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  • Rádio Animada celebra Amazônia e estreia produção da parceira Unesp FM

    Rádio Animada celebra Amazônia e estreia produção da parceira Unesp FM

    Atração vai ao ar de 8h às 10h de domingo na Rádio MEC e Rádio UFRJ

    O próximo episódio da Rádio Animada, faixa infantojuvenil da Rádio MEC AM Rio 800 kHz, celebra a Amazônia neste domingo (6), das 8h às 9h. A edição, voltada para crianças de todas as idades, reúne músicas, histórias, dicas culturais e quadros especiais sobre a maior floresta tropical do mundo.

    Das 9h às 10h, o programa marca a estreia da Unespinha na emissora pública, uma produção da Rádio Unesp FM, da Universidade Estadual Paulista. Os ouvintes também podem ouvir a transmissão pela Rádio UFRJ, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    Durante a primeira hora, o público acompanha um episódio do Maritaca sobre os rios, trilhas de filmes sobre a floresta no quadro Música Brasileira para a Infância e uma homenagem ao poeta Thiago de Mello no quadro Biblioteca Rádio Animada.

    O programa também ainda dicas culturais, com destaque para o livro A camaleoa Luni, escrito por Lhays Macedo; e o espetáculo Festa no Arraial, O Musical.

    Unespinha

    A novidade deste mês é estreia da Rádio Animada em Rede, faixa que passa a ocupar a segunda hora da atração, das 9h às 10h. No espaço, a Rádio MEC e a Rádio UFRJ apresentam episódios inéditos do Unespinha, produção infantojuvenil da Rádio Unesp FM, da Universidade Estadual Paulista.

    O Unespinha foi selecionado em Edital de Chamada Pública, lançado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em março de 2026 com o objetivo de ampliar a diversidade da programação das emissoras públicas, fortalecer a integração entre as rádios parceiras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e incentivar a produção regional de conteúdos de interesse público. 

    Com formato didático-pedagógico e jornalístico para o público infantil, o Unespinha divulga conhecimento e ciência, dicas de livros, entrevistas, curiosidades, contos e música. O Unespinha é produzido e apresentado pela jornalista Cilene Barros. 

    Sobre a Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como A Rádio de Música Clássica do Brasil, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.  

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.  

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.  

    Serviço

    Rádio Animada – domingo (6) – Rádio MEC AM 800khz e Rádio UFRJ

    8h às 9h – Episódio especial do Maritaca sobre a Floresta Amazônica

    9h às 10h – Estreia do Unespinha, produção da Unesp FM

    Rádio MEC na internet e nas redes sociais

    Site: https://radios.ebc.com.br  
    Instagram: https://www.instagram.com/radiomec  
    Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec  
    YouTube: https://www.youtube.com/radiomec  
    Facebook: https://www.facebook.com/radiomec  
    X: https://x.com/radiomec** ** 

    WhatsApp: (21) 99710-0537  

    Como sintonizar a Rádio MEC 

    Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz 

    Belo Horizonte: FM 87,1 MHz 

    Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz 

    Fortaleza (Rádio Educativa): 86,7 MHz  

    Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3 

    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Veja alterações no trânsito de Brasília para desfile do 7 de Setembro

    Veja alterações no trânsito de Brasília para desfile do 7 de Setembro

    Esplanada tem vias fechadas já neste sábado

    Em razão do Desfile Cívico de 7 de Setembro, na próxima segunda-feira (7), em Brasília, o trânsito na capital federal já passa por alterações.

    Neste sábado (5), na Esplanada dos Ministérios, a partir das 16h, a ligação das vias S1/N1, próximo ao Museu da República, será fechada para demarcação dos locais destinados aos ambulantes. A partir das 23h, serão instaladas barreiras de concreto para fechamento das vias e demais sinalizações de desvios.

    Nessa sexta-feira (4), dois painéis de mensagens foram instalados no Eixo Monumental, perto da Torre de TV, para orientar os condutores sobre a suspensão do tráfego no fim de semana. Outro aviso foi colocado próximo à Rodoviária do Plano Piloto para informar que, neste domingo, o acesso será liberado apenas para ônibus.

    No domingo (6), o tráfego de veículos na Esplanada dos Ministérios será bloqueado a partir das 16h. A circulação de veículos nas vias S2, S3 será controlada, até o término do desfile e a total evacuação do local.

    Pedestres

    Durante toda a segunda-feira, agentes de trânsito vão auxiliar nas travessias de pedestres que vão participar do desfile. O acesso de veículos e pedestres não autorizados à área do desfile pela via S2 será impedido, assim como o estacionamento em locais proibidos ou que prejudiquem a fluidez nas vias.

    De acordo com o governo do Distrito Federal, haverá patrulhamento nas vias S2, S3 e proximidades, com guincho e empilhadeira na chamada Cidade da Segurança, montada no Complexo do República e em outros pontos estratégicos da Esplanada, com equipe pronta a atender à necessidade de remoção de veículos.

    Brasília Air Show

    Ainda no domingo, das 9h às 17h, a Força Aérea Brasileira (FAB) promoverá o evento Brasília Air Show, na Base Aérea de Brasília. A expectativa é que 80 mil pessoas passem pelo local. Haverá demonstrações aéreas, exposição de aeronaves e atrações interativas, com foco em tecnologia e inovação. A finalidade é aproximar o o público do universo da aviação civil e militar.
     

    Com isso, a rotatória na quadra 14, conjunto 1, do Park Way, no sentido marginal da Estrada Parque Aeroporto, DF-047, será fechada. Também será fechada a alça de ligação da DF-025, que dá acesso à marginal da Estrada Parque Aeroporto.

    O local será sinalizado com cones, destinando duas faixas para o acesso à Base Aérea e duas para seguir em direção ao aeroporto.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Rock in Rio mantém foco em defesa de projetos socioambientais

    Rock in Rio mantém foco em defesa de projetos socioambientais

    São R$ 118 milhões investidos e mais de 200 instituições apoiadas

    Além de entreter o público com shows nacionais e internacionais, o Rock in Rio, ao longo dos 41 anos de exibição, vem reforçando o foco em causas sociais e ambientais. Esse propósito avançou principalmente a partir de 2001, quando foi criado o projeto Por Um Mundo Melhor.

    A edição 2026 começou nessa sexta-feira (4), na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da cidade. Entre as atrações estão Elton John, Gilberto Gil, Foo Fighters, Ivete Sangalo, DJ Alok, Maroon 5, Black Eyed Peas, Nelly e Barão Vermelho. 

    De acordo com a organização do festival, a atuação do Rock in Rio em projetos socioambientais soma R$ 118 milhões investidos, mais de 200 instituições apoiadas e mais de 1 milhão de pessoas beneficiadas diretamente.

    Na área social, o projeto de combate à fome Ação da Cidadania mantém parceria com o evento musical há 25 anos. O público poderá conhecer mais detalhes ao visitar a área exclusiva construída no Rock in Rio.


    Presidente da Rock World, Roberto Medina; presidente do Conselho da Ação da Cidadania, Daniel de Souza; e a diretora de Marketing do Rock in Rio e The Town, Ana Deccache no anúncio da campanha Rock in Rio e Ação da Cidadania contra a Fome. Foto:  Cristina Indio do Brasil

    Os presidente da Rock World, Roberto Medina, e o do Conselho da Ação da Cidadania, Daniel de Souza, no Pratômetro montado na Cidade do Rock – Cristina Indio do Brasil

    “Lá, você vai poder conhecer de perto o nosso trabalho e a nossa história, que começou com Betinho há mais de 33 anos, fazer sua doação e se juntar à Ação da Cidadania no combate à fome”, informou em seu perfil no Instagram.

    A parceria nesta edição tem a meta de alcançar 2 milhões de pratos de comida. No gramado da Cidade do Rock, foi instalado o Pratômetro – painel que vai mostrar, em tempo real, a quanto caminham as doações até o último dia de shows.

    “Nesta edição avançamos mais uma vez com a parceria com a Ação da Cidadania. A gente tem trabalhado as áreas social e ambiental em três escalas, aquilo que é o curto, médio e longo prazos”, explicou Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, empresa produtora do festival.

    De acordo com ela, no curto prazo o foco é o combate à fome, em parceria com a Ação da Cidadania. Nas atuações de médio prazo, a vice-presidente destacou a parceria histórica com a organização Gerando Falcões, que desenvolve o projeto Favela 3D.

    “É uma transformação lindíssima em favelas de pequena escala para melhorar a vida e trazer dignidade, cortar ali o nível mais brabo de pobreza e para que as pessoas possam voar e fazer as suas jornadas.”
     


    Rio de Janeiro (RJ), 02/09/2026 – Rock in Rio apresenta estrutura em evento teste na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Atuação do Rock in Rio em projetos socioambientais soma R$ 118 milhões investidos. Tomaz Silva/Agência Brasil

    No longo prazo, estão projetos na área ambiental. A preocupação com as mudanças climáticas, levou o Rock in Rio a desenvolver ações que são acompanhadas até no exterior, como a Amazônia Live para a conscientização ecológica e preservação da Floresta Amazônica já realizada por duas vezes.

    “Conversamos para fora e para dentro. Para fora as iniciativas sociais, para dentro os compromissos de como gerir resíduo, como tratar da água e do consumo de energia. A gente vem buscando sempre formas de evoluir e minimizando impacto ambiental ampliando o impacto social e econômico.”

    Acessibilidade

    Nesta edição terá também o espaço destinado às pessoas com deficiência. Tudo feito para a acessibilidade e inclusão. “Cada edição tem mais cadeirantes, mais pessoas com problema de visão ou de audição. Tem a sala de sensibilização sensorial para acolher os neurodivergentes. Isso faz com que a diversidade interna vá crescendo cada vez mais e essa é a nossa intenção”, ressaltou Roberta Medina.

    Combate à violência

    A busca por uma Cidade do Rock mais diversa, segura e acolhedora ganhou nesta edição lugar de conscientização, prevenção e combate à violência. O Espaço Plural destaca o enfrentamento à violência de gênero, por meio de conteúdos imersivos. Em outro ponto, o Espaço Delas será um local de conexão entre mulheres.

    “Com essas iniciativas, o Rock in Rio amplia sua atuação para além dos palcos e reforça uma mensagem que acompanha a experiência do festival: respeito, cuidado e pertencimento também fazem parte do show”, acrescentou a vice-presidente.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mulheres indígenas reivindicam protagonismo como guardiãs da Amazônia

    Mulheres indígenas reivindicam protagonismo como guardiãs da Amazônia

    “Populações são essenciais para a preservação do território”, afirmam

    “Mulheres em resistência, em defesa dos nossos corpos e dos nossos territórios. Que não sejam tocados, não sejam violados, não sejam mortos! A força da terra está dentro de nós.”

    Com o manifesto, treze mulheres indígenas de diferentes povos da Amazônia encerraram a última edição do TEDxAmazônia, realizado pela primeira vez fora do Brasil, nas cidades de Banos e Puyos, no Equador. À frente do grupo, a anciã sábia do povo Shuar Catalina Chumpi, pediu às águas das cachoeiras que dêem poder às suas “netas” para defender seus territórios. 


    Brasília (DF), 04/09/2026 - TEDxAmazonia
Foto: Diego Aguilar/Divulgação

    TEDxAmazonia reúne líderes indígenas: populações que vivem na Amazônia são essenciais para preservação do território, e devem ser protegidas. Foto: Diego Aguilar/Divulgação

    O manifesto das mulheres e o pedido de Catalina reverberam a mensagem de abertura do encontro, realizado entre os dias 27 e 30 de agosto. O líder indígena do povo Shuar, Domingos Peas, pediu um minuto de silêncio por todas as defesoras e defensores da natureza assassinados em represália por seu trabalho. 

    De acordo com o último relatório divulgado pela organização Global Witness, os povos da Amazonia se encontram em uma intersecção letal: a América Latina é o continente onde mais se matam defensores ambientais, e os líderes indígenas são os mais vitimados. 

    O oposto desse cenário trágico é um apontamento para o futuro: as populações que vivem na Amazônia são essenciais para a preservação do território, e devem ser protegidas e ter o seu protagonismo garantido, defenderam diversas palestrantes do TEDXAmazonia. 

    De acordo com a líder do povo Kichwa, Patricia Gualinga, isso passa pela incorporação legal da cosmovisão indígena sobre a natureza como um sujeito em si mesmo, e não uma fonte passiva de recursos para os humanos. A “selva viva”, em suas palavras, “com memória, com alma, com direitos, um sujeito próprio”.  

    “Para nós, a natureza sempre teve direitos. Por isso, os lugares mais bem cuidados estão nos territórios indígenas, porque nós entendemos que não somos os únicos habitantes do planeta”, declarou a integrante do Fórum Permanente das Nações Unidas para Questões Indígenas durante sua apresentação no evento.

    “Quando eu era criança aprendi que a floresta respirava e agora que sou adulta sigo acreditando que a floresta respira. É uma proposta ao mundo de reconhecer o território como um ser vivo. Aprender uma língua que nossos povos falam há milhares de anos”, complementou a juiza do Tribunal Internacional dos Direitos da Natureza. 

    Ela destacou que, em 2008, o Equador deu um passo histórico nesse sentido, e se tornou o primeiro país do mundo a definir em sua Constituição que a natureza tem direitos equivalentes às pessoas, “uma mudança paradigmática”. Uma aplicação desse entendimento, em 2024, proibiu a mineração na Floresta Los Cedros, porque a atividade violaria os direitos da natureza do local. 

    Decisões pontuais semelhantes ocorreram em outros países, como o reconhecimento dos direitos do Rio Atrato, na Colômbia, e do Rio Maranhão, no Peru. De acordo com Patrícia, é preciso avançar para o reconhecimento de territórios inteiros e não somente de pontos específicos, como rios e florestas. 

    Mas o maior desafio é a aplicação desses direitos, após a obtenção da garantia legal. “Uma constituição não vai regenerar por si mesma uma floresta, uma sentença não vai sanear um rio. Nós precisamos de políticas públicas, de transformações profundas na economia global, de instituições firmes”, defendeu Patricia Gualinga. 


    Brasília (DF), 04/09/2026 - Diana Chavez na TEDxAmazonia
Foto: Diego Aguilar/Divulgação

    Diana Chavez diz que mudanças concretas dependem da participação efetiva dos povos indígenas na governança de fundos. Foto: Diego Aguilar/Divulgação

    A diretora de Comunas, Povos e Nacionalidades do Fundo do Biocorredor Amazônico, Diana Chavez, reivindicou também recursos e poder de decisão sobre eles. Para ela, mudanças concretas dependem da participação efetiva dos povos indígenas na governança de fundos e outras fontes financeiras de ações para a conservação da floresta. 

    “No Equador há um fundo abastecido por recursos da mineração e do petróleo. Ele existe há seis anos sem que os povos indígenas consigam acesso a ele de maneira direta. Por quê? Burocracia, requisitos excessivos, mudanças na adiministração e nas normativas. Porque esse fundo foi desenhado para os povos indígenas e não com eles. E a diferença entre o “para” e o “com” não é apenas semântica”, exemplificou. 

    Diana enfatizou que menos de 1% do financiamento global para ações de controle do clima chegam diretamente aos povos indígenas. Por isso defendeu também que esses fundos construam mecanismos de acesso direto e facilitado aos recursos, em conjunto com a comunidade. 

    “Quando falamos da participação indígena no financiamento climático, normalmente se fala de consulta, de reunião. Mas isso não é suficiente. A consulta te coloca na sala de espera, a governança te coloca na mesa de decisão”, destacou. 

    A líder do povo Kichwa de Pastaza também argumentou que, mesmo sem recursos, os povos indígenas vêm protegendo a Amazônia, com seus corpos e suas vidas. “Graças à filosofia de vida dos povos indígenas a Amazonia segue quase intacta. As comunidades amazônicas não são beneficiárias passivas da conservação e sim suas arquitetas”.

    Ela lembra que a conservação da floresta não é inimiga do desenvolvimento sustentável das comunidades, porque a convivência igualitária com a natureza está na raiz do modo de viver indígena. Um exemplo disso foi oferecido pela administradora Esthela Noteno, de origem Kichwa.

    Esthela contou que cresceu em uma comunidade abundante no distrito de Sucumbíos, e viu essa riqueza se tornar escassa por causa da contaminação ambiental, causada principalmente pela atividade petroleira. Em situação de pobreza, e sem acesso a serviços básicos, muitos moradores aceitaram uma proposta de empresas agrícolas e arrendaram suas terras para a produção monocultora de taro, um tubérculo estrangeiro da família do inhame. 

    “Não continuaram arrendando porque odeiam seu território, e sim porque não tinham outra oportunidade de gerar renda para alimentar seus filhos”, ressalva a administradora. 

    Essa “armadilha”, como define Esthela, golpeou mais uma vez a biodiversidade do território. Mas em meio a pandemia de covid-19, ela sonhou com uma solução. “Isolados em casa, meu pai cozinhava a guayusa enquanto nos explicava seu valor, suas propriedades antioxidantes, reequilibrantes.”


    Brasília (DF), 04/09/2026 - Estehela Noteno na TEDxAmazonia
Foto: Diego Aguilar/Divulgação

    Esthela destaca o cultivo da guayusa, planta nativa da Amazônia  Foto: Diego Aguilar/Divulgação

    A guayusa é uma planta nativa da Amazônia, consumida sob a forma de chá em diversas regiões do Equador. A família de Esthela promovia “guayusadas”, durante as quais os idosos compartilhavam seus ensinamentos e sonhos, e falavam sobre sua conexão com a terra, enquanto consumiam o chá. 

    Assim nasceu uma agroindustria comunitária, produtora de extrato de guayusa, onde hoje trabalham 12 famílias. “Quando começamos, nós produzíamos 150 garrafas. Atualmente produzimos de 3 a 5 mil garrafas por mês. O caminho foi difícil, inclusive para obter apoio público para entender as normas sanitárias, registrar os produtos…”, ela conta. 

    As folhas são adquiridas de outras mulheres indígenas, que produzem a guayusa em sistemas agroflorestais, em meio a mais de 150 espécies nativas. “A guayusa representa o espírito da mulher, por isso respeitamos a sabedoria delas delas. Tendo um mercado justo para a guayusa, elas têm um incentivo real para manter a floresta em pé”, ressaltou Esthela Noteno. 

    TedxAmazonia 

    A primeira edição do TedxAmazonia fora do Brasil desembarcou nas cidades de Banos e Puyo, porque ficam na área de transição entre os Andes e a Amazônia, sendo consideradas a “porta de entrada” para a floresta. 

    A coorganizadora do TEDxAmazonia Verônica Reed lembrou que 40% do território amazônico está em oito países fora do Brasil. 

    “Os povos originários dos Andes e da Amazônia habitaram aqui muito antes dos países serem divididos politicamente. A Amazônia começa nos glaciares andinos, que dão origem aos rios”. 

    O evento foi realizado entre os dias 27 e 31 de agosto, reunindo 30 palestrantes indígenas e não-indígenas, que realizam trabalhos de conservação ou pesquisa sobre a Amazônia. 

    O organizador do evento, Rodrigo Cunha, diz que a mensagem principal é de alerta: “Existe uma urgência muito real. Estamos em um ponto de não retorno. Estamos emitindo mais carbono que podemos absorver. Os indígenas enfrentam violência sem procedentes. Já estamos no limite”.

    O revezamento entre países deve ser mantido para as próximas edições. Em junho do ano que vem, o evento será realizado em Belém (PA), e em 2028 a expectativa é de que volte ao Equador.

    *A repórter acompanhou o evento a convite da organização do TEDXAmazonia. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Justiça Eleitoral garante transporte e urnas adaptadas para PCD

    Justiça Eleitoral garante transporte e urnas adaptadas para PCD

    Eleitores precisam fazer pedido até 14 de setembro para 1º turno

    Diante do crescimento expressivo do número de eleitores com algum tipo de deficiência física ou dificuldade motora, a Justiça Eleitoral estruturou uma série de iniciativas que permitem a esses cidadãos e cidadãs exercer o direito ao voto com autonomia e dignidade.

    Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que o eleitorado com alguma deficiência aumentou quase 14 vezes (ou 1.290%) em 16 anos, saltando de 141.690, em 2010, para os atuais 1.970.165. Sobre as candidaturas, a base de dados do tribunal só informa a evolução dos últimos quatro anos, período no qual o pedido de registros passou de 489 para 524.

    Transporte

    Com o Programa Seu Voto Importa, instituído em fevereiro de 2026, pela Resolução 23.753, a Justiça Eleitoral se compromete a viabilizar, no dia da eleição, mediante pedido prévio, transporte especial gratuito para eleitores que enfrentam dificuldades para chegar aos locais de votação devido a algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida.

    O transporte será viabilizado pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) em suas respectivas unidades federativas, por meio de acordos de cooperação técnica. Para o primeiro turno, em 4 de outubro, os interessados têm até o dia 14 de setembro para formalizar o pedido presencialmente, em um cartório eleitoral, ou por meio dos canais de atendimento informados no site do TRE responsável pelo local de votação.

    A solicitação pode ser entregue pelo próprio eleitor ou eleitora, ou por seu procurador legal, curador ou apoiador. Também será necessária autodeclaração ou documentação que comprove a deficiência ou a dificuldade de locomoção.

    O TRE de São Paulo, por exemplo, informou, nesta sexta-feira (4) que o serviço será disponibilizado em mais de 300 cidades do estado, contemplando pessoas com deficiência e que apresentarem dificuldade para se movimentar, incluindo idosos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e pessoas obesas.

    Urnas

    As urnas eletrônicas também contarão com novidades que visam facilitar o ato de votar para milhares de pessoas. De acordo com o TSE, uma nova fonte tipográfica – Atkinson Hyperlegible, desenvolvida pelo Braille Institute –, mais legível, facilitará a leitura para pessoas com deficiência visual.

    Além disso, uma barra de progresso fixa na parte superior da tela orientará o eleitor durante todas as etapas da votação, tornando o processo mais intuitivo.

    Recursos de acessibilidade que já vinham sendo empregados também foram ampliados. Caso dos intérpretes de Libras, que além de informar o cargo em votação, passam a indicar situações como voto em branco, voto nulo e voto de legenda.

    “Assegurar condições para que todas as pessoas possam exercer em igualdade de condições seus direitos políticos de forma plena está no centro da missão da Justiça Eleitoral”, comentou o Diretor de Assuntos Estratégicos do TSE, o defensor público do Rio de Janeiro William Akerman, durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado, nessa quinta-feira (3).

    “Quando falamos sobre acessibilidade eleitoral não estamos falando apenas de permitir que uma pessoa chegue à sessão eleitoral”, prosseguiu Akerman, destacando que, em muitos casos, um mero degrau pode representar uma barreira ao pleno exercício da cidadania.

    Ainda segundo o defensor público, as iniciativas de acessibilidade incluem a ampliação dos intérpretes de Libras empregados para sinalizar votos em branco e nulos; o livre ingresso e a permanência de cães-guia nos locais de votação e o treinamento dos mesários, com foco em assegurar atendimento preferencial a grupos específicos, como as pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Eleições 2026: candidaturas de autistas aumentam mais de cinco vezes

    Eleições 2026: candidaturas de autistas aumentam mais de cinco vezes

    Número de candidatos saltou de 13 para 70 entre 2022 e 2026

    As candidaturas de pessoas que se declaram autistas cresceu mais de cinco vezes entre as eleições gerais de 2022 e as de 2026, saltando de 13 para 70 os pedidos de registro.

    Trinta e nove desses candidatos concorrem a uma vaga como deputado estadual. Outros 22 almejam ser eleitos deputado federal. Há também cinco candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal; três a vice-governador e um primeiro suplente.

    Os números são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e vão na contramão das candidaturas gerais, que diminuíram de 29.262, em 2022, para 20.829, este ano – dado que ainda pode variar, conforme o TSE atualiza sua base de dados.

    Segundo o Ministério da Saúde, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do desenvolvimento do cérebro que pode afetar a comunicação, as interações sociais e os comportamentos, manifestando-se de formas diferentes em cada pessoa, de quadros leves até casos que exigem maior apoio.

    O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria (APA), classifica o TEA em diferentes níveis de suporte, conforme o grau de autonomia de cada pessoa. Em geral, uma pessoa com autismo de nível 1 de suporte que recebe ajuda adequada tem plenas condições de trabalhar, estudar, praticar atividades culturais e físicas, desenvolvendo uma vida independente e exercendo plenamente sua cidadania.

    Deficiências

    No total, 524 candidatos declararam à Justiça Eleitoral que têm algum tipo de deficiência física (208); visual (112); auditiva (59) entre outras (145), incluindo o autismo.

    Em 4 de outubro, data do primeiro turno, eles disputarão a preferência de cerca de 158,74 milhões de eleitores, dos quais aproximadamente 1,97 milhão têm algum tipo de deficiência – um crescimento de 42% em relação aos 1,38 milhão registrados em 2022.

    Mãe de duas filhas autistas e há 30 anos militando a favor da promoção e garantia dos direitos das pessoas com deficiência, a presidenta da Associação Vozes Atípicas (AVA) e terapeuta Simone Alli Chair, considera que o aumento do número de candidaturas é reflexo da crescente visibilidade social que o segmento vem conquistando ano a ano.

    “Graças aos avanços da ciência, hoje são diagnosticados casos que, até há pouco tempo, não eram considerados. Isso não significa que o número de autistas, por exemplo, é maior, mas sim que, antes, os casos eram subnotificados. De qualquer forma, estas pessoas estão chamando cada vez mais atenção”, ponderou Simone

    Consequentemente, acrescenta a ativista, o número de candidaturas também vem aumentando gradualmente para todos os cargos. “Como o tema parece estar em alta, há cada vez mais candidatos e políticos tentando se aproximar do segmento”, acrescentou Simone. Porém, ela alerta que nem sempre este aparente interesse vem acompanhado de compromisso real com a causa.

    “Muitos candidatos não estão interessados em realmente nos ajudar, mas sim em arregimentar eleitores. Quando chega a hora de pedirmos apoio a projetos que beneficiem nossa comunidade, querem condicioná-la à propaganda, nos deixam em segundo plano ou ignoram nossas reais necessidades e sugestões”, disse a presidenta da AVA.

    Para Simone, muitos candidatos pecam pela superficialidade ao priorizar, em suas propostas, a quantidade em detrimento da qualidade. Distorção que, segundo a terapeuta, muitos mantém após serem eleitos.

    “Em geral, os políticos querem apresentar números, quantidade. Só que nós precisamos e queremos qualidade. Se uma criança autista precisa de uma psicóloga, não é qualquer psicóloga. É uma profissional com formação específica para atender esta criança”, frisou Simone.

    “Não adianta prometer, por exemplo, que vai construir CAPS [Centros de Atenção Psicossocial] ou ampliar o número de atendimentos sem levar em conta a especificidade dos casos e a necessidade de profissionais qualificados. Ou, quando eleito, dizer que ajudou a que fossem feitos não sei quantos atendimentos – o que é importante, mas precisa ser contextualizado – sem atentar para o tempo de espera; a qualidade do atendimento; se o tratamento foi continuado ou se há equipes multidisciplinares”, acrescentou.

    Simone ressalta a necessidade de os eleitores analisarem com rigor o histórico e a viabilidade técnica das propostas apresentadas nas urnas.

    Segmentação

    Para o cientista político e sócio-fundador do Instituto Vox Populi João Francisco Meira o crescimento das candidaturas voltadas à neurodiversidade e aos direitos das pessoas com deficiência atende a uma lógica de segmentação e diferenciação, especialmente nas eleições proporcionais, ou seja, o sistema pelo qual são eleitos vereadores e deputados federais, estaduais e distritais.

    “Há, hoje, três grandes categorias ideológicas dentro do eleitorado: do centro para a esquerda; do centro para a direita e, entre estas duas, os nichos dentro dos quais os candidatos proporcionais buscam se diferenciar em meio a centenas, milhares de outros candidatos que oferecem mais ou menos um mesmo cardápio”, explicou Meira.

    Para ele, a segmentação pode ajudar um candidato proporcional a atrair eleitores para além das divisões partidárias tradicionais.

    “Alguém que não comungue com suas ideias em geral pode prestar atenção em uma determinada proposta segmentada. Ou seja, há aí um pouco de economia da atenção, de segmentação de mercado e um aspecto importante de diferenciação da narrativa”, comentou Meira.

    Ele sustenta que é comum que, a cada eleição, novos temas ganhem visibilidade e passem a atrair maior interesse de candidatos e eleitores, impactando as estratégias de campanha.

    “Na medida em que alguns problemas vão sendo resolvidos ou equacionados, novas preocupações – demograficamente menos densas [em contraposição a temas de apelo universal e massivo, como segurança pública e saúde] – passam a receber um olhar diferenciado e entram na agenda política”, concluiu Meira.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Confira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (5 e 6)

    Confira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (5 e 6)

    Candidatos têm compromissos de campanha em diferentes estados

    A agenda dos presidenciáveis neste fim de semana inclui lançamentos de campanha, caminhadas, panfletagens e eventos políticos. Também estão previstas entrevistas, visitas, atos com aliados, encontros com representantes do setor produtivo e participação em eventos de campanha e manifestações políticas.

    Flávio Bolsonaro (PL) 
    Visita o ex-assessor Filipe Martins na cadeia Pública de Ponta Grossa (PR), no sábado. 

    Hertz Dias (PSTU)
    No sábado, participa de panfletagem na Estação da Lapa, em Salvador (BA), e de conversa de apresentação do programa do PSTU no Empório Bourbon Beer. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
    Participa de ato Lula, Alckmin e Haddad em São José do Rio Preto (SP), na manhã de sábado. 

    Renan Santos (Missão)
    No sábado à noite, participa de evento de campanha no Teatro Brasil Tropical, em Fortaleza (CE). No domingo, participa de evento de campanha no Salão Atlantis, em São Luís (MA).  

    Samara Martins (UP)
    Em Santo André (SP), participa da Marcha do Heroísmo Revolucionário, em homenagem aos militantes assassinados e desaparecidos pela ditadura militar, no sábado. 

    Romeu Zema
    9h – Participa de entrevista presencial e gravada para a Record. Em seguida, vai para Uberlândia, onde participa da exposição agropecuária Camaru 2026, às 19h50.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Visita à 49ª edição da Expointer, em Esteio (RS). Durante o evento, visita o  Pavilhão da Agricultura Familiar e a área de máquinas agrícolas e se reúne com a Ocergs e a Farsul. 

    Rui Costa Pimenta (PCO) 
    Em Belo Horizonte (MG), participa de almoço e lançamento de candidaturas. 

    Augusto Cury (Avante)
    No sábado, participa de lançamento de campanha em Araçatuba (SP) e faz caminhada pelo camelódromo e calçadão da cidade. No domingo, participa de adesivaço em Natal (RN).

    Clariana Barão (DC)
    Concede entrevista para o Jornal News SBT, no sábado

    Edmilson Costa (PCB)
    Cumpre agenda da secretaria-geral do PCB em Lisboa. 

    O candidato Wilson Grassi (Democrata) não tem agenda pública de campanha neste fim de semana. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    *Colaborou Paula Laboissière. Texto atualizado às 12h57.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Saúde mental após perda gestacional requer atenção de profissionais

    Saúde mental após perda gestacional requer atenção de profissionais

    Cuidado médico, familiar e dos amigos ajuda a atravessar o luto

    Nascida em uma família grande em Manaus, Kalyane Ribeiro não imaginava que teria dificuldades para engravidar. Mas, aos 32 anos, após um ano e meio de tentativas, ela passou pela perda gestacional precoce, uma interrupção involuntária da gravidez que pode ocorrer até a 20ª semana da gestação.

    “Eu sempre falo para as pessoas que quando a gente passa por uma perda gestacional, mesmo que seja precoce, a gente entra em um buraco. Parece que a gente abre uma porta para um lugar com poucas pessoas dentro, e as pessoas que estão do lado de fora não conseguem saber o que tem lá”, disse. 

    O cuidado e a atenção com a saúde mental após a perda gestacional, como a vivida por Kalyane, são ainda negligenciados, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Neste Setembro Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre a prevenção ao suicídio no Brasil, a associação chama atenção para a questão.

    Muitas vezes, a perda gestacional é negligenciada por familiares, amigos e até mesmo por profissionais de saúde, conta Kalyane.

    “As pessoas do mundo real, aqui fora, elas não querem saber. Você só escuta um ‘você vai ter que tentar de novo, vai dar certo’. Só que não é uma questão de substituir o filho, né? A gente não tá procurando um substituto”, diz.

    Trauma

    A perda gestacional constitui um evento traumático e exige acolhimento e assistência especializada, ressalta o vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério da Febrasgo, o obstetra Romulo Negrini.

    “Independentemente da idade gestacional, a perda pode provocar tristeza profunda, sensação de vazio, culpa, ansiedade, dificuldade para dormir, irritabilidade e perda do interesse pelas atividades do dia a dia. Sofrer intensamente nesse momento é uma reação humana esperada e não significa, por si só, que a mulher tenha desenvolvido uma doença psiquiátrica”, diz Negrini.

    De acordo com o obstetra Eduardo Felix Martins Santana, entre 15% e 20% das gestações não evoluem. O integrante da Comissão da Febrasgo e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do curso de Pós-Graduação do Hospital Israelita Albert Einstein ressalta a necessidade de apoio durante o luto.

    “É um desafio passar por isso e é muito importante que a mulher não passe por isso sozinha”, enfatiza Santana.

    A psiquiatra Andréa Cristina Galastri, professora do Instituto de Educação Médica (Idomed), acrescenta que questões hormonais que fazem parte do processo da perda também impactam a saúde mental. As alterações hormonais duram cerca de 15 dias, de acordo com a médica.

    “Os hormônios aumentam durante a gravidez e no pós-parto da mulher. Os hormônios são para manter a placenta, para manter o feto viável. Então, quando a mulher tem a perda da gestação, os hormônios também caem. Então, junto à queda hormonal, que seria igual a uma TPM [tensão pré-menstrual], só que maior, tem a questão da sensibilidade da perda”, explica.

    Alerta

    Segundo Galastri, o quadro se agrava quando o estado persiste, e a mulher apresenta ansiedade, depressão e chega a achar que não tem mais razão para viver ou se considerar um fracasso. “Aí, o quadro já está bem grave”, afirmou a médica.

    Se ela começa a perder função, para de comer, não consegue mais dormir, o choro não para em nenhum momento do dia e aquilo vai durando mais de 15 dias, mais de um mês, aí já se tem um problema mais grave, passível de tratamento, descreve.

    “O sofrimento é esperado e é natural. Mas a paralisia da vida, não”, afirmou a médica.

    Quando se chega ao ponto de ter um sofrimento que desencadeia uma depressão posterior, ou um luto patológico, a indicação é psicoterapia e medicação, para reajustar a parte bioquímica que o estresse altera.

    Papel dos médicos

    O obstetra Eduardo Felix Martins Santana defende que, para lidar com uma mulher que tenha passado pela experiência de perda gestacional, a primeira regra é aproximá-la do cuidado, envolvendo o cuidado médico, familiar e dos amigos.

    A pessoa vai passar por diferentes estágios de aceitação, negação, raiva, tristeza profunda. “E a verdade é que, para todos eles, a gente precisa de acolhimento”, ressalta.

    Para Santana, é preciso que haja uma proatividade dos médicos, dos órgãos que regulamentam os profissionais médicos e das sociedades médicas. Ele destaca que, na Febrasgo, existe essa comissão que presta assistência ao abortamento, parto e pós-parto.

    “Existe essa preocupação. O problema está em difundir isso para todo o Brasil. É um desafio muito grande”.

    “A gente precisa que os médicos corram atrás também dessa assistência e se preocupem com esse estado. Porque se formos esperar a paciente retornar ao consultório quando já está deprimida, vamos perder muita gente”.

    Rede de apoio

    Hoje aos 34 anos, Kalyane atua na área de marketing em Campinas, no estado de São Paulo, onde vive com o marido. Ela conta que encontrou força, além da ajuda profissional, também nas experiências de outras mulheres.


    04/09/2026 - Rio de Janeiro – Vinda de uma família grande em Manaus, Kalyane Ribeiro não imaginava que teria dificuldades para engravidar. Mas aos 32 anos, após um ano e meio de tentativas, ela passou pela perda gestacional precoce, uma interrupção involuntária da gravidez que pode ocorrer até à décima segunda ou a vigésima semana da gestação. Foto: Kalyane Ribeiro/Arquivo Pessoal

    Kayane Ribeiro criou comunidade na internet para reunir mulheres que viveram essa experiência. Foto: Kalyane Ribeiro/Arquivo Pessoal

    Por não encontrarem espaços de acolhimento onde realmente possam se sentir ouvidas, diversas mulheres procuram comunidades online onde podem conversar, trocar experiências e falar sobre assuntos mais cotidianos. Kalyane é responsável por uma dessas comunidades, que nasceu da sua presença nas redes sociais. 

    “Não é todo mundo que está preparado para ouvir e lidar com esse sentimento. Eu abri essa conta no TikTok e comecei a me conectar com as mulheres que passaram por isso”. 

    “Chegaram mulheres de todas as faixas etárias, desde meninas de 13 anos que passaram por perda gestacional, às vezes, meninas que engravidaram de seus abusadores e mesmo assim queriam continuar com essa gravidez, até mulheres que tiveram uma perna gestacional há mais de 20 anos e nunca tiveram a oportunidade de conversar sobre isso com outras pessoas”. 

    Desses encontros e conversas, surgiu o livro Ainda me Sinto Mãe — mesmo nome da página nas redes sociais —, uma série de textos escritos por Kalyane, que já atuou profissionalmente como pedagoga, acerca das experiências vividas por ela e outras mulheres com a perda gestacional. 

    Onde buscar ajuda

    Pessoas com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida devem buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos, educadores e também em serviços de saúde.

    De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para serviços de saúde.

    Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento: 

    • Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);
    • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;
    • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

    O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

    *Estagiária sob supervisão de Mariana Tokarnia.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • TV Brasil transmite domingo decisão entre Itabirito e Minas Brasília

    TV Brasil transmite domingo decisão entre Itabirito e Minas Brasília

    Jogo do Brasileirão Feminino A2 vale vaga na grande final

    Neste domingo (6), a TV Brasil transmite ao vivo a partida de volta da semifinal do Brasileirão Feminino Série A2 entre Itabirito e Minas Brasília. A decisão, que define uma das finalistas da temporada nacional, vai ao ar a partir das 10h50, direto da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), com bola rolando às 11h. 

    A vaga na grande final segue totalmente aberta após o empate em 1 a 1 no confronto de ida, disputado no último sábado (29) no Estádio Bezerrão, no Gama (DF).

    Com o acesso à elite do Brasileirão Feminino Série A1 de 2027 já garantido por ambas as equipes, o foco total agora é o título da Série A2. Uma vitória simples basta para colocar qualquer um dos lados na final; em caso de nova igualdade no placar, a vaga será decidida nas cobranças de pênalti. Quem avançar enfrentará o vencedor da chave entre Atlético-PI e Vasco. 

    A transmissão integra a estratégia da TV Brasil de ampliar a visibilidade das competições femininas. Além da Série A2, a emissora também exibe jogos das Séries A1 e A3 do Brasileirão Feminino, a grande final da competição sub-17 e exibiu as partidas da Liga de Basquete Feminino (LBF).   

    A equipe de profissionais que comanda as transmissões do Brasileirão Feminino conta com o narrador Thiago Julianelli e um time de mulheres formado pelas comentaristas Brenda Balbi e Rachel Motta e as repórteres Marília Arrigoni e Verônica Dalcanal.          

    As competições ganham ainda mais visibilidade por meio da parceria com os canais que formam a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que podem retransmitir a programação da TV Brasil em seus estados.        

    Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas       

    Aproveite o clima de decisão e ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas. A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026. A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados! Acesse ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro.       

    Ao vivo e on demand       

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize.           

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.        


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br