Categoria: Mundo

  • Trump afirma que Irã deveria se render e ameaça bombardear Omã

    Trump afirma que Irã deveria se render e ameaça bombardear Omã

    O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (17) que o Irã deveria se render para pôr fim à guerra com os EUA, enquanto as negociações entre os dois países continuam em impasse.

    “Eles deveriam hastear a bandeira branca da rendição”, disse Trump a um repórter da Fox News durante uma entrevista por telefone.

    Um acordo provisório firmado em junho declarava o “fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes”, mas rapidamente se desfez, com Trump afirmando que estava “acabado” em 7 de julho e o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarando que estava “suspenso” uma semana depois.

    De acordo com esse memorando de entendimento, Irã e EUA se comprometeram a negociar um acordo definitivo — abrangendo questões mais amplas, como o destino do programa nuclear iraniano — em no máximo 60 dias, prazo prorrogável por consentimento mútuo. Esta segunda-feira marca 60 dias desde que o memorando foi assinado.

    Separadamente, Omã e Irã vêm mantendo negociações para tentar chegar a um acordo que restaure o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, pelo qual passavam 20% dos suprimentos mundiais de petróleo e gás natural liquefeito antes do início dos ataques de EUA e Israel ao Irã, no final de fevereiro.

    “Se Omã se intrometer, vamos bombardeá-los”, declarou Trump à Fox.

    A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz elevou os preços dos combustíveis e pressionou Trump a encerrar uma guerra que é impopular no país, às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro, que decidirão o controle do Congresso dos EUA.

    Trump disse à Fox News que as eleições de meio de mandato não estavam afetando sua estratégia em relação ao Irã.

    “As eleições de meio de mandato não têm nada a ver com o meu pensamento”, afirmou.

    Na manhã desta segunda-feira, Trump postou em sua plataforma Truth Social:

    “O objetivo número um é, e sempre será, que o Irã não possa ter, de forma alguma, uma arma nuclear”, repetindo uma de suas justificativas declaradas para a guerra.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Indonésia: buscas por vítimas de tremor seguem no Dia da Independência

    Indonésia: buscas por vítimas de tremor seguem no Dia da Independência

    Moradores de vilarejos no leste da Indonésia, atingidos por um terremoto que matou pelo menos 68 pessoas, aguardavam ajuda nesta segunda-feira (17), enquanto equipes de resgate vasculhavam prédios desabados em busca de pessoas presas sob os escombros.

    O número de mortos subiu de 54 para 68, informou Berton SP Panjaitan, funcionário da Agência de Mitigação de Desastres da Indonésia, acrescentando que mais de 200 pessoas ficaram feridas.

    Milhares de pessoas foram retiradas após o desastre mais mortal do país desde que um terremoto, em 2022, matou centenas de pessoas em Java Ocidental. Muitas delas estão se abrigando em barracas ao ar livre e com medo de voltar para suas casas devido a réplicas do terremoto.

    O tremor deixou sombrias as comemorações do Dia da Independência da Indonésia, e os moradores de Nusa Tenggara Oriental foram abalados por quase 1.600 réplicas na província até esta segunda-feira, disse Panjaitan. A agência de geofísica do país registrou um terremoto de magnitude 5,6 na região na manhã de hoje.

    O terremoto também causou deslizamentos de terra e bloqueou estradas em toda a província mais ao sul da Indonésia, incluindo as regiões de Sikka e Manggarai.

    No estacionamento de um centro de saúde danificado, repleto de barracas e leitos hospitalares, em um vilarejo próximo à região de Ende, afetada pelo terremoto, Firmus Woge, um agricultor de 64 anos, recebia tratamento para asma, agravada pelo pânico causado pelo terremoto.

    Ele contou que teve dificuldade para respirar durante a noite, “e está piorando novamente após o terremoto desta manhã”.

    Fathur Rahman, chefe do Escritório de Resgate em Maumere, capital de Sikka, afirmou à Reuters que as buscas se concentrariam no monitoramento aéreo de possíveis desaparecidos, utilizando um helicóptero e um equipamento de resgate.

    As autoridades prepararam aeronaves para entregar ajuda, como alimentos e barracas, disse Panjaitan. O terremoto danificou cerca de 500 casas, informou a agência.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Papa pede fim da violência de colonos contra palestinos na Cisjordânia

    Papa pede fim da violência de colonos contra palestinos na Cisjordânia

    O Papa Leão 14 pediu neste domingo (16) o fim da violência contra os palestinos na Cisjordânia ocupada, em meio a uma onda de ataques de colonos militantes e um cerco à vila de Qusra, no território.

    Colonos israelenses cercaram casas após cortar o fornecimento de água e eletricidade, em um movimento que grupos de direitos humanos descreveram como uma ação coordenada para se apropriar de mais terras e avançar sobre o território onde os palestinos pretendem estabelecer um Estado.

    “Renovo meu apelo pelo fim da violência repetida contra a população civil palestina na Cisjordânia”, disse o papa, sem mencionar confrontos ou ataques específicos.

    “Peço urgentemente à comunidade internacional que tome medidas para promover a solução de dois Estados, por uma paz justa e duradoura”, acrescentou o papa, após as orações do meio-dia em sua residência em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma.

    O Vaticano há muito apoia a ideia de um futuro Estado palestino, que foi reconhecido por mais de 150 dos 193 Estados-membros da ONU como abrangendo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.

    O governo de coalizão de direita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, supervisionou a construção massiva de assentamentos na Cisjordânia, que, segundo o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, visa enterrar a ideia de tal Estado.

    As Nações Unidas e a maioria dos governos consideram os assentamentos ilegais sob o direito internacional relacionado à ocupação militar. Israel ocupou a Cisjordânia na guerra de 1967, mas argumenta que o território é disputado, e não ocupado.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ‘Casamento é coisa de adulto’: UNFPA lança campanha de enfrentamento ao casamento infantil no Brasil

    ‘Casamento é coisa de adulto’: UNFPA lança campanha de enfrentamento ao casamento infantil no Brasil

    O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lançou nesta sexta-feira (14) a campanha “Casamento é coisa de adulto”, uma iniciativa para ampliar o conhecimento da população sobre o casamento infantil no Brasil, combater a naturalização dessa prática e fortalecer a defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Casamento infantil é qualquer união, formal ou informal, em que pelo menos uma das pessoas envolvidas tem menos de 18 anos.

    A campanha parte de uma realidade ainda pouco conhecida pelos brasileiros: o Brasil é o país da América Latina com o maior número absoluto de uniões envolvendo pessoas com menos de 18 anos e ocupa a sexta posição no mundo. Estimativas disponíveis indicam que uma em cada quatro jovens brasileiras entrou em uma união conjugal antes da idade adulta.

    Mesmo assim, o casamento infantil permanece frequentemente invisível no país. Diferentemente de outros contextos, no Brasil, essas uniões acontecem majoritariamente de maneira informal, muitas vezes entendidas apenas como “morar junto”, e podem ser naturalizadas pelas próprias famílias, comunidades e pela sociedade. 

    “Quando falamos em casamento infantil, muitas pessoas imaginam uma cerimônia formal ou uma situação explicitamente forçada. No Brasil, o casamento infantil acontece, na maioria das vezes, de forma menos perceptível, em relações informais. Meninas em contexto de pobreza passam a viver com parceiros, frequentemente mais velhos, em uniões marcadas por desigualdades de idade, renda, poder e autonomia”, afirma a representante do UNFPA no Brasil, Florbela Fernandes.

    ‘Casamento é coisa de adulto’

    A campanha reúne diferentes frentes de atuação. Uma página especial criada pelo UNFPA concentra dados e informações sobre o casamento infantil no Brasil, incluindo um mapa com o número de uniões por estado e conteúdos que ajudam a compreender as causas, características e consequências da questão no país. O endereço é: unf.pa/casamentoinfantil.

    A iniciativa também convida a população a assinar a campanha e se somar a um movimento de conscientização e mudança de comportamento, contribuindo para que as uniões antes dos 18 anos deixem de ser naturalizadas. 

    Nas redes sociais do @unfpabrasil, uma série de conteúdos informativos vai ampliar essa conversa, apresentando dados e evidências para levar o tema a diferentes públicos. A imprensa também tem papel fundamental nesse esforço, contribuindo para dar visibilidade ao casamento infantil, ampliar o debate público e ajudar a romper a naturalização das uniões antes dos 18 anos. 

    A campanha inclui ainda a realização de pesquisas de opinião pública para medir o conhecimento e a percepção dos brasileiros sobre o tema. Os levantamentos vão ajudar a identificar o que a população sabe sobre o casamento infantil e suas consequências, produzindo evidências para qualificar o debate público e orientar futuras ações de conscientização e enfrentamento. 

    ‘Casamento é coisa de adulto’: Fundo de População da ONU lança campanha de enfrentamento ao casamento infantil no Brasil

    Legenda: ‘Casamento é coisa de adulto’: Fundo de População da ONU lança campanha de enfrentamento ao casamento infantil no Brasil
    Foto: © UNFPA.

    Mais de 34 mil crianças em casamento infantil

    O Censo Demográfico de 2022 identificou 34.202 crianças de 10 a 14 anos vivendo algum tipo de união conjugal no país.

    Entre elas, 77% eram meninas e 69% eram pretas ou pardas. A maior parte dessas relações, 86,6%, era informal, sem casamento civil ou religioso.

    O dado representa apenas parte da dimensão total, já que esse recorte não inclui adolescentes de 15 a 17 anos.

    As últimas estimativas disponíveis, baseadas na Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde de 2006, mostram ainda que uma em cada quatro jovens brasileiras entrou em uma união antes dos 18 anos. Isso significa que ao longo das últimas décadas, mais de 22 milhões de mulheres brasileiras entre 20 e 24 anos tiveram suas trajetórias marcadas por uma união precoce.

    As consequências podem se estender por toda a vida. O casamento infantil está associado à interrupção da trajetória escolar, menores oportunidades profissionais, dependência econômica, gravidez precoce e maior exposição a diferentes formas de violência.

    Situações de pobreza, exclusão escolar, violência e falta de perspectivas também podem fazer com que relações apresentadas como oportunidades de amor, proteção ou estabilidade sejam percebidas como uma saída possível.

    “Uma relação que parece oferecer proteção pode, na prática, aprofundar desigualdades e limitar as possibilidades de escolha dessas meninas. Enfrentar o casamento infantil significa ampliar oportunidades para que crianças e adolescentes possam estudar e desenvolver seus próprios projetos de vida”, afirma Florbela Fernandes.

    A discussão no Congresso

    O lançamento da campanha acontece em um momento em que o tema também avança no Congresso Nacional.

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou no dia 15 de julho, em caráter conclusivo, uma proposta que torna nulo, em qualquer circunstância, o casamento de pessoas com menos de 16 anos.

    Desde 2019, a legislação brasileira proíbe esses casamentos. No entanto, o Código Civil ainda os classifica como “anuláveis”, mantendo dispositivos que poderiam permitir questionamentos sobre sua invalidação. A proposta aprovada pela CCJ elimina essa possibilidade e estabelece sua nulidade para todos os efeitos. Caso não haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara, o texto seguirá para o Senado.

    Para o UNFPA, a mudança representa um avanço importante, mas a legislação brasileira ainda mantém uma lacuna ao permitir o casamento de adolescentes de 16 e 17 anos mediante autorização dos pais ou responsáveis legais.

    Isso contraria as recomendações do Comitê para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher (Cedaw) e do Comitê dos Direitos da Criança das Nações Unidas, instrumentos que historicamente orientam a aplicação de parâmetros internacionais assumidos pelo Brasil e que defendem os 18 anos como idade mínima para qualquer união, formal ou informal.

    Por isso, o UNFPA defende a fixação dos 18 anos como idade mínima legal para o casamento no Brasil, aliado a políticas que assegurem permanência escolar, proteção social, acesso à saúde, apoio às famílias, oportunidades de autonomia econômica e o fortalecimento das redes locais de proteção.

    Ao redor do mundo, mais de 50 países já avançaram em suas legislações ao estabelecer 18 anos como idade mínima para o casamento. Entre eles estão Suécia, Finlândia, Alemanha, México, Colômbia, Peru e Bolívia.

    Para saber mais, acesse a página da campanha e siga @unfpabrasil nas redes! 

    Sobre o UNFPA

    O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência da ONU dedicada à saúde sexual e reprodutiva e à promoção dos direitos de mulheres, adolescentes e jovens em todo o mundo.

    No Brasil, o UNFPA atua para que meninas e adolescentes tenham acesso à informação, a serviços de saúde de qualidade e a redes de proteção, garantindo condições para que possam tomar decisões seguras e informadas sobre suas próprias vidas.

    MATERIAL DA CAMPANHA DISPONÍVEL PARA JORNALISTAS

    Contato para aimprensa: 

    Fonte: brasil.un.org

  • FIDA e BNDES realizam 1º Encontro do Fórum Sertão Vivo

    FIDA e BNDES realizam 1º Encontro do Fórum Sertão Vivo

    O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), realizou no início de agosto o 1º Encontro do Fórum de Transparência e Orientação da Iniciativa Sertão Vivo (FTOSV). O evento ocorreu na sede da Embrapa, em Brasília (DF), reunindo representantes dos estados responsáveis pela implementação do projeto, da Unidade PMEL (Plan, Monitor, Evaluate and Learn), de instituições parceiras e demais atores envolvidos na iniciativa.

    Representantes das instituições parceiras e da equipe técnica do Sertão Vivo reunidos ao final do 1º Fórum de Transparência e Orientação, em Brasília.
    Legenda: Representantes das instituições parceiras e da equipe técnica do Sertão Vivo reunidos ao final do 1º Fórum de Transparência e Orientação do Projeto Sertão Vivo, em Brasília.
    Foto: © FIDA/Lucas Rodrigues.

    Instituído em caráter consultivo, o Fórum de Transparência e Orientação tem como objetivo promover maior transparência na implementação do projeto Sertão Vivo, contribuir para o aprimoramento do planejamento e da execução das ações, além de identificar sinergias com outras iniciativas desenvolvidas nos territórios de atuação do programa, conforme previsto em seu regimento interno.

    O projeto Sertão Vivo – Semeando Resiliência Climática em Comunidades Rurais do Nordeste é uma iniciativa conjunta do BNDES e do FIDA, com apoio do Green Climate Fund (GCF), voltada ao fortalecimento da resiliência climática das comunidades rurais do Semiárido nordestino.

    Este primeiro encontro representou um marco para a governança da iniciativa. Ao reunir os diversos parceiros envolvidos, o Fórum fortalece o diálogo, o alinhamento institucional e a coordenação entre os diferentes atores, além de criar um espaço permanente para o compartilhamento de informações estratégicas, lições aprendidas e avanços da implementação. O encontro também foi uma valiosa oportunidade para que os estados apresentassem os resultados alcançados até o momento e seus planejamentos para o segundo semestre de 2026, compartilhando desafios, aprendizados e conquistas que vêm contribuindo para o fortalecimento e o avanço do projeto.

    O Fórum contou com a participação de representantes dos estados da Bahia, Ceará, Paraíba e Piauí, Unidade PMEL (ASA), além de instituições federais, organismos de pesquisa e organizações parceiras. Estiveram presentes representantes dos ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Fazenda (MF) e do Planejamento e Orçamento (MPO), bem como da Autoridade Nacional Designada (NDA), Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), do Consórcio Nordeste, do Fórum de Secretários do Nordeste, da Embrapa, do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), do Landscape Alliance, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), entre outras instituições parceiras.

    “O projeto Sertão Vivo é resultado de uma parceria construída sobre confiança, cooperação e uma visão compartilhada de desenvolvimento rural sustentável. O Fórum reforça esse compromisso ao criar um espaço de diálogo e transparência que permite alinhar esforços, compartilhar aprendizados e fortalecer a implementação da iniciativa, sempre com foco em gerar impactos concretos para as famílias rurais do Semiárido”, afirmou o diretor do FIDA para o Brasil, Arnoud Hameleers. 

    Mesa de abertura do 1º Fórum do Sertão Vivo reúne representantes do FIDA, BNDES EMBRAPA para apresentar o programa de resiliência climática em comunidades rurais do Nordeste.
    Legenda: Mesa de abertura do 1º Fórum do Sertão Vivo reúne representantes do FIDA, BNDES EMBRAPA para apresentar o programa de resiliência climática em comunidades rurais do Nordeste.
    Foto: © FIDA/Lucas Rodrigues.

    Produção Resiliente

    Sertão Vivo busca ampliar o acesso à água por meio de tecnologias de captação, armazenamento e reuso, a promoção de sistemas produtivos resilientes e sustentáveis, a recuperação de áreas degradadas, o fortalecimento da capacidade de adaptação das comunidades aos eventos climáticos extremos e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

    O projeto está estruturado em três componentes: 

    1. Sistemas produtivos resilientes à mudança climática.
    2. Acesso à água. 
    3. Gestão do conhecimento. 

    Trata-se da primeira operação do FIDA em parceria com um banco nacional de desenvolvimento e da primeira operação conjunta entre BNDES, FIDA e GCF.

    As ações serão realizadas em comunidades de pequenos agricultores rurais, incluindo povos e comunidades tradicionais, como quilombolas e quebradeiras de coco, assentamentos da reforma agrária, além de ações de educação ambiental em escolas rurais. Haverá intercâmbios entre agricultores, além do trabalho específico com a juventude, como na formação técnica para a jovens comunicadores.

    O programa mobiliza cerca de US$ 283,2 milhões em recursos de crédito e doação, com a meta de restaurar 84.124 hectares de sistemas produtivos resilientes e beneficiar 1 milhão de pessoas, distribuídas em 250 mil famílias rurais, das quais pelo menos 40% são mulheres e 50% são jovens.

    Até o momento, já foram firmados contratos com cinco estados do Nordeste — Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe — além da Unidade de Planejamento, Monitoramento, Avaliação e Aprendizagem (PMEL), totalizando mais de R$ 1 bilhão em recursos reembolsáveis e não reembolsáveis.

    Apresentação da iniciativa Sertão Vivo no Piauí, um dos estados contemplados pelo programa de fortalecimento da resiliência climática no Semiárido nordestino.
    Legenda: Apresentação da iniciativa Sertão Vivo no Piauí, um dos estados contemplados pelo programa de fortalecimento da resiliência climática no Semiárido nordestino.
    Foto: © FIDA/Lucas Rodrigues.

    Para saber mais, siga o FIDA no Facebook, Instagram,  LinkedIn, TikTok,X, YouTube e siga o FIDA na América Latina e o Caribe no X (em espanhol).

    Contato para a imprensa: 

    NOTA PARA EDITORES

    O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.

    Fonte: brasil.un.org

  • Comissão da CEPAL propõe caminhos para a prosperidade da América Latina e do Caribe na nova era geopolítica

    Comissão da CEPAL propõe caminhos para a prosperidade da América Latina e do Caribe na nova era geopolítica

    Lançado em 4 de agosto, o relatório Rupturas e oportunidades: propostas para que a América Latina e o Caribe prosperem na nova era geopolítica foi apresentado em evento de alto nível na sede da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em Santiago do Chile. Elaborado por 13 especialistas, o documento afirma que a América Latina e o Caribe possuem ativos estratégicos para impulsionar seu desenvolvimento, mas destaca que transformar esse potencial em oportunidades exige estratégias claras, maior cooperação e governança eficaz.

    Convocada no final de 2024 pelo secretário-executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs, a Comissão sobre Geopolítica, Globalização e Desenvolvimento para a América Latina e o Caribe, foi copresidida pela ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e pelo ex-presidente da Colômbia, Iván Duque, reunindo 13 personalidades e vozes influentes da América Latina e do Caribe, da América do Norte, da África, da Ásia e da Europa. Os integrantes participaram a título individual e de forma honorária, e o trabalho da Comissão contou com o apoio do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

    O secretário-executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs, discursa no evento de lançamento do relatório “Rupturas e oportunidades: propostas para que a América Latina e o Caribe prosperem na nova era geopolítica” na sede da CEPAL, em Santiago do Chile, em 4 de agosto de 2026.
    Legenda: O secretário-executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs, discursa no evento de lançamento do relatório “Rupturas e oportunidades: propostas para que a América Latina e o Caribe prosperem na nova era geopolítica” na sede da CEPAL, em Santiago do Chile, em 4 de agosto de 2026.
    Foto: © CEPAL.

    A mensagem central do relatório é que o mundo mudou e que a América Latina e o Caribe têm os recursos necessários para navegar com sucesso nesta nova era geopolítica. O documento identificou oito rupturas que estão ocorrendo simultaneamente em nível mundial:

    1. Reconfiguração da globalização: A interdependência econômica deixou de ser celebrada e vista como um fator de estabilidade e eficiência. Passou a ser considerada um fator de vulnerabilidade e utilizada como instrumento de poder e até mesmo de coerção.
    2. Erosão do multilateralismo e reconfiguração da governança global: A ordem multilateral pós-guerra enfraquece-se e surge uma governança mais fragmentada, com alianças seletivas e redes que competem entre si.
    3. Da hegemonia unipolar à competição multipolar: O mundo está passando de um sistema unipolar, dominado pelos Estados Unidos, para uma redistribuição progressiva do poder e para um sistema de competição multipolar assimétrica.
    4. Reconfiguração do poder brando (soft power): O poder brando ganha peso na presença global dos Estados. O nível de poder brando dos Estados Unidos diminui, enquanto o da China está em ascensão.
    5. Retrocesso da democracia e aumento da polarização política: O mundo atravessa um processo de erosão democrática, acompanhado por uma crescente polarização política. A proporção de países classificados como democracias liberais diminui.
    6. Desinformação e crise da verdade na era da inteligência artificial (IA): A desinformação, a manipulação algorítmica e o uso mal-intencionado da IA estão minando a confiança nas instituições, alimentando a polarização e reduzindo a legitimidade democrática.
    7. Retrocesso nos direitos das mulheres, na igualdade de gênero e na inclusão: Os avanços alcançados nessas áreas nas últimas décadas enfrentam questionamentos cada vez maiores e, em alguns contextos, um retrocesso.
    8. O fim do consenso global sobre o clima: As medidas relacionadas ao clima estão se tornando cada vez mais subordinadas a estratégias industriais, a preocupações com a segurança energética e à competição geopolítica. Em alguns setores, o consenso científico é posto em dúvida.
    Membros da Comissão de Alto Nível da CEPAL no Rio de Janeiro (da esquerda para a direita): Keith Nurse, José Manuel Salazar-Xirinachs (presidente da CEPAL), Aloizio Mercadante, Iván Duque, Brian Winter, Qian Liu, Harsha Vardhana Singh e Josep Borrell.
    Legenda: Membros da Comissão de Alto Nível da CEPAL no Rio de Janeiro (da esquerda para a direita): Keith Nurse, José Manuel Salazar-Xirinachs (presidente da CEPAL), Aloizio Mercadante, Iván Duque, Brian Winter, Qian Liu, Harsha Vardhana Singh e Josep Borrell.
    Foto: © CEPAL.

    Diante desse cenário mundial, a Comissão argumenta que a região conta com um conjunto de ativos que se valorizaram no atual contexto geopolítico. Entre eles estão sua abundante dotação de recursos naturais; suas capacidades produtivas, humanas e financeiras; o grande tamanho de seu mercado; sua condição de região livre de armas nucleares e de guerras entre Estados; e seus ativos intangíveis, como o poder brando (soft power). Esses ativos oferecem à região uma grande oportunidade para impulsionar seu desenvolvimento e aumentar sua projeção e influência internacional.

    O relatório afirma, no entanto, que isso não acontecerá espontaneamente: são necessárias estratégias claras, instituições fortes e governança eficaz. Nessa linha, propõe dez recomendações concretas, organizadas em três eixos: 

    1. Aproveitar o momento mobilizando ativos estratégicos. 

    2. Fortalecer a governança, as instituições e a democracia. 

    3. Impulsionar a capacidade de atuação internacional e regional.

    Lançamento do relatório “Rupturas e oportunidades: propostas para que a América Latina e o Caribe prosperem na nova era geopolítica” na sede da CEPAL, em 4 de agosto de 2026.
    Legenda: Lançamento do relatório “Rupturas e oportunidades: propostas para que a América Latina e o Caribe prosperem na nova era geopolítica” na sede da CEPAL, em 4 de agosto de 2026.
    Foto: © CEPAL.

    Entre os dados que sustentam seu diagnóstico, o relatório destaca que a América Latina e o Caribe concentram 46% das reservas mundiais de lítio, 35% das de cobre, 28% das de grafite e 23% das de terras raras; são a principal região exportadora líquida de alimentos do mundo; abrigam quase metade da biodiversidade terrestre do planeta e um terço de seus recursos de água doce; e possuem a matriz elétrica mais limpa do mundo.

    O relatório acrescenta que o mercado regional, com mais de 660 milhões de pessoas, poderia ser um motor de diversificação produtiva, embora hoje o comércio intrarregional represente apenas 14% das exportações totais da região, uma das taxas mais baixas do mundo.

    “O título deste relatório sintetiza sua mensagem principal: as rupturas sugerem que o mundo mudou, e isso também levanta a necessidade de uma mudança de paradigma para aproveitar as oportunidades com estratégias inovadoras de desenvolvimento e de inserção internacional. As dez propostas apresentadas pelo relatório constituem um roteiro concreto para mobilizar os ativos em benefício do desenvolvimento e da projeção internacional dos países da região”, destacou o secretário-executivo da CEPAL, José Manuel Salazar-Xirinachs.

    O relatório afirma que nenhuma de suas recomendações pode ser colocada em prática sem uma governança eficaz e instituições sólidas. O documento também apela ao fortalecimento da capacidade fiscal do Estado e para que o combate ao crime organizado seja tratado como uma prioridade da governança regional, e não apenas como uma questão de segurança.

    “Não contamos apenas com riquezas no subsolo e na superfície, mas também em nosso povo e em nossas indústrias. A América Latina e o Caribe possuem capacidades produtivas, humanas e financeiras que merecem ser valorizadas em sua justa dimensão e em seu grande potencial. Temos também influência política, embora às vezes nos custe acreditar nisso e compreendê-lo. Nossa diversidade, nosso patrimônio cultural, a influência e a visibilidade que a região tem no mundo nos conferem uma influência que devemos saber aproveitar”, afirmou a ex-presidente do Chile e copresidente da Comissão, Michelle Bachelet.

    José Manuel Salazar-Xirinachs e Michelle Bachelet na Universidade Nacional Autônoma do México (Cidade do México).
    Legenda: José Manuel Salazar-Xirinachs e Michelle Bachelet na Universidade Nacional Autônoma do México (Cidade do México).
    Foto: © CEPAL.

    O relatório destaca que a cooperação regional pode ser uma ferramenta poderosa para transformar ativos em desenvolvimento e que ela não exige unanimidade. Diante do quadro de alta polarização política existente na região, recomenda-se priorizar a cooperação funcional entre países interessados em avançar em temas específicos, com objetivos, prazos e responsabilidades claras.

    O relatório também destaca que ampliar a capacidade de influência internacional da região requer evitar alinhamentos rígidos diante da rivalidade entre a China e os Estados Unidos e, em vez disso, construir coalizões de geometria variável com parceiros que compartilhem interesses específicos, além de desenvolver novas capacidades de análise geopolítica nos âmbitos governamental, empresarial e acadêmico.

    “O desafio é desenvolver a capacidade da região de diversificar suas alianças e defender seus interesses estratégicos. Uma região com capacidade de ação coletiva tem maiores possibilidades de manter relações benéficas com as principais potências mundiais, sem se subordinar a nenhuma delas. Nossa proposta não é contra nenhum país, nem a favor de nenhum bloco. Nossa proposta é criar espaços próprios para agir e decidir”, afirmou o ex-presidente da Colômbia e copresidente da Comissão, Iván Duque.

    O ex-presidente da Colômbia e copresidente da Comissão de Alto Nível, Iván Duque, no evento de lançamento do relatório final na sede da CEPAL, em Santiago do Chile.
    Legenda: O ex-presidente da Colômbia e copresidente da Comissão de Alto Nível, Iván Duque, no evento de lançamento do relatório final na sede da CEPAL, em Santiago do Chile.
    Foto: © CEPAL.

    Para saber mais, acesse o relatório final da Comissão de Alto Nível da CEPAL (em inglês e espanhol) e siga @cepal_onu e @eclac_un nas redes sociais. 

    Contato para a imprensa:

    Fonte: brasil.un.org

  • ONU alerta para riscos crescentes que crianças e jovens enfrentam no ambiente digital

    ONU alerta para riscos crescentes que crianças e jovens enfrentam no ambiente digital

    As Nações Unidas defendem que a integridade da informação se tornou uma questão central para a proteção dos direitos das crianças e dos jovens na era digital. Em novo relatório do Departamento de Comunicação Global, a ONU alerta que estas populações estão entre as mais conectadas do mundo e, simultaneamente, entre as mais expostas aos riscos associados à desinformação, ao discurso de ódio, à manipulação algorítmica e às novas tecnologias de inteligência artificial.

    Segundo o documento temático “Reforçando a Integridade da Informação: Crianças, Jovens e Integridade da Informação”, publicado às vésperas do Dia Internacional da Juventude (12 de agosto), mais de 82% das pessoas jovens entre 15 e 24 anos utilizam a Internet, o que lhes proporciona oportunidades sem precedentes de aprendizagem, participação cívica e inclusão econômica. No entanto, a crescente dependência dos ambientes digitais faz com que os impactos negativos das plataformas online tenham consequências profundas no desenvolvimento cognitivo, emocional e social das novas gerações.

    A ONU identifica três grandes categorias de riscos para a integridade da informação: 

    • Riscos tecnológicos, relacionados com o uso abusivo de ferramentas digitais e inteligência artificial. 
    • Riscos de acesso e distribuição, ligados a algoritmos, desigualdades digitais e enfraquecimento do jornalismo independente.
    • Riscos associados aos conteúdos, incluindo desinformação, assédio online e discurso de ódio. 
    A subsecretária-geral da ONU para Comunicação Global, Melissa Fleming, discursa durante o lançamento da Iniciativa Global para a Integridade da Informação sobre Mudança Climática, na Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em 19 de novembro de 2024.
    Legenda: A subsecretária-geral da ONU para Comunicação Global, Melissa Fleming, discursa durante o lançamento da Iniciativa Global para a Integridade da Informação sobre Mudança Climática, na Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em 19 de novembro de 2024.
    Foto: © ONU/Gustavo Stephan.

    Estes desafios afetam particularmente crianças e adolescentes, que ainda estão desenvolvendo competências críticas para interpretar e avaliar a informação que consomem.

    O relatório destaca ainda o papel das grandes plataformas tecnológicas na criação de ambientes digitais desenhados para maximizar a atenção dos utilizadores. Modelos de negócio baseados na coleta de dados e na publicidade comportamental incentivam práticas que podem explorar vulnerabilidades psicológicas de menores, expondo-os a conteúdos extremos, mecanismos de dependência e estratégias de marketing altamente personalizadas.

    Diante desse grave cenário, governos de várias regiões do mundo têm avançado com novas medidas regulatórias para reforçar a segurança online das crianças. Entre as propostas mais debatidas estão as restrições de idade para acesso às redes sociais. Contudo, especialistas em direitos da criança alertam que tais medidas, isoladamente, não resolvem o problema e podem até limitar o acesso a espaços digitais importantes para a educação, a socialização e o apoio emocional.

    O documento dedica igualmente atenção ao crescente protagonismo dos jovens na esfera pública digital. Movimentos liderados por jovens utilizam plataformas online para mobilizar apoio em torno de temas como mudança climática, direitos humanos e combate à corrupção. Ainda assim, esses grupos enfrentam frequentemente campanhas de desinformação, vigilância, ataques coordenados e censura, o que reforça a necessidade de ambientes informativos mais seguros e transparentes.

    Como resposta, a ONU propõe a aplicação dos seus cinco Princípios Globais para a Integridade da Informação: 

    1. Fortalecimento da confiança social.
    2. Estabelecimento de incentivos saudáveis para as empresas de tecnologia. 
    3. Capacitação pública. 
    4. Promoção de meios de comunicação livres e independentes.
    5. Fortalecimento da transparência e de pesquisas. 

    O relatório defende que as crianças e os jovens devem ser vistos não apenas como usuários digitais que devem ser protegidos, mas também como participantes ativos na construção do ecossistema informativo.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres (à esquerda na mesa), discursa na coletiva de imprensa híbrida sobre os Princípios Globais das Nações Unidas sobre Integridade da Informação, em 24 de junho de 2024. À direita está a subsecretária-geral da ONU para Comunicação Global, Melissa Fleming.
    Legenda: O secretário-geral da ONU, António Guterres (à esquerda na mesa), discursa na coletiva de imprensa híbrida sobre os Princípios Globais das Nações Unidas sobre Integridade da Informação, em 24 de junho de 2024. À direita está a subsecretária-geral da ONU para Comunicação Global, Melissa Fleming.
    Foto: © ONU/Eskinder Debebe.

    Neste contexto, a ONU apela a uma ação coordenada entre governos, empresas tecnológicas, meios de comunicação, investigadores, organizações da sociedade civil e os próprios jovens. A ONU enfatiza que a participação significativa das novas gerações, aliada a políticas baseadas em evidência científica e no respeito pelos direitos humanos, será determinante para garantir que a transformação digital contribua para sociedades mais resilientes, informadas e democráticas.

    Para saber mais, leia o novo documento temático em inglês e espanhol e acesse os Princípios Globais para a Integridade da Informação em português. 

    Campanha da ONU Brasil de combate à desinformação 

    Lançada em 23 de julho, a campanha digital #InformaçãoDeVerdadeé uma iniciativa do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) voltada à promoção da integridade da informação e ao enfrentamento da desinformação e do discurso de ódio nas plataformas digitais.

    Com duração de 12 semanas, a série publica conteúdos explicativos nas redes sociais da @onubrasil, abordando temas como desinformação, verificação de fatos, pensamento crítico e uso responsável das plataformas digitais. O objetivo é fortalecer a capacidade do público de identificar conteúdos enganosos, compreender os impactos da desinformação e navegar de forma mais segura no ambiente digital.

    Ao longo dos episódios, a série abordará temas como integridade da informação, desinformação, informação falsa, discurso de ódio, verificação de fatos e pensamento crítico nas plataformas digitais.
    Legenda: Ao longo de 12 episódios, a série #InformaçãoDeVerdade abordará temas como desinformação, discurso de ódio, verificação de fatos e pensamento crítico nas plataformas digitais.
    Foto: © UNIC Rio.

    Ao apresentar conceitos e recomendações das Nações Unidas em linguagem acessível, a campanha #InformaçãoDeVerdade busca capacitar a população para avaliar criticamente as informações que consome e compartilha. 

    Para saber mais, siga @onubrasil nas redes sociais. 

    Fonte: brasil.un.org

  • Brasil no Mundo debate corrida espacial, eleições nos EUA e Gaza

    Brasil no Mundo debate corrida espacial, eleições nos EUA e Gaza

    A TV Brasil exibe nesta quinta-feira (13), às 21h, uma edição inédita do Brasil no Mundo, programa que analisa os principais acontecimentos internacionais e seus impactos no país. Nesta edição, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat comentam o vídeo recém-divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, no qual o órgão afirma que seu domínio sobre o continente americano “nunca mais será questionado”. A atração também debate as eleições primárias norte-americanas de 2026.

    Para enriquecer o debate, o Brasil no Mundo recebe a professora do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ana Penido, que analisa a nova corrida espacial entre China e EUA e atualiza a situação em Gaza.

    A convidada da atração semanal da TV Brasil é graduada em ciências sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre em estudos estratégicos e doutora em relações internacionais pelo Programa San Tiago Dantas (Unesp/Unicamp/PUC-SP). Ana Penido também tem pós-doutorado em ciência política pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisa as áreas de geopolítica, estratégia, política de defesa e forças armadas.

    Sobre a produção

    O Brasil no Mundo se dedica a discutir, com profundidade e clareza, os grandes acontecimentos internacionais que moldam a política, a economia e a vida cotidiana. Conduzido por Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o programa combina análises de contexto, explicações acessíveis e entrevistas com especialistas que ajudam a iluminar os reflexos do cenário global no Brasil. 

    Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na Globo por 26 anos, como correspondente em NovaYork, entre outras funções. O jornalista Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente de diversos veículos no escritório da Organização das Nações Unidas em Genebra, período em que contribuiu com BBC, CNN, The Guardian e veículos brasileiros. Já Yan Boechat cobre conflitos internacionais há 20 anos para diversos veículos, como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. Já fez reportagens in loco na África, no Oriente Médio, na Rússia e na América Latina.

    O programa já recebeu personalidades como o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30); o geógrafo Elias Jabbour; e a economista Juliana Furno.

    Ao vivo e on demand 

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

    Serviço

    Brasil no Mundo – às quintas-feiras, a partir das 21h, na TV Brasil       

    Reprise – Brasil no Mundo – Madrugada de quinta-feira (13) para sexta (14), às 3h, na TV Brasil

    TV Brasil na internet e nas redes sociais  

    Site – https://tvbrasil.ebc.com.br
    Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil
    YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil
    X – https://x.com/TVBrasil
    Facebook – https://www.facebook.com/tvbrasil
    TikTok – https://www.tiktok.com/@tvbrasil
    TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Cuba celebra 100 anos de Fidel Castro sob ataque dos EUA

    Cuba celebra 100 anos de Fidel Castro sob ataque dos EUA

    Esta quinta-feira (13) é o ponto alto de um calendário de comemorações em Cuba, iniciado em agosto do ano passado. A data marca os 100 anos de nascimento de Fidel Castro Ruz, líder da Revolução Cubana, movimento que mudou o regime político e econômico na ilha caribenha em 1959.

    Em meio à agenda de homenagens, os cubanos têm preocupações bem perceptíveis. Uma das mais presentes é a crise energética. Assim como a palavra centenário ganhou notoriedade nos últimos meses, o termo blecaute também foi bastante pronunciado, seja nas ruas de Havana, seja em outras regiões do país.

    No início de agosto, por exemplo, os cubanos enfrentaram dois apagões nacionais em menos de 24 horas.

    Embargo e crise energética

    A crise energética é explicada pela capacidade limitada de produção elétrica em um sistema obsoleto e à pressão dos Estados Unidos, que dificultam a importação de petróleo e derivados.

    O país consegue produzir apenas um terço da necessidade nacional de petróleo, segundo a União Petrolífera de Cuba (Cupet), a maior empresa petrolífera da ilha.

    A energia que falta ao povo cubano também freia o desenvolvimento econômico de inúmeras atividades. Estimativas apontam que a economia deve registrar queda de 6,5% em 2026.
     


    Havana- Cuba- 04/12/2024 Rede elétrica de Cuba entra em colapso após falha em usina e milhões de pessoas ficam sem luz. REUTERS/Norlys Perez/Arquivo/ Proíbido reprodução

    Havana, 4/12/2024 – Rede elétrica de Cuba entra em colapso após falha em usina e milhões de pessoas ficam sem luz – Foto: Reuters/Norlys Perez/Arquivo/ Proibida a reprodução

    A situação é tão grave que especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram a pressão americana e instaram a comunidade internacional a atuar rapidamente para evitar uma “Gaza silenciosa” em Cuba, em referência à grave situação humanitária vivida pela população na Palestina. 

    O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, chama o bloqueio americano de “genocídio político”.

    A pressão dos Estados Unidos é um endurecimento do embargo econômico iniciado em 1962, após o agravamento das relações entre Washington e Havana, marcado pela nacionalização de empresas americanas, pela falta de acordo sobre compensações e pela aproximação de Cuba revolucionária com a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

    A pressão atual faz com que o sistema de saúde na ilha, reconhecido internacionalmente por ser universal e gratuito, esteja à beira do colapso. Para alguns cubanos, é o pior momento já vivido pelo país.

    Além da questão econômica, o presidente americano, Donald Trump, já sugeriu que pode deflagrar uma ação militar contra Cuba.

    Fidel e a Revolução

    Entre os eventos deste 13 de agosto está um seminário internacional sobre o legado de Fidel e o futuro de Cuba.

    A personalidade que viria a ser o comandante em chefe da Revolução nasceu em Birán, um vilarejo rural na província de Holguín, no Leste da ilha. Hoje, a fazenda onde nasceram os irmãos Ramón, Fidel e Raúl faz parte de um conjunto histórico.


    Fidel Castro

    Fidel Castro, líder da Revolução Cubana – Foto: Agência Lusa/Arquivo/Proibida a reprodução

    Um dos fatos marcantes da trajetória do então líder oposicionista foi o ataque ao Quartel Moncada, em 26 de julho de 1953, na cidade de Santiago de Cuba. Liderados por Fidel, revolucionários tentaram derrubar o governo de Fulgencio Batista.

    A ação foi frustrada, e Fidel acabou sendo capturado. Ao ser julgado, em 16 de outubro daquele ano, Fidel fez o histórico discurso A História me Absolverá. O guerrilheiro foi condenado a 15 anos de prisão, mas anistiado pouco menos de dois anos depois.

    Ainda em 1955, Fidel foi para o exílio no México, país onde conheceu o argentino Ernesto “Che” Guevara, que anos depois estaria ao lado dele na Revolução Cubana.

    No México, organizou o Movimento 26 de Julho e de lá partiu para Cuba no iate Granma, desembarcando em 2 de dezembro de 1956 com mais de 80 expedicionários, com o objetivo de tomar o poder.

    Logo depois da chegada, o grupo de revolucionários foi atacado pelas forças de Fulgencio Batista. Os sobreviventes do Exército Rebelde se refugiaram nas cordilheiras de Sierra Maestra e, dali, conduziram a guerrilha até o triunfo da Revolução em 1º de janeiro de 1959.

    Décadas no poder

    Fidel ficou quase 50 anos no poder. Ainda nos primeiros anos implementou a nacionalização de empresas e a reforma agrária. Ao longo do regime, o líder do Partido Comunista adotou reformas que ampliaram o acesso à saúde, moradia e permitiram a alfabetização em massa da população.

    Passou para o mundo a imagem de um líder sempre de uniforme militar, barba e charuto. Mas essa imagem recebeu uma correção com o tempo, conforme destacou o escritor colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura (1982): “Deixou de fumar para ter autoridade moral para combater o tabagismo”.No contexto da Guerra Fria, Fidel foi um dos principais aliados e beneficiados pela relação com a URSS. Por outro lado, foi um incômodo vizinho dos Estados Unidos, onde se exilaram muitos dos cubanos contrários a Fidel.
     


    Fidel Castro

    Fidel Castro permaneceu no poder durante quase 50 anos – Foto: Arquivo/Agência Brasil

    Foi preciso resistir a diversas tentativas de influência externa para retirá-lo do poder, tanto militares quanto econômicas, como o embargo que dura até hoje.

    Fidel foi também inspirador e aliado do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, grande desafeto americano, morto em 2013.

    Ao lado de avanços sociais, Fidel atraiu críticas de dissidentes e organizações internacionais, que denunciavam práticas antidemocráticas, regime de partido único, censura, perseguição a opositores e violações de direitos humanos.

    Repressão

    A organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) reconhece que o governo de Fidel desenvolveu na ilha caribenha “importantes avanços” em questões sociais, direitos econômicos, educação, cultura e saúde. Mas a organização é vocal ao afirmar que o regime foi marcado pela repressão “de praticamente todas as formas de dissenso”.

    “Milhares de cubanos foram encarcerados sob condições deploráveis, milhares de pessoas foram perseguidas e intimidadas, e gerações inteiras tiveram suas liberdades políticas básicas negadas”, escreveu a HRW em comunicado publicado no dia seguinte à morte de Fidel Castro.

    Para a organização, o embargo americano serviu para “justificar abusos do regime”. “Durante décadas, Fidel Castro foi o principal beneficiário de uma política de isolamento profundamente equivocada dos EUA, que lhe permitiu se apresentar como vítima e, ao fazê-lo, desencorajar outros governos de repudiar suas práticas repressivas”, disse à época o chileno José Miguel Vivanco, então diretor para as Américas da HRW.
     


    Fidel Castro (Alejandro Ernesto/Agência Lusa/Direitos Reservados)

    Fidel Castro renunciou definitivamente à Presidência em 2008 – Foto: Agência Lusa/Alejandro Ernesto/Arquivo/Proibida a reprodução

    Outra organização não governamental, a Anistia Internacional, também reconheceu no dia da morte que houve avanços sociais em Cuba, mas afirmou que o estado da liberdade de expressão na ilha, “onde ativistas continuam a ser presos e perseguidos por se manifestarem contra o governo, é o legado mais sombrio de Fidel Castro”.

    A instituição afirmou que testemunhou “centenas de histórias de ‘prisioneiros de consciência’ – pessoas detidas pelo governo simplesmente por exercerem pacificamente seus direitos à liberdade de expressão, associação e reunião”.

    A Anistia Internacional lembrou ainda que, após tomar o poder, “Castro organizou julgamentos de membros do governo anterior, que resultaram em centenas de execuções sumárias”. 

    Transição e renúncia

    Em 31 de julho de 2006, dias antes de completar 80 anos de idade e 47 no poder, Fidel Castro se licenciou da Presidência por questões de saúde. Ele sofria de complicações no intestino e precisava passar por uma cirurgia.

    “Dias e noites de trabalho contínuo, praticamente sem dormir, fizeram com que a minha saúde, que tem resistido a todos os testes, se submetesse a um estresse extremo, e se quebrasse. Isto me provocou uma crise intestinal aguda com sangramento sustentado, que me obrigou a enfrentar uma complicada intervenção cirúrgica”, disse em comunicado dias após uma viagem à Argentina.


    O presidente de Cuba, Raúl Castro

    Raúl Castro sucedeu Fidel na Presidência de Cuba – Foto: Arquivo/Agência Brasil

    Fidel delegou para o irmão e companheiro de revolução, Raúl Castro, os postos mais altos da cúpula do regime: primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista, comandante em chefe das Forças Armadas Revolucionárias e presidente do Conselho de Estado e do Governo da República.

    A previsão inicial era de permanecer “várias semanas em repouso”. Em 19 de fevereiro de 2008, Fidel renunciou definitivamente à Presidência. “Não me despeço de vocês. Só desejo combater como soldado das ideias”, escreveu.

    Raúl foi presidente até abril de 2018, sucedido pelo atual presidente Miguel Díaz-Canel.

    Fidel Castro morreu na noite de 25 de novembro de 2016, já madrugada de 26 aqui no Brasil, aos 90 anos. O luto oficial demorou nove dias, com despedida do público em Havana e uma carreata com as cinzas até Santiago de Cuba.

    Em Miami, cidade americana que concentra cubanos exilados, os oposicionistas foram às ruas comemorar a morte de Fidel, a quem chamavam de ditador.

    Legado

    A professora de história Adriane Aparecida Vidal Costa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), classifica o legado de Fidel como “um dos temas mais polarizados e controversos da historiografia latino-americana”.

    Ela explicou à Agência Brasil que, de um lado, há historiadores que focam em questões autoritárias de Fidel Castro no que diz respeito à democracia e aos direitos humanos, que colocam no centro do debate fatores como a instituição do regime de partido único desde 1965, o controle estatal da imprensa, a perseguição e prisão de dissidentes, a repressão a homossexuais nas décadas de 1960 e 1970, “posteriormente revista pelo governo cubano”.

    A pesquisadora contrapõe que outra parte da historiografia se atém à soberania nacional frente aos Estados Unidos, às conquistas sociais, com indicadores comparáveis aos de países desenvolvidos, à redução de desigualdades históricas.

    Ela acrescenta um modelo de “democracia participativa”, via organizações de massa, como os sindicatos e assembleias de bairro, “considerada por essa vertente uma forma alternativa de legitimidade popular, distinta do modelo liberal-representativo”.

    A professora Adriane Costa aponta que os avanços sociais são vistos como maiores acertos da Revolução Cubana, incluindo “indicadores de mortalidade infantil e expectativa de vida destacados por organismos como a Organização Mundial da Saúde”.

    Por outro lado, são sinalizados erros como concentração de poder político e ausência de alternância democrática por décadas. Além disso, cita, houve dependência do subsídio soviético até 1991 e problemas crônicos de produtividade e abastecimento.

    Ela acrescenta que o processo migratório massivo é interpretado como sintoma de insatisfação interna da população.

    A docente da UFMG considera que o embargo americano é uma resposta dos EUA à nacionalização de empresas sem compensação considerada adequada e outros fatores, como o alinhamento à URSS e apoio a movimentos revolucionários em países latino-americanos.

    “Foi muito mais uma retaliação do que propriamente resultado das escolhas de Fidel Castro”, diz.

    A acadêmica considera que a situação de crise na ilha caribenha é reflexo de elementos como o bloqueio econômico, agravado durante o governo Trump, e do colapso de parceiros, como a URSS e, mais recentemente, a Venezuela.

    “O modelo institucional herdado de Fidel criou as condições estruturais de vulnerabilidade, como baixa diversificação econômica, dependência externa [URSS] e ausência de reformas econômicas mais profundas durante o ‘Período Especial’ dos anos 1990 [crise iniciada com o fim da URSS]”, elenca.

    Adriane Costa lista ainda a pandemia de covid-19, que teve impacto severo no turismo, principal fonte da economia cubana.
     


    Fidel Castro

    Fidel Castro morreu aos 90 anos – Foto: Agência Lusa/Alejandro Ernesto/Arquivo/Proibida a reprodução

    Parte da história

    O professor de história Norberto Osvaldo Ferreras, da Universidade Federal Fluminense, acredita que é impossível dissociar Fidel Castro da história de Cuba no século 20.

    “Podemos dizer que Cuba se divide em duas grandes figuras, José Martí, o herói da independência, e Fidel, o herói da emancipação definitiva.”

    Líder nacionalista, José Martí morreu em 1895, durante a luta pela independência de Cuba, sete anos antes de o país se tornar formalmente independente.

    O especialista da UFF compara o atrelamento de Fidel ao país à importância de Nelson Mandela (1918-2013) para a África do Sul.

    “São figuras que marcaram uma transição de um modelo político a outro, que foram política, militar e socialmente ativas, com fortíssimas presenças internacionais”, disse o argentino à Agência Brasil.

    Ele atribui palavras-chave ao legado de Castro: latino-americanista, anti-imperialista e anticapitalista. Norberto Ferreras classifica de “complicada” a análise do legado sob o ponto de vista de democracia.

    “Cuba nunca foi uma democracia representativa eleitoral”, diz. Para ele, a revolução socialista “recolocou os termos da democracia liberal burguesa e estabeleceu novos parâmetros de representatividade”.

    “A eleição de presidente se dá pela via não direta”, apresenta. Segundo o docente, Fidel aumentou a representatividade em uma “sociedade que estava fechada em um regime autoritário apoiado pelos Estados Unidos”.

    Fulgencio Batista exerceu a Presidência de Cuba de 1940 a 1944, após ser eleito, no entanto, voltou ao poder em 1952, por meio de um golpe de Estado, governando como ditador até 1º de janeiro de 1959.

    O professor compartilha da ideia de que a existência de um partido único é fator complicador de Cuba.

    Influência internacional

    O acadêmico da UFF destaca que o ex-presidente cubano teve enorme influência no restante da América Latina, principalmente nas décadas de 1960 e 1970.

    “Uma influência direta nos processos revolucionários, como motor, financiador e também refúgio de muitos militantes de esquerda, revolucionários”, descreve.

    Personalidades brasileiras viveram em Cuba enquanto o Brasil era submetido à ditadura militar (1964-1985).

    “Fidel tem uma importância decisiva na trajetória que tiveram os movimentos revolucionários e de esquerda na América Latina”, complementa.

    Ele observa que, depois da década de 1980, “muitos dos antigos aliados e admiradores de Fidel passaram a se tornar críticos do sistema político cubano”.

    O professor cita como exemplo movimentos políticos de esquerda europeus, que perderam força nos seus países, partidos moderados na América Latina, o Partido Revolucionário Institucional (PRI) do México, o radicalismo na Argentina e o socialismo chileno.

    “A virada à direita na América Latina esvaziou o apoio também”, pontua.

    Questionado sobre qual será o legado de Fidel Castro no próximo horizonte de 100 anos, Norberto Ferreras pondera que figuras políticas estão sempre vinculadas a uma realidade específica.

    “A presença de Fidel vai permanecer por um longo tempo em Cuba. É claro que este legado vai se transformar ao longo do tempo”, prevê.

    Ele contextualiza que o mundo passa por um processo de reformulação das instituições liberais democráticas e de mudança da relação entre a América Latina e os demais países, com os Estados Unidos e a China disputando influência.

    Dessa forma, prossegue ele, “é difícil poder ver a influência de Fidel Castro crescendo ao longo do tempo”.

    “Hoje é muito mais uma figura que fica restrita a um determinado período histórico, com uma grande influência no seu momento.”


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • FIDA Brasil apoia seminário internacional sobre tecnologias sociais de acesso à água

    FIDA Brasil apoia seminário internacional sobre tecnologias sociais de acesso à água

    Nos dias 11 e 13 de agosto de 2026, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) participa, como parceiro e mediador, do webinar internacional “Tecnologias de Acesso à Água para o Fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional”. 

    O evento parte de um dado alarmante: cerca de 2,2 bilhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso à água potável gerida de forma segura, segundo dados da OMS e do UNICEF. Diante da intensificação dos impactos da mudança climática, o acesso regular e seguro à água é cada vez mais reconhecido como condição essencial para a segurança alimentar e nutricional, por sua relação direta com a produção de alimentos, a higiene, o preparo das refeições e a saúde das populações.

    Ao longo de quatro sessões temáticas, distribuídas em duas manhãs, o webinar promoverá a troca de experiências entre governos, organizações internacionais, instituições de pesquisa e organizações da sociedade civil sobre políticas públicas e tecnologias sociais que ampliam o acesso à água em regiões afetadas pela seca, pela degradação e pela desertificação das terras. Serão apresentadas experiências da América Latina, da África e da Ásia, com foco em soluções construídas com a participação das comunidades.

    Programação

    Dia 1 – 11 de agosto de 2026 (8h00 às 11h00, horário de Brasília)

    • Abertura – Secretária Lilian dos Santos Rahal (SESAN/MDS), Professor Joacir Aquino (Instituto Fome Zero) e Sra. Adriana Telles Ribeiro (AESSIN/MDS).
    • Sessão 1 – Tecnologias Sociais de Acesso à Água e Combate à Pobreza, com representantes do Brasil, da Índia, do Senegal e da China. Mediação de Júlio César Worman (FIDA).
    • Sessão 2 – Papel Estratégico da Parceria entre Governo e Sociedade Civil, com representantes da Articulação Semiárido Brasileiro, da FUNDAPAZ e da Argentina. Mediação de Camile Marques Sahb (SESAN/MDS).

    Dia 2 – 13 de agosto de 2026 (8h00 às 11h00, horário de Brasília)

    • Sessão 3 – Tecnologias Sociais, Mudanças Climáticas e Combate à Desertificação, com representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do BNDES e do Centro Sabiá. Mediação do Secretário Rafael Guerreiro Osório (SAGICAD/MDS).
    • Sessão 4 – Cooperação Internacional e Financiamento, com representantes do PMA, da FAO, do UNICEF e do Mecanismo de Apoio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Mediação de Mariana Falcão Dias (ABC/MRE).
    • Considerações finais – Vitor Leal Santana (SESAN/MDS) e Adriana Telles Ribeiro (AESSIN/MDS).

    Formato e participação

    O evento será realizado on-line, via Zoom, no formato de mesa-redonda interativa (talk show), com tradução simultânea para português, inglês, espanhol e francês. Ao final de cada sessão, haverá espaço para comentários e perguntas do público. As inscrições podem ser realizadas por meio do link de registro disponibilizado pelo MDS, e a Nota Conceitual completa, com a programação detalhada, está disponível nos quatro idiomas do evento.

    O público-alvo inclui representantes de governos nacionais e subnacionais, organizações internacionais, parceiros de desenvolvimento, organizações da sociedade civil, instituições acadêmicas e demais atores com atuação em desenvolvimento sustentável, acesso à água, segurança alimentar e nutricional e resiliência climática.

    Link de inscrição: https://us06web.zoom.us/webinar/register/WN_HHrenMRwTYe6N63w_L-hjQ#/registration

    Um espaço de cooperação Sul-Sul

    A participação do FIDA reforça o compromisso da organização com a promoção de tecnologias sociais e políticas públicas que fortalecem a resiliência de populações rurais em situação de vulnerabilidade, sobretudo em regiões áridas e semiáridas. O webinar é também uma oportunidade de evidenciar experiências brasileiras bem-sucedidas, como o Programa Cisternas, e de ampliar parcerias internacionais voltadas à adaptação climática, à inclusão produtiva e ao combate à desertificação.

    Para saber mais, siga o FIDA no Facebook, Instagram,  LinkedIn, TikTok,X, YouTube e siga o FIDA na América Latina e o Caribe no X (em espanhol).

    Contato para a imprensa: 

    NOTAS PARA EDITORES

    O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é a única instituição financeira internacional dedicada exclusivamente à transformação das economias rurais. O FIDA investe nas populações rurais, promovendo a segurança alimentar, a prosperidade compartilhada e a estabilidade. Atualmente, o FIDA e seus parceiros têm cerca de US$ 23 bilhões investidos em projetos em andamento que estão transformando as economias rurais.

    Fonte: brasil.un.org