.

    Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, integrou o amplo processo de modernização urbana de Manaus.

    Legenda: Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, integrou o amplo processo de modernização urbana de Manaus.
    Foto: © Reggo/Roumen Koynov.

    Para saber mais, acesse a Lista Completa do Patrimônio Mundial da UNESCO e siga @unescobrasil nas redes!

    Fonte: brasil.un.org

  • Brasil ampliará esforços por acordo entre Mercosul e Coreia do Sul

    Brasil ampliará esforços por acordo entre Mercosul e Coreia do Sul

    Os governos do Brasil e da Coreia do Sul anunciaram a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de avançar nas negociações entre o país asiático e o Mercosul. O bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de outros países associados.

    “Decidimos criar um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em declaração à imprensa nesta segunda-feira (27), após receber o presidente sul-coreano, Lee Jae-Myung, no Palácio da Alvorada.

    Segundo Lula, o coordenador do grupo será o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

    O presidente sul-coreano também destacou uma possibilidade de acordo com o Mercosul. Para ele, o acordo será benéfico, tanto para a indústria do seu país quanto para o Brasil no mercado asiático como um todo.

    Em sua fala, ele citou “incertezas no âmbito comercial” ao falar do acordo. Atualmente, o Brasil vive uma tensão comercial com os Estados Unidos, um dos seus maiores parceiros comerciais, devido a tarifas aplicadas pelo país norte-americano. Nesse contexto, Jae-Myung afirmou que a parceria entre Brasil e Coreia é imediata.

    “No momento em que há muitas incertezas no âmbito comercial, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia vai trazer para as empresas coreanas uma maior oportunidade de entrar no mercado da América do Sul e trazer uma nova perspectiva ao mercado asiático para o Brasil, via Coreia.”

    Os dois países assinaram acordos comerciais em várias áreas, como defesa, educação e energia. Lula e Jae-Myung trataram de minerais críticos, e o presidente sul-coreano destacou a oferta que o Brasil tem desse recurso.

    “Como se sabe, o Brasil é um dos principais detentores dos minerais críticos. E hoje o presidente Lula e eu concordamos em expandir a cooperação em todo o ciclo de vida dos minerais críticos na cadeia de suprimento desses minerais. Por meio desse acordo, vamos criar uma base estável de oferta, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica.”

    O presidente sul-coreano ainda viajará para São Paulo, onde deverá visitar um sindicato de metalúrgicos. O Brasil é o país que mais recebe coreanos na América Latina. E é em São Paulo que reside a maior comunidade coreana no país, com mais de 50 mil pessoas.

    Acordos

    Também houve assinatura de acordo para intercâmbio de experiências em políticas educacionais e a aproximação entre instituições de ensino dos dois países.

    Além disso, Brasil e Coreia assinaram um memorando de entendimento para estabelecer a cooperação entre as agências para a exploração e empreendimento de atividades espaciais pacíficas.

    No âmbito da ciência e tecnologia, foi assinado um acordo para promover a cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação aplicados ao setor industrial.

    Na área do esporte, há acordo para o intercâmbio entre atletas e especialistas, além do compartilhamento de experiências em políticas públicas.

    Soberania e paz

    Os dois presidentes, em suas declarações, se manifestaram favoráveis à solução pacífica de conflitos. Enquanto Lula falou em defender a democracia diante de ataques de extremistas, Jae-Myung reforçou a ideia de se estabelecer a paz.

    “Ambos soubemos defender nossas democracias frente aos ataques de setores extremistas. Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, pelo respeito entre as nações e pelo fortalecimento do multilateralismo”, disse Lula.

    “Reitero a crença forte do governo coreano que é importante a paz para termos segurança. Sem a necessidade de luta ou guerra. E o presidente Lula concorda conosco nesse sentido”, declarou o sul-coreano.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br