Blog

  • Cristo Redentor será iluminado em azul pelo Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

    Cristo Redentor será iluminado em azul pelo Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

    O monumento ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ), será iluminado em azul, na noite desta quinta-feira, 30 de julho, para marcar o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. A partir das 20h30, será realizada uma cerimônia no Santuário Cristo Redentor, presidida pelo reitor do Santuário, Padre Omar, com a presença de representantes do Ministério Público Federal (MPF) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) e da imprensa. Também estarão presentes membros dos Ministérios Públicos do Mercosul e de outras instituições parceiras.

    O objetivo da iniciativa é chamar a atenção para a gravidade desse crime, que se aproveita da vulnerabilidade das vítimas. Muitas vezes, o tráfico só se concretiza porque a pessoa é enganada por falsas promessas de um trabalho melhor ou pressionada pela falta de dinheiro — situação que expõe famílias a golpes que vão da exploração laboral à adoção ilegal de crianças. As campanhas de conscientização são fundamentais para evitar que mais pessoas caiam nessas armadilhas e reforçam a importância do acolhimento das vítimas e da responsabilização dos criminosos.

    O uso da cor remete à campanha “Coração Azul”, uma iniciativa internacional criada pelo UNODC que busca conscientizar a sociedade para combater o tráfico de pessoas e inspirar aqueles que detêm poder de decisão a promover as mudanças necessárias para acabar com esse crime.

    O MPF, por meio daUnidade Nacional de Enfrentamento do Tráfico Internacional de Pessoas e do Contrabando de Migrantes (UNTC), atua diretamente no combate ao crime. A UNTC atuou em mais de 1,1 mil processos judiciais no último ano e meio. Como fruto do trabalho, de 2025 até junho deste ano, 216 pessoas foram denunciadas à Justiça pela prática dos crimes.

    A data, 30 de julho, também foi adotada no Brasil como Dia Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, por meio da Lei nº 13.344/16, que prevê um esforço conjunto de governos, órgãos públicos e da sociedade civil para reforçar medidas preventivas, combater a impunidade e aprimorar a identificação e o acolhimento das vítimas.

    SERVIÇO:

    • Cerimônia e Iluminação do monumento ao Cristo Redentor em azul pelo Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
    • Data: 30 de julho de 2026
    • Horário: 20h30
    • Local: Santuário Cristo Redentor

    Fonte: brasil.un.org

  • PCdoB oficializa apoio à candidatura de Lula

    PCdoB oficializa apoio à candidatura de Lula

    O PCdoB oficializou o apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. A convenção nacional do partido ocorreu na noite desta quinta-feira (30), de forma digital, com transmissão pela internet.

    Em manifesto sobre a decisão, o partido destaca a necessidade do país de ampliar a inclusão social, fortalecer a indústria e defender a democracia e sua soberania.

    Apesar da confirmação do apoio do PCdoB à candidatura de Lula, o próprio petista ainda é pré-candidato. A oficialização do seu nome só deve ocorrer no próximo domingo (2), na convenção nacional do PT.

    A Agência Brasil acompanha os resultados das convenções nacionais partidárias. As próximas com datas marcadas e divulgadas são:

    • PSTU – 31 de julho
    • PV – 31 de julho
    • PCO – 1º de agosto
    • PT – 2 de agosto


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Tarifas dos EUA são inconsistentes com regras da OMC, diz Brasil

    Tarifas dos EUA são inconsistentes com regras da OMC, diz Brasil

    O governo brasileiro argumentou à Organização Mundial de Comércio (OMC) que as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos são “inconsistentes” com as regras definidas pela entidade. O documento foi enviado à OMC pelo governo brasileiro na última segunda-feira (27), mas foi divulgado apenas nesta quinta-feira (30).

    “As medidas em questão [tomadas pelos EUA] parecem ser inconsistentes com as obrigações dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e Comércio 1994”, afirmou o Brasil. O Acordo Geral de Tarifas e Comércio traz a base normativa para aplicação de tarifas por parte dos membros da OMC.

    O Brasil também afirma que é preterido pelo EUA na relação comercial, comparado a outros países da Organização Mundial do Comércio.

    “Ao impor tarifas a produtos originados no Brasil com base na Seção 301, enquanto não impôs tais tarifas a outros membros da OMC, os EUA falharam em conceder aos produtos originados no Brasil vantagens, favores, privilégios ou imunidades concedidos a outros países da OMC”.

    O governo brasileiro apresentou seus argumentos como um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC. O documento expõe o cenário, inclusive com as alegações dos EUA de serem tratados de forma discriminatória pelo Brasil.

    O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.

    De acordo com o Itamaraty, a iniciativa busca contestar a compatibilidade das medidas tarifárias norte-americanas com as normas multilaterais de comércio.

    Tarifas

    Uma das medidas questionadas na OMC decorre de uma investigação específica sobre o Brasil com a imposição da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. No processo, os Estados Unidos examinaram temas como comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, aplicação da legislação anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

    A segunda medida foi resultado de uma investigação conduzida com 60 economias e estabeleceu tarifa adicional de 12,5% para produtos brasileiros. Nesse caso, o foco da investigação foi a existência e a aplicação de restrições à importação de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Dólar cai ao menor nível em quase dois meses, com alívio externo

    Dólar cai ao menor nível em quase dois meses, com alívio externo

    O dólar encerrou esta quinta-feira (30) no menor valor em quase dois meses, impulsionado pelo enfraquecimento da moeda estadunidense no mercado internacional e pela entrada de capital estrangeiro.

    A bolsa subiu cerca de 2%, e o petróleo recuou, à medida que investidores reduziram parte do prêmio de risco provocado pelas tensões no Oriente Médio.

    A melhora do ambiente externo ocorreu após dados de inflação dos Estados Unidos reforçarem a percepção de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) pode adotar uma postura menos rígida em relação aos juros nos próximos meses, favorecendo ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes.

    Principais números:

    •    Dólar à vista: R$ 5,061 (-0,93%);
    •    Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%);
    •    Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%)
    •    Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%)

    Câmbio recua

    O dólar comercial encerrou esta quinta vendido a R$ 5,061, com recuo de R$ 0,04 (-0,93%). A cotação renovou o menor valor em quase dois meses.

    O principal fator para o movimento veio dos Estados Unidos. Dados mostraram que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, de 0,2%.

    O resultado reforçou a leitura de que a autoridade monetária estadunidense pode não precisar elevar os juros no curto prazo.

    Quando cresce a expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos, o dólar tende a perder força no mercado internacional, investidores buscam ativos considerados mais rentáveis. Nesse contexto, moedas de países emergentes, como o real, costumam se valorizar.

    Outro fator que ajudou o câmbio brasileiro foi a percepção de maior entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico.

    Os relatos de operadores indicaram aumento da demanda por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas, movimento que também amplia a oferta de dólares no mercado e favorece a valorização do real.

    No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,93%, pressionado principalmente pela valorização do iene japonês.

    Ibovespa dispara

    O ambiente externo mais favorável também impulsionou a Bolsa brasileira.

    O Ibovespa subiu 1,88%, encerrando o pregão aos 177.158 pontos, recuperando integralmente as perdas registradas após a decisão de política monetária do Federal Reserve na véspera.

    O movimento foi acompanhado por ganhos nas bolsas internacionais:

    •    Dow Jones (empresas industriais dos Estados Unidos): +1,19%;
    •    S&P 500 (500 maiores empresas estadunidenses): +1,67%;
    •    Nasdaq (empresas de tecnologia): +2,78%.

    No Brasil, o cenário também foi beneficiado pela expectativa de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante de indicadores recentes de inflação mais comportados.

    As ações de maior peso no índice lideraram os ganhos, com destaque para bancos, petroleiras e mineradoras.

    Petróleo cai

    Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda após devolverem parte da forte alta registrada na sessão anterior.

    O barril do Tipo Brent, referência para o mercado internacional, caiu 1,37%, encerrando o dia cotado a US$ 86,88 a unidade. O WTI, do Texas, recuou 1,03%, para US$ 83,59.

    Durante a madrugada, as cotações chegaram a subir em reação aos novos ataques entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o mercado reduziu parte do prêmio de risco ao acompanhar negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e avaliar que ainda não houve interrupção permanente do abastecimento mundial.

    Além do cenário geopolítico, investidores também passaram a monitorar a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este domingo, quando o grupo poderá discutir novos níveis de produção.

    *Com informações da Reuters


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • CMN institui regime especial para fundos de inovação no Eco Invest

    CMN institui regime especial para fundos de inovação no Eco Invest

    Programa voltado à mobilização de investimentos privados para projetos ligados à transição ecológica, o Eco Invest Brasil terá um regime específico para fundos de inovação.O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, nesta quinta-feira (30), mudanças nas regras que viabilizam o quinto leilão do programa, que pretende financiar projetos de modernização em seis setores relacionados à economia verde.

    Segundo o governo, as alterações têm como objetivo adaptar a regulamentação aos novos instrumentos financeiros voltados ao financiamento da inovação, além de aperfeiçoar regras operacionais identificadas ao longo da implementação das primeiras etapas do programa.

    O que muda

    As novas regras estabelecem, pela primeira vez, um cronograma para que os recursos captados pelos fundos de inovação sejam efetivamente investidos nos projetos apoiados.

    O calendário será o seguinte:

    • 25% dos recursos deverão ser aplicados em até 24 meses
    • Mais 25% deverão ser investidos em até 36 meses
    • Os 50% restantes terão prazo de até 60 meses

    Na prática, isso significa que metade dos investimentos deverá estar aplicada nos três primeiros anos, com a conclusão de todos os aportes devendo ocorrer em até cinco anos.

    Segundo o CMN, a medida busca dar maior previsibilidade ao uso dos recursos e garantir que o capital captado seja destinado aos projetos dentro de um cronograma definido.

    Limites definidos

    A resolução também cria regras específicas para a remuneração das instituições financeiras envolvidas nas operações dos Fundos de Inovação.

    Os principais limites são:

    • Remuneração de até 2% ao ano para a instituição financeira que disponibilizar recursos aos fundos
    • Remuneração de 1% ao ano para os recursos da Linha Eco Invest Brasil, como em outros editais
    • Teto de 3% ao ano para as operações realizadas com recursos da linha
    • O mesmo limite de 3% ao ano também vale para o retorno da chamada cota de capital catalítico, adquirida pelas instituições financeiras.

    A soma das duas remunerações deve dar até 3% ao ano, com o percentual de remuneração da instituição financeira definido caso a caso, conforme as características de cada fundo. 

    O capital catalítico representa os recursos públicos usados para atrair investimentos privados, por meio do modelo conhecido como blended finance. Nesse formato, o governo reduz parte dos riscos das operações para estimular a participação de investidores privados.

    De acordo com o governo, esses limites preservam o papel dos recursos públicos como instrumento de redução de riscos para atrair investimentos privados, evitando que eles sejam utilizados prioritariamente para ampliar a rentabilidade das instituições financeiras.

    Como funciona

    Em algumas operações, os fundos poderão investir em empresas por meio de instrumentos financeiros que, futuramente, podem ser convertidos em participação societária.

    Nesses casos:

    • Remuneração mínima será equivalente à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acrescida de 1% ao ano
    • Poderá haver remuneração adicional caso o projeto tenha desempenho acima do esperado

    Na prática, o modelo permite que os investidores compartilhem os ganhos obtidos caso as empresas financiadas se valorizem ao longo do tempo.

    Setores atendidos

    Os novos fundos de inovação serão destinados ao financiamento de projetos considerados estratégicos para a transição ecológica e o desenvolvimento tecnológico do país.

    Entre os segmentos contemplados estão:

    • Fertilizantes verdes
    • Combustíveis verdes avançados
    • Automação industrial e inteligência artificial aplicada à produção
    • Beneficiamento de minerais críticos
    • Sistemas de baterias e armazenamento de energia
    • Química verde, biomateriais e reaproveitamento de resíduos minerais.

    A expectativa é que esses investimentos contribuam para ampliar a competitividade da indústria brasileira e estimular tecnologias voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa.

    O que é

    Criada para atrair capital privado, inclusive internacional, para projetos sustentáveis no país, a Linha Eco Invest Brasil integra o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC).

    Além do financiamento, o programa oferece mecanismos de proteção cambial e compartilhamento de riscos, reduzindo os custos para investidores e ampliando o acesso a recursos de longo prazo para iniciativas ligadas à economia de baixo carbono.

    Quem decide

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão responsável por definir as diretrizes da política monetária, de crédito e do sistema financeiro brasileiro.

    Atualmente, o colegiado é formado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que preside o conselho; pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

    Com a atualização das regras, o governo busca dar maior segurança jurídica e previsibilidade aos investimentos previstos na Linha Eco Invest Brasil, ao mesmo tempo em que amplia os instrumentos de financiamento para projetos de inovação voltados à transição ecológica e ao desenvolvimento industrial sustentável.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Mais de 200 mil continuam sem energia no Rio após vendaval

    Mais de 200 mil continuam sem energia no Rio após vendaval

    Cerca de 279 mil clientes da concessionária de energia Light ainda continuavam sem fornecimento de energia no início da quinta-feira (30), depois do vendaval que atingiu a Região Metropolitana do Rio de Janeiro na última quarta (29). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) monitora a situação.

    Entre os principais bairros atingidos na capital estão Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio. Já na Baixada Fluminense, os municípios com trechos mais afetados são Nova Iguaçu e Duque de Caxias.

    Segundo a empresa, em diversos pontos, a extensão dos danos exige a reconstrução de trechos da rede elétrica, tornando o trabalho de restabelecimento mais complexo. Isso inclui a substituição de postes danificados, reparos em estruturas comprometidas e a remoção de árvores que caíram ou permanecem apoiadas sobre a fiação

    A concessionária informa que reforçou seu plano operacional e está atuando com 800 equipes nas ruas, com mais de 2 mil profissionais. No momento mais crítico, a falta de fornecimento chegou a afetar 1,1 milhão de clientes no Grande Rio, o que inclui residências e outros tipos de estabelecimentos.

    Queda de árvores

    Chegou a 346 o número total de árvores que foram derrubadas pela força do vento, que ultrapassou os 100 quilômetros por hora (km/h). O maior registro foi no Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, onde as rajadas atingiram 105,5 km/h, entre 16h e 17h de quarta. 

    Por volta das 19h desta quinta, a Prefeitura do Rio de Janeiro informou que ainda trabalha na remoção de mais de 49 árvores que caíram.


    Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29). Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde desta quarta-feira (29).  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Transportes

    A concessionária Trens RJ informou que o ramal Japeri continua com a circulação interrompida e a estação Saracuruna está em processo de vistoria para ser reaberta, enquanto os ramais Santa Cruz, Deodoro e Belford Roxo estão funcionando. 

    A circulação de trens foi totalmente paralisada durante a ventania e dificultou a volta para casa de moradores da Baixada Fluminense e das zonas Oeste e Norte da capital.

    No VLT, as linhas 1, 2, 3 e 4  foram normalizadas nesta quinta depois que mais de uma tonelada de lixo foi retirada dos trilhos, incluindo árvores, galhos e resíduos.

    Outros meios de transporte como  o BRT, ônibus urbanos, Metrô e o Serviço de Barcas, que faz a travessia pela Baía de Guanabara, operam com intervalos regulares.

    A força do vento também derrubou um muro que atingiu e matou dois homens em Santa Teresa, na região central da cidade. 

    A Polícia Civil investiga ainda se a morte de três pessoas por descarga elétrica dentro de uma residência na Cidade de Deus, na noite de ontem, tem relação com o vendaval.


    Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29).  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde desta quarta-feira (29). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Previsão do tempo

    De acordo com o Sistema Alerta Rio, a previsão do tempo para a noite desta quinta-feira (30) é de céu nublado a parcialmente nublado, com chuva fraca isolada e ventos moderados. 

    Ao longo do dia, ventos úmidos vindos do oceano influenciaram o tempo na cidade, que teve céu parcialmente nublado, mas sem registro de chuva. 

    Os ventos ficaram moderados, e as temperaturas apresentaram declínio em relação ao dia anterior, com mínima registrada de 16,8°C e máxima de 27,9°C.

    Angra dos Reis

    A prefeitura de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, permanece em alerta após o registro de rajadas de vento de até 104 km/h na tarde desta quarta-feira (29), de acordo com a Defesa Civil municipal.

    Devido a intensidade dos ventos, houve queda de árvores em diferentes pontos da cidade, incluindo trechos da BR-101 (Rodovia Rio-Santos).

    O Serviço de Pronto Atendimento da Vila do Abraão, na Ilha Grande, registrou cinco atendimentos relacionados ao vendaval: duas vítimas do naufrágio de um taxiboat, na Baía da Ilha Grande, e três moradores da Vila. Todos já foram liberados e não houve registro de vítimas fatais.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Rede elétrica mais resiliente requer investimento de concessionárias

    Rede elétrica mais resiliente requer investimento de concessionárias

    Tornar a rede elétrica mais resiliente a fortes ventos como os que atingiram São Paulo e Rio de Janeiro nessa quarta-feira (29) é possível, mas tem um custo bastante elevado e que precisa ser arcado pelas concessionárias de energia. A avaliação é do professor Edson Watanabe, do Programa de Engenharia Elétrica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). 

    Fiação subterrânea e poda das árvores na época certa estão entre as medidas necessárias para que o fornecimento de energia seja menos vulnerável. 

    “Tem que ter manutenção. Ou enterra ou faz manutenção. No geral, não se faz nem um, nem outro. Ou se faz pouco”, aponta o professor da Coppe/UFRJ.

    Watanabe mora no Grajaú, na Zona Norte do Rio, e continuava sem energia até a tarde desta quinta-feira (30). Em sua rua, a rede elétrica é aérea, sustentada por postes, o que a deixa mais vulnerável a quedas de árvores e intempéries. Quem tem instalações subterrâneas, como os bairros mais nobres do Rio e o centro da cidade, enfrenta menos contratempos, avalia.

    “Quem recebe (energia) por linha aérea tem mais problemas”, resume ele, que acrescenta que, além de os custos de instalação serem maiores para a fiação subterrânea, também é mais custosa a manutenção. 

    O professor do programa de pós-graduação em engenharia elétrica estima que o custo de cabos subterrâneos equivale a sete ou dez vezes o da linha aérea, com a vantagem de ter maior qualidade. E a responsabilidade por esses custos é das concessionárias de energia, afirma ele.

    “Seria bom se houvesse um pouco mais de atividade do lado das concessionárias. Se ficar parado, como a gente anda, vai ser ainda pior”.


    Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29). Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Planos de contingência

    Na avaliação de Leandro Torres, especialista em desastres e professor da Escola Politécnica da UFRJ, o risco de falta de energia, por si só, não é motivo para substituir toda a rede aérea por subterrânea. 

    “É uma decisão estética, urbanística. Mas não pesa muito no caso de falta de luz”.

    Torres destaca que fazer uma estrutura subterrânea requer um investimento elevado que pode ser, inclusive, economicamente inviável. Além disso, ele avalia que os cabos subterrâneos, apesar de terem proteção contra o vento, constituem problema no caso de inundações e furtos.

    Segundo Leandro Torres, o que ocorreu ontem no Rio foi um evento de emergência, para o qual as instituições precisam estar preparadas com planos de contingência, que evidenciem tudo que possa afetar suas operações e serviços de alguma maneira.

    “Ou seja, fazer uma listagem dessas ameaças. Isso abrange eventos de diferentes naturezas, como vendaval, inundação, ataque cibernético, que podem afetar a operação de uma organização qualquer”.


    Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29).  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde desta quarta-feira (30). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    O segundo passo desse plano de contingência é entender quais são as eventuais causas que poderiam dar origem a essas ameaças. Ou seja, os pontos fracos na operação, que poderiam ser uma brecha para que esses problemas ocorram. Uma análise de risco prioriza os pontos que demandam mais atenção.

    Em seguida, o que se busca são medidas que possam evitar, dentro do possível, essas falhas, ou reduzir muito a probabilidade de elas acontecerem.

    Torres deixou claro que instituições de diferentes naturezas, desde uma escola até empresas de telecomunicações e concessionárias de energia elétrica, precisam se organizar para fazer frente a esse tipo de cenário climático.

    Para ele, as concessionárias de energia elétrica devem direcionar atenção e esforços para um possível aumento drástico de eventos relacionados ao clima, principalmente este ano, com a previsão de um El Niño especialmente forte.

    “Elas devem analisar, por hipótese, se acontecer um tornado aqui, o que eu faria? Se acontecer uma inundação até um metro ou dois metros de lâmina, o que deveria ser feito? E se for uma onda de calor extremo?”.

    Leandro Torres insistiu que a empresa não pode esperar que aconteça um evento negativo para agir, e isso demanda recursos previamente alocados e pessoal treinado para os procedimentos emergenciais. Depende de uma estrutura de planejamento de comunicação interno e externo com clientes, inclusive para a preservação dos serviços que eles estão recebendo.


    Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29). Árvore caí em frente ao Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, destruindo portão e fiação Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde desta quarta-feira (30). Árvore caí em frente ao Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, destruindo portão e fiação Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Sem previsão de retorno

    A empresária Ana Paula Brito mora em Vila Isabel, Zona Norte da capital fluminense, e, desde ontem, às 17h, está sem luz em seu imóvel. Ela afirma que já abriu vários protocolos na Light e a resposta é que os técnicos estão trabalhando no local e não há previsão de quando a luz voltará.

    “Estamos preocupados, porque a geladeira já está descongelando, os alimentos estão vencendo [a validade] e não tem nenhuma previsão. É um transtorno muito grande ficar sem energia”.

    >> Saiba como pedir ressarcimento por prejuízos com a falta de energia

    Rico Vilarouca é designer e trabalha em casa, bem como sua esposa. Moradores de Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, ele espera até agora o retorno da energia elétrica e da internet residencial, situação que se repete quando chove forte e venta no bairro.

    Os ventos fortes que assolaram o estado nessa quarta-feira deixaram uma coisa bem clara para a família de Rico Vilarouca: “A gente não está preparado para esse volume de vento na cidade”, lamentou.

    A Light e a Enel, concessionárias que atuam no Rio de Janeiro, na região metropolitana e no interior do estado, têm divulgado desde o vendaval que estão com equipes mobilizadas para normalizar o fornecimento de energia. Apesar disso, milhares de residências e estabelecimentos de diversos tipos continuavam sem energia nesta quinta-feira.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Livro Escreviventes celebra Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz

    Livro Escreviventes celebra Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz

    Uma conversa entre duas autoras consagradas, Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz, é a origem da obra Escreviventes (Pallas Editora), lançada neste mês, durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde ambas marcaram presença em eventos lotados.

    Gravado ao longo de dois dias na Kaza 123, quilombo urbano localizado em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, o diálogo percorreu temas como literatura, memória, racismo, maternidade, envelhecimento e amizade, demonstrando como as experiências vividas atravessam a escrita literária.

    “Nós estamos exercendo o direito à memória”, destacou Conceição, em evento na Casa Estante Virtual. O lançamento ocorre em momento simbólico: em 2026, Conceição celebra 80 anos de vida e Eliana comemora seus 60 anos.

    A obra inaugura a coleção Memórias Brasileiras e antecipa o documentário homônimo, dirigido por Estevão Ribeiro, com previsão de estreia em festivais em 2027.

    Ao comentar seu conceito de escrevivência, que percorre sua obra, Conceição Evaristo reforça que diz respeito não apenas à memória e relatos autobiográficos, mas envolve também criação e ficcionalização. “Só escreve ficção quem conhece a realidade”, lembrou a escritora, ao citar o autor angolano Pepetela.

    Para Conceição, é o conhecimento da realidade e a experiência do mundo que dão a possibilidade de elaborar ficção. “E, muitas vezes, [permite] ficcionalizar uma memória que a gente não tem. É uma memória criada, aí eu volto ao texto de Ana Maria Gonçalves: Um Defeito de Cor”, disse a autora, na Casa Estante Virtual, durante a Flip.

    Um Defeito de Cor é um romance que traz a história de uma mulher africana em busca do filho perdido no Brasil. A protagonista Kehinde é inspirada em mulheres negras reais, como a ativista Luiza Mahin, trazida à força da África.

    Segundo Conceição, o livro e o documentário vão compor a história da literatura brasileira, registrando o percurso de duas escritoras negras.

    “A história da literatura brasileira é devedora das mulheres escritoras, e é principalmente devedora dos escritores negros, homens e mulheres.”

    Eliana Alvez Cruz ressaltou a importância de registros como esses, citando que há uma carência de material sobre autores como Lélia Gonzalez.

    “A gente sabe da importância [dos autores], a gente celebra, tem livro publicado, mas não os registros [sobre as pessoas]. Toda e qualquer oportunidade que a gente tenha para registrar as pessoas, a gente precisa usar. E essa foi uma oportunidade linda, um pouco feita na garra”, disse a escritora. 

    No entanto, Eliana lamentou a dificuldade para que os projetos relacionados à história e à memória negra sejam adaptados ao formato audiovisual.

    “E aqui vai um pouco um protesto, porque eu acho que não é surpresa para ninguém. Essa democratização da literatura é algo muito recente no Brasil. E muito se deve à tecnologia, à chance de ter livros, e-book. Mas, no audiovisual, a gente tem um cenário bem difícil.”


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Após fala de Lula, governo paraguaio convoca embaixador do Brasil

    Após fala de Lula, governo paraguaio convoca embaixador do Brasil

    O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, informou, nesta quinta-feira (30), que convocou o embaixador do Brasil no país, José Antonio Marcondes, para uma conversa nesta sexta-feira (31). O motivo são as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra do Paraguai, em um evento na semana passada.

    No Paraguai, o conflito é conhecido como Guerra da Tríplice Aliança, por ter colocado Brasil, Argentina e Uruguai de um lado, e Paraguai de outro. 

    Em nota, o ministério afirmou que, além da convocação de Marcondes, os ministros das Relações Exteriores do Paraguai e do Brasil, Mauro Vieira, conversaram sobre o assunto quando estiveram em Lima, no Peru.

    O governo paraguaio também informou que o presidente Santiago Peña e Lula conversaram por telefone sobre o mesmo tema, considerado como “delicado”.

    Declaração

    A fala de Lula ocorreu em Jacareí, São Paulo, durante um evento da empresa Avibras Aeroco. Para ilustrar a importância de investimento em defesa, lembrou da Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 e 1870. 

    “A gente tem fronteira com todos os países da América do Sul, menos Chile e Equador. A gente tem a África na nossa frente e tem uns loucos no mundo querendo fazer guerra. E a gente não pode esquecer que, embora a gente só goste de paz, seja de paz, um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. E invadiu Uruguai e Argentina. E aquela guerra que não parecia nada durou cinco anos”, declarou o presidente no evento.

    A Guerra do Paraguai é descrita pelo governo do país vizinho como “um episódio sensível da história nacional”.

    “A dignidade do Paraguai não se negocia. Quero que saibam que, sob a liderança do presidente Santiago Peña, desde o começo temos abordado o tema no mais alto nível. A diplomacia tem seus tempos, suas formas e, acredite, a moderação do presidente da República tem sido fundamental na gestão desses prazos e formas”, disse o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rebén Lezcano.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Federação do PT recorre ao TSE para retirar postagens de deep fake

    Federação do PT recorre ao TSE para retirar postagens de deep fake

    A Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, entrou nesta quinta-feira (30) com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a retirada de postagens de inteligência artificial ilegais contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    De acordo com a ação apresentada pelos partidos, há uma rede estruturada por parlamentares que apoiam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, para compartilhamento de deep fake, que ocorre pela criação de conteúdo artificial para prejudicar candidatos. A divulgação desse tipo de conteúdo é proibida pelo TSE. 

    “O que se verifica, portanto, é que a conduta de parlamentares, com proeminente presença digital, publicarem tais conteúdos em suas páginas se traduz em um incentivo direto para a existência de perfis anônimos que possuem esse único objetivo de degradar a imagem de Lula e do Partido dos Trabalhadores. O conteúdo ofensivo acaba sendo legitimado e premiado com a reprodução em páginas oficiais de autoridades da República”, argumentaram os partidos. 

    A ação no TSE cita postagens irregulares de 32 perfis nas redes sociais, que possuem 1,4 milhão de seguidores e 23,8 mil publicações. 

    No entendimento da federação, as postagens anônimas produzem “percepção de rejeição generalizada ao pré-candidato (Lula) que não corresponde a um fenômeno espontâneo do debate público”.

    As legendas pedem que o TSE determine a retirada das postagens, que ocorreram principalmente nas plataformas Instagram e TikTok, e que os dados dos criadores dos perfis anônimos sejam mantidos para posterior identificação dos verdadeiros autores. 

    O relator da ação é o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br