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  • Libertadores: Rádio Nacional transmite Fla e Independiente del Valle

    Libertadores: Rádio Nacional transmite Fla e Independiente del Valle

    Partida pelas quarta de final é nesta quinta (17), a partir de 21h15

    O Flamengo entra em campo nesta quinta-feira (17) para o jogo de volta contra o Independiente del Valle, válido pelas quartas de final da Copa Libertadores da América. O duelo será disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), e a Rádio Nacional transmite todas as emoções ao vivo a partir das 21h15.

    O Flamengo chega à disputa após ter vencido o clube equatoriano por 2 a 0 no jogo de ida, ocorrido na quinta-feira (10), na capital Quito. Bruno Henrique e Léo Pereira marcaram os gols da vitória rubro-negra no segundo tempo.

    A transmissão da Rádio Nacional inicia com a faixa Show de Bola Nacional e contará com uma equipe completa para levar ao público todas as informações do confronto. O jogo terá narração de André Luiz Mendes e comentários de Mário Silva. Mauricio Costa comanda a reportagem e o plantão da rodada.    

    A partida será transmitida para parte da rede em AM e OC, além da FM no Rio de Janeiro, no Alto Solimões e parceiros da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A Nacional FM nas demais praças segue com o conteúdo musical. O ouvinte pode ficar ligado nas produções preferidas pelo dial, no app e no site da emissora. Os áudios ainda estão disponíveis em tempo real por streaming nas duas plataformas.    

    Sobre a Copa Libertadores    

    A Copa Conmebol Libertadores é o principal torneio de clubes da América do Sul, organizado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Disputada anualmente desde 1960, a competição reúne as equipes mais qualificadas de cada país do continente, definidas por seus desempenhos nas ligas nacionais.    

    Considerada o equivalente sul-americano da Liga dos Campeões da Europa, a Libertadores consagra o campeão continental, que passa a representar a região no Mundial de Clubes.    

    Cobertura esportiva da Nacional    

    Esporte que é paixão do povo brasileiro, o futebol é um dos destaques da programação da Rádio Nacional, emissora pública referência em transmissões de partidas no país há décadas. Os jogos das principais competições e as notícias mais importantes têm espaço nas jornadas esportivas diárias.    

    Os torcedores podem ficar ligados pelo rádio, site ou streaming para acompanhar as emoções das disputas entre os maiores clubes brasileiros. Antes e depois dos confrontos, o ouvinte se informa sobre a preparação das equipes e a repercussão do placar nas ondas da Nacional. A análise sobre os resultados da rodada ainda ganha janela diária para um rico debate em produções consagradas no radiojornalismo esportivo.    

    A equipe da Rádio Nacional reúne craques da crônica esportiva. São produtores, jornalistas e apresentadores que buscam o diferencial da notícia. Além de informar o público nas ondas do rádio, o time também faz bonito na telinha da TV Brasil. Os profissionais realizam o programa Stadium, de terça a sexta, às 12h30.

    Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas    

    Ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas. A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026. A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados. Acesse: ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro.    

    Serviço    

    Copa Libertadores 2026 – Flamengo X Ind. Del Valle, quinta-feira (17), a partir das 21h15, na Rádio Nacional RJ, AM, OC e AS + RNCP e Parceiros. Além disso, partida também será transmitida pelo canal da Rádio Nacional no YouTube.         

    Saiba como sintonizar a Rádio Nacional        

    Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz        
    Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz        
    São Paulo: FM 87,1 MHz        
    Recife: FM 87,1 MHz        
    São Luís: FM 93,7 MHz        
    Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC        
    Alto Solimões: FM 96,1 MHz 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Guterres defende adaptação das Forças de Paz da ONU diante de cenário global de conflitos sem precedentes

    Guterres defende adaptação das Forças de Paz da ONU diante de cenário global de conflitos sem precedentes

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou a Assembleia Geral que o número de conflitos no mundo atingiu o nível mais alto desde 1945 e defendeu uma ampla adaptação das operações de paz das Nações Unidas para responder aos desafios atuais de segurança.

    Ao apresentar uma revisão sobre o futuro das operações de paz da ONU, encomendada pelos Estados-membros no âmbito do Pacto para o Futuro, Guterres afirmou que a natureza dos conflitos mudou profundamente nas últimas décadas, exigindo respostas mais ágeis, flexíveis e orientadas por soluções políticas.

    “As operações de paz da ONU são ferramentas indispensáveis para a manutenção da paz e da segurança internacionais, mas, para serem mais eficazes, devem se adaptar às novas realidades”, declarou.

    Conflitos mais complexos

    Segundo o secretário-geral, a comunidade internacional enfrenta um cenário marcado pelo ressurgimento de conflitos entre Estados, guerras internas cada vez mais internacionalizadas, uso crescente de novas tecnologias militares, expansão de redes criminosas transnacionais e aumento dos ataques contra civis.

    Guterres destacou que as mortes relacionadas a combates cresceram acentuadamente nos últimos anos e observou que os acordos de paz abrangentes se tornaram menos frequentes.

    “A proporção de conflitos resolvidos por meio de um acordo de paz é a mais baixa em décadas”, afirmou.

    Para ele, a polarização geopolítica também dificulta a construção de consensos sobre o papel das operações de paz, afetando a definição de mandatos e o apoio político necessário para o sucesso das missões.

    O secretário-geral António Guterres (à esquerda) entrega o prêmio à inspetora Stephanie Königs, da Alemanha, que foi nomeada “Policial do Ano” pelas Nações Unidas, em reconhecimento à sua liderança excepcional e à sua contribuição para a implementação do mandato da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), onde esteve destacada de setembro de 2024 a março de 2026.
    Legenda: O secretário-geral António Guterres (à esquerda) entrega o Prêmio Policial do Ano das Nações Unidas à inspetora Stephanie Königs, da Alemanha, em reconhecimento à sua liderança excepcional e contribuição para a implementação do mandato da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), onde esteve destacada de setembro de 2024 a março de 2026.
    Foto: © ONU/Mark Garten.

    Paz como prioridade política

    Ao apresentar as conclusões da revisão, o chefe da ONU ressaltou que as operações de paz devem ser entendidas como instrumentos políticos voltados para a prevenção de conflitos e a construção da paz.

    “Mas as operações de paz são, acima de tudo, instrumentos políticos”, disse.

    Entre as recomendações apresentadas estão o fortalecimento da diplomacia preventiva, da mediação e dos bons ofícios da ONU, além do uso ampliado de missões políticas especiais com atuação regional.

    Guterres argumentou que a construção da paz deve ocupar posição central nas estratégias da organização e enfatizou a importância do apoio dos Estados-membros.

    “Nenhuma operação de paz, nem nenhum processo político apoiado pelas Nações Unidas, pode ter sucesso sem o apoio sólido e coeso dos Estados-membros”, alertou.

    Soldados da Seção de Assuntos Civis da Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) realizam sessões de sensibilização para comunidades em conflito na província de Ituri sobre coabitação pacífica.
    Legenda: Soldados da Seção de Assuntos Civis da Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) realizam sessões de sensibilização para comunidades em conflito na província de Ituri sobre coabitação pacífica.
    Foto: © ONU.

    Apoio aos países anfitriões

    Outro eixo da proposta é o fortalecimento das parcerias com os países anfitriões das missões.

    Segundo Guterres, a paz não pode ser imposta de fora e depende do protagonismo nacional.

    “As operações de paz só podem ser eficazes se seus mandatos apoiarem os atores nacionais, que, em última instância, detêm a chave para uma paz sustentável”, declarou.

    Ele também defendeu consultas mais estruturadas entre o Conselho de Segurança, os países anfitriões, os países contribuintes de tropas e policiais e o Secretariado da ONU, visando construir expectativas mais realistas sobre os resultados de cada missão.

    Mandatos mais focados

    A revisão propõe ainda mandatos mais focados e adaptáveis às condições no terreno.

    De acordo com o secretário-geral, as operações devem concentrar esforços em áreas nas quais possuem clara vantagem comparativa, especialmente nas dimensões política e de segurança e, quando autorizado, na proteção de civis.

    Guterres reiterou que missões de manutenção da paz exigem condições mínimas para operar.

    “As operações de manutenção da paz só devem ser mobilizadas quando houver um acordo de paz ou, pelo menos, um cessar-fogo robusto em vigor”, disse. Em seguida, acrescentou: 

    “Não podemos manter a paz quando não há paz para manter”.

    Soldados da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) prestam assistência médica a pessoas deslocadas internamente, no sul do Líbano.
    Legenda: Integrantes da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) prestam assistência médica a pessoas deslocadas internamente, no sul do Líbano.
    Foto: © ONU/Pasqual Gorriz.

    Tecnologia, prestação de contas e proteção das forças de paz

    O secretário-geral também destacou a necessidade de tornar as operações mais ágeis por meio de estruturas administrativas flexíveis, maior capacidade tecnológica e investimentos contínuos em pessoal especializado.

    Ele defendeu a preservação de uma força de trabalho global diversa e reiterou a importância da participação significativa das mulheres em todos os níveis das operações de paz.

    No campo da prestação de contas, afirmou que a ONU deve manter elevados padrões de conduta e desempenho e honrar a confiança depositada pelas populações mais vulneráveis.

    Guterres também condenou os ataques contra forças de paz e pediu responsabilização dos autores.

    “Os ataques contra as forças de paz da ONU devem cessar, e os responsáveis devem ser responsabilizados. Sem impunidade. Sem exceções.”

    Investimento na paz

    Ao encerrar o discurso, o secretário-geral conclamou os Estados-membros a avançarem na implementação das recomendações da revisão e a reforçarem o compromisso com soluções multilaterais para os conflitos.

    Segundo ele, o sucesso das operações de paz dependerá da cooperação entre a ONU, governos nacionais, parceiros regionais e comunidade internacional.

    “Devemos nos adaptar a um mundo em constante mudança”, afirmou. 

    E concluiu: “Devemos encontrar a determinação — e os recursos — para traçar caminhos rumo à paz.”

    Para saber mais, acompanhe a cobertura da ONU News em português, siga @unpeacekeeping nas redes e acesse a página global das Forças de Paz das Nações Unidas. 

    Fonte: brasil.un.org

  • Guterres defende adaptação das Forças de Paz da ONU diante de cenário global de conflitos sem precedentes

    Guterres defende adaptação das Forças de Paz da ONU diante de cenário global de conflitos sem precedentes

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou a Assembleia Geral que o número de conflitos no mundo atingiu o nível mais alto desde 1945 e defendeu uma ampla adaptação das operações de paz das Nações Unidas para responder aos desafios atuais de segurança.

    Ao apresentar uma revisão sobre o futuro das operações de paz da ONU, encomendada pelos Estados-membros no âmbito do Pacto para o Futuro, Guterres afirmou que a natureza dos conflitos mudou profundamente nas últimas décadas, exigindo respostas mais ágeis, flexíveis e orientadas por soluções políticas.

    “As operações de paz da ONU são ferramentas indispensáveis para a manutenção da paz e da segurança internacionais, mas, para serem mais eficazes, devem se adaptar às novas realidades”, declarou.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, se reúne com membros da força de paz durante visita à sede da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), em 2025.
    Legenda: O secretário-geral da ONU, António Guterres, se reúne com membros da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), em 2025.
    Foto: © ONU/Pasqual Gorriz.

    Conflitos mais complexos

    Segundo o secretário-geral, a comunidade internacional enfrenta um cenário marcado pelo ressurgimento de conflitos entre Estados, guerras internas cada vez mais internacionalizadas, uso crescente de novas tecnologias militares, expansão de redes criminosas transnacionais e aumento dos ataques contra civis.

    Guterres destacou que as mortes relacionadas a combates cresceram acentuadamente nos últimos anos e observou que os acordos de paz abrangentes se tornaram menos frequentes.

    “A proporção de conflitos resolvidos por meio de um acordo de paz é a mais baixa em décadas”, afirmou.

    Para ele, a polarização geopolítica também dificulta a construção de consensos sobre o papel das operações de paz, afetando a definição de mandatos e o apoio político necessário para o sucesso das missões.

    O secretário-geral António Guterres (à esquerda) entrega o prêmio à inspetora Stephanie Königs, da Alemanha, que foi nomeada “Policial do Ano” pelas Nações Unidas, em reconhecimento à sua liderança excepcional e à sua contribuição para a implementação do mandato da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), onde esteve destacada de setembro de 2024 a março de 2026.
    Legenda: O secretário-geral António Guterres (à esquerda) entrega o Prêmio Policial do Ano das Nações Unidas à inspetora Stephanie Königs, da Alemanha, em reconhecimento à sua liderança excepcional e contribuição para a implementação do mandato da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), onde esteve destacada de setembro de 2024 a março de 2026.
    Foto: © ONU/Mark Garten.

    Paz como prioridade política

    Ao apresentar as conclusões da revisão, o chefe da ONU ressaltou que as operações de paz devem ser entendidas como instrumentos políticos voltados para a prevenção de conflitos e a construção da paz.

    “Mas as operações de paz são, acima de tudo, instrumentos políticos”, disse.

    Entre as recomendações apresentadas estão o fortalecimento da diplomacia preventiva, da mediação e dos bons ofícios da ONU, além do uso ampliado de missões políticas especiais com atuação regional.

    Guterres argumentou que a construção da paz deve ocupar posição central nas estratégias da organização e enfatizou a importância do apoio dos Estados-membros.

    “Nenhuma operação de paz, nem nenhum processo político apoiado pelas Nações Unidas, pode ter sucesso sem o apoio sólido e coeso dos Estados-membros”, alertou.

    Soldados da Seção de Assuntos Civis da Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) realizam sessões de sensibilização para comunidades em conflito na província de Ituri sobre coabitação pacífica.
    Legenda: Soldados da Seção de Assuntos Civis da Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) realizam sessões de sensibilização para comunidades em conflito na província de Ituri sobre coabitação pacífica.
    Foto: © ONU.

    Apoio aos países anfitriões

    Outro eixo da proposta é o fortalecimento das parcerias com os países anfitriões das missões.

    Segundo Guterres, a paz não pode ser imposta de fora e depende do protagonismo nacional.

    “As operações de paz só podem ser eficazes se seus mandatos apoiarem os atores nacionais, que, em última instância, detêm a chave para uma paz sustentável”, declarou.

    Ele também defendeu consultas mais estruturadas entre o Conselho de Segurança, os países anfitriões, os países contribuintes de tropas e policiais e o Secretariado da ONU, visando construir expectativas mais realistas sobre os resultados de cada missão.

    Mandatos mais focados

    A revisão propõe ainda mandatos mais focados e adaptáveis às condições no terreno.

    De acordo com o secretário-geral, as operações devem concentrar esforços em áreas nas quais possuem clara vantagem comparativa, especialmente nas dimensões política e de segurança e, quando autorizado, na proteção de civis.

    Guterres reiterou que missões de manutenção da paz exigem condições mínimas para operar.

    “As operações de manutenção da paz só devem ser mobilizadas quando houver um acordo de paz ou, pelo menos, um cessar-fogo robusto em vigor”, disse. Em seguida, acrescentou: 

    “Não podemos manter a paz quando não há paz para manter”.

    Soldados da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) prestam assistência médica a pessoas deslocadas internamente, no sul do Líbano.
    Legenda: Integrantes da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) prestam assistência médica a pessoas deslocadas internamente, no sul do Líbano.
    Foto: © ONU/Pasqual Gorriz.

    Tecnologia, prestação de contas e proteção das forças de paz

    O secretário-geral também destacou a necessidade de tornar as operações mais ágeis por meio de estruturas administrativas flexíveis, maior capacidade tecnológica e investimentos contínuos em pessoal especializado.

    Ele defendeu a preservação de uma força de trabalho global diversa e reiterou a importância da participação significativa das mulheres em todos os níveis das operações de paz.

    No campo da prestação de contas, afirmou que a ONU deve manter elevados padrões de conduta e desempenho e honrar a confiança depositada pelas populações mais vulneráveis.

    Guterres também condenou os ataques contra forças de paz e pediu responsabilização dos autores.

    “Os ataques contra as forças de paz da ONU devem cessar, e os responsáveis devem ser responsabilizados. Sem impunidade. Sem exceções.”

    Investimento na paz

    Ao encerrar o discurso, o secretário-geral conclamou os Estados-membros a avançarem na implementação das recomendações da revisão e a reforçarem o compromisso com soluções multilaterais para os conflitos.

    Segundo ele, o sucesso das operações de paz dependerá da cooperação entre a ONU, governos nacionais, parceiros regionais e comunidade internacional.

    “Devemos nos adaptar a um mundo em constante mudança”, afirmou. 

    E concluiu: “Devemos encontrar a determinação — e os recursos — para traçar caminhos rumo à paz.”

    Para saber mais, acompanhe a cobertura da ONU News em português, siga @unpeacekeeping nas redes e acesse a página global das Forças de Paz das Nações Unidas. 

    Fonte: brasil.un.org

  • Lula pode se encontrar com prefeito de Nova York nos EUA

    Lula pode se encontrar com prefeito de Nova York nos EUA

    Encontro com Zohran Mamdani deve ocorrer antes de assembleia da ONU

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nesta quarta-feira (16) os detalhes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), na semana que vem.

    Uma das expectativas é sobre o possível encontro de Lula com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, que tomou posse no início deste ano.

    O prefeito novaiorquino é descendente de imigrantes e se tornou o primeiro muçulmano a ocupar o cargo. Ele se considera socialista e é favorável a temas como a causa Palestina, a ampliação da moradia acessível, o congelamento de aluguéis, a gratuidade do transporte público e a criação de políticas voltadas à redução do custo de vida, numa das cidades mais caras do planeta.

    O Palácio Itamaraty informou haver um pedido de encontro bilateral da parte do prefeito, bem como uma lista de outros pedidos, mas a reunião ainda não está oficialmente confirmada do lado brasileiro.

    Discurso

    Lula e sua comitiva desembarcam em Nova York no próximo domingo (20). No dia seguinte, o presidente brasileiro terá sua agenda dedicada a encontros bilaterais com autoridades e chefes de Estado.

    Na terça-feira (22), Lula se encontra com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e em seguida comparece ao plenário da ONU onde fará o pronunciamento de abertura da Assembleia Geral, que tradicionalmente cabe ao presidente brasileiro. O tema deste ano é “Restaurando a confiança, administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”.

    O conteúdo do discurso de Lula ainda está sendo elaborado, mas o presidente deverá reforçar posições históricas do Brasil em defesa da reforma da ONU, defesa do multilateralismo, promoção da paz e da cooperação bilateral, além do combate à pobreza e à fome.

    “Nossa expectativa é que ele [discurso] contenha, em função do momento em que vivemos, uma defesa forte do multilateralismo como linha básica da política externa brasileira, nesse momento em que os conflitos se multiplicam a nível internacional”, destacou o embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do MRE.

    Segundo o diplomata, Lula vai defender negociações de paz em torno das guerras em curso, um direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países.

    A previsão é que o presidente retorne ao Brasil ainda na terça-feira, logo após o pronunciamento.

    O Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes.

    O presidente dos Estados Unidos é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderiam se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiverem um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar. Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em “química excelente” entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.

    O MRE confirmou que a comitiva brasileira será composta pelo chanceler Mauro Vieira e os ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros de Oliveira (Igualdade Racial).

    Ainda em Nova York, Mauro Viera deverá presidir uma reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20, em 2024, para articular governos, organismos internacionais, instituições financeiras e organizações da sociedade civil em torno do enfrentamento da miséria e da fome em larga escala.

    Atualmente, a Aliança reúne mais de 215 membros, incluindo mais de 100 países.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Veja como foi a quarta-feira (16) dos presidenciáveis

    Veja como foi a quarta-feira (16) dos presidenciáveis

    Candidatos participaram de caravanas e atos de campanha

    A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (16) incluiu entrevistas em podcasts, rádio e televisão, além de caravana, panfletagem e atos de campanha. 

    >> Veja como foi o dia dos candidatos a presidente

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato não teve agenda pública de campanha.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins participou de comício no calçadão de Canoas (RS) e de panfletagem no Hospital de Clínicas em Porto Alegre.

    Ela ainda fez comício no Centro Histórico e Cidade Baixa da capital gaúcha.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    O candidato Wilson Grassi concedeu entrevista ao podcast Lima TV, em São Bernardo do Campo (SP).

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury participou do Flow Podcast, em São Paulo.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão não teve agenda de campanha.

    Edmilson Costa (PCB)
    Nesta quarta-feira (16), o candidato Edmilson Costa (PCB) participou de uma caravana na cidade de Franca (SP), ao lado de outros candidatos do partido.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro participou de motocarreata em Juazeiro do Norte (CE). Ele disse que, em um eventual mandato, dará continuidade à transposição do Rio São Francisco.

    Flávio Bolsonaro disse ainda que pretende incrementar a infraestrutura logística da região para favorecer o escoamento da produção agrícola. “Quero destravar todos esses projetos e conclusões de projetos, em especial de ferrovias, porque isso vai garantir o barateamento do escoamento da nossa produção, de commodities”, disse.

    Ele viajou para Recife, onde participou de comício.

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias fez panfletagem na sede da Companhia de Saneamento do Maranhão (Caema), em São Luís.

    Ele defendeu a estatização dos setores estratégicos da economia, como saneamento, energia, transporte e petróleo, e criticou os processos de privatização.

    “Água e saneamento são direitos fundamentais. Não podem estar nas mãos de grupos privados que enxergam esses serviços apenas como fonte de lucro”, disse.

    Leonardo Avalanche (PRTB) 
    O candidato Leonardo Avalanche não divulgou compromissos de campanha. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Em Ceilândia, a maior região administrativa do Distrito Federal, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva participou de ato de campanha e disse que, se reeleito, irá priorizar o ensino universitário e pretende chegar a abertura de 1 mil institutos federais.

    Outra proposta de Lula é inaugurar as universidades indígena e dos esportes.

    Ele ainda defendeu investimento em aprendizagem sobre aplicação da inteligência artificial, para que o Brasil não dependa de tecnologias estrangeiras.

    “Vamos preparar os mais jovens para trabalhar com a inteligência artificial”, afirmou.

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos participou de carreata em Londrina, Maringá e Cascavel, no Paraná.

    Durante a passagem por Londrina, o candidato defendeu o afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal que tenham envolvimento no caso Master.

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema concedeu entrevista ao Jornal da Record. 

    Ronaldo Caiado  (PSD)
    Em São Paulo, o candidato Ronaldo Caiado concedeu entrevista à imprensa e criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal de adiar discussão sobre possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

    Ele ainda concedeu entrevista ao Flow Podcast.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Douglas Correa (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís), Luiz Claudio Ferreira (Brasília) e redação de São Paulo.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Pesquisadores debatem em Brasília o papel da comunicação pública

    Pesquisadores debatem em Brasília o papel da comunicação pública

    Congresso Brasileiro acontece até sexta-feira

    Como levar informação de qualidade à população? Como dialogar com o público e estimular a formação de cidadãos conscientes e engajados? Essas são algumas das perguntas que pesquisadores, estudantes e profissionais de comunicação pública vão debater até sexta-feira (18) durante o 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, em Brasília.

    Durante três dias, os pesquisadores vão participar de palestras, mesas redondas, minicursos, relatos de experiências e apresentação de pesquisas. Haverá também lançamento de livros e entrega de premiações.

    “A comunicação pública não se resume a divulgar realizações ou ocupar canais. A comunicação pública precisa ajudar as instituições a cumprir sua missão e permitir que políticas de serviços, de direitos, cheguem às pessoas. Quando isso falha, o cidadão paga o custo em tempo, dinheiro, segurança e perda de oportunidades”, disse o diretor de Relações Acadêmicas da Associação Brasileira de Comunicação Pública, Jorge Duarte. 

    Desafios

    Os participantes também lembraram dos desafios da Comunicação Pública, como a transformação tecnológica acelerada e Inteligência Artificial, a fragmentação das audiências e o combate à desinformação.

    “As instituições públicas não podem ficar inertes à desinformação e elas não podem responder a esse fenômeno só corrigindo informações falsas. Elas precisam construir relações permanentes de credibilidade, transparência e diálogo com a sociedade e também fazer ações de educação midiática”, destacou a diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Glauciene Lara.

    Serviço:

    O Congresso Brasileiro de Comunicação Pública vai até sexta-feira (18). Os debates ocorrem na Câmara dos Deputados, em Brasília, e podem ser acompanhados online.

    Confira a programação completa no site do evento.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • TSE vai enviar alertas no e-Título com orientações para eleições

    TSE vai enviar alertas no e-Título com orientações para eleições

    Aplicativo permite consultar local de votação e justificar ausência

    A duas semanas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a enviar, nesta quinta-feira (17), notificações oficiais aos eleitores pelo aplicativo e-Título.

    Os alertas trazem orientações sobre serviços eleitorais, consulta ao local de votação e combate à desinformação. O envio continuará durante todo o período eleitoral, inclusive entre o primeiro e o segundo turnos.

    “Queremos incentivar eleitoras e eleitores a manterem o e-Título atualizado e facilitar o acesso a informações importantes para o exercício do voto, como a consulta ao local de votação. É um canal direto de comunicação da Justiça Eleitoral com a cidadania”, destaca a assessora-chefe de Gestão da Identificação do TSE, Marília Loyola.

    O TSE recomenda que os eleitores consultem antecipadamente o local de votação. A informação está disponível na opção “Onde Votar”, que indica a zona e a seção eleitoral.

    Serviços

    Além de apresentar a via digital do título eleitoral, o e-Título reúne diferentes serviços da Justiça Eleitoral. Entre eles estão:

    Consulta ao local de votação: permite verificar zona e seção eleitoral.

    Acompanhamento do Título Net: mostra o andamento de requerimentos feitos pelo sistema.

    Certidão de filiação partidária: permite emitir documentos sobre filiação atual e histórico de vínculos.

    Justificativa de ausência: possibilita justificar a ausência no dia da eleição, por geolocalização, ou posteriormente, com documentos comprobatórios.

    Pagamento de multas eleitorais: débitos podem ser quitados por Pix ou cartão de crédito, por meio do PagTesouro.

    Validação de documentos: permite conferir a autenticidade de certidões da Justiça Eleitoral por meio de QR Code.

    Boletim na Mão: a ferramenta passou a integrar o e-Título e permite consultar e compartilhar Boletins de Urna.

    Descadastramento de mesário voluntário: permite solicitar pelo celular o cancelamento da inscrição para trabalhar nas eleições.

    O aplicativo também oferece recursos de segurança, como a geração de código temporário para autenticação em sistemas parceiros da Justiça Eleitoral, mediante reconhecimento facial.

    Identificação

    O e-Título substitui o título eleitoral em papel. Para eleitores com biometria cadastrada e fotografia disponível no aplicativo, o documento digital também pode ser utilizado como identificação no momento da votação.

    Como baixar

    O e-Título é gratuito e está disponível nas lojas oficiais de aplicativos para celulares Android e iOS. Também é possível baixar no site do TSE.

    O Tribunal recomenda instalar ou atualizar o aplicativo com antecedência, fazer o primeiro acesso e conferir os dados antes do dia da votação.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Entidades industriais e trabalhistas consideram tímida queda da Selic

    Entidades industriais e trabalhistas consideram tímida queda da Selic

    Taxa básica de juros reduziu de 14% para 13,75% ao ano

    A redução de 0,25% ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente pelas representações da indústria e dos trabalhadores, que consideram a decisão como “tímida” e que “não alivia a situação financeira das empresas e famílias”.

    A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que reduziu de 14% para 13,75% ao ano a Selic.

    Após a divulgação do corte, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse, em nota, que há um excesso de prudência do Copom diante do comportamento de queda na inflação corrente nos últimos meses.

    “Há trajetória consistente de desaceleração, alcançando 4,22% no acumulado em 12 meses até agosto, e melhora das expectativas de mercado, indicando convergência gradual em direção à meta de 3% ao ano no horizonte relevante para a política monetária”, diz a CNI em nota.

    O presidente da confederação, Ricardo Alban, considera importante o BC manter a trajetória de queda nos juros. Com a decisão de hoje, está é a quinta redução consecutiva na Selic.

    “É essencial que o Banco Central dê continuidade ao ciclo de redução da Selic. Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços. Há espaço para avançar no ciclo de cortes sem comprometer a convergência da inflação para a meta”, afirmou.

    Ainda de acordo com a CNI, mesmo após o corte, a política monetária segue austera. Com a Selic em 13,75% ao ano, o juro real está em torno de 9%, cerca de quatro pontos percentuais acima da taxa real neutra estimada pelo Banco Central, de 5% ao ano. .

    A Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que a queda é um passo importante, mas insuficiente em face do nível muito elevado dos juros no país.

    “A Selic influencia diretamente o custo de empréstimos e financiamentos e, mesmo quando a redução chega ao consumidor com defasagem, abre espaço para uma trajetória de crédito mais barato”, destaca Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e diretora executiva da CUT.

    Para Neiva Ribeiro, a desaceleração dos preços e da economia cria condições para que o Banco Central avance no corte dos juros.

    “O debate precisa ir além dos indicadores do mercado financeiro. Juros menores significam condições mais favoráveis para o crédito, investimentos, geração de empregos e redução do custo financeiro que pesa sobre famílias, empresas e o orçamento público”, afirmou.

    Avaliação similar é feita pela central de trabalhadores Força Sindical, que considera o corte de 0,25 ponto percentual muito tímido e um verdadeiro “balde de água fria” para a economia no quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro).

    “Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar ainda mais a economia”, disse a central.

    Para a Força Sindical, o Banco Central tem praticado uma política que concentra renda nas mãos de banqueiros e especuladores, “mantendo a taxa de juros em patamares proibitivos para o setor produtivo e para a geração de empregos.”

    “Essa política de juros altos também diminui a capacidade de consumo das famílias, enfraquece a confiança dos empresários e desestimula os investimentos, comprometendo o crescimento econômico e a distribuição de renda”, conclui a Força.

    Indústria da Construção

    A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considerou positiva a redução da taxa Selic, mas destacou que é necessário que o movimento tenha continuidade. A entidade alerta, no entanto, que a Selic permanece em patamar elevado, impondo desafios ao setor produtivo e limitando uma retomada mais consistente do crédito e dos investimentos.

    Para o presidente da CBIC, Eduardo Almeida, o atual patamar da Selic, um dos mais elevados do mundo, evidencia o tamanho do desafio enfrentado pelos empresários brasileiros, em especial o setor da construção que depende de crédito e possui um ciclo produtivo longo.

    “Estamos com juros de dois dígitos desde o início de 2022, o que representa um grande desafio para o empresário, especialmente em um setor como a construção, que trabalha com projetos de longo prazo e depende de crédito e previsibilidade. Precisamos avançar na construção de um ambiente macroeconômico estável, que permita a continuidade desse movimento de redução dos juros de forma sustentável e estimule novos investimentos”, afirmou Almeida.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Moraes vota para igualar tempo de licenças-maternidade e adotante

    Moraes vota para igualar tempo de licenças-maternidade e adotante

    Placar está com 4 votos a favor da equiparação

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (16) a favor da equiparação entre os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres. 

    O voto do ministro, que é relator do caso, foi proferido durante o julgamento no qual a Corte analisa uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para igualar o tempo dos benefícios.

    Pelo entendimento, mães genitoras ou adotantes têm direito às licenças remuneradas de 120 dias, que podem ser prorrogadas por mais 60 dias, independentemente do tipo de vínculo trabalhista.

    O prazo deve ser contado a partir do parto ou obtenção da guarda. Nos casos de internação da mãe, o prazo vale a partir da alta da mãe ou do bebê, o que ocorrer por último.

    No entendimento de Moraes, as licenças têm objetivo de criar vínculo afetivo entre mães e filhos e não podem possuir prazos diferenciados.

    “Se a Constituição encerrou de vez qualquer diferenciação de filhos adotivos e naturais, todos são filhos. Se todos são filhos, a mãe é mãe de todos, a licença-maternidade deve ser idêntica para todos”, afirmou.

    Os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam o relator. Em seguida, o julgamento foi suspenso e será retomado na próxima semana.

    Entenda

    A ação julgada pela Corte foi protocolada pela PGR em outubro de 2023 e pretende estender o tempo das licenças-maternidade e adotante previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regra da iniciativa privada, para as servidoras públicas, que são regidas pela Lei 8.112/1990, conhecida como Estatuto dos Servidores Públicos, e a Lei Complementar 75/1993, o Estatuto do Ministério Público.

    Pela CLT, as mães biológicas e adotantes têm direito a 120 dias de licença, prazo que pode ser prorrogado por mais 60 dias em empresas que participam do Programa Empresa Cidadã.  As servidoras gestantes também podem tirar 120 dias, mas as adotantes só têm direito a 90 dias. A licença para mulher adotante cai para 30 dias no Ministério Público.

    Para PGR, o tratamento desigual em relação ao regime de contratação da mulher é inconstitucional.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Trump cita PCC e CV e diz que Brasil não conseguiu enfrentar facções

    Trump cita PCC e CV e diz que Brasil não conseguiu enfrentar facções

    Documento de presidente dos EUA foi enviado ao Congresso americano

    O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, criticou o governo brasileiro por, na sua visão, ter falhado no enfrentamento às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). A declaração consta em documento anual enviado ao Congresso norte-americano, datado de terça-feira (15). Nele, o presidente identifica países considerados importantes no trânsito ou produção de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027, além de apresentar avaliações individuais sobre diferentes governos.

    De acordo com Trump, enquanto “muitos governos do Hemisfério Ocidental” adotaram “medidas corajosas” para reduzir os fluxos de drogas e erradicar os cartéis, “o governo do Brasil não conseguiu enfrentar as organizações terroristas estrangeiras designadas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro para os fluxos globais de cocaína”.

    “Essas organizações terroristas brasileiras constituem uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente adotar medidas agressivas para enfrentá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam”, acrescentou o mandatário norte-americano.

    O governo dos EUA já havia designado o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado em 28 de maio, e a medida entrou oficialmente em vigor em 5 de junho. A decisão foi tomada com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump.

    Na ocasião, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que PCC e CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e que suas redes ultrapassariam as fronteiras brasileiras. A designação como organizações terroristas amplia os instrumentos disponíveis às autoridades norte-americanas para aplicar sanções e adotar medidas contra pessoas e entidades associadas a esses grupos.

    Na época, o governo brasileiro contestou a classificação e defendeu que o combate às organizações criminosas seja realizado pelo Brasil, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.

    Apesar da crítica, o Brasil não é designado no documento de Trump como um país que tenha “falhado de maneira demonstrável” em cumprir suas obrigações internacionais de combate às drogas com base nas leis norte-americanas. Essa classificação foi aplicada a Afeganistão, Bolívia, Birmânia, Colômbia e Venezuela.

    Além disso, o Brasil também não figura na lista dos principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas. São eles: Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Birmânia, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá, Peru e Venezuela.

    Reação do Brasil

    Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) refutou alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional.

    “A posição estampada na referida nota desconsideraria, se acolhida em todos os seus termos, os esforços do Governo Federal no enfrentamento ao crime organizado, como a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, que prevê penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos que asfixiam suas operações”, diz o texto. 

    A pasta argumenta que a manifestação do presidente dos EUA também não leva em consideração “as dezenas de milhares de operações” de combate ao crime por forças federais, “com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos, bem como as múltiplas ações implementadas em 2026 no âmbito do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio último, que sufoca economicamente as facções, fortalece o sistema prisional, qualifica a investigação de homicídios e enfrenta o tráfico de armas”.

    Ainda de acordo com a nota do governo brasileiro, a manifestação norte-americana desconsidera a “robusta cooperação já existente” entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado transnacional. 

    “Além disso, convém frisar a proposta entregue pessoalmente pelo presidente Lula no dia 7/5/2026, em Washington, com detalhamento de medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas. Até o momento, o país aguarda possível resposta do governo dos EUA”.

    Elogio a governos aliados

    Na mensagem, Donald Trump faz elogios a países com governantes considerados mais próximos aos EUA, como Argentina, Equador e El Salvador.

    O presidente dos EUA também faz menções positivas sobre Venezuela, Bolívia, Colômbia e Peru, citando especificamente as mudanças recentes de governo nesses países como fator de alteração da percepção no enfrentamento ao narcotráfico. O tratamento dado a esses governos contrasta justamente com as críticas dirigidas ao Brasil e à Nicarágua no mesmo documento, bem como a outros países com governos menos alinhados.

    No caso da Colômbia, por exemplo, Trump elogia a eleição recente de Abelardo de la Espriella e afirma que o novo presidente assumiu o compromisso de promover uma campanha agressiva contra o cultivo de coca e a produção de cocaína.

    Trump também manifesta apoio ao novo governo boliviano, sob o presidente Rodrigo Paz, eleito em 2025. O presidente norte-americano afirma, no documento, que a eleição abriu “um novo capítulo” nas relações entre os dois países e destaca a expansão da cooperação entre EUA e Bolívia na área de segurança e combate às drogas.

    Em relação ao Peru, Trump elogia o compromisso da nova presidente, Keiko Fujimori, de trabalhar com os estadunidenses e “outros países aliados” para combater organizações criminosas e reduzir o fluxo de cocaína destinado aos EUA.

    Apesar das menções elogiosas, Peru, Colômbia, Equador e Venezuela permanecem na relação de países considerados importantes no trânsito ou na produção de drogas ilícitas. Essa classificação, ressalva o próprio documento, não significa necessariamente que o governo do país não coopere ou não adote medidas de combate às drogas.

    Países criticados

    Apesar do documento de Trump reconhecer alguns esforços dos vizinhos México e Canadá, o tom em relação a esses países é mais crítico do que sobre os governos alinhados da América do Sul.

    “Embora meu governo tenha protegido com sucesso nossas fronteiras contra a invasão, Canadá e México precisam fazer muito mais para interromper os fluxos de drogas mortais para nosso país. O fentanil continua sendo produzido ilegalmente em laboratórios clandestinos no Canadá, e produtos químicos precursores e drogas sintéticas continuam entrando nos Estados Unidos através do Canadá”, apontou.

    Sobre o México, Trump disse que o país deve adotar medidas adicionais “contra as organizações narcoterroristas que dominam vastas áreas de seu território e continuam ameaçando o povo americano”.

    “O México precisa reforçar a integridade de sua cadeia de fornecimento, buscando maior participação do setor privado e aumentando significativamente as inspeções em seus pontos de entrada”.

    Já sobre a China, maior rival econômico dos EUA, o documento citou que o gigante asiático continua sendo o maior produtor mundial de muitos dos produtos químicos precursores utilizados na produção ilícita de fentanil, metanfetamina e outras drogas sintéticas.

    “Tratei diretamente desse assunto com o presidente do Estado, Xi Jinping, e, no ano passado, a pedido do meu governo, a China implementou novas exigências para que suas empresas obtenham licenças antes de exportar determinados produtos químicos precursores para a América do Norte. No entanto, criminosos continuam encontrando maneiras de contornar esses controles por meio do uso de produtos químicos precursores não regulamentados”, disse na manifestação.

    Trump cobrou da China medidas “mais agressivas” para reduzir efetivamente o fluxo dessas substâncias, “incluindo a classificação de produtos químicos precursores e substâncias adicionais solicitados pelos Estados Unidos”, acrescentou o presidente norte-americano.

    * Texto atualizado às 21h49 para incluir a posição do Ministério da Justiça


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br