Categoria: Mundo

  • Tiroteio em Minneapolis deixa três mortos, incluindo suposto atirador

    Tiroteio em Minneapolis deixa três mortos, incluindo suposto atirador

    Internacional

    Agentes foram mobilizados para um complexo de aparatamentos no centro
    RTP
    Publicado em 03/09/2026 – 09:18
    Minneapolis
    Versão em áudio
    Um tiroteio no centro de Minneapolis, nos Estados Unidos, fez três mortos e deixou dois polícias feridos.
    Agentes foram mobilizados para um complexo de apartamentos após o alerta de disparos no local.
    Entre as vítimas está o suspeito, cuja causa exata da morte ainda não foi determinada pelas autoridades.
    (matéria em ampliação)
    Mais notícias
    Meio Ambiente INPE inicia operação de modelo próprio de previsão do tempo
    qui, 03/09/2026 – 20:25
    Educação Professores têm 8 mil vagas gratuitas para pós-graduação
    qui, 03/09/2026 – 19:56
    Justiça STF decide limitar gratuidade em ações na Justiça do Trabalho
    qui, 03/09/2026 – 19:56
    Esportes Dupla de Luisa Stefani vence estreia e avança à 2ª rodada do US Open
    qui, 03/09/2026 – 19:30
    Política Senado aprova MP da “taxa das blusinhas” e isenção se torna definitiva
    qui, 03/09/2026 – 19:19
    Política Alcolumbre diz que Senado vota fim da escala 6×1 após as eleições
    qui, 03/09/2026 – 19:06

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Países da América Latina e Caribe fortalecem cooperação em políticas de alimentação escolar

    Países da América Latina e Caribe fortalecem cooperação em políticas de alimentação escolar

    01 setembro 2026
    Com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Brasil, países membros da Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES) trocaram experiências e avançaram em ações conjuntas para ampliar a cobertura, melhorar a qualidade e consolidar uma agenda regional de alimentação escolar.
    Ampliar a cobertura dos programas de alimentação escolar, melhorar a qualidade nutricional dos alimentos oferecidos, fortalecer a infraestrutura e consolidar marcos normativos que garantam a alimentação escolar como uma política permanente de Estado são alguns dos principais desafios enfrentados pelos países da América Latina e do Caribe para avançar no acesso e consumo de dietas saudáveis e na garantia do direito à alimentação. Atualmente, 80 milhões de estudantes são atendidos pela alimentação escolar na região.
    Para promover uma agenda de cooperação e fortalecer os programas de alimentação escolar, representantes de 17 dos 18 países membros da RAES — entre autoridades governamentais, especialistas e responsáveis por programas de alimentação escolar — reuniram-se em Comayagua, Honduras, para trocar experiências, analisar desafios comuns e definir ações conjuntas para 2027.
    O objetivo do encontro presencial da Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES), intitulado “Alimentação escolar: construindo sistemas agroalimentares sustentáveis e inclusivos”, foi permitir que os países avançassem na definição de acordos e ações de acordo com as prioridades escolhidas pelos países na Agenda Regional de Alimentação Escolar da RAES e construíssem respostas coordenadas diante dos principais desafios da região.
    O encontro da RAES foi organizado conjuntamente pela FAO e pelo Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com o Governo de Honduras como anfitrião, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESOL).
    Honduras: compromisso com a alimentação escolar
    A abertura do encontro contou com a presença do presidente de Honduras, Nasry Asfura, que reafirmou o compromisso do país com o fortalecimento da alimentação escolar como uma política estratégica para o bem-estar das crianças e o desenvolvimento local.
    “A alimentação escolar não é apenas um prato de comida. É ajudar uma criança a aprender, crescer saudável e ter melhores oportunidades”.
    O Programa de Alimentação Escolar (PAE) de Honduras beneficia diariamente 1,215 milhão de estudantes em mais de 21 mil centros educacionais. Em entrevista coletiva realizada no âmbito do evento da RAES, Asfura detalhou que atualmente o Governo destina 1,022 bilhão de lempiras (US$ 38 milhões) para a alimentação escolar, valor que, segundo ele, será aumentado no próximo ano, com o objetivo de melhorar a qualidade e ampliar a cobertura.
    Ele detalhou ainda que o Governo busca integrar agricultores e agricultoras familiares e locais a esse processo, para que possam fornecer alimentos frescos e, dessa forma, também gerar produção e desenvolvimento nas comunidades rurais.
    A delegação internacional também conheceu a experiência de Lamaní, em Comayagua, Honduras, na implementação de seu programa de alimentação escolar, por meio do diálogo com autoridades e gestores de diferentes centros educacionais, bem como durante uma visita ao Centro de Educação Básica Herminio Velásquez.
    O grupo também dialogou com atores locais, estudantes, professores, pais e mães de família, e conheceu experiências e práticas como as hortas escolares pedagógicas, que, além de fornecer frutas e verduras para a escola, são uma importante ferramenta de educação ambiental e de educação alimentar e nutricional, capaz de gerar aprendizados para outros países da região; a inovação tecnológica agrícola, por meio do empoderamento dos jovens; e a degustação de preparações utilizadas na alimentação escolar local.
    Além disso, o encontro destacou dois temas que estão em debate em âmbito global: o Ano Internacional da Agricultora e a inserção do pescado na alimentação escolar. O subdiretor-geral e representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe, Rene Orellana Halkyer, destacou que a organização acompanha os países da região no fortalecimento de seus programas de alimentação escolar por meio de assistência técnica, geração de evidências e desenvolvimento de capacidades. “Este encontro é uma oportunidade para avançar nessa agenda, trocar experiências e fortalecer políticas que respondam às necessidades de cada país”. Representando o Governo do Brasil, a embaixadora do país em Honduras, Andrea Watson, destacou a importância das políticas públicas de combate à fome, especialmente dos programas de alimentação escolar.
    Com a FAO como secretaria executiva, a RAES foi criada em 2018 pelo Governo do Brasil para promover o intercâmbio de conhecimentos, experiências e boas práticas entre os países da região. Atualmente, a Rede conta com 18 países membros: Belize, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Honduras, Guatemala, Paraguai, Peru, República Dominicana, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, Suriname e Uruguai.
    O encontro também contou com a participação de diversas organizações e entidades internacionais, entre elas a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, a Fundação Rockefeller, o Consórcio de Pesquisa para a Saúde e a Nutrição Escolar, o Programa Mundial de Alimentos (PMA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Observatório do Direito Humano à Alimentação Adequada da América Latina e do Caribe (ODA-ALC).
    Como parte das atividades, as delegações conheceram as experiências de três países na inclusão do pescado na alimentação escolar, como parte do projeto “Incorporando alimentos aquáticos de pescadores locais e produtores aquícolas nos programas de alimentação escolar na América Latina e no Caribe”, uma iniciativa que reúne Honduras, Belize e Bolívia para promover a incorporação de pescado e produtos pesqueiros e aquícolas nos programas de alimentação escolar por meio das compras públicas.
    A iniciativa conta com o apoio do Instrumento de Contribuições Voluntárias Flexíveis (ICVF) da FAO e dos governos de Flandres, Noruega, Catar (Qatar Fund for Development), do Principado de Mônaco e da Suécia. Além disso, Brasil e Chile apresentaram seus avanços, resultados e desafios na incorporação desses alimentos nesses programas.
    O Encontro da RAES realizado em Honduras evidenciou que a transformação dos programas de alimentação escolar requer liderança política, compromisso institucional e participação ativa das comunidades escolares. Ao mesmo tempo, confirmou o valor estratégico da cooperação Sul-Sul e triangular promovida pelo Brasil, bem como do acompanhamento técnico da FAO, como catalisadores para o intercâmbio de conhecimentos, a inovação e a construção de sistemas de alimentação escolar mais sustentáveis, inclusivos e resilientes na América Latina e no Caribe.

    Fonte: brasil.un.org

  • Empresa ligada ao Pentágono controlará 21% do petróleo da Venezuela

    Empresa ligada ao Pentágono controlará 21% do petróleo da Venezuela

    O governo dos Estados Unidos (EUA) revelou, nessa segunda-feira (31), mais detalhes sobre o acordo com a Venezuela para, segundo a Casa Branca, “controlar” 21% das reservas de petróleo do país sul-americano pelos próximos 100 anos por meio de empresa ligada ao Pentágono.
    Em comunicado, a Casa Branca afirma que os campos de petróleo serão operados pela North American Blue Energy Partnes (Nabep), empresa privada que tem 35% das ações sobre controle do Escritório de Capital Estratégico do Departamento de Guerra dos EUA.
    “A Nabep concedeu ao Departamento de Estado dos EUA o direito de comprar, ao custo de produção, 20% da produção de todos os campos atuais e futuros que a Nabep operará, garantindo um fornecimento estável de petróleo a baixo custo que pode facilitar o reabastecimento da Reserva Estratégica de Petróleo”, diz a nota da Casa Branca.
    A Napeb ainda concedeu ao governo dos EUA o direito de preferência na compra dos 80% restantes da produção. Além disso, a Casa Branca afirma que tem direito de veto na nomeação de qualquer membro do conselho de administração da companhia.
    “A maioria dos membros do conselho da Nabep deve ser composta por cidadãos americanos. O acordo do governo dos EUA com a Nabep é regido pela legislação americana e está sujeito à jurisdição dos tribunais americanos”, afirma o comunicado oficial.
    Relações
    O comunicado do governo de Donald Trump contradiz pronunciamento da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, de que o acordo abrangeria 25 anos. A parceria sofreu críticas de especialistas e de grupos chavistas por suposto teor “neocolonial”.
    Dona das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a Venezuela teve seu presidente Nicolás Maduro sequestrado no dia 3 de janeiro deste ano, em uma ação ilegal da Casa Branca, considerando o direito internacional.
    A pesquisadora do Observatório Político Sul-Americano (OPSA) Thaís Batista avalia que as relações entre Venezuela e EUA podem ser consideradas “neocoloniais” tendo em vista as mudanças na Venezuela feitas por meio da força da potência estrangeira.
    “[Pode ser considerado neocolonial pelo fato de a Casa Branca] usar a violência para estabelecer um novo governo na Venezuela e, a partir disso, com essa constante ameaça do uso da força, para conseguir certos acordos e a modificação de leis”, disse à Agência Brasil a doutoranda em ciência política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
    Menos de um mês após o sequestro de Maduro, a Venezuela aprovou mudanças na Lei do Petróleo para permitir a exploração de reservas por empresas privadas. Até então, as empresas privadas poderiam participar da exploração apenas como sócias menores do Estado venezuelano.
    Reservas
    A parceria energética entre Caracas e Washington surge em meio à queda histórica das reservas de petróleo no mundo, motivada pela guerra no Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que fez cair a oferta do petróleo no mercado global.
    O aumento do valor dos combustíveis dentro dos EUA é uma das principais críticas contra a administração Trump às vésperas da eleição legislativa de novembro deste ano, que pode reverter a pequena maioria republicana no Congresso.
    Com sede em Barbados, no Caribe, a empresa Napeb tem três filiais na Venezuela: em Caracas, Maracaibo e Lechería. Chefiada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt, a companhia comemorou, nesta terça-feira (1), o acordo entre EUA e Venezuela.
    Em comunicado, a Napeb diz que aumentou a produção na Venezuela em mais de 10 vezes, de 18 mil para 200 mil barris de petróleo por dia, após investimentos de US$ 1 bilhão da própria empresa. “Isso transformou a Nabep na segunda maior produtora de petróleo do país em apenas dois anos”, disse a companhia.
    Acordo de 100 anos
    Assinado pelos secretários da Guerra, Pete Hegseth, e do Departamento de Estado, Marco Rubio, o acordo com a Venezuela concederia aos EUA direitos de “governança, propriedade econômica e garantia de fornecimento a baixo custo” por meio de concessão de 100 anos de 17 campos de petróleo avaliados em 65 bilhões de barris.
    O montante equivalente a 21% dos 303 bilhões de barris de reservas comprovadas do país latino-americano. Ao justificar o acordo, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que Caracas escolheu “o caminho da diplomacia” com os EUA.
    “Ter recursos subterrâneos não basta. Precisamos de investimento, tecnologia, infraestrutura, capacidade produtiva para transformar essa riqueza em bem-estar para o nosso povo”, disse Delcy em comunicado em rádio e TV.
    Segundo ela, a parceria vai permitir recuperar a infraestrutura energética da Venezuela com US$ 100 bilhões em investimentos e US$ 209 bilhões em impostos em 25 anos.
    O governo Delcy espera aumentar a produção em 1,5 milhão de barris por dia. Isso representaria mais que o dobro da produção atual do país. Em julho, a Venezuela produziu 1,1 milhão de barris por dia, segundo dados da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP).
    No auge da bonança petroleira do período chavista, entre 2005 e 2014, a Venezuela produzia entre 2,5 a 3 milhões de barris por dia.
    Especialista questiona
    Especialista no setor petroleiro, o venezuelano Francisco Rodríguez lembrou que a Lei do Petróleo do país exige que a oferta de campos de petróleo para exploração seja por meio de concorrência em licitação.
    “As concessões de 100 anos concedidas pelo governo venezuelano são duas vezes mais longas do que as concessões mais longas já concedidas pelo país desde o início da exploração de petróleo”, comentou, em rede social, o professor da Universidade de Denver, dos EUA.
    Rodríguez pondera que precisa de mais informações sobre o acordo para uma análise definitiva, mas destaca que os recursos em impostos anunciados por Delcy são historicamente baixos.
    “Segundo os números [do governo Delcy], este acordo gerará uma receita fiscal de apenas US$ 3,22 dólares por barril de petróleo venezuelano. Isso representa 4,7% do preço atual e menos da metade da taxa de royalties estipulada nas concessões outorgadas por Juan Vicente Gómez [na década de 1920]”, disse o especialista.
    Doutrina Monroe
    A Casa Branca destacou ainda que o acordo faz parte da reafirmação da Doutrina Monroe para América Latina, que prevê a “predominância” de Washington sobre todo o continente, expulsando empresas russas, chinesas ou cubanas da Venezuela.“O presidente Trump restabeleceu a Doutrina Monroe, expurgando a influência estrangeira maligna de nossa região e garantindo que a supremacia americana em nosso hemisfério nunca mais seja questionada”, finaliza o comunicado sobre o acordo com Caracas.
    Para a especialista em relações internacionais da OPSA Thaís Batista, o acordo com a Venezuela reforça a posição que os EUA querem impor a toda América Latina.
    “Toda construção que o Brasil tentou fazer, de integração latino-americana fica comprometida na medida em que os EUA usam a violência para conseguir garantir os seus interesses num país que é vizinho do Brasil”, comentou.
    Chavismo dividido
    O acordo anunciado foi alvo de críticas de grupos de base do chavismo. No último sábado (29), a Frente Popular Antiimperialista protestou em Caracas afirmando: “não somos colônia, nem quintal traseiro” dos EUA, segundo noticiou veículos locais.
    Por meio de nota, o Movimento Revolucionário Tupamaro, com sede em Caracas, denunciou o acordo com os EUA.
    “Não basta anunciar contratos, nem repetir discursos vazios de ‘desenvolvimento’ e ‘investimentos’ se por detrás se esconde a mesma lógica de sempre: a subordinação da nossa riqueza a interesses estrangeiros”, disse.
    Por outro lado, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) saiu em defesa do acordo com os EUA como forma de reativar a economia do país. Maduro Guerra ,filho do presidente Maduro, também defendeu o governo Delcy Rodríguez.
    Ele publicou entrevista do pai, realizada dois dias antes do sequestro por forças especiais dos EUA, em que Nicolas Maduro defende o retorno dos investimentos dos EUA ao país sul-americano.
    “Maduro deixou clara a posição do Estado venezuelano: total disposição para o retorno do capital norte-americano ao setor petrolífero, sob condições de respeito mútuo”, disse o filho de Maduro.
    Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil aponta tratamento discriminatório em tarifas dos Estados Unidos

    Brasil aponta tratamento discriminatório em tarifas dos Estados Unidos

    O Brasil reiterou nesta segunda-feira (31) a insatisfação com as tarifas impostas pelos Estados Unidos e afirmou que as medidas adotadas por Washington são discriminatórias e incompatíveis com as regras internacionais de comércio.
    A posição foi apresentada pelos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, em reunião virtual com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, realizada no início da tarde.
    Em nota conjunta, os ministérios consideraram injusto o tratamento dado ao Brasil e disseram que as justificativas apresentadas nas investigações americanas não correspondem às efetivas práticas brasileiras.
    “Uma vez mais, [os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa] indicaram que as justificativas apresentadas pelo Governo dos Estados Unidos, nas conclusões das investigações conduzidas ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, não correspondem às efetivas práticas brasileiras, sendo injusto o tratamento discriminatório adotado contra o Brasil”, destacaram os dois ministérios em nota conjunta.
    Diálogo continua
    Apesar das divergências, os dois países decidiram manter as negociações. Reuniões técnicas serão realizadas nas próximas semanas, virtuais ou presenciais, seguidas de novo encontro ministerial para avaliar os avanços.
    O governo brasileiro afirmou que continuará buscando “um acordo equilibrado e mutuamente benéfico” com os Estados Unidos, com respeito ao diálogo e à soberania nacional.
    Entenda a disputa
    A retomada das conversas ocorre após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 21 de agosto. Na ocasião, Lula voltou a contestar as tarifas, e Trump propôs a retomada das negociações.
    O Brasil está sujeito a uma tarifa adicional de 25% aplicada especificamente pelo governo americano e a outra sobretaxa de 12,5%, justificada por Washington por questões relacionadas ao combate ao trabalho forçado.
    A primeira medida foi baseada em investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que apontou supostas práticas comerciais desleais do Brasil, em temas como pagamentos eletrônicos (Pix) e acesso ao mercado de etanol. O governo brasileiro rejeita os argumentos e considera a medida injustificada.
    A disputa ocorre ainda em meio à crescente competição econômica entre Estados Unidos e China pela influência na América Latina, adicionando uma dimensão geopolítica às negociações entre Brasília e Washington.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • RD Congo contabiliza 6 mil casos de ebola e quase 3 mil mortos

    RD Congo contabiliza 6 mil casos de ebola e quase 3 mil mortos

    A epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RD Congo), cuja propagação é a mais rápida que já ocorreu, ultrapassou os 6 mil casos e contabiliza 2.911 mortos, informaram hoje (31) as autoridades da nação vizinha de Angola.
    As autoridades congolesas anunciaram também que mais de 1.360 pessoas se recuperaram da doença, uma evolução que consideram encorajadora.
    A epidemia no leste do país está se propagando em condições extremamente difíceis, alimentada pela insegurança, deslocamentos de populações, greve dos profissionais de saúde e intensos movimentos populacionais.
    A situação é particularmente preocupante nos locais que acolhem deslocados, onde os moradores já vivem em condições extremamente precárias.
    Na semana passada, o vírus se alastrou a duas novas áreas sanitárias da região.
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a epidemia continua fora de controle e está a caminho de ultrapassar o episódio de ebola de 2014-2016 na África Ocidental, o mais mortal já registrado, que matou mais de 11 mil pessoas, sobretudo na Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa.
    No sábado (29), uma equipe de resposta ao ebola foi atacada nos arredores da cidade de Mambasa, na província de Ituri, quando respondia a um pedido para garantir a segurança durante a remoção de um cadáver.
    Jovens armados com catanas invadiram o local do funeral, obrigando a equipe a fugir e ferindo um dos seus membros, disse um representante à agência Associated Press (AP).
    “Exigimos maior segurança para trabalhar no terreno e desempenhar nossas funções sem colocar nossas vidas em perigo”, afirmou Floribert Magene, membro da equipe de resposta.
    A epidemia é provocada pelo vírus Bundibugyo, um tipo raro de ebola para o qual não existe vacina ou tratamento aprovado.
    Na semana passada, a RDCongo começou a vacinar profissionais de saúde e outros trabalhadores da linha da frente com a vacina Ervebo, eficaz em episódios anteriores de ebola provocados por um tipo diferente e mais comum, denominado Zaire.
    Estão em curso ensaios clínicos para encontrar uma vacina autorizada contra o vírus Bundibugyo.
    Embora a atual epidemia, a 17ª no país, tenha sido declarada em meados de maio, as autoridades acreditam que o vírus já se propagava desde fevereiro. Alastrou-se de três zonas sanitárias para quase 60, sendo que a maioria dos casos e mortes ocorreu fora da rede de contatos monitorados e no meio das comunidades.
    Os esforços para controlar a epidemia, desde a limitação de reuniões públicas ao distanciamento social e ao fechamento de aeroportos, perturbaram a vida nas seis províncias afetadas, sobretudo em Ituri, também devastada pela violência de grupos rebeldes.
    O governo introduziu algumas medidas, incluindo a instalação de equipamentos de saúde e sanitários em determinados locais, mas grupos de defesa de direitos afirmam que é necessário fazer mais para conquistar a confiança das comunidades.
    Embora o país vizinho, Uganda, se tenha declarado livre de ebola no mês passado, o risco de maior propagação transfronteiriça mantém-se, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na semana passada.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil e EUA retomam negociação após tarifaços de 25% e 12,5%

    Brasil e EUA retomam negociação após tarifaços de 25% e 12,5%

    Os governos do Brasil e dos Estados Unidos (EUA) retomam nesta segunda-feira (31) as negociações sobre o comércio entre os dois países após a Casa Branca aplicar, unilateralmente, a tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras no final de julho.
    A volta às negociações ocorre após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula de Silva e Donald Trump, no dia 21 de agosto. Na ocasião, Lula reforçou a posição do Brasil de que as tarifas são infundadas. Trump, então, propôs retomar as conversas entre as equipes dos dois países.
    Após a tarifa de 25%, o Brasil ainda foi alvo de outro tarifaço de 12,5% dos EUA sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado. Essa justificativa foi usada por Washington para taxar 59 países e a União Europeia (UE).
    Na avaliação do governo brasileiro, a justificativa para tarifa de 12,5% foi elaborada para substituir o tarifaço dos EUA que foi derrubado pela Suprema Corte do país em fevereiro deste ano. Ou seja, o governo Trump teria elaborado uma nova justificativa legal para retomar as tarifas derrubadas no Judiciário.
    No caso do tarifaço de 25% destinado exclusivamente ao Brasil, o governo Trump se baseou na investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que alega que o Brasil adota práticas “desleais” no comércio com os EUA em temas como pagamentos eletrônicos (Pix) e acesso ao mercado de etanol.
    O governo brasileiro argumenta que o tarifaço de 25% tem motivação política e que as justificativas não condizem com a realidade. Segundo o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, os negociadores dos EUA pediam a abertura total de mercados do Brasil sem apresentar contrapartida.
    O tarifaço do governo Trump contra o Brasil ocorre em meio a ofensiva da Casa Branca para reafirmar a “proeminência” sobre a América Latina em meio ao crescimento da influência econômica chinesa na América Latina das últimas décadas. Brasília vê ainda uma tentativa de influenciar as eleições gerais de outubro no Brasil.
    Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • EUA e Irã retomam hostilidades; Ilha de Larak é atacada

    EUA e Irã retomam hostilidades; Ilha de Larak é atacada

    A guerra no Oriente Médio voltou a escalar nas últimas horas, depois de os Estados Unidos (EUA) terem atacado a ilha iraniana de Larak. Teerã retaliou, alegando legitima defesa e atingindo alvos militares norte-americanos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
    São as primeiras hostilidades entre os dois países no último mês, uma escalada que aumenta o risco de reacender o conflito após semanas de relativa calma militar.
    Os EUA dizem ter atacado a Ilha de Larak para impedir o lançamento de minas marítimas, o que provocou represálias contra bases aéreas usadas pelas forças norte-americanas, além de incêndios em navios-tanque no Estreito de Ormuz. O ataque visava duas plataformas de lançamento de mísseis.
    A ofensiva causou um número ainda indeterminado de mortos e feridos, entre civis e militares.
    O Irã retaliou pouco depois, atacando bases aéreas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
    Em comunicado divulgado pelas agências de notícias iranianas, o Departamento de Relações Públicas do Exército afirmou que dezenas de drones foram lançados contra a base Al-Manhad nas primeiras horas da manhã.
    O Exército iraniano disse que o alvo do ataque foram instalações onde se encontravam pessoal e helicópteros norte-americanos na base, e que ocorreu horas depois de a Guarda Revolucionária Islâmica lançar mísseis e drones contra duas bases norte-americanas na Jordânia.
    De acordo com a nota do Exército, acompanhada de um vídeo do suposto lançamento dos drones, o ataque surgiu “em resposta à recente agressão do inimigo e em retaliação pela morte de membros da Guarda Revolucionária e de civis”, num ataque (EUA) contra a ilha de Larak, sem fornecer mais detalhes nem números sobre as supostas vítimas.
    A Guarda Revolucionária iraniana afirmou, entretanto, que um superpetroleiro sofreu um incêndio após ser atingido por duas minas navais no Estreito de Ormuz, passagem cujo controle é disputado pelo Irã e Estados Unidos.
    “Um superpetroleiro que infringia as normas e tentava atravessar a rota ilegal ao sul do Estreito de Ormuz colidiu com duas minas navais, sofreu um incêndio de grande magnitude e ficou completamente imobilizado”, informou o corpo militar de elite
    A Guarda Revolucionária alertou ainda que outros navios que violassem as sua regras enfrentariam o mesmo destino e afirmou que o cumprimento dos regulamentos para a passagem pelo estreito era obrigatório.
    Os últimos ataques conhecidos dos EUA contra o Irã ocorreram no final de julho, e a guerra chegou a um impasse nas últimas semanas, com Washington a ameaçar impor sanções onerosas aos países que apoiam Teerã.
    Trump alerta para destruição de ilha iraniana
    O presidente dos Estados Unidos. Donald Trump, compartilhou, nesse domingo (30), um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) na rede social Truth Social, que mostra a destruição da ilha iraniana de Kharg, principal terminal petrolífero do país.
    As imagens simulam bombardeios, mostrando um tanque de armazenamento e um petroleiro explodindo, vistos a partir de um avião. A publicação inclui a mensagem: “A ilha de Kharg sendo reduzida a pedaços!!! Presidente DJT”.
    A publicação foi feita horas depois do primeiro ataque norte-americano contra alvos iranianos em um mês, que atingiu a ilha de Larak, no Estreito de Ormuz.
    O ataque destruiu duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes carregados com minas marítimas.
    Um representante norte-americano adiantou à emissora CNN que foram utilizados drones na operação. Em resposta, a Guarda Revolucionária anunciou o lançamento de ataques contra bases militares norte-americanas na Jordânia.
    O Centcom concluiu a remoção de minas das rotas marítimas internacionais no Estreito de Ormuz, disse o presidente Trump, em 25 de agosto.
    Ele advertiu o Irã que qualquer embarcação que colocasse novos dispositivos explosivos no estreito marítimo, por onde circula parte significativa dos hidrocarbonetos exportados em nível global, seria “destruída imediatamente e de forma sistemática”.
    Saiba mais sobre os ataques no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Islândia rejeita negociações de adesão à UE em referendo acirrado

    Islândia rejeita negociações de adesão à UE em referendo acirrado

    Os islandeses votaram neste domingo (30) por permanecer fora da União Europeia. Em referendo, a maioria dos votantes rejeitou a iniciativa do governo de retomar as negociações de adesão e alinhou-se aos que argumentavam que as águas pesqueiras da Islândia eram importantes demais para serem colocadas em risco.
    A ilha ártica de 400 mil habitantes vem debatendo a adesão à UE há bem mais de uma década e, inicialmente, esperava-se que apoiasse por uma margem estreita a realização de negociações de adesão, mas pesquisas de opinião realizadas neste mês mostraram que as opiniões haviam mudado.
    A Política Comum de Pescas da UE obrigaria o país a dividir o controle de suas águas territoriais e cotas de pesca com outros Estados-membros.
    A primeira-ministra Kristrun Frostadottir afirmou em uma coletiva de imprensa que a Islândia se concentrará a partir de agora em fortalecer seus laços existentes com a União Europeia por meio do Acordo do Espaço Econômico Europeu, que o país compartilha com a Noruega e Liechtenstein.
    “Uma grande lição para mim e também para o governo é que as pessoas estão satisfeitas com o Acordo do EEE”, disse ela.
    Um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que respeita a escolha do povo islandês e observou que a Islândia continua sendo um parceiro próximo da União Europeia.
    Frostadottir agora planeja ligar para o primeiro-ministro da Noruega, informou a emissora pública RUV.
    No referendo de sábado, 52,8% dos votos foram contra a proposta do governo de realizar negociações com Bruxelas, 47,2% foram a favor, e 82,5% dos eleitores qualificados participaram.
    Das seis circunscrições eleitorais, apenas as duas na região central de Reykjavik tiveram maioria a favor, enquanto as áreas rurais e os subúrbios de Reykjavik votaram contra.
    O governo havia apresentado a adesão como um escudo contra guerras comerciais e rivalidades no Ártico e caracterizou o referendo como um momento de “agora ou nunca”. Frostadottir afirmou que o “não” encerraria o debate enquanto sua coalizão de centro-esquerda estivesse no poder.
    Recado
    Em Bruxelas, algumas autoridades haviam manifestado a esperança de que um voto favorável à adesão da Islândia pudesse amenizar o ceticismo em relação ao alargamento da UE e fortalecer estrategicamente o bloco, num momento em que a segurança no Ártico está em foco.
    “Este é um claro revés para Bruxelas”, disse um diplomata da UE à Reuters, acrescentando que as questões da pesca e da independência foram decisivas.
    A Islândia, um Estado-membro da Otan, mas sem Exército próprio, também debateu se a adesão à UE poderia reforçar a segurança do país, em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, colocou em dúvida o compromisso dos EUA com a aliança militar.
    Trump também afirmou repetidamente que deseja adquirir a Groenlândia, outra ilha do Ártico.
    Mas, para alguns islandeses, a pesca era uma questão mais importante do que a segurança.
    O setor é um dos maiores da Islândia, representando 15% do Produto Interno Bruto em contribuições diretas e indiretas e cerca de 40% da receita de exportação.
    Taxa de juros
    O país insular solicitou pela primeira vez sua adesão à UE em 2009, quando uma crise financeira atingiu a pequena e vulnerável economia do país. O governo encerrou as negociações em 2013.
    Antes do referendo de sábado, as finanças voltaram a ser uma questão central, já que a Islândia tem enfrentado alta inflação e altas taxas de juros.
    No entanto, os altos salários ajudaram a compensar o impacto econômico para a grande maioria dos islandeses, disse à Reuters Vilborg Asa Gudjonsdottir, pesquisadora de relações internacionais da Universidade da Islândia.
    “Acho que a principal razão para esses resultados é que não há urgência econômica para a Islândia aderir à União Europeia, e a população também não parece acreditar que haja urgência no que diz respeito à segurança e à defesa.”
    Os defensores do voto “sim” haviam afirmado que a adesão à UE, e possivelmente a adoção do euro, poderia trazer alívio. A taxa de juros do banco central da Islândia é de 8%, em comparação com 2,25% do Banco Central Europeu.
    A líder da oposição, Gudrun Hafsteinsdottir, que liderou a campanha pelo “não”, disse que os argumentos econômicos são exagerados. “Esses não são problemas que Bruxelas resolverá para nós. São problemas que os políticos islandeses precisam resolver”, afirmou ela.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Nasa lança novo e poderoso Telescópio Espacial Nancy Roman da Flórida

    Nasa lança novo e poderoso Telescópio Espacial Nancy Roman da Flórida

    O novo observatório astronômico de ponta da Nasa foi lançado ao espaço a partir da Flórida no domingo, em uma missão para investigar alguns dos maiores mistérios da astrofísica e da cosmologia.
    O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, um projeto de cerca de 4 bilhões de dólares, foi levado ao espaço a partir do Centro Espacial Kennedy da Nasa a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX.
    O telescópio foi projetado para investigar enigmas cósmicos como a energia escura e a matéria escura, ao mesmo tempo em que testa a gravidade em escalas vastas e busca por exoplanetas — como são chamados os planetas fora do nosso sistema solar.
    Houve algumas preocupações com as condições meteorológicas antes do lançamento, mas o foguete levou o telescópio ao espaço sob céu azul e algumas nuvens dispersas.
    O Roman viajará pelo espaço em direção a uma localização orbital chamada Ponto de Lagrange 2, situada a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra. Sua missão está planejada para durar cinco anos, embora a agência espacial dos EUA tenha informado que o telescópio poderá ter combustível suficiente para mais cinco anos.
    O Roman ampliará as capacidades de outros observatórios em órbita, como o Telescópio Espacial James Webb, lançado em 2021, e o Telescópio Espacial Hubble, lançado em 1990.
    “Será como se o Hubble e o James Webb tivessem espiado o universo pelo buraco da fechadura, enquanto o Nancy Grace Roman vai escancarar a porta”, disse no sábado Nicola Fox, chefe da Diretoria de Missões Científicas da Nasa, a repórteres.
    “O Roman tem, em linhas gerais, a mesma sensibilidade e nitidez de visão que o Hubble, mas mapeamos o céu muito mais rapidamente”, disse Julie McEnery, cientista sênior do projeto Roman no Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa, em Maryland, a repórteres durante uma coletiva de imprensa em julho.
    McEnery afirmou que um mês de observações do Roman pode mapear toda a nossa galáxia.
    “Um mês de observações para mapear a nossa galáxia, a Via Láctea, levaria cerca de um século com o Hubble”, disse McEnery.
    Lentes de grande angular e zoom
    O Webb proporcionou uma nova compreensão da história inicial do universo, descobrindo, entre outras coisas, que as galáxias primordiais se formaram mais cedo e eram maiores do que se sabia anteriormente. O Webb é capaz de observar vastas distâncias e voltar ao passado remoto, devido ao tempo que a luz leva para viajar.
    Já o Roman consegue captar vistas panorâmicas. A Nasa compara o Roman a uma lente grande-angular de câmera e o Webb a uma lente de zoom.
    “O Webb foi projetado para sondar o universo com grande profundidade e sensibilidade excepcional, permitindo-nos encontrar fenômenos raros do universo primordial”, disse McEnery, enquanto o Roman oferece “a visão ampla que complementa as observações profundas proporcionadas pelo Webb”.
    O Roman ajudará a compreender dois componentes cósmicos misteriosos — a energia escura e a matéria escura — ao criar o mapa 3D do universo mais abrangente já feito até hoje. Seu principal levantamento, que levará mais de um ano para ser concluído, abrangerá mais de dois bilhões de galáxias.
    O evento do Big Bang, ocorrido há cerca de 13,8 bilhões de anos, deu origem ao universo, que vem se expandindo desde então. Em 1998, cientistas revelaram que essa expansão estava, na verdade, acelerando, tendo como causa hipotética uma força invisível chamada energia escura.
    O conteúdo do universo inclui matéria comum — estrelas, planetas, gás, poeira e tudo o que nos é familiar na Terra — bem como matéria escura e energia escura. A matéria comum representa cerca de 5% desse conteúdo. A matéria escura, identificada por meio de sua influência gravitacional sobre galáxias e estrelas, pode representar cerca de 27%. A energia escura pode representar cerca de 68%.
    Segundo a Nasa, utilizar o Roman para medir a atração da matéria escura e a expansão impulsionada pela energia escura em todo o universo deixará os cientistas mais perto do que nunca de desvendar ambos os mistérios.
    O Roman também realizará uma das buscas mais abrangentes já feitas por exoplanetas. Espera-se que ele descubra milhares de novos planetas e forneça o primeiro censo estatístico de sistemas planetários semelhantes ao nosso.
    “Um dos aspectos mais empolgantes do Roman é o seu potencial de descoberta. Historicamente, grandes observatórios astronômicos frequentemente alcançaram suas descobertas mais importantes em áreas que os cientistas não haviam previsto antes do lançamento”, disse à Reuters o cosmólogo Mustapha Ishak, da Universidade do Texas em Dallas e membro da colaboração científica do Roman.
    A administração do presidente Donald Trump tentou, tanto em seu primeiro quanto em seu segundo mandato, reduzir ou eliminar o financiamento do Roman, mas o Congresso manteve o projeto. O lançamento da missão Roman ocorre com nove meses de antecedência em relação ao cronograma, segundo a Nasa.
    * Reportagem de Joey Roulette em Cabo Canaveral, Flórida, e Will Dunham em Washington; edição de Rosalba O’Brien

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Presidente da Venezuela confirma acordo petrolífero com Estados Unidos

    Presidente da Venezuela confirma acordo petrolífero com Estados Unidos

    “A Venezuela anuncia um acordo histórico com o governo dos Estados Unidos, que terá um impacto significativo no renascimento da nossa nação”, anunciou a presidente interina Delcy Rodríguez, quase nove meses depois da captura do presidente Nicolás Maduro pelo exército norte-americano.
    Em um comunicado divulgado nas redes sociais, na sexta-feira (28), Rodríguez revelou que o acordo permitirá “um aumento considerável da produção de petróleo com a participação de operadores privados”.
    “[O protocolo prevê] o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com um potencial comprovado de 65 mil milhões de barris de petróleo.”
    A dirigente acrescentou que prevê “um investimento de mais de US$ 100 bilhões de dólares e mais de US$ 209 bilhões de dólares em receitas fiscais para o Estado”.
    A líder expressou “profunda gratidão” a Donald Trump, e ao chefe da diplomacia dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, pela “sua disponibilidade para desenvolver” uma aliança que descreveu como “um marco histórico nas relações bilaterais”.
    Rodríguez afirmou que o acordo foi assinado graças ao “fortalecimento das relações” entre Caracas e Washington, que retomaram formalmente os laços diplomáticos em março, após um hiato de sete anos.
    O protocolo facilitará um “fluxo significativo de investimentos destinados à recuperação e reconstrução da infraestrutura estratégica para o desenvolvimento” da indústria de hidrocarbonetos da Venezuela, garantiu a presidente interina.
    A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 303 bilhões de barris de crude, o que representa cerca de 17% da oferta mundial, segundo a Administração de Informação Energética norte-americana.
    “Estes investimentos contribuirão não só para a recuperação e modernização da nossa indústria, mas também para o crescimento econômico do nosso país, a segurança energética do nosso hemisfério e um maior equilíbrio nos mercados internacionais.”
    A antiga vice-presidente de Maduro indicou que o objetivo é “avançar para a consolidação de uma potência energética produtiva”, colocando as “imensas reservas ao serviço do desenvolvimento nacional, da criação de emprego, do aumento do rendimento dos trabalhadores e do bem-estar” dos venezuelanos.
    “A Venezuela está, assim, consolidando uma nova etapa de recuperação, crescimento, produção, segurança e prosperidade para o nosso povo”, acrescentou Rodríguez.
    Na segunda-feira (24), a presidente interina tinha dito que o país está atualmente produzindo 1,23 milhões de barris por dia de petróleo, o nível mais elevado desde fevereiro de 2019.
    EUA
    Horas antes, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos fecharam “o maior acordo de petróleo da história mundial”, para assumir o controle de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo da Venezuela.
    Trump enfrenta uma pressão crescente para lidar com os elevados preços da gasolina, enquanto a guerra no Irã completa seis meses sem previsão de término.
    As reservas estratégicas de petróleo norte-americanas caíram no início de agosto para menos de 300 milhões de barris, uma redução de mais de 100 milhões de barris desde o início de 2026.
    Ao contrário de outras partes do mundo, onde os geólogos têm de procurar petróleo inexplorado, as reservas de petróleo sob solo venezuelano estão em grande parte mapeadas e conhecidas, segundo os especialistas.
    Mas, devido às fracas infraestruturas, o país produz apenas cerca de 1% do petróleo mundial.

    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br