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  • Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais | Agência Brasil

    Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais | Agência Brasil

    Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais | Agência Brasil Pular para o conteúdo principal Internacional Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais Indústria têm retração de 2,6% em 12 meses, eletrônicos recuam 19% Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil Publicado em 23/09/2026 – 14:30 Brasília [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://imagens.ebc.com.br/OTC_zZKxvEH5oiVcmwfjq-usVaU=/1170×700/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2024-01-30t185321z_1_lynxmpek0t0o9_rtroptp_4_holocaust-memorial-argentina.jpg?itok=SNbHqtnK | DESC: Presidente da Argentina, Javier Milei 26/01/2024 REUTERS/Agustin Marcarian] © REUTERS/Agustin Marcarian/Proibida Reprodução Versão em áudio A Argentina sob o comando do presidente Javier Milei fechou 31,3 mil empresas, 6,1% do total das companhias registradas no país. Além disso, 245 mil postos formais de emprego foram encerrados em 31 meses. [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1703138&o=node | DESC: ] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1703138&o=node | DESC: ] “Se observarmos os dados do governo Milei, vemos que, durante essa gestão, o número de empresas caiu tanto quanto na pandemia”, diz o último informe Monitor Mensal de Empresas, da Fundar, centro de pesquisas da Argentina. O balanço da Fundar sobre as empresas argentinas abrange os meses de novembro de 2023, quando Milei assumiu o governo, até junho de 2026. Dos 18 setores pesquisados, 14 tiveram queda no número de empresas, prejudicando 23 das 24 províncias argentinas. A única exceção é a província de Neuquém, onde a exploração de gás natural de Vaca Muerta tem impulsionado as exportações argentinas. A indústria do país vizinho também vem apresentando retração, no acumulado de 12 meses, de 2,6%, fechados em julho deste ano. A indústria de equipamentos eletrônicos e médicos tem o pior resultado, com queda acumulada de 19,1% em um ano, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). Entre as 709 companhias que fecharam as portas no último mês, estão algumas com mais de 50 anos de atividade como a Din S.A. (Grupo Govan) do ramo da metalurgia, e a Clan Issime do ramo têxtil. A Fundar destaca que a Clan Issime, no seu auge, “chegou a ter 129 funcionários, 14 lojas próprias e mais de cem pontos de venda terceirizados; no momento do fechamento, restavam 9 trabalhadores na fábrica”. Desemprego O fechamento de empresas tem afetado o nível de empregos no país ao longo do governo Milei. Entre novembro de 2023 e junho de 2024, se perderam 245,6 mil empregos privados registrados, queda de 3,9% do total, segundo levantamento do Centro de Economia Política Argentina (Cepa). A perda foi compensada, em parte, por um aumento dos trabalhadores autônomos de 169 mil no período, crescimento de 8,3% nesse perfil de emprego. “Os empregos perdidos são parcialmente substituídos por atividades desprotegidas”, diz o informe da Cepa. Com isso, a taxa de desemprego na Argentina subiu 0,3 pontos percentuais (p.p.) no primeiro semestre de 2026, se comparado com o mesmo período de 2025, chegando a 7,9% da população economicamente ativa, calcula o Indec. Inflação vs empregos A queda no emprego, na renda das famílias e na indústria da Argentina contrasta com os números positivos da inflação do país, que caiu de uma taxa anual de 289%, em abril de 2024, para 33,5%, em agosto deste ano, considerando o acumulado dos 12 meses anteriores. O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Paulo Gala comentou à Agência Brasil que a estabilidade inflacionária no país vizinho é frágil. Segundo o especialista, essa estabilidade é resultado do corte de gastos públicos, dos empréstimos bilionários com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e de uma moeda sobrevalorizada. Porém, ele explica que o peso mais valorizado prejudica a indústria do país. “A moeda sobrevalorizada ajuda a controlar a inflação, só que ela detona o setor industrial. Estamos vendo agora é a contração industrial, perda de empregos industriais, desemprego com quase 8% e o crescimento perdendo muito fôlego”, afirmou. A dívida externa de US$ 350 bilhões é outro elemento apontado pelo economista que revela a fragilidade da situação econômica do principal parceiro comercial do Brasil na América Latina. The Economist A agenda econômica do governo de Javier Milei, desde o início do seu mandato, tem recebido apoio de setores do mercado financeiro e da mídia especializada que defendem uma agenda considerada liberal ou neoliberal na economia, com desregulação trabalhista, corte de gastos e abertura comercial. Mesmo publicações entusiastas da agenda de Milei, como a publicação inglesa The Economist, tem alertado para problemas na gestão econômica. Em editorial crítico ao governo da Casa Rosada, publicado neste mês, a The Economist escreveu que o país precisa de mais crescimento, e menos “gritaria”, em alusão ao estilo histriônico do político argentino. “Os salários reais ainda são menores do que quando ele assumiu o cargo; empregos formais estão desaparecendo”, destacou a revista, acrescentado que ” Milei se mostrou relutante em aceitar que seus esforços para conter a inflação tenham prejudicado o crescimento”. Governo Milei Em discurso durante conferência sobre a economia argentina, no final de agosto, o presidente Javier Milei rebateu as análises negativas sobre o desempenho econômico do país. Ele destacou que são positivos os indicadores de exportações, consumo privado, inflação e do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 4,4% em 2025, após uma retração de 1,3% em 2024. “Se fosse realmente o caso de todas as empresas estarem fechando e nenhuma abrindo, o desemprego teria que estar disparando, e o desemprego não está disparando”, justificou. Milei ainda criticou empresários que dependam do Estado. “Queremos ser grandes? Precisamos amadurecer, e esses capitalistas de compadrio precisam falir”, disse. Relacionadas [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://imagens.ebc.com.br/5zV93e_nuIh3bMLrE_MRBRCyfcA=/390×240/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/22/2026-09-22t131558z_170123892_rc2donatb38o_rtrmadp_3_un-assembly.jpg?itok=jxX0ClFN | DESC: United Nations Secretary-General Antonio Guterres addresses the 81st United Nations General Assembly at UN headquarters in New York City, US, September 22, 2026. REUTERS/MIKE SEGAR] Secretário-geral da ONU alerta para avanço de guerras e riscos da IA [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://imagens.ebc.com.br/8Ca87NrTDu9itsMo_AR-blNlWas=/390×240/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2025/07/24/2025-07-02t184534z_1_lynxmpel610yc_rtroptp_4_iran-nuclear-lawmaking.jpg?itok=lYy7-HuI | DESC: Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian
    12/06/2025
    Site da Presidência do Irã/WANA/Divulgação via REUTERS] Presidente do Irã diz na ONU que “paz não virá do campo de batalha” [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://imagens.ebc.com.br/OCNaeTIPeR5D5T7BRagkUtSCkFk=/390×240/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/09/22/2026-09-22t145850z_388976401_rc2eonaxr3wx_rtrmadp_3_un-assembly.jpg?itok=LPYV1pK_ | DESC: US President Donald Trump addresses the 81st United Nations General Assembly at UN headquarters in New York City, US, September 22, 2026. REUTERS/MIKE SEGAR] Na ONU, Trump ameaça novamente usar força militar na América Latina Edição: Maria Claudia Argentina javier milei balanço da Fundar Desemprego Compartilhe essa notícia Continuar lendo Mais notícias Geral Cenipa recupera caixa-preta de helicóptero que levava cantor Rick qua, 23/09/2026 – 21:19 Política Veja como foi a quarta-feira (23) dos presidenciáveis qua, 23/09/2026 – 21:16 Política Entidades denunciam agressões às mulheres que disputam cargos qua, 23/09/2026 – 20:58 Economia BC amplia controle sobre criptomoedas e mira carteiras próprias qua, 23/09/2026 – 20:35 Direitos Humanos Lei institui atendimento a vítimas de violência física e sexual qua, 23/09/2026 – 20:17 Esportes Federações questionam promessa de reforma de Gianni Infantino na Fifa qua, 23/09/2026 – 19:45 Ver mais [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/themes/agenciabrasil_v3/images/icon-arrow-down.svg?thzdkc | DESC: seta para baixo] Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou. Escolha sua manifestação em apenas um clique. [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkDenuncia.webp | DESC: Denúncia] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkReclamacao.webp | DESC: Reclamação] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkElogio.webp | DESC: Elogio] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkSugestao.webp | DESC: Sugestão] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkSolicitacao.webp | DESC: Solicitação] [ATIVO VIRTUAL – IMAGEM -> SRC: https://public.ebc.com.br/barra-ouvidoria/e-ouv/linkSimplifique.webp | DESC: Simplifique] Você será direcionado(a) para o sistema Fala.BR, mas é com a EBC que estará dialogando. O Fala.BR é uma plataforma de comunicação da sociedade com a administração pública, por meio das Ouvidorias. Sua opinião ajuda a EBC a melhorar os serviços e conteúdos ofertados ao cidadão. Por isso, não se esqueça de incluir na sua mensagem o link do conteúdo alvo de sua manifestação. Clique aqui para mais informações sobre a Ouvidoria da EBC. Uso de cookies Utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossa plataforma. Ao continuar navegando, você concorda com as condições previstas na nossa Política de Privacidade. Para mais informações, consulte aqui. OK

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Sertão Vivo fortalece escolas rurais e protagonismo juvenil no Semiárido

    Sertão Vivo fortalece escolas rurais e protagonismo juvenil no Semiárido

    As escolas rurais desempenham um papel que vai além da sala de aula: conectar educação, comunidade e desenvolvimento dos territórios. Essa foi uma das principais ideias discutidas durante encontro do projeto Sertão Vivo, realizado nos dias 2 e 3 de setembro, na Escola Família Agrícola (EFA) de Sobradinho, na Bahia.

    A atividade reuniu representantes dos cinco estados atendidos pelo projeto Sertão Vivo — Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe —, a Unidade de Monitoramento, Avaliação e Aprendizagem do Projeto (PMEL), organizações da sociedade civil, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), representantes do Projeto Dom Hélder Câmara III (PDHC III), equipes territoriais e outros parceiros para construir uma estratégia comum de atuação junto às escolas rurais. O objetivo foi articular diferentes experiências e realidades territoriais em torno de uma visão compartilhada.

    Representantes de organizações parceiras do Sertão Vivo, entre elas IRPAA e MOC, ao final do encontro na Escola Família Agrícola de Sobradinho, na Bahia.
    Legenda: Representantes de organizações parceiras do Sertão Vivo, entre elas IRPAA e MOC, ao final do encontro na Escola Família Agrícola de Sobradinho, na Bahia.
    Foto: © Caio Leal/FIDA.

    Um dos principais eixos da discussão foi o papel das juventudes. O projeto Sertão Vivo, cofinanciado pelo FIDA e pelo BNDES, com apoio do Fundo Verde para o Clima (GCF), estabelece como referência que 50% das pessoas beneficiárias sejam jovens. A proposta discutida no encontro é que essa participação não se limite à preparação de uma futura geração, mas que os jovens sejam protagonistas/sujeitos ativos do se próprio desenvolvimento e contribuam, já no presente, para as transformações de suas comunidades.

    A partir dessa perspectiva, estudantes podem atuar como multiplicadores, mobilizando famílias, participando de organizações locais e contribuindo para a construção de novas oportunidades de trabalho, renda, educação e qualidade de vida no campo.

    “Escutar os jovens” foi um dos princípios destacados durante as discussões. As estratégias deverão considerar diferentes interesses, conhecimentos, identidades e projetos de vida, e considerar abordagens e atividades concretas que respondam a diversidade de vocações existentes no meio rural, que não se restringem à agropecuária.

    Educação conectada ao território

    Representantes dos cinco estados atendidos pelo Sertão Vivo — Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe — participam de dinâmica coletiva sobre o futuro das escolas rurais.
    Legenda: Representantes dos cinco estados atendidos pelo Sertão Vivo — Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe — participam de dinâmica coletiva sobre o futuro das escolas rurais.
    Foto: © Caio Leal/FIDA.

    As Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) foram identificadas como espaços importantes para a implementação dessa estratégia, devido à experiência acumulada com educação contextualizada, formação técnica, alternância entre escola e comunidade e valorização dos conhecimentos do Semiárido. A proposta também considera a articulação com escolas públicas de ensino médio, buscando alcançar a rede educacional dos territórios atendidos.

    Uma das possibilidades discutidas foi fortalecer as escolas como espaços comunitários de conhecimento, cultura, formação e convivência, aproximando estudantes, famílias, associações e conselhos da definição de prioridades e estratégias.

    A ideia é que questões concretas dos territórios também possam fazer parte dos processos pedagógicos. Entre os exemplos debatidos estão mudança climática, queimadas, alimentação, agroecologia, infraestrutura, preconceito e direitos sociais. A pesquisa-ação foi apontada como uma abordagem possível para conhecer a realidade local, analisá-la coletivamente e construir respostas com a participação das comunidades.

    Participantes visitam o viveiro de mudas e sistema agroecológico da Escola Família Agrícola de Sobradinho durante a programação técnica do encontro.
    Legenda: Participantes visitam o viveiro de mudas e sistema agroecológico da Escola Família Agrícola de Sobradinho durante a programação técnica do encontro.
    Foto: © Caio Leal/FIDA.

    Próximos passos

    O encontro também resultou em uma agenda de trabalho que inclui o mapeamento de escolas e territórios em cada estado, a definição de critérios para sua participação, a elaboração de objetivos, metas, indicadores e metodologias e o fortalecimento das equipes de assistência técnica e extensão rural (ATER).

    Entre as propostas está ainda a criação de um grupo de trabalho com pontos focais de juventude nos estados e nas equipes envolvidas, para promover o intercâmbio de experiências, acompanhar desafios e apoiar a construção de soluções comuns.

    Jogo pedagógico "Agenda 2030", desenvolvido pela EFA de Sobradinho, relaciona os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável à educação contextualizada com o Semiárido.
    Legenda: Jogo pedagógico “Agenda 2030”, desenvolvido pela EFA de Sobradinho, relaciona os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável à educação contextualizada com o Semiárido.
    Foto: © Caio Leal/FIDA.

    A estratégia deverá considerar as especificidades de cada território, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a coordenação entre os cinco estados e as instituições parceiras. A expectativa é que a atuação conjunta contribua para aproximar educação, participação juvenil e desenvolvimento rural sustentável no Semiárido.

    Assista ao vídeo e conheça mais sobre o encontro e as perspectivas para fortalecer a participação das escolas e das juventudes nos territórios do Sertão Vivo.

    Para saber mais, siga o FIDA no Facebook, Instagram,  LinkedIn, TikTok, X e YouTube  e siga FIDA na América Latina e o Caribe no X (espanhol).

    Contato para a imprensa: 

    Sobre o FIDA

    O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.

    Fonte: brasil.un.org

  • Cenipa recupera caixa-preta de helicóptero que levava cantor Rick

    Cenipa recupera caixa-preta de helicóptero que levava cantor Rick

    O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou ter recuperado a caixa-preta do helicóptero modelo Bell 430, que caiu na serra de Santa Catarina, na região do município de Urubici, no último domingo (20). O cantor Rick, da dupla sertaneja Rick e Renner, estava a bordo da aeronave. 

    Além dele, outras quatro pessoas viajavam no helicóptero. Nenhuma delas sobreviveu à queda.  

    A caixa-preta se refere ao gravador cujo nome técnico é Cockpit Voice Recorder (CVR, na sigla em inglês) e contém o registro das comunicações e dos sons na cabine de comando. O equipamento será enviado ao Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA), em Brasília (DF).

    O Cenipa informou que os trabalhos preliminares de preparação, extração e degravação dos dados serão iniciados pelos investigadores já nos próximos dias.

    Segundo o órgão, foi concluída nesta quarta-feira (23) a primeira etapa da investigação, após coleta de todas as evidências e partes da aeronave necessárias à investigação, liberando os demais destroços à autoridade policial competente, que deverá isolar e preservar o local do acidente, conforme previsto na legislação aeronáutica.

    A remoção dos destroços, dos bens transportados e a higienização do local do acidente caberá ao operador da aeronave.

    “Após a conclusão da Ação Inicial em Urubici (SC), a investigação avançará para a fase de análise de dados. Nesse estágio, serão examinadas as atividades relacionadas ao voo, o ambiente operacional e os fatores humanos, bem como realizados estudos pormenorizados de componentes, equipamentos, sistemas, infraestrutura, entre outros elementos relacionados à ocorrência”, disse o Cenipa, em nota.

    Acidente 

    O helicóptero caiu na mata fechada quando voava de Porto Belo, no litoral norte, para a cidade de São Joaquim, ambas em Santa Catarina. As buscas duraram cerca de 13 horas e foram feitas por aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), além de bombeiros e equipes de resgate. 

    Os destroços só foram encontrados por volta das 12h de terça-feira (22), na região de Urubici. Além de Rick, estavam também a bordo o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, o copiloto Leopoldo Barros Teixeira, o videomaker Paulo Soares e o empresário Bruno Avelar de Souza.

    O corpo de Rick será velado na cidade de Sorocaba (SP) nesta quinta-feira (24), em cerimônia reservada a familiares e amigos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Veja como foi a quarta-feira (23) dos presidenciáveis

    Veja como foi a quarta-feira (23) dos presidenciáveis

    A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (23) incluiu debates, entrevistas e encontros com apoiadores, além de visitas a instituições e atividades de campanha.

    >> Veja como foi o dia dos candidatos a presidente

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa participou do ato do comando de greve dos bancários, em Belo Horizonte, manifestando apoio aos grevistas.

    Ele visitou o Memorial de Direitos Humanos (antigo Dops) na capital mineira.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro fez live pelo canal TV Celular Flávio Bolsonaro no YouTube.

    Hertz Dias (PSTU)
    Em Belo Horizonte, o candidato participou de panfletagens na região da Escola Estadual Cecília Meireles e na avenida Sinfrônio Brochado.

    Ele participou de assinatura da carta compromisso com os candidatos do partido.

    Leonardo Avalanche (PRTB)
    O candidato Leonardo Avalanche não teve agenda pública de campanha.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    No Rio de Janeiro, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva participou de ato com artistas, lideranças políticas e personalidades da cultura para debater propostas para o setor. 

    Lula defendeu que é necessário mudar as leis para evitar interferências dos governantes nas políticas culturais. 

    “Colocar na Constituição é a forma mais segura de garantir a cultura”, disse. 

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos participou de encontro com apoiadores nas cidades de Sorocaba, Americana, Nova Odessa e Campinas, no estado de São Paulo.

    Ele disse que, em um eventual governo, trabalhará para a reindustrialização do país e que pretende enfrentar o tráfico internacional de drogas.

    “Temos que desmontar as bases operacionais de funcionamento do PCC, em que ele pega a droga que chega, coloca dentro de contêineres e manda para exportação”, disse.

    Romeu Zema (Novo) 
    O candidato Romeu Zema participou de debate da Revista Veja, em São Paulo. 

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Em São Paulo, o candidato Ronaldo Caiado visitou a Biblioteca Mario de Andrade e defendeu investimentos em cultura. 

    “Eu quero cada vez mais reafirmar que cultura é liberdade. Cultura não é propriedade de partido algum”, disse.

    Ele participou de debate na Revista Veja.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta não teve agenda pública de campanha.

    Samara Martins (UP)
    Em Salvador, a candidata Samara Martins fez panfletagem em frente ao complexo fabril Bahia Têxtil. Ela participou de plenária sobre educação pública na Frente da Biblioteca da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e de reunião com movimentos sociais da Bahia.

    “Nossas propostas foram muito bem recebidas, em especial o aumento de 100% do salário mínimo e o fim do bolsa banqueiro”, afirmou.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    O candidato Wilson Grassi concedeu entrevista ao programa Minuto Micheletto.

    Ele defende a proposta de construir hospitais veterinários públicos em todo o Brasil, reformar o Supremo Tribunal Federal e a oferta de toxina botulínica (botox) para mulheres de baixa renda como política de valorização da autoestima e da saúde emocional.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury visitou o Instituto Bacarelli, na capital paulista. Ele acompanhou uma aula de musicalização infantil, ensaio do coral e da orquestra. Cury participou do podcast Os Sócios, em Barueri, região metropolitana.

    O candidato cancelou sua participação no debate da Revista Veja hoje para viajar a Belo Horizonte, onde será realizado nesta sexta-feira (24) o velório do empresário Bruno Avelar, que morreu no acidente de helicóptero que também tirou a vida do cantor Rick e de mais três pessoas.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão não teve agenda pública de campanha.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Isabela Vieira (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Cenipa recupera caixa-preta de helicóptero que levava cantor Rick

    Cenipa recupera caixa-preta de helicóptero que levava cantor Rick

    Aeronave caiu em serra catarinense; todos os ocupantes morreram

    O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou ter recuperado a caixa-preta do helicóptero modelo Bell 430, que caiu na serra de Santa Catarina, na região do município de Urubici, no último domingo (20). O cantor Rick, da dupla sertaneja Rick e Renner, estava a bordo da aeronave. 

    Além dele, outras quatro pessoas viajavam no helicóptero. Nenhuma delas sobreviveu à queda.  

    A caixa-preta se refere ao gravador cujo nome técnico é Cockpit Voice Recorder (CVR, na sigla em inglês) e contém o registro das comunicações e dos sons na cabine de comando. O equipamento será enviado ao Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA), em Brasília (DF).

    O Cenipa informou que os trabalhos preliminares de preparação, extração e degravação dos dados serão iniciados pelos investigadores já nos próximos dias.

    Segundo o órgão, foi concluída nesta quarta-feira (23) a primeira etapa da investigação, após coleta de todas as evidências e partes da aeronave necessárias à investigação, liberando os demais destroços à autoridade policial competente, que deverá isolar e preservar o local do acidente, conforme previsto na legislação aeronáutica.

    A remoção dos destroços, dos bens transportados e a higienização do local do acidente caberá ao operador da aeronave.

    “Após a conclusão da Ação Inicial em Urubici (SC), a investigação avançará para a fase de análise de dados. Nesse estágio, serão examinadas as atividades relacionadas ao voo, o ambiente operacional e os fatores humanos, bem como realizados estudos pormenorizados de componentes, equipamentos, sistemas, infraestrutura, entre outros elementos relacionados à ocorrência”, disse o Cenipa, em nota.

    Acidente 

    O helicóptero caiu na mata fechada quando voava de Porto Belo, no litoral norte, para a cidade de São Joaquim, ambas em Santa Catarina. As buscas duraram cerca de 13 horas e foram feitas por aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), além de bombeiros e equipes de resgate. 

    Os destroços só foram encontrados por volta das 12h de terça-feira (22), na região de Urubici. Além de Rick, estavam também a bordo o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, o copiloto Leopoldo Barros Teixeira, o videomaker Paulo Soares e o empresário Bruno Avelar de Souza.

    O corpo de Rick será velado na cidade de Sorocaba (SP) nesta quinta-feira (24), em cerimônia reservada a familiares e amigos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Veja como foi a quarta-feira (23) dos presidenciáveis

    Veja como foi a quarta-feira (23) dos presidenciáveis

    Candidatos participaram de encontros com apoiadores

    A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (23) incluiu debates, entrevistas e encontros com apoiadores, além de visitas a instituições e atividades de campanha.

    >> Veja como foi o dia dos candidatos a presidente

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa participou do ato do comando de greve dos bancários, em Belo Horizonte, manifestando apoio aos grevistas.

    Ele visitou o Memorial de Direitos Humanos (antigo Dops) na capital mineira.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro fez live pelo canal TV Celular Flávio Bolsonaro no YouTube.

    Hertz Dias (PSTU)
    Em Belo Horizonte, o candidato participou de panfletagens na região da Escola Estadual Cecília Meireles e na avenida Sinfrônio Brochado.

    Ele participou de assinatura da carta compromisso com os candidatos do partido.

    Leonardo Avalanche (PRTB)
    O candidato Leonardo Avalanche não teve agenda pública de campanha.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    No Rio de Janeiro, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva participou de ato com artistas, lideranças políticas e personalidades da cultura para debater propostas para o setor. 

    Lula defendeu que é necessário mudar as leis para evitar interferências dos governantes nas políticas culturais. 

    “Colocar na Constituição é a forma mais segura de garantir a cultura”, disse. 

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos participou de encontro com apoiadores nas cidades de Sorocaba, Americana, Nova Odessa e Campinas, no estado de São Paulo.

    Ele disse que, em um eventual governo, trabalhará para a reindustrialização do país e que pretende enfrentar o tráfico internacional de drogas.

    “Temos que desmontar as bases operacionais de funcionamento do PCC, em que ele pega a droga que chega, coloca dentro de contêineres e manda para exportação”, disse.

    Romeu Zema (Novo) 
    O candidato Romeu Zema participou de debate da Revista Veja, em São Paulo. 

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Em São Paulo, o candidato Ronaldo Caiado visitou a Biblioteca Mario de Andrade e defendeu investimentos em cultura. 

    “Eu quero cada vez mais reafirmar que cultura é liberdade. Cultura não é propriedade de partido algum”, disse.

    Ele participou de debate na Revista Veja.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta não teve agenda pública de campanha.

    Samara Martins (UP)
    Em Salvador, a candidata Samara Martins fez panfletagem em frente ao complexo fabril Bahia Têxtil. Ela participou de plenária sobre educação pública na Frente da Biblioteca da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e de reunião com movimentos sociais da Bahia.

    “Nossas propostas foram muito bem recebidas, em especial o aumento de 100% do salário mínimo e o fim do bolsa banqueiro”, afirmou.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    O candidato Wilson Grassi concedeu entrevista ao programa Minuto Micheletto.

    Ele defende a proposta de construir hospitais veterinários públicos em todo o Brasil, reformar o Supremo Tribunal Federal e a oferta de toxina botulínica (botox) para mulheres de baixa renda como política de valorização da autoestima e da saúde emocional.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury visitou o Instituto Bacarelli, na capital paulista. Ele acompanhou uma aula de musicalização infantil, ensaio do coral e da orquestra. Cury participou do podcast Os Sócios, em Barueri, região metropolitana.

    O candidato cancelou sua participação no debate da Revista Veja hoje para viajar a Belo Horizonte, onde será realizado nesta sexta-feira (24) o velório do empresário Bruno Avelar, que morreu no acidente de helicóptero que também tirou a vida do cantor Rick e de mais três pessoas.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão não teve agenda pública de campanha.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Isabela Vieira (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Entidades denunciam agressões às mulheres que disputam cargos

    Entidades denunciam agressões às mulheres que disputam cargos

    As denúncias sobre violência política de gênero têm crescido, especialmente em ano de eleição. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que de 2022 a 2024 os processos relacionados a esse tipo de crime aumentaram 11 vezes. 

    Em Pernambuco, uma deputada estadual recebeu uma pedrada durante compromisso de campanha no interior do estado e foi parar no hospital. No Espírito Santo, um artefato explosivo foi lançado contra integrantes da campanha de uma candidata a deputada federal. Outra candidata, desta vez em Minas Gerais, recebeu ameaças de estupro na internet e teve dados de familiares expostos. No Rio de Janeiro, a ameaça foi de morte, inclusive com citação direta ao assassinato da ex-vereadora Marielle Franco.

    Todas essas denúncias foram recebidas por movimentos sociais que, diante da gravidade dos relatos, redigiu um documento pedindo medidas do Estado para coibir as agressões. O relatório foi entregue ao TSE.

    Enfrentamento

    A coordenadora de Incidência Política da organização Terra de Direitos, Gisele Barbiere, diz que o enfrentamento à violência política de gênero passa pela responsabilização dos agressores.

    “A impunidade, a falta de respostas para esses casos faz com que esses algozes se sintam mais encorajados a intimidar e violentar as mulheres dessa forma”, diz.

    A cooperação com as plataformas digitais e campanhas de conscientização das próprias vítimas sobre o que é a violência política também são apontadas pelos movimentos sociais como estratégias para tentar conter a violência.

    A coordenadora de Programas e Estratégia do Instituto Marielle Franco, Larissa Amorim, destaca que essa violência acaba atacando a própria democracia brasileira.

    “Quando você expõe dados pessoais, ou quando você ameaça a família daquela parlamentar ou daquela gestora pública, isso ameaça, inclusive, o direito ao exercício do seu mandato, ou exercício da sua ocupação de carácter político. O que, por sua vez, ameaça o princípio de representação política. Então, é um problema da nossa democracia”, diz.

    Mulheres negras

    Uma pesquisa do Instituto Marielle Franco publicado em 2025 mostra que a violência política não atinge todas as mulheres da mesma forma. O estudo analisou 77 casos de violência política entre 2021 e 2025. O resultado mostrou que 87% das vítimas eram mulheres negras.

    “O que a gente vê quando se trata dessa violência de gênero com esse recorte racial é uma violência muito mais perversa, porque ela sempre vai diretamente em críticas ao corpo, à aparência. São xingamentos comparando as mulheres a animais”, conta Barbieri.

    Larissa Amorim destaca que, uma forma de ajudar a combater o problema é inserir a perspectiva de raça na lei 14.192/2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher.

    “E por que isso é importante? Porque se ela (a lei) não traz uma dimensão racial na sua estrutura, essa certamente não é uma dimensão que será incorporada pelas políticas construídas a partir da lei. E é uma coisa que precisa ser feita pra gente qualificar a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento à violência política de gênero e raça. Porque as mulheres negras, as mulheres trans negras, inclusive, são alvo prioritário dessa violência”, diz.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Entidades denunciam agressões às mulheres que disputam cargos

    Entidades denunciam agressões às mulheres que disputam cargos

    Levantamento aponta que maioria dos casos envolve mulheres negras

    As denúncias sobre violência política de gênero têm crescido, especialmente em ano de eleição. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que de 2022 a 2024 os processos relacionados a esse tipo de crime aumentaram 11 vezes. 

    Em Pernambuco, uma deputada estadual recebeu uma pedrada durante compromisso de campanha no interior do estado e foi parar no hospital. No Espírito Santo, um artefato explosivo foi lançado contra integrantes da campanha de uma candidata a deputada federal. Outra candidata, desta vez em Minas Gerais, recebeu ameaças de estupro na internet e teve dados de familiares expostos. No Rio de Janeiro, a ameaça foi de morte, inclusive com citação direta ao assassinato da ex-vereadora Marielle Franco.

    Todas essas denúncias foram recebidas por movimentos sociais que, diante da gravidade dos relatos, redigiu um documento pedindo medidas do Estado para coibir as agressões. O relatório foi entregue ao TSE.

    Enfrentamento

    A coordenadora de Incidência Política da organização Terra de Direitos, Gisele Barbiere, diz que o enfrentamento à violência política de gênero passa pela responsabilização dos agressores.

    “A impunidade, a falta de respostas para esses casos faz com que esses algozes se sintam mais encorajados a intimidar e violentar as mulheres dessa forma”, diz.

    A cooperação com as plataformas digitais e campanhas de conscientização das próprias vítimas sobre o que é a violência política também são apontadas pelos movimentos sociais como estratégias para tentar conter a violência.

    A coordenadora de Programas e Estratégia do Instituto Marielle Franco, Larissa Amorim, destaca que essa violência acaba atacando a própria democracia brasileira.

    “Quando você expõe dados pessoais, ou quando você ameaça a família daquela parlamentar ou daquela gestora pública, isso ameaça, inclusive, o direito ao exercício do seu mandato, ou exercício da sua ocupação de carácter político. O que, por sua vez, ameaça o princípio de representação política. Então, é um problema da nossa democracia”, diz.

    Mulheres negras

    Uma pesquisa do Instituto Marielle Franco publicado em 2025 mostra que a violência política não atinge todas as mulheres da mesma forma. O estudo analisou 77 casos de violência política entre 2021 e 2025. O resultado mostrou que 87% das vítimas eram mulheres negras.

    “O que a gente vê quando se trata dessa violência de gênero com esse recorte racial é uma violência muito mais perversa, porque ela sempre vai diretamente em críticas ao corpo, à aparência. São xingamentos comparando as mulheres a animais”, conta Barbieri.

    Larissa Amorim destaca que, uma forma de ajudar a combater o problema é inserir a perspectiva de raça na lei 14.192/2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher.

    “E por que isso é importante? Porque se ela (a lei) não traz uma dimensão racial na sua estrutura, essa certamente não é uma dimensão que será incorporada pelas políticas construídas a partir da lei. E é uma coisa que precisa ser feita pra gente qualificar a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento à violência política de gênero e raça. Porque as mulheres negras, as mulheres trans negras, inclusive, são alvo prioritário dessa violência”, diz.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • BC amplia controle sobre criptomoedas e mira carteiras próprias

    BC amplia controle sobre criptomoedas e mira carteiras próprias

    O Banco Central (BC) ampliou as regras de controle sobre operações com ativos virtuais. O órgão determinou que transferências de criptomoedas de valor igual ou superior a US$ 10 mil, feitas de ou para carteiras autocustodiadas, sejam comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

    As novas regras entram em vigor em 1º de outubro de 2026 e também estabelecem novas exigências para empresas que atuam no mercado de ativos virtuais. A medida faz parte do conjunto de mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

    Principais mudanças

    A partir de 1º de outubro:

    • Transferências de ativos virtuais de US$ 10 mil ou mais envolvendo carteiras autocustodiadas deverão ser comunicadas ao Coaf;
    • Operações de câmbio em espécie de valor igual ou superior a US$ 10 mil também terão comunicação automática;
    • Empresas do setor passarão a fornecer novas informações para a supervisão do BC;
    • Prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) que em funcionamento deverão formalizar o pedido de autorização junto ao BC até essa mesma data.

    O limite de US$ 10 mil é um valor de comunicação obrigatória, sem representar proibição ou limite para movimentações com criptomoedas.

    Carteiras autocustodiadas

    As carteiras autocustodiadas são aquelas em que o próprio usuário mantém o controle dos ativos e das chaves privadas. Diferentemente de uma conta mantida em uma corretora ou outra instituição, não há necessariamente um intermediário responsável pela custódia dos recursos.

    Por isso, esse tipo de operação pode oferecer menos informações disponíveis para o acompanhamento das autoridades. A exigência de comunicação busca ampliar a transparência e permitir maior monitoramento das movimentações.

    Um exemplo é uma transferência acima de US$ 10 mil entre uma PSAV e uma carteira diretamente controlada pelo cliente. Nesse caso, a operação estará sujeita à comunicação prevista nas novas regras.

    Papel do Coaf

    O Coaf recebe, analisa e encaminha informações sobre operações que possam apresentar indícios de irregularidades financeiras.

    A comunicação de uma transação ao órgão não significa que a operação seja ilegal. O objetivo é permitir que as autoridades tenham informações para identificar padrões e situações que possam exigir análise.

    Regras para empresas

    As normas do BC para o mercado de ativos virtuais foram estabelecidas em novembro de 2025 e definiram obrigações para as empresas do setor.

    Entre as exigências estão:

    • Proteção e transparência para os clientes;
    • Prevenção à lavagem de dinheiro;
    • Segurança e controles internos;
    • Fornecimento de informações ao regulador;
    • Avaliação do perfil de risco dos clientes antes de operações mais complexas.

    As empresas também devem informar de forma clara os riscos envolvidos, as políticas de segurança e as tarifas cobradas.

    Prazos de autorização

    O 1º de outubro de 2026 é o prazo para as PSAVs que já operam no mercado formalizarem seus pedidos de autorização junto ao BC.

    As regras também estabelecem procedimentos para o encerramento de relacionamentos com empresas que não estejam autorizadas nem em processo de autorização.

    Algumas obrigações específicas relacionadas ao envio de dados para a supervisão do Banco Central entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2027.

    Câmbio em espécie

    As novas regras também determinam comunicação automática ao Coaf para operações de câmbio em espécie de valor igual ou superior a US$ 10 mil.

    A medida amplia o conjunto de operações acompanhadas pelas autoridades e reforça os mecanismos de controle sobre movimentações consideradas relevantes para a prevenção de crimes financeiros.

    Com as mudanças, o BC busca ampliar a quantidade e a qualidade das informações disponíveis sobre o mercado de ativos virtuais. A intenção é reforçar a supervisão, aumentar a transparência e reduzir riscos associados a operações nas quais há menor disponibilidade de dados sobre os participantes.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • BC amplia controle sobre criptomoedas e mira carteiras próprias

    BC amplia controle sobre criptomoedas e mira carteiras próprias

    Transferências a partir de US$ 10 mil serão comunicadas ao Coaf

    O Banco Central (BC) ampliou as regras de controle sobre operações com ativos virtuais. O órgão determinou que transferências de criptomoedas de valor igual ou superior a US$ 10 mil, feitas de ou para carteiras autocustodiadas, sejam comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

    As novas regras entram em vigor em 1º de outubro de 2026 e também estabelecem novas exigências para empresas que atuam no mercado de ativos virtuais. A medida faz parte do conjunto de mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

    Principais mudanças

    A partir de 1º de outubro:

    • Transferências de ativos virtuais de US$ 10 mil ou mais envolvendo carteiras autocustodiadas deverão ser comunicadas ao Coaf;
    • Operações de câmbio em espécie de valor igual ou superior a US$ 10 mil também terão comunicação automática;
    • Empresas do setor passarão a fornecer novas informações para a supervisão do BC;
    • Prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) que em funcionamento deverão formalizar o pedido de autorização junto ao BC até essa mesma data.

    O limite de US$ 10 mil é um valor de comunicação obrigatória, sem representar proibição ou limite para movimentações com criptomoedas.

    Carteiras autocustodiadas

    As carteiras autocustodiadas são aquelas em que o próprio usuário mantém o controle dos ativos e das chaves privadas. Diferentemente de uma conta mantida em uma corretora ou outra instituição, não há necessariamente um intermediário responsável pela custódia dos recursos.

    Por isso, esse tipo de operação pode oferecer menos informações disponíveis para o acompanhamento das autoridades. A exigência de comunicação busca ampliar a transparência e permitir maior monitoramento das movimentações.

    Um exemplo é uma transferência acima de US$ 10 mil entre uma PSAV e uma carteira diretamente controlada pelo cliente. Nesse caso, a operação estará sujeita à comunicação prevista nas novas regras.

    Papel do Coaf

    O Coaf recebe, analisa e encaminha informações sobre operações que possam apresentar indícios de irregularidades financeiras.

    A comunicação de uma transação ao órgão não significa que a operação seja ilegal. O objetivo é permitir que as autoridades tenham informações para identificar padrões e situações que possam exigir análise.

    Regras para empresas

    As normas do BC para o mercado de ativos virtuais foram estabelecidas em novembro de 2025 e definiram obrigações para as empresas do setor.

    Entre as exigências estão:

    • Proteção e transparência para os clientes;
    • Prevenção à lavagem de dinheiro;
    • Segurança e controles internos;
    • Fornecimento de informações ao regulador;
    • Avaliação do perfil de risco dos clientes antes de operações mais complexas.

    As empresas também devem informar de forma clara os riscos envolvidos, as políticas de segurança e as tarifas cobradas.

    Prazos de autorização

    O 1º de outubro de 2026 é o prazo para as PSAVs que já operam no mercado formalizarem seus pedidos de autorização junto ao BC.

    As regras também estabelecem procedimentos para o encerramento de relacionamentos com empresas que não estejam autorizadas nem em processo de autorização.

    Algumas obrigações específicas relacionadas ao envio de dados para a supervisão do Banco Central entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2027.

    Câmbio em espécie

    As novas regras também determinam comunicação automática ao Coaf para operações de câmbio em espécie de valor igual ou superior a US$ 10 mil.

    A medida amplia o conjunto de operações acompanhadas pelas autoridades e reforça os mecanismos de controle sobre movimentações consideradas relevantes para a prevenção de crimes financeiros.

    Com as mudanças, o BC busca ampliar a quantidade e a qualidade das informações disponíveis sobre o mercado de ativos virtuais. A intenção é reforçar a supervisão, aumentar a transparência e reduzir riscos associados a operações nas quais há menor disponibilidade de dados sobre os participantes.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br