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  • Petrobras aprova adesão à subvenção ao óleo diesel

    Petrobras aprova adesão à subvenção ao óleo diesel

    Empresa receberá subvenção de R$ 1 por litro do combustível

    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta sexta-feira (18), a adesão à subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes. A subvenção foi instituída pela Medida Provisória 1.391, de 11 de setembro de 2026.

    Com isso, a empresa receberá uma subvenção no valor em R$ 1 por litro de óleo diesel “A”, de uso rodoviário, pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período. O valor será transformado em desconto no valor do combustível vendido às revendedoras.

    Nesta semana, a Petrobras informou que decidiu também aumentar em R$ 1 o preço do litro do combustível vendido às revendedoras. Somando o desconto com o aumento, o diesel terá seu preço mantido.

    Outras subvenções 

    A Petrobras também informou, neste sábado (19), que recebeu uma parcela de R$ 448 milhões referente ao Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina, referente ao período de 16 a 31 de julho.

    Com esse pagamento, o valor acumulado recebido pela Petrobras dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

    Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

    Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

    Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.

    Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

    Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

    Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

    Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

    A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e lançou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

    Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos “nomes fundamentais da resposta do país à epidemia” e que Paulo Teixeira “dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento”.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Conheça Chongqing: metrópole-chave da transformação econômica chinesa

    Conheça Chongqing: metrópole-chave da transformação econômica chinesa

    Cidade é centro logístico da Nova Rota da Seda e polo industrial

    A transformação da China nas últimas cinco décadas, de país pobre e rural para potência industrial e tecnológica, pode ser observada no município de Chongqing, metrópole onde habitam 32 milhões de pessoas.  

    Um dos principais polos industriais da China, Chongqing une a arquitetura histórica chinesa a arranha-céus modernos e iluminados ao lado de edifícios afetados pelo tempo. Possui ainda enormes complexos de viadutos e até uma curiosa estação de metrô que passa por dentro de edifícios.

    Nesta semana, a Agência Brasil visitou o município chinês conhecido como cidade dos rios, das montanhas ou das neblinas. Ao chegar ao aeroporto Internacional de Jiangbei, o tempo fechado e as cadeias de montanhas do entorno explicam a fama do local.

    Ainda pouco conhecida no Brasil, a maior cidade do principal parceiro comercial do país é definida por Pequim como cidade-chave para a economia nacional, situada no interior do sudoeste da China e cortada pelo gigante rio Yangtzé, o maior da Ásia, e pelo rio Jialing. 

    Chongqing tem 82,4 mil quilômetros quadrados (km²), o que representa quase o dobro do estado do Rio de Janeiro (43 mil km²). É o maior município em extensão territorial do mundo. Oito milhões de pessoas vivem no principal centro urbano e as demais 24 milhões estão espalhadas por 37 distritos.

    Em 1997, a China transformou o município em cidade “nacional” ligada ao governo central, o que fez de Chongqing destino privilegiado das políticas de desenvolvimento traçadas em Pequim.


    Estação de metrô Liziba, em Chongqing, que passa por dentro de edifícios. Foto: Huang Wei/Xinhua
    Estação de metrô Liziba, em Chongqing, que passa por dentro de edifícios. Foto: Huang Wei/Xinhua – Huang Wei/Xinhua

    Polo Industrial

    Para se ter uma ideia, 39 das 41 grandes indústrias da China e todas as 31 principais categorias de manufatura do país têm sede em Chongqing. A cidade ainda abriga 19 fabricantes completos de veículos e mais de 1,2 mil empresas de autopeças.

    O silêncio dos motores dos carros nas ruas e as diversas estações de recarga de veículos comprovam que Chongqing é um centro de produção de carros elétricos, além de sediar empresas de equipamentos militares, tecnologia nuclear, indústria naval e aeroespacial.

    A vida noturna e cultural, o comércio vibrante e a culinária apimentada, liderada pelos chamados hot pots, espécie de fondue chinês com alimentos cozidos diretamente nas mesas em panelas com água fervendo, tem colocado Chongqing como um dos principais destinos turísticos do mundo.

    Ao falar para convidados de quase 20 países no Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, na última semana, o secretário do Comitê Municipal do Partido Comunista da China em Chongqing, Yuan Jiajun, destacou que a cidade busca colocar em prática o conceito de “civilização ecológica” definido pelo presidente chinês Xi Jinping.

    “A prática dinâmica da construção de uma nova Chongqing moderna comprova plenamente a poderosa força da verdade e a grande capacidade prática do pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era”, disse.

    Hub da Rota da Seda

    A metrópole do oeste da China também se destaca por ser um dos principais centros logísticos da Nova Rota da Seda, projeto de infraestrutura para conectar o país com o resto do mundo.

    Das fábricas do município, os produtos chineses alcançam a Europa, Ásia Central e Rússia por mais de 1,3 mil quilômetros de trens de alta velocidade e mais de 4,7 mil quilômetros de rodovias expressas, além do próprio rio Yangtzé que leva mercadorias até o porto de Xangai, a 1,4 mil quilômetros de distância.  

    O professor brasileiro André Pereira Reinnert Tokarski esteve em Chongqing pela segunda vez e visitou fábricas e indústrias da região.

    “A cidade vivia brigando com o rio [Yangtzé], lutando para sobreviver às ameaças que o rio eventualmente representava, de grandes enchentes e deslizamentos de terra. Até que buscou se reconciliar para olhar para a natureza não como uma inimiga, mas sim a se adaptar”, disse à Agência Brasil.

    Pesquisador do Centro Universitário Alves Faria (Unialfa), Tokarski coordena um projeto de cooperação entre Brasil e China que estuda os mecanismos de governança dos países em torno dos rios Yangtzé e Amazonas.

    Para o especialista, a cidade está no centro do contexto da “civilização ecológica” proclamada pelo governo chinês, que busca aliar desenvolvimento e melhoria das condições de vida da população à preservação ambiental.


    China, 18/09/2026 - Município de Chongqing, metrópole de 32 milhões de habitantes na China. Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil
    Município de Chongqing, metrópole de 32 milhões de habitantes na China. Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil

    *Repórter viajou a convite do Comitê Municipal do Partido Comunista Chinês (CPC) em Chongqing e da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • China busca conexão e cooperação entre povos por meio dos grandes rios

    China busca conexão e cooperação entre povos por meio dos grandes rios

    Fórum em Chongqing reuniu especialistas de quase 20 países

    A China vem buscando conectar diferentes povos por meio da relação das populações com os grandes rios do planeta. O rio Yangtzé, espinha dorsal da economia chinesa, foi o ponto de encontro de convidados de países cortados por rios como o Amazonas, na América do Sul, o Nilo, na África, o Danúbio, na Europa, e o Mississippi, nos Estados Unidos. 

    Representado por pesquisadores e jornalistas, o Brasil teve lugar de destaque na 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado nesta semana em Chongqing, cidade do coração industrial da China, com seus 32 milhões de habitantes. 

    O evento é parte da estratégia do presidente Xi Jinping, lançada em março de 2023, da Iniciativa para a Civilização Global, que tem entre os objetivos promover “valores comuns” da humanidade por meio da cooperação entre os países.

    Com o tema “Conectando Rios e Mares, compartilhando a sabedoria das civilizações”, o evento deste ano reuniu especialistas, jornalistas e artistas de quase 20 países, como Egito, Sérvia, Austrália, Reino Unido, México, Turquia e Coreia do Sul.


    China, 18/09/2026 - Abertura da 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado em Chongqing. Foto: CHONGQING DAILY/Divulgação
    Abertura da 4ª edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizado em Chongqing. Foto: CHONGQING DAILY/Divulgação

    No evento em Chongqing, buscou-se ainda projetar a Rota Econômica do Rio Yangtzé, gigante afluente que corta a China com 6,3 mil quilômetros, sendo considerado, ao lado do rio Amarelo, um dos berços da civilização milenar chinesa e que conecta o interior do país ao porto de Xangai.

    Após mais de 33 horas de viagem de Brasília a Chongqing, a Agência Brasil acompanhou o Fórum deste ano, que contou com uma viagem de cruzeiro por cerca de 440 quilômetros pelo leito do rio Yangtzé, visitando templos e fortalezas com centenas ou milhares de anos de história, como a antiga fortaleza de Shibaozhai e o templo de Zhang Fei.

    Os estudiosos chineses argumentam que a origem do desenvolvimento humano em torno do Yangtzé tem sido deixada de lado na historiografia ocidental. Nos últimos anos, pesquisas arqueológicas locais vêm revelando que a agricultura do arroz na região data de quase 10 mil anos.

    “Durante muito tempo, o centro de gravidade do discurso da pesquisa sobre as civilizações dos grandes rios do mundo inclinou-se para a Mesopotâmia e o Nilo, formando paradigmas analíticos e estruturas disciplinares de estilo ocidental”, afirmou Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS).

    Presentes no encontro, especialistas egípcios compartilharam, entre outras experiências, o modelo de medição das águas do rio Nilo, uma forma de antecipar secas e enchentes. O professor da Faculdade de Arqueologia da Universidade de Luxor, no Egito, Alaa Hussein Mahmoud Menshawy, destacou a importância desse intercâmbio cultural.

    “Poluição, mudanças climáticas, crescimento populacional e transformações ambientais podem afetar os rios e as comunidades que dependem deles. Ao compartilhar conhecimentos e trabalhar em conjunto, os países podem aprender maneiras mais eficazes de proteger os rios e as populações que deles dependem”, disse.


    China, 18/09/2026 - Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil
    Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). Foto: Lucas Pordeus León/Agência Brasil

    Rio Yangtzé

    O desenvolvimento econômico chinês das últimas cinco décadas, que transformou o país de rural e pobre em uma potência industrial e tecnológica, trouxe diversos problemas ambientais ao rio Yangtzé, o maior da Ásia.

    Entre eles, destaca-se a extinção de uma das únicas três espécies de golfinhos de água doce do mundo, o golfinho Baiji, ou golfinho do rio Yangtzé, em 2006.

    O professor chinês Li Guoqiang reconheceu à Agência Brasil que a China, em busca do desenvolvimento econômico rápido, percorreu caminhos “tortuosos” que danificaram o equilíbrio ecológico do Yangtzé, mas destacou que isso teria mudado.

    “No processo de desenvolvimento contemporâneo, damos mais atenção ao ambiente ecológico porque temos uma concepção: a teoria das duas montanhas, que busca prioridade ecológica e desenvolvimento econômico”, disse.

    Entre as mudanças destacadas em relação ao rio, está a proibição da pesca profissional que já dura dez anos, além de projetos de recuperação do rio.

    Civilização ecológica

    O Estado chinês vem, ao longo dos últimos anos, incorporando às suas políticas a doutrina da civilização ecológica, que busca conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental. Em 2012, o tema virou “prioridade nacional” e, em 2018, foi incluído na Constituição, virando uma política de Estado permanente.

    A professora brasileira especialista em biodiversidade Vera Maria Ferreira da Silva, do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), destacou no Fórum do Rio Yangtzé deste ano que a industrialização e a urbanização da China e navegação no Yangtzé prejudicaram a fauna do afluente.

    “De um modo geral, houve uma mudança do governo como um todo para se voltar mais à conservação e à restauração dos ambientes porque eles chegaram a um limite, ou começavam a cuidar rápido desse problema ou iriam perder tudo”, comentou à Agência Brasil.


    Brasília - 18/09/2026 - Economia da China. Foto: Agência Brasil
    Arte/Agência Brasil

    Rio Amazonas

    Como parte do esforço para conectar histórias entre os povos ligados a grandes rios, uma equipe da mídia estatal chinesa Centro Internacional de Comunicação do Oeste da China (WCICO) viajou ao Brasil para gravar um documentário, ainda a ser lançado, que busca contar histórias de povos ribeirinhos amazônicos e chineses, chamado “Quando o Yangtzé encontra o Amazonas”.  

    A produtora do documentário, Vivian Yan, disse à Agência Brasil que a diversidade de pessoas e comunidades no Amazonas chamou sua atenção. 

    “Conhecê-las me fez perceber que o Rio Amazonas é muito mais vibrante e multifacetado do que aquilo que eu havia visto na televisão. Me mostrou o quão estreitamente o cotidiano delas está ligado ao rio e ao meio ambiente ao redor”, relata a diretora da Bridging News, que controla o WCICO.

    A professora Vera Maria disse à Agência Brasil esperar que o Brasil possa aprender com a experiência chinesa para evitar erros e minimizar impactos ambientais na exploração econômica da região amazônica.

    “Não adianta trazer o modelo econômico de Minas, de Goiás ou de São Paulo para a Amazônia porque não vai funcionar. Espero que a gente não chegue também a um ponto extremo de destruição para poder correr atrás do prejuízo”, comentou.

    Para a pesquisadora do INPA, é preciso aprender com os povos indígenas amazônicos e apostar em economias que contribuam para manter a floresta em pé, evitando atividades como a dragagem dos rios.

    “A extração ou o cultivo e o uso de plantas amazônicas, como açaí ou a castanha-do-Brasil e outros produtos, estão gerando recursos tão grandes quanto os de outras atividades que levam à destruição da floresta”, disse.

    Vera Maria lembra que todos os mamíferos aquáticos do Rio Amazonas estão classificados, de alguma forma, como ameaçados.

    Outro pesquisador brasileiro presente no Fórum foi André Pereira Reinnert Tokarski, professor do Centro Universitário Alves Faria (Unialfa). Pela segunda vez na China, Tokarski avalia que é preciso encontrar um “caminho do meio” para a Amazônia.

    O especialista avalia que há uma polarização entre, de um lado, uma visão que prega uma exploração predatória que busca apenas lucro imediato e, de outro, uma posição que tende a rejeitar qualquer atividade econômica na região.

    “Qualquer atividade humana causa impacto ambiental. Agora, você deixar uma grande parte da população local na miséria também é um impacto socioambiental não desejável. Contraditoriamente, a Amazônia é a região do país que tem mais água, mas é onde mais se utiliza diesel para geração de energia”, ponderou.
     

    *Repórter viajou a convite do Comitê Municipal do Partido Comunista Chinês (CPC) em Chongqing e da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS). 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil bate Suíça e avança na Copa Davis

    Brasil bate Suíça e avança na Copa Davis

    Orlando Luz e Rafael Matos carimbam vaga no Rio de Janeiro

    A dupla brasileira de Orlando Luz e Rafael Matos confirmou o favoritismo diante dos suíços Jakub Paul e Dominic Stricker, venceu por 2 sets a 0, e fez o terceiro ponto da equipe brasileira. Com o resultado, o time nacional fez 3 a 0 nl duelo contra os europeus e avançou no Grupo Mundial 1 da Copa Davis. As parciais do jogo no Rio de Janeiro foram 7/6(1) 6/2 após 1h45 de encontro.

    As outras vitórias foram de João Fonseca e Gustavo Heide em simples, na sexta-feira.

    Com o resultado, o Brasil está classificado para os Qualifers, e tem chances de brigar por vaga na fase final na temporada 2027.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • FMI: IA pode impulsionar crescimento, mas aumentar tensões econômicas

    FMI: IA pode impulsionar crescimento, mas aumentar tensões econômicas

    Alerta foi feito a ministros das Finanças da União Europeia

    A inteligência artificial pode elevar a produtividade europeia em cerca de 1% ao longo de cinco anos, mas corre o risco de ampliar a desigualdade, sobrecarregar as redes de energia e aumentar a dependência de tecnologia estrangeira, a menos que os governos aprofundem a integração econômica, diz documento do Fundo Monetário Internacional.

    A nota, elaborada para uma reunião informal dos ministros das Finanças da União Europeia em Dublin, nos dias 18 e 19 de setembro, informou que os benefícios e custos da IA provavelmente serão distribuídos de forma desigual entre países, regiões e trabalhadores.

    O documento afirma que a conclusão do mercado único da UE ajudaria a difundir a adoção da IA e seus ganhos de maneira mais uniforme entre os 27 países do bloco.Também ecoa as preocupações levantadas pelo ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi e pela Comissão Europeia de que os mercados fragmentados de capital, trabalho e energia da Europa estão impedindo o investimento e a inovação.

    O FMI estimou que cerca de 60% dos trabalhadores nas economias europeias avançadas estão empregados em ocupações altamente expostas à IA. Embora alguns possam se tornar mais produtivos por meio de ferramentas de IA, outros correm o risco de serem deslocados à medida que tarefas rotineiras são automatizadas, afirmou o documento, particularmente em empregos onde é mais provável que a IA substitua a mão de obra do que a complemente.

    De acordo com o documento, os centros de dados da Europa já consomem cerca de 3% da eletricidade do continente e a demanda aumentaria acentuadamente à medida que o uso da IA se expandisse. Grandes centros tecnológicos, como Frankfurt, Londres, Amsterdã, Paris e Dublin, estão entre as áreas mais expostas, com aglomerados de centros de dados já exercendo pressão sobre as redes elétricas locais.

    Para lidar com isso, a UE deveria investir em infraestrutura de rede transfronteiriça e aprofundar a integração do mercado europeu de energia, disse o FMI.

    O documento também alertou que a Europa corre o risco de desenvolver outra dependência estratégica, pois EUA e China dominam o desenvolvimento de modelos de IA. Afirmou que a Europa precisaria de investimentos significativos em seu próprio setor de IA para evitar ficar dependente de tecnologia estrangeira.

    Os ganhos da IA também provavelmente serão distribuídos de forma desigual entre os países e dentro da UE, segundo o documento. As economias mais avançadas devem se beneficiar de forma desproporcional, pois estão mais bem preparadas para a tecnologia e mais expostas a ela.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil é eliminado pela Espanha nas quartas da Copa Feminina sub-20

    Brasil é eliminado pela Espanha nas quartas da Copa Feminina sub-20

    Time perdeu por 1 a 0 e está fora da competição mundial

    A seleção brasileira de futebol feminino perdeu para a Espanha por 1 a 0, na Arena Sosnowiec, na Polônia, neste sábado (19). O resultado eliminou o time da técnica Camilla Orlando nas quartas de final da Copa do Mundo feminina sub-20. 

    O gol das europeias foi marcado aos 26 minutos do primeiro tempo. Rosalia cruzou e Pau Comendador concluiu de cabeça. A Espanha enfrenta, agora, a Itália na semifinal.

    Enquanto isso, o Brasil volta para casa. As jogadoras conseguiram três vitórias na primeira fase: 4 a 1 contra a Tanzânia, 3 a 0 diante do Canadá e 2 a 1 sobre a Inglaterra.

    Já nas oitavas de final, a vaga foi conquistada na disputa de pênaltis diante dos Estados Unidos. A Seleção ainda tenta o título inédito, as melhores campanhas foram o terceiro lugar em 2006 e 2022.

    A Espanha tenta o bicampeonato depois do título de 2022 sobre o Japão.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Rádio MEC transmite domingo o concerto da Orquestra Filarmônica de MG

    Rádio MEC transmite domingo o concerto da Orquestra Filarmônica de MG

    Apresentação integra a série Concertos para a Juventude

    A partir das 11h deste domingo (20), a Rádio MEC transmite ao vivo mais um concerto da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. A apresentação integra a série Concertos para a Juventude e será realizada diretamente da Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, sob regência do maestro José Soares.

    A edição número 5 da série tem como destaque a participação dos solistas Rafael Mendes, na tuba; e Isaac Carvalho, no trompete. A transmissão dá continuidade à temporada 2026 de concertos ao vivo da Rádio MEC, com apresentações de importantes formações sinfônicas do país.

    Entre as peças selecionadas no programa estão Fanfarra para um Homem Comum, de Copland; Concerto para Trompete em Mi Bemol Maior, de Haydn; Variações Sinfônicas – 1º movimento, de Curnow; Pompa e Circunstância, op. 39: marchas nº 4 e nº 1, de Elgar; Cavalaria Ligeira: Abertura, de Suppé; e A Força do Destino: Abertura, de Verdi.

    Natural de São Paulo, José Soares é regente associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, depois de ter atuado como regente assistente nas duas temporadas anteriores. Vencedor do 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, em 2021, também recebeu o prêmio do público na competição.

    Rafael Mendes é natural de Nova Odessa, interior de São Paulo, e ingressou na Banda Sinfônica do Estado de São Paulo aos 15 anos, onde foi Eufonista Principal por dezessete anos. Na Alemanha, atuou como professor de low brass na Orchesterschule KlangWelt e eufonista solo da BlechKlang Brass Band.

    Conquistou o primeiro lugar no concurso nacional Prelúdio da TV Cultura e no Deutsches Musikfest, na Alemanha. Além disso, obteve o 3º lugar no concurso nacional Prêmio Weril, foi finalista do concurso nacional Furnas Geração Musical e semifinalista da International Tuba and Euphonium Competition, na Áustria. 

    Membro da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca, Isaac Carvalho apresenta um trabalho contínuo de estudos, aperfeiçoando uma trajetória marcada por um talento de exceção. Aprovado no programa de verão da Juilliard School, de Nova York, Isaac amplia seus horizontes cada vez mais, despontando como um dos grandes nomes da atual geração na música de concerto brasileira.

    A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é referência no Brasil e no exterior desde sua fundação, em 2008. A Filarmônica reúne 90 músicos de diferentes regiões do Brasil, da Europa, da Ásia e das Américas.

    A Orquestra recebeu numerosas menções e prêmios, possui 19 álbuns gravados e obteve uma indicação ao Grammy Latino em 2020. Possui ainda ações de formação profissional e realiza com recorrência transmissões ao vivo de suas apresentações.

    Serviço

    Rádio MEC transmite ao vivo concerto da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais neste domingo (20), às 11 horas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Nova espécie de felino é identificada em florestas da Bolívia

    Nova espécie de felino é identificada em florestas da Bolívia

    Equipe de pesquisadores foi liderada por professor da PUCRS

    Uma nova espécie de felino, batizado de Leopardus tilcayo, foi identificada em florestas montanhosas da Bolívia, em uma região conhecida como Nor Yungas.

    A descoberta foi feita por uma equipe de pesquisadores liderados pelo professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Eduardo Eizirik.

    A descrição científica de uma nova espécie de felino é a primeira em mais de um século. O trabalho, publicado na revista científica Current Biology, foi feito a partir da análise genômica de um animal conhecido pelo apelido de “Tigrino”.

    O macho foi encontrado ainda filhote, em 2016, por um morador da região de Nor Yungas, na Bolívia. Posteriormente, foi levado ao refúgio de animais La Senda Verde, onde permaneceu. 

    Os resultados genômicos publicados no estudo no dia 17 de setembro mostraram que o animal não pertencia à espécie que anteriormente se imaginava (Leopardus tigrinus), mas fazia parte de uma linhagem evolutivamente distinta que, até então, não havia sido reconhecida pela ciência. 

    “Este é um estudo que evidencia o quanto ainda há para se descobrir sobre a biodiversidade do planeta. Mesmo entre animais carismáticos e conhecidos como os felinos, espécies podem permanecer desconhecidas durante séculos. Descobrir e entender estas espécies é vital para que também saibamos como protegê-las”, destacou Eizirik. 

    De acordo com a PUCRS, o  artigo Phylogenomics and museomics reveal five distinct species of tiger cats in South America também produziu nova compreensão sobre a diversidade de gatos-do-mato conhecidos em inglês como “tiger cats”.

    Segundo a pesquisa, o grupo, até recentemente considerado uma única espécie, é, na realidade, composto por cinco espécies diferentes.

    A conclusão foi possível graças ao sequenciamento e à análise de genomas completos de 38 indivíduos provenientes de diferentes regiões da América do Sul. Entre os materiais analisados estavam oito exemplares históricos mantidos em museus da Europa e dos Estados Unidos. 

    Segundo Eizirik, os gatos-do-mato analisados podem ser classificados como espécies crípticas, conceito utilizado pela ciência para designar animais de aparência muito semelhante, mas que apresentam diferenças genéticas e trajetórias evolutivas independentes.

    “Essa semelhança visual fez com que diferentes espécies fossem, durante muito tempo, confundidas e classificadas como uma só”, afirma. 

    A pesquisa reuniu cientistas da PUCRS e de instituições parceiras do Brasil, Bolívia, Peru, Bélgica, Colômbia, Estados Unidos e Reino Unido. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Groenlândia e Dinamarca dizem que acordo com EUA não cederá soberania

    Groenlândia e Dinamarca dizem que acordo com EUA não cederá soberania

    Tratado deve ser assinado durante a Assembleia Geral da ONU

    Dinamarca e Groenlândia afirmaram neste sábado (19) que qualquer acordo com os Estados Unidos não comprometerá a soberania da Groenlândia, depois que o presidente Donald Trump disse que o acordo daria a Washington “controle permanente” sobre a segurança da ilha ártica, deixando seu escopo exato pouco claro.

    Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia anunciaram na noite de sexta-feira que firmaram um acordo para que os EUA desenvolvessem uma presença militar significativa na Groenlândia, proibindo os adversários dos EUA de construir suas próprias bases na ilha.

    Detalhes-chave do acordo não foram divulgados, incluindo o grau de presença militar dos EUA no território dinamarquês autônomo e se algum poder formal sobre a política externa e os recursos seria cedido a Washington.

    Dinamarca e Groenlândia expressaram esperança de que o acordo, que deve ser assinado durante a Assembleia Geral da ONU na próxima semana, ponha fim a meses de incerteza provocada pelas ameaças de Trump de assumir o controle da Groenlândia.

    “A próxima semana pode ser uma boa semana — para a Groenlândia, a Dinamarca e os Estados Unidos”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, em comunicado publicado no Facebook hoje.

    “Esperamos que este período de incerteza dê lugar a um acordo vinculativo que fortaleça a segurança no Ártico e no Atlântico Norte e, consequentemente, nossa segurança compartilhada dentro da Otan e da Europa — respeitando, ao mesmo tempo, os limites inegociáveis do Reino (da Dinamarca)”, disse ele.

    Dinamarca e Groenlândia têm insistido repetidamente para que Washington respeite a soberania do Reino da Dinamarca e aceite que a Groenlândia não está à venda.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br