Categoria: Mundo

  • EUA impõem tarifas de 50% sobre produtos canadenses

    EUA impõem tarifas de 50% sobre produtos canadenses

    Os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre alguns produtos canadenses neste sábado, depois que os dois aliados de longa data não conseguiram chegar a um acordo comercial, com cada lado acusando o outro de inviabilizar dias de negociações.

    As tarifas, que entraram em vigor logo após a meia-noite sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses — itens como tacos de madeira de hóquei no gelo, que quase não são mais usados —, estão longe de ser um divisor de águas econômico para o maior parceiro comercial dos EUA depois do México. Isso representa pouco mais de 5% das exportações do Canadá para os EUA.

    As novas tarifas marcam um aumento nas tensões entre o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Mark Carney e provavelmente tornarão mais difíceis as negociações mais amplas para renovar o acordo de livre comércio entre EUA, México e Canadá.

    Carney afirmou que havia suspendido as negociações comerciais e que o Canadá retaliaria “dólar por dólar” contra as novas tarifas.

    “Decidi suspender as negociações comerciais com os EUA e instruí os negociadores do Canadá a retornarem a Ottawa”, disse Carney em comunicado.

    “Eles (os negociadores) trabalharam arduamente, de boa-fé, para defender os interesses dos canadenses ao longo dessas negociações até o último minuto”, disse ele. “No entanto, as mudanças de última hora nos termos propostos pelos EUA foram injustas, antieconômicas e colocaram em dúvida a confiabilidade de qualquer acordo.”

    Carney, a única pessoa a já ter chefiado os bancos centrais de duas grandes economias, foi eleito no ano passado com a promessa de enfrentar Trump e continua amplamente popular. Pesquisas mostram que a maioria dos canadenses se opõe a fazer quaisquer concessões a Trump.

    Horas antes, os dois lados pareciam estar próximos de um acordo que, segundo fontes, teria reduzido as tarifas sobre aço, alumínio e automóveis e, potencialmente, trazido bebidas alcoólicas americanas de volta às lojas de bebidas canadenses.

    “Esta noite, o Canadá se recusou a finalizar o acordo comercial nos termos acordados no início desta semana”, disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, durante uma coletiva na Casa Branca.

    “Esta é uma oportunidade perdida para o Canadá se associar aos Estados Unidos, que são a economia que mais cresce no G7”, disse Greer.

    Uma autoridade de alto escalão do governo Trump disse que a oferta dos EUA teria colocado o Canadá na melhor posição tarifária entre todos os principais exportadores para os EUA, mas que o Canadá havia buscado concessões adicionais, especialmente em relação ao aço, ao alumínio, aos automóveis e à madeira macia.

    Não há novas negociações agendadas, já que os EUA estão implementando as novas tarifas, disse o funcionário.

    No mês passado, Trump ameaçou impor uma série de tarifas sobre diversos produtos canadenses importados, incluindo vinho, móveis, laticínios, cimento, roupas, varas de pesca e equipamentos de hóquei.

    As tarifas, que não se qualificam para tratamento preferencial sob o Acordo de Livre Comércio entre EUA, México e Canadá, expõem alguns setores já vulneráveis a possíveis danos graves que poderiam levar à perda de empregos e ao fechamento de empresas, segundo especialistas em comércio.

    A decisão do governo dos EUA veio após três dias de negociações em Washington entre o ministro do Comércio do Canadá para as Relações com os EUA, Dominic LeBlanc, e Greer.

    As novas tarifas se somam às já existentes nos EUA sobre aço, madeira serrada e automóveis, que sofreram forte impacto nos últimos 18 meses, embora o mal-estar tenha sido amplamente contido dentro desses setores.

    *Com colaboração de Promit Mukherjee, Greg Savoy, Trevor Hunnicutt e Caroline Stauffer


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Ministros do Brasil e EUA vão retomar negociação comercial

    Ministros do Brasil e EUA vão retomar negociação comercial

    O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) deverão se reunir na próxima semana com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para retomar as negociações comerciais entre os dois países.

    A reunião ainda terá a data acertada pelas equipes dos dois governos. O Mdic confirmou ter recebido contato do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, depois da conversa telefônica desta sexta-feira (21) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente estadunidense, Donald Trump.

    A retomada das tratativas abre um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

    Ligação de Lula

    Lula telefonou para Trump na manhã desta sexta-feira. A conversa durou uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial.

    O presidente brasileiro defendeu a retomada das negociações comerciais e afirmou que as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das novas tarifas são infundadas.

    Entre os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para fundamentar as medidas estão questões relacionadas a desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos associados a trabalho forçado.

    Lula afirmou que as tarifas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e defendeu o diálogo como caminho para preservar a relação comercial entre os dois países.

    Trump concordou com a necessidade de manter os vínculos comerciais e sinalizou a retomada do contato entre as equipes dos dois governos.

    Novo canal

    A reunião deverá envolver Márcio Elias Rosa, integrantes do MRE e representantes do USTR.  Em nota conjunta, o Mdic e o MRE consideram que a sinalização dos dois presidentes cria uma nova oportunidade para a busca de uma solução negociada para o impasse comercial.

    Cooperação contra crime

    Além das tarifas, Lula e Trump discutiram segurança e cooperação no combate ao crime organizado.

    O presidente brasileiro defendeu uma atuação conjunta dos dois países e afirmou que as organizações criminosas exercem pressão sobre populações vulneráveis, mas não devem ser equiparadas a organizações terroristas.

    Lula também apresentou ações adotadas pelo Brasil para combater essas estruturas, incluindo medidas de asfixia financeira, que resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões.

    Entre as iniciativas citadas estão a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.

    Trump, segundo o Planalto, manifestou disposição para ampliar a cooperação e afirmou que indicará integrantes de alto escalão para dar continuidade às tratativas.

    Conflitos internacionais

    Os presidentes também trataram das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

    Sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, os dois defenderam a necessidade de uma solução negociada. Lula também criticou a falta de atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas diante dos conflitos internacionais.

    O presidente brasileiro sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para discutir alternativas diplomáticas.

    Durante a conversa, Trump também abordou as perspectivas do governo norte-americano para o conflito com o Irã.

    Ao defender a busca por soluções diplomáticas, Lula afirmou: “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Tufão Dolphin: Tempestade Devastadora Atinge Japão e Coloca China em Alerta Máximo

    Tufão Dolphin: Tempestade Devastadora Atinge Japão e Coloca China em Alerta Máximo

    Um rastro de destruição e apreensão marca a passagem do Tufão Dolphin, que neste sábado (8) castigou a província de Okinawa, no sul do Japão, deixando pelo menos seis feridos e mais de 50 mil residências sem energia elétrica. A tempestade, com ventos devastadores, avança agora em direção à costa leste da China, onde milhões de cidadãos já sentem os impactos com o fechamento de portos, a suspensão de voos e balsas, e a elevação dos alertas máximos, alterando drasticamente a rotina e a segurança de diversas comunidades.

    No Japão, os primeiros impactos do Dolphin foram sentidos com força. As autoridades locais confirmaram que cinco idosos em Okinawa sofreram ferimentos leves, três deles devido a quedas provocadas pela intensidade dos ventos. Outra pessoa ficou ferida na província de Kagoshima, elevando o total de feridos para seis.

    Japão em Estado de Alerta: Danos e Interrupções

    A fúria do tufão resultou em um apagão generalizado. Aproximadamente 39 mil edifícios em Kagoshima e mais de 12 mil em Okinawa ficaram sem fornecimento de energia elétrica. A infraestrutura de transporte também foi seriamente afetada, com as companhias aéreas domésticas ANA e Japan Airlines anunciando o cancelamento de diversos voos com destino e origem em Okinawa, causando transtornos a milhares de passageiros.

    O Tufão Dolphin apresentou ventos máximos sustentados de impressionantes 162 km/h, com rajadas que chegaram a 216 km/h, demonstrando o poder destrutivo da tempestade. As áreas de Okinawa e a ilha de Amami, na província de Kagoshima, foram identificadas como as mais críticas e sujeitas aos maiores danos no território japonês.

    China se Prepara para a Chegada do Tufão

    Com o Dolphin se movendo em direção ao continente chinês, a expectativa é que a tempestade atinja a costa entre o final do domingo e o início da segunda-feira. Em resposta à ameaça iminente, as autoridades chinesas classificaram o Dolphin como um tufão de categoria laranja, o segundo nível mais alto na escala de alerta do país.

    A preocupação com o risco de inundações e deslizamentos de terra levou à elevação do nível de resposta a emergências. De acordo com o Centro Meteorológico Nacional da China, a probabilidade maior é que o tufão toque a costa entre a cidade de Zhoushan, na província de Zhejiang, e a cidade de Fuding, na província de Fujian.

    Medidas Preventivas e Alertas Máximos

    O Centro Nacional de Previsão Marinha da China manteve, neste sábado, seu alerta mais alto, de nível vermelho, para ondas, com previsões de que as águas costeiras ao largo de Zhejiang possam registrar ondas de 5 a 8 metros até a tarde de domingo (9).

    Na noite de sábado, uma série de cinco alertas meteorológicos e de desastres foram emitidos pelas autoridades chinesas. Entre eles, destacam-se alertas laranja para tufões, chuvas fortes e riscos de desastres geológicos, além de um alerta vermelho para torrentes nas montanhas, indicando a gravidade da situação esperada.

    Em uma corrida contra o tempo, as autoridades no leste e no sul da China agiram rapidamente, suspendendo as travessias de balsas, interrompendo algumas obras em andamento e ordenando que todos os barcos de pesca retornassem aos portos em busca de segurança.

    O impacto no transporte é vasto: o Aeroporto Internacional de Ningbo Lishe, em Zhejiang, anunciou a suspensão de todos os voos no domingo. O porto de Yangshan, em Xangai, já havia sido completamente esvaziado de embarcações até o final da sexta-feira, e alguns serviços ferroviários no Delta do Rio Yangtze também serão suspensos a partir de domingo, paralisando parte da movimentação de pessoas e cargas na região.

    Até mesmo a capital, Pequim, está em alerta. As autoridades da cidade afirmaram que estão monitorando de perto a trajetória do tufão e preparando planos de controle de enchentes e retirada, caso a tempestade ameace a metrópole, reforçando a amplitude da preocupação que o Tufão Dolphin gera em toda a região.

  • Colômbia: Novo Presidente Abelardo de la Espriella Assume Prometendo Guerra Sem Tréguas ao Narcoterrorismo

    Colômbia: Novo Presidente Abelardo de la Espriella Assume Prometendo Guerra Sem Tréguas ao Narcoterrorismo

    Uma nova era de confronto direto com o crime organizado e o narcoterrorismo foi inaugurada na Colômbia nesta sexta-feira, quando Abelardo de la Espriella assumiu a presidência do país. Em um gesto que rompe com a tradição e sinaliza sua postura linha-dura, o novo chefe de Estado escolheu Cali, cidade marcada pela violência, para seu juramento, prometendo uma batalha “sem tréguas” contra os grupos ilegais. A posse de Espriella, que sucede o primeiro presidente de esquerda da história colombiana, Gustavo Petro, representa uma guinada política que pode impactar diretamente a segurança e o cotidiano dos cidadãos, prometendo mais rigor na aplicação da lei e uma redefinição das relações internacionais.

    Guinada Política e Alinhamento Internacional

    Eleito em 21 de junho, o advogado milionário de 48 anos, que possui nacionalidade norte-americana e é um aliado declarado do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assume para um mandato de quatro anos. Sua chegada ao poder marca uma viragem política significativa para a Colômbia, que deverá estreitar seus laços com Washington e, segundo declarações, encerrar as negociações de paz com os grupos armados iniciadas por seu antecessor, Gustavo Petro.

    Em seu primeiro discurso como presidente, proferido em um quartel de Cali, no sudoeste do país, diante de centenas de soldados em uniforme, veículos blindados e dois helicópteros, o representante da extrema-direita prometeu restaurar a “ordem” e a “autoridade”. A escolha de Cali para a cerimônia de posse, em vez da capital Bogotá, como dita a tradição, não foi aleatória. A cidade tem sido recentemente palco de atentados reivindicados por guerrilhas e está localizada próxima a territórios controlados por grupos armados, responsáveis pela pior onda de violência que o país sul-americano enfrenta em mais de uma década.

    Combate Firme e Medidas Drásticas

    Conhecido popularmente como ‘El Tigre’, Espriella foi eleito com um discurso de firmeza contra as guerrilhas e o tráfico de cocaína, um flagelo para a Colômbia, que é o maior produtor mundial da droga. Ele reiterou seu juramento de combater “sem tréguas o narcoterrorismo e todas as organizações criminosas”.

    “A opção do diálogo” prosseguida pelo seu antecessor Gustavo Petro “está completamente esgotada”, declarou o novo presidente. Ele deixou claras as duas únicas opções para os membros dos grupos ilegais: “submeterem-se” à lei ou “enfrentarem a força resoluta do Estado”.

    Entre as medidas anunciadas, Espriella afirmou que erradicará as plantações de coca, ingrediente essencial na fabricação da cocaína, “por todos os meios”. Além disso, autorizará a exploração de petróleo e gás por fraturação hidráulica e planeja publicar um decreto de “congelamento da despesa pública”. Outras propostas incluem a redução de impostos para os mais ricos e o início de uma “batalha cultural para restaurar o valor da família”.

    Segurança Reforçada e Presenças Ilustres

    Para garantir a segurança do evento em Cali, a cidade foi colocada sob forte proteção, com um destacamento de 11 mil militares e a instalação de um sistema antidrones, visando proteger os convidados. Entre as autoridades presentes, destacaram-se líderes da direita latino-americana, cerca de uma dezena de chefes de Estado, incluindo os presidentes da Argentina, Chile e Equador. Representantes da Casa Branca, chefiados pelo procurador-geral dos Estados Unidos, e o Rei de Espanha Felipe VI também compareceram, assim como o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

    O ex-presidente Gustavo Petro, que renunciou a participar da cerimônia, deixou a residência presidencial na mesma sexta-feira. Em contraste com a posse, apoiadores da esquerda realizaram manifestações pacíficas em várias cidades, refletindo a polarização política após as eleições terem sido perdidas por uma margem histórica de menos de 1%.

    O Perfil do Novo Líder e Seus Desafios

    Abelardo de la Espriella, um advogado conhecido no país, conquistou rapidamente apoios durante a campanha eleitoral com seus comícios e discursos proferidos atrás de um vidro à prova de bala, frequentemente pontuados por uma saudação militar em homenagem às forças da ordem. O apoio do ex-presidente americano Donald Trump foi explícito, prometendo relações “como nunca antes” entre Bogotá e Washington, após um período de tensões com o governo Petro.

    Um dos primeiros atos de seu governo, segundo o próprio presidente, será a adesão ao Escudo das Américas, uma aliança de países liderada por Donald Trump para combater o narcotráfico. Apesar de não possuir maioria em um Parlamento dividido, o novo presidente prometeu intensificar os bombardeamentos contra os acampamentos da guerrilha, contando com o apoio de Israel e dos EUA, além de construir mega prisões, inspiradas no modelo de El Salvador, para combater a criminalidade.

    Espriella herda Forças Armadas com uma “capacidade limitada” em número de homens e uma “falta de equipamento”, disse Renata Segura, da organização não governamental International Crisis Group.

    A especialista expressou preocupação com eventuais “danos colaterais” que possam atingir civis caso a artilharia pesada seja mobilizada contra grupos armados “muito enraizados nas comunidades”.

  • Lula liga para Trump e diz que alegações para tarifaço são infundadas

    Lula liga para Trump e diz que alegações para tarifaço são infundadas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, na manhã desta sexta-feira (21), para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender a retomada das negociações comerciais bilaterais e discutir a contenção de conflitos internacionais.

    Durante a conversa de 1 hora e 20 minutos, classificada pelo Planalto como cordial, Lula afirmou que as alegações americanas que motivaram a recente imposição de novas tarifas contra o Brasil são infundadas  O governo norte-americano fundamentou as medidas alegando desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado. 

    Lula afirmou que as tarifas afetam negativamente o Brasil e os Estados Unidos e enfatizou que o diálogo é o melhor caminho para ambos os países. Trump concordou com a necessidade de preservar os vínculos comerciais fortes e propôs o reencontro breve de suas equipes diplomáticas.

    Na pauta de segurança, Lula reiterou o interesse brasileiro na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O presidente argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas.

    Ele afirmou ainda que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações. Entre as estratégias está a asfixia financeira que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões. Lula apresentou ainda os avanços brasileiros no combate ao crime organizado — destacando a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. Trump se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e afirmou que indicará funcionários de alto escalão para dar andamento às tratativas.

    Os dois presidentes também conversaram sobre os principais conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos. Já o presidente Trump teceu considerações sobre as perspectivas estadunidenses de resolução do conflito com o Irã. 

    O presidente brasileiro lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU diante dos conflitos e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para buscar saídas diplomáticas. “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”, declarou Lula.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Defesa conclui exercício militar com participação de mais cinco países

    Defesa conclui exercício militar com participação de mais cinco países

    Cerca de 740 militares do Brasil e de outras cinco nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) encerram hoje (21), em Foz do Iguaçu (PR), a edição 2026 do chamado Exercício Felino – treinamento militar conjunto que ocorre desde 2000.

    Coordenada pelo Ministério da Defesa, a atividade voltada às operações de paz simula, em campo, a pronta resposta dos militares das Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha) brasileiras e dos países participantes em cenários de instabilidade e de conflito armado.

    Segundo o Ministério da Defesa, neste ano o exercício reuniu, além dos quase 700 militares brasileiros, outros 38 de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

    “O Felino 2026 pode ser entendido como um instrumento de preparação militar, cooperação internacional e proteção da sociedade”, informou, em nota, o general Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, oficial condutor da atividade.

    Segundo o general, além de ampliar a capacidade de atuação conjunta, o simulado fortalece os laços diplomáticos e de defesa entre os países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e contribui para preparar os militares brasileiros para participarem de missões de paz internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Atualmente, 71 militares brasileiros integram operações de paz no Chipre, na Colômbia, no Líbano, na República Centro-Africana, República Democrática do Congo, no Saara Ocidental, na Somália, no Sudão do Sul e na região de Abiey, na fronteira entre Sudão e Sudão do Sul.

    A programação contempla manobras voltadas à desativação de artefatos explosivos, proteção de civis e ameaças químicas, além de abordagens como as novas tendências dos conflitos armados, assistência humanitária a refugiados, medidas de prevenção à exploração e ao abuso sexual.

    Iniciadas no último dia 10, as ações mobilizaram também 119 viaturas (22 da Marinha, 86 do Exército e 11 da Força Aérea), oito embarcações da Marinha e duas aeronaves da Força Aérea.

    O próximo treinamento está previsto para ocorrer no Timor-Leste, na Ásia, em 2027.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Governo Espriella encerra jornalismo da mídia pública da Colômbia

    Governo Espriella encerra jornalismo da mídia pública da Colômbia

    O novo governo da Colômbia, do presidente Abelardo de la Espriella, pôs fim ao jornalismo da mídia pública do país encerrando o noticiário das 20 Emissoras da Paz – veículos previstos no Acordo de Paz firmado em 2016 com as Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farcs).

    No lugar dos noticiários, o governo incluiu uma programação exclusivamente musical e centralizada a partir de Bogotá. Organizações ligadas à liberdade de expressão e de imprensa rechaçaram a medida alegando que ela prejudica o acesso à informação local de diversas comunidades. 

    O Ponto 6.5 do Acordo de Paz da Colômbia prevê que essas emissoras divulguem o progresso da implementação dos termos do acordo, promovam a educação da convivência e ofereçam espaços de informação às comunidades impactadas por mais de 50 anos de conflitos armados internos na Colômbia.

    De acordo com o Ministério da Tecnologia, Inovação e Comunicações da Colômbia, a medida busca a “transformação integral do Sistema de Mídias Públicas” para “recuperar” o caráter “público, plural e independente” do sistema.

    O governo Espriella, que é crítico do Acordo de Paz de 2016, acusou o noticiário das emissoras de funcionarem como “aparato de propaganda” supostamente a serviço de “interesses particulares ou políticos”.

    “A entidade será um Sistema de Mídia Pública, não um instrumento político”, comunicou, em nota, o ministério responsável pela empresa Inravisón, que administra o sistema público de comunicação colombiano.

    O governo ainda destacou que o jornalismo consumia “aproximadamente 90% dos recursos e do pessoal disponível”.

    Entidades criticam

    A Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP), a Missão de Observação Eleitoral (MOE) e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) rechaçaram, em nota, a decisão do governo colombiano alegando que ela restringe o acesso de comunidades inteiras à informação sobre seus próprios territórios.   

    “As rádios comunitárias são a principal — ou até mesmo a única — fonte de informações locais e notícias de interesse público. Essas emissoras beneficiam mais de 463 mil pessoas em áreas rurais e em comunidades indígenas, afrodescendentes e camponesas”, diz o comunicado das entidades.

    As organizações acrescentaram que a decisão “desconsidera” a natureza das rádios da paz, criadas pelo Acordo de 2016 “para operar em áreas particularmente afetadas pelo conflito”.

    A decisão do governo Espriella, ainda que anunciada como transitória, repete a política do governo de Javier Milei para a comunicação pública da Argentina, que levou ao fechamento, em 2024, da Agência Telám, o principal veículo da mídia pública argentina.  

    A medida tem ainda o potencial de limitar a pluralidade da mídia colombiana, dominado por três grandes conglomerados empresariais. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteira (RSF), o ecossistema midiático colombiano deixa “60% do país sem cobertura midiática local”.

    Mídia Pública

    Inspirada no modelo de comunicação pública da Europa, a mídia pública dos países da América Latina surge com a promessa de oferecer à população um conteúdo que, por não ter interesse comercial envolvido, não seria oferecido pela mídia privada empresarial.

    No Brasil, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que controla a Agência Brasil, é a responsável por gerir os veículos públicos federais do país.

    Criada em 2007, a EBC atende ao Artigo 223 da Constituição Federal que determina que o serviço de radiodifusão deve observar o princípio da complementaridade entre os sistemas privado, público e estatal de comunicação.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Desabamento em Mina na Colômbia Deixa 13 Mortos e Sete Feridos

    Desabamento em Mina na Colômbia Deixa 13 Mortos e Sete Feridos

    Uma tragédia abalou a Colômbia nesta madrugada, quando um deslizamento de terra em uma mina de ouro a céu aberto na remota região de Policarpa, departamento de Nariño (sudoeste do país), resultou na morte de 13 trabalhadores e deixou outros sete feridos. O incidente, que já teve suas operações de resgate encerradas, expõe os riscos inerentes à mineração e a luta diária de famílias que dependem dessa atividade perigosa para sobreviver, deixando uma comunidade em luto e com questionamentos sobre a segurança no trabalho.

    Autoridades locais confirmaram o balanço devastador, detalhando que o acidente ocorreu em uma área de mineração a céu aberto. A princípio, houve informações desencontradas sobre a natureza do ocorrido, com algumas fontes indicando uma explosão. No entanto, a investigação subsequente esclareceu que a causa foi, de fato, um deslizamento de terra massivo, que soterrou os mineiros.

    Fim das Operações de Resgate

    As equipes de resgate, compostas por bombeiros, moradores locais e o apoio de escavadeiras, trabalharam incansavelmente durante horas. As operações foram oficialmente encerradas por volta das 2h da manhã, horário local, após a localização de todos os indivíduos que estavam desaparecidos sob os escombros.

    Os sete feridos foram prontamente socorridos e encaminhados para unidades de saúde da região, onde recebem atendimento médico. A extensão de seus ferimentos não foi detalhada, mas a prioridade é a recuperação e o suporte às vítimas e suas famílias neste momento de grande dor.

    O governo colombiano ainda não se pronunciou sobre possíveis investigações ou medidas para aumentar a segurança em minas informais na região, onde acidentes como este, infelizmente, não são incomuns.

  • EUA Anunciam “Sanções Mais Severas da História” Contra o Irã em Meio a Temores de Guerra Econômica

    Em um movimento que promete repercutir diretamente no bolso do cidadão comum e acirrar a instabilidade global, os Estados Unidos anunciaram, na última quinta-feira (20), a imposição das “sanções mais severas da história” contra o Irã. A medida, detalhada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, um dia após as ameaças de “guerra econômica” do presidente Donald Trump, visa sufocar a economia iraniana com um pacote de restrições drásticas, paradoxalmente, na tentativa de reduzir a necessidade de operações militares de grande porte e, ao mesmo tempo, já provocando a alta nos preços do petróleo e colocando em alerta parceiros comerciais como a China.

    As declarações de Bessent, que prometeu divulgar detalhes adicionais na próxima semana, vêm na esteira do aviso de Trump sobre as severas consequências para países que forneçam “qualquer tipo de apoio vital ao Irã”. A tensão geopolítica já se fez sentir nos mercados, com os preços do petróleo registrando a maior alta em mais de três semanas na quinta-feira, impulsionados pela perspectiva de penalidades financeiras destinadas a encerrar um conflito que já dura quase seis meses e tem mantido milhões de barris de petróleo do Oriente Médio retidos.

    “Não sei ao certo por que o petróleo reagiu a isso”, declarou Bessent à CNBC. “Se estamos exercendo a máxima pressão econômica, isso significa que provavelmente não haverá um reinício cinético em grande escala”, acrescentou, utilizando um termo que se refere ao uso da força militar.

    O conflito no Golfo já ceifou milhares de vidas e abalou os mercados globais, especialmente quando o Irã demonstrou a capacidade de restringir o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. Essa via navegável crucial era responsável pelo transporte de aproximadamente um quinto de todo o petróleo comercializado mundialmente antes de fevereiro, tornando qualquer interrupção uma ameaça significativa à economia global.

    Apesar de duas tentativas de cessar-fogo anunciadas em abril e junho, que visavam restaurar o livre fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz como um passo para o fim do conflito, ambos os acordos fracassaram rapidamente, agravando a instabilidade na região.

    Histórico de Sanções e Resistência Iraniana

    O Irã tem um longo histórico de resistência a sanções econômicas, enfrentando medidas severas e quase contínuas há quase 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979. Antes da recente declaração de Bessent, o Ministério das Relações Exteriores do Irã já havia condenado as sanções econômicas e comerciais dos EUA, classificando-as como “terrorismo econômico”.

    O ministério iraniano afirmou que tais medidas não “criariam nem mesmo a menor hesitação na determinação dos iranianos de salvaguardar a independência, a dignidade e a soberania nacional do país”.

    Bessent reiterou à CNBC que mais detalhes sobre o pacote de sanções seriam compartilhados em uma entrevista coletiva na próxima segunda-feira, onde ele “falaria exatamente sobre o que será feito” em relação ao Irã.

    “É um golpe duplo. Temos o bloqueio (ao Irã) e vamos impor as sanções mais duras da história”, afirmou o secretário, referindo-se ao bloqueio naval dos EUA imposto ao Irã em abril e suspenso por um mês em meados de junho.

    Ele prosseguiu: “Isso vai funcionar no Irã e vamos derrubar esse regime. É hora de nossos aliados e do resto do mundo tomarem uma decisão.”

    Um dos pontos mais sensíveis dessa estratégia é a relação com a China, que, de acordo com dados de 2025 da empresa de análise Kpler, compra mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã. Entrar em uma guerra econômica com a China — um importante exportador para os EUA, incluindo minerais vitais de terras raras — acarreta o risco de retaliação contra Washington, complicando ainda mais o cenário.

    Questionado sobre possíveis ações contra a China por fazer negócios com o Irã, Bessent indicou que muitas conversas devem ocorrer em particular.

    “Tenha em mente que os chineses obtêm 50% (de sua) energia do Golfo. Portanto, seria um grande favor para eles aderirem ao programa”, ponderou Bessent.

    A embaixada da China em Washington, por sua vez, já se manifestou, afirmando que “sanções e pressão não ajudam a resolver o problema”.

    “A China exorta as partes envolvidas a adotarem medidas responsáveis e a resolverem a questão por meios políticos e diplomáticos”, declarou um porta-voz da embaixada.

    Pressão Interna e Consequências Econômicas

    Em uma mensagem nas redes sociais na quarta-feira (19), o presidente Donald Trump prometeu “guerra econômica e isolamento em uma escala sem precedentes”. Embora não tenha especificado quais medidas concretas os EUA tomariam nem citado países, a advertência parece se estender até mesmo aos aliados dos EUA que ajudaram a mediar as negociações de paz.

    “Qualquer país que permite que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de apoio vital ao Irã enfrentará, por sua vez, consequências econômicas tremendas”, escreveu Trump.

    Internamente, o presidente norte-americano enfrenta uma crescente pressão para encerrar a guerra impopular. Os altos preços dos combustíveis têm prejudicado seus índices de aprovação e ameaçam potencialmente o controle de seu partido sobre o Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, classificou os comentários de Trump como uma tentativa de desviar a atenção da opinião pública norte-americana dos problemas financeiros internos, incluindo a dívida recorde e o aumento das taxas de juros. Ele reiterou que a insistência de Washington em políticas que descreveu como fracassadas traria mais reveses e afastaria os iranianos. Historicamente, as ameaças e os anúncios de Trump nas redes sociais nem sempre são concretizados exatamente como foram escritos, o que adiciona uma camada de incerteza à situação atual.

  • Washington Aperta o Cerco: Novas Sanções dos EUA Atacam Entidades e Lideranças Cubanas por “Atividades Subversivas”

    Em um movimento que promete acirrar ainda mais as tensões diplomáticas e econômicas na região, os Estados Unidos impuseram nesta quinta-feira uma nova rodada de sanções contra Cuba. A medida, que mira nove entidades e três indivíduos cubanos, incluindo importantes ministérios e lideranças, é justificada por supostas “atividades mal-intencionadas” contra os interesses americanos, e tem o potencial de impactar diretamente a vida dos cidadãos cubanos e reverberar nas dinâmicas geopolíticas globais.

    Os alvos das recentes restrições incluem a liderança do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e diversas outras entidades cubanas, entre elas o Ministério da Construção de Cuba. Segundo as autoridades americanas, essas organizações e indivíduos são punidos por seu apoio contínuo ao governo da nação insular.

    Justificativa das Sanções: Rede Subversiva e Campanha Antiamericana

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, detalhou as motivações por trás das sanções em um comunicado oficial. Ele afirmou que o ICAP foi visado por patrocinar “uma vasta rede subversiva nos Estados Unidos com o objetivo de identificar, recrutar e radicalizar subversivos, operando em grande parte sob o pretexto de intercâmbio educacional ou cultural”.

    Rubio acrescentou que, nos dias que antecederam o anúncio das sanções, Cuba teria tentado capitalizar o centenário de Fidel Castro para ativar essa rede, buscando atrair simpatizantes a Havana para encontros com autoridades governamentais.

    O secretário de Estado foi enfático ao declarar a posição da administração americana: “As designações de hoje deixam claro que o governo Trump não tolerará os esforços do regime cubano para financiar sua repressão ou dar continuidade à sua campanha de atividades subversivas antiamericanas, que já dura décadas”, afirmou.

    Contexto e Alvos Adicionais

    As sanções anunciadas nesta quinta-feira não são um evento isolado. Elas sucedem um decreto emitido em maio pelo então presidente norte-americano, Donald Trump, que já havia ampliado as restrições contra autoridades do governo cubano, forças de segurança e seus apoiadores. A escalada das medidas reflete uma política de endurecimento contínuo por parte de Washington em relação a Havana.

    Além das entidades ligadas à suposta rede subversiva e ao Ministério da Construção, as novas sanções também atingiram organizações associadas ao setor de metais e mineração de Cuba, um pilar importante da economia da ilha. Essa abrangência demonstra a intenção dos EUA de pressionar o regime cubano em múltiplas frentes.