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  • Cargos de liderança são só 1,5% das vagas para pessoas com deficiência

    Cargos de liderança são só 1,5% das vagas para pessoas com deficiência

    Empresas destinam maioria dos postos para posições operacionais

    Apenas 1,5% das vagas destinadas a pessoas com deficiência (PcDs) ofertam posições técnicas e gerenciais, aponta levantamento inédito da startup Egalite. O levantamento considera dados de 116 mil profissionais cadastrados e mais de 19 mil vagas ativas no portal Inclui PcD, da própria startup, especializada em projetos para empregabilidade de pessoas com deficiência.

    As empresas destinam grande parte das vagas para posições operacionais, que representam 98,5% dos postos de trabalho. Por outro lado, o levantamento aponta que 31% de todas as candidaturas espontâneas desses profissionais são direcionadas para posições gerenciais e técnicas.

    Embora esses dados apontem para um cenário desafiador, a pesquisa destaca um avanço nas organizações empenhadas na inclusão e no crescimento efetivo desses profissionais.

    Metade das organizações analisadas no portal Inclui PcD já disponibiliza todas as suas vagas, desde posições de entrada até cargos de liderança e especialistas, para pessoas com deficiência, superando a exigência legal de cotas.

    Um dos fundadores da Egalite e embaixador e CEO da Rede Empresarial de Inclusão Social, Djalma Scartezini aponta que a maioria das vagas de trabalho é para cargos operacionais, pois o varejo é a base da pirâmide e, por isso, disponibiliza maior quantidade de postos de trabalho.

    “Não existem cargos de liderança na mesma proporção que cargos de entrada”, diz Djalma Scartezini.

    Contudo, o diretor executivo reconhece que existe uma falta de vagas de gerência destinada à população PcD. “Eu sendo um executivo com deficiência também não estou contente de ver poucos pares com deficiência em cargos de direção. O que eu acho que é positivo é que tem avançado esse número.”

    Ele cita a última feira Inclui PcD, uma iniciativa da Egalite, que abriu 19 mil vagas para pessoas com deficiência, das quais quase 4 mil eram cargos para especialistas, coordenadores e primeiros estágios de liderança.

    Outro dado relevante da pesquisa demonstra que a pretensão salarial mediana de candidatos PcD é de R$ 1.450, valor abaixo do salário mínimo em vigor (R$ 1.621). O dado revela que os trabalhadores muitas vezes chegam aos processos seletivos cobrando menos do que o que é de direito.

    Muitas vezes esse cenário se dá por um viés de mercado que utiliza marcadores identitários – como deficiência, gênero, raça e orientação sexual – para desqualificar as pessoas. Como aponta Scartezini, frequentemente, as próprias vagas oferecidas a PcDs já são disponibilizadas com valores de remuneração reduzidos em relação aos parâmetros de mercado.

    Uma outra barreira enfrentada por trabalhadores com deficiência é o recuo de postos de trabalho no modelo home office. De acordo com dados da Inclui PcD, o percentual de vagas remotas e híbridas sofreu queda de 28,4% em 2024 para somente 0,8% em 2026.

    “O modelo de trabalho remoto remove barreiras cruciais de mobilidade urbana e transporte público inacessível para pessoas com deficiência física”, explica o CEO da Egilate, Guilherme Braga.

    Além disso, para profissionais neurodivergentes, o ambiente de casa atua como um regulador sensorial, possibilitando a gestão de estímulos do ambiente, a adaptação do espaço de trabalho e a diminuição da sobrecarga social.

    *Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Confira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (19 e 20)

    Confira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (19 e 20)

    Candidatos participam de sabatinas, atos e caminhadas no sábado

    A agenda dos candidatos à Presidência neste fim de semana inclui sabatinas, atos políticos, caminhadas e panfletagens. Também estão previstas visitas a municípios, participação em eventos e manifestações culturais, além de encontros com empresários e apoiadores e atividades de campanha em diferentes cidades.

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de sabatina do Jornal da Record, em São Paulo (SP), sábado. 

    Flávio Bolsonaro (PL)
    No sábado, faz comícios em Joinville (SC) e Chapecó (SC).

    Hertz Dias (PSTU)
    No Rio de Janeiro, faz panfletagem no calçadão de Madureira e participa de festa da campanha na Portelinha. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Participa de ato no Centro de Florianópolis (SC), no sábado pela manhã. 

    Renan Santos (Missão) 
    No sábado, visita os municípios de Capão da Canoa (RS), Criciúma (SC) e Florianópolis (SC). Domingo, visita Balneário Camboriú (SC), 13h Blumenau (SC) e Curitiba (PR). 

    Romeu Zema (Novo)
    Participa de caminhada na feira Eldorado, em Contagem, no sábado. Também almoça com empresários e apoiadores na cidade.  

    Ronaldo Caiado  (PSD)
    No sábado, visita o comércio do Centro de Osasco (SP) e participa de sabatina no SBT.  

    Samara Martins (UP)
    No Rio de Janeiro, faz caminhada em Madureira e panfletagem faz panfletagem em frente à Império Serrano, no sábado. À noite, participa de voo noturno nos Arcos da Lapa.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    Participa do Rocky Mountain Games, em São Paulo, no sábado. 

    A candidata Clariana Barão (DC) não tem agenda pública de campanha.

    Os candidatos Edmilson Costa (PCB), Leonardo Avalanche (PRTB), e Rui Costa Pimenta (PCO) não divulgaram a agenda pública de campanha até o momento desta publicação. 

    A ordem de apresentação da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Condenados por violência doméstica terão de passar por reabilitação

    Condenados por violência doméstica terão de passar por reabilitação

    Decisão do STJ restabelece obrigatoriedade de medidas educativas

    O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), decisão favorável que restabelece a obrigatoriedade de participação de condenados por violência doméstica em grupos reflexivos de reeducação.

    A decisão da 6ª Turma do STJ consolida o entendimento de que a resposta penal nos crimes de violência de gênero deve contemplar não apenas o aspecto punitivo, mas também medidas educativas e preventivas. 

    “A medida visa transcender o caráter meramente retributivo da sanção e promover espaços de diálogo e reflexão que conduzam à responsabilização do agressor e à efetiva readequação comportamental, com o escopo precípuo de coibir a reiteração delitiva”, avaliou o ministro relator Rogério Schietti Cruz.

    De acordo com o MPRJ, a participação obrigatória de agressores em grupos reflexivos e programas de reeducação, prevista na Lei Maria da Penha, tem como objetivo reduzir a reincidência da violência doméstica e fortalecer a proteção às vítimas.

     A medida tem a finalidade de romper o ciclo da violência por meio de ações pedagógicas voltadas aos autores das agressões, incentivando a reflexão sobre seus comportamentos.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ONU: Novos riscos globais avançam mais rápido do que a capacidade de resposta multilateral

    ONU: Novos riscos globais avançam mais rápido do que a capacidade de resposta multilateral

    O cenário de riscos globais mudou significativamente nos últimos dois anos. Conflitos e guerras passaram ao centro das preocupações, enquanto os avanços tecnológicos e os riscos econômicos ganharam importância. Ao mesmo tempo, a percepção sobre a capacidade das instituições multilaterais de responder a esses desafios diminuiu em diversas áreas.

    Os dados fazem parte de um novo relatório das Nações Unidas, baseado em uma pesquisa com cerca de 1,3 mil representantes de governos, empresas, sociedade civil e sistema ONU, de todas as regiões do mundo.

    Os participantes avaliaram 28 riscos globais, agrupados em cinco categorias — política, tecnologia, economia, meio ambiente e sociedade — considerando sua probabilidade, gravidade, velocidade de materialização e o grau de preparação do sistema multilateral para responder a eles.

    A comparação com a pesquisa anterior, realizada em 2024, mostra uma mudança no mapa de riscos. Naquele ano, as maiores preocupações estavam relacionadas ao meio ambiente, à desinformação e às pandemias. Em 2026, os riscos geopolíticos ganharam destaque.

    O relatório define como vulnerabilidade global a existência de uma grande diferença entre a importância atribuída a um risco e a capacidade percebida das instituições multilaterais de responder a ele.

    Riscos políticos são a principal vulnerabilidade

    Os riscos políticos registraram a mudança mais expressiva desde 2024. Todos foram considerados mais importantes do que há dois anos, enquanto a percepção sobre a preparação das instituições multilaterais caiu em quase todos os casos.

    O risco de guerra em larga escala se destaca especialmente. Ele está entre os riscos mais interconectados, aumentou em importância e apresentou a maior queda na percepção sobre a capacidade de resposta multilateral.

    Inteligência artificial e outras tecnologias ampliam vulnerabilidades

    A percepção sobre a preparação multilateral para riscos tecnológicos permaneceu baixa, em níveis semelhantes aos observados em 2024.

    Por outro lado, aumentou de forma significativa a importância atribuída aos riscos relacionados à inteligência artificial e às tecnologias de fronteira, assim como à concentração de poder impulsionada pela tecnologia.

    As preocupações com possíveis rupturas de sistemas de cibersegurança também permanecem. Segundo a pesquisa, a compreensão desses riscos ainda é limitada, enquanto as tecnologias avançam rapidamente.

    A combinação entre maior importância percebida e baixa preparação coloca os riscos tecnológicos entre as principais vulnerabilidades globais.

    Riscos econômicos ganham espaço

    As preocupações com os riscos econômicos também aumentaram. Quatro dos cinco riscos avaliados nessa categoria foram considerados mais importantes do que em 2024.

    A possibilidade de uma crise financeira global aparece como destaque, especialmente devido à preocupação com seus efeitos sistêmicos e com a capacidade do sistema multilateral de coordenar uma resposta internacional.

    Meio ambiente: menos preocupação relativa, mas lacunas permanecem

    Os riscos ambientais foram considerados, em geral, um pouco menos importantes do que em 2024. A percepção sobre a preparação multilateral, porém, continua desigual.

    A perda de biodiversidade e a poluição em larga escala deixaram de aparecer entre as áreas de maior vulnerabilidade. A mudança ocorreu principalmente porque esses riscos passaram a ser considerados menos importantes, e não porque a preparação para enfrentá-los tenha melhorado.

    A vulnerabilidade continua elevada diante dos riscos relacionados a desastres naturais, devido, em parte, à percepção de baixa capacidade para reduzi-los. A inação diante da mudança do clima continua sendo considerada o risco global de maior importância.

    Riscos sociais apresentam menor vulnerabilidade

    Seis anos após o início da pandemia de COVID-19, diminuiu a preocupação com novas pandemias e riscos biológicos em comparação com 2024.

    Também perderam importância relativa os riscos relacionados a movimentos em massa de pessoas e à proliferação de atores não estatais.

    Ao mesmo tempo, as pessoas participantes consideraram o sistema multilateral mais preparado para responder a esses riscos do que há dois anos.

    Um mapa de riscos em transformação

    A comparação entre as pesquisas de 2024 e 2026 mostra que o cenário global não está apenas mudando, mas que os diferentes riscos estão evoluindo em ritmos distintos.

    Os resultados apontam para uma maior preocupação com conflitos, tecnologias de fronteira e instabilidade econômica, ao mesmo tempo em que algumas ameaças ambientais e sociais perderam importância relativa.

    Para as Nações Unidas, compreender essas mudanças é fundamental para fortalecer a capacidade de prevenção e resposta internacional. Ao oferecer aos Estados-membros e formuladores de políticas uma visão compartilhada e baseada em evidências sobre os riscos globais e a capacidade de resposta do sistema multilateral, o relatório busca contribuir para que ações sejam tomadas antes que os riscos atuais se transformem em crises.

    Para saber mais, acesse o relatório completo e visite a página especial da ONU Brasil para a 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. 

    Fonte: brasil.un.org

  • Prevenção do Aliciamento de crianças e adolescentes: uma estratégia essencial para desmantelar o crime organizado, aponta o UNODC

    Prevenção do Aliciamento de crianças e adolescentes: uma estratégia essencial para desmantelar o crime organizado, aponta o UNODC

    O UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime) apontou, nesta quinta-feira (17), que prevenir o aliciamento de crianças e adolescentes é um caminho essencial para desmantelar as estruturas do crime organizado no Brasil. 

    A posição foi apresentada durante a mesa “Dos territórios às plataformas: dados e respostas ao aliciamento de crianças e adolescentes pelo crime organizado”, realizada na Academia de Polícia Civil de São Paulo (Acadepol), como parte do 20º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), um dos principais espaços de debate sobre segurança pública da América Latina. A mesa reuniu representantes do UNODC, da Polícia Federal, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes e do Instituto Latinoamericano para la Paz y la Seguridad.

    O aliciamento de crianças e adolescentes por organizações criminosas é um processo que envolve aproximação, criação de vínculos, oferta de proteção ou vantagens, dependência e coerção. Esse processo, que ocorre nos territórios e no ambiente digital, ainda carece de registros administrativos e estatísticos de segurança pública, o que é requisito essencial para a compreensão do fenômeno e elaboração de políticas públicas eficazes, que responsabilizem os aliciadores, desarticulem os fluxos financeiros e as cadeias de comando por trás do aliciamento. Para o UNODC, esse enfoque pressupõe o reconhecimento do aliciamento como um crime e do status legal de crianças e adolescentes aliciados como vítimas.

    Segundo Alexandra Martins, líder da equipe global de Prevenção e Resposta ao Crime e à Violência contra Crianças, Mulheres e Comunidades do UNODC, o aliciamento de crianças e adolescentes é função operacional das estruturas criminosas e proteger a infância e a adolescência deste fenômeno é tarefa crucial para desmantelar o crime organizado. Assim, ela propôs uma mudança de paradigma e ressaltou a necessidade de mensuração do processo de aliciamento e não apenas do seu desfecho. 

    “O indicador de sucesso de uma política de segurança pública em relação à infância não pode ser quantos adolescentes são apreendidos, mas quantos deixaram de ser aliciados” completou Alexandra.

    Tratar o aliciamento como peça estrutural do crime organizado, e não como um problema à parte, também abre caminho para fortalecer a produção de dados e indicadores sobre esse fenômeno e para construir uma leitura compartilhada entre segurança pública, justiça, proteção social, educação e saúde, capaz de sustentar respostas coordenadas. Essa abordagem está alinhada aos princípios que orientam a atuação do UNODC na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC) — de que respostas eficazes ao crime organizado devem se apoiar em evidências, cooperação institucional e no fortalecimento de capacidades nacionais.

    No Brasil, no âmbito da proteção de crianças e adolescentes, o UNODC vem apoiando instituições nacionais na construção de diversas iniciativas, entre elas a Estratégia Crescer em Paz, lançada em 2025 e baseada na versão global ENDVAC (End Violence Against Children) do UNODC, além de dialogar com outras iniciativas em curso no país voltadas a essa mesma agenda, como o projeto Protegendo Futuros, desenvolvido em conjunto com a União Europeia; o Crescer em Segurança, cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD); a Plataforma CRIA e a metodologia PIPA de prevenção do uso de álcool e outras drogas; o Pronasci Juventude; e o programa Vidas Protegidas, desenvolvido em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

    Sobre o Protegendo Futuros

    O Protegendo Futuros (Protecting Futures) é uma iniciativa conjunta da União Europeia e do UNODC que atua no Brasil e nas Filipinas para prevenir e responder ao aliciamento e à exploração de crianças e adolescentes por grupos armados e criminosos, em respeito aos direitos humanos, à igualdade de gênero e ao direito internacional. O projeto tem como principal documento norteador a resolução A/RES/79/188 da Assembleia Geral das Nações Unidas, adotada em dezembro de 2024, apoiando-se também na Convenção sobre os Direitos da Criança e na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC). No Brasil, sua governança reúne instituições como o Conselho Nacional de Justiça, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, a Polícia Federal e a Defensoria Pública da União.

    Fonte: brasil.un.org

  • ONU: Uma em cada três instituições criadas para promover a igualdade de gênero perdeu poder em dois anos

    ONU: Uma em cada três instituições criadas para promover a igualdade de gênero perdeu poder em dois anos

    O Relatório sobre o Panorama de Gênero 2026, divulgado em 17 de setembro pela ONU Mulheres e pelo Departamento das de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA), mostra que, nos lugares onde as mulheres detêm poder real, os resultados melhoram em todas as dimensões da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável — desde a paz até a educação e da pobreza até a ação climática. No entanto, as próprias instituições construídas ao longo de décadas para promover a igualdade de gênero estão sendo sistematicamente enfraquecidas, paralisadas ou revertendo o progresso justamente no momento em que o mundo não pode se dar ao luxo de retroceder.

    As conclusões do Relatório sobre Panorama de Gênero 2026 revelam um retrocesso político em relação à igualdade de gênero que é transversal, mensurável e cada vez mais grave: 

    • Um em cada três mecanismos institucionais para a igualdade de gênero sofreu uma erosão institucional nos últimos dois anos. 

    • Cerca de uma em cada quatro instituições dedicadas à igualdade de gênero teve seu orçamento operacional reduzido no mesmo período. Quase uma em cada dez perdeu totalmente o controle sobre seu orçamento. 

    • O financiamento para a igualdade de gênero caiu para seu nível mais baixo desde 2021, com o financiamento para organizações de direitos das mulheres como mais afetado. 

    • Em meio aos cortes de financiamento, 42% das entidades da ONU relatam um enfraquecimento de seus esforços em prol da igualdade de gênero.

    A concentração do poder político continua acentuada: seis em cada sete países são liderados por homens. As mulheres continuam enfrentando barreiras sistêmicas em todas as etapas. O custo de uma candidatura a um cargo público pode ultrapassar 100 vezes a renda per capita média de um país, o que exclui muitas mulheres antes mesmo do início da disputa. Em alguns países, até oito em cada dez mulheres que concorrem a um cargo público enfrentam violência na vida pública. E quando as mulheres chegam ao governo, ainda são desviadas de forma desproporcional das áreas que detêm maior poder econômico e de segurança. Quase nove em cada dez ministros da área de defesa e mais de oito em cada dez ministros da área de finanças são homens.

    À medida que as mulheres continuam enfrentando barreiras à participação e influência, décadas de conquistas políticas e jurídicas em matéria de igualdade de gênero estão sendo cada vez mais contestadas e, em alguns casos, desmanteladas. Nenhum indicador do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável para a Igualdade de Gênero (ODS 5) está no caminho certo para ser alcançado até 2030.

    “As evidências são claras: quando as mulheres lideram, as sociedades ficam mais fortes, as economias são mais resilientes e os resultados são melhores para todos. No entanto, enquanto o poder permanecer concentrado em instituições que excluem sistematicamente as mulheres, as sociedades continuam aquém de seu pleno potencial. A igualdade não pode ser alcançada sem acesso igualitário ao poder — porque igualdade sem poder não é igualdade alguma”, afirmou a diretora executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous.

    “Os dados não deixam margem para ambiguidade:, no ritmo atual, ainda faltam 171 anos para alcançarmos a igualdade de gênero. O que o Relatório sobre o Panorama de Gênero 2026 mostra é que isso não é inevitável — é o resultado de escolhas, tornadas visíveis por meio dos dados. Investir na igualdade de gênero, nas instituições e nos sistemas estatísticos que as responsabilizam não é um custo. É o caminho mais rápido de volta à promessa da Agenda 2030 de poder igual para todos”, afirmou o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua. 

    Esse padrão se estende além do governo. As mulheres ocupam apenas 6% dos cargos de diretora executiva em empresas em todo o mundo e lideram menos de 20% dos tribunais superiores, deixando as decisões que moldam os negócios, o sistema jurídico, o emprego e a economia global predominantemente nas mãos dos homens.

    As conclusões do relatório surgem em um momento decisivo para o sistema multilateral. Os líderes mundiais estão se reunindo para a 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU (UNGA81), enquanto a Organização das Nações Unidas se prepara para eleger seu décimo secretário-geral – cargo que nenhuma mulher ocupou nos 80 anos de história da ONU. 

    Enquanto os governos debatem o futuro do multilateralismo, o Relatório sobre o Panorama de Gênero 2026 argumenta que nenhuma visão para o futuro do mundo é aceitável sem que mulheres e meninas tenham participação igualitária no poder para moldá-la.

    A Chefe de Gabinete do Ministério das Relações Exteriores do Quênia, Raychelle Omamo, concede entrevista à imprensa após sessão do Conselho de Segurança sobre mulheres, paz e segurança.
    Legenda: A Chefe de Gabinete do Ministério das Relações Exteriores do Quênia, Raychelle Omamo, concede entrevista à imprensa após sessão do Conselho de Segurança sobre mulheres, paz e segurança.
    Foto: © ONU/Loey Felipe.

    A ONU Mulheres e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA) cobram uma reversão do retrocesso político em relação à igualdade de gênero – e que o poder seja compartilhado de forma mais equitativa. Isso significa garantir que as mulheres tenham voz igualitária nas decisões políticas e econômicas, financiar adequadamente as instituições de igualdade de gênero, proteger as organizações de direitos das mulheres e o espaço cívico, e assegurar que as mulheres tenham poder igualitário para moldar as decisões que afetam as economias, a paz e a segurança, a tecnologia e a vida pública.

    Para saber mais, acesse o relatório completo na página global da ONU Mulheres e siga @onumulheresbr nas redes sociais! 

    NOTAS PARA EDITORES

    O Relatório sobre o Panorama de Gênero é a principal fonte mundial de dados sobre igualdade de gênero e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Com base em mais de 100 fontes de dados, ele acompanha o progresso das mulheres e meninas em todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

    Os dados referem-se a todos os mecanismos de igualdade de gênero. Os mecanismos institucionais para a igualdade de gênero, ou mecanismos de igualdade de gênero, referem-se a estruturas estatais encarregadas de promover a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas (por exemplo, “Ministério do Desenvolvimento da Mulher e da Criança”, “Diretoria de Igualdade de Gênero”). Esses mecanismos são responsáveis por promover os direitos, a condição social e o bem-estar de mulheres e meninas, bem como por combater normas de gênero discriminatórias.

    Contatos para a imprensa:

    Fonte: brasil.un.org

  • ONU: Novos riscos globais avançam mais rápido do que a capacidade de resposta multilateral

    ONU: Novos riscos globais avançam mais rápido do que a capacidade de resposta multilateral

    O cenário de riscos globais mudou significativamente nos últimos dois anos. Conflitos e guerras passaram ao centro das preocupações, enquanto os avanços tecnológicos e os riscos econômicos ganharam importância. Ao mesmo tempo, a percepção sobre a capacidade das instituições multilaterais de responder a esses desafios diminuiu em diversas áreas.

    Os dados fazem parte de um novo relatório das Nações Unidas, baseado em uma pesquisa com cerca de 1,3 mil representantes de governos, empresas, sociedade civil e sistema ONU, de todas as regiões do mundo.

    Os participantes avaliaram 28 riscos globais, agrupados em cinco categorias — política, tecnologia, economia, meio ambiente e sociedade — considerando sua probabilidade, gravidade, velocidade de materialização e o grau de preparação do sistema multilateral para responder a eles.

    A comparação com a pesquisa anterior, realizada em 2024, mostra uma mudança no mapa de riscos. Naquele ano, as maiores preocupações estavam relacionadas ao meio ambiente, à desinformação e às pandemias. Em 2026, os riscos geopolíticos ganharam destaque.

    O relatório define como vulnerabilidade global a existência de uma grande diferença entre a importância atribuída a um risco e a capacidade percebida das instituições multilaterais de responder a ele.

    Novos riscos globais avançam mais rápido do que a capacidade de resposta multilateral, aponta relatório das Nações Unidas.

    Legenda: Novos riscos globais avançam mais rápido do que a capacidade de resposta multilateral, aponta relatório das Nações Unidas.
    Foto: © ONU.

    Riscos políticos são a principal vulnerabilidade

    Os riscos políticos registraram a mudança mais expressiva desde 2024. Todos foram considerados mais importantes do que há dois anos, enquanto a percepção sobre a preparação das instituições multilaterais caiu em quase todos os casos.

    O risco de guerra em larga escala se destaca especialmente. Ele está entre os riscos mais interconectados, aumentou em importância e apresentou a maior queda na percepção sobre a capacidade de resposta multilateral.

    Inteligência artificial e outras tecnologias ampliam vulnerabilidades

    A percepção sobre a preparação multilateral para riscos tecnológicos permaneceu baixa, em níveis semelhantes aos observados em 2024.

    Por outro lado, aumentou de forma significativa a importância atribuída aos riscos relacionados à inteligência artificial e às tecnologias de fronteira, assim como à concentração de poder impulsionada pela tecnologia.

    As preocupações com possíveis rupturas de sistemas de cibersegurança também permanecem. Segundo a pesquisa, a compreensão desses riscos ainda é limitada, enquanto as tecnologias avançam rapidamente.

    A combinação entre maior importância percebida e baixa preparação coloca os riscos tecnológicos entre as principais vulnerabilidades globais.

    Riscos econômicos ganham espaço

    As preocupações com os riscos econômicos também aumentaram. Quatro dos cinco riscos avaliados nessa categoria foram considerados mais importantes do que em 2024.

    A possibilidade de uma crise financeira global aparece como destaque, especialmente devido à preocupação com seus efeitos sistêmicos e com a capacidade do sistema multilateral de coordenar uma resposta internacional.

    Meio ambiente: menos preocupação relativa, mas lacunas permanecem

    Os riscos ambientais foram considerados, em geral, um pouco menos importantes do que em 2024. A percepção sobre a preparação multilateral, porém, continua desigual.

    A perda de biodiversidade e a poluição em larga escala deixaram de aparecer entre as áreas de maior vulnerabilidade. A mudança ocorreu principalmente porque esses riscos passaram a ser considerados menos importantes, e não porque a preparação para enfrentá-los tenha melhorado.

    A vulnerabilidade continua elevada diante dos riscos relacionados a desastres naturais, devido, em parte, à percepção de baixa capacidade para reduzi-los. A inação diante da mudança do clima continua sendo considerada o risco global de maior importância.

    Riscos sociais apresentam menor vulnerabilidade

    Seis anos após o início da pandemia de COVID-19, diminuiu a preocupação com novas pandemias e riscos biológicos em comparação com 2024.

    Também perderam importância relativa os riscos relacionados a movimentos em massa de pessoas e à proliferação de atores não estatais.

    Ao mesmo tempo, as pessoas participantes consideraram o sistema multilateral mais preparado para responder a esses riscos do que há dois anos.

    Um mapa de riscos em transformação

    A comparação entre as pesquisas de 2024 e 2026 mostra que o cenário global não está apenas mudando, mas que os diferentes riscos estão evoluindo em ritmos distintos.

    Os resultados apontam para uma maior preocupação com conflitos, tecnologias de fronteira e instabilidade econômica, ao mesmo tempo em que algumas ameaças ambientais e sociais perderam importância relativa.

    Para as Nações Unidas, compreender essas mudanças é fundamental para fortalecer a capacidade de prevenção e resposta internacional. Ao oferecer aos Estados-membros e formuladores de políticas uma visão compartilhada e baseada em evidências sobre os riscos globais e a capacidade de resposta do sistema multilateral, o relatório busca contribuir para que ações sejam tomadas antes que os riscos atuais se transformem em crises.

    Para saber mais, acesse o relatório completo e visite a página especial da ONU Brasil para a 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. 

    Fonte: brasil.un.org

  • Prevenção do Aliciamento de crianças e adolescentes: uma estratégia essencial para desmantelar o crime organizado, aponta o UNODC

    Prevenção do Aliciamento de crianças e adolescentes: uma estratégia essencial para desmantelar o crime organizado, aponta o UNODC

    O UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime) apontou, nesta quinta-feira (17), que prevenir o aliciamento de crianças e adolescentes é um caminho essencial para desmantelar as estruturas do crime organizado no Brasil. 

    A posição foi apresentada durante a mesa “Dos territórios às plataformas: dados e respostas ao aliciamento de crianças e adolescentes pelo crime organizado”, realizada na Academia de Polícia Civil de São Paulo (Acadepol), como parte do 20º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), um dos principais espaços de debate sobre segurança pública da América Latina. A mesa reuniu representantes do UNODC, da Polícia Federal, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes e do Instituto Latinoamericano para la Paz y la Seguridad.

    UNODC discutiu dados, prevenção e respostas ao aliciamento de crianças e adolescentes pelo crime organizado durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em São Paulo.
    Legenda: UNODC discutiu dados, prevenção e respostas ao aliciamento de crianças e adolescentes pelo crime organizado durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em São Paulo.
    Foto: © Danilo Ramos/FBSP

    O aliciamento de crianças e adolescentes por organizações criminosas é um processo que envolve aproximação, criação de vínculos, oferta de proteção ou vantagens, dependência e coerção. Esse processo, que ocorre nos territórios e no ambiente digital, ainda carece de registros administrativos e estatísticos de segurança pública, o que é requisito essencial para a compreensão do fenômeno e elaboração de políticas públicas eficazes, que responsabilizem os aliciadores, desarticulem os fluxos financeiros e as cadeias de comando por trás do aliciamento. Para o UNODC, esse enfoque pressupõe o reconhecimento do aliciamento como um crime e do status legal de crianças e adolescentes aliciados como vítimas.

    Segundo Alexandra Martins, líder da equipe global de Prevenção e Resposta ao Crime e à Violência contra Crianças, Mulheres e Comunidades do UNODC, o aliciamento de crianças e adolescentes é função operacional das estruturas criminosas e proteger a infância e a adolescência deste fenômeno é tarefa crucial para desmantelar o crime organizado. Assim, ela propôs uma mudança de paradigma e ressaltou a necessidade de mensuração do processo de aliciamento e não apenas do seu desfecho. 

    “O indicador de sucesso de uma política de segurança pública em relação à infância não pode ser quantos adolescentes são apreendidos, mas quantos deixaram de ser aliciados” completou Alexandra.

    Tratar o aliciamento como peça estrutural do crime organizado, e não como um problema à parte, também abre caminho para fortalecer a produção de dados e indicadores sobre esse fenômeno e para construir uma leitura compartilhada entre segurança pública, justiça, proteção social, educação e saúde, capaz de sustentar respostas coordenadas. Essa abordagem está alinhada aos princípios que orientam a atuação do UNODC na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC) — de que respostas eficazes ao crime organizado devem se apoiar em evidências, cooperação institucional e no fortalecimento de capacidades nacionais.

    No Brasil, no âmbito da proteção de crianças e adolescentes, o UNODC vem apoiando instituições nacionais na construção de diversas iniciativas, entre elas a Estratégia Crescer em Paz, lançada em 2025 e baseada na versão global ENDVAC (End Violence Against Children) do UNODC, além de dialogar com outras iniciativas em curso no país voltadas a essa mesma agenda, como o projeto Protegendo Futuros, desenvolvido em conjunto com a União Europeia; o Crescer em Segurança, cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD); a Plataforma CRIA e a metodologia PIPA de prevenção do uso de álcool e outras drogas; o Pronasci Juventude; e o programa Vidas Protegidas, desenvolvido em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

    Sobre o Protegendo Futuros

    O Protegendo Futuros (Protecting Futures) é uma iniciativa conjunta da União Europeia e do UNODC que atua no Brasil e nas Filipinas para prevenir e responder ao aliciamento e à exploração de crianças e adolescentes por grupos armados e criminosos, em respeito aos direitos humanos, à igualdade de gênero e ao direito internacional. O projeto tem como principal documento norteador a resolução A/RES/79/188 da Assembleia Geral das Nações Unidas, adotada em dezembro de 2024, apoiando-se também na Convenção sobre os Direitos da Criança e na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC). No Brasil, sua governança reúne instituições como o Conselho Nacional de Justiça, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, a Polícia Federal e a Defensoria Pública da União.

    Fonte: brasil.un.org

  • ONU: Uma em cada três instituições criadas para promover a igualdade de gênero perdeu poder em dois anos

    ONU: Uma em cada três instituições criadas para promover a igualdade de gênero perdeu poder em dois anos

    O Relatório sobre o Panorama de Gênero 2026, divulgado em 17 de setembro pela ONU Mulheres e pelo Departamento das de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA), mostra que, nos lugares onde as mulheres detêm poder real, os resultados melhoram em todas as dimensões da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável — desde a paz até a educação e da pobreza até a ação climática. No entanto, as próprias instituições construídas ao longo de décadas para promover a igualdade de gênero estão sendo sistematicamente enfraquecidas, paralisadas ou revertendo o progresso justamente no momento em que o mundo não pode se dar ao luxo de retroceder.

    As conclusões do Relatório sobre Panorama de Gênero 2026 revelam um retrocesso político em relação à igualdade de gênero que é transversal, mensurável e cada vez mais grave: 

    • Um em cada três mecanismos institucionais para a igualdade de gênero sofreu uma erosão institucional nos últimos dois anos. 

    • Cerca de uma em cada quatro instituições dedicadas à igualdade de gênero teve seu orçamento operacional reduzido no mesmo período. Quase uma em cada dez perdeu totalmente o controle sobre seu orçamento. 

    • O financiamento para a igualdade de gênero caiu para seu nível mais baixo desde 2021, com o financiamento para organizações de direitos das mulheres como mais afetado. 

    • Em meio aos cortes de financiamento, 42% das entidades da ONU relatam um enfraquecimento de seus esforços em prol da igualdade de gênero.

    A concentração do poder político continua acentuada: seis em cada sete países são liderados por homens. As mulheres continuam enfrentando barreiras sistêmicas em todas as etapas. O custo de uma candidatura a um cargo público pode ultrapassar 100 vezes a renda per capita média de um país, o que exclui muitas mulheres antes mesmo do início da disputa. Em alguns países, até oito em cada dez mulheres que concorrem a um cargo público enfrentam violência na vida pública. E quando as mulheres chegam ao governo, ainda são desviadas de forma desproporcional das áreas que detêm maior poder econômico e de segurança. Quase nove em cada dez ministros da área de defesa e mais de oito em cada dez ministros da área de finanças são homens.

    À medida que as mulheres continuam enfrentando barreiras à participação e influência, décadas de conquistas políticas e jurídicas em matéria de igualdade de gênero estão sendo cada vez mais contestadas e, em alguns casos, desmanteladas. Nenhum indicador do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável para a Igualdade de Gênero (ODS 5) está no caminho certo para ser alcançado até 2030.

    Jovens participam de uma aula de alfabetização de adultos em Makthar, Tunísia. F
    Legenda: Mulheres participam de uma aula de alfabetização de pessoas adultas em Makthar, Tunísia.
    Foto: © ONU/Sanjeev Kumar.

    “As evidências são claras: quando as mulheres lideram, as sociedades ficam mais fortes, as economias são mais resilientes e os resultados são melhores para todos. No entanto, enquanto o poder permanecer concentrado em instituições que excluem sistematicamente as mulheres, as sociedades continuam aquém de seu pleno potencial. A igualdade não pode ser alcançada sem acesso igualitário ao poder — porque igualdade sem poder não é igualdade alguma”, afirmou a diretora executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous.

    “Os dados não deixam margem para ambiguidade:, no ritmo atual, ainda faltam 171 anos para alcançarmos a igualdade de gênero. O que o Relatório sobre o Panorama de Gênero 2026 mostra é que isso não é inevitável — é o resultado de escolhas, tornadas visíveis por meio dos dados. Investir na igualdade de gênero, nas instituições e nos sistemas estatísticos que as responsabilizam não é um custo. É o caminho mais rápido de volta à promessa da Agenda 2030 de poder igual para todos”, afirmou o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua. 

    Esse padrão se estende além do governo. As mulheres ocupam apenas 6% dos cargos de diretora executiva em empresas em todo o mundo e lideram menos de 20% dos tribunais superiores, deixando as decisões que moldam os negócios, o sistema jurídico, o emprego e a economia global predominantemente nas mãos dos homens.

    As conclusões do relatório surgem em um momento decisivo para o sistema multilateral. Os líderes mundiais estão se reunindo para a 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU (UNGA81), enquanto a Organização das Nações Unidas se prepara para eleger seu décimo secretário-geral – cargo que nenhuma mulher ocupou nos 80 anos de história da ONU. 

    Enquanto os governos debatem o futuro do multilateralismo, o Relatório sobre o Panorama de Gênero 2026 argumenta que nenhuma visão para o futuro do mundo é aceitável sem que mulheres e meninas tenham participação igualitária no poder para moldá-la.

    A Chefe de Gabinete do Ministério das Relações Exteriores do Quênia, Raychelle Omamo, concede entrevista à imprensa após sessão do Conselho de Segurança sobre mulheres, paz e segurança.
    Legenda: A Chefe de Gabinete do Ministério das Relações Exteriores do Quênia, Raychelle Omamo, concede entrevista à imprensa após sessão do Conselho de Segurança sobre mulheres, paz e segurança.
    Foto: © ONU/Loey Felipe.

    A ONU Mulheres e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA) cobram uma reversão do retrocesso político em relação à igualdade de gênero – e que o poder seja compartilhado de forma mais equitativa. Isso significa garantir que as mulheres tenham voz igualitária nas decisões políticas e econômicas, financiar adequadamente as instituições de igualdade de gênero, proteger as organizações de direitos das mulheres e o espaço cívico, e assegurar que as mulheres tenham poder igualitário para moldar as decisões que afetam as economias, a paz e a segurança, a tecnologia e a vida pública.

    Para saber mais, acesse o relatório completo na página global da ONU Mulheres e siga @onumulheresbr nas redes sociais! 

    NOTAS PARA EDITORES

    O Relatório sobre o Panorama de Gênero é a principal fonte mundial de dados sobre igualdade de gênero e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Com base em mais de 100 fontes de dados, ele acompanha o progresso das mulheres e meninas em todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

    Os dados referem-se a todos os mecanismos de igualdade de gênero. Os mecanismos institucionais para a igualdade de gênero, ou mecanismos de igualdade de gênero, referem-se a estruturas estatais encarregadas de promover a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas (por exemplo, “Ministério do Desenvolvimento da Mulher e da Criança”, “Diretoria de Igualdade de Gênero”). Esses mecanismos são responsáveis por promover os direitos, a condição social e o bem-estar de mulheres e meninas, bem como por combater normas de gênero discriminatórias.

    Contatos para a imprensa:

    Fonte: brasil.un.org

  • Veja como foi a sexta-feira (18) dos candidatos a presidente

    Veja como foi a sexta-feira (18) dos candidatos a presidente

    Presidenciáveis participaram de entrevistas e atos de campanha

    A agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (18) incluiu debates ao vivo, sabatinas e entrevistas para veículos de comunicação, além de visitas a feiras, projeto social e encontro com representantes do setor industrial.

    >> Veja como foi o dia dos candidatos a presidente 

    Wilson Grassi (Democrata)
    O candidato Wilson Grassi concedeu entrevista ao jornal O Tempo (MG).

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury participou de debate de presidenciáveis do portal Metrópoles, no YouTube.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão esteve em Caruaru (PE), onde visitou uma feira de artesanato e o bairro Alto do Moura. 

    Ela disse que uma de suas principais propostas é ampliar o acesso a crédito para mulheres empreendedoras.

    “Com menos burocracia, melhores condições de financiamento e mais apoio para quem quer abrir ou expandir o próprio negócio”, afirmou.

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa esteve na cidade de São José do Rio Preto (SP), onde fez panfletagem no calçadão da cidade e campanha no terminal urbano.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro cancelou entrevista à TV Record.

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias concedeu entrevista ao comunicador Kaled PZR, que integra um projeto social na comunidade do Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro.

    Ele defendeu a mobilização da classe trabalhadora para garantir moradia, educação, saúde e redução da jornada de trabalho.

    Leonardo Avalanche (PRTB)
    O candidato Leonardo Avalanche não divulgou agenda de campanha.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    O candidato Luiz Inácio Lula da Silva participou de ato de campanha em Guarulhos (SP). Ele destacou a urgência do combate ao vício nas bets, das políticas de igualdade entre homens e mulheres e de políticas voltadas para a qualidade de vida dos mais pobres.


    São Paulo (SP), 18/09/2026 - Presidente da Repúiblica, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de ato no centro de Guarulhos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 18/09/2026 – Lula participa de ato de campanha. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

    “Se depender de minha vontade, vou acabar com as bets no país. A gente pode perder imposto, o que não posso é perder a vida dos pobres”, disse.

    Lula ainda propôs construção de política de cuidados e convivência para a terceira idade, investimentos em educação de nível superior, habitação, aumento do salário mínimo e controle da inflação.

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos realizou um ato de campanha em Gramado, cidade da Serra Gaúcha.

    O candidato voltou a defender ações de combate ao crime e que pretende transformar comunidades das periferias em cidades. “Vamos libertar as pessoas que vivem em favelas e transformar o bairro delas em cidade”, disse.

    Renan Santos ainda participou de encontro na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS) e no Centro de Tradição Gaúcha (CTG) Vaqueanos da Tradição.

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema participou de debate dos presidenciáveis do portal Metrópoles, no YouTube.

    Ronaldo Caiado  (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado participou de uma sabatina do programa Café com a Gazeta, em São Paulo, e participou de reunião com conselheiros do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI).

    O candidato defendeu uma revisão da reforma tributária para dialogar com as diferentes realidades do país e diminuir o custo Brasil.

    “Nós não podemos simplesmente desconhecer essa realidade continental do Brasil com as peculiaridades que têm. Agora, a simplificação [dos impostos], sem dúvida nenhuma, mas que não inviabilize também e jogue as pessoas na informalidade”, disse.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta cumpriu agenda em São Paulo, onde concedeu entrevista para a TV 247.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins participou de debate dos candidatos à Presidência do portal Metrópoles, no YouTube.
     

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Douglas Correa (Rio de Janeiro), Guilherme Jeronymo (São Paulo) e Luciano Nascimento (São Luís).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br