Categoria: Mundo

  • Alto Comissário cobra medidas urgentes para enfrentar riscos sem precedentes relacionados à IA

    Alto Comissário cobra medidas urgentes para enfrentar riscos sem precedentes relacionados à IA

    O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu nesta segunda (14) que os Estados e as empresas “pioneiras” mundiais em inteligência artificial ajam com urgência para garantir que uma governança significativa da IA acompanhe seu desenvolvimento acelerado e os riscos sem precedentes aos direitos humanos.

    “Estamos à beira de uma mudança irreversível, que afetará não apenas a nós, mas também as futuras gerações da humanidade”, afirmou o Alto Comissário em uma carta dirigida aos Estados-membros e às empresas desenvolvedoras de IA.

    “A corrida atual em direção a uma IA cada vez mais poderosa representa uma mudança radical rumo a maiores riscos existenciais para todos os aspectos de nossas vidas. Falhas envolvendo sistemas de IA autônoma – sem falar nos sistemas deliberadamente projetados para esse fim – poderiam paralisar serviços essenciais, interromper as comunicações, desestabilizar infraestruturas críticas e atingir o cerne das instituições democráticas”, escreveu ele.

    “Populações inteiras poderiam ficar privadas de água potável, aquecimento e serviços financeiros, e a IA autônoma já está acelerando o ritmo e o alcance da guerra e corroendo as salvaguardas que se interpõem entre nós e o lançamento de armas de destruição em massa.”

    O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, discursa na abertura da 58ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, em 24 de fevereiro de 2025.
    Legenda: O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, discursa na abertura da 58ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, em 24 de fevereiro de 2025.
    Foto: © ONU/Jean Marc Ferré.

    O Alto Comissário destacou a estreita janela de oportunidade para regulamentar a IA e escreveu que nosso destino dependerá fundamentalmente das escolhas deliberadas que estão sendo feitas agora sobre como a IA é projetada, implantada e governada.

    “Os danos causados pela IA não são hipotéticos — eles já estão ocorrendo, de forma evidente”, acrescentou Türk. 

    “Serviços essenciais estão sendo automatizados de maneiras que deixam as pessoas marginalizadas ainda mais para trás. A ânsia por dados e novas e poderosas ferramentas de vigilância estão corroendo a privacidade em grande escala — possivelmente de forma irreversível. Campanhas de desinformação impulsionadas pela IA já estão distorcendo o debate público, minando a coesão social e colocando sob pressão as instituições democráticas de maneiras novas e insidiosas.”

    O Alto Comissário afirmou que as empresas que estão na vanguarda do desenvolvimento de IA de ponta têm tanto a responsabilidade quanto a capacidade de agir imediatamente para reduzir os riscos.

    “É preciso desenvolver uma devida diligência robusta em direitos humanos, que incorpore padrões de segurança acordados, implementá-la em todo o setor e aprimorá-la continuamente. E a implementação desses padrões precisa estar sujeita a monitoramento interno independente para aumentar a transparência e a prestação de contas”, escreveu o alto funcionário das Nações Unidas. 

    O Alto Comissário também enfatizou que os Estados que abrigam empresas líderes em IA de ponta têm a obrigação específica de exigir que essas empresas ajam com responsabilidade e de responsabilizá-las caso não o façam. Ele instou Estados a garantir uma verificação independente e tecnicamente competente das capacidades autônomas, com acesso a modelos, documentação e ambientes de teste, e a exigir a realização contínua de devida diligência em direitos humanos.

    “Dado o que está em jogo e a situação em que nos encontramos hoje, exorto os Estados e as empresas a se mobilizarem com urgência por meio de fóruns multilaterais para traçar um caminho de ação que regule os modelos avançados e de ponta de IA, com base no direito internacional dos direitos humanos”, escreveu ele.

    “Nenhum país pode regular essa tecnologia sozinho. Nenhuma empresa deveria poder decidir por conta própria quais riscos o mundo deve aceitar. Nenhuma pessoa deveria ser obrigada a abrir mão de seus direitos humanos em troca de alegações de progresso tecnológico.”

    “A geração que agora está entrando na idade adulta herdará as consequências das decisões que estão sendo tomadas sobre essa questão sem ter voz ativa nelas. Temos o dever para com eles de garantir que essas decisões sejam tomadas de forma aberta, levando em conta seus direitos e com a humildade que a magnitude desse empreendimento exige.”

    Para saber mais, acesse a página do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (ACNUDH) e o Relatório do Painel Científico Independente do Secretário-Geral da ONU sobre Inteligência Artificial. 

    Contatos para a imprensa:

    Em Genebra:

    Em Nova Iorque:

    Fonte: brasil.un.org

  • Países do Golfo Pérsico cancelam reunião sobre reabertura de Ormuz

    Países do Golfo Pérsico cancelam reunião sobre reabertura de Ormuz

    Houthis do Iêmen atacam novamente Arábia Saudita

    Países árabes do Golfo Pérsico cancelaram reunião com Irã e Omã prevista para esta segunda-feira (14) sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto os houthis do Iêmen atacaram novamente a Arábia Saudita. Tais medidas prejudicam ainda mais o abastecimento global de petróleo.

    Praticamente fechado desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, Ormuz é a rota marítima de transporte de petróleo mais importante do mundo.

    O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, anunciou durante a madrugada que a reunião havia sido adiada “em prol do consenso”. O Irã afirmou que o adiamento ocorreu a pedido da Arábia Saudita.

    Houthis atacam Arábia Saudita

    Os houthis, aliados do Irã, afirmaram ter disparado dezenas de mísseis e drones nesta segunda-feira contra uma base aérea militar saudita em Khamis Mushait, perto da fronteira.

    O ataque atingiu hangares, sistemas de radar, pistas de decolagem e depósitos de munição. Eles descreveram o ataque como uma retaliação às centenas de ofensivas aéreos sauditas contra o Iêmen nos últimos dias.

    As autoridades sauditas anunciaram breves alertas de emergência na região e em outras três cidades do Sul que já haviam sido alvo de ataques dos houthis.

    Os houthis tomaram a ilha situada na foz do Mar Vermelho na sexta-feira (11). Outra ação danificou o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita – principal rota para o petróleo do Oriente Médio que contorna o Estreito de Ormuz.

    Preço do petróleo dispara

    Os preços do petróleo bruto subiram mais de 3% nesta segunda-feira, quando o mercado reabriu após o fim de semana. O preço médio de varejo do diesel nos Estados Unidos atingiu novo recorde, ao ultrapassar US$6,23 por galão.

    Operadores do mercado financeiro afirmam que o fechamento do oleoduto saudita poderia reduzir em até 4% o abastecimento global de petróleo, a menos que seja reaberto nos próximos dias. 

    Imagens de satélite mostram trechos do oleoduto danificados por incêndios. 

    Enquanto isso, o Irã divulgou uma lista de 77 navios que, segundo o país, teriam violado seus protocolos para operar no Estreito de Ormuz. 

    Qualquer embarcação da lista enfrentaria “restrições em futuras passagens, incluindo multas, detenção ou confisco”, e outras que os auxiliassem ao aceitar transferências de carga seriam adicionados à lista.

    *Com informações da Reuters.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Na cúpula do Brics na Índia, Guterres diz que mundo “precisa de paz”

    Na cúpula do Brics na Índia, Guterres diz que mundo “precisa de paz”

    Líderes da Rússia e do Irã estavam presentes

    O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, discursou neste domingo (13) sobre a necessidade de pôr fim aos conflitos mundiais. Ele se reuniu com líderes da Rússia, do Irã, dos Emirados Árabes Unidos e da China na cúpula dos Brics, que ocorre na Índia.

    “De Gaza, passando pela crise mais ampla no Médio Oriente, até a Ucrânia, o Sudão e mais além, o nosso mundo precisa de paz”, afirmou António Guterres. 

    A sessão plenária na capital indiana, Nova Deli, juntou Guterres e líderes como o russo Vladimir Putin, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o príncipe herdeiro de Abu Dabi, Khaled bin Mohamed Al Nahyan.

    O Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global.

    As palavras de Guterres surgem após os membros terem assinado no sábado (12) uma declaração conjunta com 140 pontos, que dedicou vários capítulos à Gaza, à Palestina e ao Líbano e mencionou expressamente Israel, mas não incluiu qualquer referência à Ucrânia.

    Em seu apelo, o português defendeu a liberdade de navegação internacional, o respeito pela integridade territorial e pela independência política dos Estados ao abrigo do direito internacional.

    “À medida que avançamos de forma irreversível para um mundo multipolar, os países devem trabalhar para reforçar e salvaguardar um sistema multilateral que responda às necessidades de todos”, acrescentou Guterres.

    O líder da ONU voltou a exigir uma reforma abrangente do seu Conselho de Segurança e das instituições financeiras internacionais que, no seu entender, já não refletem a realidade do planeta, por terem sido criadas no âmbito de uma ordem hoje obsoleta.

    “As realidades econômicas, demográficas e geopolíticas de hoje não são as de 1945 (…). Isto exige a reforma das instituições multilaterais, incluindo o Conselho de Segurança da ONU e o sistema de Bretton Woods, para refletir o mundo atual”, acrescentou.

    Neste mês de setembro, a assembleia-geral da ONU adotou um novo mapa-múndi, que corrige as distorções do tradicional mapa de Mercator. Guterres pediu que as instituições “façam o mesmo” diante de uma nova realidade de poderes.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Com Irã e Emirados Árabes no bloco, Brics pede calma no Oriente Médio

    Com Irã e Emirados Árabes no bloco, Brics pede calma no Oriente Médio

    Grupo de países reunido na Índia também reforça crítica ao tarifaço

    Os participantes da reunião de Cúpula do Brics, neste fim de semana em Nova Delhi, capital da Índia, manifestaram “profunda preocupação” com tensões no Oriente Médio, criticaram a imposição de tarifas unilaterais no comércio internacional e defenderam que o Brasil tenha papel maior no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

    O posicionamento está na declaração do encontro, chamada “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade” e divulgada neste sábado (12).

    O Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global.

    Em 2025, o grupo foi presidido pelo Brasil, e a reunião anual ocorreu em julho, no Rio de Janeiro.

    Irã x EUA

    Uma das expectativas para a reunião em Nova Delhi era como o Brics se comportaria em relação à guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro deste ano, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra os iranianos, sob o argumento de que o país desenvolvia armas nucleares. O Irã nega a acusação.

    Em retaliação à agressão, o Irã fez ataques aos Emirados Árabes e à Arábia Saudita, países alinhados aos EUA e integrantes do Brics. 

    Com 35 páginas e 140 parágrafos, a declaração do encontro manifesta preocupação com a situação, mas não se direciona exclusivamente à região do Golfo Pérsico. O Parágrafo 28 não cita diretamente os países envolvidos nem usa a palavra guerra.

    “Expressamos profunda preocupação com a contínua escalada das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental e, recordando nossas respectivas posições nacionais, conclamamos ao exercício da máxima contenção, bem como à abstenção de ações que possam agravar ainda mais a situação.”

    Em documentos diplomáticos, é comum a prática de não citar nomes e países em pontos específicos, facilitando a chegada de consenso para redação de declarações.

    A reunião de Nova Delhi contou com a presença de líderes de relevância no cenário internacional e regional, como o anfitrião e primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e os presidentes Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Masoud Pezeshkian (Irã).

    Os Emirados Árabes Unidos enviaram o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

    Reforma da ONU

    Em outro ponto da declaração, o Brics defende a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), “com o objetivo de torná-lo mais democrático, representativo, eficaz e eficiente, e de ampliar a representação dos países em desenvolvimento”.

    O conselho é o principal órgão da organização encarregado de zelar pela manutenção da paz e da segurança no planeta. É formado por 15 países, dos quais apenas cinco têm status de permanentes e com poder de veto: EUA, China, Rússia, Reino Unido e França.

    Há décadas o Brasil pleiteia assento permanente. Na declaração, os países enfatizam a posição de China e Rússia.

    “China e Rússia, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, reiteram seu apoio às aspirações do Brasil e da Índia de desempenhar um papel maior na ONU, incluindo seu Conselho de Segurança.”

    O texto não cita especificamente a entrada do Brasil como membro permanente.

    Tarifaço

    Os signatários do texto expressaram críticas a barreiras no comércio internacional, como a imposição de tarifas unilaterais.

    “Manifestamos sérias preocupações com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio.”

    O documento não menciona nominalmente os Estados Unidos, país que tem aplicado tarifas a parceiros comerciais desde que Donald Trump assumiu a Presidência, em 2025. O nome de Trump não aparece no texto.

    Assim como o Brasil, China e Índia estão entre os principais alvos do tarifaço americano.

    Moedas locais

    A declaração aponta que os países caminham para soluções práticas de mecanismos eficientes de pagamentos transfronteiriços, em moedas locais, mas não faz nenhuma menção à criação de uma moeda específica do Brics nem de proposta de substituição do dólar.

    Combate à desigualdade

    No 15º parágrafo, os signatários assinalam que erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a forma extrema, “é o maior desafio global e requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável”.

    O documento registra a proposta do Brasil e da África do Sul para estabelecer um painel internacional sobre desigualdade.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Masculinidades em Pauta: UNFPA convida para oficina sobre jornalismo esportivo e estereótipos de gênero

    Masculinidades em Pauta: UNFPA convida para oficina sobre jornalismo esportivo e estereótipos de gênero

    Como uma entrevista, um título ou uma imagem podem reforçar estereótipos sobre o que significa ser homem no esporte? E como a cobertura esportiva pode ajudar a transformar essas narrativas?

    Para responder a essas perguntas, o UNFPA, em parceria com o Esporte Clube Bahia SAF e o Instituto Papo de Homem, promove a oficina online Masculinidades em Pauta, voltada a jornalistas e profissionais de comunicação esportiva. A iniciativa integra o Movimento Bola da Vez: Masculinidades Positivas.

    Com foco na rotina das redações, o encontro parte de situações reais da cobertura esportiva para oferecer ferramentas práticas: como fazer perguntas melhores, identificar estereótipos, escolher enquadramentos mais responsáveis e tratar temas como saúde mental, violência, assédio, futebol feminino, cuidado e paternidade.

    A oficina é aberta a qualquer jornalista, independentemente da editoria ou função na redação: repórteres, editores, apresentadores, comentaristas, produtores, redatores de redes sociais e demais profissionais de comunicação esportiva.  

    A proposta é mostrar como o jornalismo esportivo pode contribuir para a prevenção da violência baseada em gênero e para relações mais igualitárias — sem abrir mão do rigor e da qualidade jornalística que a profissão exige.

    A oficina é gratuita e será realizada 100% online, em duas etapas, em setembro e outubro de 2026. 

    SERVIÇO: Oficina Masculinidades em Pauta

    📅 17 de setembro e 22 de outubro, às 10h

    💻 Online | Duração aproximada de 2 horas por encontro

    🎯 Para jornalistas e profissionais de comunicação esportiva

    ✍️ Inscrições: https://bit.ly/UNFPAMasculinidadesEmPauta

    Para saber mais, siga @unfpabrasil nas redes! 

    Fonte: brasil.un.org

  • 11 de setembro: após 25 anos, imagens do atentado ainda chocam o mundo

    11 de setembro: após 25 anos, imagens do atentado ainda chocam o mundo

    Repetição das cenas gerou trauma em escala global, avalia especialista

    No dia 11 de setembro de 2001, o mundo inteiro parou para ver pela TV as imagens das duas torres gêmeas de Nova York repletas de fumaça. Vinte e cinco anos depois, as cenas do atentado permanecem entre as mais conhecidas e lembradas do século 21. 

    Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques, quando terroristas da Al Qaeda sequestraram e lançaram aviões em direção às torres do World Trade Center de Nova York e no Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, localizado no condado de Arlington, Virgínia. Um quarto avião caiu na zona rural de Shanksville, no estado da Pensilvânia.  

    Segundo o professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), as imagens das torres desabando, transmitidas repetidas vezes, gerou um trauma em escala global. A televisão, ao vivo, em uma época em que a internet não era tão difundida, prendeu o público pela repetição.

    “Isso abriu uma ferida no olhar. Naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas, tanto que todas as pessoas no mundo inteiro são capazes de se lembrar onde estavam quando tiveram notícia daquele acontecimento”, avalia o professor. .

    Bucci classifica a experiência como “tempo congelado”, tanto pela TV ao vivo, como pela exibição em plataformas digitais.

    “A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Se dá pela expansão de 1 segundo ou de poucos minutos em uma repetição que não cessa, toma horas, às vezes dias, e dá em todos os que estão conectados ali, dá essa relação distinta com o fluxo do tempo”, diz. 

    Veja galeria de fotos:
     

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    Imagens do atentado ainda chocam o mundo – Lula Marques

    A tragédia marcou a memória de pessoas de uma geração inteira. O empresário brasileiro Márcio Boruchowski trabalhava em um edifício perto das torres gêmeas. Para ele, o som do impacto dos prédios foi o mais marcante. 

    “Eu vi uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. A demora para cair foi muito chocante, isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel. Pensa no maior barulho que vocês ouviu na sua vida e transforma isso em 1 minuto 40 segundos eternamente”, lembrou em entrevista para a TV Brasil.

    Os aviões se chocaram a mais de 800 quilômetros por hora, causando uma série de explosões. Cerca de 400 mil pessoas foram expostas a poeira tóxica. A remoção de 1,8 milhão de toneladas de escombros levou cerca de oito meses. 

    Julgamento 

    Acusado de ser o mentor dos ataques, Khalid Sheikh Mohammed, chefe de operações da  Al Qaeda, deverá ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Ele é acusado de orquestrar o plano para lançar aviões de passageiros sequestrados contra o World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono.  

    Ele foi preso em 2003, no Paquistão, e desde 2006 está na base de Guantánamo, em Cuba. Além de Mohammed, serão julgados três co-réus: Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali. 

    Osama Bin Laden, fundador e líder da rede Al Qaeda, foi morto em 2011 pelas forças dos Estados Unidos em uma operação no interior do Paquistão. 

    *Colaborou Gabriel Correa, da Rádio Nacional


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Assembleia Geral da ONU institui Dia Internacional para a Eliminação do Casamento Infantil

    Assembleia Geral da ONU institui Dia Internacional para a Eliminação do Casamento Infantil

    A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, em 4 de setembro, a resolução que estabelece 27 de novembro como o Dia Internacional para a Eliminação do Casamento Infantil, Precoce e Forçado. Adotada por consenso, a iniciativa contou com o Brasil entre seus copatrocinadores/apoiadores. 

    A nova data busca ampliar a mobilização internacional para prevenir e eliminar uma prática que viola direitos humanos e afeta desproporcionalmente meninas. Considera-se casamento infantil qualquer casamento ou união conjugal, formal ou informal, em que pelo menos uma das pessoas envolvidas tenha menos de 18 anos.

    O casamento infantil compromete o acesso à educação e à saúde, aumenta a exposição à violência e a gravidez precoce e reduz as oportunidades econômicas e a autonomia das meninas. A resolução recomenda que os países adotem políticas abrangentes de prevenção e proteção, incluindo medidas que assegurem a permanência ou o retorno à escola de crianças e adolescentes em situação de união.

    “A criação desta data transforma a realidade muitas vezes invisibilizada em uma prioridade internacional. Agora, é fundamental converter essa visibilidade em políticas públicas, proteção efetiva e oportunidades para que cada menina possa decidir sobre o próprio presente e construir livremente o seu futuro”, afirma a representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Florbela Fernandes. 

    A resolução reforça ainda a meta 3 do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, que prevê a eliminação do casamento infantil, precoce e forçado até 2030.

    Liderança de Serra Leoa

    Liderada por Serra Leoa, a proposta foi apresentada à Assembleia Geral pela primeira-dama do país e presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento, Fatima Maada Bio, cuja atuação contra o casamento infantil está relacionada a sua própria trajetória: aos 13 anos, ela tinha sido prometida em casamento a um homem com mais de 30 anos, mas conseguiu escapar da união. 

    Desde 2018, ela está à frente de uma mobilização nacional em defesa das meninas. Em 2024, Serra Leoa adotou uma legislação que proíbe o casamento e a união envolvendo pessoas com menos de 18 anos: quem se casa com uma criança ou adolescente, facilita ou incentiva a união pode ser condenado a pelo menos 15 anos de prisão e ao pagamento de multa. Quem celebra a cerimônia também pode ser condenado, com pena de mais de 10 anos de prisão.

    Ao apresentar a iniciativa, a primeira-dama ressaltou que a criação do Dia Internacional deve funcionar como um catalisador para ações concretas, maior investimento e responsabilização. Também destacou que a legislação é essencial, mas precisa ser acompanhada por instituições fortes, educação, participação comunitária, oportunidades econômicas e compromisso político. 

    Casamento infantil no Brasil

    Em agosto deste ano, o Fundo de População da ONU lançou a campanha “Casamento é coisa de adulto” para ampliar o conhecimento da população sobre o casamento infantil no Brasil.

    ‘Casamento é coisa de adulto’: Fundo de População da ONU lança campanha de enfrentamento ao casamento infantil no Brasil

    Legenda: ‘Casamento é coisa de adulto’: Fundo de População da ONU lança campanha de enfrentamento ao casamento infantil no Brasil
    Foto: © UNFPA.

    A campanha parte de uma realidade ainda pouco conhecida pelos brasileiros: o Brasil é o país da América Latina com o maior número absoluto de uniões envolvendo pessoas com menos de 18 anos e ocupa a sexta posição no mundo. Estimativas disponíveis indicam que uma em cada quatro brasileiras entre 20 e 24 anos entrou em uma união conjugal antes da idade adulta.

    Mesmo assim, o casamento infantil permanece invisível no país. Ao contrário de outros contextos, no Brasil, essas uniões acontecem majoritariamente de maneira informal, muitas vezes entendidas apenas como “morar junto”, e podem ser naturalizadas pelas próprias famílias, comunidades e pela sociedade. Segundo o Censo de 2022 do IBGE, 87% das uniões envolvendo crianças de 10 a 14 anos são informais.

    “Quando falamos em casamento infantil, muitas pessoas imaginam uma cerimônia formal ou uma situação explicitamente forçada. No Brasil, o casamento infantil acontece, na maioria das vezes, de forma menos perceptível, em relações informais. Para muitas meninas, essas uniões significam interrupção dos estudos, gravidez precoce, dependência econômica e maior exposição à violência”, explica a representante do Fundo de População da ONU no Brasil, Florbela Fernandes. 

    MATERIAL DA CAMPANHA DISPONÍVEL PARA JORNALISTAS: https://bit.ly/4g89rcK

    Contato para a imprensa:

    Fonte: brasil.un.org

  • Brasil vai ao Sudoeste Asiático mirando virar parceiro pleno da Asean

    Brasil vai ao Sudoeste Asiático mirando virar parceiro pleno da Asean

    Ministro Vieira visitou Singapura e Tailândia entre 7 e 10 de setembro

    O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, faz visita oficial ao Sudoeste Asiático nesta semana mirando, entre outros objetivos, a reabertura do mercado da Tailândia para carne brasileira, fechado em 2024.

    Outra meta da comitiva é continuar com as negociações para que o Brasil ganhe o status de Parceiro de Diálogo Pleno da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Aumentar o status na Asean permitiria aprofundar as relações com os países da associação asiática que, juntos, são o quinto principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas de China, União Europeia (EU), Estados Unidos (EUA) e Mercosul. Desde 2022, o Brasil tem o status de parceiro de diálogo setorial.

    Atualmente, apenas 12 países ou blocos têm o status de parceiro pleno junto à Asean e nenhum é da América Latina. São eles Estados Unidos (EUA), União Europeia (EU), Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Coréia do Sul, Turquia e Nações Unidas (ONU).

    O comércio brasileiro com os países da Asean vem ganhando importância ao longo dos anos, tendo aumentado 10 vezes entre 2003 a 2025, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões, com uma taxa média de 12% de crescimento anual.

    Os Estados membros da Asean são Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste, Mianmar, Brunei, Camboja e Laos.

    O governo brasileiro avalia que pode ser aceito como parceiro pleno da Asean ainda na próxima cúpula da Asean, entre 10 a 12 de novembro, nas Filipinas, ou partir de janeiro de 2027, quando Singapura assume a presidência do bloco.

    Importância da Asean 

    Para o ministro Mauro Vieira, o comércio do Brasil com a Asean deve superar o comércio com os EUA e a Europa “num futuro próximo”. A viagem do chanceler ocorre em meio aos esforços do Brasil para diversificar a pauta comercial diante dos tarifaços do governo Donald Trump. Em agosto, o secretário-geral da Asean, Kao Kim Hourn, esteve em Brasília. 

    Entre 2023 e 2025, as exportações do Brasil para os cinco maiores mercados da Asean (Singapura, Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia) alcançaram US$ 68,5 bilhões, valor equivalente ao exportado para cinco parceiros tradicionais do G7 (Alemanha, Itália, Reino Unido, Japão e França) no mesmo período.

    Enquanto o Brasil teve superávit de US$ 36 bilhões com esses parceiros da Asean, o país registrou um déficit de US$ 36,6 bilhões no comércio com os cinco países do G7 entre 2023 e 2025.

    Singapura

    A viagem do ministro Mauro Vieira, que antecede a cúpula do Brics, na Índia, começou por Singapura. O chanceler brasileiro foi recebido pelo ministro de relações exteriores Vivian Balakrishnan e por representantes de cerca de 20 empresas dos dois países.

    Do tamanho da cidade de Campinas (SP), Singapura é hoje o segundo principal parceiro comercial do Brasil na Ásia, atrás apenas da China, e o primeiro na Asean, com um fluxo comercial de US$ 10,7 bilhões no ano passado, aumento de 23% em relação a 2024.

    Em conferência realizada em Singapura com líderes políticos e empresariais, Vieira voltou a defender a inclusão do Brasil como parceiro pleno da Asean.

    “Dos doze Parceiros de Diálogo da Associação, nenhum vem da América Latina, do Caribe ou da África. O Brasil está disposto e é capaz de preencher essa lacuna, com pleno respeito a uma decisão que cabe aos onze membros da Associação”, afirmou.

    Na mesma fala, Vieira destacou que o Brasil se recusa a ter que escolher parceiros e excluir outros países, estando aberto a todos os atores globais.

    “O Brasil está convencido de que a América do Sul, como região, tem muito a ganhar com uma estreita cooperação com atores extrarregionais”, disse.

    Em agosto deste ano, teve início a parceria de livre comércio entre Mercosul-Singapura, o que deve reforçar os laços da América do Sul com a nação do Sudeste Asiático que, apesar de pequena, tem um Produto Interno Bruno (PIB) de US$ 603 bilhões, próximo ao da Argentina (US$ 683 bilhões), segundo dados do Banco Mundial para 2025.

    O Itamaraty informou, em nota, que os ministros dos dois países “repassaram também os principais pontos da agenda geopolítica global e da Ásia”. Vieira ainda se reuniu com a ministra do Meio Ambiente de Singapura, Grace Fu, para tratar de temas da agenda ambiental.

    Tailândia   

    Ao sair de Singapura, Veira foi à Tailândia para uma visita oficial entre os dias 8 e 10 de setembro, tendo se reunido com empresários e ministros de estados em Bangkok, incluindo o Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sihasak Phuangketkeow.

    O Itamaraty informou que espera aprofundar as relações em áreas como comércio e investimentos, ciência, tecnologia e inovação e segurança alimentar com a Tailândia. Os ministros também abordaram a cooperação no enfrentamento ao crime organizado internacional, incluindo tráfico de pessoas e fraudes cibernéticas

    “O governo tailandês vem prestando apoio ao Brasil e mantido diálogo na área consular, que têm sido decisivos em diversas situações de resgate de trabalhadores”, diz nota do MRE.

    Nos últimos meses, têm sido registrados casos de brasileiros atraídos por promessas de empregos no Sudeste Asiático, mas que acabam sendo explorados em condições análogas à escravidão. 

    O ministro Mauro Vieira ainda publicou um artigo no jornal Bangkok Post, destacando o aprofundamento das relações entre os dois países, com o Brasil sendo o principal parceiro da Tailândia na América Latina e Caribe.

    “Em um mundo marcado por tensões geopolíticas e pressões protecionistas, relações mais próximas entre a América Latina e o Sudeste Asiático podem ampliar nossa autonomia, apoiar nosso direito ao desenvolvimento e dar ao Sul Global uma voz mais forte”, escreveu o chanceler.

    Com uma população de mais de 71 milhões de habitantes e uma área próxima ao tamanho do estado da Bahia, a Tailândia têm um fluxo comercial de US$ 5,7 bilhões com o Brasil em 2025.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ONU Brasil lança página em português sobre a Assembleia Geral de 2026

    ONU Brasil lança página em português sobre a Assembleia Geral de 2026

    A 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas reunirá, mais uma vez, na sede da ONU em Nova Iorque, líderes mundiais para fortalecer a cooperação global e impulsionar os esforços em prol dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

    A Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA, na sigla em inglês) é o principal espaço de debate e cooperação multilateral. Anualmente, os 193 Estados-membros se reúnem para discutir uma ampla gama de questões internacionais previstas na Carta das Nações Unidas e buscar respostas coletivas para desafios globais.

    Entre suas atribuições, estão decisões importantes para o funcionamento da própria Organização, como a aprovação do orçamento da ONU, a eleição dos membros não permanentes do Conselho de Segurança e a nomeação do secretário-geral, com base em recomendação do Conselho de Segurança.

    O Debate Geral acontecerá entre 22 e 28 de setembro. Durante esse período, chefes de Estado e de governo dos Estados-membros farão declarações nas quais apresentarão suas posições e prioridades diante de desafios globais complexos e interligados.

    O tema geral deste ano será “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.

    Além do Debate Geral, a programação de eventos especiais e da Semana de Alto Nível, de 22 a 29 de setembro, incluirá:

    • Momento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
    • Evento de Alto Nível sobre Ação Climática e Transição Justa.
    • Reunião de Alto Nível para comemorar o 40º aniversário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento.
    • Reunião Plenária de Alto Nível sobre a Elevação do Nível do Mar. 
    • Reunião de Alto Nível sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias.
    • Reunião de Alto Nível para marcar o 25º aniversário da adoção da Declaração e do Programa de Ação de Durban. 
    • Reunião Plenária de Alto Nível para comemorar e promover o Dia Internacional pela Eliminação Total das Armas Nucleares.
    O ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, Khalilur Rahman, assumiu a presidência da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas em 8 de setembro de 2026.
    Legenda: O ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, Khalilur Rahman, assumiu a presidência da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas em 8 de setembro de 2026.
    Foto: © ONU/Loey Felipe.

    “Todos os Estados-membros têm a obrigação de garantir que a força da lei prevaleça sobre a lei da força. Que os meios pacíficos são a única forma de resolver controvérsias. E que todos os Estados, grandes e pequenos, ajam em conformidade com os princípios da justiça e do direito internacional — sempre [e] sem exceção.” – António Guterres, secretário-geral da ONU, 8 de setembro de 2026

    Para saber mais, acesse a página especial da ONU Brasil sobre a Assembleia Geral de 2026.

    • Fique de olho nas redes sociais da @nacoesunidas e @onubrasil para acompanhar as principais informações sobre a Assembleia Geral.

    • Acompanhe a transmissão ao vivo das sessões e eventos especiais pela TV On-line da ONU.

    • Confira também a cobertura completa da ONU News em português sobre a Assembleia Geral.

    Fonte: brasil.un.org

  • Coreia do Norte e Rússia inauguram primeira ponte para ligar os países

    Coreia do Norte e Rússia inauguram primeira ponte para ligar os países

    A Coreia do Norte e a Rússia inauguraram nesta segunda-feira (7) sua primeira ponte rodoviária, em uma demonstração de amizade. A estrutura, que cruza o rio Tumen, foi apresentada como um marco no aprofundamento da parceria estratégica entre os dois países.

    Os primeiros caminhões, enfeitados com bandeiras, atravessaram lentamente a ponte de duas faixas que possui um quilômetro de extensão. Enquanto isso, o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, e o primeiro-ministro norte-coreano, Pak Thae Song, participaram por videoconferência, e se dirigiram aos trabalhadores e autoridades governamentais de ambos os países.

    A construção da nova ponte, que vinha sendo discutida há anos, teve início em abril do ano passado, após o projeto ter sido acordado durante uma visita do presidente Vladimir Putin à Coreia do Norte em 2024.

    Já existem conexões aéreas e ferroviárias diretas entre Moscou e Pyongyang, mas até hoje não havia uma ligação rodoviária adequada. Em vez disso, desde 1959 e por meio de um acordo especial, tábuas eram colocadas sobre a ponte ferroviária próxima — que por décadas foi o único ponto de passagem da fronteira — para permitir a passagem de veículos entre os dois países.

    “Estou convencido de que a expansão da infraestrutura de transporte transfronteiriço dará um forte impulso ao desenvolvimento da cooperação comercial, econômica, científica, tecnológica e cultural”, afirmou Mishustin, que disse que as relações entre Moscou e Pyongyang estão “em um nível sem precedentes” e chamou a inauguração da ponte de “um evento verdadeiramente histórico”.

    A construção da ponte não foi meramente um projeto de engenharia, disse ele, mas “um novo símbolo de amizade”.

    Mishustin disse que até 300 veículos poderão atravessar a ponte diariamente e que ela será conectada à rede rodoviária federal da Rússia, com fácil acesso ao corredor de transporte que vai da cidade de Vladivostok, no Extremo Oriente, até São Petersburgo.

    Caminhões começarão a utilizar a ponte imediatamente para transportar cargas, informou o governo russo. No final deste ano, a ponte estará totalmente operacional e poderá ser usada também para o tráfego de passageiros.

    A ponte foi construída próxima a uma Ponte da Amizade já existente – uma ponte ferroviária inaugurada em 1959 após a Guerra da Coreia.

    Simbolicamente, a nova ponte leva o nome de Yakov Novichenko, um soldado do Exército Vermelho a quem Pyongyang atribui o mérito de ter protegido a vida do primeiro líder da Coreia do Norte, Kim Il Sung, em 1946, ao interceptar uma granada lançada contra ele e outras pessoas.

    Os laços entre os dois países se fortaleceram desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, com Pyongyang enviando milhares de soldados à região de Kursk, na Rússia, para ajudar a repelir uma incursão ucraniana em 2024.

    Mishustin fez referência a isso em seu discurso nesta segunda-feira, mencionando “os heróis coreanos que, ainda recentemente, lutaram lado a lado com nossos soldados e defenderam o solo russo”.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br