Categoria: Mundo

  • Ativista pede transparência em investigação de atentado na Bolívia

    Ativista pede transparência em investigação de atentado na Bolívia

    O presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Bolívia, Rómer Saucedo, afirmou ter atendido a um pedido da advogada e ativista política Nadia Beller, de 33 anos, e determinado que a investigação do suposto atentado contra ela não seja mantida sob sigilo, para garantir transparência e o pleno acesso das partes ao inquérito.

    “Em resposta ao pedido da vítima e amiga, que pede que o caso não seja declarado sigiloso, instruí ao juiz da causa que não declare o processo confidencial, para que ela [Nadia] possa ter acesso a todas as informações e para que lhe sejam fornecidas todas as garantias necessárias”, afirmou Saucedo a jornalistas.

    O presidente do TSJ também disse que solicitou ao presidente do Tribunal de Justiça de Santa Cruz de la Sierra que empenhe todos os esforços necessários para esclarecer o caso.

    “Isto significa que se o MP apresentar um requerimento a qualquer hora do dia, o juiz tem a obrigação de [atender os promotores] e emitir [a ordem judicial requerida] imediatamente”, acrescentou Saucedo, voltando a classificar Nadia como uma “amiga’.

    Na última segunda-feira (17), a advogada e ativista política boliviana estava na calçada, diante de um hotel de Santa Cruz, quando dois motociclistas não identificados se aproximaram e efetuaram vários disparos à queima-roupa. Segundo o Ministério Público, ao menos três tiros atingiram Nadia: um na região do pescoço, outro no tórax e um terceiro no braço direito.

    Na terça-feira (18), agentes da Força Especial de Combate ao Crime detiveram o argentino Fernando Cerimedo, 45, apontado pelas autoridades como principal suspeito do atentado contra Nadia. Conselheiro do presidente boliviano Rodrigo Paz, que assumiu o cargo em novembro de 2025, e ex-estrategista de campanha do mandatário argentino Javier Milei, Cerimedo já reconheceu ter tido um relacionamento amoroso com Nadia – que, segundo autoridades bolivianas, afirma estar grávida de poucos meses.

    Cerimedo foi detido no Aeroporto Internacional Viru Viru, próximo a Santa Cruz, quando estava prestes a embarcar em um voo com destino à Argentina. Internada em uma unidade de saúde de Santa Cruz, Nadia Beller o acusa de ser o mandante do atentado contra ela. Ainda no leito, a ativista gravou um vídeo e concedeu entrevistas em que afirma ter ido ao hotel para encontrar uma pessoa que prometeu lhe entregar provas que comprometeriam o ex-presidente boliviano Evo Morales. Ainda de acordo com Nadia, Cerimedo a incentivou a atender ao chamado e ir ao hotel, garantindo que, no local, haveria seguranças.

    “Ele me disse: ‘Ah, sim, eu soube desse caso’. E como, anteriormente, eu tinha dito a ele que estava receosa, ele [Cerimedo] me disse que não ia acontecer nada porque não tinha lógica tentarem algo em um hotel com câmeras à vista de todos. Ele apoiou minha ida e mentiu ao dizer que me mandou escoltas”, declarou Nadia.

    A defesa de Cerimedo nega que ele esteja envolvido no caso, alegando que o cliente é vítima de uma armação política. O fiscal-geral do Estado, Roger Mariaca Montenegro, contudo, já antecipou que a comissão de promotores que investigam o caso deve solicitar a prisão preventiva por até 180 dias do conselheiro presidencial, acusando-o de tentativa de feminicídio.

    “Não esqueçamos que, assim como existiriam autores materiais, também podem existir outros autores intelectuais que podem estar envolvidos ou ter participação neste fato”, acrescentou Montenegro, assegurando que o Ministério Público investigará a fundo os fatos.

    Na quarta-feira (19), o presidente Rodrigo Paz comentou o ocorrido em suas redes sociais. Paz informou que instruiu as autoridades responsáveis a realizar “uma investigação profunda, transparente e exaustiva, até esclarecerem o ocorrido”. O presidente boliviano também garantiu que Nadia receberá “toda a segurança e as garantias necessárias”, e que as investigações contarão com “absoluta transparência e independência”.

    O argentino Fernando Cerimedo já foi descrito pela revista The Economist como “o homem do MAGA na América Latina”, em alusão ao slogan político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Make America Great Again (Faça a América Grande de Novo).

    No Brasil, o argentino se tornou conhecido em 2022. Logo após o segundo turno das eleições presidenciais, Cerimedo participou de uma transmissão ao vivo na internet, na qual sustentava que o resultado das urnas tinha sido fraudado, de forma a garantir a vitória eleitoral do candidato de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL), que tentava se reeleger. Sem apresentar provas, Cerimedo alegou que as urnas eletrônicas não podiam ser auditadas – informação rebatida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a remoção do vídeo das redes sociais.

    Após a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, quando grupos que não aceitavam o resultado das eleições invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e a sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, a Polícia Federal (PF) indiciou o consultor político por tentativa de abolir o estado democrático no Brasil.

     


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil envia 19 toneladas de arroz à Colômbia após terremoto

    Brasil envia 19 toneladas de arroz à Colômbia após terremoto

    O governo brasileiro informou, nesta quinta-feira (20), que enviou 19 toneladas de arroz à Colômbia em resposta ao pedido de assistência humanitária feito pelas autoridades locais. No último dia 10, o país sofreu um forte terremoto que matou mais de 300 pessoas.

    De acordo com nota, a carga segue a bordo de aeronave cargueira KC-390, da Força Aérea Brasileira (FAB), que decolou às 17h de hoje da Base Aérea de Canoas (RS) e desembarca amanhã (21) na Colômbia.

    “Oriundo dos estoques públicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o arroz doado não compromete o abastecimento nacional”, esclareceu o comunicado.

    O governo ressaltou que “reitera sua solidariedade ao governo e ao povo colombianos diante do terremoto, bem como sua disposição de colaborar, conforme suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência”.

    O terremoto de magnitude 7,4 teve seu epicentro em San José del Palmar, no Departamento de Chocó. O abalo sísmico derrubou prédios e danificou moradias, escolas, hospitais e rodovias, desde o porto de Buenaventura, no Oceano Pacífico, até cidades como Quibdó, Cali, Pereira e Manizales.

    *Com informações da Reuters 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Terremoto de magnitude 7,2 atinge sul do Peru

    Terremoto de magnitude 7,2 atinge sul do Peru

    Um forte terremoto de magnitude 7,2 foi registrado na tarde desta quinta-feira (20), na região de Ayacucho, no sul do Peru, segundo relatórios oficiais do Instituto Geofísico do Peru (IGP).

    Até o momento, os órgãos de resposta e as instituições de gestão de risco não relataram mortos, feridos ou danos materiais significativos.

    O evento sísmico ocorreu às 13h (horário local), com epicentro localizado a 35 quilômetros ao norte do distrito de Coracora, na província de Parinacochas.

    O tremor durou cerca de um minuto e foi sentido em diversas regiões, inclusive em Lima. O relatório técnico do IGP detalha que o tremor teve uma profundidade de 108 quilômetros, sendo classificado como um evento de foco intermediário.

    Devido a essa profundidade, as ondas sísmicas se propagaram por várias regiões do país. A ocorrência de tsunami foi descartada.

    Na localidade de Coracora, a intensidade do sismo atingiu os níveis III-IV na escala de Mercalli, sendo claramente sentido pela população no interior das residências.

    Equipes do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci) e autoridades locais continuam fazendo avaliações de campo nas comunidades rurais próximas ao epicentro para descartar danos a infraestruturas vulneráveis.

    O Indeci reiterou as medidas de prevenção para a população diante da possibilidade de réplicas, recomendando manter a calma, identificar as áreas de segurança interna nas residências e manter preparadas as mochilas de emergência.

    As autoridades lembraram que o Peru está situado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta, devido à interação contínua das placas continentais.

    As equipes do IGP e do sistema de gestão de desastres continuam monitorando a região andina em tempo real para atualizar os relatórios à medida que avançam as inspeções na província de Parinacochas e nas áreas adjacentes.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões após governos Trump e Biden

    Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões após governos Trump e Biden

    A dívida total dos EUA ultrapassou os US$ 40 trilhões pela primeira vez, informou o Departamento do Tesouro nesta quarta-feira (20), gerando novos alertas de que uma crise fiscal está se formando, à medida que os custos crescentes dos programas de proteção social e os pagamentos de juros superam em muito as receitas, prejudicadas pelos cortes de impostos.

    O último balanço diário de caixa e dívida do Tesouro mostrou que a dívida pública total em circulação era de US$ 40,047 trilhões na terça-feira, valor que inclui títulos do Tesouro detidos pelo público, no montante de US$ 32,266 trilhões, e dívida intragovernamental, no valor de US$7,782 trilhões.

    A dívida do governo federal mais que dobrou em menos de uma década, partindo de US$ 19,95 trilhões quando o presidente Donald Trump tomou posse pela primeira vez, em janeiro de 2017.

    Aproximadamente um terço desse aumento ocorreu durante dois anos de endividamento frenético do governo para financiar as respostas à pandemia da Covid-19 empreendidas por Trump e pelo ex-presidente Joe Biden, enquanto as escolhas de política fiscal de ambos os presidentes, combinadas com desequilíbrios de longa data entre receitas e gastos, foram responsáveis pelo restante.

    Grupos de fiscalização orçamentária vêm prevendo a ultrapassagem desse limite há semanas e emitiram alertas severos de que uma crise de dívida em grande escala poderia eclodir, a menos que os parlamentares enfrentem um panorama fiscal insustentável e aumentem os impostos, cortem gastos ou ambos.

    “A dívida de US$ 40 trilhões não existe apenas nos livros contábeis do governo; ela se faz sentir em toda a economia e, de uma forma ou de outra, chega ao bolso das pessoas”, disse Maya MacGuineas, presidente do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, uma organização apartidária.

    “Quanto mais contraímos dívidas, mais agravamos a inflação, prejudicamos outras prioridades no orçamento e nos tornamos vulneráveis a emergências internas e turbulências no exterior”, disse MacGuineas em um comunicado, logo após a divulgação dos dados do Tesouro.

    Ela observou que o valor de US$ 40 trilhões foi atingido menos de cinco meses depois que a dívida chegou a US$39 trilhões e quadruplicou em menos de 20 anos, considerando que levou até 1981 para atingir US$ 1 trilhão pela primeira vez. “É impressionante como o declínio fiscal de uma potência global pode se tornar previsível”, acrescentou MacGuineas.

    Os credores globais dos EUA podem já estar ficando cautelosos.

    Dias após um leilão de US$ 25 bilhões em títulos do Tesouro de 30 anos ter sido realizado com o maior rendimento desde 2021, os rendimentos dos chamados títulos de longo prazo atingiram na terça-feira seus níveis mais altos em quase duas décadas, à medida que os investidores exigiram maior remuneração diante da forte emissão de títulos do governo dos EUA.

    Nesta quarta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, tomou uma medida ousada para conter os rendimentos dos títulos de longo prazo, anunciando a duplicação do volume de recompra de títulos do Tesouro de 10 a 30 anos para pelo menos US$4 bilhões por operação.

    O prêmio de prazo dos títulos do Tesouro de 10 anos — uma medida de quanto do rendimento total do título é atribuído ao risco percebido de mantê-los por uma década — subiu nesta semana para o maior nível em mais de uma dúzia de anos.

    Em meio a tudo isso, a demanda por títulos da dívida dos EUA por parte de investidores estrangeiros — que detêm quase um terço de todos os títulos do Tesouro — vem diminuindo ao longo do último ano, deixando mais títulos à disposição de compradores mais sensíveis aos preços, o que pode agravar a volatilidade do mercado, escreveu na terça-feira John Canavan, analista-chefe de mercados financeiros do grupo de Serviços Macroeconômicos e de Investidores da Oxford Economics.

    Gastos​ com pandemia e muito mais 

    O Tesouro divulgou na semana passada o quarto maior déficit mensal da história dos EUA — US$ 432 bilhões em julho —, à medida que os reembolsos de tarifas tornaram as receitas alfandegárias negativas pelo terceiro mês consecutivo e os gastos com benefícios da Previdência Social e do Medicare para idosos continuaram a crescer.

    O déficit dos primeiros 10 meses do ano fiscal de 2026 já ultrapassou o déficit total de todo o ano fiscal de 2025, faltando ainda dois meses para o fim do ano fiscal atual.

    Trump tem ignorado em grande parte o número cada vez menor de defensores da austeridade fiscal em seu Partido Republicano, defendendo gastos elevados ao longo de seus dois mandatos.

    A dívida pública aumentou em US$ 7,8 trilhões durante o primeiro mandato de Trump, com mais da metade desse montante acumulada durante a resposta à pandemia nos últimos nove meses de seu mandato.

    Desde que Trump assumiu o cargo pela segunda vez, em janeiro de 2025, o endividamento dos EUA aumentou em US$ 3,8 trilhões, totalizando um crescimento de US$ 11,6 trilhões em seus dois mandatos até o momento.

    A dívida pública aumentou em US$ 8,4 trilhões durante o mandato de Biden, também marcado por gastos elevados com a recuperação da covid-19, mas impulsionado igualmente por despesas de grande porte com investimentos em infraestrutura, subsídios para energia limpa e outras prioridades defendidas pelo Partido Democrata.

    O Comitê para um Orçamento Federal Responsável estima que as escolhas políticas de Trump e Biden tenham elevado a trajetória da dívida federal além do que teria sido acumulado de acordo com as leis de gastos vigentes quando cada um deles assumiu o cargo.

    Por exemplo, o pacote legislativo histórico do segundo mandato de Trump — a Lei “One Big Beautiful Bill” — acrescentará mais US$ 4,7 trilhões à dívida, de acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso, órgão não partidário responsável pela contabilidade dos parlamentares federais.

    Trump caracterizou seu segundo mandato como focado na redução de custos, marcado por cortes iniciais de empregos em órgãos federais ordenados pelo Departamento de Eficiência Governamental. Mas grande parte de suas reduções de gastos teve como alvo os chamados programas “discricionários”, a menor parcela do orçamento federal.

    Os EUA gastam cerca de US$ 7 trilhões anualmente, e 60% desse montante é destinado aos chamados programas “obrigatórios”, incluindo pagamentos para a Previdência Social, o Medicare, o Medicaid e os cuidados aos veteranos, que geralmente aumentam para acompanhar o custo de vida.

    O valor de US$ 1,1 trilhão é destinado ao pagamento dos juros da dívida dos EUA, cujo custo aumenta à medida que a dívida se acumula e as taxas de juros sobem.

    O orçamento do ano fiscal de 2025 marcou a primeira vez que os custos do serviço da dívida ultrapassaram o financiamento do Pentágono. Nos primeiros 10 meses do ano fiscal de 2026, os custos com juros superaram os gastos com assistência médica do Medicare, tornando-se o segundo maior item do orçamento federal, atrás apenas do sistema de aposentadoria da Seguridade Social.

    Os EUA estão gastando mais com aposentadorias e assistência médica da geração “baby boom“, pressionando os fundos da Seguridade Social e do Medicare, enquanto as receitas de impostos sobre salários e renda continuam insuficientes para cobrir as despesas federais.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • FIDA recebe Troféu Babaçu por fortalecer agricultura familiar no Maranhão

    FIDA recebe Troféu Babaçu por fortalecer agricultura familiar no Maranhão

    O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), agência especializada das Nações Unidas, recebeu o Troféu Babaçu durante o encerramento da 4ª edição da Feira Maranhense da Agricultura Familiar (FEMAF 2026), realizada na Lagoa da Jansen, em São Luís. A honraria, concedida pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF) do Maranhão, reconhece pessoas, projetos e instituições que se destacam na promoção da agricultura familiar, da produção agroecológica e das comunidades tradicionais no estado.

    O reconhecimento foi recebido pelo diretor do FIDA no Brasil, Arnoud Hameleers, que destacou o significado da homenagem para o organismo: 

    “O FIDA recebe o troféu como reconhecimento a um trabalho coletivo construído há muitos anos no Brasil, fruto de uma construção conjunta com governos, comunidades e organizações da sociedade civil comprometidos com um desenvolvimento rural mais justo, inclusivo e sustentável”.

    O diretor do FIDA no Brasil, Arnoud Hameleers, recebe o Troféu Babaçu durante o encerramento da 4ª edição da Feira Maranhense da Agricultura Familiar (FEMAF 2026), realizada na Lagoa da Jansen, em São Luís (MA).
    Legenda: O diretor do FIDA no Brasil, Arnoud Hameleers, recebe o Troféu Babaçu durante o encerramento da 4ª edição da Feira Maranhense da Agricultura Familiar (FEMAF 2026), realizada na Lagoa da Jansen, em São Luís (MA).
    Foto: © FIDA.

    Para o FIDA, esse trabalho só se sustenta quando caminha lado a lado com a valorização das pessoas que vivem, trabalham e constroem seus territórios.

    Atualmente, o Brasil possui a 5ª maior carteira de projetos do FIDA no mundo, com 8 projetos ativos que já beneficiam 810 mil famílias em todo o país, mobilizando mais de 1 bilhão de dólares em financiamento. No Maranhão, essa parceria se materializa de forma concreta por meio do PAGES, projeto que busca fortalecer a agricultura familiar, as organizações rurais e as comunidades locais, valorizando a riqueza natural e cultural dos territórios e criando oportunidades de desenvolvimento sustentável.

    Ao receber a homenagem, Hameleers dedicou o troféu às famílias agricultoras e às comunidades rurais do Maranhão, com destaque especial às mulheres quebradeiras de coco, para quem o babaçu representa fonte de trabalho, renda, autonomia e identidade.

    Para saber mais, siga o FIDAno Facebook, Instagram,  LinkedIn, TikTok,X, YouTube e siga o FIDA na América Latina e o Caribe no X (espanhol).

    Contato para a imprensa: 

    NOTA PARA EDITORES

    O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.

    Fonte: brasil.un.org

  • Comércio com Sudeste Asiático deve superar EUA e Europa, diz ministro

    Comércio com Sudeste Asiático deve superar EUA e Europa, diz ministro

    Ao receber o representante da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Brasília, nesta terça-feira (18), o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, projetou que o comércio do Brasil com o Sudeste Asiático deve superar os negócios com os Estados Unidos (EUA) e com a União Europeia (UE) “num futuro próximo”.  

    O chanceler lembrou que o comércio brasileiro com a Asean, bloco que reúne 11 países asiáticos, aumentou 10 vezes entre 2003 a 2025, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões.

    “Nesse ritmo, o intercâmbio comercial deverá ultrapassar aquele com parceiros tradicionais do Brasil, como os EUA ou a União Europeia, no futuro próximo. O Brasil já exporta mais para a Singapura do que para a Alemanha. Exporta mais para a Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França”, disse.

    A fala ocorreu após reunião com secretário geral da Asean, o cambojano Kao Kim Hourn, em uma agenda para aprofundar as relações com o sudeste asiático. Entre os Estados membros da associação estão Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste e Camboja.

    O encontro do ministro Mauro Vieira com a Asean ocorre em meio ao recente tarifaço dos EUA contra parte das exportações brasileiras, em um contexto em que o Brasil tenta diversificar exportações para minimizar os impactos econômicos do tarifaço de Donald Trump. 

    Vieira manifestou ainda o interesse do Brasil se tornar um “parceiro de diálogo” da Asean, condição hoje restrita aos EUA, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coréia do Sul.

    “Nossas regiões partilham o interesse em promover o desenvolvimento sustentável, ampliar os fluxos de comércio e investimentos e em fortalecer o Sul Global”, disse Vieira.

    Convite do Brasil

    O representante da Asean Kao Kim Hourn visita o Brasil a convite do governo brasileiro com agendas que vão de hoje até a próxima sexta-feira (21) e previsão de encontros com ministros de Estado, empresários e acadêmicos.

    Na reunião do Itamaraty, o secretário-geral Kao Kim Hourn destacou que espera estreitar as relações com o Brasil. 

    “A Asean atribui grande importância à parceria com o Brasil. Desenvolvemos uma das relações mais dinâmicas e sustentáveis ​​na América Latina”, disse o secretário-geral.

    Para Kao Kim, o Brasil e a Asean podem desenvolver parcerias na área econômica, via comércio e investimentos, assim como nas áreas de inovação, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, agricultura, energia renovável e ação climática.

    “Ressalto ainda que a Asean e o Brasil compartilham um forte compromisso com o multilateralismo baseado em regras, o diálogo e a cooperação internacional. Esse é um ponto fundamental para que países desenvolvidos e emergentes enfrentem juntos seus desafios comuns”, completou o cambojano.

    Nos últimos 10 anos, os países da Asean duplicaram seus Produto Interno Brutos (PIBs), passando de US$ 2,5 bilhões para US$ 4,5 bilhões, considerando todos os Estados-membros. Juntos, eles somam mais de 700 milhões de habitantes. 


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Tremores voltam a atingir Granada, na Espanha

    Tremores voltam a atingir Granada, na Espanha

    Tremores de terra voltaram a afetar a cidade de Granada, no sul da Espanha, na madrugada desta terça-feira (18). Segundo o Instituto Geográfico Nacional (IGN), aos menos quatro terremotos de magnitudes entre 3,9 e 4,8 na escala Richter foram sentidos nas últimas horas.


    Cracks on a damaged tower in the aftermath of an earthquake that struck southern Spain, in Granada, Spain, August 18, 2026. REUTERS/Fermin Rodriguez

    Torre com rachaduras após tremor em Granada, na Espanha REUTERS/Fermin Rodriguez – Reuters/Fermin Rodriguez/proibida reprodução

    De acordo com o instituto, desde a última sexta-feira (14), já foram registrados 432 tremores de terra na região que se estende por entre 2 e 12 quilômetros ao sul da cidade de Granada.

    A maioria das ocorrências é considerada leve e algumas sequer chegaram a ser sentidas. Outras, contudo, como a do último sábado, causou estragos e assustou a população e os turistas que visitavam a região – um importante destino turístico espanhol.

    “Os maiores terremotos registrados até o momento, de 4,8 graus, ocorreram em 14 de agosto, às 23h04 (horário local, 18h04 em Brasília), e às 8h37 (03h37 no Brasil), com epicentro nas localidades de Alhendín, profundidade superficial, mas amplamente sentidos”, informou o IGN, em nota divulgada esta manhã.

    Segundo o instituto, os dois terremotos de maior intensidade da série foram sentidos em mais de 500 localidades, principalmente em partes da Andaluzia; em Múrcia; no sul de Castela – La Mancha e também em alguns pontos de Madrid.

    “Os danos e os efeitos produzidos por estes tremores seguem sendo revisados pelo pessoal da Rede Sísmica e as informações seguirão sendo atualizadas à medida que surgirem”, acrescentou o instituto.

    Até o momento, a Junta de Andaluzia confirma que ao menos três pessoas se feriram devido às consequências dos tremores desta terça-feira. De acordo com o primeiro vice-presidente do governo Regional da Andaluzia, Antonio Sanz, as três vítimas recentes sofreram ferimentos leves e receberam atendimento imediatamente.

    Já a prefeita de Granada, Marifrán Carazo, a polícia local recebeu, nas últimas horas, 229 pedidos de ajuda ou alertas, enquanto os Bombeiros atenderam a 168 ocorrências relacionadas aos sismos. A prefeitura declarou situação de emergência. Repartições públicas que não prestem serviços essenciais de emergência e atenção às pessoas permanecerão fechados por tempo indeterminado, incluindo museus e instalações esportivas.

    Marifrán Carazo pediu aos cidadãos que mantenham a calma, mas informem às autoridades qualquer anormalidade, como eventuais rachaduras em construções ou indícios de movimentação do terreno. A prefeita anda lembrou que tremores secundários são imprevisíveis e recomendou atenção.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Número de travessias pelo Estreito de Ormuz tem leve aumento

    Número de travessias pelo Estreito de Ormuz tem leve aumento

    O número de navios que atravessaram o Estreito de Ormuz ainda estava na casa de um dígito nesta segunda-feira (17), apesar de ter aumentado ligeiramente em relação ao fim de semana, de acordo com dados preliminares de tráfego marítimo divulgados nesta terça-feira (18), em meio a um impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã.

    Seis navios de carga transitaram pelo estreito ontem, dos quais três estavam saindo do Golfo Pérsico e três estavam entrando, segundo dados de rastreamento da Kpler. Nos últimos 10 dias, 11 navios atravessaram o canal, sendo três no sábado (15), e dois no domingo (16).

    Não houve passagem de superpetroleiros (VLCCs) nem de navios-tanque transportando gás natural liquefeito. 

    Algumas embarcações podem estar passando pelo estreito com seus transponders desligados e, portanto, não são consideradas na contagem.

    O navio de transporte de gás de grande porte (VLGC) Xavia entrou no estreito pela rota iraniana em lastro, ou seja, sem carga, de acordo com a Kpler. Os VLGCs são normalmente usados para transportar gases de petróleo liquefeitos, como propano e butano.

    Um petroleiro de médio alcance e um petroleiro de alcance intermediário também entraram no Golfo Pérsico, enquanto um navio de transporte de GLP de médio porte, um graneleiro Panamax e um petroleiro do tipo Panamax saíram do Golfo.

    Impasse

    O Estreito de Ormuz seguirá com trânsito restrito até que os EUA cumpram as condições de um acordo provisório assinado com o Irã em junho, afirmou o principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, em declarações publicadas pela mídia estatal nesta terça.

    Essas condições incluem que os EUA suspendam o bloqueio aos portos iranianos, suspendam as sanções ao petróleo, liberem os ativos congelados de Teerã e ponham fim às ameaças e operações militares em todas as frentes, disse Qalibaf ao Parlamento.

    Firmado em 17 de junho, o memorando de entendimento desmoronou rapidamente devido a uma disputa sobre o controle do Estreito de Ormuz, a estreita via navegável pela qual circulava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes da guerra.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o acordo estava “encerrado” em 7 de julho e, uma semana depois, o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que ele estava “suspenso”. 

    Estreito de Bab El-Mandeb

    No estreito de Bab el-Mandeb, do outro lado da Península Arábica, 19 navios de commodities transitaram na segunda-feira, segundo dados da Kpler, um número inferior à média móvel de 10 dias, de 26, e às 33 travessias registradas no domingo.

    Dos 19 navios, cinco estavam entrando no Mar Vermelho e 14 estavam saindo.

    Das 14 saídas, uma foi do VLCC Norns, carregado com 2 milhões de barris de petróleo, de acordo com os dados.

    Entre os navios que entraram, dois eram os petroleiros Admiral e Portofino, sendo que o Portofino transportava diesel com destino aos mercados a oeste de Suez.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ONU abre inscrições para eventos durante a Conferência da Década do Oceano de 2027 no Rio de Janeiro

    ONU abre inscrições para eventos durante a Conferência da Década do Oceano de 2027 no Rio de Janeiro

    A Conferência da Década do Oceano de 2027 convoca instituições e parceiros interessados em liderar Eventos Especiais nos dias 5 e 6 de abril de 2027. Organizada pelo Brasil e pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO, a Conferência das Nações Unidas será realizada no Rio de Janeiro.

    O encontro deverá reunir aproximadamente 3 mil participantes, entre representantes de governos, entidades das Nações Unidas, organizações intergovernamentais, instituições científicas, sociedade civil e setor privado.

    “Os Eventos Especiais são um dos momentos-chave em que a Conferência da Década dos Oceanos realmente ganhará vida. É aqui que as instituições podem trazer seu conhecimento compartilhado, suas parcerias e suas contribuições para as Soluções da Década dos Oceanos para a discussão na Conferência, ajudando a moldar o que levaremos adiante do Rio até 2030 e além”, disse o coordenador global da Década dos Oceanos na COI, Julian Barbière.

    A Conferência será o ponto alto da Década da ONU dos Oceanos em 2027, um programa de uma semana que reunirá Eventos Especiais, reuniões técnicas, exposições, oportunidades de networking e atividades de engajamento público, de 5 a 9 de abril de 2027.

    Eventos Especiais

    Um Evento Especial consiste em um dia inteiro de atividades dedicado a uma das oito Soluções da Década dos Oceanos ou a uma região oceânica. Cada evento temático ou regional poderá incluir workshops, palestras científicas, discussões sobre políticas públicas, treinamentos, exposições, apresentações culturais, mostras de inovação e diálogos com jovens e povos indígenas, entre outros.

    Esses eventos não são atividades paralelas realizadas simultaneamente ao programa da Conferência. Eles integram o programa oficial da Semana da Década dos Oceanos e da Conferência, e seus resultados contribuirão diretamente para os resultados e o legado do encontro.

    Os Eventos Especiais estarão alinhados à estrutura das Soluções da Década dos Oceanos, organizados em eixos temáticos, regionais e transversais.

    Os eixos temáticos são: 

    1. Vida Marinha

    2. Saúde dos Oceanos

    3. Resiliência Costeira

    4. Sistemas Alimentares Oceânicos

    5. Economias Oceânicas

    6. Informação e Serviços Oceânicos

    7. Investimento Oceânico

    8. Competências e Inspiração Oceânicas

    Consulte a Nota de Orientação sobre Eventos Especiais para obter mais informações e todos os detalhes sobre a chamada.

    Quem pode se inscrever?

    Estão abertas as inscrições para governos, entidades da ONU, organizações intergovernamentais, instituições de pesquisa, organizações não governamentais, fundações, organizações regionais, entidades do setor privado e parcerias multissetoriais. Inscrições conjuntas são fortemente incentivadas.

    Será dada atenção especial às propostas que demonstrem participação significativa de Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, Países Menos Desenvolvidos, povos indígenas, profissionais em início de carreira na área oceânica, jovens, regiões sub-representadas e instituições e parceiros brasileiros.

    As inscrições devem ser enviadas por meio do portal online até 31 de agosto de 2026 e serão avaliadas continuamente. A previsão é que as iniciativas selecionadas sejam confirmadas em setembro de 2026.

    Filhote de boto-cinza na Baía de Guanabara no Rio de Janeiro.
    Legenda: Filhote de boto-cinza na Baía de Guanabara no Rio de Janeiro.
    Foto: © Ricardo Gomes/Instituto Mar Urbano.

    Sobre a Década dos Oceanos

    Proclamada em 2017 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), conhecida como Década dos Oceanos, busca estimular a ciência oceânica e a geração de conhecimento para reverter o declínio do estado do sistema oceânico e catalisar novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável do ecossistema marinho.

    A Década dos Oceanos oferece uma estrutura de articulação para que cientistas e partes interessadas desenvolvam o conhecimento científico e as parcerias necessárias para acelerar e aproveitar os avanços na ciência oceânica. O objetivo é ampliar a compreensão sobre o sistema oceânico e oferecer soluções baseadas na ciência para contribuir com o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. 

    A Assembleia Geral da ONU encarregou a Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO de coordenar os preparativos e a implementação da Década.

    Para saber mais, acesse a página da Década dos Oceanos e siga @unoceandecade nas redes. 

    Fonte: brasil.un.org

  • Compras públicas podem acelerar sustentabilidade e inclusão, aponta relatório do UNOPS

    Compras públicas podem acelerar sustentabilidade e inclusão, aponta relatório do UNOPS

    O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), organismo da ONU especializado em infraestrutura, compras e gestão de projetos, publicou o Purchase for Impact 2025, relatório anual que demonstra como as aquisições podem ser ferramentas estratégicas para a melhoria da eficiência, para o fortalecimento de serviços públicos e para a promoção da sustentabilidade e da inclusão. 

    De acordo com o informe, em 2025, o UNOPS movimentou US$ 1,4 bilhão em compras a nível global, trabalhando com 5.810 fornecedores de 173 países. Mais da metade dessas aquisições foi realizada junto a fornecedores locais, indicando como as compras podem desempenhar papel importante não apenas na entrega eficiente de bens e serviços, mas também no fortalecimento dos mercados locais.

    Na América Latina e no Caribe, o relatório destaca experiências em diferentes países e setores, tais como a de Honduras, onde o UNOPS apoia micro e pequenas empresas cafeeiras lideradas por mulheres, através de ferramentas que permitem avaliar riscos climáticos, resiliência e inclusão em cadeias de suprimentos agrícolas. Em outro exemplo, na Argentina, o UNOPS vem trabalhando para reduzir a lacuna no acesso à tecnologia e à digitalização, por meio do fornecimento de 5 milhões de equipamentos para escolas, além de fortalecer o atendimento médico de alta complexidade.

    “As aquisições públicas estão no centro do mandato do UNOPS. Elas vão muito além da simples compra – são uma ferramenta poderosa para impulsionar a sustentabilidade, criar empregos e promover a inclusão e a equidade”, afirma o diretor-executivo do UNOPS, Jorge Moreira da Silva. 

    Infraestrutura e inclusão 

    No Brasil, o Purchase for Impact destaca o projeto para a conclusão das obras do Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu, na fronteira com a Argentina e o Paraguai. O UNOPS está responsável pela gestão da obra, uma das últimas com projeto assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. 

    O trabalho feito pelo UNOPS incluiu sessões  de escuta com a comunidade acadêmica para o levantamento de demandas ligadas, principalmente, à inclusão e diversidade na infraestrutura. A atividade resultou em mais de 80 recomendações – como melhorias na iluminação, espaços dedicados para parentalidade e banheiros adaptados – incorporadas ao projeto final. Também, foram incluídas especificações voltadas para a sustentabilidade, como equipamentos de alta eficiência energética, iluminação LED, madeira certificada e reaproveitamento de água pluvial, para reduzir o uso de recursos hídricos.

    O UNOPS é responsável pela gestão da obra de conclusão do Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu, uma das últimas com projeto assinado por Oscar Niemeyer.
    Legenda: O UNOPS é responsável pela gestão da obra de conclusão do Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu, uma das últimas com projeto assinado por Oscar Niemeyer.
    Foto: © Consórcio Nerkpe/Divulgação.

    Outro ponto de destaque é o compromisso com a inclusão na força de trabalho. Por contrato, as empresas que atuam no canteiro de obras (construtora, e subcontratadas) devem ter ao menos 15% da mão de obra composta por grupos prioritários (como mulheres, pessoas LGBTIQ+, pessoas com deficiência, jovens, migrantes e/ou refugiados, e egressos do sistema prisional e/ou pessoas privadas de liberdade). Todas as pessoas recebem treinamento obrigatório sobre prevenção e proteção contra exploração, abuso e assédio sexual (PSEAH).

    “O UNOPS vem provando como as compras públicas podem impulsionar mudanças reais. Em 2025, o Brasil foi um dos nossos maiores países de implementação em termos de aquisições, e uma grande parte dessas compras esteve relacionada a projetos de infraestrutura”, destacou a diretora de Compras do UNOPS, Anne-Claire Howard.

    “Nossos projetos no Brasil estão viabilizando diretamente uma educação de qualidade, reduzindo desigualdades e capacitando comunidades para que alcancem todo o seu potencial socioeconômico.”

    Para saber mais, leia a íntegra do relatório Purchase for Impact (em inglês) e saiba mais sobre a finalização da obra do Campus Arandu aqui.

    Fonte: brasil.un.org