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  • Da Amazônia ao Chaco, América Latina tem desafios com clima e terra

    Da Amazônia ao Chaco, América Latina tem desafios com clima e terra

    Jovens e indígenas cobram respostas para além da COP da Desertificação

    Na Amazônia peruana, o indígena shipibo-konibo Gilmer Yuimachi alerta que a seca ameaça não apenas alimentos e rios, mas também culturas e conhecimentos ancestrais.

    Em El Salvador, a líder juvenil Xenia López acompanha comunidades do Corredor Seco Centro-Americano que tentam adaptar a agricultura à falta de água.

    Na parte argentina do Chaco Americano, a professora e ativista Antonella Sleiman conta que a região, historicamente afetada pela seca, teve inundações inéditas que devastaram plantações este ano.

    As três histórias foram compartilhadas durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), encerrada na semana passada em Ulaanbaatar, na Mongólia. Elas levantam desafios comuns que vão além do evento: como transformar metas internacionais de restauração e combate à seca em mudanças concretas para quem depende diretamente da terra na América Latina.

    Cerca de 28% dos territórios na região são de terras degradadas. O índice é muito superior à média global (que gira em torno de 15% a 16%). Os dados são da convenção das Nações Unidas especializada no combate à desertificação (UNCCD, na sigla em inglês).

    A conferência terminou com novos mecanismos de financiamento, discussões sobre uma arquitetura global de resiliência à seca e maior participação formal de povos indígenas e comunidades.

    Para os representantes latino-americanos, no entanto, a distância entre as decisões internacionais e os cotidianos locais ainda é grande.

    Quando a chuva não vem

    Xenia López trabalha com 16 comunidades rurais e semi urbanas no departamento de Chalatenango, em El Salvador. A maior parte delas vive principalmente da agricultura. A região está dentro do Corredor Seco Centro-Americano, uma faixa que se estende desde o sul do México até o oeste do Panamá, e é particularmente vulnerável à irregularidade das chuvas.

    “Há zonas que enfrentam longos períodos de verão e episódios de calor intenso no inverno. Quando deveria chover e abastecer a agricultura, simplesmente fica seco”, contou.

    Nos últimos anos, Xenia passou a trabalhar com comunidades na adoção de práticas agroecológicas. A preocupação não é apenas com a redução das chuvas, mas também com solos empobrecidos pelo uso intensivo de produtos químicos.

    Segundo a líder, a mudança das práticas permitiu melhorar o aproveitamento da água e a proteção do solo.

    “A agroecologia, ao invés da agricultura intensiva, nos permite fazer um uso mais eficiente da água e proteger o solo, em vez de tratá-lo apenas como um recurso do qual podemos usar e abusar”, relata.

    São soluções comunitárias, mas os problemas demandam maior apoio de autoridades e organismos internacionais. Xenia lamenta o fato de países como El Salvador e Nicarágua terem governos hostis, que não permitem espaços de reivindicação por iniciativas mais estruturais.

    Participantes defendem que conferências como a COP17 permitem construir redes de apoio, dar maior visibilidade às demandas populares e sonhar com um futuro diferente para a região.

    “No evento, contamos muito com a ajuda do Brasil, que nos deu espaço no pavilhão do país. Lá, conseguimos compartilhar nossas histórias e lutas. Mas precisamos de ajuda para ampliar nossas vozes em espaços internacionais e ter um lugar específico para as questões da América Central”, diz Xenia.

    Da seca à inundação

    No Chaco Americano, na Argentina, Antonella Sleiman vive outro tipo de transformação.

    A região do Rio Salado Norte sempre conviveu com a seca. Neste ano, porém, tiveram de lidar com o outro extremo. Comunidades que haviam aprendido a administrar a escassez de água enfrentaram inundações em uma escala que, segundo ela, não era observada havia cerca de 50 anos.


    04/09/2026 - Da Amazônia ao Chaco, América Latina tem desafios com secas e clima
Jovens e indígenas cobram respostas para além da COP da Desertificação. Na foto: Antonella Sleiman  .  Foto: Maristela Crispim/ Divulgação

     Antonella Sleiman viu comunidades acostumadas a lidar com a seca serem inundadas. Maristela Crispim/ Divulgação

    As famílias produzem milho, abóbora e outros alimentos principalmente para consumo próprio e para o comércio local. Também criam cabras, ovelhas, vacas e porcos.

    Com as inundações, perderam parte das plantações e da vegetação utilizada naturalmente para alimentar os animais.

    “Este ano, pela primeira vez, algumas comunidades precisaram comprar alimentos para as famílias e para os rebanhos em localidades distantes. Essa mudança gerou muitos problemas”, conta.

    Professora de escolas rurais e promotora territorial da Fundação para o Desenvolvimento em Justiça e Paz (Fundapaz), Antonella participa também da Mesa de Tierra del Salado Norte, que reúne representantes de oito organizações camponesas e indígenas distribuídas em uma área de cerca de 80 quilômetros.

    Todos os meses, o grupo debate problemas de terra, água, produção, agricultura e juventude.

    Antonella, assim como Xenia, integra a Plataforma Semiaridos, iniciativa formada por 16 instituições representativas de 10 países da América Latina. Ela espera que as demandas do seu povo tenham ecoado durante a COP17 e que novos espaços sejam abertos a partir do evento.

    “Não gostaria que nossas lutas ficassem restritas às nossas realidades, mas que fossem captadas e ampliadas. Que pudéssemos ser capazes de incidir nas negociações que decidem o futuro de todos nós. Trazemos as vozes dos nossos territórios sem intermediários, então, seria importante que pudessem nos escutar e nos incluir nas decisões”, diz Antonella.

    Seca também ameaça cultura


    04/09/2026 - Da Amazônia ao Chaco, América Latina tem desafios com secas e clima
Jovens e indígenas cobram respostas para além da COP da Desertificação. Na foto: Gilmer Yuimachi .  Foto: Gilmer Yuimachi/ Arquivo Pessoal

     Gilmer Yuimachi defende que os povos indígenas são guardiões dos territórios. Gilmer Yuimachi/ Arquivo Pessoal

    Na Amazônia peruana, Gilmer Yuimachi observa outra dimensão da degradação ambiental. Indígena do povo shipibo-konibo, ele atua pela Associação Intercultural Bari Wesna junto a comunidades de Ucayali e de outras regiões amazônicas.

    Segundo Yuimachi, períodos prolongados de seca reduzem os níveis de rios, lagos e igarapés utilizados para consumo, pesca, agricultura e criação de animais.

    Alterações no regime de chuvas também prejudicam cultivos fundamentais para a alimentação das comunidades, entre eles mandioca, milho, feijão e arroz. Mas ele enfatiza que reduzir o problema a perdas econômicas seria insuficiente.

    “Desde nossa experiência nos territórios indígenas da Amazônia peruana, a seca e a degradação dos solos não significam somente falta de água ou que a terra produz menos. Significam colocar em risco nossa alimentação, nossas florestas, nossos peixes, nossas plantas medicinais e também nossos conhecimentos e nossa cultura”, reflete.

    Ao mesmo tempo, Yuimachi rejeita a imagem dos povos indígenas apenas como vítimas da crise ambiental.

    “Não queremos ser vistos somente como comunidades vulneráveis. Somos também guardiões do território e temos conhecimentos ancestrais que podem contribuir para a restauração das florestas, a adaptação às mudanças climáticas e a recuperação de terras degradadas”.

    Vozes jovens na COP

    Nem todos os jovens latino-americanos que participaram da conferência em Ulaanbaatar vivem diretamente em territórios marcados pela desertificação e degradação dos solos. O que não significa que não sejam afetados por elas.

    É o caso da brasileira Thaiane Maciel, 33 anos, engenheira ambiental e fundadora do Instituto Ecocria, uma organização que trabalha com educação ambiental no Rio de Janeiro. Para a engenheira, as políticas sobre a terra precisam estar conectadas a diferentes dimensões da vida.

    “A questão da terra engloba tudo: a água, os sistemas alimentares, as migrações climáticas. Todos somos impactados em diferentes territórios e devemos pensar em modelos mais sustentáveis de uso do solo, como a agrofloresta”, pontua.

    Thaiane participou da COP17 por meio da coalizão de juventude da convenção. Também moderou debates e trabalhou em uma iniciativa de comunicação destinada a divulgar a atuação de jovens durante as negociações.


    04/09/2026 - Da Amazônia ao Chaco, América Latina tem desafios com secas e clima
Jovens e indígenas cobram respostas para além da COP da Desertificação. Na foto: Thaiane Maciel na COP 17 .  Foto: Thaiane Maciel/ Arquivo Pessoal

    Thaiane Maciel lamenta que os jovens ainda sejam vistos como partes ainda em aprendizado- Thaiane Maciel/ Arquivo Pessoal

    Para ela, um dos problemas desses espaços é tratar a juventude como um grupo que ainda precisa apenas aprender, e não como parte capaz de formular e executar políticas.

    “Acabam tendo uma visão do jovem como estando ainda em aprendizado, quando, na verdade, a gente já está pronto. Não é que você esteja iniciando ou entrando no mercado. Muitos jovens já estão consolidados ou têm essa bagagem técnica e de vivência no território”, analisa.

    Com o fim da conferência, Thaiane espera que as ações continuem para além das declarações oficiais e contemplem as necessidades mais urgentes daqueles que vivem diretamente os problemas da terra e da seca.

    “O documento final muitas vezes não é o que vai ser seguido à risca, mas a conferência é muito mais do que isso. É evidenciar o que os países estão fazendo, com o que estão se comprometendo. É o momento de cobrar dos governos soluções, e de construir parcerias e projetos para os territórios”, finaliza.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Justiça do Rio julgou mais de 1 milhão de processos no 1º semestre

    Justiça do Rio julgou mais de 1 milhão de processos no 1º semestre

    Foram proferidas mais de 1,5 milhão de sentenças

    O Tribunal de Justiça Rio de Janeiro (TJRJ) julgou, no primeiro semestre deste ano, mais de 1 milhão de processos e proferiu mais de 1,5 milhão de sentenças. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atualizados até 30 de junho.  A marca é acompanhada por uma queda significativa na taxa de congestionamento do tribunal, consolidando o avanço da eficiência e da digitalização nos serviços prestados aos cidadãos fluminenses.

    De acordo com a Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (DataJud), o TJRJ alcançou, no período, Índice de Atendimento à Demanda de 122,96%. O indicador revela que a Justiça do Rio conseguiu solucionar e arquivar um volume de processos substancialmente maior do que o montante de novas ações protocoladas no mesmo período.

    Os números de 2026 mostram o tamanho do desafio e a velocidade de resposta do Judiciário fluminense: o tribunal fechou o semestre com mais de 5 milhões de processos ativos sob sua gestão.

    Nos primeiros seis meses do ano, o total de ações julgadas por magistrados de primeira e segunda instâncias superou as 943.261 novas ações que chegaram à Justiça no mesmo período.  Ao todo, 1,240 milhão de processos foram arquivados definitivamente, aliviando o estoque acumulado de anos anteriores. Foram também proferidas 1,564 milhão de decisões e produzidos 2,759 milhões de despachos. O tribunal realizou, no período, 121,276 mil audiências, sendo 47,543 mil de conciliação.

    Segundo o TJRJ, o reflexo mais direto está na taxa de congestionamento bruta, que despencou para 65,26% no encerramento de junho. A redução mostra progresso constante se comparada aos anos anteriores: em 2023, o índice de congestionamento da corte alcançava a marca de 76,54%. Quanto menor essa taxa, mais rápido o processo caminha entre o protocolo inicial e a decisão final.

    Os números mostram ainda o Judiciário quase totalmente digital. Entre os novos processos, 99,99% tramitaram em meio eletrônico.

    Tecnologia e especialização

    Por trás desses números, está o trabalho da Comissão de Políticas Institucionais para Eficiência Operacional e Qualidade dos Serviços Judiciais (Comaq), responsável por coordenar projetos que ajudam o tribunal a julgar mais e melhor.

    Um dos destaques é o Grupo de Sentença. Criado originalmente em 2009 para auxiliar no cumprimento das metas do Conselho Nacional de Justiça, o grupo conta hoje com cerca de 60 magistrados dedicados a julgar processos já “maduros”, acumulados nas varas. Atuando paralelamente às suas funções originais, cada magistrado assume, em média, 60 processos mensais, gerando cerca de 3,6 mil sentenças por mês e 50 mil decisões por ano.

    Para a presidente da comissão, desembargadora Jacqueline Lima Montenegro, o diálogo com magistrados, servidores e usuários da Justiça é essencial para melhorar o atendimento ao público.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • TV Brasil transmite neste sábado decisão do Brasileirão Feminino A3

    TV Brasil transmite neste sábado decisão do Brasileirão Feminino A3

    Partida entre Juventude SE e Planalto GO será às 21h20 em Aracaju

    A taça do Campeonato Brasileiro Feminino A3 2026 será definida neste sábado (5), e a TV Brasil acompanha todas as emoções ao vivo a partir das 21h20. Juventude-SE e Planalto-GO entram no gramado da Arena Batistão, em Aracaju (SE), para o confronto de volta que consagrará uma campeã inédita no futebol nacional. 

    O Planalto largou na frente na disputa, ao vencer o duelo de ida por 1 a 0 no Estádio Aníbal Batista de Toledo, em Aparecida de Goiânia (GO). Com a vantagem no placar agregado, o time goiano joga por um simples empate para soltar o grito de campeão.  

    Do outro lado, o Juventude precisa vencer por dois ou mais gols de diferença para virar a série e ficar com o título no tempo normal. Uma vitória das sergipanas por apenas um gol de vantagem leva a definição para a cobrança de pênaltis. As duas finalistas já carimbaram vaga na Série A2 de 2027, ao lado de Realidade Jovem-SP e Portuguesa-AP. 

    As exibições fazem parte da estratégia da TV Brasil, a tela do futebol feminino, para ampliar a visibilidade da modalidade no país. Pelo terceiro ano consecutivo, o canal público exibe os jogos da elite feminina. Também serão transmitidos os confrontos decisivos das Séries A2 e A3, a partir das semifinais. Além disso, o público poderá acompanhar as decisões das categorias de base pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20. 

    A equipe de profissionais que comanda as transmissões do Brasileirão Feminino conta com o narrador Thiago Julianelli e um time de mulheres formado pelas comentaristas Brenda Balbi e Rachel Motta e as repórteres Marília Arrigoni e Verônica Dalcanal. 

    As competições ganham ainda mais visibilidade por meio da parceria com os canais que formam a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que podem retransmitir a programação da TV Brasil em seus estados. 

    Sobre a competição

    A Série A3 do Brasileirão Feminino é formada por 32 clubes. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) dividiu essas equipes em oito grupos, com quatro times em cada. Nesta edição, a primeira fase ocorreu em dois turnos, assim cada equipe disputou seis partidas. Avançaram para as oitavas de final os dois mais bem colocados de cada chave, que se enfrentaram em cruzamento direto conforme a tabela oficial. Nessa etapa, todo o mata-mata foi disputado em jogos de ida e volta. Os quatro semifinalistas da competição garantiram acesso à Série A2 do Brasileirão de 2026. 

    Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas

    Aproveite o clima de decisão no Brasileirão Feminino A3 e ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas. A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026. A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados! Acesse ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro. 

    Ao vivo e on demand 

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar. 

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play., ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ONU abre inscrições para programa de bolsas de estudo sobre Oceano e Direito do Mar

    ONU abre inscrições para programa de bolsas de estudo sobre Oceano e Direito do Mar

    A Divisão de Assuntos Oceânicos e Direito do Mar das Nações Unidas (DOALOS) abriu inscrições para a edição de 2027 do Programa de Bolsa de Estudos das Nações Unidas e da Fundação Nippon sobre Assuntos Oceânicos e Direito do Mar.

    Com duração de nove meses, o programa oferece aos participantes formação e experiência de pesquisa em assuntos oceânicos e Direito do Mar. As atividades serão realizadas presencialmente em duas etapas, em Nova Iorque e em uma instituição acadêmica parceria do programa. 

    O programa é destinado a funcionários públicos e profissionais de países em desenvolvimento que atuam diretamente com questões relacionadas ao Direito do Mar e à preservação dos oceanos e dos ecossistemas costeiros e marinhos. 

    As inscrições estão abertas até 13 de setembro de 2026. Os resultados da seleção serão publicados até meados de dezembro de 2026. A convocatória está disponível em inglês, francês e espanhol. As aulas serão conduzidas em inglês. 

    Estrutura do programa

    O programa de estudos tem duração de nove meses e é composto por duas fases:

    • Primeira fase: programa de treinamento de três meses na DOALOS, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, de 24 de março a 30 de junho de 2027.
    • Segunda fase: estágio de pesquisa de seis meses em uma instituição acadêmica parceira do programa, selecionada de acordo com sua especialização na área de pesquisa da pessoa bolsista, de 1º de julho a 17 de dezembro de 2027.

    Requisitos de elegibilidade

    Para se candidatar, é necessário:

    • Ter entre 25 e 45 anos;
    • Possuir, no mínimo, diploma de graduação ou qualificação equivalente;
    • Demonstrar capacidade para realizar pesquisas e estudos acadêmicos avançados;
    • Ser cidadão de um país em desenvolvimento;
    • Ser funcionário(a) público(a) de nível médio ou profissional de nível médio que atue diretamente na área de assuntos oceânicos e/ou Direito do Mar.

    Entre as áreas de atuação consideradas estão:

    • Implementação da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e de instrumentos relacionados;
    • Implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, particularmente o ODS 14;
    • Zonas marítimas e delimitação de fronteiras marítimas;
    • Política oceânica nacional e regional;
    • Gestão da zona costeira;
    • Conservação e gestão sustentável dos recursos vivos marinhos;
    • Transporte marítimo e navegação;
    • Segurança marítima;
    • Proteção e preservação do meio ambiente marinho; e
    • Ciências marinhas e áreas afins.

    As pessoas candidatas também devem ter domínio avançado do inglês, tanto falado quanto escrito. Todas as atividades da bolsa são conduzidas em inglês e exigem participação presencial.

    Materiais de treinamento em francês e espanhol estão disponíveis mediante solicitação, conforme a disponibilidade. O projeto de pesquisa poderá ser realizado em inglês ou francês, desde que a instituição anfitriã seja capaz de oferecer orientação no idioma escolhido.

    Fotografia que conquistou o segundo lugar na categoria “Paisagens Marinhas Subaquáticas” da edição de 2024 do Concurso de Fotografia do Dia Mundial dos Oceanos das Nações Unidas.
    Legenda: Fotografia que conquistou o segundo lugar na categoria “Paisagens Marinhas Subaquáticas” da edição de 2024 do Concurso de Fotografia do Dia Mundial do Oceano das Nações Unidas.
    Foto: © Daniel Sly.

    Antes de iniciar a inscrição on-line

    Antes de preencher o Formulário de Inscrição on-line do Indico.UN, as pessoas interessadas devem preparar os seguintes documentos:

    Os documentos preenchidos devem ser enviados em formato Microsoft Word ou PDF. Os três documentos devem ser submetidos pela plataforma Indico.UN.

    Guia do usuário: plataforma Indico.UN

    Para obter orientações sobre como criar uma conta, preencher a inscrição, enviar documentos e concluir o processo pela Indico.UN, consulte o Guia do Participante da Indico.UN.

    Após acessar a plataforma Indico.UN, selecione a guia “Inscrição” no menu à esquerda ou role até o final da página e clique em “Inscreva-se agora” para iniciar sua inscrição.

    Para saber mais, acesse a página em inglês da Divisão de Assuntos Oceânicos e Direito do Mar das Nações Unidas (DOALOS) e siga @undoalos nas redes.

    Fonte: brasil.un.org

  • Atacada por EUA, regra do TSE evita que bigtech privilegie candidatos

    Funcionária da Casa Branca atacou medida alegando “censura”

    Os Estados Unidos tacharam de “censura” uma regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbe os algoritmos das redes sociais de recomendar perfis dos candidatos durante o período da campanha eleitoral, com exceção das recomendações por impulsionamento pago.

    Os algoritmos das redes sociais costumam exibir ao internauta contas e conteúdos de acordo com critérios da própria plataforma. Dessa forma, a regra, aprovada em fevereiro de 2024, funciona para evitar que bigtechs possam desequilibrar a disputa eleitoral a favor de determinados candidatos.  

    Antes de as regras da Resolução Nº 23.732 entrarem em vigor, no último domingo (16), a plataforma X, do trilionário Elon Musk, aliado de Donald Trump, comunicou aos usuários sobre a mudança, destacando que a recomendação de contas ocorrerá apenas se a pessoa já seguir o perfil do candidato.

    A postagem da plataforma X sobre o tema foi republicada pela subsecretária de diplomacia pública do Departamento de Estado dos EUA, Sarah B. Rogers, que chamou a medida de “censura imposta pelo Brasil”.

    O TSE afirma que as regras previstas são destinadas à “prevenção e mitigação de riscos à integridade do processo eleitoral”.

    Procurada para comentar o tema, a assessoria do TSE não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

    Crítica infundada

    Especialistas em tecnologia, eleições e direito eleitoral consultados pela Agência Brasil criticaram a acusação da funcionária da Casa Branca como “infundada”, lembrando que a medida não veta a publicação dos candidatos, apenas proíbe a recomendação algorítmica.  

    O doutor em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB) Alexandre Arns Gonzales, membro do Direito à Comunicação e Democracia (DiraCom), explicou que a regra existe para garantir maior igualdade na disputa eleitoral.

    “Esse tipo de regra busca incidir no que seria potencialmente uma espécie de viés ou assimetria, um tratamento não isonômico entre as contas oficiais das candidaturas que estão concorrendo”, explicou o integrante do DiraCom, ligado à Coalização Direitos na Rede.

    Gonzales acrescentou que a regra surge em meio ao debate sobre a desinformação que inunda as plataformas em eleições importantes, como a do Brexit – quando o Reino Unido saiu da União Europeia, e a do plebiscito do Acordo de Paz entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ambos em 2016.

    Ao estudar como a tecnologia e os dados pessoais impactam os processos eleitorais, Alexandre Arns Gonzales identificou que o debate é sobre se os “vieses” dos algoritmos, que tendem a privilegiar determinados conteúdos em detrimentos de outros, são um problema técnico ou decorre de uma orientação comercial das bigtechs.

    “A decisão do TSE encontrou um meio termo entre manter a legalização da propaganda nesses ambientes, ao mesmo tempo que incide sobre a assimetria que o sistema algorítmico de recomendação poderia produzir em relação ao alcance das contas dos candidatos.”

    Constituição

    O advogado especialista em direito eleitoral Alberto Rollo argumentou que a decisão do TSE está amparada pela Constituição, pois busca garantir maior igualdade de condições na disputa eleitoral.

    “Não pode ter essa recomendação artificialmente criada com essas bigtechs. Isso evita qualquer acusação de preferência por este ou por aquele candidato. Porque, afinal, quem faz os algoritmos? A ideia é garantir a igualdade, a lisura e isso é com base na Constituição e na lei eleitoral”, disse Rollo à Agência Brasil.

    Na avaliação de Arns Gonzales, a crítica da Casa Branca contra a regra do TSE é fruto de uma articulação da plataforma X com o governo Trump em mais uma tentativa de interferir nas eleições brasileiras.

    Em 2024, a rede social controlada por Elon Musk entrou em confronto aberto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) após a plataforma X não cumprir decisões do Judiciário brasileiro.

    O caso foi, inclusive, usado como argumento para o tarifaço de Trump contra o Brasil.

    Impulsionamento pago

    Por outro lado, as regras eleitorais permitem a recomendação de candidatos nas redes sociais via impulsionamento pago, com regras e limites para os valores usados por cada campanha.

    O especialista da Diracom Alexandre Arns Gonzales ponderou que, como a propaganda eleitoral tem toda uma estrutura legalizada no Brasil, o impulsionamento pago de conteúdo de candidatos nas plataformas acabou sendo permitido.

    “Na medida em que a campanha tá pagando, tem uma suposta razão para a conta e o conteúdo estarem sendo entregues a determinado eleitor conforme os sistemas de recomendação”, comentou.

    Por outro lado, Gonzales alerta que não há garantias de que as plataformas cobrem o mesmo valor de todos os candidatos para impulsionar um conteúdo com o mesmo alcance, o que poderia ferir a regra da isonomia no pleito.

    “O conteúdo pago não necessariamente é entregue para a mesma audiência. Isso fica a critério da plataforma do jeito que está hoje”, acrescentou.

    Regras da IA

    As resoluções do TSE também impõem restrições aos sistemas de Inteligência Artificial (IA) usados pelas bigtechs, os chamados chatbots de IA, que vem avançando nos últimos anos.

    O § 1º-C do Art. 28 da Resolução n° 23610 de 2019 proíbe que sistemas de IA façam ranqueamento, recomendação ou priorização de candidatos, campanhas, partidos ou coligações.

    O mesmo dispositivo proíbe ainda os sistemas de IA de “emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou realizar qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta, inclusive por meio de respostas automatizadas”.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Corpos das vítimas de acidente no Paraná são retirados da pista

    Batida entre ônibus e caminhão aconteceu nesta madrugada

    As equipes de resgate já retiraram da pista os corpos das 23 pessoas que morreram após a batida frontal entre um micro-ônibus e uma carreta na BR-373, na madrugada desta quarta-feira (19), entre as cidades de Ponta Grossa e Imbituva.

    Cinco pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para um hospital em Ponta Grossa. A pista segue totalmente interditada nos dois sentidos e a previsão de liberação é a partir das 10h20.

    Segundo dados da concessionária Via Araucária, as vítimas do acidente são 13 mulheres, oito homens e duas crianças. Os cinco feridos encaminhados para um hospital em Ponta Grossa são três homens com idades entre 22, 50 e 49 anos; uma mulher de 26 anos e uma criança de 9 anos.

    De acordo com as informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os corpos serão agora encaminhados para a Unidade de Execução Técnico-Científica (UETC) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), onde serão feitos exames periciais para a identificação das vítimas. Apenas após esse processo é que serão confirmadas oficialmente as vítimas do acidente para que as famílias possam ser avisadas pelas autoridades.

    A equipe científica ainda analisa as circunstâncias da batida para determinar as responsabilidades. Uma avaliação preliminar da PRF indica que o caminhão teria invadido a pista contrária onde trafegava o micro-ônibus. No momento do choque entre os dois veículos não chovia e também não havia neblina.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil tem luto oficial de três dias após morte de atrizes icônicas

    Laura Cardoso e Glória Menezes morreram no intervalo de horas

    O Brasil cumpre luto oficial de três dias pelas mortes das atrizes históricas e ícones da dramaturgia Laura Cardoso e Glória Menezes. Ambas morreram em intervalo de menos de 24 horas.

    Os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União na noite dessa terça-feira (18). 

    Laura Cardoso morreu aos 98 anos em São Paulo. A informação foi confirmada em seu perfil oficial na rede social Instagram. Com o nome de batismo Laurinda de Jesus Balleroni, a atriz faria 99 anos em setembro.

    Glória Menezes morreu em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família. Nilcedes Soares de Magalhães, nome oficial da atriz, iniciou a carreira no teleteatro da TV Tupi.

    Em nota de pesar, o Ministério da Cultura referiu-se a Laura Cardoso como um dos principais nomes da dramaturgia brasileira. “A artista construiu uma carreira de mais de oito décadas e fez parte da história do rádio, do teatro, do cinema e da televisão no país.”

    Numa segunda nota, a pasta citou Glória Menezes como referência da teledramaturgia nacional. “Marcou diferentes gerações ao longo de mais de seis décadas de carreira, com personagens de destaque na televisão e trabalhos no teatro e no cinema.”


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Sociedade civil rejeita agenda excludente aprovada no início da COP17

    Cronograma oficial de negociações deixa de lado gênero e participação

    Organizações sociais tiveram uma decepção logo nos primeiros dias da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), em Ulaanbaatar, Mongólia. A agenda oficial, que define o que os governos concordam em negociar durante o evento, excluiu temas de gênero e participação social. 

    A retirada ocorreu depois que os Estados Unidos se opuseram aos assunto. Brasil e União Europeia defenderam a manutenção, mas é preciso ter consenso entre as 197 partes da convenção para que a agenda seja aprovada.

    O Civil Society Organization (CSO) Panel, que reúne cerca de 1,2 mil organizações pelo mundo, rejeitou o documento e disse que a comunidade “está chocada e profundamente preocupada”. O entendimento é de que os governos sinalizaram preferir focar em aspectos técnicos e econômicos, e deixar de lado os impactos sociais da desertificação e da seca.

    O risco é que o resultado final da COP17 seja tecnocrático e distante da realidade das populações que mais sofrem com os problemas da terra.

    “Comunidades locais, povos indígenas, agricultores, pastores, mulheres, jovens, pesquisadores e organizações da sociedade civil trazem conhecimento, experiência e soluções dos territórios onde a degradação do solo, a desertificação e a seca são enfrentadas diariamente”, informa a nota do CSO Panel.

    As organizações insistiram que as decisões no evento precisam ser coletivas: políticos, cientistas e empresas não podem enfrentar sozinhos problemas que afetam milhões de pessoas no planeta.

    Terra, clima e biodiversidade

    O texto oficial também não prevê processos para integrar melhor as três convenções das Nações Unidas sobre meio ambiente, a da Terra (UNCCD), da Biodiversidade (CBD) e do Clima (UNFCCC). Esse é um dos pontos centrais defendidos por especialistas para torná-las mais efetivas.

    As três convenções nasceram a partir da Rio 92, evento que deu origem às discussões e tratados modernos de meio ambiente e clima. No ano passado, durante a 30ª Conferência Sobre Mudanças Climáticas (COP30), líderes das três convenções lançaram a Declaração Conjunta de Belém sobre as Convenções do Rio (Belem Joint Statement on the Rio Conventions).

    O documento destacou que as crises de clima, biodiversidade e degradação do solo estão interligadas e que tratar esses temas de forma isolada prejudica o desenvolvimento sustentável e a eficácia global das medidas de proteção ambiental.

    Cobertura na Mongólia

    A Agência Brasil acompanha a COP17 da Desertificação diretamente da Mongólia. A viagem é uma parceria com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), que selecionou seis repórteres de diferentes continentes com uma bolsa de jornalismo para cobrir a conferência.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes. Matéria alterada às 11h13 para incluir informação.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Eventos literários se firmam como espaços de encontro e visibilidade

    Festival Internacional do Leitor Quindim é realizado em Caxias do Sul

    Longe dos grandes centros, festivais literários têm reunido milhares de pessoas para discutir, consumir e mergulhar em literatura por alguns dias. Com leitores, escritores, ilustradores, editores, revisores, livreiros, as feiras e festas movimentam o mercado de livros, colocam as cidades que as recebem no centro cultural do país, alteram a rotina dos moradores, das escolas e promovem, sobretudo, encontros.

    Sediado em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, o III Festival Internacional do Leitor Quindim traz essa premissa já no tema deste ano: “O encontro nos faz existir”. Idealizado pelo escritor Volnei Canônica, o festival vai até o dia 23 e espera receber 80 mil pessoas. Canônica conta que o festival nasceu pequeno, com a preocupação de interiorizar o diálogo sobre literatura, muitas vezes centrado no Sudeste e nas capitais.

    “Quando a gente pensou em fazer um festival, a ideia era como trazer para o interior, como poderíamos fazer esse deslocamento de grandes nomes que pensam a literatura no Brasil para dialogar com esse público diverso, que fica mais no interior, afirmou.

    “Começamos a construir um festival que era pequeno, depois a segunda edição se tornou bem maior e essa terceira edição conseguimos transformar em internacional”. Há convidados do Chile, do Equador, da Colômbia, do Irã, acrescentou Canônica.

    No festival, que ocorre ao longo de 12 dias, os visitantes terão mais de 170 atividades, como rodas de conversa, sessões de autógrafos e contação de histórias. Entre os destaques da programação, está a Caravana do Leitor Quindim, que levará 900 estudantes de escolas públicas ao evento, para encontros com os escritores convidados.

    “Quando a gente faz um evento que não é de dois, três dias, mas de 12, é porque queremos que reverbere essa questão da leitura na sociedade, que as pessoas fiquem mais tempo falando. Porque, às vezes, quando o evento é muito curto, começamos a falar sobre um tema e acabou. E aí acaba se perdendo no meio de tantas informações e tantas questões”, diz o organizador.

    Autores de casa

    A interiorização dos festivais também é importante para um público específico – os autores locais. Escritores que nem sempre conseguem chegar às grandes editoras, aos festivais com maior visibilidade, mas que têm carreiras literárias consolidadas, com uma produção reconhecida – não só localmente.

    “É uma emoção que, por mais que eu trabalhe com palavras, às vezes é difícil colocar em palavras mesmo. Eu não tenho acesso aos grandes eventos, não é muito simples entrar em grandes editoras. Então, eu publico por editoras pequenas, que são maravilhosas, me abriram as portas e não tenho nada para falar de ruim delas, afirmou a escritora Maya Falks.


    Brasília (DF), 19/08/2026 - Festival Internacional do Leitor Quindim - Personagem Maya Falks.
Foto: Instituto Quindim/Divulgação

    A escritora gaúcha Maya Falks destaca a importância da interiorização de eventos literários – Foto Instituto Quindim/Divulgação

    Ela lembrou questões como a distribuição, o poder de mídia que, querendo ou não, faz diferença para de alcançar mais lugares. “E por causa disso, nunca tive a oportunidade de participar de festivais grandes pelo país. É um sonho que alimento”.

    Maya é nascida em Caxias do Sul e autora dos livros como Depois de Tudo, Versos e Outras Insanidades, Histórias de Minha Morte, Poemas Para Ler no Front e Todo mundo gosta de sexo – Eu nunca fui todo mundo. Ela é vencedora do Prêmio Vivita Cartier, tradicional em Caxias do Sul, em 2021, além de mais de 20 prêmios literários em contos, crônicas e poesias,

    Maya escreve desde criança. Ela conta que escreveu o primeiro romance aos 7 anos, inspirada nas histórias da Turma da Mônica. Aos 14, já tentava publicar seu primeiro livro de poesias. Hoje, tem mais de 30 livros publicados. E comemora a realização de um festival internacional no seu “quintal”.

    “É gigantesco e, para ser bem honesta, não tenho totalmente a dimensão da grandiosidade desse festival. Por que estou aqui? Para uma pessoa que está há tantos anos, que não conseguiu acesso, que enfim está, entre aspas, presa no interior, aqui no quintal de casa. Parece tudo tão natural quando, na verdade, é uma realização gigantesca”.

    Ela destaca o esforço que é realizar um evento desse tamanho em uma cidade do interior. “É impressionante, é brilhante o esforço feito em cima desse festival para trazer esse povo todo. É uma equipe pequena. Isso que está acontecendo aqui é um fato extraordinário, é destacável para um cenário brasileiro de literatura, sem dúvida”.

    Festivais furam a bolha

    Elaine Cavion também é escritora nascida em Caxias do Sul. Sua trajetória inclui projetos dedicados à formação de leitores e à literatura para crianças e jovens. Autora de livros como Tempo de Navio, Formigas, O Colecionador de Águas e Amarelo, Elaine acredita que os encontros proporcionados pelo festival fortalecem as redes de leitura e são momentos “preciosos”. 


    Brasília (DF), 19/08/2026 - Festival Internacional do Leitor Quindim - Personagem Elaine Cavion.
Foto: Instituto Quindim/Divulgação

    A escritora gaúcha Elaine Cavion participa do Festival Internacional do Leitor Quindim – Foto Instituto Quindim/Divulgação

    “Um encontro com o autor e o ilustrador é um momento em que o livro se abre, em que o público em geral conhece de onde veio aquele texto, de onde partiram as ideias”.

    Segundo Elaine, esse encontro permite também ao público conhecer o caminho que o ilustrador faz, para que as imagens estejam no livro e para que texto e imagem sejam uma unidade que constitui a obra literária.

    A troca com outros autores, nacionais e internacionais, e o envolvimento da cidade também são pontos destacados por Elaine. Ela, assim, como Maya, aponta que há uma centralização do mercado editorial e dos autores que conseguem maior projeção nacional. Defende maior diversificação para que todos conheçam a literatura produzida em todo o país.

    “Estar nesse festival é essa expansão, essa troca e a oportunidade de visibilidade também, onde os escritores aqui de Caxias e região, não só eu, participam e têm a oportunidade de furar essa bolha tão central, às vezes, que o Brasil mantém no meio editorial. Então, estamos aqui, no interior do Rio Grande do Sul, escrevemos, fazemos boa literatura, premiada também”.

    O III Festival Internacional do Leitor Quindim segue até domingo (23). “Ninguém sai perdendo nessa história. Isso que é o mais mágico de um festival dessa natureza. Todo mundo sai daqui melhor do que entrou”, disse Maya Falks.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Eleitor tem até esta quinta-feira (20) para solicitar voto em trânsito

    Voto é restrito a capitais e cidades com 100 mil eleitores

    Os eleitores que estiverem viajando durante o primeiro turno das eleições majoritárias, no dia 4 de outubro, e em eventual segundo turno, no dia 25, poderão solicitar o voto em trânsito para participar do pleito. O pedido deverá ser feito até esta quinta-feira (20). A relação dos locais onde haverá voto em trânsito no estado do Rio está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Para quem já tem a biometria cadastrada na Justiça Eleitoral, o serviço pode ser acessado por meio do autoatendimento no site do TRE-RJ. No momento da solicitação online, será necessário fazer validação facial por meio do aplicativo e-título. O requerimento também pode ser realizado de maneira presencial em qualquer Central de Atendimento ao Eleitor sem agendamento prévio, apenas com a apresentação de documento oficial com foto.

    O eleitor que indicar uma cidade do mesmo estado do seu domicílio eleitoral poderá votar para todos os cargos em disputa, ou seja, deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. Caso a escolha seja para outro estado, o voto em trânsito ficará restrito ao cargo de presidente da República.

    A votação em trânsito está restrita à capital e aos municípios com eleitorado igual ou superior a 100 mil eleitores aptos. No estado do Rio de Janeiro, cumprem esse requisito: Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Campos dos Goytacazes, Belford Roxo, Niterói, Volta Redonda, Petrópolis, Macaé, Magé, Itaboraí, Cabo Frio, Maricá, Angra dos Reis, Nova Friburgo, Barra Mansa, Teresópolis, Mesquita, Nilópolis, Queimados, Araruama, Rio das Ostras, Itaguaí, além da capital. Portanto, o eleitor fluminense poderá votar em todos os cargos apenas se indicar um desses municípios. 

    Eventuais dúvidas podem ser tiradas por mensagens para o WhatsApp do TRE-RJ, que funciona 24h por dia, ou pelo Disque TRE-RJ, de segunda a sexta, das 11h às 19h, por meio de ligação normal para telefone fixo. Ambos atendem pelo número (21) 3436-9000.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br