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  • Fundação Pró-Sangue alerta para baixo estoque e faz apelo a doadores

    Fundação Pró-Sangue alerta para baixo estoque e faz apelo a doadores

    Redução aconteceu por período de resguardo da vacina do sarampo

    A Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo alerta que os estoques de determinados tipos sanguíneos tiveram queda nas últimas semanas e estão em níveis críticos.

    A situação dos estoques dos tipos O positivo, O negativo, A negativo e B negativo causam preocupação entre os especialistas da instituição, porque “os tipos negativos são fundamentais para atendimento de emergência e pacientes em situação crítica”.

    Historicamente, as baixas temperaturas contribuem para a queda nas doações de sangue nos hemocentros. No entanto, esse cenário tem sido agravado por outros fatores que desestimulam ou impedem temporariamente a doação.

    Quem tomou a vacina contra o sarampo precisa aguardar quatro semanas para doar. Da mesma forma, quem recebeu a vacina da gripe tem período de impedimento de 48 horas.

    Para que um paciente consiga receber uma transfusão de sangue corretamente é necessário que o sangue doado seja compatível com seu tipo sanguíneo. A falta de um tipo específico pode causar um efeito dominó de queda nos outros estoques de sangue.

    A falta do tipo O negativo é o mais grave, porque este pode ser doado para todos os outros tipos sanguíneos.

    Diante desse cenário, a Fundação Pró-Sangue reforça a importância de manter os estoques equilibrados e orienta as pessoas que ainda não se vacinaram contra o sarampo e que estejam aptas a doar para priorizar a doação de sangue antes da vacinação.

    Locais de doação:

    • Posto Clínicas – Hospital das Clínicas (próximo às estações Clínicas e Oscar Freire do metrô, na capital paulista);
    • Posto Dante Pazzanese – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (região do Parque do Ibirapuera, metrô Ana Rosa, na cidade de São Paulo)
    • Posto Mandaqui – Hospital do Mandaqui (Zona Norte da capital)
    • Posto Osasco – Em Osasco
    • Posto Barueri – Em Barueri

    O agendamento não é obrigatório, mas pode ser realizado pelo site da Pró-Sangue para agilizar o atendimento.

    Quem pode doar:

    • Pessoas em boas condições de saúde;
    • Com idade entre 16 e 69 anos;
    • Peso acima de 50 kg;
    • Alimentadas e portando documento oficial com foto.

    Pessoas com gripe ou resfriado precisam aguardar a plena recuperação e cumprir o tempo de espera indicado antes de doar.

    *Estagiário sob supervisão Odair Braz Junior


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Fachin desmarca julgamento sobre atuação de Mendonça no caso Master

    Fachin desmarca julgamento sobre atuação de Mendonça no caso Master

    Sessão plenária estava marcada para a próxima terça-feira

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou da pauta da sessão plenária da próxima quarta-feira (23) o julgamento de um pedido de investigação sobre a condução dada pelo ministro André Mendonça como relator do caso Master na Corte, que foi desencadeado pela Operação Compliance Zero. 

    Fachin tomou a decisão depois da sessão extraordinária da última terça (15), quando o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, levantou uma questão de ordem em julgamento sobre a abertura ou não de uma investigação sobre o suposto elo entre o ministro Alexandre de Mores e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. 

    Na Compliance Zero, a Polícia Federal (PF) apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. 

    Para Gilmar Mendes, os dois pedidos de investigação são correlatos e devem ser julgados em conjunto. O plenário começou a votar a proposta, mas o julgamento acabou interrompido por um pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Flávio Dino, quando o placar estava em 4 a 3 para que os processos fossem julgados em separado. 

    Ao desmarcar, nesta quinta, o julgamento sobre a atuação de Mendonça, Fachin escreveu que tomou a medida devido à “direta relação” deste processo com ponto levantado na questão de ordem.

    “A inclusão em pauta será oportunamente redesignada”, afirmou o presidente do Supremo. 

    A iniciativa de marcar o pedido de investigação contra Moraes primeiro, na sessão extraordinária da última terça, partiu de Fachin, que ao mesmo tempo marcou o processo contra Mendonça para o dia 23. 

    Na semana passada, o presidente do STF negou um pedido de Moraes para que os dois casos fossem julgados juntos. O ministro alega que a análise sobre desvios na relatoria de Mendonça tem efeito direto na análise sobre seu caso. 

    Entenda

    O STF entrou em uma crise institucional sem precedentes desde que Mendonça, na condição de relator do caso Master, levantou o sigilo, em 1º de setembro, sobre um relatório da PF com 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes. 

    Nas mensagens, Vorcaro aparenta ter relação próxima com Moraes, a quem diz ter enviado para apreciação a cópia de um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

    Em outro trecho, o ex-banqueiro parece buscar informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. As mensagens foram trocadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, quando Vorcaro foi de fato preso. As respostas do interlocutor não puderam ser recuperadas, informaram os investigadores. 

    Na sessão plenária de terça, Moraes voltou a afirmar que nunca manteve diálogo com Vorcaro e que não há provas de que as supostas mensagens foram de fato enviadas ou se, por exemplo, não foram apagadas antes da visualização. 

    Durante a sessão, Moraes bateu boca com Mendonça, a quem acusou de ter encomendado a inclusão de seu nome em eventual delação premiada de Vorcaro, por motivações políticas. Mendonça respondeu que a acusação é mentirosa. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Libertadores: Rádio Nacional transmite Fla e Independiente del Valle

    Libertadores: Rádio Nacional transmite Fla e Independiente del Valle

    Partida pelas quarta de final é nesta quinta (17), a partir de 21h15

    O Flamengo entra em campo nesta quinta-feira (17) para o jogo de volta contra o Independiente del Valle, válido pelas quartas de final da Copa Libertadores da América. O duelo será disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), e a Rádio Nacional transmite todas as emoções ao vivo a partir das 21h15.

    O Flamengo chega à disputa após ter vencido o clube equatoriano por 2 a 0 no jogo de ida, ocorrido na quinta-feira (10), na capital Quito. Bruno Henrique e Léo Pereira marcaram os gols da vitória rubro-negra no segundo tempo.

    A transmissão da Rádio Nacional inicia com a faixa Show de Bola Nacional e contará com uma equipe completa para levar ao público todas as informações do confronto. O jogo terá narração de André Luiz Mendes e comentários de Mário Silva. Mauricio Costa comanda a reportagem e o plantão da rodada.    

    A partida será transmitida para parte da rede em AM e OC, além da FM no Rio de Janeiro, no Alto Solimões e parceiros da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A Nacional FM nas demais praças segue com o conteúdo musical. O ouvinte pode ficar ligado nas produções preferidas pelo dial, no app e no site da emissora. Os áudios ainda estão disponíveis em tempo real por streaming nas duas plataformas.    

    Sobre a Copa Libertadores    

    A Copa Conmebol Libertadores é o principal torneio de clubes da América do Sul, organizado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Disputada anualmente desde 1960, a competição reúne as equipes mais qualificadas de cada país do continente, definidas por seus desempenhos nas ligas nacionais.    

    Considerada o equivalente sul-americano da Liga dos Campeões da Europa, a Libertadores consagra o campeão continental, que passa a representar a região no Mundial de Clubes.    

    Cobertura esportiva da Nacional    

    Esporte que é paixão do povo brasileiro, o futebol é um dos destaques da programação da Rádio Nacional, emissora pública referência em transmissões de partidas no país há décadas. Os jogos das principais competições e as notícias mais importantes têm espaço nas jornadas esportivas diárias.    

    Os torcedores podem ficar ligados pelo rádio, site ou streaming para acompanhar as emoções das disputas entre os maiores clubes brasileiros. Antes e depois dos confrontos, o ouvinte se informa sobre a preparação das equipes e a repercussão do placar nas ondas da Nacional. A análise sobre os resultados da rodada ainda ganha janela diária para um rico debate em produções consagradas no radiojornalismo esportivo.    

    A equipe da Rádio Nacional reúne craques da crônica esportiva. São produtores, jornalistas e apresentadores que buscam o diferencial da notícia. Além de informar o público nas ondas do rádio, o time também faz bonito na telinha da TV Brasil. Os profissionais realizam o programa Stadium, de terça a sexta, às 12h30.

    Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas    

    Ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas. A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026. A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados. Acesse: ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro.    

    Serviço    

    Copa Libertadores 2026 – Flamengo X Ind. Del Valle, quinta-feira (17), a partir das 21h15, na Rádio Nacional RJ, AM, OC e AS + RNCP e Parceiros. Além disso, partida também será transmitida pelo canal da Rádio Nacional no YouTube.         

    Saiba como sintonizar a Rádio Nacional        

    Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz        
    Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz        
    São Paulo: FM 87,1 MHz        
    Recife: FM 87,1 MHz        
    São Luís: FM 93,7 MHz        
    Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC        
    Alto Solimões: FM 96,1 MHz 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Guterres defende adaptação das Forças de Paz da ONU diante de cenário global de conflitos sem precedentes

    Guterres defende adaptação das Forças de Paz da ONU diante de cenário global de conflitos sem precedentes

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou a Assembleia Geral que o número de conflitos no mundo atingiu o nível mais alto desde 1945 e defendeu uma ampla adaptação das operações de paz das Nações Unidas para responder aos desafios atuais de segurança.

    Ao apresentar uma revisão sobre o futuro das operações de paz da ONU, encomendada pelos Estados-membros no âmbito do Pacto para o Futuro, Guterres afirmou que a natureza dos conflitos mudou profundamente nas últimas décadas, exigindo respostas mais ágeis, flexíveis e orientadas por soluções políticas.

    “As operações de paz da ONU são ferramentas indispensáveis para a manutenção da paz e da segurança internacionais, mas, para serem mais eficazes, devem se adaptar às novas realidades”, declarou.

    Conflitos mais complexos

    Segundo o secretário-geral, a comunidade internacional enfrenta um cenário marcado pelo ressurgimento de conflitos entre Estados, guerras internas cada vez mais internacionalizadas, uso crescente de novas tecnologias militares, expansão de redes criminosas transnacionais e aumento dos ataques contra civis.

    Guterres destacou que as mortes relacionadas a combates cresceram acentuadamente nos últimos anos e observou que os acordos de paz abrangentes se tornaram menos frequentes.

    “A proporção de conflitos resolvidos por meio de um acordo de paz é a mais baixa em décadas”, afirmou.

    Para ele, a polarização geopolítica também dificulta a construção de consensos sobre o papel das operações de paz, afetando a definição de mandatos e o apoio político necessário para o sucesso das missões.

    O secretário-geral António Guterres (à esquerda) entrega o prêmio à inspetora Stephanie Königs, da Alemanha, que foi nomeada “Policial do Ano” pelas Nações Unidas, em reconhecimento à sua liderança excepcional e à sua contribuição para a implementação do mandato da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), onde esteve destacada de setembro de 2024 a março de 2026.
    Legenda: O secretário-geral António Guterres (à esquerda) entrega o Prêmio Policial do Ano das Nações Unidas à inspetora Stephanie Königs, da Alemanha, em reconhecimento à sua liderança excepcional e contribuição para a implementação do mandato da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), onde esteve destacada de setembro de 2024 a março de 2026.
    Foto: © ONU/Mark Garten.

    Paz como prioridade política

    Ao apresentar as conclusões da revisão, o chefe da ONU ressaltou que as operações de paz devem ser entendidas como instrumentos políticos voltados para a prevenção de conflitos e a construção da paz.

    “Mas as operações de paz são, acima de tudo, instrumentos políticos”, disse.

    Entre as recomendações apresentadas estão o fortalecimento da diplomacia preventiva, da mediação e dos bons ofícios da ONU, além do uso ampliado de missões políticas especiais com atuação regional.

    Guterres argumentou que a construção da paz deve ocupar posição central nas estratégias da organização e enfatizou a importância do apoio dos Estados-membros.

    “Nenhuma operação de paz, nem nenhum processo político apoiado pelas Nações Unidas, pode ter sucesso sem o apoio sólido e coeso dos Estados-membros”, alertou.

    Soldados da Seção de Assuntos Civis da Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) realizam sessões de sensibilização para comunidades em conflito na província de Ituri sobre coabitação pacífica.
    Legenda: Soldados da Seção de Assuntos Civis da Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) realizam sessões de sensibilização para comunidades em conflito na província de Ituri sobre coabitação pacífica.
    Foto: © ONU.

    Apoio aos países anfitriões

    Outro eixo da proposta é o fortalecimento das parcerias com os países anfitriões das missões.

    Segundo Guterres, a paz não pode ser imposta de fora e depende do protagonismo nacional.

    “As operações de paz só podem ser eficazes se seus mandatos apoiarem os atores nacionais, que, em última instância, detêm a chave para uma paz sustentável”, declarou.

    Ele também defendeu consultas mais estruturadas entre o Conselho de Segurança, os países anfitriões, os países contribuintes de tropas e policiais e o Secretariado da ONU, visando construir expectativas mais realistas sobre os resultados de cada missão.

    Mandatos mais focados

    A revisão propõe ainda mandatos mais focados e adaptáveis às condições no terreno.

    De acordo com o secretário-geral, as operações devem concentrar esforços em áreas nas quais possuem clara vantagem comparativa, especialmente nas dimensões política e de segurança e, quando autorizado, na proteção de civis.

    Guterres reiterou que missões de manutenção da paz exigem condições mínimas para operar.

    “As operações de manutenção da paz só devem ser mobilizadas quando houver um acordo de paz ou, pelo menos, um cessar-fogo robusto em vigor”, disse. Em seguida, acrescentou: 

    “Não podemos manter a paz quando não há paz para manter”.

    Soldados da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) prestam assistência médica a pessoas deslocadas internamente, no sul do Líbano.
    Legenda: Integrantes da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) prestam assistência médica a pessoas deslocadas internamente, no sul do Líbano.
    Foto: © ONU/Pasqual Gorriz.

    Tecnologia, prestação de contas e proteção das forças de paz

    O secretário-geral também destacou a necessidade de tornar as operações mais ágeis por meio de estruturas administrativas flexíveis, maior capacidade tecnológica e investimentos contínuos em pessoal especializado.

    Ele defendeu a preservação de uma força de trabalho global diversa e reiterou a importância da participação significativa das mulheres em todos os níveis das operações de paz.

    No campo da prestação de contas, afirmou que a ONU deve manter elevados padrões de conduta e desempenho e honrar a confiança depositada pelas populações mais vulneráveis.

    Guterres também condenou os ataques contra forças de paz e pediu responsabilização dos autores.

    “Os ataques contra as forças de paz da ONU devem cessar, e os responsáveis devem ser responsabilizados. Sem impunidade. Sem exceções.”

    Investimento na paz

    Ao encerrar o discurso, o secretário-geral conclamou os Estados-membros a avançarem na implementação das recomendações da revisão e a reforçarem o compromisso com soluções multilaterais para os conflitos.

    Segundo ele, o sucesso das operações de paz dependerá da cooperação entre a ONU, governos nacionais, parceiros regionais e comunidade internacional.

    “Devemos nos adaptar a um mundo em constante mudança”, afirmou. 

    E concluiu: “Devemos encontrar a determinação — e os recursos — para traçar caminhos rumo à paz.”

    Para saber mais, acompanhe a cobertura da ONU News em português, siga @unpeacekeeping nas redes e acesse a página global das Forças de Paz das Nações Unidas. 

    Fonte: brasil.un.org

  • Guterres defende adaptação das Forças de Paz da ONU diante de cenário global de conflitos sem precedentes

    Guterres defende adaptação das Forças de Paz da ONU diante de cenário global de conflitos sem precedentes

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou a Assembleia Geral que o número de conflitos no mundo atingiu o nível mais alto desde 1945 e defendeu uma ampla adaptação das operações de paz das Nações Unidas para responder aos desafios atuais de segurança.

    Ao apresentar uma revisão sobre o futuro das operações de paz da ONU, encomendada pelos Estados-membros no âmbito do Pacto para o Futuro, Guterres afirmou que a natureza dos conflitos mudou profundamente nas últimas décadas, exigindo respostas mais ágeis, flexíveis e orientadas por soluções políticas.

    “As operações de paz da ONU são ferramentas indispensáveis para a manutenção da paz e da segurança internacionais, mas, para serem mais eficazes, devem se adaptar às novas realidades”, declarou.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, se reúne com membros da força de paz durante visita à sede da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), em 2025.
    Legenda: O secretário-geral da ONU, António Guterres, se reúne com membros da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), em 2025.
    Foto: © ONU/Pasqual Gorriz.

    Conflitos mais complexos

    Segundo o secretário-geral, a comunidade internacional enfrenta um cenário marcado pelo ressurgimento de conflitos entre Estados, guerras internas cada vez mais internacionalizadas, uso crescente de novas tecnologias militares, expansão de redes criminosas transnacionais e aumento dos ataques contra civis.

    Guterres destacou que as mortes relacionadas a combates cresceram acentuadamente nos últimos anos e observou que os acordos de paz abrangentes se tornaram menos frequentes.

    “A proporção de conflitos resolvidos por meio de um acordo de paz é a mais baixa em décadas”, afirmou.

    Para ele, a polarização geopolítica também dificulta a construção de consensos sobre o papel das operações de paz, afetando a definição de mandatos e o apoio político necessário para o sucesso das missões.

    O secretário-geral António Guterres (à esquerda) entrega o prêmio à inspetora Stephanie Königs, da Alemanha, que foi nomeada “Policial do Ano” pelas Nações Unidas, em reconhecimento à sua liderança excepcional e à sua contribuição para a implementação do mandato da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), onde esteve destacada de setembro de 2024 a março de 2026.
    Legenda: O secretário-geral António Guterres (à esquerda) entrega o Prêmio Policial do Ano das Nações Unidas à inspetora Stephanie Königs, da Alemanha, em reconhecimento à sua liderança excepcional e contribuição para a implementação do mandato da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), onde esteve destacada de setembro de 2024 a março de 2026.
    Foto: © ONU/Mark Garten.

    Paz como prioridade política

    Ao apresentar as conclusões da revisão, o chefe da ONU ressaltou que as operações de paz devem ser entendidas como instrumentos políticos voltados para a prevenção de conflitos e a construção da paz.

    “Mas as operações de paz são, acima de tudo, instrumentos políticos”, disse.

    Entre as recomendações apresentadas estão o fortalecimento da diplomacia preventiva, da mediação e dos bons ofícios da ONU, além do uso ampliado de missões políticas especiais com atuação regional.

    Guterres argumentou que a construção da paz deve ocupar posição central nas estratégias da organização e enfatizou a importância do apoio dos Estados-membros.

    “Nenhuma operação de paz, nem nenhum processo político apoiado pelas Nações Unidas, pode ter sucesso sem o apoio sólido e coeso dos Estados-membros”, alertou.

    Soldados da Seção de Assuntos Civis da Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) realizam sessões de sensibilização para comunidades em conflito na província de Ituri sobre coabitação pacífica.
    Legenda: Soldados da Seção de Assuntos Civis da Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) realizam sessões de sensibilização para comunidades em conflito na província de Ituri sobre coabitação pacífica.
    Foto: © ONU.

    Apoio aos países anfitriões

    Outro eixo da proposta é o fortalecimento das parcerias com os países anfitriões das missões.

    Segundo Guterres, a paz não pode ser imposta de fora e depende do protagonismo nacional.

    “As operações de paz só podem ser eficazes se seus mandatos apoiarem os atores nacionais, que, em última instância, detêm a chave para uma paz sustentável”, declarou.

    Ele também defendeu consultas mais estruturadas entre o Conselho de Segurança, os países anfitriões, os países contribuintes de tropas e policiais e o Secretariado da ONU, visando construir expectativas mais realistas sobre os resultados de cada missão.

    Mandatos mais focados

    A revisão propõe ainda mandatos mais focados e adaptáveis às condições no terreno.

    De acordo com o secretário-geral, as operações devem concentrar esforços em áreas nas quais possuem clara vantagem comparativa, especialmente nas dimensões política e de segurança e, quando autorizado, na proteção de civis.

    Guterres reiterou que missões de manutenção da paz exigem condições mínimas para operar.

    “As operações de manutenção da paz só devem ser mobilizadas quando houver um acordo de paz ou, pelo menos, um cessar-fogo robusto em vigor”, disse. Em seguida, acrescentou: 

    “Não podemos manter a paz quando não há paz para manter”.

    Soldados da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) prestam assistência médica a pessoas deslocadas internamente, no sul do Líbano.
    Legenda: Integrantes da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) prestam assistência médica a pessoas deslocadas internamente, no sul do Líbano.
    Foto: © ONU/Pasqual Gorriz.

    Tecnologia, prestação de contas e proteção das forças de paz

    O secretário-geral também destacou a necessidade de tornar as operações mais ágeis por meio de estruturas administrativas flexíveis, maior capacidade tecnológica e investimentos contínuos em pessoal especializado.

    Ele defendeu a preservação de uma força de trabalho global diversa e reiterou a importância da participação significativa das mulheres em todos os níveis das operações de paz.

    No campo da prestação de contas, afirmou que a ONU deve manter elevados padrões de conduta e desempenho e honrar a confiança depositada pelas populações mais vulneráveis.

    Guterres também condenou os ataques contra forças de paz e pediu responsabilização dos autores.

    “Os ataques contra as forças de paz da ONU devem cessar, e os responsáveis devem ser responsabilizados. Sem impunidade. Sem exceções.”

    Investimento na paz

    Ao encerrar o discurso, o secretário-geral conclamou os Estados-membros a avançarem na implementação das recomendações da revisão e a reforçarem o compromisso com soluções multilaterais para os conflitos.

    Segundo ele, o sucesso das operações de paz dependerá da cooperação entre a ONU, governos nacionais, parceiros regionais e comunidade internacional.

    “Devemos nos adaptar a um mundo em constante mudança”, afirmou. 

    E concluiu: “Devemos encontrar a determinação — e os recursos — para traçar caminhos rumo à paz.”

    Para saber mais, acompanhe a cobertura da ONU News em português, siga @unpeacekeeping nas redes e acesse a página global das Forças de Paz das Nações Unidas. 

    Fonte: brasil.un.org

  • Lula pode se encontrar com prefeito de Nova York nos EUA

    Lula pode se encontrar com prefeito de Nova York nos EUA

    Encontro com Zohran Mamdani deve ocorrer antes de assembleia da ONU

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nesta quarta-feira (16) os detalhes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), na semana que vem.

    Uma das expectativas é sobre o possível encontro de Lula com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, que tomou posse no início deste ano.

    O prefeito novaiorquino é descendente de imigrantes e se tornou o primeiro muçulmano a ocupar o cargo. Ele se considera socialista e é favorável a temas como a causa Palestina, a ampliação da moradia acessível, o congelamento de aluguéis, a gratuidade do transporte público e a criação de políticas voltadas à redução do custo de vida, numa das cidades mais caras do planeta.

    O Palácio Itamaraty informou haver um pedido de encontro bilateral da parte do prefeito, bem como uma lista de outros pedidos, mas a reunião ainda não está oficialmente confirmada do lado brasileiro.

    Discurso

    Lula e sua comitiva desembarcam em Nova York no próximo domingo (20). No dia seguinte, o presidente brasileiro terá sua agenda dedicada a encontros bilaterais com autoridades e chefes de Estado.

    Na terça-feira (22), Lula se encontra com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e em seguida comparece ao plenário da ONU onde fará o pronunciamento de abertura da Assembleia Geral, que tradicionalmente cabe ao presidente brasileiro. O tema deste ano é “Restaurando a confiança, administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”.

    O conteúdo do discurso de Lula ainda está sendo elaborado, mas o presidente deverá reforçar posições históricas do Brasil em defesa da reforma da ONU, defesa do multilateralismo, promoção da paz e da cooperação bilateral, além do combate à pobreza e à fome.

    “Nossa expectativa é que ele [discurso] contenha, em função do momento em que vivemos, uma defesa forte do multilateralismo como linha básica da política externa brasileira, nesse momento em que os conflitos se multiplicam a nível internacional”, destacou o embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do MRE.

    Segundo o diplomata, Lula vai defender negociações de paz em torno das guerras em curso, um direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países.

    A previsão é que o presidente retorne ao Brasil ainda na terça-feira, logo após o pronunciamento.

    O Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes.

    O presidente dos Estados Unidos é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderiam se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiverem um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar. Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em “química excelente” entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.

    O MRE confirmou que a comitiva brasileira será composta pelo chanceler Mauro Vieira e os ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros de Oliveira (Igualdade Racial).

    Ainda em Nova York, Mauro Viera deverá presidir uma reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20, em 2024, para articular governos, organismos internacionais, instituições financeiras e organizações da sociedade civil em torno do enfrentamento da miséria e da fome em larga escala.

    Atualmente, a Aliança reúne mais de 215 membros, incluindo mais de 100 países.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Veja como foi a quarta-feira (16) dos presidenciáveis

    Veja como foi a quarta-feira (16) dos presidenciáveis

    Candidatos participaram de caravanas e atos de campanha

    A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (16) incluiu entrevistas em podcasts, rádio e televisão, além de caravana, panfletagem e atos de campanha. 

    >> Veja como foi o dia dos candidatos a presidente

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato não teve agenda pública de campanha.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins participou de comício no calçadão de Canoas (RS) e de panfletagem no Hospital de Clínicas em Porto Alegre.

    Ela ainda fez comício no Centro Histórico e Cidade Baixa da capital gaúcha.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    O candidato Wilson Grassi concedeu entrevista ao podcast Lima TV, em São Bernardo do Campo (SP).

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury participou do Flow Podcast, em São Paulo.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão não teve agenda de campanha.

    Edmilson Costa (PCB)
    Nesta quarta-feira (16), o candidato Edmilson Costa (PCB) participou de uma caravana na cidade de Franca (SP), ao lado de outros candidatos do partido.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro participou de motocarreata em Juazeiro do Norte (CE). Ele disse que, em um eventual mandato, dará continuidade à transposição do Rio São Francisco.

    Flávio Bolsonaro disse ainda que pretende incrementar a infraestrutura logística da região para favorecer o escoamento da produção agrícola. “Quero destravar todos esses projetos e conclusões de projetos, em especial de ferrovias, porque isso vai garantir o barateamento do escoamento da nossa produção, de commodities”, disse.

    Ele viajou para Recife, onde participou de comício.

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias fez panfletagem na sede da Companhia de Saneamento do Maranhão (Caema), em São Luís.

    Ele defendeu a estatização dos setores estratégicos da economia, como saneamento, energia, transporte e petróleo, e criticou os processos de privatização.

    “Água e saneamento são direitos fundamentais. Não podem estar nas mãos de grupos privados que enxergam esses serviços apenas como fonte de lucro”, disse.

    Leonardo Avalanche (PRTB) 
    O candidato Leonardo Avalanche não divulgou compromissos de campanha. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Em Ceilândia, a maior região administrativa do Distrito Federal, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva participou de ato de campanha e disse que, se reeleito, irá priorizar o ensino universitário e pretende chegar a abertura de 1 mil institutos federais.

    Outra proposta de Lula é inaugurar as universidades indígena e dos esportes.

    Ele ainda defendeu investimento em aprendizagem sobre aplicação da inteligência artificial, para que o Brasil não dependa de tecnologias estrangeiras.

    “Vamos preparar os mais jovens para trabalhar com a inteligência artificial”, afirmou.

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos participou de carreata em Londrina, Maringá e Cascavel, no Paraná.

    Durante a passagem por Londrina, o candidato defendeu o afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal que tenham envolvimento no caso Master.

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema concedeu entrevista ao Jornal da Record. 

    Ronaldo Caiado  (PSD)
    Em São Paulo, o candidato Ronaldo Caiado concedeu entrevista à imprensa e criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal de adiar discussão sobre possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

    Ele ainda concedeu entrevista ao Flow Podcast.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Douglas Correa (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís), Luiz Claudio Ferreira (Brasília) e redação de São Paulo.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Pesquisadores debatem em Brasília o papel da comunicação pública

    Pesquisadores debatem em Brasília o papel da comunicação pública

    Congresso Brasileiro acontece até sexta-feira

    Como levar informação de qualidade à população? Como dialogar com o público e estimular a formação de cidadãos conscientes e engajados? Essas são algumas das perguntas que pesquisadores, estudantes e profissionais de comunicação pública vão debater até sexta-feira (18) durante o 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, em Brasília.

    Durante três dias, os pesquisadores vão participar de palestras, mesas redondas, minicursos, relatos de experiências e apresentação de pesquisas. Haverá também lançamento de livros e entrega de premiações.

    “A comunicação pública não se resume a divulgar realizações ou ocupar canais. A comunicação pública precisa ajudar as instituições a cumprir sua missão e permitir que políticas de serviços, de direitos, cheguem às pessoas. Quando isso falha, o cidadão paga o custo em tempo, dinheiro, segurança e perda de oportunidades”, disse o diretor de Relações Acadêmicas da Associação Brasileira de Comunicação Pública, Jorge Duarte. 

    Desafios

    Os participantes também lembraram dos desafios da Comunicação Pública, como a transformação tecnológica acelerada e Inteligência Artificial, a fragmentação das audiências e o combate à desinformação.

    “As instituições públicas não podem ficar inertes à desinformação e elas não podem responder a esse fenômeno só corrigindo informações falsas. Elas precisam construir relações permanentes de credibilidade, transparência e diálogo com a sociedade e também fazer ações de educação midiática”, destacou a diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Glauciene Lara.

    Serviço:

    O Congresso Brasileiro de Comunicação Pública vai até sexta-feira (18). Os debates ocorrem na Câmara dos Deputados, em Brasília, e podem ser acompanhados online.

    Confira a programação completa no site do evento.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • TSE vai enviar alertas no e-Título com orientações para eleições

    TSE vai enviar alertas no e-Título com orientações para eleições

    Aplicativo permite consultar local de votação e justificar ausência

    A duas semanas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a enviar, nesta quinta-feira (17), notificações oficiais aos eleitores pelo aplicativo e-Título.

    Os alertas trazem orientações sobre serviços eleitorais, consulta ao local de votação e combate à desinformação. O envio continuará durante todo o período eleitoral, inclusive entre o primeiro e o segundo turnos.

    “Queremos incentivar eleitoras e eleitores a manterem o e-Título atualizado e facilitar o acesso a informações importantes para o exercício do voto, como a consulta ao local de votação. É um canal direto de comunicação da Justiça Eleitoral com a cidadania”, destaca a assessora-chefe de Gestão da Identificação do TSE, Marília Loyola.

    O TSE recomenda que os eleitores consultem antecipadamente o local de votação. A informação está disponível na opção “Onde Votar”, que indica a zona e a seção eleitoral.

    Serviços

    Além de apresentar a via digital do título eleitoral, o e-Título reúne diferentes serviços da Justiça Eleitoral. Entre eles estão:

    Consulta ao local de votação: permite verificar zona e seção eleitoral.

    Acompanhamento do Título Net: mostra o andamento de requerimentos feitos pelo sistema.

    Certidão de filiação partidária: permite emitir documentos sobre filiação atual e histórico de vínculos.

    Justificativa de ausência: possibilita justificar a ausência no dia da eleição, por geolocalização, ou posteriormente, com documentos comprobatórios.

    Pagamento de multas eleitorais: débitos podem ser quitados por Pix ou cartão de crédito, por meio do PagTesouro.

    Validação de documentos: permite conferir a autenticidade de certidões da Justiça Eleitoral por meio de QR Code.

    Boletim na Mão: a ferramenta passou a integrar o e-Título e permite consultar e compartilhar Boletins de Urna.

    Descadastramento de mesário voluntário: permite solicitar pelo celular o cancelamento da inscrição para trabalhar nas eleições.

    O aplicativo também oferece recursos de segurança, como a geração de código temporário para autenticação em sistemas parceiros da Justiça Eleitoral, mediante reconhecimento facial.

    Identificação

    O e-Título substitui o título eleitoral em papel. Para eleitores com biometria cadastrada e fotografia disponível no aplicativo, o documento digital também pode ser utilizado como identificação no momento da votação.

    Como baixar

    O e-Título é gratuito e está disponível nas lojas oficiais de aplicativos para celulares Android e iOS. Também é possível baixar no site do TSE.

    O Tribunal recomenda instalar ou atualizar o aplicativo com antecedência, fazer o primeiro acesso e conferir os dados antes do dia da votação.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Entidades industriais e trabalhistas consideram tímida queda da Selic

    Entidades industriais e trabalhistas consideram tímida queda da Selic

    Taxa básica de juros reduziu de 14% para 13,75% ao ano

    A redução de 0,25% ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente pelas representações da indústria e dos trabalhadores, que consideram a decisão como “tímida” e que “não alivia a situação financeira das empresas e famílias”.

    A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que reduziu de 14% para 13,75% ao ano a Selic.

    Após a divulgação do corte, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse, em nota, que há um excesso de prudência do Copom diante do comportamento de queda na inflação corrente nos últimos meses.

    “Há trajetória consistente de desaceleração, alcançando 4,22% no acumulado em 12 meses até agosto, e melhora das expectativas de mercado, indicando convergência gradual em direção à meta de 3% ao ano no horizonte relevante para a política monetária”, diz a CNI em nota.

    O presidente da confederação, Ricardo Alban, considera importante o BC manter a trajetória de queda nos juros. Com a decisão de hoje, está é a quinta redução consecutiva na Selic.

    “É essencial que o Banco Central dê continuidade ao ciclo de redução da Selic. Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços. Há espaço para avançar no ciclo de cortes sem comprometer a convergência da inflação para a meta”, afirmou.

    Ainda de acordo com a CNI, mesmo após o corte, a política monetária segue austera. Com a Selic em 13,75% ao ano, o juro real está em torno de 9%, cerca de quatro pontos percentuais acima da taxa real neutra estimada pelo Banco Central, de 5% ao ano. .

    A Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que a queda é um passo importante, mas insuficiente em face do nível muito elevado dos juros no país.

    “A Selic influencia diretamente o custo de empréstimos e financiamentos e, mesmo quando a redução chega ao consumidor com defasagem, abre espaço para uma trajetória de crédito mais barato”, destaca Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e diretora executiva da CUT.

    Para Neiva Ribeiro, a desaceleração dos preços e da economia cria condições para que o Banco Central avance no corte dos juros.

    “O debate precisa ir além dos indicadores do mercado financeiro. Juros menores significam condições mais favoráveis para o crédito, investimentos, geração de empregos e redução do custo financeiro que pesa sobre famílias, empresas e o orçamento público”, afirmou.

    Avaliação similar é feita pela central de trabalhadores Força Sindical, que considera o corte de 0,25 ponto percentual muito tímido e um verdadeiro “balde de água fria” para a economia no quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro).

    “Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar ainda mais a economia”, disse a central.

    Para a Força Sindical, o Banco Central tem praticado uma política que concentra renda nas mãos de banqueiros e especuladores, “mantendo a taxa de juros em patamares proibitivos para o setor produtivo e para a geração de empregos.”

    “Essa política de juros altos também diminui a capacidade de consumo das famílias, enfraquece a confiança dos empresários e desestimula os investimentos, comprometendo o crescimento econômico e a distribuição de renda”, conclui a Força.

    Indústria da Construção

    A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considerou positiva a redução da taxa Selic, mas destacou que é necessário que o movimento tenha continuidade. A entidade alerta, no entanto, que a Selic permanece em patamar elevado, impondo desafios ao setor produtivo e limitando uma retomada mais consistente do crédito e dos investimentos.

    Para o presidente da CBIC, Eduardo Almeida, o atual patamar da Selic, um dos mais elevados do mundo, evidencia o tamanho do desafio enfrentado pelos empresários brasileiros, em especial o setor da construção que depende de crédito e possui um ciclo produtivo longo.

    “Estamos com juros de dois dígitos desde o início de 2022, o que representa um grande desafio para o empresário, especialmente em um setor como a construção, que trabalha com projetos de longo prazo e depende de crédito e previsibilidade. Precisamos avançar na construção de um ambiente macroeconômico estável, que permita a continuidade desse movimento de redução dos juros de forma sustentável e estimule novos investimentos”, afirmou Almeida.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br