Categoria: Mundo

  • OIT alerta para avanço do desemprego juvenil e maior dificuldade de acesso ao trabalho decente

    OIT alerta para avanço do desemprego juvenil e maior dificuldade de acesso ao trabalho decente

    O desemprego juvenil global está aumentando, à medida que a estagnação do crescimento econômico e a fraca criação de empregos ampliam as barreiras para a entrada dos jovens no mercado de trabalho e deixam um número maior de jovens fora do mercado de trabalho, dos estudos ou da capacitação profissional, de acordo com novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    O relatório “Tendências Globais do Emprego Juvenil 2026: De volta ao futuro”(Global Employment Trends for Youth 2026: Back to the future ) mostra que a taxa global de desemprego juvenil aumentou para 12,4% em 2025, o equivalente a 67 milhões de pessoas desempregadas com idades entre 15 e 24 anos. Ao mesmo tempo, a proporção de jovens que não estão empregados, estudando ou em formação profissional (NEET, na sigla em inglês) aumentou ligeiramente para 20%, afetando mais de 257 milhões de pessoas. Alguns dos aumentos mais acentuados do desemprego juvenil foram registrados nas economias de renda mais elevada, o que frustra as aspirações de milhões de jovens no início de suas vidas profissionais.

    Entre 2023 e 2025, as taxas de desemprego juvenil aumentaram em oito das 11 sub-regiões do mundo, à medida que a desaceleração do crescimento econômico, a fraca criação de empregos, as tensões geopolíticas e as rápidas transformações tecnológicas conduzem os países a uma nova crise de emprego juvenil.

    “Uma geração que não consegue encontrar trabalho decente não pode construir seu futuro com confiança. Quando os jovens são excluídos de empregos de qualidade, os países perdem talentos, produtividade e coesão social. Criar empregos decentes para os jovens não é apenas um imperativo social, mas também um dos investimentos mais inteligentes que um país pode fazer”, afirmou o diretor-geral da OIT, Gilbert F. Houngbo. 

    Diretor-geral da OIT, Gilbert F. Houngbo.
    Legenda: Diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Gilbert F. Houngbo.
    Foto: © ONU/Manuel Elías.

    Perspectivas de emprego para jovens pioram nas economias de renda mais alta

    Na América do Norte, o desemprego juvenil aumentou acentuadamente, passando de 8,3% em 2023 para 9,8% em 2025. No Norte, Sul e Oeste da Europa, o desemprego juvenil permaneceu elevado, em 15% em 2025, com 20 dos 29 países da sub-região registrando uma redução nas oportunidades de emprego para os jovens.

    Segundo o relatório, o desaparecimento de muitos empregos que exigem qualificações de nível intermediário está tornando mais difícil para os jovens encontrar trajetórias profissionais estáveis. Os empregos que tradicionalmente têm servido como porta de entrada dos jovens no mercado de trabalho — incluindo funções administrativas e de escritório, ocupações nos setores de serviços e vendas, empregos relacionados à indústria e algumas ocupações técnicas — estão diminuindo.

    Poucos empregos decentes nas economias em desenvolvimento

    Nas economias em desenvolvimento, o desafio continua a ser criar empregos decentes em número suficiente para absorver uma população jovem crescente. As baixas taxas de desemprego ocultam uma insegurança generalizada no mercado de trabalho, uma vez que muitos jovens não podem permanecer desempregados e acabam ingressando em empregos informais ou instáveis.

    Quase nove em cada 10 jovens trabalhadores com idades entre 15 e 29 anos nos países de rendas baixa e média-baixa estão em empregos informais, o que limita seu acesso a rendas estáveis e à proteção social. O relatório identifica a África Subsaariana como a sub-região que enfrenta pressões demográficas particularmente intensas, combinadas com uma oferta insuficiente de empregos decentes, o que resulta em um número crescente de jovens na condição de não estar empregado, estudando ou em formação profissional (NEET, na sigla em inglês).

    Os Estados Árabes e o Norte da África continuam registrando as taxas de desemprego juvenil mais elevadas do mundo. Em 2025, a taxa de desemprego juvenil foi de 26,2% nos Estados Árabes e de 22,6% no Norte da África. Em ambas as sub-regiões, pelo menos um em cada três jovens não estava empregado, estudando ou em formação professional.

    A tecnologia está transformando o emprego juvenil

    O relatório aponta que a transformação tecnológica, incluindo os avanços na inteligência artificial (IA), está remodelando as oportunidades de emprego para os jovens trabalhadores.

    Estima-se que 6,1% dos empregos ocupados por jovens de 15 a 29 anos estão em ocupações altamente expostas às transformações relacionadas à IA. Muitas delas coincidem com as ocupações que exigem qualificações de nível intermediário e cujo número entre os jovens vem diminuindo desde 2023, particularmente as funções administrativas e de escritório. Ao mesmo tempo, a demanda continua crescendo em algumas ocupações técnicas baseadas no conhecimento, em áreas como ciência, saúde e engenharia, o que destaca a importância de garantir que os jovens tenham acesso às qualificações que correspondam às necessidades em constante evolução do mercado de trabalho

    “Há um debate cada vez maior em torno da IA”, afirmou a diretora do Departamento de Emprego, Competências e Empresas Sustentáveis da OIT, Sukti Dasgupta. 

    “Embora o impacto direto sobre os empregos ainda não esteja claro, não podemos ser complacentes nem subestimar os riscos. Precisamos ampliar nossos investimentos em qualificação, aprendizagem ao longo da vida e proteção social para que os jovens possam se adaptar às mudanças e aproveitar novas oportunidades. O progresso tecnológico, incluindo a IA, deve trabalhar a favor dos jovens, e não contra eles.”

    Voltar a um futuro no qual os caminhos levem ao trabalho decente

    O relatório pede uma ação renovada para ajudar os jovens a enfrentar um mundo do trabalho cada vez mais incerto. Entre as principais medidas de política estão:

    • adotar uma abordagem centrada nas pessoas para a governança da IA, garantindo que a inovação crie oportunidades, em vez de aprofundar as desigualdades;
    • investir em educação de qualidade, aprendizagem ao longo da vida e programas de aprendizagem profissional;
    • fortalecer os serviços de emprego e as instituições do mercado de trabalho para apoiar a transição dos jovens para o emprego, com atenção especial às mulheres jovens;
    • expandir a proteção social e garantir os direitos no trabalho, especialmente para os jovens em situações de vulnerabilidade; e
    • criar mais oportunidades de trabalho decente por meio de políticas macroeconômicas e setoriais favoráveis.

    O relatório conclui que o desafio não é apenas criar mais empregos para os jovens, mas garantir que esses empregos ofereçam segurança, dignidade e oportunidades para uma transição bem-sucedida para a vida adulta.

    Para saber mais, siga @oit_brasil nas redes e acesse o relatório completo na página global da OIT. 

    Contato para a imprensa: 

    • Denise Marinho dos Santos, Oficial de Comunicação, Escritório da OIT para o Brasil: [email protected]

    Fonte: brasil.un.org

  • ONU-Habitat promove oficinas para fortalecer implementação da Agenda 2030 no Rio de Janeiro

    ONU-Habitat promove oficinas para fortalecer implementação da Agenda 2030 no Rio de Janeiro

    O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) avançou na construção da Revisão Local Voluntária (RLV) do Estado do Rio de Janeiro, instrumento de monitoramento que reúne indicadores sobre avanços, desafios e oportunidades relacionados à implementação da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no território fluminense.

    Entre junho e julho de 2026, o ONU-Habitat reuniu representantes das secretarias dos órgãos que integram a Comissão Estadual para o Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CEDODS) nas Oficinas da Análise Situacional da RLV do Estado do Rio de Janeiro. A etapa teve como objetivo promover uma análise participativa e crítica verificando a correlação entre as missões do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social e da Agenda 2030 do Estado do Rio de Janeiro, as iniciativas em curso ou planejadas, os indicadores e as informações obtidas via formulário. As discussões foram orientadas por três perguntas centrais: o que fizemos? Onde estamos? E para onde vamos? 

    As Revisões Locais Voluntárias constituem uma metodologia que apoia governos locais na avaliação do progresso da Agenda 2030, na identificação de desafios e no planejamento de ações mais eficazes, tornando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) mais concretos e aplicáveis à realidade dos territórios. Além de fortalecer a governança, promover a transparência e fortalecer a tomada de decisão baseada em evidências, a metodologia orientou as oficinas, nas quais participantes aprofundaram seus conhecimentos com apoio da Cartilha da RLV do ONU-Habitat.

    Participantes da Oficina de Análise Situacional da Revisão Local Voluntária (RLV) durante a palestra de apresentação da metodologia.
    Legenda: Participantes da Oficina de Análise Situacional da Revisão Local Voluntária (RLV) durante a palestra de apresentação da metodologia.
    Foto: © Livia Freire / ONU-Habitat

    Também foram realizadas   dinâmicas em grupo, para avaliar a relação entre as missões do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social (PEDES), os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, suas metas e as iniciativas governamentais em curso ou previstas. A análise considerou informações obtidas por meio de formulários, dados públicos e da avaliação do Plano Plurianual (PPA).

    “O planejamento estratégico do estado, conhecido como Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado do Rio de Janeiro (PEDES), também já havia alinhado as missões estratégicas aos ODS. Esses instrumentos de política pública permitem que se estabeleça a discussão com maior qualidade. Isso significou discutir nas oficinas as políticas, planos, programas e projetos do governo do estado com maior profundidade, relacionando-as aos temas e subtemas abordados em parte das 145 metas estadualizadas da Agenda 2030 no território fluminense”, afirmou o analista de Programas do ONU-Habitat, Felipe Sacramento, durante os encontros.

    As contribuições apresentadas durante a oficina vão apoiar o aprimoramento do diagnóstico da Revisão Local Voluntária, além de orientar as próximas etapas do processo participativo, fortalecendo uma visão compartilhada sobre a implementação da Agenda 2030 no Rio de Janeiro. A análise situacional identificou os seguintes ODS como prioritários:

    • ODS 1 – Erradicação da Pobreza;
    • ODS 5 – Igualdade de Gênero;
    • ODS 6 – Água Potável e Saneamento;
    • ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis;
    • ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima;
    • ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação. 

    “Aqui nos deparamos com temas relevantes e até centrais na Secretaria de Saúde, de Educação e de Cultura. É uma oficina para trocar esse olhar e identificar onde temos avanços e pontos fortes e onde a gente ainda precisa aperfeiçoar”, afirmou a assessora de Articulação Institucional e Políticas Transversais da Secretaria de Estado da Mulher do RJ, Rebeca Almeida, membro da Comissão Estadual para o Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CEDODS) e participante das oficinas.

    Durante os debates, participantes também destacaram a importância de ampliar o foco sobre o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar) e o ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), além de aprofundar a avaliação relacionada ao ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes), especialmente em temas ligados à segurança pública.

    As contribuições apresentadas pelos integrantes da Comissão serão incorporadas ao processo de construção da Revisão Local Voluntária e consideradas nas próximas etapas participativas, que também inclui encontros com representantes dos municípios.

    Próximos passos 

    A próxima etapa será o Ciclo de Oficinas Regionais da Revisão Local Voluntária do Estado do Rio de Janeiro, composta por oficinas realizadas entre agosto e setembro nas nove regiões hidrográficas do estado do Rio de Janeiro. Com o tema “Onde estamos e para onde vamos?”, os encontros vão ampliar o diálogo técnico com profissionais da gestão pública e representantes locais sobre os avanços, desafios e perspectivas para a implementação da Agenda 2030 nos diferentes territórios do estado.
     

    Estrutura da Jornada das Revisões Locais Voluntárias nos municípios que representam as nove regiões hidrográficas do estado do Rio de Janeiro.
    Legenda: Estrutura da Jornada das Revisões Locais Voluntárias nos municípios que representam as nove regiões hidrográficas do estado do Rio de Janeiro.
    Foto: © ONU-Habitat

    As contribuições coletadas vão compor o relatório final, que irá reunir evidências, desafios e recomendações para fortalecer a formulação de políticas públicas e o planejamento do desenvolvimento sustentável no Estado do Rio de Janeiro.

    Contatos para a imprensa:

    Para saber mais, siga @onuhabitatbrasil nas redes! 

    Fonte: brasil.un.org

  • Após terremoto, membros do Mercosul oferecem ajuda à Colômbia

    Após terremoto, membros do Mercosul oferecem ajuda à Colômbia

    Os países-membros e associados ao Mercosul manifestaram solidariedade à população da Colômbia devido ao terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país nesta segunda-feira (10).

    Em comunicado divulgado nesta terça-feira (12), o bloco manifestou “total disposição” para colaborar com as autoridades colombianas nas ações de resgate e assistências às vítimas, bem como na recuperação dos estragos à infraestrutura.

    Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, como estados parte, e Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname, na condição de estados associados, expressaram suas condolências às famílias das vítimas do terremoto e desejaram a rápida recuperação dos feridos.

    O grupo ainda ressaltou a importância de uma “resposta unida e solidária diante de emergências e catástrofes na região”. Nesta terça-feira, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a tragédia.

    Segundo as autoridades colombianas, já passa de 224 o número de mortos pelo forte tremor de terra que atingiu o coração da região cafeeira da Colômbia, no lado oeste do país, motivando o governo colombiano a declarar estado de emergência nacional.

    O terremoto reduziu prédios de vários andares a escombros em cidades como Cali, onde ao menos 85 mortes foram confirmadas até esta manhã. O desastre tem sido comparado a um terremoto que devastou a mesma região em 1999, matando mais de 1 mil pessoas, bem como à catástrofe que, em junho deste ano, matou mais de 6,3 mil pessoas no país vizinho, a Venezuela.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Irã deve aderir ao Banco de Desenvolvimento do Brics em breve

    Irã deve aderir ao Banco de Desenvolvimento do Brics em breve

    O Irã passará em breve a integrar o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira criada pelo grupo de países do Brics, disse o presidente do banco central iraniano, Abdolnaser Hemmati, em matéria publicada nesta quarta-feira (12) antes de uma reunião dos ministros das Finanças do bloco na Índia.

    O Irã continua sujeito a sanções abrangentes dos Estados Unidos (EUA) e da comunidade internacional e ainda não chegou a um acordo de paz para encerrar o atual conflito com os EUA e Israel. Isso dá a Teerã incentivo adicional para buscar canais financeiros alternativos fora do sistema do dólar.

    O Irã aderiu ao Brics em 2024, quando o grupo se expandiu, em uma iniciativa que visava aprofundar os laços econômicos entre as economias emergentes, e, desde então, deixou clara sua intenção de se tornar membro e acionista do NDB.

    O banco foi criado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul em 2015 para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. Desde então, expandiu sua base de membros para incluir os Emirados Árabes Unidos, o Egito e outras economias emergentes.

    “O resultado mais importante da cooperação entre os países-membros do Brics é a criação do Novo Banco de Desenvolvimento, e nosso país em breve se tornará membro desse banco”, disse Hemmati, segundo a mídia estatal.

    Hemmati participa da primeira reunião dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do Brics, organizada pela Índia, que detém a presidência rotativa do bloco neste ano.

    Os membros do Brics têm buscado reduzir a dependência do dólar norte-americano por meio da promoção de transações comerciais e financeiras em moedas nacionais.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • UE anuncia ajuda de € 2 milhões à Colômbia, após terremoto

    UE anuncia ajuda de € 2 milhões à Colômbia, após terremoto

    A União Europeia vai apoiar a Colômbia com € 2 milhões, após o país ter sido atingido por um terremoto de magnitude 7,4 que abalou o país no início desta semana.

    Agências internacionais falam em pelo menos 250 vítimas, mas as últimas informações oficiais das autoridades colombianas citam 216 mortos.

    “À medida que as operações de busca e salvamento prosseguem, a UE está apoiando a Colômbia sempre que possível”, escreveu Ursula von der Leyen na rede social X na manhã desta quarta-feira.

    “Vamos disponibilizar € 2 milhões para apoiar as comunidades nas regiões mais afetadas”, anunciou.

    A presidente da Comissão Europeia afirmou ainda que, depois de o país ter ativado o Mecanismo de Proteção Civil, a UE está trabalhando “para adequar a ajuda às necessidades do país”.

    “Esta é a solidariedade europeia”, acrescentou, em espanhol.

    Vaticano

    O Papa Leão XIV informou que o Vaticano enviou um auxílio financeiro inicial à Colômbia, “como sinal concreto de sua proximidade neste momento de emergência”.

    A quantia de € 100 mil foi destinada diretamente para a Secretaria Nacional de Pastoral Social – Cáritas Colombiana da Conferência Episcopal, que atua como ponto central de coordenação para arrecadar e distribuir o auxílio, de modo a prestar assistência solidária às dioceses afetadas.

    O valor foi acordado com os beneficiários e é uma doação inicial para atender às emergências.

    “Outros auxílios concretos serão enviados conforme as necessidades forem identificadas e prontamente comunicadas ao Dicastério”, informou o Vaticano.

    Mortos

    Segundo fontes estaduais citadas pela agência Reuters, há mais de 250 vítimas. Relatórios separados das cidades afetadas permitem contabilizar 254 mortos, dos quais pelo menos 101 em Pereira e 95 em Cali.

    O número oficial das autoridades colombianas divulgado na noite de terça-feira, no entanto, é de 216 óbitos.

    Buscas

    Nesta madrugada, as equipes de resgate abriram caminho entre montanhas de escombros, pedindo silêncio para conseguir ouvir sons de sobreviventes que ainda pudessem estar presos sob os destroços.

    “Estamos empenhados em garantir que, neste intervalo de tempo que nos resta, essas pessoas possam ser encontradas com vida”, declarou o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ontem à noite, após o resgate de uma mulher de 32 anos, em Pereira.

    O presidente tem sido alvo de polêmica depois que seu homólogo de El Salvador, Nayib Bukele, ter dito que a Colômbia está recusando, por enquanto, “o apoio de pessoal internacional”, solicitando apenas ajuda financeira “para apoiar as famílias afetadas”.

    O ministério colombiano dos Negócios Estrangeiros disse ter ativado os mecanismos para receber ajuda internacional, sem mencionar se isso inclui equipes de resgate.

    “Os primeiros voos de ajuda humanitária chegarão ao país nas próximas horas”, assegurou.

    *Com informações da Agência de Notícias do Vaticano


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • OMS defende calendário vacinal após Trump reduzir imunização infantil

    OMS defende calendário vacinal após Trump reduzir imunização infantil

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu nesta terça-feira (11) o processo baseado em evidências científicas utilizado para determinar os calendários de vacinação infantil, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter assinado um decreto para reduzir o número de vacinas infantis recomendadas no país.

    Na segunda-feira (10), Trump assinou um decreto determinando a redução do calendário de vacinação infantil de 17 vacinas para 11. Trump afirmou que a medida vai proporcionar às crianças norte-americanas uma proteção “padrão-ouro” e alinhar os EUA mais estreitamente com outros países desenvolvidos que recomendam menos vacinas.

    Especialistas em imunização afirmam que outros países desenvolvidos que podem recomendar menos vacinas enfrentam riscos diferentes de doenças e possuem sistemas de saúde distintos.

    O decreto promove um objetivo de longa data do secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., que questiona a segurança das vacinas e promove alegações que associam vacinas ao autismo, embora estudos científicos e autoridades de saúde pública não tenham encontrado evidências de tal relação.

    Pesquisas

    O porta-voz da OMS Tarik Jašarević disse em uma coletiva de imprensa em Genebra que as recomendações de imunização se baseiam em mais de 60 anos de pesquisas realizadas pela OMS, autoridades nacionais e grupos de especialistas independentes.

    O momento da aplicação de cada vacina foi determinado por meio de uma extensa análise científica sobre quando as pessoas estavam mais vulneráveis a determinadas doenças e sobre o desenvolvimento do sistema imunológico, explicou Jašarević aos repórteres em Genebra.

    Jašarević disse que os países geralmente contam com grupos técnicos consultivos nacionais de imunização, compostos por especialistas multidisciplinares que fornecem recomendações independentes e baseadas em evidências aos governos e aos gestores de programas de vacinação.

    Esses grupos, segundo ele, se baseiam nas orientações do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage), da OMS, ao estabelecer os calendários nacionais: “o que a OMS apresenta tem base científica.”

    “Esperamos que todos os países utilizem essas melhores evidências científicas de que dispomos.”

    Críticas

    O decreto de Trump gerou críticas de associações médicas, especialistas em saúde pública e fabricantes de vacinas, que afirmam não haver novas evidências científicas que justifiquem as mudanças e que o calendário vigente nos EUA reflete décadas de evidências e as necessidades específicas de saúde dos norte-americanos, rejeitando a comparação com outros países.

    Médicos alertaram que reduzir o número de vacinas recomendadas pode deixar mais crianças vulneráveis a doenças evitáveis e criar confusão entre os pais sobre quando as crianças devem ser imunizadas.

    A ordem de Trump também recomenda separar a vacina combinada contra sarampo, caxumba e rubéola em três injeções individuais.

    A fabricante de vacinas MSD afirmou que não há evidências científicas publicadas que demonstrem um benefício na divisão da vacina e alertou que consultas separadas podem aumentar o risco de atrasos ou omissões na vacinação.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Em Mauá (SP), ONU-Habitat fortalece a participação comunitária no planejamento urbano

    Em Mauá (SP), ONU-Habitat fortalece a participação comunitária no planejamento urbano

    Criar espaços de escuta, fortalecer vínculos de confiança e promover o envolvimento de quem vive no território são etapas fundamentais para planejar um processo de intervenção em um espaço urbano. Em Mauá (SP), esse é o ponto de partida da parceria entre o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e a Prefeitura de Mauá, que desenvolve, desde janeiro, abordagens participativas para promover iniciativas de melhoria urbana junto à comunidade Chafick-Macuco. 

    A iniciativa contribui para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 da Agenda 2030 da ONU, que busca tornar as cidades e os assentamentos humanos mais inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Entre suas metas está o fortalecimento das capacidades para o planejamento e a gestão participativa dos territórios, reconhecendo que processos construídos com a participação da população favorecem políticas públicas mais efetivas e duradouras. 

    Na prática, promover engajamento vai muito além da realização de reuniões. As metodologias desenvolvidas pelo ONU-Habitat incluem estratégias de mobilização comunitária, escuta ativa, comunicação territorial, mapeamento de lideranças locais e criação de canais permanentes de diálogo. O objetivo é garantir que diferentes grupos sociais possam contribuir com a identificação de desafios, potencialidades e prioridades para o território.

    No início do processo de mobilização, um dos desafios encontrados foi a dificuldade de articulação entre grupos locais, atrelado a uma baixa participação comunitária. Para superá-lo, foi necessária uma aproximação do cotidiano dos moradores: o Posto Territorial em Movimento é uma estratégia itinerante que passou a ocupar diferentes pontos do território, levando informação, orientação e escuta para locais de maior circulação da comunidade. A iniciativa já resultou em dezenas de atendimentos diretamente nas ruas da Chafick-Macuco.

    Moradores participam de uma atividade do Posto Territorial em Movimento, estratégia itinerante do ONU-Habitat que leva informação, orientação e espaços de diálogo a diferentes pontos da Chafick-Macuco, em Mauá (SP).
    Legenda: Moradores participam de uma atividade do Posto Territorial em Movimento, estratégia itinerante do ONU-Habitat que leva informação, orientação e espaços de diálogo a diferentes pontos da Chafick-Macuco, em Mauá (SP).
    Foto: © Salmom Lucas/ONU-Habitat  

    As ações também incluíram campanhas de mobilização porta a porta, distribuição de materiais informativos, articulação com lideranças comunitárias e organizações locais e a criação de um grupo de WhatsApp com mais de 50 moradores, além da realização de atividades junto a equipamentos públicos. Com esse conjunto de iniciativas, foi possível ampliar o alcance das informações e favorecer a participação de públicos que tradicionalmente ficam distantes das atividades de planejamento urbano.

    “Observamos um maior reconhecimento da equipe por parte dos moradores e uma relação de confiança que vem sendo construída gradualmente, refletida na maior aproximação da população com o projeto. É cada vez mais frequente a procura espontânea dos moradores para esclarecer dúvidas, apresentar demandas e contribuir com informações. Também percebemos uma participação mais qualificada nas atividades, com discussões voltadas não apenas aos problemas existentes, mas também à elaboração coletiva de soluções e à definição de prioridades para o futuro da Chafick-Macuco”, destaca a analista de programas do ONU-Habitat, Edna Cunha. 

    A escuta ativa e o diálogo com moradores são parte dos processos participativos desenvolvidos pelo ONU-Habitat para a construção coletiva de prioridades para a Chafick-Macuco, em Mauá (SP).
    Legenda: A escuta ativa e o diálogo com moradores são parte dos processos participativos desenvolvidos pelo ONU-Habitat para a construção coletiva de prioridades para a Chafick-Macuco, em Mauá (SP).
    Foto: © Salmom Lucas/ONU-Habitat  

    Quem mora na comunidade conta uma experiência parecida. “Ter a oportunidade de participar das decisões sobre o meu bairro faz muita diferença. Todo mundo lutando pelo mesmo objetivo, sabendo que as melhorias são para todos nós. E o que mais me chamou atenção, no meio disso tudo, foi a dedicação da equipe do ONU-Habitat em fazer esse trabalho acontecer”, destacou a moradora Tatiana Coelho.

    A atenção da equipe também é o que mais marca a moradora Luzineide Monteiro. “Ter uma equipe próxima, disposta a ouvir e orientar dá mais segurança para participar das reuniões e acompanhar o processo”, afirmou. 

    Com isso, a comunidade tem adotado uma postura cada vez mais engajada, reflexo de um trabalho contínuo de aproximação – que vai se consolidar por meio de contribuições com o plano de ação, documento para orientar as futuras intervenções no território.

    Como propõe o ODS 11, construir cidades mais inclusivas, que reflitam melhor as necessidades locais, passa pela participação de quem vive o território. A experiência em Mauá tem demonstrado isso na prática, buscando garantir que a comunidade tenha voz ativa e seja o centro de todo o projeto de melhorias na Chafick-Macuco.

    A mobilização porta a porta é uma das estratégias utilizadas pelo ONU-Habitat para ampliar o acesso à informação e fortalecer a participação dos moradores da Chafick-Macuco, em Mauá.
    Legenda: A mobilização porta a porta é uma das estratégias utilizadas pelo ONU-Habitat para ampliar o acesso à informação e fortalecer a participação dos moradores da Chafick-Macuco, em Mauá.
    Foto: © Evandro Filho/ONU-Habitat

    Fonte: brasil.un.org

  • EUA respondem ao Brasil na OMC e aceitam reunião para consultas

    EUA respondem ao Brasil na OMC e aceitam reunião para consultas

    Os Estados Unidos responderam, nesta segunda-feira (10), à manifestação do Brasil junto à Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre as tarifas extras impostas por eles a produtos brasileiros.

    Na resposta, o país norte-americano se disse pronto para conversar e atender ao pedido de consultas feito pelo governo brasileiro.

    “Os Estados Unidos aceitam o pedido do Brasil para participar das consultas. Estamos prontos para dialogar com as autoridades da sua missão em uma data mutuamente conveniente para consultas”, respondeu o governo norte-americano.

    O Brasil apresentou seus argumentos como um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC. O documento expõe o cenário, inclusive com as alegações dos EUA de serem tratados de forma discriminatória pelo Brasil.

    O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.

    O Brasil se manifestou junto à OMC no dia 27 de julho e argumentou que as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos são “inconsistentes” com as regras definidas pela entidade.

    “As medidas em questão [tomadas pelos EUA] parecem ser inconsistentes com as obrigações dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e Comércio 1994”, afirmou o Brasil.

    O Acordo Geral de Tarifas e Comércio traz a base normativa para aplicação de tarifas por parte dos membros da OMC.

    O Brasil também afirma que é preterido pelos EUA na relação comercial, comparado a outros países da Organização Mundial do Comércio.

    China 

    Autoridades do governo chinês também se manifestaram no mesmo pedido de consultas feito pelo Brasil e pediram autorização para participar das consultas. A China é o maior parceiro comercial do Brasil.

    “China tem um interesse comercial substancial nessas consultas”, disse o documento. A China afirma que os EUA também impuseram “certas medidas” a produtos originados no país.

    “Essas medidas afetam todas as exportações da China aos Estados Unidos, sujeitas a isenções específicas, e em particular as condições de competição para esses produtos originados na China e vendidos ao mercado estadunidense, como resultado de tarifas adicionais impostas. A China, portanto, solicita respeitosamente que seja permitida sua participação nas consultas nesta disputa”, acrescentou.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Lula lamenta terremoto na Colômbia: “Brasil permanece à disposição”

    Lula lamenta terremoto na Colômbia: “Brasil permanece à disposição”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou o terremoto de magnitude 7,4 registrado nesta segunda-feira (10) na Colômbia. Nas redes sociais, ele disse ter recebido com preocupação a notícia do tremor, que teve epicentro no departamento de Chocó. 

    “Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”, escreveu. 

    Também em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil acompanha, com atenção, os esforços de busca e de assistência às populações afetadas pelo terremoto e manifesta disposição de colaborar, na medida de suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência.

    Ainda segundo o Itamaraty, não foram identificados brasileiros entre as vítimas do tremor. O plantão consular da Embaixada do Brasil em Bogotá pode ser contatado por meio do telefone +57 3108096169 e o plantão consular em Brasília, pelo telefone +55 (61) 98260-0610.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Forte terremoto deixa pelo menos 20 mortos na Colômbia

    Forte terremoto deixa pelo menos 20 mortos na Colômbia

    Pelo menos 20 pessoas morreram no terremoto no oeste da Colômbia, nesta segunda-feira (10), que derrubou prédios e deixou pessoas presas nos escombros, segundo autoridades. 

    Na cidade de Pereira, 18 pessoas morreram e outras ficaram soterradas em prédios que desabaram, afirmou o prefeito Mauricio Salazar à Rádio Caracol.

    Duas pessoas morreram na cidade de Manizales, segundo o prefeito Jorge Eduardo Rojas em entrevista à Blu Radio, enquanto Alejandro Eder, prefeito de Cali, uma das maiores cidades da Colômbia, afirmou que relatos preliminares indicavam o desabamento de pelo menos 20 estruturas no local, com pessoas soterradas.

    Segundo ele, Cali solicitou o envio de socorristas de Bogotá e Medellín para auxiliar nos esforços de resgate.

    O epicentro do terremoto foi próximo a San José del Palmar, em Chocó, uma província pouco povoada na costa do Pacífico colombiano. A governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba, relatou feridos e danos significativos em Quibdó, a capital da província, e alertou os moradores sobre possíveis réplicas.

    Na província vizinha de Risaralda, o governador Juan Diego Patiño informou que Pereira, uma importante cidade da região cafeeira da Colômbia, também sofreu danos graves em algumas edificações.

    A autoridade de aviação civil da Colômbia comunicou a suspensão de voos nos aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura, enquanto inspetores verificavam a existência de danos estruturais.

    A agência de gestão de desastres do país informou ter recebido relatos de nove departamentos e de todas as 32 capitais departamentais onde o tremor foi sentido, provocando retiradas e os primeiros relatos de danos.

    O serviço geológico da Colômbia revisou a magnitude do terremoto para 7,4 e informou que ele ocorreu a uma profundidade de 96 km. O sistema de alerta de tsunamis dos EUA afirmou que não havia ameaça de tsunami.

    Testemunhas da Reuters no Estado fronteiriço venezuelano de Táchira e na cidade de Barquisimeto, no centro-oeste do país, relataram que o terremoto foi sentido nessas regiões.

    A Venezuela foi atingida por dois terremotos devastadores em junho, que mataram mais de 6.000 pessoas, principalmente no litoral próximo à capital, Caracas.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br