Categoria: Mundo

  • Especialistas da ONU pedem medidas para evitar Gaza silenciosa em Cuba

    Especialistas da ONU pedem medidas para evitar Gaza silenciosa em Cuba

    Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas (ONU) condenaram, nesta quinta-feira (6), as recentes medidas tomadas pelos Estados Unidos contra Cuba e pediram à comunidade internacional que atue rapidamente para evitar que uma “Gaza silenciosa” venha a se formar na ilha.

    “Os alimentos nunca devem ser usados como instrumento de pressão política. Medidas que, conscientemente, privam uma população dos meios de sobrevivência atentam contra as garantias mais básicas do direito à vida e prejudicam a essência da dignidade humana”, afirmaram os especialistas.

    Embargo

    No início desta semana, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, emitiu uma forte condenação ao embargo petrolífero de Washington e ao endurecimento das sanções, classificando a política do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, como “genocídio político”.

    Ele pediu o fim das sanções e do bloqueio petrolífero dos Estados Unidos contra a ilha e agradeceu aos grupos internacionais que enviaram ajuda humanitária e suprimentos para o país.

    “Que Cuba viva em paz, e que também vivam em paz os mais nobres do povo norte-americano, que historicamente lutaram pelos direitos humanos de outros povos, sem esperar reconhecimento e muitas vezes enfrentando perseguição, prisão e riscos à própria vida”, disse ele.

    Entenda

    A crise econômica sem precedentes na ilha levou várias empresas internacionais, especialmente nos setores de turismo e financeiro, a encerrarem operações em Cuba.

    Além de apagões recorrentes, o esgotamento do estoque de combustível provocou falhas na rede elétrica em nível nacional. O transporte público do país também ficou paralisado e o ano letivo foi encurtado por falta de combustível.

    Washington culpa o governo cubano pela má gestão econômica e pela falta de investimento.

    *Com informações da Reuters


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • 34 municípios do RJ recebem oficinas participativas para Planos de Ação Climática

    34 municípios do RJ recebem oficinas participativas para Planos de Ação Climática

    Trinta e quatro municípios do Rio de Janeiro irão receber entre 5 de agosto e 11 de setembro, o primeiro ciclo de oficinas participativas para subsidiar o diagnóstico da elaboração dos Planos Locais de Ação Climática (PLACs) em 34 municípios das sete regiões hidrográficas do estado do Rio de Janeiro. 

    Os planos vão contribuir para um planejamento específico para redução dos impactos das mudanças do clima voltados para cada território, levando em consideração suas características locais.

    As ações são realizadas em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o ICLEI.

    As oficinas vão incentivar o diálogo entre participantes sobre os impactos da mudança do clima em seus territórios, identificando vulnerabilidades, desafios e prioridades locais. As contribuições levantadas vão integrar diagnósticos climáticos municipais, que servirão de base para o segundo ciclo de oficinas participativas. Previsto para novembro de 2026, o novo ciclo vai discutir estratégias e prioridades para a elaboração dos 34 Planos Locais de Ação Climática. A conclusão dos planos está prevista para 2027.

    Os 34 municípios contemplados são: Angra dos Reis, Araruama, Barra do Piraí, Barra Mansa, Belford Roxo, Bom Jardim, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Mangaratiba, Maricá, Mesquita, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Paraíba do Sul, Paraty, Petrópolis, Queimados, Resende, Rio Bonito, Rio Claro, São Gonçalo, Sapucaia, Seropédica, Silva Jardim, Tanguá, Teresópolis, Três Rios, Valença e Volta Redonda.

    As oficinas serão abertas para a população local. Para participar, entre em contato com o ponto focal do seu município. Confira as datas, os locais e os contatos de cada oficina: tinyurl.com/34PLACsRJ.

    As oficinas participativas serão realizadas nos 34 municípios indicados no mapa, entre os meses de agosto e setembro de 2026.
    Legenda: As oficinas participativas serão realizadas nos 34 municípios indicados no mapa, entre os meses de agosto e setembro de 2026.
    Foto: © Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro.

    Metodologia dos PLACs

    A elaboração dos Planos Locais de Ação Climática tem como principal referência a ferramenta City Resilience Action Planning – Planejamento de Ações para Resiliência Urbana, em tradução livre (CityRAP), desenvolvida pelo ONU-Habitat e pelo Centro Técnico Sub-Regional para Gestão de Riscos de Desastres, Sustentabilidade e Resiliência Urbana (DiMSUR) para apoiar municípios na construção participativa de estratégias de resiliência urbana. 

    A metodologia oferece um passo a passo para integrar a participação popular ao planejamento climático local por meio de capacitações, exercícios e atividades colaborativas estruturadas em cinco pilares do planejamento para a resiliência:

    • Governança urbana e participação social;
    • Planejamento urbano e meio ambiente;
    • Infraestrutura resiliente e serviços básicos;
    • Economia urbana, finanças e sociedade;
    • Gestão de riscos de desastres.

    A construção dos planos envolve a participação de profissionais de diferentes setores da sociedade e de secretarias municipais, como gestão pública, fazenda, educação, cultura, saúde, infraestrutura, habitação, mobilidade, segurança pública, defesa civil, turismo, agricultura, biodiversidade e ecossistemas, dentre outros. A diversidade de conhecimentos e experiências contribui para a elaboração de planos mais abrangentes, viáveis e alinhados às necessidades locais, fortalecendo sua implementação integrada e participativa.

    “O CityRAP é uma excelente ferramenta que apoia o planejamento climático especialmente de cidades de pequeno e médio porte. Seu passo a passo pode ser replicado para diferentes realidades, e utilizado por pessoas de diferentes áreas. Esperamos um papel ativo dos municípios na construção dessa agenda transversal, para que os planos reflitam as especificidades territoriais, as oportunidades e os desafios de cada localidade”, ressalta a Chefe do Escritório do ONU-Habitat no Brasil, Rayne Ferretti Moraes.

    Cada município conta com dois pontos focais responsáveis por coordenar a implementação da metodologia CityRAP em nível local, apoiar a coleta e análise de dados, a elaboração e validação dos produtos técnicos, e por mobilizar atores estratégicos e incentivar o engajamento das comunidades ao longo do processo de elaboração dos PLACs.

    Vista do Monumento Natural Estadual da Serra da Beleza, localizado entre os municípios fluminenses de Barra do Piraí, Barra Mansa e Valença.
    Legenda: Vista do Monumento Natural Estadual da Serra da Beleza, localizado entre os municípios fluminenses de Barra do Piraí, Barra Mansa e Valença.
    Foto: © Raphael Carestiato/Wikimedia commons

    A ponto focal de Barra do Piraí (RJ) e diretora de licenciamento e gestão ambiental da Secretaria Municipal do Ambiente e Sustentabilidade, Elis de Souza Pinto, espera que a movimentação para a criação do Plano de Ação Climática fortaleça a resiliência da sua cidade.

    “A elaboração do Plano representa uma oportunidade estratégica para consolidar ações de prevenção, adaptação e resposta, com base nas necessidades e características locais. Nossa expectativa é que esse instrumento contribua para o fortalecimento da resiliência do município e para a construção de soluções mais eficazes diante dos impactos causados pelas mudanças climáticas”, diz.

    Contatos para imprensa: 

    Fonte: brasil.un.org

  • Milei faz nova tentativa de ampliar venda de terras a estrangeiros

    Milei faz nova tentativa de ampliar venda de terras a estrangeiros

    O governo de Javier Milei tenta votar novamente no Senado, nesta quinta-feira (6), projeto de lei que altera os limites para estrangeiros comprarem terras na Argentina. Oposição e setores sociais acusam governo de “entreguismo” e convocaram protestos para o momento da votação.

    O Senado argentino vinha resistindo a votar a proposta original da Casa Rosada de acabar com qualquer limite para compra de terras por estrangeiros, que atualmente é de 15% nos níveis nacional, provincial e municipal.

    Devido à dificuldade em avançar com a matéria, o governo Milei apresentou, nessa terça-feira (4), uma proposta mais moderada, que amplia o limite para 25% por província do país.

    Em meados de julho, o governo argentino tentou votar o tema no Senado, mas o projeto foi retirado de pauta por falta de apoio. A Casa Rosada defende o fim do limite previsto em lei de 2011 alegando que a restrição impediria os investimentos internacionais no país.

    “[A legislação] implicava uma limitação irrazoável que, longe de constituir uma verdadeira proteção, levava a um condicionamento e desincentivo ao investimento internacional, principalmente no setor agrícola, um dos principais setores produtivos do país”, diz comunicado do governo argentino enviado ao Senado, em março deste ano. 

    Milei já havia tentado derrubar a restrição, por meio de decreto presidencial, assim que assumiu o poder, em dezembro de 2023. Porém, a mudança foi suspensa pelo Poder Judiciário, levando a Casa Rosada a buscar alterar a regra via Legislativo.

    A organização não governamental (ONG) Observatório de Terras da Argentina, que reúne pesquisadores contrários à mudança, calcula que quase 5% das terras do país estão em mãos de estrangeiros, o que representa 13 milhões de hectares, área equivalente ao tamanho da Inglaterra.

    Segundo o observatório, 36 departamentos superam o limite legal de 15%, como Lácar (Neuquén), General Lamadrid (La Rioja) y Molinos y San Carlos (Salta), cujo percentual de terras em mãos estrangeiras supera 50%.

    Colonialismo

    A organização argumenta que a mudança coloca em risco o acesso do povo argentino a rios, lagos e nascentes, o que representaria um estatuto “colonial”.

    “Esta reforma visa facilitar dinâmicas de apropriação e concentração que podem envolver o controle sobre extensas áreas de terra e recursos naturais estratégicos, sem necessariamente gerar uma circulação local das rendas obtidas”, diz informe da ONG. 

    Assinado pelos especialistas Pablo Volkind, Matías Oberlin y Julieta Caggiano, o informe acrescenta que o texto é um atentado à soberania nacional que põe os recursos naturais do país a serviço de corporações estrangeiras.

    “Isso só aumentará o conflito social em cada um dos territórios onde for implementado. Como já apontamos, a Lei de Propriedade Estrangeira, promovida por Federico Sturzenegger [ministro da Desregulação e Transformação] em nome do governo nacional, é apresentada como um novo marco legal para o colonialismo”, concluem os especialistas.

    Segundo o governo MIlei, a mudança não afetaria a soberania porque proíbe a venda de terras para Estados estrangeiros, permitindo apenas para a iniciativa privada.

    Defesa da propriedade privada

    O projeto que amplia o limite para venda de terras argentinas a estrangeiros faz parte de um pacote mais amplo de mudanças legislativas defendidas pelo governo argentino, chamada de Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada.

    O pacote tem medidas que, entre outras mudanças, aceleram os processos de despejos, dificultam as expropriações estatais e reduzem as restrições para venda de áreas protegidas ambientalmente após incêndios florestais.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • BID amplia para US$ 4 bilhões o fundo para segurança na América Latina

    BID amplia para US$ 4 bilhões o fundo para segurança na América Latina

    A demanda dos países da América Latina e do Caribe por recursos para segurança pública surpreendeu o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), levando-o a ampliar de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões o volume de financiamento destinado a projetos de combate à violência e ao crime organizado entre 2026 e 2028.

    O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5), durante a abertura da Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.

    Segundo o presidente do BID, Ilan Goldfajn, quase 60% das metas previstas para três anos da iniciativa já foram alcançadas em apenas um ano. Ele atribuiu a ampliação dos recursos à forte demanda dos países da região, onde a segurança pública se tornou uma das principais preocupações dos governos.

    Goldfajn destacou que, embora a América Latina concentre cerca de 8% da população mundial, ela responde por aproximadamente 33% dos homicídios registrados no planeta.

    Descapitalizar o crime

    O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, defendeu a ampliação da cooperação internacional e o compartilhamento de informações para combater organizações criminosas transnacionais.

    Segundo Lima e Silva, o combate ao crime não pode se limitar às manifestações finais da violência, sendo necessário concentrar esforços também na desarticulação financeira das facções criminosas.

    O ministro destacou que as estruturas criminosas se adaptaram à globalização, passaram a operar em rede e utilizam os sistemas financeiros internacionais para movimentar recursos com rapidez.

    Interpol

    A cúpula também marcou a entrada da Interpol na Força-Tarefa de Resposta Rápida Contra a Violência e o Crime Organizado, mecanismo criado para oferecer assistência técnica especializada e apoio a países que enfrentem crises ou ameaças emergenciais.

    O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, afirmou que segurança, justiça e desenvolvimento devem ser tratados de forma integrada e que a nova parceria permitirá ampliar a capacidade de resposta dos países da região por meio de missões técnicas, intercâmbio de conhecimento e fortalecimento operacional.

    Acordo entre BID e Brasil

    Durante o encontro, o BID e o governo brasileiro assinaram um memorando de entendimento para ampliar a cooperação no enfrentamento ao crime organizado. O acordo prevê até R$ 5 bilhões em recursos para apoio técnico e financeiro ao Programa Brasil contra o Crime Organizado.

    Os investimentos serão direcionados à qualificação da investigação de homicídios, fortalecimento da segurança nos presídios, combate financeiro às organizações criminosas e enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.

    Aliança

    Criada para promover respostas coordenadas aos desafios de segurança da América Latina e do Caribe, a Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento reúne 23 países-membros e 14 parceiros estratégicos.

    A iniciativa busca impulsionar investimentos e apoiar políticas voltadas à prevenção da violência, fortalecimento institucional, modernização dos sistemas de justiça e combate aos mercados ilícitos.

    Durante a cúpula, o Brasil assumiu a presidência temporária do grupo pelos próximos 12 meses.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Brasil rebaixa relação com Argentina após novos insultos de Milei

    Brasil rebaixa relação com Argentina após novos insultos de Milei

    O governo do Brasil decidiu rebaixar o nível das relações bilaterais com a Argentina após as sucessivas agressões do presidente Javier Milei contra o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

    O Ministério das Relações Exteriores decidiu que o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, não deve regressar à Argentina enquanto as agressões do Milei continuarem. Os insultos foram considerados um desrespeito inaceitável em relações bilaterais.

    O Brasil agora será representado no país vizinho por um Encarregado de Negócios, cargo mais baixo que expressa esse rebaixamento diplomático.  

    Em 26 de julho, o embaixador brasileiro Bitelli foi convocado a voltar a Brasília após Milei xingar o presidente Lula em convenção partidária do Partido Liberal (PL), que indicou o senador Flávio Bolsonaro a disputar a Presidência da República.  

    Na ocasião, Milei chamou Lula de “presidiário” e atacou o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do julgamento que condenou o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

    “Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”, rebateu o Itamaraty, em nota.

    Nos dias seguintes à convenção do PL, as agressões de Milei contra Lula continuaram com insultos como “ladrão” e “lixo socialista”. Milei também continuou insultando o STF em manifestações públicas.

    Essas reiteradas agressões motivam o Brasil a decidir não enviar de volta à Argentina o embaixador Julio Bitelli. A decisão deve ser mantida enquanto os insultos continuarem.

    Argentina

    Por meio de nota divulgada nas redes sociais, o governo da Argentina lamentou a decisão “unilateral” do governo brasileiro, argumentando que ela foi adotada por questões “puramente ideológicas”.

    “Nunca respondemos a uma diferença política com uma medida institucional. Esse critério é o que a Argentina sustenta hoje”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Argentina.

    O governo brasileiro tem defendido que mantém relações diplomáticas com governos de todos os perfis ideológicos, tendo sido as ofensas o motivo do rebaixamento das relações diplomáticas.

    Repercussão

    A decisão brasileira teve repercussão nos jornais do país vizinho. O Clarín, um dos mais tradicionais da Argentina, classificou a decisão como “dura sanção diplomática”.

    O jornal Infobae disse que a relação entre os dois países está em uma “crise sem precedentes”, destacando que a medida preocupa o empresariado da Argentina.  

    O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina, sendo destino de 12,6% das exportações de bens do país, à frente da China com 9,9% e Estados Unidos, com 9,8%, no acumulado de janeiro a junho deste ano, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina (Indec). 

    Em 2025, a Argentina figurou como o terceiro principal destino das exportações brasileiras, que representaram US$ 18,1 bilhões em bens vendidos, o que soma 5,2% do total exportado pelo Brasil. Os dados são da Comex Stat, o banco de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • EUA declaram emergência; incêndios florestais assolam Noroeste do país

    EUA declaram emergência; incêndios florestais assolam Noroeste do país

    O governo norte-americano declarou estado de emergência para responder aos incêndios florestais que assolam o Noroeste do país, onde mais de 65 mil pessoas foram retiradas de suas casas e cerca de 700 estruturas foram destruídas.

    O governador de Washington, Bob Ferguson (Partido Democrata), confirmou a declaração na terça-feira (4), depois de ter solicitado apoio federal para combater as chamas, que afetaram particularmente Spokane, a segunda maior cidade do Estado, cercada por três focos de incêndio distintos.

    A declaração de estado de emergência permite à Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema, na sigla em inglês) prestar apoio aos esforços de resposta, incluindo evacuações, abrigos de emergência, alimentos e água, operações de busca e salvamento e outros custos relacionados com a resposta.

    Mais de 65 mil pessoas na região de Spokane foram retiradas de suas casas, enquanto algumas regressaram para descobrir que perderam tudo, noticiou a agência EFE.

    As autoridades contabilizaram, até o momento, cerca de 700 estruturas queimadas, mas estima-se que a extensão dos danos seja muito maior devido aos três incêndios que estão fora de controle.

    Os bombeiros não conseguiram conter os três focos que rodeiam a área, alimentados por ventos fortes e condições de seca, pelo que as ordens de evacuação obrigatória continuam em vigor em várias áreas.

    Ferguson mobilizou membros da Guarda Nacional de Washington para auxiliar na emergência.

    Prisão

    A polícia daquele Estado deteve Aaron Farinacci, de 37 anos, que foi visto agindo de forma suspeita perto do local de um dos incêndios que afetam Spokane antes do seu início, informaram as autoridades.

    Farinacci é suspeito do incêndio Old Trails, que começou no sábado e é um dos treze que assolam Washington. Ele está detido sob fiança.

    Na terça-feira, as autoridades do Estado de Washington também lidavam com as eleições primárias e com o dever de garantir que eleitores possam exercer o direito de voto e manter a integridade dos boletins de voto enviados pelo correio.

    Oregon

    No estado vizinho, Oregon, os incêndios florestais também mantém as autoridades em alerta máximo: são mais de 30 focos ativos.

    Um dos incêndios, o Grasshopper Fire, obrigou à evacuação de quem estava hospedado no sofisticado resort Mt. Hood Meadows.

    Na segunda-feira (3), o Departamento Florestal do Oregon anunciou que foi estabelecido um novo recorde de área atingida por incêndios florestais, com quase 809 mil hectares devastados, superando o recorde anterior de 769 mil hectares, registrado em 2014.

    Oregon já registrou mais de 1,3 mil focos de incêndios florestais neste ano, com três meses de período seco ainda pela frente. Atualmente é o estado com maior número de incêndios ativos no país.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • França detém mais de 400 pessoas por suspeita de ligação a incêndios

    França detém mais de 400 pessoas por suspeita de ligação a incêndios

    Mais de 400 pessoas foram detidas, incluindo 156 menores, por suspeita de ligação com os incêndios florestais que assolam a França e já queimaram 120 mil hectares desde o início do verão. 

    Das 402 pessoas detidas, 156 são menores e 36 estão sob custódia, seja por condenação ou para aguardarem julgamento, informou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, em conferência de imprensa.

    No total, “desde o início da época, tivemos 14.540 focos de incêndio” em uma área queimada de 120 mil hectares, acrescentou, garantindo que “a situação está melhorando”.

    As autoridades, informaram que monitoram de perto várias regiões. Nuñez citou o litoral mediterrânico (sudeste), o vale do Ródano (centro-leste) e o oeste, onde teve início um incêndio em Morbihan, na Bretanha.

    “Obviamente, continuamos extremamente vigilantes, uma vez que as condições meteorológicas permanecem favoráveis aos incêndios florestais”, explicou.

    Alerta laranja

    A agência meteorológica Météo-France manteve o aviso laranja de onda de calor para quarta-feira em 13 departamentos (em comparação com 16 na terça-feira), incluindo Drôme (sudeste), onde um incêndio iniciado na segunda-feira já consumiu 280 hectares, segundo o ministro.

    O sistema de alerta francês tem quatro níveis, do verde (sem vigilância específica) ao vermelho (vigilância absoluta), incluindo os níveis amarelo e laranja.

    Nove em cada dez incêndios florestais são causados por humanos, sendo os raios responsáveis por grande parte dos restantes 10%.

    Os maiores incêndios da temporada na França, no entanto, foram acidentais, de acordo com as primeiras conclusões.

    Em 2026, o país já bateu o recorde de área queimada em vinte anos de medições por satélite, segundo o Sistema Europeu de Monitoração de Incêndios (EFFIS).

    As florestas estão queimando com muito mais facilidade porque a vegetação e o solo estão extremamente secos há meses, um fenômeno agravado pelas recentes ondas de calor excepcionais.

    De acordo com um estudo publicado na quinta-feira pelos climatologistas do grupo World Weather Attribution, as alterações climáticas causadas pelas atividades humanas estão tornando a atual seca mais severa.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • Lula conversa com Putin sobre comércio e geopolítica

    Lula conversa com Putin sobre comércio e geopolítica

    Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o da Rússia, Vladmir Putin, conversaram por telefone nesta terça-feira (4). O comércio entre os dois países esteve entre os assuntos abordados. Lula expressou o desejo de o Brasil exportar mais para a Rússia, buscando maior equilíbrio na relação comercial entre ambos.

    A importância do fornecimento de diesel e fertilizantes para o Brasil foi enfatizada durante o telefonema. Na conversa, que durou cerca de 1 hora, eles também falaram sobre a intenção de ampliar a cooperação em áreas como energia, ciência e tecnologia e naval.

    No tema geopolítica, Lula se mostrou decepcionado com a incapacidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas em encontrar soluções para os conflitos mundiais. A Rússia é um dos protagonistas nesse quesito, com um conflito que já dura quase três anos com a Ucrânia.

    Lula mantém seu discurso de alcançar a resolução pelo diálogo. No telefonema, ele ressaltou os aspectos humanitários dos conflitos, lamentando a perda de vidas humanas, inclusive civis.

    O presidente brasileiro reiterou ainda o apoio do país à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas.

    Brics

    O Brics, bloco econômico que tem Brasil e Rússia como um dos integrantes, também foi tema da conversa entre Lula e Putin. 

    Segundo o Planalto, houve consenso em seguir trabalhando em conjunto nos foros internacionais, sobretudo no bloco.

    Ambos também concordaram sobre a importância do multilateralismo, ou seja, um mundo com vários protagonistas e cooperação entre diversos países.


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ONG culpa Marrocos por “desespero” de imigrantes rumo à Europa

    ONG culpa Marrocos por “desespero” de imigrantes rumo à Europa

    A Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) responsabilizou o Estado do Marrocos pelo movimento migratório de mais de 50 mil pessoas rumo a Ceuta ou Melilla, enclaves espanhóis no continente africano. Quase 100 pessoas morreram no percurso, segundo dados do governo ceuta.

    “A falta de perspectivas para os cidadãos e o agravamento dos sentimentos de frustração e desespero, especialmente entre os jovens, deixaram de ser apenas sentimentos individuais e se tornaram a identidade de toda uma geração, para a qual o deslocamento e o desejo de emigrar se transformaram em linguagem de expressão da raiva popular contra o fracasso das políticas estatais”, diz a organização local.

    O documento foi aprovado pelo Bureau Central da AMDH, considerada uma das organizações mais importantes e influentes do Marrocos no tema dos direitos humanos.

    A associação critica a desigualdade social e a distribuição injusta da riqueza por meio da apropriação dos recursos do país por um pequeno grupo, por meio de “uma economia rentista, da corrupção, do autoritarismo e da tirania”.

    Segundo a ONG, o fenômeno é a “expressão gritante de uma profunda crise estrutural e o culminar de décadas de marginalização social e econômica”.

    A associação condenou ainda a exploração da crise migratória como “pressão política ou de negociação com Espanha ou a Europa”, ao alegar que as pessoas não devem ser arrastadas para “jogos políticos e diplomáticos à custa de seus direitos fundamentais”.

    Especialistas ouvidos pela Agência Brasil divergem em relação à anuência do governo do Marrocos na crise imigratória em Ceuta, que poderia ser usada para barganhar vantagens políticas junto aos países europeus.

    A organização de direitos humanos ainda critica o “silêncio suspeito” das instituições estatais marroquinas.

    “Isso fortaleceu a criação de um estado de mobilização abrangente na maioria das cidades e regiões.”

    A escalada retórica na Europa e nos Estados Unidos (EUA) também foi criticada pela organização de direitos humanos marroquina. “[A iniciativa] vem da extrema-direita, que incita o ódio contra os imigrantes e os retrata como uma ameaça existencial às sociedades e aos países ocidentais.”

    Marrocos é uma monarquia constitucional e parlamentar, marcada pela tradição islâmica e que combina instituições democráticas modernas com um controle forte da dinastia alauíta liderada pelo rei Mohammed VI, que completou 27 anos no trono no último dia 29 de julho. Ele é o comandante das forças armadas e figura central na política marroquina.  

    Juventude

    O professor marroquino de relações internacionais Mohammed Nadir, da Universidade Federal do ABC paulista (UFABC), ressaltou à Agência Brasil que o êxodo em massa de jovens para Ceuta e Melilla expôs o “fracasso” do projeto de desenvolvimento nacional nos últimos anos.  

    “É verdade que o país se modernizou nos últimos anos, se desenvolveu bastante no que diz respeito a infraestruturas e grandes projetos liderados pelo próprio rei do Marrocos, como autoestradas de milhares de quilômetros, energias renováveis, indústria automóvel e aeronáutica, o que transformou Marrocos num hub internacional no Norte de África.”

    Apesar disso, o professor Nadir, que visitava Marrocos durante a crise, aponta que as mudanças não atingiram a população marroquina de maioria jovem.

    “O que tenho visto aqui na rua é o mal-estar em relação ao aumento custo de vida, falta de oportunidades e o difícil acesso à saúde pública. Tudo isso faz com que a população marroquina sonhe em emigrar para Europa em busca de melhoria de vida.”

    Desenvolvimento

    Ao comemorar o 27º aniversário como rei do Marrocos, em meio à crise de imigração em Ceuta, Mohammed VI publicou um texto direcionado à nação para exaltar as conquistas estatais nos últimos anos.

    “Nosso país está agora em um momento crucial do seu processo de desenvolvimento, onde um ideal de confiança e otimismo deve prevalecer sobre qualquer retórica que possa alimentar o desespero e a frustração.”

    Segundo ele, a segurança e a estabilidade que reinam no Marrocos, bem como o funcionamento eficaz das instituições públicas são motivo de orgulho. Ele citou ainda o crescimento de cerca de 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025.

    “Marrocos se tornou o principal exportador automotivo da África, com capacidade de produção anual de aproximadamente 1 milhão de veículos. Consequentemente, a participação dos setores automotivo e aeroespacial nas exportações totais do Marrocos aumentou para mais de 40%, superando a indústria de fosfato”, argumentou.

    Em 2023, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Marrocos foi de 0,71 , o que coloca o país na categoria de alto desenvolvimento humano, posicionando-o em 120º lugar entre 193 países e territórios, segundo dados das Nações Unidas (ONU).

    No continente africano, Marrocos figura com o 10º maior IDH, atrás de países como África do Sul, Egito, Argélia e Tunísia. Em 2022, o desemprego entre a população de 15 a 24 anos somava 24,9%.
     


    Brasília - DF - 03/08/2026 - Crise imigratória em Ceuta repercute na Europa e no mundo. Fonte: Google Maps

    Fonte: Google Maps


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

  • ONG culpa Estado de Marrocos por “desespero” para imigrar

    ONG culpa Estado de Marrocos por “desespero” para imigrar

    A Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) responsabilizou o Estado de Marrocos pelo movimento migratório de mais de 50 mil pessoas rumo a Ceuta ou Melilla, enclaves espanhóis no continente africano. Quase 100 pessoas morreram no percurso, segundo dados do governo ceuta.

    “A falta de perspectivas para os cidadãos e o agravamento dos sentimentos de frustração e desespero, especialmente entre os jovens, deixaram de ser apenas sentimentos individuais e se tornaram a identidade de toda uma geração, para a qual o deslocamento e o desejo de emigrar se transformaram em linguagem de expressão da raiva popular contra o fracasso das políticas estatais”, diz a organização local.

    O documento foi aprovado pelo Bureau Central da AMDH, considerada uma das organizações mais importantes e influentes de Marrocos no tema dos direitos humanos.

    A associação critica a desigualdade social e a distribuição injusta da riqueza por meio da apropriação dos recursos do país por um pequeno grupo, por meio de “uma economia rentista, da corrupção, do autoritarismo e da tirania”.

    Segundo a ONG, o fenômeno é a “expressão gritante de uma profunda crise estrutural e o culminar de décadas de marginalização social e econômica”.

    A associação condenou ainda a exploração da crise migratória como “pressão política ou negociação com Espanha ou a Europa”, ao alegar que as pessoas não devem ser arrastadas para “jogos políticos e diplomáticos à custa de seus direitos fundamentais”.

    Especialistas ouvidos pela Agência Brasil divergem em relação à anuência do governo de Marrocos na crise imigratória em Ceuta, que poderia ser usada para barganhar vantagens políticas junto aos países europeus.

    A organização de direitos humanos ainda critica o “silêncio suspeito” das instituições estatais marroquinas.

    “Isso fortaleceu a criação de um estado de mobilização abrangente na maioria das cidades e regiões.”

    A escalada retórica na Europa e nos Estados Unidos (EUA) também foi criticada pela organização de direitos humanos marroquina. “[A iniciativa] vem da extrema-direita, que incita o ódio contra os imigrantes e os retrata como uma ameaça existencial às sociedades e aos países ocidentais.”

    Marrocos é uma monarquia constitucional e parlamentar, marcada pela tradição islâmica e que combina instituições democráticas modernas com um controle forte da dinastia alauíta liderada pelo rei Mohammed VI, que completou 27 anos no trono no último dia 29 de julho. Ele é o comandante das forças armadas e figura central na política marroquina.  

    Juventude

    O professor marroquino de relações internacionais Mohammed Nadir, da Universidade Federal do ABC paulista (UFABC), ressaltou à Agência Brasil que o êxodo em massa de jovens para Ceuta e Melilla expôs o “fracasso” do projeto de desenvolvimento nacional nos últimos anos.  

    “É verdade que o país se modernizou nos últimos anos, se desenvolveu bastante no que diz respeito a infraestruturas e grandes projetos liderados pelo próprio rei de Marrocos, como autoestradas de milhares de quilômetros, energias renováveis, indústria automóvel e aeronáutica, o que transformou Marrocos num hub internacional no Norte de África.”

    Apesar disso, o professor Nadir, que visitava Marrocos durante a crise, aponta que as mudanças não atingiram a população marroquina de maioria jovem.

    “O que tenho visto aqui na rua é o mal-estar em relação ao aumento custo de vida, falta de oportunidades e o difícil acesso à saúde pública. Tudo isso faz com que a população marroquina sonhe em emigrar para Europa em busca de melhoria de vida.”

    Desenvolvimento

    Ao comemorar o 27º aniversário como rei de Marrocos, em meio à crise de imigração em Ceuta, Mohammed VI publicou um texto direcionado à nação para exaltar as conquistas estatais nos últimos anos.

    “Nosso país está agora em um momento crucial do seu processo de desenvolvimento, onde um ideal de confiança e otimismo deve prevalecer sobre qualquer retórica que possa alimentar o desespero e a frustração.”

    Segundo ele, a segurança e a estabilidade que reinam em Marrocos, bem como o funcionamento eficaz das instituições públicas são motivo de orgulho. Ele citou ainda o crescimento de cerca de 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025.

    “Marrocos se tornou o principal exportador automotivo da África, com capacidade de produção anual de aproximadamente 1 milhão de veículos. Consequentemente, a participação dos setores automotivo e aeroespacial nas exportações totais de Marrocos aumentou para mais de 40%, superando a indústria de fosfato”, argumentou.

    Em 2023, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Marrocos foi de 0,71 , o que coloca o país na categoria de alto desenvolvimento humano, posicionando-o em 120º lugar entre 193 países e territórios, segundo dados das Nações Unidas (ONU).

    No continente africano, Marrocos figura com o 10º maior IDH, atrás de países como África do Sul, Egito, Argélia e Tunísia. Em 2022, o desemprego entre a população de 15 a 24 anos somava 24,9%.
     


    Brasília - DF - 03/08/2026 - Crise imigratória em Ceuta repercute na Europa e no mundo. Fonte: Google Maps

    Fonte: Google Maps


    Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br