Categoria: Mundo

  • Brasil deve aproveitar aliança com China para soberania digital em IA

    Brasil deve aproveitar aliança com China para soberania digital em IA

    O Brasil está entre os 29 países que assinaram o documento de criação da Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (Waico), anunciada em julho deste ano, com sede em Xangai, na China. O objetivo da iniciativa é desenvolver uma governança global de IA por meio de modelos com código aberto, que permitem a apropriação da tecnologia por qualquer empresa ou organização. 

    A iniciativa liderada pela China contrasta com o projeto dos Estados Unidos para o futuro da IA, chamada de Pax Silica, e que reúne “aliados confiáveis” da Casa Branca para controlar cadeias de suprimento de semicondutores, minerais críticos e energia. 

    Especialistas em Inteligência Artificial consultadas pela Agência Brasil apontam que a Waico é uma oportunidade para o Brasil desenvolver a própria soberania digital. Porém, para isso, será necessário “fazer o dever de casa”, como explicou o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Sérgio Amadeu da Silveira.

    O sociólogo sustenta que o Brasil é um país suficientemente grande, com importantes centros de pesquisas em universidades que poucas nações têm no mundo, o que nos coloca em posição privilegiada para o desenvolvimento da IA.

    “O Brasil pode encontrar um caminho de desenvolvimento que seja mais autônomo, mais independente. Sem dúvida nenhuma, o Brasil deve ter uma aliança maior com a China, mas temos que desenvolver nossa própria estratégia”, avaliou.

    Sérgio Amadeu acrescentou que, caso o Brasil não desenvolva sua infraestrutura crítica em IA, com soberania também sobre os dados produzidos no país, não será possível aproveitar a cooperação com a China para absorver esse conhecimento.

    Em um exemplo, o professor da UFABC disse que, caso recebesse R$ 10 milhões para desenvolver projetos de IA na universidade, teria que gastar R$ 5 milhões apenas com contratos de armazenamento em nuvens fornecidos por big techs como a Amazon, ou até mesmo pela chinesa Huawei.  

    “Eu não tenho infraestrutura disponível aqui que me permita que os pesquisadores, as universidades e o próprio governo, em vez de sustentar big tech estrangeira, gaste recursos criando expertise e infraestrutura no nosso país para processamento e armazenamento de dados, que nos dê um poder computacional grande”, comentou.

    O especialista em governança de IA Ettore Arpini, fundador da organização Plures, que apoia a formação de profissionais para atuação em IA, destacou que o Brasil tem condições de ser um ator chave na geopolítica da IA por ter capacidade de transitar entre as iniciativas chinesas e ocidentais. 

    “O mais importante é o Brasil não entender a IA como algo setorial, não basta uma política de IA, ou apenas regular esse mercado. É preciso entender como uma vantagem geopolítica, econômica, mas também como uma potencial alavanca de prosperidade para o nosso povo, que surge poucas vezes na história de um país”, concluiu.

    O Brasil na geopolítica de IA

    O governo brasileiro tem defendido que o país não pode ficar dependente de nenhum modelo, seja chinês ou ocidental, argumentando que mantém diálogo com todas as iniciativas que possibilitem alcançar uma soberania digital para o Brasil.

    Nos fóruns multilaterais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido que a IA não pode “se tornar privilégio de poucos países ou instrumento de manipulação na mão de bilionários”. Ainda segundo o presidente, “necessitamos de uma governança intergovernamental da IA, em que todos os Estados tenham assento”.

    Os especialistas tem reforçado que a IA é uma tecnologia que vai atravessar todos os setores da vida econômica, assim como foi a eletricidade ou a internet.

    Presente no lançamento da Waico, em Xangai, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que a IA pode ser a “maior oportunidade da humanidade no século 21I”, mas também “pode se tornar um dos seus maiores riscos”.

    “A tecnologia que moldará o futuro da humanidade deve ser moldada por toda a humanidade. Não pode ser governado por um punhado de países ou por um punhado de empresas. Todas as nações precisam de um lugar à mesa”, disse o chefe da ONU. 

    Pax Silica


    EUA - Pax Silica is the Department of State’s flagship effort on AI and supply chain security, advancing new economic security consensus among allies and trusted partners. Foto: Divulgação

    Pax Silica, iniciativa dos EUA com países aliados na área de inteligência artificial. Foto: Divulgação – Divulgação

    O projeto de uma IA governada por todos os países contraria o projeto dos EUA para o futuro da tecnologia, vista por Washington como um dos pilares da estrutura de Poder global. Por isso, a Casa Branca tenta controlar, por meio da Pax Silica, as cadeias de suprimento de minerais críticos, dados e energia que permite a IA funcionar.

    A visão do governo de Donald Trump sobre o tema foi exposta em artigo publicado pelo subsecretário de Estado dos EUA para Assuntos Econômicos, Jacob Helberg.

    Ele atacou o conceito de “soberania digital” defendido pela ONU e diversos países, incluindo o Brasil.

    “[A ONU] avança rumo a um mundo em que cada país possua um mínimo irredutível de IA — seus próprios computadores, seus próprios dados, seus próprios modelos, desenvolvidos e controlados internamente”, escreveu.

    Helberg acrescenta que a ideia é sedutora, mas contraproducente. Para ele, os demais países e governos terão maiores benefícios se aproveitarem as infraestruturas já construídas pelas gigantes da tecnologia, as big techs.

    “[Se forem pelo caminho traçado pela ONU, os países] terão alcançado não a chamada ‘soberania digital’, mas uma espécie de mediocridade sincronizada — um planeta de clones em escala reduzida, cada um reconstruindo heroicamente a inovação do ano passado, enquanto a própria inovação avança sem eles. Enquanto outros reconstroem o presente, as empresas americanas estarão inventando o futuro”, diz o subsecretário de Estado dos EUA.


    Brasília - 31/07/2026 - Iniciativas da China (Waico) e dos EUA (Pax Silica) para governança da IA. Arte. Foto: governança da IA

    Brasília – 31/07/2026 – Iniciativas da China (Waico) e dos EUA (Pax Silica) para governança da IA. Arte. Foto: governança da IA – Governança da IA


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • OIT: Compreender a informalidade pode orientar respostas mais eficazes na América Latina e no Caribe

    OIT: Compreender a informalidade pode orientar respostas mais eficazes na América Latina e no Caribe

    Os mercados de trabalho na América Latina e no Caribe deixaram para trás a fase de recuperação e entraram em um novo período, caracterizado pela crescente influência de fatores estruturais como a transição demográfica, as transformações tecnológicas e a persistência da informalidade, segundo um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    O relatório intitulado “Tendências do Mercado de Trabalho na América Latina e no Caribe” (Tendencias del mercado laboral en América Latina y el Caribe) indica que a taxa de desemprego caiu para 5,3%, um dos níveis mais baixos das últimas décadas. Destaca também que a relação entre informalidade e produtividade exige políticas mais diferenciadas, que considerem as diversas habilidades e os desafios enfrentados por empresas e trabalhadores e trabalhadoras.

    A informalidade não é uma realidade única: algumas empresas geram receita insuficiente para cobrir os custos das operações formais; outras têm capacidade para operar formalmente, mas não possuem benefícios ou incentivos suficientes. Além disso, parte do emprego informal ocorre dentro de empresas registradas que não formalizam todas as suas relações trabalhistas.

    Nesse contexto, as políticas de emprego também precisam se adaptar. Além de promover a criação de empregos, é necessário impulsionar simultaneamente a produtividade, a formalização, o desenvolvimento de competências e a proteção social.

    “Uma microempresa que apenas consegue se manter não enfrenta os mesmos obstáculos que uma empresa com capacidade de crescimento que continua operando de maneira informal. Portanto, as respostas devem começar com um diagnóstico mais preciso e combinar ferramentas de acordo com as necessidades e capacidades de cada grupo”, afirmou Ana Virginia Moreira Gomes, diretora Regional da OIT para a América Latina e o Caribe.

    A análise sugere que a relação entre formalização e produtividade funciona em ambos os sentidos. A formalização pode facilitar o acesso de empresas e trabalhadores a financiamento, tecnologia, mercados e proteção institucional. Por sua vez, uma maior capacidade produtiva pode permitir que as unidades econômicas cresçam, melhorem sua renda e atendam às condições necessárias para a formalização.

    Portanto, o relatório sugere que as políticas podem ser mais eficazes quando combinam diferentes instrumentos, em vez de se concentrarem apenas na redução dos custos de registro ou no aumento da fiscalização. Capacitação, financiamento, tecnologia, proteção social, serviços empresariais e acesso ao mercado podem abordar simultaneamente as barreiras à formalização e as limitações que dificultam o crescimento da produtividade.

    Tendência do mercado de trabalho em 2026

    O relatório também fornece uma visão geral abrangente de 2025. A taxa de emprego regional aumentou de 59,7% para 59,9%, enquanto a taxa de participação na força de trabalho ficou em 63,2% e permaneceu praticamente estagnada.

    O desemprego caiu para 5,3%, o nível mais baixo nos últimos dez anos. Essa queda no desemprego mascara uma mudança silenciosa no mercado de trabalho: a transição demográfica está começando a alterar a dinâmica do emprego na região.

    “As tendências para 2025 são favoráveis, mas devem ser interpretadas em conjunto. O emprego aumentou e o desemprego diminuiu, enquanto a participação na força de trabalho permaneceu praticamente estagnada. Compreender quem está entrando no mercado de trabalho, quem permanece fora dele e que tipos de oportunidades estão sendo criadas se tornará cada vez mais importante”, explicou Gerson Martínez, autor principal do relatório e especialista regional em economia do trabalho da OIT.

    Os primeiros dados para 2026 indicam que o emprego continua a crescer e o desemprego a diminuir em vários países. Até o momento, não se observa uma deterioração generalizada, embora as trajetórias sejam diferentes: em algumas economias, o emprego continua a crescer favoravelmente, enquanto em outras avança mais lentamente. O relatório destaca que será essencial acompanhar a evolução desses acontecimentos ao longo dos próximos trimestres para determinar se essas diferenças são temporárias ou se sinalizam o surgimento de uma nova tendência.

    Nesse cenário de relativa estabilidade, mas em um contexto global de grande incerteza e diante de transformações estruturais, a OIT destaca a oportunidade e a urgência para fortalecer desde agora as políticas de formalização, produtividade, formação e proteção social, com respostas adaptadas às diferentes realidades das empresas e dos trabalhadores.

    Contato para imprensa: [email protected]

    Fonte: brasil.un.org

  • Reino Unido oferece ajuda à Espanha diante de crise migratória

    Reino Unido oferece ajuda à Espanha diante de crise migratória

    O governo britânico ofereceu ajuda às autoridades espanholas para fazer frente ao recente fluxo de milhares de migrantes de Marrocos, que entraram no enclave espanhol de Ceuta, no norte de África. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (31) pelo primeiro-ministro, Andy Burnham.

    “Esta é, obviamente, uma questão relevante da esfera do governo espanhol, mas causa preocupação”,  declarou a jornalistas o primeiro-ministro britânico.

    “Estamos atualmente em contato com as autoridades espanholas para oferecer o nosso apoio, mas também para compreender melhor as implicações desta situação”, acrescentou, sem especificar que tipo de ajuda ofereceu.

    Cerca de 60 mil migrantes irregulares provenientes de Marrocos, de acordo com o governo autônomo de Ceuta, chegaram ao enclave espanhol nos últimos dias, desencadeando uma crise migratória naquele território e uma crise diplomática na Europa.

    Vários países europeus reagiram à crise, pedindo a suspensão da Espanha do Espaço Schengen, zona de livre circulação de pessoas na Europa, ou exigindo que o governo espanhol não permita a entrada dos migrantes marroquinos no continente.

    O Reino Unido não faz parte do Espaço Schengen.

    “Estamos reunindo as autoridades competentes e estamos prontos para agir, inclusive por meio  de medidas excepcionais, como a suspensão do Espaço Schengen com Espanha”, afirmou a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

    A proposta de Meloni já foi apoiada pela Finlândia e pela Dinamarca.

    O chanceler alemão, Friedrich Merz, pediu à Espanha que “não permita a entrada de migrantes irregulares no continente europeu” e a Marrocos que “receba imediatamente de volta os migrantes irregulares”.

    Entenda o caso

    Originários da cidade marroquina de Fnideq, que faz fronteira com o enclave espanhol, os migrantes chegaram durante a noite por terra e por mar nos últimos dias, e o fluxo intensificou-se na quinta-feira (30).

    Eram, em sua maioria, jovens e adolescentes que atravessavam as altas vedações de arame farpado que marcam a fronteira ou que as contornavam pelo mar.

    Alguns dos jovens mal sabiam nadar e usavam boias. Foram encontrados 34 migrantes mortos, incluindo 18 que se afogaram quando tentavam atravessar a fronteira pelo mar, segundo fonte policial.

    Ceuta é um pequeno território de 80 mil habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar. É uma das duas fronteiras terrestres entre a África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.

    Nesta sexta-feira (31) pela manhã, milhares de jovens migrantes estavam reunidos nas praias, alguns aquecendo-se à volta de fogueiras, outros adormecidos, sob o olhar atento de um grande número de polícias.

    O fluxo migratório teria sido desencadeado por rumores sobre a abertura da fronteira entre Marrocos e Ceuta, espalhados nas redes sociais.

    Tanto Espanha como Marrocos atribuíram esta crise migratória em Ceuta a redes de tráfico humano e garantiram a boa cooperação entre os dois países.

    O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que chegou hoje de manhã a Ceuta acompanhado do ministro do Interior, classificou a situação como “um ataque, uma violação da integridade territorial de Espanha” e acusou “as máfias” de traficantes de migrantes de estarem por trás do rumor de que a fronteira tinha sido aberta.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mortos durante entrada em massa em Ceuta, na Espanha, chega a 57

    Mortos durante entrada em massa em Ceuta, na Espanha, chega a 57

    Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira (30) ao tentar alcançar a região espanhola de Ceuta a nado a partir de Marrocos. Os dados constam no novo balanço da delegação do governo espanhol na cidade autônoma e a polícia local.

    Este número soma-se aos 30 migrantes mortos encontrados até quarta-feira, desde o início do ano.

    Segundo os dados compilados pelas agências noticiosas espanholas Europa Press e EFE, chega a 87 o número de migrantes encontrados mortos na costa de Ceuta depois de se terem afogado na tentativa de atravessar a fronteira a partir de Marrocos.

    As forças de segurança e os serviços de emergência continuam a localizar corpos de pessoas que se lançaram ao mar a partir da costa marroquina de Castillejos, na tentativa de alcançar a nado a costa de Ceuta.

    As autoridades não descartam que o número de mortos aumente nas próximas horas.

    O presidente do governo municipal de Ceuta, Juan Jesús Vivas, estimou hoje em 60 mil o número de migrantes que entraram na cidade nas últimas horas, enquanto o governo espanhol aponta para cerca de 50 mil.

    Segundo fontes governamentais, cerca de 37, 5 mil pessoas tinham regressado voluntariamente a Marrocos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Espanha estima entrada de 60 mil pessoas e diz que há 34 mortos

    Espanha estima entrada de 60 mil pessoas e diz que há 34 mortos

    O presidente do governo autônomo de Ceuta, Juan Jesus Vivas, disse nesta sexta-feira (31) que 60 mil pessoas entraram na cidade espanhola de forma irregular nas últimas 24 horas, segundo algumas estimativas, e que estão confirmadas 34 mortes nesta crise.

    A cidade vive “uma situação insustentável”, disse Juan Jesus Vivas, que lembrou que Ceuta, um enclave espanhol no norte de África, tem uma população de 83 mil pessoas.

    “Para se ter uma ideia, é como se em 24 horas 34 milhões de pessoas entrassem no território espanhol. Este número mostra que é impossível assimilar esta pressão”, afirmou, em declarações aos jornalistas.

    Por fazer parte da Espanha, Ceuta também integra a União Europeia e, para muitos migrantes, entrar na cidade representa a primeira porta de acesso ao bloco europeu.


    Migrants from Morocco arrive at the Spanish border, in Ceuta, Spain, July 31, 2026, as migrants cross into Ceuta by sea and land. REUTERS/Fabian Bimmer     TPX IMAGES OF THE DAY      REFILE - CHANGES SLUG

    Fluxo de migrantes chega à cidade de Ceuta, enclave espanhol no Marrocos, norte da África REUTERS/Fabian Bimmer/ Proibido reprodução

    Segundo Juan Jesus Vivas, desde quinta-feira (30), 34 corpos fora resgatados do mar. As vítimas tentavam alcançar a cidade espanhola a nado. 

    O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que houve uma “violação da integridade territorial da Espanha” nas últimas horas em Ceuta e culpou as máfias que traficam seres humanos.

    Pedro Sánchez destacou uma “violação da integridade territorial de Espanha”, sobretudo na quinta-feira, quando milhares de pessoas cruzaram a fronteira do enclave espanhol em Marrocos, no norte de África, a nado, a pé ou pulando cercas e muros.

    Sánchez culpou as máfias que traficam seres humanos e “enganam muitos jovens”, através de uma leitura enviesada de uma sentença recente do Tribunal Supremo da Espanha sobre repatriamentos, que “serviu como pólvora” nos últimos dias em Marrocos e “produziu uma avalanche com características e dimensão” que se viu na fronteira de Ceuta na quinta-feira.

    O primeiro-ministro garantiu que o governo espanhol mobilizou meios e recursos para Ceuta, incluindo militares, para que a cidade volte à normalidade e segurança .


    A youth walks back to Morocco through a fence next to Spanish military personnel keeping watch, amid mass crossings of migrants on foot and by sea from Morocco into Spanish territory, in Ceuta, Spain, July 31, 2026. REUTERS/Jon Nazca

    Jovem força entrada em Ceuta, depois de chegar nadando à costa da cidade espanhola no norte da África – REUTERS/Jon Nazca/ Proibido reprodução


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Cristo Redentor será iluminado em azul pelo Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

    Cristo Redentor será iluminado em azul pelo Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

    O monumento ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ), será iluminado em azul, na noite desta quinta-feira, 30 de julho, para marcar o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. A partir das 20h30, será realizada uma cerimônia no Santuário Cristo Redentor, presidida pelo reitor do Santuário, Padre Omar, com a presença de representantes do Ministério Público Federal (MPF) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) e da imprensa. Também estarão presentes membros dos Ministérios Públicos do Mercosul e de outras instituições parceiras.

    O objetivo da iniciativa é chamar a atenção para a gravidade desse crime, que se aproveita da vulnerabilidade das vítimas. Muitas vezes, o tráfico só se concretiza porque a pessoa é enganada por falsas promessas de um trabalho melhor ou pressionada pela falta de dinheiro — situação que expõe famílias a golpes que vão da exploração laboral à adoção ilegal de crianças. As campanhas de conscientização são fundamentais para evitar que mais pessoas caiam nessas armadilhas e reforçam a importância do acolhimento das vítimas e da responsabilização dos criminosos.

    O uso da cor remete à campanha “Coração Azul”, uma iniciativa internacional criada pelo UNODC que busca conscientizar a sociedade para combater o tráfico de pessoas e inspirar aqueles que detêm poder de decisão a promover as mudanças necessárias para acabar com esse crime.

    O MPF, por meio daUnidade Nacional de Enfrentamento do Tráfico Internacional de Pessoas e do Contrabando de Migrantes (UNTC), atua diretamente no combate ao crime. A UNTC atuou em mais de 1,1 mil processos judiciais no último ano e meio. Como fruto do trabalho, de 2025 até junho deste ano, 216 pessoas foram denunciadas à Justiça pela prática dos crimes.

    A data, 30 de julho, também foi adotada no Brasil como Dia Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, por meio da Lei nº 13.344/16, que prevê um esforço conjunto de governos, órgãos públicos e da sociedade civil para reforçar medidas preventivas, combater a impunidade e aprimorar a identificação e o acolhimento das vítimas.

    SERVIÇO:

    • Cerimônia e Iluminação do monumento ao Cristo Redentor em azul pelo Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
    • Data: 30 de julho de 2026
    • Horário: 20h30
    • Local: Santuário Cristo Redentor

    Fonte: brasil.un.org

  • Tarifas dos EUA são inconsistentes com regras da OMC, diz Brasil

    Tarifas dos EUA são inconsistentes com regras da OMC, diz Brasil

    O governo brasileiro argumentou à Organização Mundial de Comércio (OMC) que as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos são “inconsistentes” com as regras definidas pela entidade. O documento foi enviado à OMC pelo governo brasileiro na última segunda-feira (27), mas foi divulgado apenas nesta quinta-feira (30).

    “As medidas em questão [tomadas pelos EUA] parecem ser inconsistentes com as obrigações dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e Comércio 1994”, afirmou o Brasil. O Acordo Geral de Tarifas e Comércio traz a base normativa para aplicação de tarifas por parte dos membros da OMC.

    O Brasil também afirma que é preterido pelo EUA na relação comercial, comparado a outros países da Organização Mundial do Comércio.

    “Ao impor tarifas a produtos originados no Brasil com base na Seção 301, enquanto não impôs tais tarifas a outros membros da OMC, os EUA falharam em conceder aos produtos originados no Brasil vantagens, favores, privilégios ou imunidades concedidos a outros países da OMC”.

    O governo brasileiro apresentou seus argumentos como um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC. O documento expõe o cenário, inclusive com as alegações dos EUA de serem tratados de forma discriminatória pelo Brasil.

    O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.

    De acordo com o Itamaraty, a iniciativa busca contestar a compatibilidade das medidas tarifárias norte-americanas com as normas multilaterais de comércio.

    Tarifas

    Uma das medidas questionadas na OMC decorre de uma investigação específica sobre o Brasil com a imposição da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. No processo, os Estados Unidos examinaram temas como comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, aplicação da legislação anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

    A segunda medida foi resultado de uma investigação conduzida com 60 economias e estabeleceu tarifa adicional de 12,5% para produtos brasileiros. Nesse caso, o foco da investigação foi a existência e a aplicação de restrições à importação de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Após fala de Lula, governo paraguaio convoca embaixador do Brasil

    Após fala de Lula, governo paraguaio convoca embaixador do Brasil

    O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, informou, nesta quinta-feira (30), que convocou o embaixador do Brasil no país, José Antonio Marcondes, para uma conversa nesta sexta-feira (31). O motivo são as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra do Paraguai, em um evento na semana passada.

    No Paraguai, o conflito é conhecido como Guerra da Tríplice Aliança, por ter colocado Brasil, Argentina e Uruguai de um lado, e Paraguai de outro. 

    Em nota, o ministério afirmou que, além da convocação de Marcondes, os ministros das Relações Exteriores do Paraguai e do Brasil, Mauro Vieira, conversaram sobre o assunto quando estiveram em Lima, no Peru.

    O governo paraguaio também informou que o presidente Santiago Peña e Lula conversaram por telefone sobre o mesmo tema, considerado como “delicado”.

    Declaração

    A fala de Lula ocorreu em Jacareí, São Paulo, durante um evento da empresa Avibras Aeroco. Para ilustrar a importância de investimento em defesa, lembrou da Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870. 

    “A gente tem fronteira com todos os países da América do Sul, menos Chile e Equador. A gente tem a África na nossa frente e tem uns loucos no mundo querendo fazer guerra. E a gente não pode esquecer que, embora a gente só goste de paz, seja de paz, um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. E invadiu Uruguai e Argentina. E aquela guerra que não parecia nada durou cinco anos”, declarou o presidente no evento.

    A Guerra do Paraguai é descrita pelo governo do país vizinho como “um episódio sensível da história nacional”.

    “A dignidade do Paraguai não se negocia. Quero que saibam que, sob a liderança do presidente Santiago Peña, desde o começo temos abordado o tema no mais alto nível. A diplomacia tem seus tempos, suas formas e, acredite, a moderação do presidente da República tem sido fundamental na gestão desses prazos e formas”, disse o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rebén Lezcano.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Sobreviventes de terremoto no Japão enfrentam sede e calor

    Sobreviventes de terremoto no Japão enfrentam sede e calor

    O terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o Sul do Japão derrubou casas e abriu fendas nas ruas da pequena cidade de Yatsushiro, mas crescia a preocupação com ameaças invisíveis decorrentes da falta de água e energia elétrica em meio ao calor intenso do verão local.

    Muitos dos cerca de 58 mil domicílios da cidade portuária ainda estavam sem água encanada ou energia elétrica nesta quinta-feira (30), dois dias após o terremoto ter atingido a província de Kumamoto, matando pelo menos 34 pessoas.

    Akio Matsushita, uma autoridade local que ajuda a coordenar os esforços de socorro, disse não ter ideia se levaria dias, semanas ou meses para reparar as tubulações de água gravemente danificadas.

    “Devido ao calor do verão, a falta de água é especialmente difícil”, disse ele na prefeitura local.

    Com os banheiros da prefeitura fora de serviço, as autoridades instalaram banheiros de emergência sobre bueiros de esgoto do lado de fora do prédio, sob temperaturas de cerca de 35 graus Celsius (°C) e umidade sufocante.

    “Será necessário um trabalho meticuloso, e não há, no momento, um cronograma definido”, acrescentou Matsushita.

    Um representante da Kyushu Electric Power disse que a concessionária tem como meta restaurar a energia até a noite de sexta-feira (31).

    O governo da província de Kumamoto informou que a maioria dos mortos pelo terremoto estava na fábrica de papel da Nippon Paper Industries, que sofreu graves danos estruturais, e no shopping center da Aeon, onde ocorreu uma possível explosão de gás.

    Outras nove mortes na região estavam sendo investigadas para determinar se estavam relacionadas ao terremoto, informou o governo.

    Uma das vítimas do terremoto foi um operário vietnamita recém-casado, que deixou sua esposa e um bebê de sete meses, segundo o site de notícias vietnamita Kenh14.

    Em entrevista ao site de notícias, Vu Thi Thuy relembrou sua última conversa com o marido na noite anterior ao tremor.

    “Sempre que fazíamos uma videochamada, meu filho nunca queria olhar para o pai, mas naquela noite, por algum motivo, ele ficou grudado na tela, querendo estar com o pai”, disse ela.

    “Já passava das 23h quando finalmente disse a ele: ‘Vamos desligar para que o papai possa dormir um pouco. Ele tem que trabalhar amanhã’. Nunca imaginei que aquela seria nossa última ligação.”

    *Reportagem adicional de Mariko Katsumura e Kantaro Komiya, em Tóquio


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • UNAIDS: Resposta global ao HIV perde força enquanto aumenta o risco de agravamento da epidemia

    UNAIDS: Resposta global ao HIV perde força enquanto aumenta o risco de agravamento da epidemia

    Relatório especial divulgado pelo UNAIDS na 26ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2026), realizada entre os dias 27 e 31 de julho na cidade do Rio de Janeiro (RJ), mostra que a redução do financiamento internacional e os cortes nos serviços comunitários e de prevenção ao HIV provavelmente levarão a um ressurgimento da epidemia.

    Embora as novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à AIDS estejam nos níveis mais baixos dos últimos 30 anos, a resposta atual ao HIV está fragilizada. Os esforços para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 estão em risco, a menos que a solidariedade global seja restaurada e as desigualdades sejam abordadas.

    Em 2025, globalmente, houve 1,2 milhão de novas infecções por HIV, mas o progresso é desigual. As novas infecções por HIV aumentaram em três regiões e em 21 países em 2025. 

    As metas 95-95-95 incluem 95% de todas as pessoas vivendo com HIV conhecem seu status sorológico; 95% de todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm acesso à terapia antirretroviral; e 95% de todas as pessoas em terapia antirretroviral apresentam supressão viral.
    Legenda: As metas 95-95-95 incluem 95% de todas as pessoas vivendo com HIV conhecem seu status sorológico; 95% de todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm acesso à terapia antirretroviral; e 95% de todas as pessoas em terapia antirretroviral apresentam supressão viral.
    Foto: © UNAIDS.

    Cerca de 22% das 41 milhões de pessoas vivendo com HIV não estavam em tratamento, e quase metade de todas as crianças vivendo com HIV não teve acesso à terapia antirretroviral em 2025. Cerca de 570 mil pessoas morreram por doenças relacionadas à AIDS em 2025.

    Sete países* alcançaram uma redução de quase 80% nas novas infecções desde 2010, e 11 países atingiram as metas de tratamento 95-95-95**, demonstrando que o progresso é possível.

    A ciência e a inovação oferecem uma grande oportunidade. O mundo se aproxima de uma revolução na prevenção do HIV, com medicamentos para a prevenção que oferecem um nível de proteção contra o HIV semelhante ao de uma vacina. Medicamentos injetáveis mensais e semestrais estão chegando ainda de forma lenta ao mercado, e comprimidos de uso mensal encontram-se em estágios avançados de testes. O que já está disponível e o que está em desenvolvimento são avanços extraordinários; no entanto, a escala e o acesso equitativo continuam sendo o maior desafio.

    “Os avanços científicos estão nos dando ferramentas com as quais as gerações anteriores só podiam sonhar”, afirmou a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima. 

    “No entanto, inovação sem acesso não é inovação, é injustiça. O verdadeiro teste do sucesso não é se os medicamentos existem, mas se as pessoas que precisam deles conseguem obtê-los, e a um preço acessível.”

    A diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, participa da 26ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2026). De 26 a 31 de julho, o Rio de Janeiro recebe pesquisadores, especialistas, sociedade civil e lideranças da resposta à AIDS para a Conferência AIDS 2026, que acontece pela primeira vez na América Latina.
    Legenda: A diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, participa da 26ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2026). De 26 a 31 de julho, o Rio de Janeiro recebe pesquisadores, especialistas, sociedade civil e lideranças da resposta à AIDS para a Conferência AIDS 2026, que acontece pela primeira vez na América Latina.
    Foto: © UNAIDS.

    O Brasil aumentou em 41% o número de pessoas que acessaram medicamentos de prevenção ao HIV pelo menos uma vez no último ano. Etiópia e Uganda também adotaram medidas para ampliar o acesso por meio de financiamento doméstico e de outras fontes, enquanto a África do Sul continua negociando preços para as injeções preventivas semestrais de lenacapavir.

    No entanto, apesar de ter participado dos ensaios clínicos do lenacapavir, o Brasil não recebeu uma licença voluntária da fabricante Gilead que permita preços mais acessíveis ou a introdução de versões genéricas, e está considerando o uso de licenciamento compulsório.

    A UNITAID, o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária e demais parcerias reuniram recursos para iniciar a implementação do lenacapavir com o objetivo de alcançar 3 milhões de pessoas até 2028, o que é uma notícia bem-vinda. Entretanto, isso representa apenas uma pequena fração da necessidade existente, alcançando atualmente apenas algumas milhares de pessoas. O UNAIDS estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à prevenção baseada em antirretrovirais para gerar um impacto real na redução das novas infecções por HIV.A Assistência Oficial ao Desenvolvimento (ODA) entrou em colapso. Os recursos financeiros dos países industrializados para o desenvolvimento internacional caiu 23% em 2025 — a maior queda já registrada — e uma grande parte dessa redução ocorreu na área da saúde global, afetando fortemente os programas de HIV.

    Países africanos de baixa renda, com altas dívidas e com elevada incidência da epidemia dependiam de ajuda externa para uma resposta eficaz à AIDS em seus países. Muitos desses países dependiam de financiamento externo para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.

    “A era de depender da ajuda internacional acabou”, declarou a diretora executiva Winnie Byanyima. 

    “Os países não podem esperar e não podem retroceder. O mundo deve corrigir urgentemente o sistema financeiro que já não é mais funcional e acelerar a reestruturação da dívida para que os governos possam investir no que mais importa: a saúde, a educação e o futuro de suas populações.”

    O financiamento internacional para o HIV proveniente de diversos países caiu mais de US$ 1,5 bilhão, passando de US$ 8,8 bilhões em 2024 para US$ 7,3 bilhões em 2025, uma redução de 18% e o menor nível registrado em quase duas décadas.

    Na AIDS 2026, o UNAIDS lançará o relatório global “Unidas e unidos para acabar com a AIDS”, que apresentará dados atualizados dos países, o progresso das metas globais e os impactos dos cortes no financiamento da resposta à AIDS.

    Legenda: Na Conferência Internacional AIDS 2026, o UNAIDS lançou o relatório global “Unidas e unidos para acabar com a AIDS”, que apresenta dados atualizados dos países, o progresso das metas globais e os impactos dos cortes no financiamento da resposta à AIDS.
    Foto: © UNAIDS.

    Os serviços de prevenção ao HIV eram amplamente financiados por recursos internacionais. Na África Subsaariana, por exemplo, 80% do financiamento para prevenção veio de financiamento internacional. Organizações lideradas pela comunidade receberam até 25% da assistência internacional para HIV em 2024. Pesquisas mostram que, em alguns países, essas organizações alcançaram 22% das pessoas vivendo com HIV e até 60% das populações marginalizadas com serviços essenciais para manutenção de prevenção e tratamento.

    Na ausência do apoio de países e organismos doadores e sem investimentos domésticos mais robustos, os serviços de prevenção e a prestação de serviços de HIV liderados pela comunidade correm risco de colapso total. O financiamento para preservativos foi reduzido em mais de 90% em alguns países. Um estudo realizado em 2026, abrangendo 47 países, identificou reduções acentuadas nos serviços comunitários:

    • 50% nos serviços comunitários de apoio à prevenção baseada em medicamentos e ao cuidado do HIV;
    • 85% nos serviços destinados a homens gays e outros homens que fazem sexo com homens;
    • 82% nos serviços para profissionais do sexo;
    • 72% nos serviços voltados a sobreviventes de violência baseada em gênero.

    Os direitos humanos estão sob ataque e observa-se um retrocesso em direitos, incluindo os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres, meninas e populações marginalizadas. Pela primeira vez desde que o UNAIDS começou a monitorar essas tendências, a criminalização das populações marginalizadas aumentou.

    Em 2025, Burkina Faso e Níger passaram a criminalizar relações sexuais consensuais entre pessoas do mesmo sexo, e o Senegal aumentou as penalidades para essas relações em 2026.

    Também em 2026:

    • 168 países criminalizavam o trabalho sexual;
    • 152 países criminalizavam a posse de pequenas quantidades de drogas;
    • 66 países criminalizavam relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo;
    • 14 países criminalizavam pessoas trans.

    “Não é possível acabar com a AIDS enquanto se criminalizam as pessoas que vivem com HIV e aquelas mais vulneráveis à infecção”, afirmou Winnie Byanyima. 

    “Quando as pessoas têm medo de prisão, violência ou discriminação, elas se afastam dos serviços de HIV. Os direitos humanos não são algo separado da resposta ao HIV; eles são essenciais para o seu sucesso.”

    Apesar dos retrocessos em direitos humanos, em junho de 2026, 149 Estados-membros adotaram uma Declaração Política sobre HIV e AIDS progressista, alinhada à Estratégia Global para a AIDS do UNAIDS 2026-2031 e às metas para 2030.

    As novas metas para 2030 incluem:

    • 40 milhões de pessoas em tratamento;
    • 20 milhões de pessoas com acesso à prevenção baseada em antirretrovirais;
    • Menos de 10% das pessoas vivendo com HIV ou em risco de infecção sofrendo estigma e discriminação;
    • Menos de 10% das mulheres e meninas e das pessoas vivendo com HIV ou em risco enfrentando desigualdade de gênero e violência;
    • Menos de 10% dos países mantendo ambientes legais e políticos punitivos que neguem ou limitem o acesso aos serviços de HIV.

    Se totalmente alcançados, esses compromissos evitarão 3,2 milhões adicionais de novas infecções por HIV e 1,3 milhão de mortes relacionadas à AIDS até 2030.

    “Apesar dos enormes desafios, acabar com a AIDS ainda está ao nosso alcance”, disse Winnie Byanyima no Rio de Janeiro. 

    “Na AIDS 2026, o UNAIDS conclama todas as parcerias e governos a se remobilizarem e avançarem para alcançar as metas ambiciosas estabelecidas na Declaração Política. Isso exigirá solidariedade renovada, financiamento sustentável e compromisso inabalável com os direitos humanos. A escolha diante de nós é nítida: recuar e arriscar um ressurgimento da epidemia, ou repensar, reconstruir e avançar para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030.”

    Para saber mais, siga @unaidsbrasil e acesse a página do UNAIDS Brasil! 

    Notas:

    *Benin, Essuatíni, Quênia, Lesoto, Nepal, Ruanda e Zimbábue são os países que alcançaram quase 80% de redução nas novas infecções desde 2010.

    **Metas 95-95-95: 

    • 95% de todas as pessoas vivendo com HIV conhecem seu status sorológico;
    • 95% de todas as pessoas diagnosticadas com HIV têm acesso à terapia antirretroviral;
    • 95% de todas as pessoas em terapia antirretroviral apresentam supressão viral.

    Contato para imprensa internacional: 

    Contato para imprensa brasileira: 

    Fonte: brasil.un.org